ASCITE
PROPEDÊUTICA MÉDICA- UNILUS
DRA. VALERIA FAVACHO GALVÃO
ASCITE
Ascite = acúmulo de liquido livre de origem patológica na
cavidade peritoneal (do grego askos ou askites)
Askos = saco ou conteúdo de um saco
Askites = ASCITE
Mais de 90% das causas de ascite são devidas a cirrose,
carcinomatose peritoneal, insuficiência cardíaca congestiva e
tuberculose peritoneal .
HIPERTENSÃO PORTAL-Ascite é o extravasamento do plasma
sanguíneo para o interior da cavidade abdominal,principalmente
através do peritônio,provocado por vários fatores.
INFORMACOES CLINICAS RELEVANTES
• Inicio lento e gradativo doença hepática crônica – cirrose
• Inicio rápido causas extra-hepáticas trombose
de veia supra-hepática-pericardite constritiva e insuficiência cardíaca
congestiva
• Emagrecimento acentuado- carcinomatose ou tuberculose peritoneal
FISIOPATOGENIA
• HIPERTENSÃO PORTAL-AUMENTO DA RESISTÊNCIA AO FLUXO DE SANGUE
ATRAVÉS DO FÍGADO-AUMENTO NA PRESSÃO EM TODAS AS VEIAS QUE
CONFLUEM NA VEIA PORTA(SISTEMA PORTA HEPÁTICO).
• VEIAS TORNAM-SE DILATADAS,LEVANDO AO EXTRAVASAMENTO DE UM
LÍQUIDO FILTRADO DO SANGUE QUE “ESCAPA” DOS VASOS.
• CIRROSE - HIPOALBUMINEMIA:DESNUTRIÇÃO;FALÊNCIA NA PRODUÇÃO
DE ALBUMINA(REALIZADA EXCLUSIVAMENTE NO FÍGADO)-DIMINUIÇÃO
DA PRESSÃO ONCÓTICA NOS VASOS-EXTRAVASAMENTO DO PLASMA.
FISIOPATOGENIA
• RETENÇÃO DE SÓDIO E ÁGUA PELOS RINS
• AUMENTO DA PRESSÃO NOS VASOS SANGUÍNEOS-ORGANISMO
LIBERA SUBSTÂNCIAS VASODILATADORAS PARA CONTROLAR A
PRESSÃO;QUEDA DA PRESSÃO SANGUÍNEA EM TODO O ORGANISMO.
• OS RINS INTERPRETAM A PRESSÃO BAIXA COMO SINAL DE QUE FALTA
LIQUIDO NO ORGANISMO(SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINA-
ALDOSTERONA) PARA ABSORVER MAIS SAL E ÁGUA E TENTAR ELEVAR
A PRESSÃO;AUMENTO DA ASCITE.
PATOGÊNESE DA FORMAÇÃO DE ASCITE
NOS CIRRÓTICOS
FATORES DE RISCO
1- Álcool – Etanol - Cirrose alcóolica
1.1 É necessário quantificar o volume, o tempo de
consumo e o tipo de bebida
VOL. DA BEBIDA (ML) X CONC.(%) X 0,8 = ETANOL (G)
FATORES DE RISCO
2- Vírus
2.1 Cirrose – Hepatites B, C e D
2.2 Hepatite B – Doença Sexualmente Transmissível;
Transmissão Vertical Materno – Fetal
2.3 HEPATITE C – Transmissão semelhante ao HIV
(Transfusões Sanguíneas; Uso de drogas ilícitas; Práticas
de tatuagem e acupuntura).
3- DROGAS
3.1 Qualquer droga de metabolismo hepático pode
determinar agressão de maior ou menor grau ao seu
parênquima. Dose e duração de uso.
3.2 METOTREXATO; ISONIAZIDA;
SULFONAMIDAS;AMIODARONA;CLORPROMAZINA
4- HISTÓRIA FAMILIAR
4.1 Causas Metabólicas de Cirrose – Hemocromatose,
Doença de Wilson, Doenças Colestáticas Familiares.
4.2 Hepatite Autoimune
4.3 Esquistossomose
EXAME FÍSICO
• Distúrbio da Homeostase
Hormonal – Hiperestrogenismo
Relativo.
• Sinais de Feminilização:
Ginecomastia e Queda de Pêlos.
• Aranhas Vasculares ou Telangectasias:
face, tronco superior e ombros.
• Atrofia testicular
• Eritema Palmar – região
tenar e hipotenar
Exame Físico:
• Aumento do volume
Abdominal
• Pesquisa de Submacicez
Móvel em Flanco à percussão
(>1.500 ml de líquido livre)
• Estigmas de Hepatopatia
Crônica
Sinal de Piparote
CLASSIFICAÇÃO
• ASCITE LEVE - OBSERVADA SOMENTE NO EXAME
ULTRASSONOGRÁFICO;SEM GRANDE AUMENTO DO VOLUME
ABDOMINAL.
