11
CRISE E URGÊNCIACRISE E URGÊNCIA
EM SAEM SAÚÚDE MENTALDE MENTAL
22
PARTE IPARTE I
33
…… EmergênciaEmergência provoca entre osprovoca entre os
queque rodeiamrodeiam o paciente?*o paciente?*
•• InseguranInseguranççaa
•• ConfusãoConfusão
•• MedoMedo
•• AngAngúústiastia
•• IncertezasIncertezas
*Talvez este tenha sido o principal motivo pelo qual o atendimento as pessoas com algum
tipo de sofrimento mental sempre foi isolado e prestado preferencialmente em serviços
especializados em psiquiatria, devido a dificuldade de manejo pelas próprias equipes de
saúde, mesmo que a manifestação de agravo não se acompanhe de violência ou
agressividade.
INTRODUINTRODUÇÇÃOÃO
• O atendimento aos portadores de quadros agudos,
de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica, deve
ser prestado por todas as portas de entradas do
SUS, ou seja, pelo conjunto das unidades básicas de
saúde e suas equipes da Estratégia de Saúde da
Família, pelas unidades de atendimento pré-
hospitalares fixas e móveis e pelas unidades
hospitalares, possibilitando a resolução dos
problemas de saúde dos pacientes ou transportando-
os responsavelmente a um serviço de saúde
hierarquizado e regulado.
Decreto 7.508/2011
• CAPITULO I –
Art. 2o - Para efeito deste
Decreto, considera-se:
(...) III - Portas de Entrada -
serviços de atendimento inicial à
saúde do usuário no SUS;
Decreto 7.508/2011
• CAPITULO II –
(...) Seção II - Da Hierarquização
Art. 9º - São Portas de Entrada às ações e aos
serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde
os serviços:
I - de atenção primária;
II - de atenção de urgência e
emergência;
III- de atenção psicossocial;
IV - especiais de acesso aberto.
Decreto 7.508/2011
• Art. 10. Os serviços de atenção hospitalar e os
ambulatoriais especializados, entre outros de maior
complexidade e densidade tecnológica, serão
referenciados pelas Portas de Entrada de que trata o
art. 9º.
• Art. 11. O acesso universal e igualitário às ações e
aos serviços de saúde será ordenado pela atenção
primária e deve ser fundado na avaliação da
gravidade do risco individual e coletivo e no critério
cronológico, observadas as especificidades previstas
para pessoas com proteção especial, conforme
legislação vigente.
Portaria 2048/2002 do MS
• Propõe a implantação do acolhimento e da
“triagem classificatória de risco” nas
unidades de atendimento às urgências.
• De acordo com esta Portaria, este processo
deve ser realizado por profissional de saúde,
de nível superior, mediante treinamento
específico e utilização de protocolos pré-
estabelecidos e tem por objetivo avaliar o
grau de urgência das queixas dos pacientes,
colocando-os em ordem de prioridade para o
atendimento.
CONCEITOSCONCEITOS
99
O SUS optou por não mais fazer
diferença entre o termo Urgências e
Emergências, passando utilizar apenas
o termo URGÊNCIAS, para todos os
casos que necessitem de cuidados
agudos, tratando de definir o
“GRAU DE URGÊNCIA”
e classificá-las em NÍVEIS.
(PARA FINS DIDÁTICOS DIVIDIMOS O CONCEITO DAS MANIFESTAÇÕES EM
EMERGENCIA, URGENCIA E SITUAÇÕES ELETIVAS )
1111
EMERGÊNCIA PSIQUIEMERGÊNCIA PSIQUIÁÁTRICA *TRICA *
•• DistDistúúrbio dorbio do pensamento, sentimentos oupensamento, sentimentos ou
aaççõesões que envolvemque envolvem risco de vida ou riscorisco de vida ou risco
social gravesocial grave, necessitando de, necessitando de
INTERVENINTERVENÇÇÕES IMEDIATASÕES IMEDIATAS
EE
INADIINADIÁÁVEISVEIS
(horas(horas--minutos)minutos)
•• Ex: violência, suicEx: violência, suicíídio, automutiladio, automutilaçção,ão,
autonegligência, juautonegligência, juíízo crzo críítico muitotico muito
comprometidocomprometido
1212
URGÊNCIA PSIQUIURGÊNCIA PSIQUIÁÁTRICA*TRICA*
•• DistDistúúrbio dorbio do pensamento, sentimentos oupensamento, sentimentos ou
aaççõesões que implicamque implicam risco menores de vida ourisco menores de vida ou
socialsocial , necessitando de, necessitando de
INTERVENINTERVENÇÇÕES A CURTO PRAZOÕES A CURTO PRAZO
(dias(dias--semanas)semanas)
•• comportamento bizarro, quadros agudos decomportamento bizarro, quadros agudos de
ansiedade, sansiedade, sííndromes conversivasndromes conversivas
1313
SITUASITUAÇÇÕES ELETIVAS*ÕES ELETIVAS*
•• A rapidez da intervenA rapidez da intervençção nãoão não éé critcritéériorio
essencialmente importanteessencialmente importante
•• Ansiedade leve, distAnsiedade leve, distúúrbios derbios de
relacionamento interpessoal,relacionamento interpessoal,
informainformaçções sobre medicaões sobre medicaçção,ão,
fornecimento de receitasfornecimento de receitas
1414
RESOLURESOLUÇÇÃO CFM nÃO CFM nºº 1.598/001.598/00 -- NormatizaNormatiza
o atendimento mo atendimento méédico a pacientes portadoresdico a pacientes portadores
de transtorno mental*.de transtorno mental*.
