Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro
CONVULSÃO NA CRIANÇA
Ai.ai...
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URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro
CONVULSÃO NA CRIANÇA
Epidemiologia
CONVULSÃO: É a ocorrência neurológica mais
frequente em emergências pediátricas.
4 a 10% da população apresentará pelo menos
um episódio convulsivo até os 16 anos de idade
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
DEFINIÇÕES
Convulsão: caracteriza-se por contrações
musculares anormais e excessivas, decorrentes
de descargas elétricas paroxísticas do tecido
cerebral;
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
DEFINIÇÕES
Epilepsia: É uma doença
neurológica que caracteriza-se por
crises convulsivas espontâneas
recorrentes.
Crise parcial:
convulsão focal;
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Simples: sem comprometimento da consciência
DEFINIÇÕES
Complexa: com comprometimento da
consciência;
Crise generalizada: crises de ausência,
mioclônicas, tônicas, tônico clônicas.
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
DEFINIÇÕES
Estado de mal epiléptico: convulsão com duração
de 30 minutos ou mais, ou convulsões reentrantes
por igual período de tempo, sem recuperação da
consciência entre elas.
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Características da crise tônico clônica generalizada
Crises Tônicas : São contrações
musculares repentinas e
duradouras, deixando os membros
tensos, estendidos.
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
Crises Clônicas: São
movimentos de flexão e
estiramento dos membros de
forma repetitiva e rítmica.
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Características da crise tônico clônica generalizada
• Perda de consciência e queda ao solo
• Contrações musculares violentas
• Palidez e cianose
• Eliminação de urina e fezes
• Salivação abundante
• Desvio de olhar ou olhar fixo
• Movimentos mastigatórios
• APÓS CRISE: sonolência e confusão mental
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
CONVULSÕES GENERALIZADAS
Alterações fisiológicas transitórias:
• Hipóxia: principal evento
• Acidose lática
• Aumento da pressão intracraniana
• Alteração na regulação vascular cerebral
• Níveis de catecolaminas Hipertensão Hipotensão
• Hiperglicemia inicial hipoglicemia
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
O QUE CAUSA AS
CONVULSÕES?
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
• Oncológicas: tumores do SNC e metástases
•Infecciosas: meningite, encefalite;
• Neurológicas: lesões de parto, anomalias congênitas;
• Traumáticas: trauma de crânio;
• Hemorrágicas: AVC, hemorragia intracraniana;
• Toxicológicas: álcool, cocaína, outros;
• Idiopáticas;
• Obstétricas: eclâmpsia;
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Infecciosa
Desconhecida
Deformidades
congênitas e
hereditárias
Vascular
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
TumoralMal formações
arteriovenosas
TCE
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CONVULSÃO FEBRIL
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• Evento benigno
• 6 meses a 5 anos: 5% das crianças
• Classificação
– Simples (80%): TC generalizada, <15min., sem
recorrência e sem déficit focal.
– Complexa (20%): parcial e/ou >15min. e/ou
recorrência e/ou com déficits focais.
• Benigna: resolução rápida e espontânea
1,5% pode evoluir com epilepsia.
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Avaliar de acordo com o ABC da reanimação:
• A: Realizar a abertura das vias aéreas.
e orofaringe.
• Checar a responsividade.
•Aspirar boca e orofaringe.
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Avaliar de acordo com o ABC da reanimação:
Fonte: Google images
Considerar anatomia pediátrica:
• Desproporção do tamanho da cabeça para o corpo:Desproporção do tamanho da cabeça para o corpo:
Hiperflexão do pescoçoHiperflexão do pescoço
• Vias aéreas de tamanho menorVias aéreas de tamanho menor
• Cordas vocais e cartilagem são muito frágeisCordas vocais e cartilagem são muito frágeis
• Traquéia é curta e estreitaTraquéia é curta e estreita
• Cavidade oral pequena e língua volumosaCavidade oral pequena e língua volumosa
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B: Avaliar a respiração
• Frequência
• Mecânica
– Retrações
– Gemência
• Expansão torácica
• Cor
• Oferecer oxigênio por máscara
• Instalar oxímetro e avaliar oximetria
Idade FR
RN – 6 semanas 30 a 50
7 semanas – 13 anos 20 a 30
13 a 16 anos 12 a 20
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C: Avaliar a circulação
• Frequência cardíaca
• Pulsos e PA
• Perfusão cutânea
– Tempo de enchimento capilar
– Temperatura
– Cor
Lactente: pulso braquial
Fonte: AHA. AAP. Suporte Avançado de Vida em Pediatria. Manual para Provedores, 2002
IMPORTANTE
Os valores do Pulso/PA variam com a idade:
–O pulso diminui com a idade
–A PA aumenta com a idade
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
História:
1. Queimaduras de cigarro e hematomas em locais
cobertos pela roupa.