• ASCITE MODERADA – AUMENTO SIGNIFICATIVO DO ABDOME;SEM A
PRESENÇA DE DISPNÉIA.
• ASCITE SEVERA – DISPNÉIA E/OU ABDOME TENSO.
Paracentese Diagnóstica
Indicação:
• Pacientes internados ou ambulatoriais com ascite ao
exame físico de início recente.
• Qualquer cirrótico com ascite e deterioração do quadro
clínico.
Contraindicação:
• Fibrinólise ou Coagulação Intravascular Disseminada
clinicamente evidentes.
Paracentese
Complicações:
1% Hematoma de parede < 1/1000 hemoperitôneo ou
perfuração de víscera oca
A infusão profilática de plasma fresco congelado ou
plaquetas não é necessária.
Estudo do Líquido Ascítico (20 ml)
• Citologia Global e Diferencial: (10-27% cirróticos com ascite
tem Peritonite Bacteriana Espontânea – (PBE) na admissão)
• Polimorfonuclear > 250 cel/mm3
• Cultura positiva em 80% (PBE)
• Peritonite Bacteriana Secundária: DHL > 225mU/L, glicose
<50mg/dL, proteína total >1g/dL e múltiplos organismos na
coloração de Gram (ruptura de vísceras ou abscesso
loculado).
Estudo do Líquido Ascítico
• ADA, Citologia, esfregaço e cultura para mico bactérias
⇒ TB peritoneal
• Citologia oncótica ⇒ + carcinomatose peritoneal.
⇑ sensibilidade na centrifugação de grande volume de
amostra.
• CEA > 10mg/ml ⇒ carcinomatose peritoneal 70%
(mama, cólons, estômago, pâncreas)
Estudo do Líquido Ascítico
• Linfa: ⇑ ascite quilosa.
• Amilase: ⇑ pancreatite ou perfuração intestinal.
• Bilirrubina: ⇑ perfuração biliar ou intestinal.
• Paracentese de grande volume ⇒ Citologia global com
diferencial. Cultura não é realizada de rotina.
Característica da Ascite na Cirrose
• Líquido citrino, amarelado;Gradiente de albumina soro-
ascite>1,1 g/dl
• (70%) Proteína total < 2.5 g/DL
• Albumina corresponde a 50%
• PBE normalmente acontece no paciente com Proteína
total no líquido ascítico <1 g/DL
Tratamento
• Repouso ( ⇑ natriurese )
• Restrição de Sódio – 2g sal/dia (5-15%)
• Restrição de líquidos (Na+ < 130mEq/l)
OBRIGADA!!!
Dra. Valéria Favacho Galvão

Ascite

  • 1.
  • 2.
    ASCITE Ascite = acúmulode liquido livre de origem patológica na cavidade peritoneal (do grego askos ou askites) Askos = saco ou conteúdo de um saco Askites = ASCITE Mais de 90% das causas de ascite são devidas a cirrose, carcinomatose peritoneal, insuficiência cardíaca congestiva e tuberculose peritoneal . HIPERTENSÃO PORTAL-Ascite é o extravasamento do plasma sanguíneo para o interior da cavidade abdominal,principalmente através do peritônio,provocado por vários fatores.
  • 3.
    INFORMACOES CLINICAS RELEVANTES •Inicio lento e gradativo doença hepática crônica – cirrose • Inicio rápido causas extra-hepáticas trombose de veia supra-hepática-pericardite constritiva e insuficiência cardíaca congestiva • Emagrecimento acentuado- carcinomatose ou tuberculose peritoneal
  • 4.
    FISIOPATOGENIA • HIPERTENSÃO PORTAL-AUMENTODA RESISTÊNCIA AO FLUXO DE SANGUE ATRAVÉS DO FÍGADO-AUMENTO NA PRESSÃO EM TODAS AS VEIAS QUE CONFLUEM NA VEIA PORTA(SISTEMA PORTA HEPÁTICO). • VEIAS TORNAM-SE DILATADAS,LEVANDO AO EXTRAVASAMENTO DE UM LÍQUIDO FILTRADO DO SANGUE QUE “ESCAPA” DOS VASOS. • CIRROSE - HIPOALBUMINEMIA:DESNUTRIÇÃO;FALÊNCIA NA PRODUÇÃO DE ALBUMINA(REALIZADA EXCLUSIVAMENTE NO FÍGADO)-DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ONCÓTICA NOS VASOS-EXTRAVASAMENTO DO PLASMA.
  • 5.
    FISIOPATOGENIA • RETENÇÃO DESÓDIO E ÁGUA PELOS RINS • AUMENTO DA PRESSÃO NOS VASOS SANGUÍNEOS-ORGANISMO LIBERA SUBSTÂNCIAS VASODILATADORAS PARA CONTROLAR A PRESSÃO;QUEDA DA PRESSÃO SANGUÍNEA EM TODO O ORGANISMO. • OS RINS INTERPRETAM A PRESSÃO BAIXA COMO SINAL DE QUE FALTA LIQUIDO NO ORGANISMO(SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINA- ALDOSTERONA) PARA ABSORVER MAIS SAL E ÁGUA E TENTAR ELEVAR A PRESSÃO;AUMENTO DA ASCITE.
