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MÓDULO 1 – A CULTURA DA
ÁGORA
1. O Homem da democracia de Atenas
Mapa da civilização grega
O território grego, montanhoso e disperso por inúmeras ilhas,...
1.1. As origens da civilização grega
 As origens da civilização helénica encontram-se na cultura minoica e na
cultura mic...
 Entre 1600 e 1100 a. C., os Aqueus (povo indo-europeu)
apoderaram-se dos palácios e das riquezas de Creta e fundaram
uma...
 Com o declínio de Micenas (c.110 a.C.), outras tribos vindas do Norte _ os Helenos –
ocuparam toda a península , as ilha...
 Período clássico (c. 450-300 a.C), marcado:
Pelo apogeu económico, político e cultural das cidades gregas, Atenas;
Pel...
O Helenismo, da morte de Alexandre Magno (323 a. C) até às
conquistas romanas do seculo II a.C.; marcado pela fusão de
vá...
1.2. Atenas: a pólis como expressão da razão
 A evolução política da Grécia concluiu-se durante o século VI a.C. com a
co...
 Exprimindo os princípios da racionalidade e inspirada nos ideais
democráticos, Atenas irá a partir do século V a.C., def...
 A cidade compreende três grandes áreas:
A área sagrada – constituída pelos principais templos e santuários e
integrado ...
A área privada – formada pelos bairros residenciais,
organizados sem distinção de classes sociais. As casas eram
bastante...
1.3. O século de Péricles (século V a.C.)
 O século V a.C. ficou ligado ao nome de Péricles, por ter sido o
responsável p...
 Péricles desencadeou uma série de reformas políticas e administrativas e
implementou um amplo programa de desenvolviment...
 Acrópole estava situada no promontório mais elevado de Atenas, e Péricles ao
reconstruí-la tornou-a num conjunto artísti...
A ágora: um espaço público da cidade
 Ágora:
 era o coração da cidade
Era o centro da vida política, económica, social ...
 A palavra “ágora” tem origem no grego agorien, significando
“discutir, deliberar, decidir”
 O seu significado vai evolu...
 A ágora de Atenas foi modelo para as outras cidades e desempenhou um
papel fundamental na consolidação da democracia e d...
 À volta da ágora situavam-se os edifícios mais importantes da
cidade, destinados às funções administrativas, judiciais, ...
 No tempo de Péricles, a sociedade ateniense era formada por três
grupos sociais distintos:
Cidadãos:
 eram homens livr...
 Metecos:
Eram estrangeiros provenientes de outras cidades gregas com
autorização para viverem e exercerem atividades na...
 Escravos:
Eram estrangeiros, geralmente prisioneiros de guerra ou
comprados fora da Grécia.
Eram utilizados nos trabal...
 Mulheres:
Tinham um papel muito restrito na sociedade grega, limitando-
se à esfera privada.
Era educadas para serem m...
A mitologia: deuses e heróis
 A mitologia é a história fabulosa dos deuses e heróis da Antiguidade.
 O mito é o relato d...
 Os deuses eram semelhantes aos Homens na forma e nos
sentimentos – virtudes, defeitos e vícios – mas distinguem-se pela
...
A organização do pensamento
 A necessidade de saber e de encontrar explicações para tudo
deu origem à filosofia, uma ativ...
 No período arcaico, os filósofos pré-socráticos seguiram uma via
de estudo cosmológica, estabelecendo que todas as coisa...
 Sócrates valorizou esta abordagem antropológica
estabelecendo que só “o conhecimento de si próprio” pode
conduzir o Home...
O grego Péricles
 Estadista, orador e strategos militar de Atenas entre 443 e 429 a.C. ,
Péricles desencadeou um conjunto...
A batalha de Salamina
 As guerras greco-pérsicas ficaram conhecidas por Guerras Médicas.
 Após vários confrontos, as cid...
A arquitetura: em busca da harmonia e
da proporção
 As origens da arte e da arquitetura grega encontram-se em
Creta e em ...
Coluna do Palácio de Minos,
Cnossos, c. 1500 a.C.
Um dos elementos mais
característicos do Palácio de Minos
é esta coluna ...
 Herdado de Micenas, o espaço mais característico dos palácios dos
reis aqueus – o mégaron - estaria na origem dos templo...
 A principal expressão da arquitetura grega foi o templo e as ordens
arquitetónicas.
 Numa fusão do racionalismo, do ide...
 No templo concentra-se a procura da racionalidade, da harmonia e
do belo como objetivo final de todas as suas pesquisas....
 A organização do templo derivou do mégaron micénico, com três espaços:
 O naos ou cella, o habitáculo da divindade;
 O...
1- Pronoaos
2 – cella os Naos
3 – Opistódomos
4- Estereóbata
5 – Estilóbata
6 – Peristilo
7 – Colunas in Antis
4
 A estrutura assenta sobre o estilóbata, a superfície de uma
plataforma escalonada designada estereóbata;
 O peristilo c...
As ordens arquitetónicas
Ordem dórica
Santuário de Delfos, séc. IV a.C.
Capitel simples
Coluna sem base
Ordem dórica
 Nasceu na Grécia continental, por volta de 600 a.C,;
 Possui formas geométricas e a sua decoração é quase
...
 Apresenta um aspeto sóbrio, pesado e maciço
traduzindo assim a forma do Homem;
 O fuste é robusto e com caneluras em ar...