2. Síndrome da orelha de lata (orelha deformada por
puxões).
3. Síndrome do bebê sacudido (lesões e
sangramentos na cabeça).
4. Sonolência causada por drogas para dormir,
dadas constantemente pelas mães
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Idade Acordado Média Média Durante o sono
RN a 3
meses
85 a 205 140 80 a 160
3 m a 2 anos 100 a 190 130 75 a 160
2 a 10 anos 60 a 140 80 60 a 90
> 10 anos 60 a 100 75 50 a 90
Frequência Cardíaca
Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
• Chamar ajuda
• Deitar pessoa e afrouxar roupas;
• Remover objetos e lateralizar cabeça;
• Retirar saliva e vômito para ajudar pessoa a respirar;
• Afastar curiosos.
• Deixar descansar após crise
• Encaminhar ao hospital
O QUE FAZER ?
Fonte: Google images
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
 Não tente desenrolar a língua com a mão
 Não tente imobilizá-lo
 Não dê nenhum tipo de líquido ou sólido até que a pessoa
recupere TOTALMENTE a consciência
 Não jogue água no rosto
IMPORTANTE
As convulsões por epilepsia tendem a durar alguns
minutos, portanto, não se desespere!
O QUE NÃO FAZER?
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Medidas gerais
• Avaliar glicemia capilar
• Na fase de relaxamento, colocar
o paciente em posição de recuperação
• Avaliar o ABC da reanimação repetidas vezes e, se
necessário, iniciar as manobras de ressuscitação
Fonte: PMSP. Manual de Prevenção de Acidentes e
Primeiros Socorros nas Escolas, 2007
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
ATENDIMENTO À CRIANÇA VÍTIMA DE INTOXICAÇÃO
EPIDEMIOLOGIA
•Importante causa de morbidade em crianças e
adolescentes
• No Brasil: medicamentos são os principais
responsáveis
• Intoxicações por produtos sanitários e pesticidas
domésticos: até 4 anos
• Drogas de abuso: 15 a 19 anos
Fonte: Google images
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
TIPOS DE INTOXICAÇÕES
• Intoxicação por contato (pele)
• Intoxicação por inalação
• Intoxicação por ingestão
Fonte: Google images
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
QUANDO SUSPEITAR?
História de ingestão de medicamentos ou produtos
químicos observada pelos Cuidadores.
• Ocorrência súbita e aparentemente inexplicável de:
- alterações de comportamento
- alteração do nível de consciência
- convulsões
- arritmias cardíacas
- alterações em pele
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Lembrar das situações de maus tratos:
- uso intencional da substância por parte do cuidador
- negligência
Fonte: images.com
• Uso de drogas ilícitas
• Tentativa de suicídio ou homicídio
Distorção ou omissão de informações importantes
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
O QUE PERGUNTAR?
•Há quanto tempo ocorreu a exposição ou contato
• Cronologia dos sinais e sintomas
• Identificação do provável agente tóxico:
- pegar a embalagem
- rótulos
- cartelas de medicamentos disponíveis na casa
- tipo, via e magnitude da exposição
- antecedentes clínicos e psiquiátricos
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
ORIENTAÇÕES GERAIS
Intoxicação por contato:
• Se olhos afetados, lavar
por 30 minutos com
solução fisiológica ou
água corrente.