•• Art. 5Art. 5ºº -- (...)(...) ÉÉ dede competência exclusiva doscompetência exclusiva dos
mméédicos a realizadicos a realizaçção de diagnão de diagnóósticos msticos méédicos,dicos,
indicaindicaçção de conduta terapêutica, as admissõesão de conduta terapêutica, as admissões
e altas dos pacientese altas dos pacientes sob sua responsabilidade.sob sua responsabilidade.
1515
““AVALIAAVALIAÇÇÃOÃO
EXAME DO ESTADOEXAME DO ESTADO
MENTALMENTAL””
A mente humanaA mente humana éé uma integridadeuma integridade
indivisindivisíível mas o funcionamentovel mas o funcionamento
pspsííquico pode ser analisado emquico pode ser analisado em
diversasdiversas FUNFUNÇÇÕES MENTAISÕES MENTAIS
1616
FUNÇÕES MENTAISFUNÇÕES MENTAIS
• Consciência
• Atenção
• Sensopercepção
• Orientação
• Memória
• Inteligência
• Afetividade
• Pensamento
• Conduta
• Linguagem
1717
SSÍÍNDROMES DE PERTURBANDROMES DE PERTURBAÇÇÃOÃO
DA CONDUTADA CONDUTA
““A agitaA agitaçção e agressividadeão e agressividade
se observa em diferentesse observa em diferentes
patologias ...patologias ...
Se pode considerar comoSe pode considerar como umauma
SSÍÍNDROME ASSOCIADANDROME ASSOCIADA””
1818
SÍNDROME DE PERTURBAÇÃO
DE CONDUTA
MOTILIDADEMOTILIDADE AGRESSIVIDADE E/OUAGRESSIVIDADE E/OU
VIOLÊNCIAVIOLÊNCIA
(+)(+) AgitaAgitaççãoão PsicomotoraPsicomotora (Auto) Tentativa de Suicidio(Auto) Tentativa de Suicidio
((--) S) Sííndromendrome EstuporosaEstuporosa ((HeteroHetero) Tentativa de) Tentativa de
HomicidioHomicidio
Etiopatogenia: Endógena – Exógena –
Psicogênica
Síndrome de Perturbação da Conduta
Alteração de
Consciência
Violência ou
Agressividade
Alteração da
Psicomotricidade
1919
QUAIS AS ORIGENS DAQUAIS AS ORIGENS DA
AGITAAGITAÇÇÃO PSICOMOTORAÃO PSICOMOTORA ??????
•• ExExóógenagena (externo(externo--droga, tdroga, tóóxicos,xicos, infecinfecççãoão))
–– ComprometimentoComprometimento dede consciênciaconsciência que pode ir desde aque pode ir desde a confusãoconfusão
aoao comacoma
–– Varia durante o dVaria durante o dííaa
•• PsicogênicaPsicogênica::
–– UmaUma situasituaççãoão psicotraumpsicotraumááticatica numanuma personalidadepersonalidade prempremóórbidarbida
suscetsuscetíívelvel, pode levar a, pode levar a umauma agitaagitaççãoão de tipode tipo psicogênicapsicogênica
–– PrPróópriapria de personalidadesde personalidades muitomuito primitivas,primitivas, desestruturadasdesestruturadas ee
que seque se descompensamdescompensam facilmentefacilmente
•• EndEndóógena:gena:
–– FreqFreqüüenteente emem psicosespsicoses esquizofrênicasesquizofrênicas,, psicosespsicoses manmanííacasacas ouou
depressivasdepressivas..
