Acidentes por animais
peçonhentos
Gênero Bothrops
•Responsável por 90% dos
envenenamentos.
•Jararaca, ouricana,
jaracuçu, etc
•Habitam zonas rurais e
periferia
•Hábitos noturnos
comportamento agressivo.
Ações do veneno Bothops
 Ação proteolítica:
-Proteases,hialuronidases e fosfolipases
 Ação coagulante:
-Ativa fator X e protrombina.Fibrinogênio em fibrina.
 Ação hemorrágica:
-Alteração na membrana basal, plaquetopenia e
alteração da coagulação.
Quadro clínico
 Dor, edema.
 Sangramento no local da picada e gengivorragias,
epistaxes, hematêmese, hematúria.
 Náuseas,vômitos, sudorese, hipotensão, choque.
 Classificação
- Leve: dor e edema local
- Moderada: Dor e edema que ultrapassa o seguimento
anatômico.
- Grave: edema local intenso e extenso podendo levar a
isquemia e compressão dos feixes nervosos.
Classificação
 Complicações locais
-Síndrome compartimental: isquemia de extremidades
-Abscesso: G-, anaeróbios
-Necrose: ação proteolítica.
 Complicações sistêmicas
-Choque: Liberação de substâncias vasoativas
-IRA: ação direta do veneno nos rins.
Exames complementares
 Tempo de coagulação
 Hemograma: leucocitose com neutrofilia,
plaquetopenia.
 EAS: proteinúria, hematúria e leucositúria.
 Métodos de imunodiagnostico: elisa.
Tratamento
 Específico: soro antibotrópico (SAB) i.v. Na falta
deste, soroantibotrópico-crotálico (SABC) ou
antibotrópicolaquético (SABL).
 Geral: Manter elevado e estendido o segmento
picado;Analgésicos; Hidratação; Antibioticoterapia.
 Complicações locais:síndrome de compartimento:
fasciotomia, debridamento de áreas necrosadas e
drenagem de abscessos
 Prognóstico: Geralmente é bom. A letalidade nos
casos tratados e 0,3%.
Acidente crotálico
 77% dos acidentes ofídicos
 Cascaveis.
Ação do veneno
 Neurotóxico:
- crotaxina inibe a liberação da acetilcolina, havendo
bloqueio neuromuscular.
 Ação miotóxica:
- rabidomiólise
 Ação coagulante:
- incoagulabilidade sanguínea(fibrinogênio em fibrina)
-geralmente não há redução do numero de plaquetas
Quadro clínico
 Poucas manifestações locais
 Gerais:
- mal estar, sudorese, náuseas, prostração
 Neurológicas:
- fácies miastênicas (fácies nourotóxicas de Rosenfeld),
oftalmoplegia, diplopia.
 Musculares:
-mialgias e mioglobinúria
 Disturbio da coagulação: aumento TC, gengivorragia.
 Complicações
-Locais parestesias locais duradouras, reversíveis após
algumas semanas.
-Sistêmicas: insuficiencia renal aguda, com necrose
tubular, geralmente de instalação nas primeiras 48
horas.
Exames complementares:
 Sangue :aumento da creatinoquinase (CK),
desidrogenase lática (LDH),aspartase-amino-
transferase (AST), aspartase-alanino-
transferase,(ALT), aldolase, uréia, creatinina, ác
úrico, fósforo, potássio e calcemia. Tempo de
Coagulação >.Leucocitose, com neutrofilia e desvio à
esquerda.
 Urina: sedimento urinário normal quando não há
IRA e proteinúria discreta. Com IRA, hematúria.
Presença de mioglobina.
Tratamento
 Específico: Soro anticrotálico, i.v. Pode ser utilizado
soro,antibotrópico-crotálico (SABC).
 Geral:
-Hidratação
-diurese osmótica com monitol 20%.
-Oliguria usar furosemida.
-Ph urinário > 6.5, pela administraçâo de bicarbonato
de sódio
 Prognostico bom, se atendido até 6h da picada.
Acidente laquético
 Poucos acidentes relatados
 Áreas florestais
Ações do veneno
 Ação proteolítica: proteases
 Ação coagulante: trombina
 Ação hemorragica
 Ação neurotóxica: estímulo vagal.
Quadro clínico
 Semelhante ao botropico: dor e edema locais.
 Sistêmicas: síndrome vagal (hipotensão arterial,
tontura, bradicardia, etc).
