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Leishmania sp.

Prof. Gildemar Crispim
Leishmaniose Visceral Americana (LVA)
•

Zoonose

•

WHO – entre as seis (6) endemias prioritárias no mundo

•

Ampla distribuição ocorrendo na Ásia, Europa, Oriente Médio, África e nas
Américas
•

Antropozoonose

Alta letalidade

A Leishmania chagasi é encontrada dos EUA ao
Norte da Argentina

•
•

Indivíduos portadores de infecção pelo vírus HIV

Casos humanos: Do México a Argentina

AL, a doença já foi descrita em pelo menos 12 países
•

•

indivíduos não tratados

•

•

crianças desnutridas

Brasil - 90% dos casos (região Nordeste)

1913 – Migone relata o primeiro caso da doença no Brasil
•

Material de necrópsia de paciente oriundo de Boa Esperança, MT.
Principais áreas endêmicas de Leishmaniose
Visceral no mundo e suas espécies.

Leishmania Leishmania infantum
Leishmania Leishmania chagasi

Leishmania Leishmania donovani

Fonte: http://www.who.int/tdr/dw/leish_map.htm
Leishmaniose Visceral Americana (LVA)
•

Pena et al., 1934 – 41 casos positivos para Leishmania
•
•

•

Lâminas de viscerotomias post-mortem
Indivíduos oriundos das regiões Norte e Nordeste

Lutzomyia longipalpis
•

•

Descoberto os primeiros casos em cães

Atualmente, a transmissão vem sendo detectada em todas as regiões do Brasil
(exceto região Sul)
•
•

•

19 estados com registros de LV
~ 1.600 municípios com transmissão autóctone

Mudança no padrão de transmissão
•

Ambientes rurais e peri-urbanas

•

Mais recentemente em centros urbanos (RJ, Corumbá- MS, Belo Horizonte – MG,
Araçatuba – SP, Palmas – TO, Campo Grande – MT)
Situação Epidemiológica no Brasil
•

LV = Calazar, Esplenomegalia Tropical, Febre Dundun
•

•

Inicialmente um caráter rural

expandindo para áreas

urbanas

Ministério da Saúde:
•
•

66% nos estados da BA, CE, MA e PI

•

Nos últimos 10 anos: média de 3.156 casos

•

•

48.455 casos de LVA – em 19 anos de notificação (1984-2002)

Incidência de 2 casos/100.000 hab.

Atualmente, a transmissão vem sendo detectada em todas as regiões
do Brasil (exceto região Sul)
•

19 estados com registros de LV

•

~ 1.600 municípios com transmissão autóctone
Número de casos e coeficiente de incidência de
Leishmaniose visceral, Brasil – 1985 a 2002.
N° de casos

Incidência

6.000

3

4.858

2,49

5.000

2,23

2,23
4.000

3.885
1,89

1,95

2,09

3.426

3.246

3.000

2.570

1,32

1,72

2

3.102
1,5

1,33
1.997

1,03

2.000

3.646

3.624
1,61

2.224

2,5

2,29

1

1.510
816

1.000

0,5

0

0

1985

1988

1991

Fonte: COVEV/CGDT/DEVEP/SVS/MS

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002
Situação Epidemiológica no Brasil
•

Freqüência maior em crianças < 10 anos (54%)
•

41% < 5 anos
•

Imanuturidade imunológica, desnutrição, maior exposição ao vetor no peridomicílio

•

Sexo masculino: mais afetado (60%)

•

Ampla distribuição Particularidades:
•
•

Climáticas

•

•

Geográficas
Sociais

LV no Brasil:
•

Doença própria de clima seco com precipitação pluviométrica inferior a 800 mm

•

Ambientes composto por vales e montanhas (boqueirões e pé-de-serra)
Distribuição de casos autóctones de Leishmaniose
Visceral segundo município, Brasil – 2002.