• Lavar abundantemente
o local com água
corrente ou solução
fisiológica
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
• Intoxicação por inalação
– Remover para local arejado
– Oferecer oxigênio por máscara se necessário
• Intoxicação por ingestão
– NÃO provocar vômito
– NÃO oferecer água ou qualquer outro
líquido ou
alimento
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Avaliar de acordo com o ABCDE da reanimação:
• Checar a responsividade
• A: Realizar a abertura das vias aéreas; aspirar
boca e orofaringe se necessário
• B: Avaliar a respiração e oferecer oxigênio por
máscara
• C: Avaliar a circulação
• D: Avaliação neurológica
• E: Exposição
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006, pg 23
Avaliação do nível de consciência
A Alerta Acordado, ativo e responde a
estímulos
V Voz Responde estímulo verbal
D Dor Responde à dor
N Não responde Não reage a qualquer estímulo
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Resposta Criança Bebê Pontos
Abertura
Ocular
Espontânea
Estímulo verbal
Estímulo doloroso
Sem resposta
Espontânea
Estímulo verbal
Estímulo doloroso
Sem resposta
4
3
2
1
Melhor
Resposta
Verbal
Orientada
Confusa
Palavras inapropriadas
Sons inespecíficos
Sem resposta
Arrulha e balbucia
Inquieta, irritada, chorosa
Chora em resposta à dor
Geme em resposta à dor
Sem resposta
5
4
3
2
1
Melhor
Resposta
Motora
Obedece comando verbal
simples
Localiza dor
Retira o membro à dor
Decorticação
Descerebração
Sem resposta
Move-se espontânea e
intencionalmente
Retira o membro ao toque
Retira o membro à dor
Decorticação
Descerebração
Sem resposta
6
5
4
3
2
1
3 a 15
Escala de Coma de Glasgow
Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006, pg 23
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
1Nenhuma
2Inquieta, agitada
3Persistentemente irritável
4Chora, mas é consolável
5Palavras apropriadas ou sorriso social; fixa e segue objetos
EscalaResposta Verbal
D – Avaliação Neurológica:
Escala de coma de Glasgow (RV; RM; AO):
Resposta Verbal : Deve ser modificada para crianças < 4 anos
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
O QUE PROCURAR NO EXAME FÍSICO?
• Pele: palidez, sudorese, rubor, cianose, temperatura
• Hálito
• Odores da pele
• Boca: inspeção
• Olhos: pupilas
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
O QUE PROCURAR NO EXAME FÍSICO?
• Estado neuromuscular: tônus e força muscular
• Presença de fasciculações, tremores, posições ou
movimentos anormais, alterações da fala e da marcha
• Avaliar o ABC da reanimação repetidas vezes e, se
necessário, iniciar as manobras de ressuscitação
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
Triângulo Avaliação
Pediátrica
Avaliação Geral
Aparência Tônus, interação, fala/choro,
olhar
Boa Respiração
Trabalho respiratório, ausência
ou diminuição drive
respiratório,
sons anormais (estridor,
gemência, chiado)
Circulação Coloração da pele anormal
(palidez, cianose)
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
SINAIS DE ALERTA
Respiratórios:
• Frequência respiratória
abaixo de 2 anos < 20 ou > 60 mpm
acima de 2 anos < 12 ou > 50 mpm
• Aumento do trabalho respiratório
• Cianose ou diminuição da saturação de O2 (<90%)
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
SINAIS DE ALERTA
Circulatórios:
• Frequência Cardíaca
abaixo de 8 anos: < 80 bpm ou > 180 bpm
acima de 8 anos: < 60 bpm ou > 160 bpm;
• Tempo de Enchimento Capilar > 2 segundos;
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
SINAIS DE ALERTA
Circulatórios:
• Pulso periférico fraco ou ausente;
• Pressão Arterial Sistólica abaixo dos seguintes
valores:
RN: 60 mmHg
1 mês a 1 ano: 70 mmHg
1 a 10 anos: 70 + ( 2 x idade em anos) mmHg
a partir 10 anos: 90 mmHg
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
SINAIS DE ALERTA
Neurológicos:
• Alteração do nível de consciência;
• Convulsão!