 São classificadas como moderada a grave
 Complicações: mesma do botrópico
 Exames complementares:TC, hemog, Ur, Cr,
eletrólitos.
Tratamento
 Tratamento específico: Soro antilaquético (SAL), ou
antibotrópico-laquético (SABL), na ausência dos 2,
soro antibotrópico (não neutraliza de maneira eficaz a
ação coagulante do veneno laquético).
 Tratamento geral: Mesmas medidas indicadas para
o acidente botrópico.
Acidente elapídico
• 0,4% dos acidentes no Brasil.
•Evolui para insuficiência
respiratória aguda.
Ações do veneno
 Neurotoxina ação pós sináptica: compete com a
acetilcolina pelos receptores colinérgicos da junção
neuromuscular, semelhante ao curare.
 Neurotoxina ação pré-sináptica:atuam na junção
neuromuscular, bloqueando a ação de Ach pelos
impulsos nervosos, impedindo o potencial de
ação.Não e antagonizado pelas substâncias
anticolinergicas.
Quadro clínico
 1H após a picada
 Dor local e parestesia
 Fraqueza muscular progressiva, ptose palpebral,
oftalmoplegia, fácie miastênica, dificuldade p
deglutir, IRA.
Tratamento
 Específico: soro antielapídico 10 ampolas.
 Tratamento geral :Nos casos de insuficiência
respiratória-ventilação artificial. Anticolinesterásicos
(neostigmina).
 Em todos os casos por acidentes por coral devem ser
considerados como potencialmente graves.
Escorpionismo
 Importância por freqüência e gravidade em
crianças.(Tityus serrulatus).
 Notificações por 50% do total: MG, SP.
 Principais:T. serrulatus, T.bahiensis, T.stigmurus.
 Lugares da picada: membros superiores 65%.
 Animais carnívoros, insetos, hábitos noturnos.
 Podem sobreviver vários meses sem alimento e água.
•Tityus serrulatus
Serrilha dorsal nos dois
últimos segmentos.
Mede de 6 cm a 7 cm.
•Distribuição geográfica:
Bahia, Espírito Santo,
Goiás, Minas Gerais,
Paraná, Rio de Janeiro e
São Paulo.
 Tityus bahiensis
marrom-escuro, patas e
pedipalpos com manchas
escuras.Mede de 6 cm a 7 cm
 Distribuição geográfica:
Goiás, São Paulo, Mato
Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Rio Grande
do Sul e Santa Catarina.
• Tityus stigmurus
amarelo-escuro,triângulo
negro no cefalotórax, uma
faixa escura longitudinal
mediana e manchas laterais
escuras nos tergitos.Mede
de 6 cm a 7 cm.
•Distribuição geográfica:
Nordeste do Brasil.
Tityus cambridgei
Tronco e pernas
escuros, quase negros
Mede cerca de 8,5 cm
Distribuição geográfica:
região Amazônica.
Tityus metuendus
Vermelho-escuro, quase negro
patas com manchas amareladas;
apresentando um
espessamento dos últimos dois
artículos.Mede de 6 cm a 7 cm
Distribuição geográfica:
Amazonas, Acre e Pará.
•Tityus fasciolatus
Listrado amarelo e preto.
Mede de 4 cm a 8,5 cm
•Distribuição
geográfica:
Goiás e DF.
Ações do veneno
 Dor local.
 Efeitos complexos nos canais de sódio,
 Despolarização da terminações nervosas pós
ganglionares.
 Liberação de catecolaminas e acetilcilina
 Efeitos simpáticos e parasimpáticos.
Quadro clínico
 Dor local e parestesias
 Sistêmicas:
-Gerais:hipo ou hipertermia e sudorese
-Digestivas: náuseas , vômitos, sialorréia.
-Respi: taquidispnéia, edema pulmonar agudo
-Neur: agitação, sonolência, confusão mental.
Classificação
 Leves: dor local e parestesias
 Moderada: dor intensa e manifestações sistêmicas
 Graves: Sudorese profunda, salivação, vômitos
incoercíveis,agitação, prostração, insuficiência
cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e
coma.
 Exames complementares:eletro,elisa, glicose e
amilase elevados, leucositose, hipopotassemia,
hiponatremia.Rx de tórax
Tratamento
 Sintomático: Consiste no alívio da dor
 Específico: Consiste na administração i.v. de soro
antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr)
nos casos moderados e graves.