Ordem dórica
Tríglifo
Métopa
Ábaco
Equino
Ordem Jónica
Templo de Atena Niké, Atenas
A coluna jónica é decorada com volutas, tem base e o
fuste é mais fino e elegant...
Ordem Jónica
 Nasceu na Jónia no séc. VI a.C.;
 Difere da ordem anterior nas proporções de todos os
elementos e na decor...
 Possui um fuste mais longo e delgado, com
caneluras semicilíndricas, sem arestas vivas, e em
maior número que na ordem d...
Nalguns casos, as colunas jónicas podem ser substituídas por
cariátides, como no Erecteion (421-406 a.C.), na acrópole de
...
Ordem Coríntia
Olympeion, Atenas
A grande diferença está no
capitel. Este é decorado
com folhas de acanto.
Ordem coríntia
 Apareceu no final do séc. V a.C. e é uma derivação da
ordem jónica;
 Possuía um capitel em forma de sino...
A arquitetura:
 o templo era o monumento por excelência e representava o
orgulho da cidade;
 Materializava a relação qu...
 A arquitetura baseava-se no sistema trilítico:
caracterizava-se pela horizontalidade e pelo uso das
ordens arquitetónica...
 A coluna tinha um papel determinante na
arquitetura grega. Através dela os edifícios
ganharam maior elegância e harmonia.
A escultura: o Homem em todas as
suas dimensões
A herança pré-helénica e a escultura arcaica
 O período arcaico da cultura grega constitui uma época de grande
prosperida...
 Os artistas gregos vão aplicar à morfologia do corpo humano a
proporção, a harmonia e o ideal de beleza.
 Nas primeiras...
 A escultura arcaica sofreu uma influência do estilo hierático
(rigidez), sóbrio e frontal da estatuária egípcia.
 A sua...
Faraó Miquerinos e a Rainha, Gizé,
Egito, c. 2470 a.C
Este conjunto escultórico
evidencia as rígidas regras da
estatuária ...
 As esculturas mais antigas deste período tem um significado
distinto:
Os kouroi (homem novo representado nu) são repres...
Kouros de Anavysos, Atenas, (altura1,94), c. 525 a.C.
Os Kouroi eram seres intermédios entre homens e deuses,
vivendo entr...
Koré de Eutídicos, Atenas, c. 500 a.C.
Do estilo severo ao primeiro
Classicismo
 No início do século V a.C. surgiram algumas obras que
evidenciavam um interesse pelo escorço (representação dos
objetos ...
Auriga de Delfos, Pitágoras de Régio, c. 470 a.C.
É uma estátua de bronze em tamanho natural,
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 A obra Auriga de Delfos, denota rasgos de mobilidade e o domínio
das proporções, bem como o abandono do estatismo e da r...
 O domínio da fundição do bronze também favoreceu a
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um novo conceito – o contraposto – trata-se de uma p...
Discóbolo, Míron, c.450 a.C.
O lançador do disco encontra-se no
momento imediatamente anterior ao
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 O final do século V a.C., foi dominado por Fídias e pela obra que
executou no Pártenon:
Nos relevos das métopas, dos fr...
As Parcas, frontão oriental do Pártenon, Fídias, c. 447-432 a.C.
Esta obra é a combinação da Afrodite de Praxíteles, da Af...
Friso das Panateneias, Pártenon, Fídias, c. 447-432 a.C.
 Cerca de 440 a.C. , Policleto criou o Doríforo, que se converteu na
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Doríforo, Policleto, c. 440 a.C.
Policleto elevou a arte a uma categoria superior da
atividade humana. Para eles a escultu...
DA SEGUNDA IDADE CLÁSSICA À
ESCULTURA HELENÍSTICA
 A Guerra do Peloponeso (guerra entre Atenas e Esparta), trouxe a queda de
Atenas e acabou com o otimismo e o positivismo...
 Praxíteles, escultor, representa nas suas obras outro tipo de
sentimentos, como a ternura, o humor ou o erotismo.
Sátiro...
Hermes com Dioniso,
Praxíteles
Praxíteles veio enriquecer o contraposto (o corpo apoia-se
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 A cultura clássica produziu a imagem do Homem como cidadão
perfeito através da representação da beleza física e do carác...
 O último período da escultura grega chamou-se de Helenismo.
 A escultura helenística abandonou valores clássicos tais c...
O Gálata Suicida
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sido derrotado...
Laocoonte e os seus filhos, Atenodoros
e Polidoros de Rodes
A composição de efeito dramático e manifestando
um pathos muit...
A CERÂMICA E A PINTURA
A cerâmica pintada: o estilo geométrico
 Características:
Para utilização no quotidiano;
Objetos práticos;
Proliferaçã...
 Tipologia:
Ânfora:
Vasilha em forma de coração com o gargalo largo e duas asas
 Hidra:
 (água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e
duas para levantar
 Cratera:
Tinha a boca bastante larga com o corpo em forma de um sino
invertido
Servia para misturar água com o vinho
 Períodos:
Estilo geométrico – séc. IX a VIII a.C
Estilo arcaico – séc. VIII a.C V a.C:
duas fases:
Fase orientalizan...
 Estilo geométrico:
Utilização de ânforas e crateras funerárias;
Pintura a negro sobre fundo rosáceo;
Combinação de mo...