  • 6.
    PATOGÊNESE DA FORMAÇÃODE ASCITE NOS CIRRÓTICOS
  • 7.
    FATORES DE RISCO 1-Álcool – Etanol - Cirrose alcóolica 1.1 É necessário quantificar o volume, o tempo de consumo e o tipo de bebida VOL. DA BEBIDA (ML) X CONC.(%) X 0,8 = ETANOL (G)
  • 8.
    FATORES DE RISCO 2-Vírus 2.1 Cirrose – Hepatites B, C e D 2.2 Hepatite B – Doença Sexualmente Transmissível; Transmissão Vertical Materno – Fetal 2.3 HEPATITE C – Transmissão semelhante ao HIV (Transfusões Sanguíneas; Uso de drogas ilícitas; Práticas de tatuagem e acupuntura).
  • 9.
    3- DROGAS 3.1 Qualquerdroga de metabolismo hepático pode determinar agressão de maior ou menor grau ao seu parênquima. Dose e duração de uso. 3.2 METOTREXATO; ISONIAZIDA; SULFONAMIDAS;AMIODARONA;CLORPROMAZINA
  • 10.
    4- HISTÓRIA FAMILIAR 4.1Causas Metabólicas de Cirrose – Hemocromatose, Doença de Wilson, Doenças Colestáticas Familiares. 4.2 Hepatite Autoimune 4.3 Esquistossomose
  • 11.
    EXAME FÍSICO • Distúrbioda Homeostase Hormonal – Hiperestrogenismo Relativo. • Sinais de Feminilização: Ginecomastia e Queda de Pêlos.
  • 12.
    • Aranhas Vascularesou Telangectasias: face, tronco superior e ombros. • Atrofia testicular
  • 13.
    • Eritema Palmar– região tenar e hipotenar
  • 14.
    Exame Físico: • Aumentodo volume Abdominal • Pesquisa de Submacicez Móvel em Flanco à percussão (>1.500 ml de líquido livre) • Estigmas de Hepatopatia Crônica
  • 16.
  • 19.
    CLASSIFICAÇÃO • ASCITE LEVE- OBSERVADA SOMENTE NO EXAME ULTRASSONOGRÁFICO;SEM GRANDE AUMENTO DO VOLUME ABDOMINAL. • ASCITE MODERADA – AUMENTO SIGNIFICATIVO DO ABDOME;SEM A PRESENÇA DE DISPNÉIA. • ASCITE SEVERA – DISPNÉIA E/OU ABDOME TENSO.
  • 20.
    Paracentese Diagnóstica Indicação: • Pacientesinternados ou ambulatoriais com ascite ao exame físico de início recente. • Qualquer cirrótico com ascite e deterioração do quadro clínico. Contraindicação: • Fibrinólise ou Coagulação Intravascular Disseminada clinicamente evidentes.
  • 21.
    Paracentese Complicações: 1% Hematoma deparede < 1/1000 hemoperitôneo ou perfuração de víscera oca A infusão profilática de plasma fresco congelado ou plaquetas não é necessária.
  • 24.
    Estudo do LíquidoAscítico (20 ml) • Citologia Global e Diferencial: (10-27% cirróticos com ascite tem Peritonite Bacteriana Espontânea – (PBE) na admissão) • Polimorfonuclear > 250 cel/mm3 • Cultura positiva em 80% (PBE) • Peritonite Bacteriana Secundária: DHL > 225mU/L, glicose <50mg/dL, proteína total >1g/dL e múltiplos organismos na coloração de Gram (ruptura de vísceras ou abscesso loculado).
  • 25.
    Estudo do LíquidoAscítico • ADA, Citologia, esfregaço e cultura para mico bactérias ⇒ TB peritoneal • Citologia oncótica ⇒ + carcinomatose peritoneal. ⇑ sensibilidade na centrifugação de grande volume de amostra. • CEA > 10mg/ml ⇒ carcinomatose peritoneal 70% (mama, cólons, estômago, pâncreas)
  • 26.
    Estudo do LíquidoAscítico • Linfa: ⇑ ascite quilosa. • Amilase: ⇑ pancreatite ou perfuração intestinal. • Bilirrubina: ⇑ perfuração biliar ou intestinal. • Paracentese de grande volume ⇒ Citologia global com diferencial. Cultura não é realizada de rotina.
  • 27.
    Característica da Ascitena Cirrose • Líquido citrino, amarelado;Gradiente de albumina soro- ascite>1,1 g/dl • (70%) Proteína total < 2.5 g/DL • Albumina corresponde a 50% • PBE normalmente acontece no paciente com Proteína total no líquido ascítico <1 g/DL
  • 28.
    Tratamento • Repouso (⇑ natriurese ) • Restrição de Sódio – 2g sal/dia (5-15%) • Restrição de líquidos (Na+ < 130mEq/l)
  • 30.