Vídeo-aula 7:
“Educação e ética”




   Por:

                     Veronica Perazolli
Aspecto da ética na educação escolar
• Relação de todos os agentes educativos entre si. Existe
  um coletivo institucional que vai ser dinamizado nessa
  reflexão sobre o tema da ética.
• A escolarização é uma travessia. A escola é uma
  transição entre a família e a vida social.
• É um ambiente que prepara o jovem para a vida
  pública, no sentido da associabilidade. Nos deparamos
  com conflitos entre liberdade e autoridade. Até que
  ponto o professor mantêm a posição da autoridade?
• A criança é regida por regras exteriores e incorporadas
  de maneira que ela construa suas próprias regras e
  construa a sua autonomia.
A ética a partir dos exemplos.
• A ética e a política na antiguidade (Grécia) seriam campos
  quase complementares. Platão e Aristóteles escreveram
  sobre estes temas na vida coletiva. A palavra que
  corresponde ao universo privado (idion = idiota). Os gregos
  utilizavam ethos para falar de ética e os romanos
  utilizavam mores para falar de moral.
• Em educação o outro é o nosso aluno, o nosso colega,
  aquele que não somos nós. Temos que pautar nossas
  ações possibilitando uma vida do bem e uma vida digna. Os
  gregos faziam essa correlação, falando sobre a vida boa e a
  ação correta.
• A ética é sempre construída como um hábito, partindo de
  exemplos e ações. Vamos nos defrontar com o tema nas
  relações com os alunos, colegas de trabalho, funcionários
  da escola e outros.
Relações éticas

•    A ética não é um partido que vamos aderir apenas do ponto de vista
    teórico, pois deve implicar em ações.

• Estou falando da excelência moral, pois é esta que ser relaciona
  com as emoções e ações e nesta há excesso, falta e meio termo.
  Por exemplo, pode-se sentir
  medo, confiança, desejos, cólera, piedade e, em todos os
  casos, isto não é bom: mas experimentar estes sentimentos no
  momento, em relação aos objetos certos e às pessoas certas, e de
  maneira certa é o meio termo e o melhor, e isto é característico da
  excelência. Há também, da mesma forma, excesso, falta e meio
  termo em relação às ações. [...] A excelência moral, portanto, é
  algo como eqüidistância, pois, como já vimos, seu alvo é o meio
  termo.” (Aristóteles, Ética e Nicômaco, p. 42)
Desafios

• Desafios que dizem respeito à igualdade em lidar
  com o coletivo dos nossos alunos, porém pelo
  reconhecimento, pela diferença.
• Nessa relação entre igualdade e fraternidade
  podemos falar em “Educação como preparo da
  democracia”.
• Assim, podemos lidar com a formação do
  comportamento e viver de maneira a não ferir o
  outro, utilizando ações éticas como hábito
Civilidade – a construção do ser cidadão
• Cidade e civilidade têm uma raiz etimológica
  comum. Civilidade é tratar os outros como se
  fossem estranhos que forjam um laço social sobre
  essa distância social. A cidade é o estabelecimento
  humano no qual os estranhos devem
  provavelmente se encontrar. A geografia pública de
  uma cidade é a institucionalização da civilidade.”
  (Richard Sennett, 1988, p. 323 –4)
• De certo modo isso nos conduz a idéia de que
  trabalhar a criança significa trabalhar a
  educação do adulto perante o mundo. O educador é
  a referência.
Agir com ética
• “Age de tal maneira a humanidade, tanto em tua
  pessoa como na de todos os outros, sempre ao
  mesmo tempo como um fim, e nunca como um
  meio. [...] Age de tal modo que máxima de tua
  ação possa transformar-se em lei de validade
  universal.” (Kant. Fundamentação da metafísica dos
  costumes).
Devemos pensar na ética com relação a nós mesmos.