Cratera funerária Dipylon
Este tipo de vasos destinava-se a depositar
as oferendas ou as cinzas do defunto
Ânfora funerária
Esta ânfora funerária apresenta uma cena em que
o defunto repousa no leito fúnebre rodeado de
carpideiras...
DO ESTILO ARCAICO À GRANDE
PRODUÇÃO CLÁSSICA: A CERÂMICA DE
“VERMELHAS” FIGURAS NEGRAS” E A DE
“FIGURAS
 Fase orientalizante:
 Temas:
Cenas do quotidiano;
Cenas de carácter mitológico
 Figuras:
Animais míticos ou lendári...
 Fase arcaica – estilo figuras negras:
Decorado com elementos figurativos pintados a negro sobre o fundo
avermelhado do ...
O Dionísio num Barco
Neste prato, o pintor Exéquias representa
Dionísio, reclinado no seu barco, navegando em
aparente tra...
 Estilo clássico:
Corresponde ao apogeu cultural e artístico da Grécia.
Salienta-se a criação do estilo de figuras verm...
A PINTURA A FRESCO
 A pintura foi utilizada em diversos suportes e teve várias funções:
Decoração interior de casas;
Espaços funerários;
...
 No período arcaico a pintura mural observou um processo
evolutivo muito semelhante ao da cerâmica:
Desenho bidimensiona...
 A pintura clássica desenvolveu-se no século IV a.C. e distingue-
se pelas cores brilhantes, a elegância das composições ...
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A cultura da Ágora, Módulo 1 História da Cultura e das Artes

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Módulo 1 – a cultura da ágora

  1. 1. MÓDULO 1 – A CULTURA DA ÁGORA
  2. 2. 1. O Homem da democracia de Atenas Mapa da civilização grega O território grego, montanhoso e disperso por inúmeras ilhas, favoreceu a formação de diversas colónias, que se converteram em pequenas cidades-estado independentes, que viriam a formar a pólis grega.
  3. 3. 1.1. As origens da civilização grega  As origens da civilização helénica encontram-se na cultura minoica e na cultura micénica, que entre 3000 e 110 a.C., registaram um considerável desenvolvimento cultural e artístico.  Em Creta, desenvolveu-se a cultura minoica, devido a Minos, o rei de Creta que, segundo a mitologia mandou construir um labirinto para albergar o Minotauro, uma criatura com cabeça de touro e corpo de homem.  Esta civilização teve uma grande prosperidade económica e cultural, sendo a responsável pela criação dos primeiros sistemas de escrita.
  4. 4.  Entre 1600 e 1100 a. C., os Aqueus (povo indo-europeu) apoderaram-se dos palácios e das riquezas de Creta e fundaram uma outra cultura, em Micenas.  Incorporando muitas características das culturas antecessoras, a cultura micénica afirmou-se em toda a Grécia continental como uma continuidade da cultura minoica e construiu as raízes da civilização grega.
  5. 5.  Com o declínio de Micenas (c.110 a.C.), outras tribos vindas do Norte _ os Helenos – ocuparam toda a península , as ilhas e a costa da Ásia Ocidental. A estes povos devemos a criação das bases da civilização grega que se desenvolveu em três períodos distintos:  Período arcaico – (c 700-450 a.C.) caracterizado pela: Consolidação política das cidades-estado; Prosperidade económica; Proliferação de centros de atividade artística  Na arquitetura são criadas as ordens arquitetónicas – a dórica e a jónica – e adotadas as noções de simetria e proporção introduzidas por Pitágoras (filósofo e matemático)
  6. 6.  Período clássico (c. 450-300 a.C), marcado: Pelo apogeu económico, político e cultural das cidades gregas, Atenas; Pela introdução do racionalismo no ordenamento da cidade; Pela afirmação do ideal clássico de beleza e perfeição; Na arquitetura é criada a ordem coríntia.
  7. 7. O Helenismo, da morte de Alexandre Magno (323 a. C) até às conquistas romanas do seculo II a.C.; marcado pela fusão de várias culturas, corresponde à gradual dissolução da cultura grega. A partir daí, os Romanos foram os responsáveis pela da cultura grega por todo o espaço do Mediterrâneo.
  8. 8. 1.2. Atenas: a pólis como expressão da razão  A evolução política da Grécia concluiu-se durante o século VI a.C. com a consolidação do regime político centrado na pólis, cidade-estado.  Neste período duas cidades afirmam o seu poder, disputando a hegemonia:  Esparta – oligarquia (governo do mais rico);  Atenas – democracia (poder do povo)
  9. 9.  Exprimindo os princípios da racionalidade e inspirada nos ideais democráticos, Atenas irá a partir do século V a.C., definir na sua pólis o modelo do urbanismo ocidental.  A cidade irá orientar-se pelo: Princípio da funcionalidade – segundo uma organização urbana que privilegia o equilíbrio entre a estrutura física (os espaços e as construções) e a estrutura funcional ( as várias funções que se desenvolvem na cidade)
  10. 10.  A cidade compreende três grandes áreas: A área sagrada – constituída pelos principais templos e santuários e integrado na acrópole, um recinto sagrado, muralhado, situado num local elevado que dominava a cidade; A área pública – uma zona determinada pela ágora que constitui o centro da vida da pólis é a verdadeira praça pública onde se realizavam as atividades políticas e económicas, o mercado e as assembleias dos cidadãos, integrando teatros, estádios e a stoa (pórtico)
  11. 11. A área privada – formada pelos bairros residenciais, organizados sem distinção de classes sociais. As casas eram bastante modestas, construídas com materiais pobres e os compartimentos tinham pouco mobiliário, em volta de um porticado onde se situava um poço (cisterna) que recolhia a água da chuva.
