Idalina Leite | 10º/11º anos | 19 de outubro de 2014 
Revisão de conceitos: Representação cartográfica 
TPC_19.outubro.2014 - Correção
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1. 
1.1. Os elementos fundamentais de um mapa são o título, a escala, a legenda e a orientação. 
1.2. O título de um mapa é a descrição sintética do assunto representado pelo mapa. A escala diz-nos quantas vezes a realidade foi reduzida no mapa. A legenda permite fazer a leitura do mapa ao descodificar os sinais, cores ou outras opções técnicas utilizadas pelo autor do mapa. A orientação permite situar a porção de espaço representada relativamente a qualquer uma das direções da rosa dos ventos. 
2. 
2.1. Mapas 1, 4, 5 e 9 são mapas corográficos, sendo o 4 uma planta e o 9 um topográfico. 
2.2. Os mapas 1,4, 5 e 9 classificam-se de corográficos porque reproduzem apenas uma parte da superfície terrestre. 
O mapa 4 é, pelas suas caraterísticas, uma planta pois é uma representação muito pormenorizada de uma pequena porção de espaço vista verticalmente de cima para baixo. 
O mapa 2 é um planisfério porque representa a Terra num plano. 
O mapa 9 tem o nome específico de topográfico por representar uma parte restrita do espaço de forma muito pormenorizada, cartografando os elementos físicos e humanos da paisagem. 
O mapa 10 é um globo pois representa a Terra mas da forma mais aproximada com a realidade, isto é, esférica. 
2.3. 
2.3.1. Como já se classificou atrás, o mapa 1 é um exemplo de mapa corográfico e o mapa 2 é um planisfério. 
2.3.2. Quanto ao assunto, o mapa 1 é um mapa geomorfológico. Trata-se de um mapa físico que mostra as unidades geomorfológicas que constituem o relevo da Península Ibérica. 
O mapa 2 é um mapa demográfico. Trata-se, neste caso, de um mapa que representa movimentos migratórios inter e intracontinentais que ocorreram em diversas épocas. 
2.4. 
2.4.1. A figura 2 mostra o planeta Terra projetado num plano. A figura 10 representa, igualmente, o planeta Terra mas de forma esférica. 
2.4.2. As diferenças resultam do tipo de técnica aplicada. Na figura 2, um planisfério, a Terra é representada muito deformada: os polos ocupam tanto espaço quanto o equador. 
Na figura 10, o globo não permite visionar toda a Terra. Considerando o traçado do semimeridiano de Greenwich, pode-se dizer que representa a maior parte do hemisfério Oriental e uma pequena porção do hemisfério Ocidental. 
3. 
3.1. Um mapa é uma representação aproximada da superfície terrestre, total ou parcial. 
3.2. Escala numérica é a relação entre uma dada distância no mapa e a correspondente distância no terreno. Normalmente, a distância na carta é de 1 cm. 
3.3. Escala gráfica é um segmento de reta que indica a relação entre a distância na carta e a correspondente distância real. 
3.4. Rosa dos Ventos é um conjunto de direções que nos indicam o sentido dos pontos cardeais, colaterais e intermédios. 
3.5. Uma planta obtém-se projetando num plano a porção de espaço representada como se fosse observada de cima para baixo verticalmente. Daí que, na planta, haja perda da terceira dimensão, a altura, restando o comprimento e a largura. 
3.6. De forma crescente, isto é, da escala mais pequena para a maior, será mapa 3, mapa 9 e mapa 8.
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3.6.1. Uma escala é tanto maior quanto menor for o grau de redução da realidade. Ora, no caso do mapa 3, é o que representa maior área e, portanto, o que mostra maior área dos três e menor grau de pormenor. O mapa 9 representa a área da foz do rio Mira, no Alentejo, com bastante pormenor. Porém, a área, representada pela planta da figura 8 é a de menor dimensão na realidade e descreve com grande pormenor os arruamentos da cidade de Espinho. 
3.6.2. Um planisfério é um mapa de pequena escala. 
3.6.3. Uma planta é um mapa de grande escala. 
4. O planisfério da figura 2 é aquilo a que se chama um mapa de fluxos. Os fluxos usam-se para representar quantidades associadas a movimento. Neste exemplo, são quantidades que nos dizem o volume de emigrantes entre diferentes lugares. As setas indicam o sentido dos movimentos das correntes emigratórias. Neste mapa, também, foram usadas cores para distinguir a data a que se refere cada fluxo. 