 Manutenção das funções vitais:Controle da função
cardíaca e uso de respiração artificial em casos de
edema pulmonar agudo.
Araneísmo
 Importantes:Phoneutria, Loxosceles eLatrodectus.
 Incidência 1,5 casos por1000.000 habitantes.
 São animais carnívoros, alimentam-se de insetos.
 Tem hábitos domiciliares
 Nas quelíceras estão os ferrões.
Phoneutria
 Aranhas armadeiras, 42,2% dos casos
 Atingem de 3 a 4cm e até 15cm de envergadura.
 Não constroem teias geométricas, caçam a noite.
 Estado sul e sudeste.
Ações do veneno
 Ativação e inativação dos canais neuronais de sódio
 Despolarização das fibras sensitivas , musculares,
motoras e do sistema nervoso autônomo, liberação de
neurotransmissores, principalmente acetilcolina e
catecolaminas.
 Contração da musculatura lisa vascular e aumento da
permeabilidade vascular, por calicreina-cininas e de
óxido nítrico.
Quadro clínico
 Predominam as manifestações locais
 Leves : 91% dos casos, sintomatologia local
 Moderados: 7,1% do total de acidentes. Alterações
sistêmicas, taquicardia, hipertensão, sudorese
discreta.
 Grave: 0,5% do total, restritos a crianças: sudorese,
sialorréia, priaprismo, vômitos, choque, edema agudo
de pulmão.
 Exames:leucocitose com neutrofilia,hiperglicemia,
acidose metabólica
Tratamento
 Sintomáticos: infiltração anestésica.
 Específico: soterapia.
 Não dar fenergam.
 Prognóstico: Bom, monitoração por 6h.
Loxosceles
 Notificados no Paraná e Santa Catarina
 Não são agressivas
Ação do veneno
 Ação do veneno
-enzima esfingomielinase-D
-Atua sobre os constituintes das membranas das
células, endotélios e hemácias.
-Ativação da cascatas do sistema complemento, da
coagulação e das plaquetas.
-Inflamação, obstrução de pequenos vasos, edema
hemorragia e necrose local.
Quadro clínico
 Forma cutânea: 87-98% dos casos. Lenta e progressiva, dor,
edema e eritema no local da picada,se acentuam nas primeiras
24-72 h, podendo variar sua apresentação desde:
-Lesão incaracterística bolha de conteúdo seroso, edema,calor
e rubor, com ou sem dor em queimação;
-Lesão sugestiva enduração, bolha, equimoses e dor em
queimação;
-Lesão característica dor em queimação, lesões hemorrágicas
focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa
marmórea) e necrose. Geralmente o diagnóstico é feito nesta
oportunidade.
 Forma cutâneo-visceral (hemolítica)
-Manifestações clínicas decorrentes de hemólise
intravascular anemia, icterícia e hemoglobinúria
(primeiras 24 horas).
- Petéquias e equimoses,relacionadas à coagulação
intravascular disseminada.
-Casos graves insuficiência renal aguda, de etiologia
multifatorial, principal causa de óbito no
loxoscelismo.
Classificação
 Leve: lesão incaracterística sem alterações clínicas ou
laboratoriais.
 Moderado: lesão sugestiva ou característica, mesmo
sem a identificação do agente causal, podendo ou não
haver alterações sistêmicas.
 Grave: lesão característica e alterações clínico-
laboratoriais de hemólise intravascular.
 Complicações:
-Locais: infecção secundária, perda tecidual,
cicatrizes.
-Sistêmicas:Insuficiência renal aguda.
 Exames complementares
-Forma cutânea:
hemograma com leucocitose e neutrofilia
-Forma cutâneo-visceral: anemia
aguda,plaquetopenia,reticulocitose,
hiperbilirrubinemia indireta, K+, creatinina e uréia e
coagulograma alterado.
Tratamento
 Antiveneno é controvertida na literatura.
 Eficácia da soroterapia é reduzida após 36 h do
acidente.
 Corticoterapia:40mg vo adultos, 1mgkgdia crianças
 Dapsone:50-100mgdia
 Analgésicos, compressas frias, anti-séptico local,
antibiótico sistêmico, remoção da escara.
 Prognostico bom, difícil cicatrização.
