O slideshow foi denunciado.

A cultura do palacio

30.780 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação

A cultura do palacio

  1. 1. A CULTURA DO PALÁCIO
  2. 2. 1. De meados de Quatrocentos ao inícioda Guerra dos 30 Anos (1618): a Europadas rotas comerciais, das ideias e dosobjetos de cultura
  3. 3.  Localização no tempo: séculos XV e XVI Século XV - Quattrocento Século XVI - Cinquecento
  4. 4.  Localização no tempo: séculos XV e XVI Localização no espaço: Berço – Itália Difusão – Flandres - Inglaterra - França - Espanha - Portugal
  5. 5. INDIVIDUALISMO HOMEM IDEAL RACIONALISMO (carácter burguês)ANTROPOCENTRISMO CLASSICISMO ESPÍRITO CRÍTICO EXPERIENCIALISMO HUMANISMO (expansão marítima) RENASCIMENTO HELIOCENTRISMO MECENATO (cisão ciência/igreja) PENSAMENTOARTE RENASCENTISTA NATURALISMO CIENTÍFICO CRISE RELIGIOSA Intercâmbios CONTRA- económicos REFORMAPROTESTANTE REFORMA IMPRENSA (comércio à escala CATÓLICA mundial) e culturais
  6. 6. OS FATORES DO APARECIMENTO DO RENASCIMENTO
  7. 7. 1. OS DESCOBRIMENTOS EUROPEUS
  8. 8. 1. OS DESCOBRIMENTOS EUROPEUS Expansão marítima de Portugal e Espanha, mais tarde Holanda, França e Inglaterra
  9. 9. 1. OS DESCOBRIMENTOS EUROPEUS Comércio à escala mundial Intercâmbios Conhecimento do culturais entre Globo terrestre continentes Consequências Novos conceitos sobre o Experiencialismo Homem
  10. 10. O experiencialismo e o alargamento dacompreensão da Natureza Descobrimentos PortuguesesPtolomeu escreveu que o Mar Índico é como uma lagoa apartada do nosso marOceano Ocidental (o Atlântico) (…)O que tudo isto é falso (…) como a experiência é madre das coisas, por elasoubemos radicalmente a verdade. Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de Situ Orbis O valor da observação e da experiência, em detrimento do saber livresco
  11. 11. Pedro Nunes, Tratado da Esfera, 1537“Não há dúvida que as navegações deste reino, de cem anos a esta parte, são as maiores, mais maravilhosas, de mais altas e mais discretas conjecturas que as de nenhuma outra gente do mundo. Os Portugueses ousaram cometer o grande mar oceano. Entraram por ele sem nenhum receio. Descobriram novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos e o que mais é, novo céu e novas estrelas.(…) Tiraram-nos de muitas ignorâncias e amostraram-nos ser a terra maior que o mar e haver aí antípodas, que até os santos duvidavam, e que não há região que nem por quente, nem por fria, se deixe de habitar. E que em um mesmo clima e a igual distância da equinocial há homens brancos e pretos e de mui diferentes qualidades. (…)”
  12. 12. De Revolutionibus Orbium Coelestium (1543) Copérnico e a Teoria Heliocêntrica
  13. 13. De Revolutionibus Orbium Coelestium (1543)• Qual a importância da obra De Revolutionibus Orbium Coelestium?2. Como Copérnico atingiu as conclusões que expõe na obra?3. Porque razão essa obra foi tão polémica no seu tempo? Copérnico e a Teoria Heliocêntrica
  14. 14. De Revolutionibus Orbium Coelestium (1543)• Qual a importância da obra De Revolutionibus Orbium Coelestium? Pela primeira vez, é exposta de forma matemática e científica, a teoria heliocêntrica, comprovando-se com rigorosas demonstrações matemáticas.3. Como Copérnico atingiu as conclusões que expõe na obra? Copérnico fez medições, utilizando o quadrante (mede o arco diurno percorrido pelo Sol), a esfera armilar (para determinar a posição dos astros) e Copérnico e a um torqueton (medir a posição dos astros no céu). A partir das observações, fez complicadas Teoria Heliocêntrica demonstrações matemáticas 1. Porque razão essa obra foi tão polémica no seu tempo? As conclusões de Copérnico eram contrárias aos ensinamentos dos sentidos e às teorias dos Antigos e negavam afirmações da Bíblia, pondo em causa alguns dogmas da Igreja. A obra permaneceu no Index até 1835.