2020
SITUASITUAÇÇÕES ESPECÕES ESPECÍÍFICASFICAS
2121
11 -- AGITAAGITAÇÇÃO PSICOÃO PSICOGÊNICAGÊNICA
•• DesequilDesequilííbriobrio emocional, descontroleemocional, descontrole
•• LinguagemLinguagem elevada, exaltada,elevada, exaltada, loquazloquaz,, ààss vezesvezes
ameaameaççadoraadora
•• Gestos exagerados deGestos exagerados de recharechaççoo ouou dede aproximaaproximaççãoão
•• VociferaVocifera ameaameaççasas suicidas e homicidassuicidas e homicidas
•• RechaRechaççaa ajudaajuda a gritosa gritos
•• LesõesLesões levesleves dede autoagressãoautoagressão
•• ExisteExiste situasituaççãoão conflitivaconflitiva prprééviavia
•• Discurso aborda os motivosDiscurso aborda os motivos
Personalidades primitivas, com déficit intelectual, propensos a explosões
incontroláveis. Excepcionalmente, é possível em personalidades normais.
2222
22 -- PACIENTE PSICPACIENTE PSICÓÓTICOTICO
Principal CaracterPrincipal Caracteríística:stica:
DISTORDISTORÇÇÃO DA REALIDADEÃO DA REALIDADE
•• ALTERAALTERAÇÇÕES DA SENSOPERCEPÕES DA SENSOPERCEPÇÇÃOÃO::
alucinaalucinaçções visuais, auditivas,ões visuais, auditivas, cinestcinestéésicassicas;;
ilusões.ilusões.
•• ALTERAALTERAÇÇÕES DO PENSAMENTOÕES DO PENSAMENTO: del: delííriosrios
mais, ou menos, estruturados.mais, ou menos, estruturados.
2323
33 -- AGITAAGITAÇÇÃO PSICOMOTORAÃO PSICOMOTORA
•• “É“É o aumento dao aumento da atividadeatividade mental e motora, de talmental e motora, de tal
maneiramaneira, que, que chegachega a ser desordenada ea ser desordenada e
incontrolincontroláávelvel, e, e portantoportanto,, perigosaperigosa para opara o indivindivííduoduo ee
para ospara os demaisdemais””
•• IndIndíícioscios dede periculosidadepericulosidade::
–– ComprometimentoComprometimento dada consciênciaconsciência
–– AtitudeAtitude tensa etensa e ameaameaççadoraadora
–– Antecedentes deAntecedentes de violênciaviolência
–– AgitaAgitaççãoão intensaintensa
2424
44 –– VIOLÊNCIAVIOLÊNCIA
•• Quadros psicQuadros psicóóticosticos ““purospuros””
•• Quadros de intoxicaQuadros de intoxicaçção exão exóógena porgena por
substâncias psicoativas (substâncias psicoativas (áálcool e drogas)lcool e drogas)
•• Quadros depressivos severos e/ou agudosQuadros depressivos severos e/ou agudos
(as assim chamadas crise de(as assim chamadas crise de ““DNVDNV”” pelospelos
clclíínicos)nicos)
•• Quadros pQuadros póóss comiciaiscomiciais (p(póós convulsão)s convulsão)
•• Quadros metabQuadros metabóólicoslicos
•• Quadros neurolQuadros neurolóógicos/neurocirgicos/neurocirúúrgicosrgicos
2525
55 -- SUICIDIOSUICIDIO
Risco de suicRisco de suicíídiodio –– ideaideaçção suicida, presenão suicida, presençça de uma de um
plano suicida, tipo de plano, presenplano suicida, tipo de plano, presençça de coa de co--
morbidades, tentativas prmorbidades, tentativas préévias, tentativa atual, riscovias, tentativa atual, risco
de recidiva.de recidiva.
Avaliar aAvaliar a probabilidade de que a ideaprobabilidade de que a ideaçção suicida leveão suicida leve
ao ato suicida e tenha como desfecho a morte autoao ato suicida e tenha como desfecho a morte auto--
induzida.induzida.
ConsideraConsidera--se quese que um plano plenamente factum plano plenamente factíível, comvel, com
um mum méétodo de ftodo de fáácil acesso e uma alta probabilidadecil acesso e uma alta probabilidade
de êxito letal indicam alto risco de suicde êxito letal indicam alto risco de suicíídio.dio.