Fonte: SINAN-COVEV/CGDT/DEVEP/SVS/MS
Situação Epidemiológica no Brasil
•

Nos últimos 10 anos – periurbanização e a urbanização da LV há áreas de
transmissão em diferentes regiões, inclusive em faixas litorâneas

•

Na década de 90

•

2000 – 2002 77% casos NE

•

Expansão da área endêmica da LV

90% casos NE

•
•

Pressões econômicas ou sociais

•

Empobrecimento/Péssima distribuição de renda

•

Processo de urbanização desorganizado

•

•

Processo migratório

Secas períodicas

Ambiente propício para à ocorrência de LV
•

Baixo nível sócio-econômico

•

Pobreza

Ocorrência
de
Epidemias
Agente Etiológico e Morfologia
•

Reino: Protista

•

Sub-reino: Protozoa

•

Filo: Sarcomastigophora

•

Sub-filo: Mastigophora

•

Classe: Zoomastigophorea

•

Ordem: Kinetoplastida

•

Família: Trypanosomatidae

•

Gênero: Leishmania

•

Sub-genêro: Leishmania

•

Espécie: donovani, infantum, chagasi

Leishmania chagasi
Morfologia
•

O ciclo evolutivo da L. chagasi apresenta duas formas:
•

Promastígota
–

Tubo digestivo dos
vetores invertebrados e
em meios de culturas
artificiais

•

Amastigota
–

Obrigatoriamente
parasita intracelular em
vertebrados

Todas as espécies de Leishmania são HETEROXÊNICAS
Ciclo de transmissão da LV
Reservatórios
•

Na área urbana
•

•

Cão (Canis familiaris)

No ambiente silvestre
•

Raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thus)

•

Marsupiais (Didelphis albiventris)

Dusicyon vetulus

Didelphis albiventris
Vetores da LV
•

Flebotomíneos
•
•

Tatuquiras,

•

•

Mosquito palha,
Birigui, etc.

No Brasil
•

2 espécies relacionadas com a transmissão:

Lutzomyia longipalpis
•

Principal espécie vetora

•

Amplamente distribuída

•

Bem adaptada ao ambiente

urbano e ao peri domicílio
•

•

Pequenos – 1 a 3 mm

Lutzomyia cruzi - MT

Lutzomyia longipalpis
Modo de transmissão
•

Picada do vetor - principal via de transmissão

•

Acidental

•

NÃO OCORRE TRANSMISSÃO DIRETA (pessoa a pessoa)

•

Alguns autores admitem:
•

Transmissão direta entre a população canina:
•

Ingestão de carrapatos infectados;

•

Mordidas;

•

Cópula;

•

Ingestão de vísceras contaminadas.
Período de incubação
•

No homem
•

10 dias a 24 meses
•

•

Média de 2 a 6 meses

No cão
•

3 meses a vários anos
•

Média de 3 a 7 meses
Diagnóstico clínico e laboratorial
•

A infecção – amplo espectro clínico
•
•

Moderadas

•

•

Discretas

Graves

Infecção Assintomática
•

Sorologia (ELISA ou IFI)
•

•

MORTE

Indivíduos com infecção inaparente NÃO devem ser tratados

Diagnóstico Clínico da LV
•

De ser suspeitado:
•

Febre

•

Esplenomegalia

•

Hepatomegalia
Diagnóstico clínico da LV
•

Leishmaniose Visceral
•

Período Inicial:
•
•
•
•

•

Período de Estado:
•
•
•
•
•

•

Febre – duração inferior a 4 semanas
Palidez
Hepatoesplenomegalia
História de tosse e diarréia
Febre irregular
Emagrecimento progressivo
Palidez
Aumento da hepatoesplenomegalia
Comprometimento do estado geral do paciente

Período de Final:
•
•
•
•

Febre contínua
Desnutrição (pele seca, cabelos quebradiços)
Edema dos membros inferiores
Hemorragias, icterícias e ascite (acumulo de liquido no abdômen)
Tratamento da LV
•

Compostos antimoniais pentavalentes
•

Stibogluconato de sódio

•

Antimoniato-N-metil glucamina (Sb⁵)
•
•

•

Distribuído, no Brasil, pelo MS
Ampolas de 5 ml

Tratamento:
•
•

Respeitando o limite máximo de 2 a 3 ampolas dia

Efeitos colaterais
•

•

Mínimo 20 dias e máximo 40 dias

•

•

Dose: 20 mg de Sb⁵ Kg/dia (EV ou IM)