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
EM RESULMO
TRANTANDO-SE DE CRIANÇA A PREVENCÃO E
O MELHOR TRATAMENTO
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
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CONVULSÃO NA CRIANÇA
OBRIGADO !!
ivanilson.ribeiro@pmm.am.gov.br

Semana da enfermagem unimed

  • 1.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Ai.ai... Imagem do Google URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 2.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Epidemiologia CONVULSÃO: É a ocorrência neurológica mais frequente em emergências pediátricas. 4 a 10% da população apresentará pelo menos um episódio convulsivo até os 16 anos de idade URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 3.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA DEFINIÇÕES Convulsão: caracteriza-se por contrações musculares anormais e excessivas, decorrentes de descargas elétricas paroxísticas do tecido cerebral; URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 4.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA DEFINIÇÕES Epilepsia: É uma doença neurológica que caracteriza-se por crises convulsivas espontâneas recorrentes. Crise parcial: convulsão focal; URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 5.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Simples: sem comprometimento da consciência DEFINIÇÕES Complexa: com comprometimento da consciência; Crise generalizada: crises de ausência, mioclônicas, tônicas, tônico clônicas. URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 6.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA DEFINIÇÕES Estado de mal epiléptico: convulsão com duração de 30 minutos ou mais, ou convulsões reentrantes por igual período de tempo, sem recuperação da consciência entre elas. URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 7.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Características da crise tônico clônica generalizada Crises Tônicas : São contrações musculares repentinas e duradouras, deixando os membros tensos, estendidos. URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS Crises Clônicas: São movimentos de flexão e estiramento dos membros de forma repetitiva e rítmica.
  • 8.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Características da crise tônico clônica generalizada • Perda de consciência e queda ao solo • Contrações musculares violentas • Palidez e cianose • Eliminação de urina e fezes • Salivação abundante • Desvio de olhar ou olhar fixo • Movimentos mastigatórios • APÓS CRISE: sonolência e confusão mental URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 9.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA CONVULSÕES GENERALIZADAS Alterações fisiológicas transitórias: • Hipóxia: principal evento • Acidose lática • Aumento da pressão intracraniana • Alteração na regulação vascular cerebral • Níveis de catecolaminas Hipertensão Hipotensão • Hiperglicemia inicial hipoglicemia
  • 10.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA O QUE CAUSA AS CONVULSÕES? Imagem do Google URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 11.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA • Oncológicas: tumores do SNC e metástases •Infecciosas: meningite, encefalite; • Neurológicas: lesões de parto, anomalias congênitas; • Traumáticas: trauma de crânio; • Hemorrágicas: AVC, hemorragia intracraniana; • Toxicológicas: álcool, cocaína, outros; • Idiopáticas; • Obstétricas: eclâmpsia; URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 12.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Infecciosa Desconhecida Deformidades congênitas e hereditárias Vascular URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 13.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA TumoralMal formações arteriovenosas TCE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 14.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA CONVULSÃO FEBRIL URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 15.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA • Evento benigno • 6 meses a 5 anos: 5% das crianças • Classificação – Simples (80%): TC generalizada, <15min., sem recorrência e sem déficit focal. – Complexa (20%): parcial e/ou >15min. e/ou recorrência e/ou com déficits focais. • Benigna: resolução rápida e espontânea 1,5% pode evoluir com epilepsia. URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 16.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS
  • 17.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Avaliar de acordo com o ABC da reanimação: • A: Realizar a abertura das vias aéreas. e orofaringe. • Checar a responsividade. •Aspirar boca e orofaringe.