66 –– SINDROMES ANSIOSASSINDROMES ANSIOSAS
•• EgodistônicaEgodistônica (os sintomas contrariam e perturbam a(os sintomas contrariam e perturbam a
prpróópria pessoa): apria pessoa): angngúústiastia, irritabilidade e/ou, irritabilidade e/ou
labilidade, tensão, insônia, dificuldade delabilidade, tensão, insônia, dificuldade de
concentraconcentraççãoão
•• Sintomas FSintomas Fíísicos : taquicardia, tontura, cefalsicos : taquicardia, tontura, cefalééia,ia,
dores musculares, dores gdores musculares, dores gáástricas, formigamentos,stricas, formigamentos,
suor frio, tremores, falta de ar, nsuor frio, tremores, falta de ar, nááuseasuseas
•• DespersonalizaDespersonalizaçção,desrealizaão,desrealizaççãoão
•• Medo de morrer ou de enlouquecerMedo de morrer ou de enlouquecer
•• Por dias, meses ou crises intermitentesPor dias, meses ou crises intermitentes
2626
2727
77 -- SSÍÍNDROMESNDROMES
PSICORGÂNICASPSICORGÂNICAS
Apesar de terem uma etiologia orgânicaApesar de terem uma etiologia orgânica
indiscutindiscutíível, são estudadas e tratadas pelavel, são estudadas e tratadas pela
psiquiatria devido suas manifestapsiquiatria devido suas manifestaççõesões
clclíínicas constitunicas constituíírem predominantementerem predominantemente
sintomas psicopatolsintomas psicopatolóógicos (mentais egicos (mentais e
comportamentais)comportamentais)
2828
77 -- INTERVALO LINTERVALO LÚÚCIDOCIDO
Fase de certas doenFase de certas doençças mentais, na qual osas mentais, na qual os
sintomas desaparecem, dando a impressãosintomas desaparecem, dando a impressão
de que o paciente voltou a ser um indivde que o paciente voltou a ser um indivííduoduo
normal.normal.
((SoibelmanSoibelman, 1998), 1998)
2929
CCÍÍRCULO VICIOSO DORCULO VICIOSO DO
PACIENTE AGITADOPACIENTE AGITADO
Paciente agitado
Violência contra
o paciente
Acompanhantes
assustados e
encolerizados
Paciente busca
defender-se ou fugir
3030
PARTE IIPARTE II
Abordagem inicial, manejo e intervenAbordagem inicial, manejo e intervençções comões com
ttéécnicas farmacolcnicas farmacolóógicasgicas
3131
TRATAMENTO DASTRATAMENTO DAS
URGÊNCIASURGÊNCIAS
•• DependerDependeráá do diagndo diagnóóstico, dastico, da gravidadegravidade, do, do
risco vital, do lugar derisco vital, do lugar de procedênciaprocedência dodo
paciente, se hospitalizapaciente, se hospitaliza ouou nãonão..
•• PoderPoderáá bastarbastar umauma intervenintervenççãoão brevebreve ouou
somente encaminhamentosomente encaminhamento aa umauma clclíínica.nica.
•• AA orientaorientaççãoão àà famfamíílialia éé fundamentalfundamental
3232
OBJETIVOSOBJETIVOS
•• ESTABILIZAESTABILIZAÇÇÃO DO QUADROÃO DO QUADRO -- evitar o risco vital,evitar o risco vital,
reparar oreparar o danodano (se(se houverhouver), aliviar o), aliviar o sofrimentosofrimento, prevenir, prevenir
aa repetirepetiççãoão dodo episepisóódiodio..
•• ESTABELECER HIPESTABELECER HIPÓÓTESE DIAGNTESE DIAGNÓÓSTICASTICA
•• EXCLUSÃO DE UMA CAUSA ORGÂNICAEXCLUSÃO DE UMA CAUSA ORGÂNICA
•• ENCAMINHAMENTOENCAMINHAMENTO -- orientar a familia e/orientar a familia e/ouou oo
paciente.paciente.
•• OUTROSOUTROS -- Exame ClExame Clíínico, Estudos Diagnnico, Estudos Diagnóósticossticos
Adicionais (AvaliaAdicionais (Avaliaçções Complementares), Examesões Complementares), Exames
ComplementaresComplementares
3333
RESOLURESOLUÇÇÃO CFM nÃO CFM nºº 1.598/001.598/00 -- Normatiza oNormatiza o
atendimento matendimento méédico a pacientes portadores dedico a pacientes portadores de
transtorno mental.transtorno mental.