  15. 15. Novos conceitos sobre o Homem Anthropos=homem + centro Antropocentrismo
  16. 16. Novos conceitos sobre o Homem Concepção mais profana e pragmática da vida
  17. 17. Novos conceitos sobre o Homem Os interesses dos Humanistas: - Estudo do grego, latim e hebraico - Leitura dos autores antigos - Crença nas capacidades do Homem Individualismo
  18. 18. 2. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS EM ITÁLIA Itália estava divididaem ducados, Florençarepúblicas e reinadossoberanos RomaRivalidade económica, política e cultural
  19. 19. 2. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS EMITÁLIA Abundam em Itália osvestígios da arte greco-romana, que viriam ainspirar numerosos artistas. Por sua vez, as bibliotecasdos mosteiros guardavamcópias de muitas obras daantiguidade, que osintelectuais italianosestudavam, e muitas vezes,reeditavam.
  20. 20. 2. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS EMITÁLIA Muitas cidades italianas tinham-setornado activos e prósperoscentros de comércio efinanceiros. Graças a essa prosperidade, osgrandes senhores nobres eeclesiásticos e os ricos burguesespraticavam o mecenato cultural,apoiando escritores e artistas. LOURENÇO DE MÉDICIS
  21. 21. Lourenço de Médicis, Il Magnífico (1449 – 1492)1. Que características definem a personalidade e a atuação política de Lourenço de Médicis?2. Quais os contributos de Lourenço para a vida da sua cidade, Florença?3. De que modo a sua prsonalidade e a sua atuação política refletem o seu tempo?
  22. 22. Lourenço de Médicis, Il Magnífico (1449 – 1492)1. Que características definem a personalidade e a atuação política de Lourenço de Médicis? Lourenço era eloquente, curioso e vivo, tinha uma inteligência acima da média e uma grande sensibilidade artística, era culto, eclético, sensível e sofisticado2. Quais os contributos de Lourenço para a vida da sua cidade, Florença? Lourenço governou com grande sabedoria e tato político, tendo trazido bem- estar e fama a Florença. Instituiu um poder absoluto mas teve o apoio dos mais pobres. Amante das artes e das letras, desenvolveu uma política cultural notável, criando em Florença um ambiente de permanente animação cultural. Atraiu e apoiou poetas, pensadores e artistas, criou escolas e bibliotecas, colecionou livros e obras de arte, renovou arquitetonicamente a cidade e promoveu inúmeras festas públicas e privadas.3. De que modo a sua personalidade e a sua atuação política refletem o seu tempo? Lourenço é um homem do seu tempo devido à enorme curiosidade e vontade de saber que sempre demonstrou e ao valor dado à criatividade dos artistas que apoiou
  23. 23. AS CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO Humanismo Espírito crítico Individualismo / antropocentrismo / Humanismo Experiencialismo / Racionalismo Evolução científica dos conhecimentos da Natureza: - Geografia - Matemática - Astronomia - Anatomia - Medicina - Astrologia
  24. 24. AS CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO ANTROPOCENTRISMO: Atitude filosófica que coloca o Homem no centro do Universo. MECENATO: é a acção de protegera cultura, por parte de um particular,isto é, de um mecenas. HUMANISMO: Movimento cultural renascentista – filosófico, literário e artístico – que se interessa pelo Homem, as suas características e potencialidades. Apoiou-se na cultura clássica (grega e romana) que redescobriu e reinventou.
  25. 25. AS CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO INDIVIDUALISMO: Corrente doutrinal e prática que defende, para cada homem, a concretização das potencialidades e características próprias e sobrevaloriza o papel do indivíduo na evolução das sociedades e da História. Exemplo: os artistas assumem-se como intelectuais, que pelo seu talento técnico, pelo raciocínio e compreensão das coisas, mostram génio, recebendo reconhecimento público, garantindo a sua ascensão social, pelo que são chamados às cortes dos senhores e assinam as suas obras.