Latrodectus
•Região nordeste
Ação do veneno
 Terminações nervosas:doloroso local da picada
 Sistema nervoso autônomo:
neurotransmissores adrenergicos e colinergicos
 Junção neuro muscular pré sináptica
 Altera a permeabilidade: Na, K
Quadro clínico
 Manifestações locais: dor local (60% dos casos) e sensação
de queimadura 15-60min após a picada. Pápula eritematosa e
sudorese localizada (20% dos casos). Lesões puntiformes,
distando de 1 mm a 2 mm entre si. Na área da picada há
referência de hiperestesia e pode ser observada a presença de
placa urticariforme acompanhada de infartamento ganglionar
regional.
 Manifestações sistêmicasGerais: tremores (26%), ansiedade
(12%), excitabilidade,(11%), insônia, cefaléia, prurido, eritema
de face e pescoço.Distúrbios de comportamento e choque nos
casos graves.
 Motoras: dor irradiada para os membros inferiores (32%),
contraturas musculares periódicas (26%), movimentação
incessante, atitude de flexão no leito; hiperreflexia
ósteomúsculo-tendinosa constante. Dor abdominal intensa
(18%),acompanhada de rigidez e desaparecimento do reflexo
cutâneoabdominal.Contratura facial, trismo dos masseteres
caracteriza o fácies latrodectísmica observado em 5% dos
casos.
 fácies latrodectísmica
 Cardiovasculares opressão precordial, com sensação
de morte iminente, taquicardia inicial e hipertensão
seguidas de bradicardia.
 Exames complementares: Leucocitose,
linfopenia,eosinopenia. Hiperglicemia,
hiperfosfatemia. Albuminúria,hematúria, leucocitúria
e cilindrúria. Arritmias cardíacas. Essas alterações
podem persistir até por dez dias.
 Específico soro antilatrodectus (SALatr) é indicado
nos casos graves, i.m. A melhora do paciente ocorre
de 30 min a 3h
 Sintomático :Analgésicos,
 Suporte cardiorespiratório e hospitalização por, no
mínimo, 24horas.
 Prognóstico Não há registro de óbitos
Aranha Caranguejeira
•Não são de importância
médica.
•Exeto pela irritação do
pêlos na pele e mucosas
Saturnídeo - Lonomia
•Causadora de síndrome
hemorrágica.
•Orugas ou rugas (Sul do
Brasil), beijus-de-tapuru-
deseringueira(norte do
Brasil).
Obrigado!

Animaispeconhentos.ppt

  • 1.
  • 3.
    Gênero Bothrops •Responsável por90% dos envenenamentos. •Jararaca, ouricana, jaracuçu, etc •Habitam zonas rurais e periferia •Hábitos noturnos comportamento agressivo.
  • 4.
    Ações do venenoBothops  Ação proteolítica: -Proteases,hialuronidases e fosfolipases  Ação coagulante: -Ativa fator X e protrombina.Fibrinogênio em fibrina.  Ação hemorrágica: -Alteração na membrana basal, plaquetopenia e alteração da coagulação.
  • 5.
    Quadro clínico  Dor,edema.  Sangramento no local da picada e gengivorragias, epistaxes, hematêmese, hematúria.  Náuseas,vômitos, sudorese, hipotensão, choque.  Classificação - Leve: dor e edema local - Moderada: Dor e edema que ultrapassa o seguimento anatômico. - Grave: edema local intenso e extenso podendo levar a isquemia e compressão dos feixes nervosos.
  • 6.
    Classificação  Complicações locais -Síndromecompartimental: isquemia de extremidades -Abscesso: G-, anaeróbios -Necrose: ação proteolítica.  Complicações sistêmicas -Choque: Liberação de substâncias vasoativas -IRA: ação direta do veneno nos rins.
  • 7.
    Exames complementares  Tempode coagulação  Hemograma: leucocitose com neutrofilia, plaquetopenia.  EAS: proteinúria, hematúria e leucositúria.  Métodos de imunodiagnostico: elisa.
  • 9.
    Tratamento  Específico: soroantibotrópico (SAB) i.v. Na falta deste, soroantibotrópico-crotálico (SABC) ou antibotrópicolaquético (SABL).  Geral: Manter elevado e estendido o segmento picado;Analgésicos; Hidratação; Antibioticoterapia.  Complicações locais:síndrome de compartimento: fasciotomia, debridamento de áreas necrosadas e drenagem de abscessos  Prognóstico: Geralmente é bom. A letalidade nos casos tratados e 0,3%.