Em caso de arritmias – suspensão e troca de medicamento

Tratamentos alternativos
•

Anfotericina B

•

Pentamidinas

O seguimento do paciente tratado deve ser feito aos 3, 6 e 12 meses após tratamento
Profilaxia da LVA
•

Busca ativa e tratamento de todos os casos humanos

•

Identificação dos cães doentes e sua eliminação

•

Combate ao vetor (flebótomo)

•

Ações educativas

•

Investigação epidemiológica
•

Estudos entomológicos, parasitológicos e ecológicos
Leishmaniose Tegumentar
Americana (LTA)
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA)
•

Zoonose

Antropozoonose

•

Doença polimórfica provocada por várias espécies de protozoários do
gênero Leishmania

•

Infecção se carateriza pelo parasitismo das células do SFM da derme e da
mucosa do hospedeiro vertebrado

•

Três manifestações clinicas
•
•

Cutaneomucosa

•

•

Cutânea
Difusa

Doença típica de países e/ou regiões pobres e quentes
•

88 países – 76 são subdesenvolvidos

•

Apenas 32 países – notificação compulsória
Agentes etiológicos da LTA
•

Agentes Etiológicos
•

Brasil
•
•

L. (V.) guyanensis,

•

L. (V.) lainsoni,

•

L. (V.) shawi,

•

L. (V.) naiffi,

•

•

Leishmania (Viannia) braziliensis,

L. (L.) amazonensis

México e América Central
•

•

L. (L.) mexicana

Venezuela
•

L. (L.) venezuelensis

•

L. (L.) pifanoi

Fonte: Alfredo J. Altamirano-EncisoI; Mauro C. A. MarzochiII; João S. MoreiraIII; Armando O. SchubachIV; Keyla B. F. MarzochiV
Agentes etiológicos da LTA de maior importância
no Brasil
•

Leishmania (Viannia) braziliensis
•

Amplamente distribuído pelo território brasileiro
•

•

•

Do sul do Pará, ao Nordeste, chegando a região Centro Oeste,

Diretamente associada as leishmanioses cutânea

Leishmania (Leishmania) amazonensis
•

Floresta primária e secundária da região Amazônica
•

AM, PA, RO, MA e TO

•

Áreas de igapó e várzea

•

Sua presença estende-se pata, BA, MG, SP e GO

•

A doença humana é relativamente rara (baixa antropofília do vetor)

•

Podendo levar a uma lesão ulcerada única
Agentes etiológicos da LTA de maior importância
no Brasil
•

Leishmania (Viannia) guyanensis
•

Norte da bacia Amazônica e Guianas
•

AP, RR, AM, PA

•

Floresta de terra-firme

•

Caracterizada por lesões únicas e multiplas

•

O comprometimento mucoso por esta sp é raro

•

Atinge principalmente homem jovens (desflorestamento)

Lesão de leishmaniose tegumentar Americana

Lesão labial de leishmaniose tegumentar Americana
Morfologia
•

2 sub-gêneros : Leishmania e Viannia
•

Promastígota
–

Tubo digestivo dos
vetores invertebrados e
em meios de culturas
artificiais

•

Amastigota
–

Obrigatoriamente
parasita intracelular em
vertebrados

Todas as espécies de Leishmania são HETEROXÊNICAS
Reservatórios
•

Na área urbana
•
•

•

Cães, gatos
Homem

No ambiente silvestre
•

Paca, ouriço, cutia, e diversos ratos

•

Tatu, tamanduá, preguiça

•

Marsupiais (Didelphis albiventris)

•

Carnívoros (quatis)

•

Eqüinos

•

Primatas (macaco-da-noite, micos, homem)
Vetores da LV
•

Flebotomíneos
•
•
•

•

Mosquito palha,
Tatuquiras,
Birigui, etc.