  26. 26. AS CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO CLASSICISMO: Tendência literária e artística baseada na imitação dos clássicos: gregos e romanos.HOMEM IDEAL: Homem completo e perfeito, cultiva a formaçãofísica, intelectual e cívica, ou seja uma formação integral (mente sã,em corpo são).NATURALISMO: Doutrina eatitude filosófica e estética quevaloriza a observação eimitação da Natureza.
  27. 27. AS CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTOEXPERIENCIALISMO: Espírito de curiosidade (gosto por) e deobservação da Natureza para a construção do conhecimentorecusando aceitar a autoridade dos livros, valorizando aExperiência de quem vê.O experiencialismo para qual os portugueses com as suasdescobertas e estudos tanto contribuíram, consiste num saber daexperiência feito de resultados de observações empíricas. RACIONALISMO: Atitude filosófica em que os conhecimentos antigos ou resultantes da observação da Natureza só seriam válidos se fossem confirmados / interpretado pela Razão.ESPÍRITO CRÍTICO: Atitude de umapessoa que não aceita ideias, factos,conceitos, teorias, sem reflectir sobre osseus fundamentos e sobre o seu valor.
  28. 28. OS REFLEXOS SOBRE A ARTE Abandono das práticas góticas Libertação dos artistas das corporações e reconhecimento do valor da sua autoria Elevação do seu estatuto social Giorgio Vasari aparece como o 1º historiador da arte Rigor conceptual e técnico na descoberta e criação de novas regras, cânones e temas para suplantar a própria natureza Arte racional e científica, imitação intelectualizada e tecnicista da natureza
  29. 29. OS REFLEXOS SOBRE A ARTEHomem Vitruviano: - figura masculina desnudaseparadamente esimultaneamente em duasposições sobrepostas com osbraços inscritos num círculo enum quadrado.- a combinação das posições dosbraços e pernas formam quatroposturas diferentes. As proporções matemáticas do corpo humano
  30. 30. OS REFLEXOS SOBRE A ARTE Homem Vitruviano: - As posições com os braços em cruz e os pés são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. - Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel. As proporções matemáticas do corpo humano
  31. 31. 2. O palácio, habitação das elites. As artesno palácioPalácio StrozziSéculo XV
  32. 32. 2. O palácio, habitação das elites. As artesno palácio A vida centra-se nas cidades nobresPalácio – habitação típica das elites eclesiásticos burgueses Palacio Rucellai, Florença, século XIV
  33. 33. 2. O palácio, habitação das elites. As artesno palácio A vida centra-se nas cidades nobresPalácio – habitação típica das elites eclesiásticos burgueses- planta quadrangular- 3 a 4 pisos- ocupa normalmente um quarteirão- de pedra- aspeto fechado, compacto e maciço, poucas janelas
  34. 34. 2. O palácio, habitação das elites. As artes no palácio- Fachadas internas em torno de um pátio central e aberto: elegantes loggias, de arcos redondos à maneirra romana, decoradas com mármores, medalhões de cerâmica esmaltada e peças de estatuária- Pátio como centro orgânico do palácio: divisões desenvolvem-se a partir dele assim como os eixos de circulação interna Palácio Médici-Ricardi, Florença, século XV
  35. 35. 2. O palácio, habitação das elites. As artes no palácio- Fachadas internas em torno de um pátio central e aberto: elegantes loggias, de arcos redondos à maneirra romana, decoradas com mármores, medalhões de cerâmica esmaltada e peças de estatuária- Pátio como centro orgânico do palácio: divisões desenvolvem-se a partir dele assim como os eixos de circulação interna
  36. 36. 2. O palácio, habitação das elites. As artesno palácio- Pisos segundo critérios funcionais:- Rés do chão: área de serviços- 1º andar: dependências nobres e sociais- 2º andar: zonas privadas Palácio Médicis-Ricardi
  37. 37. 2. O palácio, habitação das elites. As artesno palácio Palácios como centrosculturais e artísticos:- banquetes, bailes e saraus- Bibliotecas e museus privados- Tertúlias intelectuais- Local de trabalho de artistas Palácio Pitti, Florença, século XV