  12. 12. 1.3. O século de Péricles (século V a.C.)  O século V a.C. ficou ligado ao nome de Péricles, por ter sido o responsável pela consolidação do sistema democrático ateniense, instituiu salários para todos os cargos do Estado (mistoforia), o que permitiu a todos os cidadãos acederem a essas representações independentemente da sua fortuna pessoal.  Atenas saiu vitoriosa das guerras Médicas pelo capacidade da união das várias cidades gregas em torno da defesa do território contra as várias tentativas de invasão persa.
  13. 13.  Péricles desencadeou uma série de reformas políticas e administrativas e implementou um amplo programa de desenvolvimento cultural e artístico, protagonizando o período mais próspero da história de Atenas.  Destruída pelos Persas durante a guerra, a cidade sofreu um programa de reconstrução que contribuiu para elevar a cidade de Atenas a centro politico e cultural do mundo antigo.  A governação conhecida como a Idade de Ouro da Grécia Antiga ficou marcada pela reconstrução da Acrópole de Atenas.
  14. 14.  Acrópole estava situada no promontório mais elevado de Atenas, e Péricles ao reconstruí-la tornou-a num conjunto artístico monumental e adquiriu um significado muito profundo para a cidade, aproximando-se do monumento politico.
  15. 15. A ágora: um espaço público da cidade  Ágora:  era o coração da cidade Era o centro da vida política, económica, social e cultural da pólis – a cidade-estado grega.  Na Ágora:  aconteceram os principais episódios da vida social e politica; Decorreram reuniões de cidadãos e assembleias populares, sucederam festividades, cerimónias religiosas; Tiveram lugar os mercados e as feiras; Discutir assuntos que dizem respeito à vida da cidade.
  16. 16.  A palavra “ágora” tem origem no grego agorien, significando “discutir, deliberar, decidir”  O seu significado vai evoluindo e passa a referir-se a “comprar”  O comércio foi uma das principais atividades dos povos antigos e que estimulou as relações entre os povos, implicando a comunicação, a discussão de interesses, a troca de ideias e a tomada de decisões.
  17. 17.  A ágora de Atenas foi modelo para as outras cidades e desempenhou um papel fundamental na consolidação da democracia e da política da cidade.  Era neste espaço público que as pessoas se encontravam, reuniam e discutiam sobre os assuntos de interesse comum, debatiam e decidiam sobre temas ligados à justiça, à guerra, às leis, às obras públicas, à cultura, aos jogos.  Dominando a oratória, a arte de convencer, os cidadãos votavam e decidiam, sobre os destinos da cidade através do voto direto de braço no ar.  A ágora era lugar do exercício da cidadania, da liberdade e da democracia.
  18. 18.  À volta da ágora situavam-se os edifícios mais importantes da cidade, destinados às funções administrativas, judiciais, legislativas, comerciais e religiosas da pólis: O areópago – conselho judicial e político que julgava os crimes públicos; O buleutério – um edifício em anfiteatro onde se reunia a assembleia de cidadãos (a bulé) que debatia os assuntos políticos da cidade; A stoa – destinado a várias funções e aberto ao público; Os templos, altares e santuários dedicados a deuses e heróis
  19. 19.  No tempo de Péricles, a sociedade ateniense era formada por três grupos sociais distintos: Cidadãos:  eram homens livres, maiores de 18 anos, filhos de pai e mãe ateniense; Tinham plenos direitos, podiam ser proprietários de terras e participar na vida política da cidade
  20. 20.  Metecos: Eram estrangeiros provenientes de outras cidades gregas com autorização para viverem e exercerem atividades na cidade. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, eram homens livres, mas não podiam ser proprietários de terras nem participar nas instituições políticas da cidade. Eram os únicos a pagar impostos e eram obrigados a cumprir serviço miltar
  21. 21.  Escravos: Eram estrangeiros, geralmente prisioneiros de guerra ou comprados fora da Grécia. Eram utilizados nos trabalhos mais pesados, nos campos, nas oficinas, nas minas ou nos trabalhos domésticos
  22. 22.  Mulheres: Tinham um papel muito restrito na sociedade grega, limitando- se à esfera privada. Era educadas para serem mães e gerir as lides domésticas, não podendo participar na vida pública (politica e administrativa)
  23. 23. A mitologia: deuses e heróis  A mitologia é a história fabulosa dos deuses e heróis da Antiguidade.  O mito é o relato das proezas extraordinárias dos deuses e heróis, é um modo de expressão simbólica com que as civilizações antigas explicaram os factos históricos e os fenómenos naturais.  A imaginação fértil do povo grego criou figuras mitológicas, personagens fantásticas e seres extraordinários que habitavam o mundo físico dos homens, influenciando as suas vidas e determinado os seus destinos.
  24. 24.  Os deuses eram semelhantes aos Homens na forma e nos sentimentos – virtudes, defeitos e vícios – mas distinguem-se pela imortalidade e pelas superiores qualidades, sempre jovens. Fortes, belos e inteligentes.