O mapa da figura 5 é um exemplo de mapa hipsométrico, um tipo de mapa que mostra as diferenças de altitude num dado espaço. Neste caso, trata-se de Portugal e do seu relevo representado por classes de altitude. A cada classe (na imagem não se vè qualquer delas) corresponde uma cor. Pelo modo como se distribuem as cores pode-se fazer uma leitura do relevo. Neste mapa, os tons de verde estão associados a baixos valores de altitude; os castanhos às maiores altitudes. Logo, pode-se afirmar que o relevo é mais acentuado a Norte do rio Tejo e mais no Interior do que no Litoral. A Sul do vale do rio Tejo o relevo será plano, tanto no Litoral como no Interior. 
O mapa da figura 9, mapa topográfico, mostra uma área reduzida de forma pormenorizada. Nele estão representados os elementos físicos e humanos da paisagem. 
5. 
5.1. Uma rede cartográfica é um conjunto de segmentos de reta, uns horizontais que representam paralelos, outros verticais que correspondem a semimeridianos, que se cruzam entre si segundo ângulos de 90º. 
5.2.1. A latitude de um lugar é a distância angular que vai desde o equador até ao lugar considerado. Varia entre 0 e 90º e pode ser Norte ou Sul.1 
5.2.2. A longitude de um lugar é a distância angular que vai desde o semimeridiano de referência e o lugar considerado. O semimeridiano de referência internacionalmente adotado é o de Greenwich. O seu valor pode ir de 0 a 180º, para Este ou Oeste.2 
5.2.3. 
Lugar 
Latitude 
Longitude 
A 
15º Sul 
45º Este 
B 
45º Norte 
75º Este 
G 
30º Norte 
105º Este 
M 
15º Norte 
15º Oeste 
5.2.4. As coordenadas do lugar X são 15º Norte de latitude e 45º Este de Longitude. 
(B está a 75º E; retirando 30º ficam 45º como é para Oeste de B continua a ser no hemisfério Oriental. H está a 30º a Norte do equador; retirando 15º ficam ainda 15º e continua a ser no hemisfério Norte) 
6. O mapa da figura 1 mostra Portugal de forma deformada: para norte do rio Douro o espaço está mais alargado. No centro e a sul parece mais estreito e, entre Porto e Lisboa, o espaço litoral está mais contraído, parecendo indicar que a maior proximidade relativa entre as localidades desta faixa litoral. 
1 A latitude corresponde a um arco do meridiano do lugar considerado. 
2 A longitude corresponde a um arco do equador (caso o lugar se situe sobre o equador) ou do paralelo do lugar considerado.

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    Idalina Leite |10º/11º anos | 19 de outubro de 2014 Revisão de conceitos: Representação cartográfica TPC_19.outubro.2014 - Correção
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    PÁGINA 1 1. 1.1. Os elementos fundamentais de um mapa são o título, a escala, a legenda e a orientação. 1.2. O título de um mapa é a descrição sintética do assunto representado pelo mapa. A escala diz-nos quantas vezes a realidade foi reduzida no mapa. A legenda permite fazer a leitura do mapa ao descodificar os sinais, cores ou outras opções técnicas utilizadas pelo autor do mapa. A orientação permite situar a porção de espaço representada relativamente a qualquer uma das direções da rosa dos ventos. 2. 2.1. Mapas 1, 4, 5 e 9 são mapas corográficos, sendo o 4 uma planta e o 9 um topográfico. 2.2. Os mapas 1,4, 5 e 9 classificam-se de corográficos porque reproduzem apenas uma parte da superfície terrestre. O mapa 4 é, pelas suas caraterísticas, uma planta pois é uma representação muito pormenorizada de uma pequena porção de espaço vista verticalmente de cima para baixo. O mapa 2 é um planisfério porque representa a Terra num plano. O mapa 9 tem o nome específico de topográfico por representar uma parte restrita do espaço de forma muito pormenorizada, cartografando os elementos físicos e humanos da paisagem. O mapa 10 é um globo pois representa a Terra mas da forma mais aproximada com a realidade, isto é, esférica. 2.3. 2.3.1. Como já se classificou atrás, o mapa 1 é um exemplo de mapa corográfico e o mapa 2 é um planisfério. 2.3.2. Quanto ao assunto, o mapa 1 é um mapa geomorfológico. Trata-se de um mapa físico que mostra as unidades geomorfológicas que constituem o relevo da Península Ibérica. O mapa 2 é um mapa demográfico. Trata-se, neste caso, de um mapa que representa movimentos migratórios inter e intracontinentais que ocorreram em diversas épocas. 2.4. 2.4.1. A figura 2 mostra o planeta Terra projetado num plano. A figura 10 representa, igualmente, o planeta Terra mas de forma esférica. 2.4.2. As diferenças resultam do tipo de técnica aplicada. Na figura 2, um planisfério, a Terra é representada muito deformada: os polos ocupam tanto espaço quanto o equador. Na figura 10, o globo não permite visionar toda a Terra. Considerando o traçado do semimeridiano de Greenwich, pode-se dizer que representa a maior parte do hemisfério Oriental e uma pequena porção do hemisfério Ocidental. 3. 3.1. Um mapa é uma representação aproximada da superfície terrestre, total ou parcial. 3.2. Escala numérica é a relação entre uma dada distância no mapa e a correspondente distância no terreno. Normalmente, a distância na carta é de 1 cm. 3.3. Escala gráfica é um segmento de reta que indica a relação entre a distância na carta e a correspondente distância real. 3.4. Rosa dos Ventos é um conjunto de direções que nos indicam o sentido dos pontos cardeais, colaterais e intermédios. 3.5. Uma planta obtém-se projetando num plano a porção de espaço representada como se fosse observada de cima para baixo verticalmente. Daí que, na planta, haja perda da terceira dimensão, a altura, restando o comprimento e a largura. 3.6. De forma crescente, isto é, da escala mais pequena para a maior, será mapa 3, mapa 9 e mapa 8.