  38. 38. Palácio Médici-Ricardi, Florença, século XV
  39. 39. Palácio Médici-Ricardi, Florença, século XV
  40. 40. Palácio Médici-Ricardi, Florença, século XV
  41. 41. Palácio Strozzi, Florença
  42. 42. Palácio Strozzi, Florença
  43. 43. 3. O Humanismo e a Imprensa
  44. 44. 3. O Humanismo e a Imprensa Expressão literária dos novos valores intelectuais do Renascimento - Pesquisa em bibliotecas e nos scriptoria dos mosteiros dos manuscritos antigos - Aprendizagem do grego e do latim Renovação literária - Pesquisa e estudo de inscrições - Valorização das línguas nacionais Obras de crítica social
  45. 45. 3. O Humanismo e a Imprensa Descoberta da imprensa por João Gutenberg, na Alemanha, em 1434 e outros seus colaboradores. Inovações:  criou caracteres individuais de metal (antes existiam blocos de impressão em madeira)  Experimentou misturas para tintas  Adaptação da prensa vinícola  Procura de novos suportes para as impressões (pergaminho era utilizado até então)
  46. 46. 3. O Humanismo e a ImprensaCaracteres individuais de metal - Individuais = podem ser feitos em quantidade e reutilizadosnoutros livros - Metal = feitos numa liga de chumbo fundido, estanho eantimónio, logo mais resistentes, podem fazer mais cópias Pensa-se que a letra utilizada, Blackletter, foi concebida por um dos seus colaboradores Peter Schöffer Reconstituição dos caracteres da oficina de Gutenberg.
  47. 47. 3. O Humanismo e a ImprensaMisturas para tintasAs tintas sobre o suporte tinham deser absorvidas sem escorrer,assegurando a precisão dos traços;precisava-se que a secagem fosserápida e a impressão permanente.Por isso, Gutenberg experimentoupigmentos à base de azeite, paraimprimir com as matrizes, e ascapitulares e ilustrações que serealizavam manualmente. Bíblia de Gutenberg, 1455
  48. 48. 3. O Humanismo e a Imprensa Adaptação da prensa vinícola Até se tornar mais prática e fácil de usar Procura de novos suportes para as impressões Até então utilizava-se o pergaminho. Experimenta-se a utilização de papel de trapo de origem chinesa, introduzido na Europa na sua época
  49. 49. Bíblia de Gutenberg, 1455 A primeira obra impressa foi a Bíblia. Cada página foi rubricada e iluminada à mão em um período de três anos. Tinha 42 linhas (aqui 40) em 2 colunas Margens e texto seguem a Razão de Ouro 1.6 Acredita-se que 180 cópias foram produzidas com 1282 páginas, a maioria em 2 volumes; 45 em pergaminho e 135 em papel.
  50. 50. Título de cada livro Resíduo de uma marcação de cabedal, colocada no início de cada livro da Bíblia Numeral romano acrescentado por um escriba indicando a divisão do texto em passagens para as leituras em voz alta Abreviaturas do escriba Pequena rubrica acrescentada à mão Gralha no texto Rubrica adicionada por um escriba para indicar o fim do Livro do Génesis e o início do Êxodo Letra inicial iluminada Nota de um escriba como este livro estáRetirado do Projecto Gutenberg dividido em 60 passagens para os serviços
  51. 51. Caracteres móveis metálicos a 1 b 4 3 2 cElementos principais dum caracter móvel nos dias de hojea. Olho; b. Face (anterior) ou Barriga; c. CorpoDetalhes: 1. Rebarba ou talude; 2. Risca ou ranhura 3. Canal ou goteira; 4. Pé.
  52. 52. 3. O Humanismo e a ImprensaImprensa: Temas / Géneros  Livros de carácter religioso: bíblias, missais e outros livros de orações, vidas de santos (hagiografias), obras dos doutores da igreja (exemplos: grandes teólogos do Ocidente: Agostinho de Hipona, Jerónimo de Strídon e Gregório Magno, Doutores da Igreja em 1298; Padres do Oriente, Atanásio de Alexandria e Gregório de Nanzianzo, declarados Doutores em 1568, com Tomás de Aquino.) A partir do século XVI: romances de cavalaria, literatura de viagens, reedição de clássicos em latim ou grego, livros de medicina e direito ou obras dos humanistas da época.