  25. 25. A organização do pensamento  A necessidade de saber e de encontrar explicações para tudo deu origem à filosofia, uma atividade intelectual que resultava da reflexão, da indagação e da especulação racional sobre o mundo, sobre as coisas e sobre o Homem, com o propósito de aspirar ao conhecimento.  O objetivo da filosofia é estudar os problemas fundamentais relacionados com a existência, com o conhecimento, com a verdade, com a ética e com os valores morais e estéticos.
  26. 26.  No período arcaico, os filósofos pré-socráticos seguiram uma via de estudo cosmológica, estabelecendo que todas as coisas no mundo e na natureza descendiam dos elementos básicos (água, terra, fogo e ar).  No século V a.C. , surgem os sofistas, mestres da retórica, da arte de argumentar e de “bem falar”, defendem “o homem como medida de todas as coisas”, colocando as questões antropológicas no centro do debate filosófico.
  27. 27.  Sócrates valorizou esta abordagem antropológica estabelecendo que só “o conhecimento de si próprio” pode conduzir o Homem à virtude, à verdade, ao bem e ao belo.  Platão, seu discípulo, defendeu a distinção entre o mundo das ideias e o mundo físico e material, enquanto Aristóteles, que personificou o espírito filosófico moderno, privilegiou a e a análise empírica das coisas, em detrimento das ideias e das sensações.
  28. 28. O grego Péricles  Estadista, orador e strategos militar de Atenas entre 443 e 429 a.C. , Péricles desencadeou um conjunto de medidas reformistas e uma ação cultural e artística na cidade que constituiu a Idade de Ouro da Grécia Antiga.  Péricles dirigiu a política da cidade e foi responsável por uma intensa atividade cultural e artística e pela consolidação da democracia
  29. 29. A batalha de Salamina  As guerras greco-pérsicas ficaram conhecidas por Guerras Médicas.  Após vários confrontos, as cidades gregas uniram-se contra uma poderosa armada persa, que foi derrotada no estreito de Salamina.  A Batalha de Salamina, em 480 a.C. , constituiu uma significativa vitória militar dos Gregos, comandados pelos Atenienses, contra os Persas, ficando associada ao despertar do orgulho grego e a vitória da “razão” contra a “bárbarie”.
  30. 30. A arquitetura: em busca da harmonia e da proporção  As origens da arte e da arquitetura grega encontram-se em Creta e em Micenas.  Da cultura minoica, temos evidências do Palácio de Minos, em Cnossos, cuja arquitetura apresenta uma escala humanizada e uma organização espacial que privilegia as atmosferas íntimas e os interiores requintados e a preocupação pela composição arquitetónica.
  31. 31. Coluna do Palácio de Minos, Cnossos, c. 1500 a.C. Um dos elementos mais característicos do Palácio de Minos é esta coluna de forma troncocónica, pintada de vermelho, inspirada na arquitetura egípcia e que antecede a coluna grega dórica. A coluna possui um elevado valor simbólico, associado a valores como o poder, a autoridade e a soberania.
  32. 32.  Herdado de Micenas, o espaço mais característico dos palácios dos reis aqueus – o mégaron - estaria na origem dos templos gregos.
  33. 33.  A principal expressão da arquitetura grega foi o templo e as ordens arquitetónicas.  Numa fusão do racionalismo, do idealismo e do antropocentrismo que determinava “o Homem como medida de todas as coisas”, o templo é um objeto arquitetónico com um forte carácter estético.  Concebido como a morada dos deuses e “abrigo” da imagem da divindade, o templo destina-se a ser contemplado do exterior, assumindo, um sentido escultórico.
  34. 34.  No templo concentra-se a procura da racionalidade, da harmonia e do belo como objetivo final de todas as suas pesquisas.  A coluna é o elemento primordial de todo o sistema de ordens arquitetónicas, que define as proporções ideias para todos os componentes do templo de acordo com as proporções matemáticas pré-estabelecidas.  Estas constituíram normas e regras construtivas (ou cânones), modelo e valores estéticos aos quais todos os elementos se deviam submeter de modo a participarem na harmonia de conjunto.
  35. 35.  A organização do templo derivou do mégaron micénico, com três espaços:  O naos ou cella, o habitáculo da divindade;  O pronaos, um pórtico que precedia o naos;  O opistódomos, com a função de câmara do tesouro da cidade, constituído pelas oferendas aos deuses.  Os templos são designados consoante o número de colunas das fachadas, os mais comuns são:  Tetrástilo (4 colunas);  Pentástilo (5 colunas);  Hexástilo (6 colunas);  octástilo
  36. 36. 1- Pronoaos 2 – cella os Naos 3 – Opistódomos 4- Estereóbata 5 – Estilóbata 6 – Peristilo 7 – Colunas in Antis 4
  37. 37.  A estrutura assenta sobre o estilóbata, a superfície de uma plataforma escalonada designada estereóbata;  O peristilo consiste no perímetro de colunas em série que circunda circunda todo o todo o edifício e suporta o entablamento;  O entablamento é formado pela sobreposição da arquitrave, do friso e da cornija; esta última enquadra as duas águas da cobertura cobertura que forma os frontões.  No interior dos frontões, os tímpanos, destinavam-se à representação de baixos-relevos com temas mitológicos.