  • 18.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Avaliar de acordo com o ABC da reanimação: Fonte: Google images Considerar anatomia pediátrica: • Desproporção do tamanho da cabeça para o corpo:Desproporção do tamanho da cabeça para o corpo: Hiperflexão do pescoçoHiperflexão do pescoço • Vias aéreas de tamanho menorVias aéreas de tamanho menor • Cordas vocais e cartilagem são muito frágeisCordas vocais e cartilagem são muito frágeis • Traquéia é curta e estreitaTraquéia é curta e estreita • Cavidade oral pequena e língua volumosaCavidade oral pequena e língua volumosa
  • 19.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA B: Avaliar a respiração • Frequência • Mecânica – Retrações – Gemência • Expansão torácica • Cor • Oferecer oxigênio por máscara • Instalar oxímetro e avaliar oximetria Idade FR RN – 6 semanas 30 a 50 7 semanas – 13 anos 20 a 30 13 a 16 anos 12 a 20
  • 20.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA C: Avaliar a circulação • Frequência cardíaca • Pulsos e PA • Perfusão cutânea – Tempo de enchimento capilar – Temperatura – Cor Lactente: pulso braquial Fonte: AHA. AAP. Suporte Avançado de Vida em Pediatria. Manual para Provedores, 2002 IMPORTANTE Os valores do Pulso/PA variam com a idade: –O pulso diminui com a idade –A PA aumenta com a idade
  • 21.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA História: 1. Queimaduras de cigarro e hematomas em locais cobertos pela roupa. 2. Síndrome da orelha de lata (orelha deformada por puxões). 3. Síndrome do bebê sacudido (lesões e sangramentos na cabeça). 4. Sonolência causada por drogas para dormir, dadas constantemente pelas mães
  • 22.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Idade Acordado Média Média Durante o sono RN a 3 meses 85 a 205 140 80 a 160 3 m a 2 anos 100 a 190 130 75 a 160 2 a 10 anos 60 a 140 80 60 a 90 > 10 anos 60 a 100 75 50 a 90 Frequência Cardíaca Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006
  • 23.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA • Chamar ajuda • Deitar pessoa e afrouxar roupas; • Remover objetos e lateralizar cabeça; • Retirar saliva e vômito para ajudar pessoa a respirar; • Afastar curiosos. • Deixar descansar após crise • Encaminhar ao hospital O QUE FAZER ? Fonte: Google images
  • 24.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA  Não tente desenrolar a língua com a mão  Não tente imobilizá-lo  Não dê nenhum tipo de líquido ou sólido até que a pessoa recupere TOTALMENTE a consciência  Não jogue água no rosto IMPORTANTE As convulsões por epilepsia tendem a durar alguns minutos, portanto, não se desespere! O QUE NÃO FAZER?
  • 25.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Medidas gerais • Avaliar glicemia capilar • Na fase de relaxamento, colocar o paciente em posição de recuperação • Avaliar o ABC da reanimação repetidas vezes e, se necessário, iniciar as manobras de ressuscitação Fonte: PMSP. Manual de Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros nas Escolas, 2007
  • 26.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA ATENDIMENTO À CRIANÇA VÍTIMA DE INTOXICAÇÃO EPIDEMIOLOGIA •Importante causa de morbidade em crianças e adolescentes • No Brasil: medicamentos são os principais responsáveis • Intoxicações por produtos sanitários e pesticidas domésticos: até 4 anos • Drogas de abuso: 15 a 19 anos Fonte: Google images
  • 27.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA TIPOS DE INTOXICAÇÕES • Intoxicação por contato (pele) • Intoxicação por inalação • Intoxicação por ingestão Fonte: Google images
  • 28.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA QUANDO SUSPEITAR? História de ingestão de medicamentos ou produtos químicos observada pelos Cuidadores. • Ocorrência súbita e aparentemente inexplicável de: - alterações de comportamento - alteração do nível de consciência - convulsões - arritmias cardíacas - alterações em pele
  • 29.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Lembrar das situações de maus tratos: - uso intencional da substância por parte do cuidador - negligência Fonte: images.com • Uso de drogas ilícitas • Tentativa de suicídio ou homicídio Distorção ou omissão de informações importantes
  • 30.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA O QUE PERGUNTAR? •Há quanto tempo ocorreu a exposição ou contato • Cronologia dos sinais e sintomas • Identificação do provável agente tóxico: - pegar a embalagem - rótulos - cartelas de medicamentos disponíveis na casa - tipo, via e magnitude da exposição - antecedentes clínicos e psiquiátricos