•   Perguntas da Ética:
•   Como e por que a ação é moralmente correta?
•   Que critérios devem orientar o pensamento?
•   O que devo fazer?
•   Ação correta:
•   Felicidade de todos
•    Toma o agente virtuoso
•   Acordo com regras determinadas
•   Justificada aos outros de forma razoável
Determinação da ação correta: ética normativa
• Que devemos fazer?
• Qual a melhor forma de viver bem?
• Ética aplicada: resolução conflitos práticos mediante
  princípios.
• Isso supõe a clareza da ética. Os critérios devem ser
  esclarecidos através de pactos pedagógicos
  estabelecido.
• A escolarização veio para ensinar padrões de
  comportamento (currículo oculto de formação de
  atitudes).
• A idéia da autoridade do professor se legitima não
  pela obediência do aluno, mas por uma regra razoável.
Respeito
• Nos últimos 100 anos a infância ganhou um lugar social
  de respeito, com a Declaração dos direitos da criança e
  do adolescente, contudo ainda há momentos em que
  esquecemos de ouvi-los.
• O aluno precisa trazer o que tem de melhor para a sala
  de aula, e para isso precisa de estímulo.
• Concorremos com inúmeros universos de formação,
  como é o caso das tecnologias, a mídia e a internet, bem
  mais atraentes. Esses conteúdos devem ser trabalhados,
  utilizados como ferramentas, e assim ganhar um tom
  formativo.
• Muitas vezes os educadores têm dificuldades em lidar
  com os alunos pois utilizam práticas de intolerância.
ATITUDE INTOLERANTE:
• Dificuldade de Conviver com o Diferente
• - Juízos Cristalizados; Generalizações Falsas
• - Ideologias e Falsificação da Realidade
• - Educação como instância privilegiada para se
  evitar/corrigir práticas de intolerância
ATITUDE TOLERANTE
• Confiança na racionalidade, na razoabilidade e no
  direito do outro: RESPEITO E SOLIDARIEDADE.
• Ética da Justiça e Ética do Cuidado: “[...] a ética fala
  da justiça porque há desigualdade, fala da amizade
  porque não somos auto-suficientes, fala da
  democracia porque não existem sábios
  suficientemente capazes e competentes para
  governarem sem perigo de se
  equivocar.” (Camps, 1996, p.11)
Tolerância