As 9
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

espécies relacionadas com a transmissão são:

Lutzomyia (Viana) braziliensis
L. intermedia
L. pessoai
L. wellcomei
L. whitmani
L. (V.) guyanensis
L. umbratilis
L. anduzei
L. (V.) lainsoni
L. ubiquitalis

Lutzomyia sp.
Epidemiologia da LTA
•

Ampla distribuição nas Américas
• Sul dos EUA – Norte da Argentina
• Exceção do Uruguay e Chile

• No Brasil:
• Ampla distribuição por todas regiões geográficas
• Média de 30.000 casos notificados ano (Mistério da Saúde)
• NE – 39% (MA, BA, CE)
• N – 35% (PA, RO, AM)
• CO – 16% (MT)
• SE – 8% (MG)
• SUL – 2% (PR)

•

No Brasil, a doença apresenta dois padrões epidemiológicos
• Surtos Epidêmicos
• Notificação de casos em regiões de colonização antiga
• Processo migratório, ocupação de encostas, grande nº. de reservatórios
Diagnóstico
•

Clínico
•

Lesões cutâneas (respondem bem ao tratamento)

•

Lesões mucosas
•

•

•

•

Secundárias as lesões cutâneas
Surgem meses/anos após as lesões de pele

Comprometimento Ganglionar

Laboratorial
•
•

•

Sorologia (ELISA ou IFI)
Parasitológico

Epidemiológico
Tratamento da LTA
•

Compostos antimoniais pentavalentes
•

Stibogluconato de sódio

•

Antimoniato-N-metil glucamina (Sb⁵)
•
•

•

Distribuído, no Brasil, pelo MS
Ampolas de 5 ml

Tratamento:
•
•

Respeitando o limite máximo de 2 a 3 ampolas dia

Efeitos colaterais
•

•

Mínimo 20 dias e máximo 40 dias

•

•

Dose: 10-20 mg de Sb⁵ Kg/dia (EV ou IM)

Em caso de arritmias – suspensão e troca de medicamento

Tratamentos alternativos
•

Anfotericina B

•

Pentamidinas
Medidas gerais de controle da LTA
•

Vigilância Epidemiológica
•

Detecção de casos

•

Investigação epidemiológica
•
•

Estudos parasitológicos

•

Estudos ecológicos (reservatórios envolvidos)

•

•

Estudos entomológicos

Caracterização do surto epidêmico

Medidas de proteção individual
•

Uso de mosquiteiros

•

Telas

•

Repelentes

•

Controle de reservatórios

•

Ações educativas

•

Ações administrativas
Pesquisa em Leishmaniose
•
•

A doença atinge ~ 2 milhões de pessoas por ano no mundo,
Comparação do genoma de 3 sp. revelou:
–

Wellcome Trust Sanger Institute
–

–

–

L. infantum (visceral)
L. braziliensis (cutânea)

- L. Major (cutânea)

Pequena diferenciação entre seus genes,
–

O estudo sugere que apenas um pequeno número de genes do
parasita exerce uma maior influência sobre a forma clínica que a
Leishmaniose vai apresentar