  • 10.
    Acidente crotálico  77%dos acidentes ofídicos  Cascaveis.
  • 11.
    Ação do veneno Neurotóxico: - crotaxina inibe a liberação da acetilcolina, havendo bloqueio neuromuscular.  Ação miotóxica: - rabidomiólise  Ação coagulante: - incoagulabilidade sanguínea(fibrinogênio em fibrina) -geralmente não há redução do numero de plaquetas
  • 12.
    Quadro clínico  Poucasmanifestações locais  Gerais: - mal estar, sudorese, náuseas, prostração  Neurológicas: - fácies miastênicas (fácies nourotóxicas de Rosenfeld), oftalmoplegia, diplopia.  Musculares: -mialgias e mioglobinúria  Disturbio da coagulação: aumento TC, gengivorragia.
  • 13.
     Complicações -Locais parestesiaslocais duradouras, reversíveis após algumas semanas. -Sistêmicas: insuficiencia renal aguda, com necrose tubular, geralmente de instalação nas primeiras 48 horas.
  • 14.
    Exames complementares:  Sangue:aumento da creatinoquinase (CK), desidrogenase lática (LDH),aspartase-amino- transferase (AST), aspartase-alanino- transferase,(ALT), aldolase, uréia, creatinina, ác úrico, fósforo, potássio e calcemia. Tempo de Coagulação >.Leucocitose, com neutrofilia e desvio à esquerda.  Urina: sedimento urinário normal quando não há IRA e proteinúria discreta. Com IRA, hematúria. Presença de mioglobina.
  • 15.
    Tratamento  Específico: Soroanticrotálico, i.v. Pode ser utilizado soro,antibotrópico-crotálico (SABC).  Geral: -Hidratação -diurese osmótica com monitol 20%. -Oliguria usar furosemida. -Ph urinário > 6.5, pela administraçâo de bicarbonato de sódio  Prognostico bom, se atendido até 6h da picada.
  • 17.
    Acidente laquético  Poucosacidentes relatados  Áreas florestais
  • 18.
    Ações do veneno Ação proteolítica: proteases  Ação coagulante: trombina  Ação hemorragica  Ação neurotóxica: estímulo vagal.
  • 19.
    Quadro clínico  Semelhanteao botropico: dor e edema locais.  Sistêmicas: síndrome vagal (hipotensão arterial, tontura, bradicardia, etc).  São classificadas como moderada a grave  Complicações: mesma do botrópico  Exames complementares:TC, hemog, Ur, Cr, eletrólitos.
  • 20.
    Tratamento  Tratamento específico:Soro antilaquético (SAL), ou antibotrópico-laquético (SABL), na ausência dos 2, soro antibotrópico (não neutraliza de maneira eficaz a ação coagulante do veneno laquético).  Tratamento geral: Mesmas medidas indicadas para o acidente botrópico.
  • 22.
    Acidente elapídico • 0,4%dos acidentes no Brasil. •Evolui para insuficiência respiratória aguda.
  • 23.
    Ações do veneno Neurotoxina ação pós sináptica: compete com a acetilcolina pelos receptores colinérgicos da junção neuromuscular, semelhante ao curare.  Neurotoxina ação pré-sináptica:atuam na junção neuromuscular, bloqueando a ação de Ach pelos impulsos nervosos, impedindo o potencial de ação.Não e antagonizado pelas substâncias anticolinergicas.
  • 24.
    Quadro clínico  1Hapós a picada  Dor local e parestesia  Fraqueza muscular progressiva, ptose palpebral, oftalmoplegia, fácie miastênica, dificuldade p deglutir, IRA.
  • 25.
    Tratamento  Específico: soroantielapídico 10 ampolas.  Tratamento geral :Nos casos de insuficiência respiratória-ventilação artificial. Anticolinesterásicos (neostigmina).  Em todos os casos por acidentes por coral devem ser considerados como potencialmente graves.
  • 26.
    Escorpionismo  Importância porfreqüência e gravidade em crianças.(Tityus serrulatus).  Notificações por 50% do total: MG, SP.  Principais:T. serrulatus, T.bahiensis, T.stigmurus.  Lugares da picada: membros superiores 65%.  Animais carnívoros, insetos, hábitos noturnos.  Podem sobreviver vários meses sem alimento e água.
  • 27.