•• Art. 6Art. 6ºº -- Nenhum tratamento deve ser administrado aNenhum tratamento deve ser administrado a
paciente psiquipaciente psiquiáátricotrico sem o seusem o seu consentimentoconsentimento
esclarecidoesclarecido, salvo quando as condi, salvo quando as condiçções clões clíínicas nãonicas não
permitirem a obtenpermitirem a obtençção desse consentimento, e emão desse consentimento, e em
situasituaçções de emergência,ões de emergência, caracterizadas e justificadascaracterizadas e justificadas
em prontuem prontuááriorio, para evitar danos imediatos ou iminentes, para evitar danos imediatos ou iminentes
ao paciente ou a outras pessoas.ao paciente ou a outras pessoas.
ParParáágrafografo úúniconico –– Na impossibilidade de obterNa impossibilidade de obter--
se o consentimento esclarecido do paciente, ese o consentimento esclarecido do paciente, e
ressalvadas as condiressalvadas as condiçções previstas no caput desteões previstas no caput deste
artigo, deveartigo, deve--se buscar ose buscar o consentimento de umconsentimento de um
responsresponsáável legal.vel legal.
3434
……O PROFISSIONAL DE SAO PROFISSIONAL DE SAÚÚDEDE
DEVE!DEVE!
•• AdotarAdotar atitudesatitudes queque nãonão causemcausem lesãolesão
aoao pacientepaciente
•• Evitar seEvitar se exporexpor desnecessariamentedesnecessariamente
•• AdotarAdotar umauma atitudeatitude ssóóbriabria,, empempááticatica
•• RespeitarRespeitar aa dignidadedignidade do pacientedo paciente
Manejo VerbalManejo Verbal
ÉÉ a primeira e melhor escolha.a primeira e melhor escolha.
•• Manter o local tranqManter o local tranqüüiloilo
•• Atitude do entrevistador deve ser calma, respeitosa eAtitude do entrevistador deve ser calma, respeitosa e
direta, mostrardireta, mostrar--se capaz de auxiliar o paciente.se capaz de auxiliar o paciente.
Utilizar frases curtas e diretas, sendo necessUtilizar frases curtas e diretas, sendo necessááriorio
repetirepeti--las varias vezes.las varias vezes.
•• Estimular o paciente a falar sobre suas angustias eEstimular o paciente a falar sobre suas angustias e
medo, desta forma podermedo, desta forma poderáá expressarexpressar--se pela fala ese pela fala e
não pela anão pela açção violenta.ão violenta.
•• Deixar claro que se dispõem de mecanismosDeixar claro que se dispõem de mecanismos
capazes de conter a agitacapazes de conter a agitaçção, com a intenão, com a intençção deão de
ajudajudáá--lo e não de medir forlo e não de medir forçça.a.
3636
ABORDAGEM INICIALABORDAGEM INICIAL
EstratEstratéégia Geralgia Geral
1.1. AutoproteAutoproteççãoão
2.2. PrevenPrevençção quanto ao perigoão quanto ao perigo
3.3. Descartar transtornos mentais orgânicosDescartar transtornos mentais orgânicos
4.4. Descartar a possibilidade de psicoseDescartar a possibilidade de psicose
iminenteiminente
5.5. ContenContençção mecânicaão mecânica
6. Contenção Química
maristelacsousa@gmail.commaristelacsousa@gmail.com 3737
1. AUTOPROTE1. AUTOPROTEÇÇÃOÃO
•• Saiba tanto quanto possSaiba tanto quanto possíível sobre os pacientes, antesvel sobre os pacientes, antes
de encontrde encontráá--los.los.
•• Deixe os procedimentos deDeixe os procedimentos de
contencontençção fão fíísica para profissionais treinados.sica para profissionais treinados.
•• Esteja alerta para os riscos de violência iminente.Esteja alerta para os riscos de violência iminente.
•• Atente para a seguranAtente para a segurançça do espaa do espaçço fo fíísicosico àà sua voltasua volta
(por ex., acesso a portas, objetos da(por ex., acesso a portas, objetos da sala).sala).
...segue...segue
3838
•• Tenha outras pessoas presentes durante aTenha outras pessoas presentes durante a
avaliaavaliaçção, se necessão, se necessáário.rio.
•• Garanta a presenGaranta a presençça de outras pessoas nasa de outras pessoas nas
imediaimediaçções.ões.
•• Atente para o desenvolvimento de uma alianAtente para o desenvolvimento de uma alianççaa
com o paciente (por ex., não confronte ou ameacecom o paciente (por ex., não confronte ou ameace
pacientes com psicoses paranpacientes com psicoses paranóóides).ides).