Vídeo aula 7

  • 1.
    Vídeo-aula 7: “Educação eética” Por: Veronica Perazolli
  • 2.
    Aspecto da éticana educação escolar • Relação de todos os agentes educativos entre si. Existe um coletivo institucional que vai ser dinamizado nessa reflexão sobre o tema da ética. • A escolarização é uma travessia. A escola é uma transição entre a família e a vida social. • É um ambiente que prepara o jovem para a vida pública, no sentido da associabilidade. Nos deparamos com conflitos entre liberdade e autoridade. Até que ponto o professor mantêm a posição da autoridade? • A criança é regida por regras exteriores e incorporadas de maneira que ela construa suas próprias regras e construa a sua autonomia.
  • 3.
    A ética apartir dos exemplos. • A ética e a política na antiguidade (Grécia) seriam campos quase complementares. Platão e Aristóteles escreveram sobre estes temas na vida coletiva. A palavra que corresponde ao universo privado (idion = idiota). Os gregos utilizavam ethos para falar de ética e os romanos utilizavam mores para falar de moral. • Em educação o outro é o nosso aluno, o nosso colega, aquele que não somos nós. Temos que pautar nossas ações possibilitando uma vida do bem e uma vida digna. Os gregos faziam essa correlação, falando sobre a vida boa e a ação correta. • A ética é sempre construída como um hábito, partindo de exemplos e ações. Vamos nos defrontar com o tema nas relações com os alunos, colegas de trabalho, funcionários da escola e outros.
  • 4.
    Relações éticas • A ética não é um partido que vamos aderir apenas do ponto de vista teórico, pois deve implicar em ações. • Estou falando da excelência moral, pois é esta que ser relaciona com as emoções e ações e nesta há excesso, falta e meio termo. Por exemplo, pode-se sentir medo, confiança, desejos, cólera, piedade e, em todos os casos, isto não é bom: mas experimentar estes sentimentos no momento, em relação aos objetos certos e às pessoas certas, e de maneira certa é o meio termo e o melhor, e isto é característico da excelência. Há também, da mesma forma, excesso, falta e meio termo em relação às ações. [...] A excelência moral, portanto, é algo como eqüidistância, pois, como já vimos, seu alvo é o meio termo.” (Aristóteles, Ética e Nicômaco, p. 42)
  • 5.
    Desafios • Desafios quedizem respeito à igualdade em lidar com o coletivo dos nossos alunos, porém pelo reconhecimento, pela diferença. • Nessa relação entre igualdade e fraternidade podemos falar em “Educação como preparo da democracia”. • Assim, podemos lidar com a formação do comportamento e viver de maneira a não ferir o outro, utilizando ações éticas como hábito
  • 6.
    Civilidade – aconstrução do ser cidadão • Cidade e civilidade têm uma raiz etimológica comum. Civilidade é tratar os outros como se fossem estranhos que forjam um laço social sobre essa distância social. A cidade é o estabelecimento humano no qual os estranhos devem provavelmente se encontrar. A geografia pública de uma cidade é a institucionalização da civilidade.” (Richard Sennett, 1988, p. 323 –4) • De certo modo isso nos conduz a idéia de que trabalhar a criança significa trabalhar a educação do adulto perante o mundo. O educador é a referência.
  • 7.
    Agir com ética •“Age de tal maneira a humanidade, tanto em tua pessoa como na de todos os outros, sempre ao mesmo tempo como um fim, e nunca como um meio. [...] Age de tal modo que máxima de tua ação possa transformar-se em lei de validade universal.” (Kant. Fundamentação da metafísica dos costumes).
  • 8.
    Devemos pensar naética com relação a nós mesmos. • Perguntas da Ética: • Como e por que a ação é moralmente correta? • Que critérios devem orientar o pensamento? • O que devo fazer? • Ação correta: • Felicidade de todos • Toma o agente virtuoso • Acordo com regras determinadas • Justificada aos outros de forma razoável
  • 9.
    Determinação da açãocorreta: ética normativa • Que devemos fazer? • Qual a melhor forma de viver bem? • Ética aplicada: resolução conflitos práticos mediante princípios. • Isso supõe a clareza da ética. Os critérios devem ser esclarecidos através de pactos pedagógicos estabelecido. • A escolarização veio para ensinar padrões de comportamento (currículo oculto de formação de atitudes). • A idéia da autoridade do professor se legitima não pela obediência do aluno, mas por uma regra razoável.
  • 10.
    Respeito • Nos últimos100 anos a infância ganhou um lugar social de respeito, com a Declaração dos direitos da criança e do adolescente, contudo ainda há momentos em que esquecemos de ouvi-los. • O aluno precisa trazer o que tem de melhor para a sala de aula, e para isso precisa de estímulo. • Concorremos com inúmeros universos de formação, como é o caso das tecnologias, a mídia e a internet, bem mais atraentes. Esses conteúdos devem ser trabalhados, utilizados como ferramentas, e assim ganhar um tom formativo. • Muitas vezes os educadores têm dificuldades em lidar com os alunos pois utilizam práticas de intolerância.
  • 11.
    ATITUDE INTOLERANTE: • Dificuldadede Conviver com o Diferente • - Juízos Cristalizados; Generalizações Falsas • - Ideologias e Falsificação da Realidade • - Educação como instância privilegiada para se evitar/corrigir práticas de intolerância
  • 12.
    ATITUDE TOLERANTE • Confiançana racionalidade, na razoabilidade e no direito do outro: RESPEITO E SOLIDARIEDADE. • Ética da Justiça e Ética do Cuidado: “[...] a ética fala da justiça porque há desigualdade, fala da amizade porque não somos auto-suficientes, fala da democracia porque não existem sábios suficientemente capazes e competentes para governarem sem perigo de se equivocar.” (Camps, 1996, p.11)
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