    •Tityus serrulatus Serrilha dorsalnos dois últimos segmentos. Mede de 6 cm a 7 cm. •Distribuição geográfica: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
  • 28.
     Tityus bahiensis marrom-escuro,patas e pedipalpos com manchas escuras.Mede de 6 cm a 7 cm  Distribuição geográfica: Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
  • 29.
    • Tityus stigmurus amarelo-escuro,triângulo negrono cefalotórax, uma faixa escura longitudinal mediana e manchas laterais escuras nos tergitos.Mede de 6 cm a 7 cm. •Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil.
  • 30.
    Tityus cambridgei Tronco epernas escuros, quase negros Mede cerca de 8,5 cm Distribuição geográfica: região Amazônica.
  • 31.
    Tityus metuendus Vermelho-escuro, quasenegro patas com manchas amareladas; apresentando um espessamento dos últimos dois artículos.Mede de 6 cm a 7 cm Distribuição geográfica: Amazonas, Acre e Pará.
  • 32.
    •Tityus fasciolatus Listrado amareloe preto. Mede de 4 cm a 8,5 cm •Distribuição geográfica: Goiás e DF.
  • 33.
    Ações do veneno Dor local.  Efeitos complexos nos canais de sódio,  Despolarização da terminações nervosas pós ganglionares.  Liberação de catecolaminas e acetilcilina  Efeitos simpáticos e parasimpáticos.
  • 34.
    Quadro clínico  Dorlocal e parestesias  Sistêmicas: -Gerais:hipo ou hipertermia e sudorese -Digestivas: náuseas , vômitos, sialorréia. -Respi: taquidispnéia, edema pulmonar agudo -Neur: agitação, sonolência, confusão mental.
  • 35.
    Classificação  Leves: dorlocal e parestesias  Moderada: dor intensa e manifestações sistêmicas  Graves: Sudorese profunda, salivação, vômitos incoercíveis,agitação, prostração, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma.  Exames complementares:eletro,elisa, glicose e amilase elevados, leucositose, hipopotassemia, hiponatremia.Rx de tórax
  • 36.
    Tratamento  Sintomático: Consisteno alívio da dor  Específico: Consiste na administração i.v. de soro antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr) nos casos moderados e graves.  Manutenção das funções vitais:Controle da função cardíaca e uso de respiração artificial em casos de edema pulmonar agudo.
  • 38.
    Araneísmo  Importantes:Phoneutria, LoxosceleseLatrodectus.  Incidência 1,5 casos por1000.000 habitantes.  São animais carnívoros, alimentam-se de insetos.  Tem hábitos domiciliares  Nas quelíceras estão os ferrões.
  • 39.
    Phoneutria  Aranhas armadeiras,42,2% dos casos  Atingem de 3 a 4cm e até 15cm de envergadura.  Não constroem teias geométricas, caçam a noite.  Estado sul e sudeste.
  • 40.
    Ações do veneno Ativação e inativação dos canais neuronais de sódio  Despolarização das fibras sensitivas , musculares, motoras e do sistema nervoso autônomo, liberação de neurotransmissores, principalmente acetilcolina e catecolaminas.  Contração da musculatura lisa vascular e aumento da permeabilidade vascular, por calicreina-cininas e de óxido nítrico.
  • 41.
    Quadro clínico  Predominamas manifestações locais  Leves : 91% dos casos, sintomatologia local  Moderados: 7,1% do total de acidentes. Alterações sistêmicas, taquicardia, hipertensão, sudorese discreta.  Grave: 0,5% do total, restritos a crianças: sudorese, sialorréia, priaprismo, vômitos, choque, edema agudo de pulmão.  Exames:leucocitose com neutrofilia,hiperglicemia, acidose metabólica
  • 42.
    Tratamento  Sintomáticos: infiltraçãoanestésica.  Específico: soterapia.  Não dar fenergam.  Prognóstico: Bom, monitoração por 6h.
  • 43.
    Loxosceles  Notificados noParaná e Santa Catarina  Não são agressivas
  • 44.
    Ação do veneno Ação do veneno -enzima esfingomielinase-D -Atua sobre os constituintes das membranas das células, endotélios e hemácias. -Ativação da cascatas do sistema complemento, da coagulação e das plaquetas. -Inflamação, obstrução de pequenos vasos, edema hemorragia e necrose local.
  • 45.