1. AUTOPROTE1. AUTOPROTEÇÇÃOÃO
3939
2. PREVEN2. PREVENÇÇÃO QUANTO AO PERIGOÃO QUANTO AO PERIGO
A.A. PrevinaPrevina ferimentos autoferimentos auto--infligidosinfligidos e suice suicíídio. Usedio. Use
quaisquer meios necessquaisquer meios necessáários para evitar que osrios para evitar que os
pacientes machuquem a si mesmos, durante apacientes machuquem a si mesmos, durante a
avaliaavaliaçção.ão.
B. Evite aB. Evite a violência para com outrosviolência para com outros. Avalie brevemente o. Avalie brevemente o
paciente para o risco de violência. Se o risco forpaciente para o risco de violência. Se o risco for
significativo considere as seguintes opsignificativo considere as seguintes opçções:ões:
1. Informe o paciente de que a violência não1. Informe o paciente de que a violência não éé aceitaceitáável.vel.
2. Aborde o paciente de uma forma não2. Aborde o paciente de uma forma não--ameaameaççadora.adora.
3.3. OfereOfereçça garantias, acalme ou auxilie o teste de realidadea garantias, acalme ou auxilie o teste de realidade
do paciente.do paciente.
...segue...segue
4040
2. PREVEN2. PREVENÇÇÃO QUANTO AO PERIGOÃO QUANTO AO PERIGO
4. Ofere4. Ofereçça medicamentos.a medicamentos.
5. Informe o paciente de que a conten5. Informe o paciente de que a contençção ou o isolamentoão ou o isolamento
serseráá usado, se for necessusado, se for necessáário. Se conter ourio. Se conter ou imobilizarimobilizar,,
explicar aexplicar a ele ouele ou aa seusseus familiares afamiliares a razãorazão de talde tal
condutaconduta..
6. Tenha equipes prontas para conter o paciente6. Tenha equipes prontas para conter o paciente
7. Quando os pacientes forem contidos, observe7. Quando os pacientes forem contidos, observe--osos
sempre, atentamente, e verifique constantemente seussempre, atentamente, e verifique constantemente seus
sinais vitais. Isole pacientes contidos dos estsinais vitais. Isole pacientes contidos dos estíímulos quemulos que
poderiam agitpoderiam agitáá--los. Planeje imediatamente umalos. Planeje imediatamente uma
abordagem adicionalabordagem adicional -- medicamedicaçção,ão, tranqtranqüüilizailizaççãoão verbalverbal
e avaliae avaliaçção mão méédica.dica.
3. Descarte transtornos mentais3. Descarte transtornos mentais
orgânicosorgânicos
•• Pelo ePelo estadostado dede consciênciaconsciência ee
psicomotricidadepsicomotricidade..
4141
4. Descarte a possibilidade de4. Descarte a possibilidade de
psicose iminentepsicose iminente
Comportamento do paciente durante a entrevistaComportamento do paciente durante a entrevista éé oo
preditorpreditor mais importante de violência iminentemais importante de violência iminente::
•• Paciente com as mãos fechadas, com a musculaturaPaciente com as mãos fechadas, com a musculatura
tensa, sentado na ponta da cadeira, inquieto;tensa, sentado na ponta da cadeira, inquieto;
•• Paciente que fala alto, de forma ameaPaciente que fala alto, de forma ameaççadora ou queadora ou que
blasfema;blasfema;
•• Paciente desconfiado ou com o humor irritado,Paciente desconfiado ou com o humor irritado,
exaltado ou eufexaltado ou eufóórico;rico;
•• Paciente intoxicado porPaciente intoxicado por áálcool ou por drogas.lcool ou por drogas.
4242
4343
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
““Ao contrAo contráário do que muitas vezes serio do que muitas vezes se
pensa, a reapensa, a reaçção do pacienteão do paciente àà contencontenççãoão
mecânicamecânica éé, no final do tratamento, de, no final do tratamento, de
gratidão, ao se dar conta de que foigratidão, ao se dar conta de que foi
impedido de agir de forma destrutivaimpedido de agir de forma destrutiva
durante seu episdurante seu episóódio de agitadio de agitaçção.ão.””