  38. 38. As ordens arquitetónicas
  39. 39. Ordem dórica Santuário de Delfos, séc. IV a.C. Capitel simples Coluna sem base
  40. 40. Ordem dórica  Nasceu na Grécia continental, por volta de 600 a.C,;  Possui formas geométricas e a sua decoração é quase inexistente;  Não tem qualquer tipo de base, assenta diretamente no estilóbato (último degrau no nível inferior onde assenta o edifício);
  41. 41.  Apresenta um aspeto sóbrio, pesado e maciço traduzindo assim a forma do Homem;  O fuste é robusto e com caneluras em aresta viva e capitel formado pelo ábaco e equino ou coxim, extremamente simples e geométrico, com forma de almofada;  Simboliza a imponência e a solidez.
  42. 42. Ordem dórica Tríglifo Métopa Ábaco Equino
  43. 43. Ordem Jónica Templo de Atena Niké, Atenas A coluna jónica é decorada com volutas, tem base e o fuste é mais fino e elegante.
  44. 44. Ordem Jónica  Nasceu na Jónia no séc. VI a.C.;  Difere da ordem anterior nas proporções de todos os elementos e na decoração mais abundante da coluna e do entablamento e pela coluna assentar numa base;  Pelas suas dimensões e formas mais esbeltas, traduz a forma da mulher;
  45. 45.  Possui um fuste mais longo e delgado, com caneluras semicilíndricas, sem arestas vivas, e em maior número que na ordem dórica;  O capitel possuía um ábaco simples e o equino em forma de volutas enroladas em espiral
  46. 46. Nalguns casos, as colunas jónicas podem ser substituídas por cariátides, como no Erecteion (421-406 a.C.), na acrópole de Atenas.
  47. 47. Ordem Coríntia Olympeion, Atenas A grande diferença está no capitel. Este é decorado com folhas de acanto.
  48. 48. Ordem coríntia  Apareceu no final do séc. V a.C. e é uma derivação da ordem jónica;  Possuía um capitel em forma de sino invertido, decorado com folhas de acanto, coroadas com volutas jónicas;  A sua base era mais trabalhada e o fuste mais delgado;  Simboliza a ambição, a riqueza, o poder, o luxo e a ostentação.
  49. 49. A arquitetura:  o templo era o monumento por excelência e representava o orgulho da cidade;  Materializava a relação que existia entre os homens e os  Na acrópole reconstruída, o Pártenon, o templo de Atena Niké o Erecteion eram o símbolo da nova magnificência desta de Ouro ou Século de Péricles (século V a.C.)
  50. 50.  A arquitetura baseava-se no sistema trilítico: caracterizava-se pela horizontalidade e pelo uso das ordens arquitetónicas. Tri (três) + lítica (do grego lithos pedra) era um sistema que consistia numa estrutura formada por três pedras: uma horizontal (arquitrave) assente em duas verticais (colunas)
  51. 51.  A coluna tinha um papel determinante na arquitetura grega. Através dela os edifícios ganharam maior elegância e harmonia.
  52. 52. A escultura: o Homem em todas as suas dimensões
  53. 53. A herança pré-helénica e a escultura arcaica  O período arcaico da cultura grega constitui uma época de grande prosperidade económica, política e artística.  A escultura na cultura grega assume funções: Políticas Honoríficas Funerárias Ornamentais
  54. 54.  Os artistas gregos vão aplicar à morfologia do corpo humano a proporção, a harmonia e o ideal de beleza.  Nas primeiras formas escultóricas são evidentes diversas influências de outras culturas, desde as estátuas do Próximo Oriente às estátuas egípcias.  Os artistas gregos privilegiaram a representação da figura humana em detrimento da natureza.
  55. 55.  A escultura arcaica sofreu uma influência do estilo hierático (rigidez), sóbrio e frontal da estatuária egípcia.  A sua sobriedade, o volume maciço e “cúbico”, a silhueta de ombros largos, a perna esquerda adiantada e punhos cerrados, são elementos que sugerem algum primitivismo, rigidez e pouca espontaneidade por parte do artista
  56. 56. Faraó Miquerinos e a Rainha, Gizé, Egito, c. 2470 a.C Este conjunto escultórico evidencia as rígidas regras da estatuária egípcia: - A posição estática e formal da figuras; - Os corpos robustos avançando ligeiramente a perna esquerda sem sugestão de movimento; - A grande sensualidade do corpo feminino denotando as suas formas suaves sob a túnica de linho fina e cingida
  57. 57.  As esculturas mais antigas deste período tem um significado distinto: Os kouroi (homem novo representado nu) são representações heroicas; As Korai (mulher jovem representada vestida), são imagens destinadas a serem colocadas nos santuários ou túmulos, em comprimento de um voto ou promessa.
  58. 58. Kouros de Anavysos, Atenas, (altura1,94), c. 525 a.C. Os Kouroi eram seres intermédios entre homens e deuses, vivendo entre a história e a mitologia. Eram representados nas figuras de jovens plenos de confiança e como modelos de vitalidade e de perfeição física. Esta monumental escultura foi encontrada junto à sepultura deste herói de guerra, que terá tombado no campo de batalha.
  59. 59. Koré de Eutídicos, Atenas, c. 500 a.C.
  60. 60. Do estilo severo ao primeiro Classicismo
  61. 61.  No início do século V a.C. surgiram algumas obras que evidenciavam um interesse pelo escorço (representação dos objetos em perspetiva e com proporções menores) e pelo movimento.