  53. 53. 3. O Humanismo e a ImprensaContributos do Desenvolvimento da Imprensa As inovações na imprensa permitiram fazer livros em maior quantidade, logo estes livros impressos ficavam mais baratos que os seus antecessores todos executados à mão, contribuindo assim para o acesso à cultura de um número maior de pessoas. Não se conhece o valor na época, mas sabemos que continua a ser um artigo caro a que poucos conseguem ter acesso, como os clérigos, nobres e burgueses ricos.
  54. 54. 3. O Humanismo e a ImprensaContributos do Desenvolvimento da Imprensa Grandes progressos na vida cultural: Permitiu a mais rápida divulgação das ideias e dos saberes Generalizou as correntes culturais (filosóficas, literárias ou científicas) Facilitou o estudo e o ensino Alargou os horizontes mentais e geográficos dos homens
  55. 55. 4. Reformas e Espiritualidade
  56. 56. 4. Reformas e Espiritualidade Grande acumulação de riqueza e poder político pelo clero, o que provoca o desagrado de nobres e burgueses. Bula das Indulgências – o pedido de esmolas para a construção da Basílica de S. Pedro em Roma, garantindo o perdão dos pecados e a salvação da alma, conduz a protestos.
  57. 57. Martinho Lutero, As 95 Teses contra asIndulgências, 31 de Outubro de 1517  […] 21. Erram, pois, os pregadores das indulgências que dizem que, pelas indulgências do papa, o homem fica livre de toda a pena e fica salvo.  27. Pregam doutrina puramente humana os que dizem que “logo que o dinheiro cai na caixa a alma se liberta do Purgatório”.  32. Serão eternamente condenados com seus mestres, aqueles que pensam que as indulgências lhes asseguram a salvação.  50. É preciso ensinar aos cristãos que, se o Papa soubesse as exacções dos pregadores de indulgências, preferia ver a basílica de S. Pedro reduzida a cinzas do que sabê-la edificada com a pele, a carne e os ossos das suas ovelhas. […]
  58. 58. Reforma Protestante Lucas Cranach, 1529 Martinho Lutero João Calvino Henrique VIIIMonge Agostinho alemão Teólogo francês Rei de Inglaterra95 Teses contra as Adere protestantismo Act of Supremacy 1534Indulgências 1517 em 1532-1533 (23 ou 24 anos)1521 Bula de excomunhão Genebra, Suíça IGREJA IGREJA IGREJA LUTERANA CALVINISTA ANGLICANA
  59. 59. Igrejas no século XVI
  60. 60. Comparação dos princípios religiosos • Missa em latim
  61. 61. A reação da Igreja Católica Concílio Reafirmação do dogma e do culto de Trento Reforma dos costumes do clero e daA Reforma (1545-1563) organização da Igreja católica(renovação) Criação de novas ordens religiosas InquisiçãoA Contra- Tribunal do (desde o séc. XII, reorganizada no séc. XVI) reforma Santo Ofício (combate) Congregação do Índex (1543)
  62. 62. Concílio de Trento (1545-1563) 1º Período – 13/12/1545 a 17/09/1549 (morte do Papa Paulo III) 2º Período – 14/12/1550 (Papa Júlio III) a 28/04/1552 (guerras) 3º Período – 18/01/1562 a 04/12/1563 (período mais importante)Sessão do 2º Período
  63. 63. Concílio de Trento (1545-1563) - Salvação pela fé e boas obras - Mantidos os 7 sacramentos - Reforçado o culto da Virgem Maria e dos SantosReafirmaçãodo dogma e - Presença real de Crista na Eucaristia com transubstanciaçãodo culto - Manutenção do poder supremo do Papa e da hierarquia episcopal - Igreja essencial à salvação (meio) - Manutenção da Bíblia e celebrações em Latim
  64. 64. Concílio de Trento (1545-1563) - Criação de Seminários para melhorar a formação de sacerdotes - Obrigatoriedade dos Bispos eReforma dos sacerdotes de residirem nascostumes do diocesesclero e da - Manutenção do celibato dos padres - Defendida a organização deorganização grandes cerimónias para atrairda Igreja seguidores - Construídas ou renovadas igrejas com decorações cada vez mais ricas e faustosas para atrair as populações