4444
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
““AA úúnica norma legal que se pode aplicarnica norma legal que se pode aplicar àà contencontenççãoão
ffíísica de pacientessica de pacientes éé a Lei n. 10.216 de 06 de abril dea Lei n. 10.216 de 06 de abril de
2001, que no artigo 22001, que no artigo 2ºº, item VIII do par, item VIII do paráágrafografo úúnico,nico,
declara ser direito do pacientedeclara ser direito do paciente
““ser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menosser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menos
invasivos possinvasivos possííveisveis””
Sendo indubitavelmente a restriSendo indubitavelmente a restriçção fão fíísica um meiosica um meio
invasivo, deduzinvasivo, deduz--se que sua aplicase que sua aplicaçção deve serão deve ser
excepcional e cercada de todos os cuidados, para que aexcepcional e cercada de todos os cuidados, para que a
aaçção sobre o paciente seja a menos lesiva possão sobre o paciente seja a menos lesiva possíível.vel.
4545
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
Consta naConsta na ResoluResoluçção não nºº. 1.598/2000. 1.598/2000, do Conselho Federal, do Conselho Federal
de Medicina, a indicade Medicina, a indicaçção e prescrião e prescriçção de contenão de contenççãoão
ffíísica ao paciente psiquisica ao paciente psiquiáátrico pelo mtrico pelo méédico.dico.
PARECER TPARECER TÉÉCNICO CORENCNICO COREN--MS N.MS N. ºº 004/2004004/2004: O: O
enfermeiro possui competência tenfermeiro possui competência téécnica e legal paracnica e legal para
realizar a prescrirealizar a prescriçção da contenão da contençção e/ão e/ descontendescontenççãoão
ffíísica de pacientes em risco para a violência dirigida a sisica de pacientes em risco para a violência dirigida a si
mesmo ou aos outros, constituindo atividademesmo ou aos outros, constituindo atividade
compartilhada com o profissional mcompartilhada com o profissional méédico, independentedico, independente
da presenda presençça deste.a deste.
4646
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
•• A contenA contençção mecânica pode desencadearão mecânica pode desencadear
complicacomplicaçções clões clíínicas graves, comonicas graves, como
desidratadesidrataçção, reduão, reduçção da perfusão emão da perfusão em
extremidades, fraturas, depressão respiratextremidades, fraturas, depressão respiratóória eria e
atatéé mesmo morte smesmo morte súúbita.bita.
•• A adequaA adequaçção do comportamento da equipe noão do comportamento da equipe no
manejo da situamanejo da situaççãoão éé um aspecto fundamentalum aspecto fundamental
para a prevenpara a prevençção de agressão fão de agressão fíísica ou danossica ou danos
materiaismateriais..
4747
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
Deve ser realizada seguindo algumasDeve ser realizada seguindo algumas
recomendarecomendaçções:ões:
•• 1) Preferentemente cinco pessoas devem estar1) Preferentemente cinco pessoas devem estar
envolvidas na contenenvolvidas na contençção: uma que coordena eão: uma que coordena e
que dirige a palavra ao paciente, em geral oque dirige a palavra ao paciente, em geral o
clclíínico, e outras quatro pessoas (uma para cadanico, e outras quatro pessoas (uma para cada
membro do corpo) com treinamento prmembro do corpo) com treinamento prééviovio
neste tipo de procedimento.neste tipo de procedimento.
•• 2) A conten2) A contençção deve ser de um materialão deve ser de um material
resistente (lenresistente (lençóçóis se possis se possíível).vel).
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
•• 3) O paciente deve ser contido em dec3) O paciente deve ser contido em decúúbitobito
lateral e com a cabelateral e com a cabeçça levemente elevada. Oa levemente elevada. O
decdecúúbito dorsal com os brabito dorsal com os braçços abertos deixa oos abertos deixa o
paciente em posipaciente em posiçção vulnerão vulneráável. Alvel. Aléém disso,m disso,
aumenta o risco de aspiraaumenta o risco de aspiraçção, caso o pacienteão, caso o paciente
vomite.vomite.
•• 4) Durante todo o procedimento, o paciente deve4) Durante todo o procedimento, o paciente deve
ser esclarecido sobre o que estser esclarecido sobre o que estáá sendo feito, bemsendo feito, bem
como os motivos, tentando explicar o carcomo os motivos, tentando explicar o carááterter
nãonão--punitivo do mesmo.punitivo do mesmo.
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
•• 5) O paciente contido deve ser constantemente5) O paciente contido deve ser constantemente
observado, tanto em relaobservado, tanto em relaççãoão àà seguransegurançça e conforto daa e conforto da
contencontençção quanto a outros parâmetros, como sinais vitaisão quanto a outros parâmetros, como sinais vitais
e ne níível de consciência.vel de consciência.