  62. 62. Auriga de Delfos, Pitágoras de Régio, c. 470 a.C. É uma estátua de bronze em tamanho natural, executada para o Santuário de Apolo em Delfos. Apesar da sua aparente rigidez, a figura exprime uma enorme vitalidade interior convidando-nos a participar do seu movimento.
  63. 63.  A obra Auriga de Delfos, denota rasgos de mobilidade e o domínio das proporções, bem como o abandono do estatismo e da rigidez do corpo que caracterizava os Kourai.  Esta nova expressão, séria, austera e contemplativa, foi designada por estilo severo. Apresenta como principais características: A firmeza na expressão A sobriedade no tratamento do corpo
  64. 64.  O domínio da fundição do bronze também favoreceu a representação de figuras de atletas e divindades de acordo com o novo gosto e o propósito deste estilo, exemplo disso temos Posídon
  65. 65.  A transição para o estilo clássico verificou-se com a introdução de um novo conceito – o contraposto – trata-se de uma postura em que o corpo se apoia sobre uma perna, enquanto a outra flete ligeiramente.  Os corpos passam a exprimir-se através deste delicado movimento de cabeça e ligeira flexão do corpo, aproximando-se do naturalismo.
  66. 66. Discóbolo, Míron, c.450 a.C. O lançador do disco encontra-se no momento imediatamente anterior ao lançamento – o corpo curva-se como um arco – e é a ação percetiva do espetador que imagina todo o movimento até que o corpo volte à natural posição de repouso
  67. 67.  O final do século V a.C., foi dominado por Fídias e pela obra que executou no Pártenon: Nos relevos das métopas, dos frisos e dos frontões O movimento e o valor expressivo das figuras atingem o naturalismo, o equilíbrio e a serenidade
  68. 68. As Parcas, frontão oriental do Pártenon, Fídias, c. 447-432 a.C. Esta obra é a combinação da Afrodite de Praxíteles, da Afrodite de Alcâmenes e da Atena de Lemnos, de Fídias
  69. 69. Friso das Panateneias, Pártenon, Fídias, c. 447-432 a.C.
  70. 70.  Cerca de 440 a.C. , Policleto criou o Doríforo, que se converteu na norma do ideal clássico da figura humana – o cânone – uma regra de proporções que visava dotar o corpo humano de um equilíbrio entre os seguintes elementos: A harmonia das partes anatómicas; Um ligeiro movimento de ombros e quadris, o contraposto; A altura do corpo igual a sete vezes a altura da cabeça
  71. 71. Doríforo, Policleto, c. 440 a.C. Policleto elevou a arte a uma categoria superior da atividade humana. Para eles a escultura deveria glorificar o Homem, em resultado de uma reflexão filosófica e estética e fundada num padrão idealizado de beleza
  72. 72. DA SEGUNDA IDADE CLÁSSICA À ESCULTURA HELENÍSTICA
  73. 73.  A Guerra do Peloponeso (guerra entre Atenas e Esparta), trouxe a queda de Atenas e acabou com o otimismo e o positivismo da cultura grega.  Seguiu-se um período de desencanto e frustração, que trouxe uma mudança de mentalidade.  A arte da primeira metade d século IV a.C. dá lugar a uma segunda fase do classicismo, caracterizado pela utilização dos recursos técnicos da época anterior, mas num sentido mais descontraído, ligeiro e hedonista (A palavra hedonismo vem do grego hedonikos, que significa "prazeroso", já que hedon significa prazer)
  74. 74.  Praxíteles, escultor, representa nas suas obras outro tipo de sentimentos, como a ternura, o humor ou o erotismo. Sátiro em descanso, Praxíteles Este jovem em posição ociosa, muito diferente do Doríforo de Policleto. Os músculos não são acentuados, o tronco flete indolentemente e os olhos perderam lucidez para ganhar malícia.
  75. 75. Hermes com Dioniso, Praxíteles Praxíteles veio enriquecer o contraposto (o corpo apoia-se sobre uma perna, enquanto a outra flete ligeiramente) com uma nova torção do eixo do corpo gerando um movimento ondulante que ficou conhecido como a curva praxiteliana. Hermes é um dos 12 deuses gregos. Filho de Zeus e da ninfa Maia, é deus do comércio, dos atletas, das artes liberais e das belas-artes. De acordo com a mitologia, Hermes é jovem, sedutor astuto. Foi incumbido de proteger Dioniso (filha de Zeus e Sémele) da ira de Hera (esposa de Zeus) e de entregá-los às ninfas de Nisa para que o educassem. No braço direito, mutilado, Hermes seguraria um cacho de uvas numa alusão à futura vocação de Dioniso: a cultura da vinha e o fabrico do vinho.
  76. 76.  A cultura clássica produziu a imagem do Homem como cidadão perfeito através da representação da beleza física e do carácter – o ethos (carácter) – depois da crise da pólis, o seu interesse passou a a dirigir-se à expressão da paixão, do sentimento e do afeto – o pathos (emoção) .
  77. 77.  O último período da escultura grega chamou-se de Helenismo.  A escultura helenística abandonou valores clássicos tais como a harmonia, a serenidade ou o belo ideal. Em vez disso deram preferência a temáticas com um acentuado pathos, onde se manifesta sofrimento, drama ou tragédia, em composições complexas, assimétricas e desequilibradas.