  65. 65. Criação de novas Ordens religiosas CompanhiaAgostinhos Carmelitas Capucinhos De OratorianosDescalços Descalças Jesus
  66. 66. Criação de novas Ordens religiosas Companhia De Jesus Objectivos dos Jesuítas:- Pregação- Ensino em colégios e universidades- Evangelização como por exemplo, os padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no Brasil onde defenderam os índios e S. Francisco Xavier no Oriente
  67. 67. Santo Inácio de Loyola, Les ConstitutionsREGRAS QUE OS JESUÍTAS DEVEMSEGUIR:1. (...) Todos devem esforçar-separa observar o melhor possível aobediência e, ser o melhor, não sóno que é obrigatório mas ainda emtudo o resto, e isto a um simplessinal da vontade do superior, semnenhuma ordem expressa. (...)Executemos o que nos é mandadocom prontidão, com contentamentode espírito, com perseverança.Persuadamo-nos de que tudo é justoquando o Superior o ordena.
  68. 68. Inquisição (desde o séc. XII, reorganizada no séc. XVI - Dominicanos)Função: Julgar os acusados de práticas de: Heresia – afastamento dos dogmas católicos Apostasia – crença diferente como: - Judaísmo - judeus ou cristãos-novos (judeus que se converteram ao catolicismo, principalmente na Península Ibérica) - Protestantismo (principalmente no Norte da Europa) Feitiçaria, bigamia ou sodomiaProcesso: Envolve perseguição, aprisionamento, tortura, vexame público, confisco de bens (parte ficava para quem denuncia, a outra parte para a Igreja), encarceramento ou ainda o culpado é relaxado à justiça secular e morto pelo fogo em auto-de-fé.
  69. 69. Inquisição(desde o séc. XII, reorganizada no séc. XVI - Dominicanos) Auto-de-fé no Terreiro do Paço, Lisboa
  70. 70. Congregação do Índex (1543) Funções: - Criação de listas de livros (Index Librorum Proibitorum ), autores e ) impressores / tipografias considerados perigosos à fé católica ou ao poder do Papa - Leitura e censura de todos os livros ou outros escritos a publicar
  71. 71. António Ferreira, 1598(…) A medo vivo, a medo escrevo e falo;Hei medo do que falo só comigo;Mais inda a medo cuido, a medo calo.Encontro a cada passo com um inimigoDe todo bom espírito: este me fazTemer-me de mi mesmo, e do amigo.Tais novidades este tempo traz,Que é necessário fingir pouco siso,Se queres vida ter, se queres paz.Vida em tanta cautela, tanto aviso,Quando me deixarás? quando vereiUm verdadeiro rosto, um simples riso? (…)
  72. 72. NOVA ESPIRITUALIDADE Exteriorização de rituais (culto, festas, peregrinações, confrarias, devoções, promessas…) Tendência para uma nova espiritualidade interior, individual, apoiada na leitura da Bíblia.
  73. 73. NOVA ESPIRITUALIDADE Duas obras: - “Imitação de Cristo”, de Thomas Kempis; - Aparecimento do movimento da devotio moderna , pelos Irmãos da Vida Comum, nos Países Baixos: Gerado Croote e discípulo Florêncio Radewijns Características da modernidade da Devotio moderna: - abertura à influência secular - recusa reconhecer a existência de discórdia entre o clero e as aspirações religiosas dos leigos. Thomas Kempis
  74. 74. Consequências das Reformas Religiosas  Aspectos políticos: graves conflitos entre as igrejas que levaram a perseguições, execuções, massacres e guerras  Aspectos culturais: condiciona a produção literária e científica, assim como a sua difusão e evolução, com medo de represálias por parte das igrejas.
  75. 75. FIM

×