  • 31.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA ORIENTAÇÕES GERAIS Intoxicação por contato: • Se olhos afetados, lavar por 30 minutos com solução fisiológica ou água corrente. • Lavar abundantemente o local com água corrente ou solução fisiológica
  • 32.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA • Intoxicação por inalação – Remover para local arejado – Oferecer oxigênio por máscara se necessário • Intoxicação por ingestão – NÃO provocar vômito – NÃO oferecer água ou qualquer outro líquido ou alimento
  • 33.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Avaliar de acordo com o ABCDE da reanimação: • Checar a responsividade • A: Realizar a abertura das vias aéreas; aspirar boca e orofaringe se necessário • B: Avaliar a respiração e oferecer oxigênio por máscara • C: Avaliar a circulação • D: Avaliação neurológica • E: Exposição
  • 34.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006, pg 23 Avaliação do nível de consciência A Alerta Acordado, ativo e responde a estímulos V Voz Responde estímulo verbal D Dor Responde à dor N Não responde Não reage a qualquer estímulo
  • 35.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Resposta Criança Bebê Pontos Abertura Ocular Espontânea Estímulo verbal Estímulo doloroso Sem resposta Espontânea Estímulo verbal Estímulo doloroso Sem resposta 4 3 2 1 Melhor Resposta Verbal Orientada Confusa Palavras inapropriadas Sons inespecíficos Sem resposta Arrulha e balbucia Inquieta, irritada, chorosa Chora em resposta à dor Geme em resposta à dor Sem resposta 5 4 3 2 1 Melhor Resposta Motora Obedece comando verbal simples Localiza dor Retira o membro à dor Decorticação Descerebração Sem resposta Move-se espontânea e intencionalmente Retira o membro ao toque Retira o membro à dor Decorticação Descerebração Sem resposta 6 5 4 3 2 1 3 a 15 Escala de Coma de Glasgow Fonte: Pediatric Advanced Life Support (PALS). Provider Manual, 2006, pg 23
  • 36.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA 1Nenhuma 2Inquieta, agitada 3Persistentemente irritável 4Chora, mas é consolável 5Palavras apropriadas ou sorriso social; fixa e segue objetos EscalaResposta Verbal D – Avaliação Neurológica: Escala de coma de Glasgow (RV; RM; AO): Resposta Verbal : Deve ser modificada para crianças < 4 anos
  • 37.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA O QUE PROCURAR NO EXAME FÍSICO? • Pele: palidez, sudorese, rubor, cianose, temperatura • Hálito • Odores da pele • Boca: inspeção • Olhos: pupilas
  • 38.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA O QUE PROCURAR NO EXAME FÍSICO? • Estado neuromuscular: tônus e força muscular • Presença de fasciculações, tremores, posições ou movimentos anormais, alterações da fala e da marcha • Avaliar o ABC da reanimação repetidas vezes e, se necessário, iniciar as manobras de ressuscitação
  • 39.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA Triângulo Avaliação Pediátrica Avaliação Geral Aparência Tônus, interação, fala/choro, olhar Boa Respiração Trabalho respiratório, ausência ou diminuição drive respiratório, sons anormais (estridor, gemência, chiado) Circulação Coloração da pele anormal (palidez, cianose)
  • 40.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA SINAIS DE ALERTA Respiratórios: • Frequência respiratória abaixo de 2 anos < 20 ou > 60 mpm acima de 2 anos < 12 ou > 50 mpm • Aumento do trabalho respiratório • Cianose ou diminuição da saturação de O2 (<90%)
  • 41.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA SINAIS DE ALERTA Circulatórios: • Frequência Cardíaca abaixo de 8 anos: < 80 bpm ou > 180 bpm acima de 8 anos: < 60 bpm ou > 160 bpm; • Tempo de Enchimento Capilar > 2 segundos;
  • 42.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA SINAIS DE ALERTA Circulatórios: • Pulso periférico fraco ou ausente; • Pressão Arterial Sistólica abaixo dos seguintes valores: RN: 60 mmHg 1 mês a 1 ano: 70 mmHg 1 a 10 anos: 70 + ( 2 x idade em anos) mmHg a partir 10 anos: 90 mmHg
  • 43.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA SINAIS DE ALERTA Neurológicos: • Alteração do nível de consciência; • Convulsão!
  • 44.
    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA EM RESULMO TRANTANDO-SE DE CRIANÇA A PREVENCÃO E O MELHOR TRATAMENTO
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    Ivanilson Ribeiro-Enfermeiro CONVULSÃO NACRIANÇA OBRIGADO !! ivanilson.ribeiro@pmm.am.gov.br