  78. 78. O Gálata Suicida É uma obra de grande complexidade estrutural e de uma forte intensidade patética, após ter sido derrotado, este gálata (bárbaro gaulês) suicida-se, depois de matar a mulher para a poupar à escravidão. Suportando o peso do cadáver, o homem torce o corpo por instantes, num movimento ascendente, olhando desafiadoramente os seus inimigos, enquanto que desfere o golpe fatal sobre si próprio.
  79. 79. Laocoonte e os seus filhos, Atenodoros e Polidoros de Rodes A composição de efeito dramático e manifestando um pathos muito pronunciado, encarna a tragédia a partir de um episódio mitológica da “Guerra de Troia”, relatada na Ilíada de Homero: Posídon exerce punição divina sobre o sacerdote troiano Laocoonte, enviando enormes serpentes sobre os seus filhos, que ele tenta salvar da morte. Esta obra representa uma conceção inquietante e agonizante da existência – a luta contra o destino – através de uma série de recursos expressivos, tais como, a expressão de dor física e de impotência carregada no rosto de Laocoonte e a musculatura exagerada.
  80. 80. A CERÂMICA E A PINTURA
  81. 81. A cerâmica pintada: o estilo geométrico  Características: Para utilização no quotidiano; Objetos práticos; Proliferação de oficinas por todo o mundo grego; Centros principais de produção: Coríntia; Ática (oficinas de Atenas)
  82. 82.  Tipologia: Ânfora: Vasilha em forma de coração com o gargalo largo e duas asas
  83. 83.  Hidra:  (água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar
  84. 84.  Cratera: Tinha a boca bastante larga com o corpo em forma de um sino invertido Servia para misturar água com o vinho
  85. 85.  Períodos: Estilo geométrico – séc. IX a VIII a.C Estilo arcaico – séc. VIII a.C V a.C: duas fases: Fase orientalizante até 650 a.C Figuras negras/fundo vermelho – séc. VII a.C. a V a.C Estilo clássico: Figuras vermelhas/fundo negro – séc. V a.C. a IV a.C
  86. 86.  Estilo geométrico: Utilização de ânforas e crateras funerárias; Pintura a negro sobre fundo rosáceo; Combinação de motivos geométricos (zigue-zague, suásticas) com referências ao defunto; Organizado em registos paralelos; Figuras humanas/animais representadas em silhuetas – estrutura esquemática e geometrizante.
  87. 87. Cratera funerária Dipylon Este tipo de vasos destinava-se a depositar as oferendas ou as cinzas do defunto
  88. 88. Ânfora funerária Esta ânfora funerária apresenta uma cena em que o defunto repousa no leito fúnebre rodeado de carpideiras que lhe prestam as últimas homenagens. O tema surge inserido no esquema geométrico geral, organizado em bandas horizontais. Sobre um fundo rosado, as figuras, muito esquematizadas e em silhueta, destacam-se a negro sugerindo uma intenção meramente decorativa.
  89. 89. DO ESTILO ARCAICO À GRANDE PRODUÇÃO CLÁSSICA: A CERÂMICA DE “VERMELHAS” FIGURAS NEGRAS” E A DE “FIGURAS
  90. 90.  Fase orientalizante:  Temas: Cenas do quotidiano; Cenas de carácter mitológico  Figuras: Animais míticos ou lendários; Figuras híbridas como os grifos, as esfinges e as górgonas.
  91. 91.  Fase arcaica – estilo figuras negras: Decorado com elementos figurativos pintados a negro sobre o fundo avermelhado do barro. As figuras eram traçadas numa silhueta estilizada, pela técnica da incisão com um estilete, definindo os seus pormenores internos, como os músculos e outros detalhes anatómicos, cabelos ou elementos de vestuário. De seguida eram preenchidas a negro, aparecendo por vezes o branco e o roxo para realçar certas zonas.
  92. 92. O Dionísio num Barco Neste prato, o pintor Exéquias representa Dionísio, reclinado no seu barco, navegando em aparente tranquilidade, sugestão que é reforçada pelo alegre movimento dos golfinhos. De acordo com os poemas homéricos, Dionísio – o deus do vinho – fora capturado por piratas, mas ao fazer crescer estas videiras no seu barco, intimidou-os de tal forma que aqueles que se atiraram ao mar e forma transformados em golfinhos. Nesta cena, Exéquias representa o regresso de Dionísio acompanhado de sete golfinhos e com sete cachos de uvas, em sinal de sorte
  93. 93.  Estilo clássico: Corresponde ao apogeu cultural e artístico da Grécia. Salienta-se a criação do estilo de figuras vermelhas, atribuída a Andócides. A superfície e coberta a negro, enquanto as figuras e restante decoração mantém o tom avermelhado do barro cozido, com os pormenores traçados a negro.
  94. 94. A PINTURA A FRESCO
  95. 95.  A pintura foi utilizada em diversos suportes e teve várias funções: Decoração interior de casas; Espaços funerários;  A pintura mural a fresco (aplicação dos pigmentos sobre o estuque ainda fresco) é a técnica mais utilizada, grande parte desapareceu.
  96. 96.  No período arcaico a pintura mural observou um processo evolutivo muito semelhante ao da cerâmica: Desenho bidimensional e recurso a uma restrita gama cromática
  97. 97.  A pintura clássica desenvolveu-se no século IV a.C. e distingue- se pelas cores brilhantes, a elegância das composições e o equilibrado domínio da luz. Aquiles e Briseide, Pompeia
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A cultura da Ágora, Módulo 1 História da Cultura e das Artes

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