    Quadro clínico  Formacutânea: 87-98% dos casos. Lenta e progressiva, dor, edema e eritema no local da picada,se acentuam nas primeiras 24-72 h, podendo variar sua apresentação desde: -Lesão incaracterística bolha de conteúdo seroso, edema,calor e rubor, com ou sem dor em queimação; -Lesão sugestiva enduração, bolha, equimoses e dor em queimação; -Lesão característica dor em queimação, lesões hemorrágicas focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa marmórea) e necrose. Geralmente o diagnóstico é feito nesta oportunidade.
  • 46.
     Forma cutâneo-visceral(hemolítica) -Manifestações clínicas decorrentes de hemólise intravascular anemia, icterícia e hemoglobinúria (primeiras 24 horas). - Petéquias e equimoses,relacionadas à coagulação intravascular disseminada. -Casos graves insuficiência renal aguda, de etiologia multifatorial, principal causa de óbito no loxoscelismo.
  • 47.
    Classificação  Leve: lesãoincaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais.  Moderado: lesão sugestiva ou característica, mesmo sem a identificação do agente causal, podendo ou não haver alterações sistêmicas.  Grave: lesão característica e alterações clínico- laboratoriais de hemólise intravascular.
  • 48.
     Complicações: -Locais: infecçãosecundária, perda tecidual, cicatrizes. -Sistêmicas:Insuficiência renal aguda.  Exames complementares -Forma cutânea: hemograma com leucocitose e neutrofilia -Forma cutâneo-visceral: anemia aguda,plaquetopenia,reticulocitose, hiperbilirrubinemia indireta, K+, creatinina e uréia e coagulograma alterado.
  • 49.
    Tratamento  Antiveneno écontrovertida na literatura.  Eficácia da soroterapia é reduzida após 36 h do acidente.  Corticoterapia:40mg vo adultos, 1mgkgdia crianças  Dapsone:50-100mgdia  Analgésicos, compressas frias, anti-séptico local, antibiótico sistêmico, remoção da escara.  Prognostico bom, difícil cicatrização.
  • 51.
  • 52.
    Ação do veneno Terminações nervosas:doloroso local da picada  Sistema nervoso autônomo: neurotransmissores adrenergicos e colinergicos  Junção neuro muscular pré sináptica  Altera a permeabilidade: Na, K
  • 53.
    Quadro clínico  Manifestaçõeslocais: dor local (60% dos casos) e sensação de queimadura 15-60min após a picada. Pápula eritematosa e sudorese localizada (20% dos casos). Lesões puntiformes, distando de 1 mm a 2 mm entre si. Na área da picada há referência de hiperestesia e pode ser observada a presença de placa urticariforme acompanhada de infartamento ganglionar regional.
  • 54.
     Manifestações sistêmicasGerais:tremores (26%), ansiedade (12%), excitabilidade,(11%), insônia, cefaléia, prurido, eritema de face e pescoço.Distúrbios de comportamento e choque nos casos graves.  Motoras: dor irradiada para os membros inferiores (32%), contraturas musculares periódicas (26%), movimentação incessante, atitude de flexão no leito; hiperreflexia ósteomúsculo-tendinosa constante. Dor abdominal intensa (18%),acompanhada de rigidez e desaparecimento do reflexo cutâneoabdominal.Contratura facial, trismo dos masseteres caracteriza o fácies latrodectísmica observado em 5% dos casos.
  • 55.
  • 56.
     Cardiovasculares opressãoprecordial, com sensação de morte iminente, taquicardia inicial e hipertensão seguidas de bradicardia.  Exames complementares: Leucocitose, linfopenia,eosinopenia. Hiperglicemia, hiperfosfatemia. Albuminúria,hematúria, leucocitúria e cilindrúria. Arritmias cardíacas. Essas alterações podem persistir até por dez dias.
  • 57.
     Específico soroantilatrodectus (SALatr) é indicado nos casos graves, i.m. A melhora do paciente ocorre de 30 min a 3h  Sintomático :Analgésicos,  Suporte cardiorespiratório e hospitalização por, no mínimo, 24horas.  Prognóstico Não há registro de óbitos
  • 59.
    Aranha Caranguejeira •Não sãode importância médica. •Exeto pela irritação do pêlos na pele e mucosas
  • 60.
    Saturnídeo - Lonomia •Causadorade síndrome hemorrágica. •Orugas ou rugas (Sul do Brasil), beijus-de-tapuru- deseringueira(norte do Brasil).
  • 61.