–

possibilidade de desenvolvimento de tratamentos mais específicos
e eficazes.
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  • 2. Leishmaniose Visceral Americana (LVA) • Zoonose • WHO – entre as seis (6) endemias prioritárias no mundo • Ampla distribuição ocorrendo na Ásia, Europa, Oriente Médio, África e nas Américas • Antropozoonose Alta letalidade A Leishmania chagasi é encontrada dos EUA ao Norte da Argentina • • Indivíduos portadores de infecção pelo vírus HIV Casos humanos: Do México a Argentina AL, a doença já foi descrita em pelo menos 12 países • • indivíduos não tratados • • crianças desnutridas Brasil - 90% dos casos (região Nordeste) 1913 – Migone relata o primeiro caso da doença no Brasil • Material de necrópsia de paciente oriundo de Boa Esperança, MT.
  • 3. Principais áreas endêmicas de Leishmaniose Visceral no mundo e suas espécies. Leishmania Leishmania infantum Leishmania Leishmania chagasi Leishmania Leishmania donovani Fonte: http://www.who.int/tdr/dw/leish_map.htm
  • 4. Leishmaniose Visceral Americana (LVA) • Pena et al., 1934 – 41 casos positivos para Leishmania • • • Lâminas de viscerotomias post-mortem Indivíduos oriundos das regiões Norte e Nordeste Lutzomyia longipalpis • • Descoberto os primeiros casos em cães Atualmente, a transmissão vem sendo detectada em todas as regiões do Brasil (exceto região Sul) • • • 19 estados com registros de LV ~ 1.600 municípios com transmissão autóctone Mudança no padrão de transmissão • Ambientes rurais e peri-urbanas • Mais recentemente em centros urbanos (RJ, Corumbá- MS, Belo Horizonte – MG, Araçatuba – SP, Palmas – TO, Campo Grande – MT)
  • 5. Situação Epidemiológica no Brasil • LV = Calazar, Esplenomegalia Tropical, Febre Dundun • • Inicialmente um caráter rural expandindo para áreas urbanas Ministério da Saúde: • • 66% nos estados da BA, CE, MA e PI • Nos últimos 10 anos: média de 3.156 casos • • 48.455 casos de LVA – em 19 anos de notificação (1984-2002) Incidência de 2 casos/100.000 hab. Atualmente, a transmissão vem sendo detectada em todas as regiões do Brasil (exceto região Sul) • 19 estados com registros de LV • ~ 1.600 municípios com transmissão autóctone
  • 6. Número de casos e coeficiente de incidência de Leishmaniose visceral, Brasil – 1985 a 2002. N° de casos Incidência 6.000 3 4.858 2,49 5.000 2,23 2,23 4.000 3.885 1,89 1,95 2,09 3.426 3.246 3.000 2.570 1,32 1,72 2 3.102 1,5 1,33 1.997 1,03 2.000 3.646 3.624 1,61 2.224 2,5 2,29 1 1.510 816 1.000 0,5 0 0 1985 1988 1991 Fonte: COVEV/CGDT/DEVEP/SVS/MS 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
  • 7. Situação Epidemiológica no Brasil • Freqüência maior em crianças < 10 anos (54%) • 41% < 5 anos • Imanuturidade imunológica, desnutrição, maior exposição ao vetor no peridomicílio • Sexo masculino: mais afetado (60%) • Ampla distribuição Particularidades: • • Climáticas • • Geográficas Sociais LV no Brasil: • Doença própria de clima seco com precipitação pluviométrica inferior a 800 mm • Ambientes composto por vales e montanhas (boqueirões e pé-de-serra)
  • 8. Distribuição de casos autóctones de Leishmaniose Visceral segundo município, Brasil – 2002. Fonte: SINAN-COVEV/CGDT/DEVEP/SVS/MS
  • 9. Situação Epidemiológica no Brasil • Nos últimos 10 anos – periurbanização e a urbanização da LV há áreas de transmissão em diferentes regiões, inclusive em faixas litorâneas • Na década de 90 • 2000 – 2002 77% casos NE • Expansão da área endêmica da LV 90% casos NE • • Pressões econômicas ou sociais • Empobrecimento/Péssima distribuição de renda • Processo de urbanização desorganizado • • Processo migratório Secas períodicas Ambiente propício para à ocorrência de LV • Baixo nível sócio-econômico • Pobreza Ocorrência de Epidemias
  • 10. Agente Etiológico e Morfologia • Reino: Protista • Sub-reino: Protozoa • Filo: Sarcomastigophora • Sub-filo: Mastigophora • Classe: Zoomastigophorea • Ordem: Kinetoplastida • Família: Trypanosomatidae • Gênero: Leishmania • Sub-genêro: Leishmania • Espécie: donovani, infantum, chagasi Leishmania chagasi