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    PÁGINA 2 3.6.1.Uma escala é tanto maior quanto menor for o grau de redução da realidade. Ora, no caso do mapa 3, é o que representa maior área e, portanto, o que mostra maior área dos três e menor grau de pormenor. O mapa 9 representa a área da foz do rio Mira, no Alentejo, com bastante pormenor. Porém, a área, representada pela planta da figura 8 é a de menor dimensão na realidade e descreve com grande pormenor os arruamentos da cidade de Espinho. 3.6.2. Um planisfério é um mapa de pequena escala. 3.6.3. Uma planta é um mapa de grande escala. 4. O planisfério da figura 2 é aquilo a que se chama um mapa de fluxos. Os fluxos usam-se para representar quantidades associadas a movimento. Neste exemplo, são quantidades que nos dizem o volume de emigrantes entre diferentes lugares. As setas indicam o sentido dos movimentos das correntes emigratórias. Neste mapa, também, foram usadas cores para distinguir a data a que se refere cada fluxo. O mapa da figura 5 é um exemplo de mapa hipsométrico, um tipo de mapa que mostra as diferenças de altitude num dado espaço. Neste caso, trata-se de Portugal e do seu relevo representado por classes de altitude. A cada classe (na imagem não se vè qualquer delas) corresponde uma cor. Pelo modo como se distribuem as cores pode-se fazer uma leitura do relevo. Neste mapa, os tons de verde estão associados a baixos valores de altitude; os castanhos às maiores altitudes. Logo, pode-se afirmar que o relevo é mais acentuado a Norte do rio Tejo e mais no Interior do que no Litoral. A Sul do vale do rio Tejo o relevo será plano, tanto no Litoral como no Interior. O mapa da figura 9, mapa topográfico, mostra uma área reduzida de forma pormenorizada. Nele estão representados os elementos físicos e humanos da paisagem. 5. 5.1. Uma rede cartográfica é um conjunto de segmentos de reta, uns horizontais que representam paralelos, outros verticais que correspondem a semimeridianos, que se cruzam entre si segundo ângulos de 90º. 5.2.1. A latitude de um lugar é a distância angular que vai desde o equador até ao lugar considerado. Varia entre 0 e 90º e pode ser Norte ou Sul.1 5.2.2. A longitude de um lugar é a distância angular que vai desde o semimeridiano de referência e o lugar considerado. O semimeridiano de referência internacionalmente adotado é o de Greenwich. O seu valor pode ir de 0 a 180º, para Este ou Oeste.2 5.2.3. Lugar Latitude Longitude A 15º Sul 45º Este B 45º Norte 75º Este G 30º Norte 105º Este M 15º Norte 15º Oeste 5.2.4. As coordenadas do lugar X são 15º Norte de latitude e 45º Este de Longitude. (B está a 75º E; retirando 30º ficam 45º como é para Oeste de B continua a ser no hemisfério Oriental. H está a 30º a Norte do equador; retirando 15º ficam ainda 15º e continua a ser no hemisfério Norte) 6. O mapa da figura 1 mostra Portugal de forma deformada: para norte do rio Douro o espaço está mais alargado. No centro e a sul parece mais estreito e, entre Porto e Lisboa, o espaço litoral está mais contraído, parecendo indicar que a maior proximidade relativa entre as localidades desta faixa litoral. 1 A latitude corresponde a um arco do meridiano do lugar considerado. 2 A longitude corresponde a um arco do equador (caso o lugar se situe sobre o equador) ou do paralelo do lugar considerado.