  • 11. Morfologia • O ciclo evolutivo da L. chagasi apresenta duas formas: • Promastígota – Tubo digestivo dos vetores invertebrados e em meios de culturas artificiais • Amastigota – Obrigatoriamente parasita intracelular em vertebrados Todas as espécies de Leishmania são HETEROXÊNICAS
  • 13. Reservatórios • Na área urbana • • Cão (Canis familiaris) No ambiente silvestre • Raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thus) • Marsupiais (Didelphis albiventris) Dusicyon vetulus Didelphis albiventris
  • 14. Vetores da LV • Flebotomíneos • • Tatuquiras, • • Mosquito palha, Birigui, etc. No Brasil • 2 espécies relacionadas com a transmissão: Lutzomyia longipalpis • Principal espécie vetora • Amplamente distribuída • Bem adaptada ao ambiente urbano e ao peri domicílio • • Pequenos – 1 a 3 mm Lutzomyia cruzi - MT Lutzomyia longipalpis
  • 15. Modo de transmissão • Picada do vetor - principal via de transmissão • Acidental • NÃO OCORRE TRANSMISSÃO DIRETA (pessoa a pessoa) • Alguns autores admitem: • Transmissão direta entre a população canina: • Ingestão de carrapatos infectados; • Mordidas; • Cópula; • Ingestão de vísceras contaminadas.
  • 16. Período de incubação • No homem • 10 dias a 24 meses • • Média de 2 a 6 meses No cão • 3 meses a vários anos • Média de 3 a 7 meses
  • 17. Diagnóstico clínico e laboratorial • A infecção – amplo espectro clínico • • Moderadas • • Discretas Graves Infecção Assintomática • Sorologia (ELISA ou IFI) • • MORTE Indivíduos com infecção inaparente NÃO devem ser tratados Diagnóstico Clínico da LV • De ser suspeitado: • Febre • Esplenomegalia • Hepatomegalia
  • 18. Diagnóstico clínico da LV • Leishmaniose Visceral • Período Inicial: • • • • • Período de Estado: • • • • • • Febre – duração inferior a 4 semanas Palidez Hepatoesplenomegalia História de tosse e diarréia Febre irregular Emagrecimento progressivo Palidez Aumento da hepatoesplenomegalia Comprometimento do estado geral do paciente Período de Final: • • • • Febre contínua Desnutrição (pele seca, cabelos quebradiços) Edema dos membros inferiores Hemorragias, icterícias e ascite (acumulo de liquido no abdômen)
  • 19. Tratamento da LV • Compostos antimoniais pentavalentes • Stibogluconato de sódio • Antimoniato-N-metil glucamina (Sb⁵) • • • Distribuído, no Brasil, pelo MS Ampolas de 5 ml Tratamento: • • Respeitando o limite máximo de 2 a 3 ampolas dia Efeitos colaterais • • Mínimo 20 dias e máximo 40 dias • • Dose: 20 mg de Sb⁵ Kg/dia (EV ou IM) Em caso de arritmias – suspensão e troca de medicamento Tratamentos alternativos • Anfotericina B • Pentamidinas O seguimento do paciente tratado deve ser feito aos 3, 6 e 12 meses após tratamento
  • 20. Profilaxia da LVA • Busca ativa e tratamento de todos os casos humanos • Identificação dos cães doentes e sua eliminação • Combate ao vetor (flebótomo) • Ações educativas • Investigação epidemiológica • Estudos entomológicos, parasitológicos e ecológicos
  • 22. Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) • Zoonose Antropozoonose • Doença polimórfica provocada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania • Infecção se carateriza pelo parasitismo das células do SFM da derme e da mucosa do hospedeiro vertebrado • Três manifestações clinicas • • Cutaneomucosa • • Cutânea Difusa Doença típica de países e/ou regiões pobres e quentes • 88 países – 76 são subdesenvolvidos • Apenas 32 países – notificação compulsória
  • 23. Agentes etiológicos da LTA • Agentes Etiológicos • Brasil • • L. (V.) guyanensis, • L. (V.) lainsoni, • L. (V.) shawi, • L. (V.) naiffi, • • Leishmania (Viannia) braziliensis, L. (L.) amazonensis México e América Central • • L. (L.) mexicana Venezuela • L. (L.) venezuelensis • L. (L.) pifanoi Fonte: Alfredo J. Altamirano-EncisoI; Mauro C. A. MarzochiII; João S. MoreiraIII; Armando O. SchubachIV; Keyla B. F. MarzochiV
  • 24. Agentes etiológicos da LTA de maior importância no Brasil • Leishmania (Viannia) braziliensis • Amplamente distribuído pelo território brasileiro • • • Do sul do Pará, ao Nordeste, chegando a região Centro Oeste, Diretamente associada as leishmanioses cutânea Leishmania (Leishmania) amazonensis • Floresta primária e secundária da região Amazônica • AM, PA, RO, MA e TO • Áreas de igapó e várzea • Sua presença estende-se pata, BA, MG, SP e GO • A doença humana é relativamente rara (baixa antropofília do vetor) • Podendo levar a uma lesão ulcerada única
  • 25. Agentes etiológicos da LTA de maior importância no Brasil • Leishmania (Viannia) guyanensis • Norte da bacia Amazônica e Guianas • AP, RR, AM, PA • Floresta de terra-firme • Caracterizada por lesões únicas e multiplas • O comprometimento mucoso por esta sp é raro • Atinge principalmente homem jovens (desflorestamento) Lesão de leishmaniose tegumentar Americana Lesão labial de leishmaniose tegumentar Americana
  • 26. Morfologia • 2 sub-gêneros : Leishmania e Viannia • Promastígota – Tubo digestivo dos vetores invertebrados e em meios de culturas artificiais • Amastigota – Obrigatoriamente parasita intracelular em vertebrados Todas as espécies de Leishmania são HETEROXÊNICAS
  • 27. Reservatórios • Na área urbana • • • Cães, gatos Homem No ambiente silvestre • Paca, ouriço, cutia, e diversos ratos • Tatu, tamanduá, preguiça • Marsupiais (Didelphis albiventris) • Carnívoros (quatis) • Eqüinos • Primatas (macaco-da-noite, micos, homem)
  • 28. Vetores da LV • Flebotomíneos • • • • Mosquito palha, Tatuquiras, Birigui, etc. As 9 • • • • • • • • • • espécies relacionadas com a transmissão são: Lutzomyia (Viana) braziliensis L. intermedia L. pessoai L. wellcomei L. whitmani L. (V.) guyanensis L. umbratilis L. anduzei L. (V.) lainsoni L. ubiquitalis Lutzomyia sp.
  • 29. Epidemiologia da LTA • Ampla distribuição nas Américas • Sul dos EUA – Norte da Argentina • Exceção do Uruguay e Chile • No Brasil: • Ampla distribuição por todas regiões geográficas • Média de 30.000 casos notificados ano (Mistério da Saúde) • NE – 39% (MA, BA, CE) • N – 35% (PA, RO, AM) • CO – 16% (MT) • SE – 8% (MG) • SUL – 2% (PR) • No Brasil, a doença apresenta dois padrões epidemiológicos • Surtos Epidêmicos • Notificação de casos em regiões de colonização antiga • Processo migratório, ocupação de encostas, grande nº. de reservatórios
  • 30. Diagnóstico • Clínico • Lesões cutâneas (respondem bem ao tratamento) • Lesões mucosas • • • • Secundárias as lesões cutâneas Surgem meses/anos após as lesões de pele Comprometimento Ganglionar Laboratorial • • • Sorologia (ELISA ou IFI) Parasitológico Epidemiológico
  • 31. Tratamento da LTA • Compostos antimoniais pentavalentes • Stibogluconato de sódio • Antimoniato-N-metil glucamina (Sb⁵) • • • Distribuído, no Brasil, pelo MS Ampolas de 5 ml Tratamento: • • Respeitando o limite máximo de 2 a 3 ampolas dia Efeitos colaterais • • Mínimo 20 dias e máximo 40 dias • • Dose: 10-20 mg de Sb⁵ Kg/dia (EV ou IM) Em caso de arritmias – suspensão e troca de medicamento Tratamentos alternativos • Anfotericina B • Pentamidinas
  • 32. Medidas gerais de controle da LTA • Vigilância Epidemiológica • Detecção de casos • Investigação epidemiológica • • Estudos parasitológicos • Estudos ecológicos (reservatórios envolvidos) • • Estudos entomológicos Caracterização do surto epidêmico Medidas de proteção individual • Uso de mosquiteiros • Telas • Repelentes • Controle de reservatórios • Ações educativas • Ações administrativas
  • 33. Pesquisa em Leishmaniose • • A doença atinge ~ 2 milhões de pessoas por ano no mundo, Comparação do genoma de 3 sp. revelou: – Wellcome Trust Sanger Institute – – – L. infantum (visceral) L. braziliensis (cutânea) - L. Major (cutânea) Pequena diferenciação entre seus genes, – O estudo sugere que apenas um pequeno número de genes do parasita exerce uma maior influência sobre a forma clínica que a Leishmaniose vai apresentar – possibilidade de desenvolvimento de tratamentos mais específicos e eficazes.

Notas do Editor

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