•• 6) A conten6) A contençção mecânica não deve ser vista como umão mecânica não deve ser vista como um
procedimento isolado para o manejo do comportamentoprocedimento isolado para o manejo do comportamento
violento. A sua maior importânciaviolento. A sua maior importância éé propiciar apropiciar a
abordagem verbal do paciente de uma forma segura paraabordagem verbal do paciente de uma forma segura para
ambos. Com o paciente contidoambos. Com o paciente contido éé posspossíível obter dados devel obter dados de
histhistóória e estado mental que permitam um diagnria e estado mental que permitam um diagnóóstico estico e
uma conduta mais adequada, mesmo em termosuma conduta mais adequada, mesmo em termos
psicofarmacolpsicofarmacolóógicos.gicos.
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
•• 7) Durante todo o per7) Durante todo o perííodo de contenodo de contençção NÃO seão NÃO se
pode oferecer lpode oferecer lííquido ou alimento, sob hipquido ou alimento, sob hipóótesetese
alguma, devido ao grande risco de aspiraalguma, devido ao grande risco de aspiraçção.ão.
•• 8) Em adultos o tempo m8) Em adultos o tempo mááximo de contenximo de contenççãoão éé
de 4 horas, com supervisão direta e contde 4 horas, com supervisão direta e contíínua dosnua dos
dados vitais e conforto do paciente.dados vitais e conforto do paciente.
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
•• 9) A retirada da conten9) A retirada da contençção pode ser gradual eão pode ser gradual e
de comum acordo com o paciente.de comum acordo com o paciente.
•• 10) Realizar os registros em prontu10) Realizar os registros em prontuáário comrio com
anotaanotaçção dos detalhes, como razoes,duraão dos detalhes, como razoes,duraçção eão e
tipo da contentipo da contençção fão fíísica. Anotar qualquer lesãosica. Anotar qualquer lesão
corporal ou informacorporal ou informaçção relevante pregressa aoão relevante pregressa ao
atual procedimento.atual procedimento.
•• 11)11) Proibido o uso destas tProibido o uso destas téécnicas em carcnicas em carááterter
coercitivo/punitivocoercitivo/punitivo
5. Conten5. Contençção Mecânicaão Mecânica
•• Em dois pontos ( somente MMSS);Em dois pontos ( somente MMSS);
•• Em quatro pontos (MMSS e MMII);Em quatro pontos (MMSS e MMII);
•• Em cinco pontos (MMSS, MMII e TORAX);Em cinco pontos (MMSS, MMII e TORAX);
•• LenLenççol de contenol de contençção;ão;
•• Faixa de contenFaixa de contençção no leito.ão no leito.
•• Grupo de apoioGrupo de apoio –– com auxcom auxíílio de 8 pessoas.lio de 8 pessoas.
dois pontos
quatro pontos
Lençol de contenção
Faixa de contenção no leito
5. CONTEN5. CONTENÇÇÃO MECÂNICAÃO MECÂNICA
Manejo AfetivoManejo Afetivo
ÉÉ comumente utilizado em criancomumente utilizado em criançças, tentandoas, tentando
com isso acalmcom isso acalmáá--la.la.
TTéécnicacnica ––
A. AbraA. Abraççar a crianar a criançça por traz e ficara por traz e ficar
conversando com ela em tom suave e calmo.conversando com ela em tom suave e calmo.
B. AbraB. Abraçço de urso, sempre conversando como de urso, sempre conversando com
a criana criançça.a.
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
– Entende-se por tranquilização rápida a
obtenção de redução significativa dos
sintomas de agitação e agressividade
sem a indução de sedação mais profunda
ou prolongada.
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
– O objetivo é tranquilizar o paciente o mais
rapidamente possível, reduzindo o risco de auto
e heteroagressividade e de ocorrência de efeitos
colaterais, mas de maneira a permitir a
continuidade da investigação diagnóstica e da
abordagem terapêutica.
– devem ser evitados em pacientes intoxicados
por outros depressores como álcool, barbitúricos
ou com suspeita de traumatismo craniano.
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
Entre as medicações mais utilizadas com a
finalidade de controle da agitação psicomotora,
estão:
• - Antipsicóticos convencionais: haloperidol
e clorpromazina;
• - Benzodiazepínicos: diazepam, lorazepam
e midazolam;
• - Antipsicóticos de nova geração:
olanzapina, aripiprazol e ziprasidona.
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
BAIXA POTENCIA: (ex: clorpromazina)
– são medicações pouco seguras para uso
no manejo de quadros agudos, podem
provocar sedação excessiva,
hipotensão, arritmias cardíacas e
diminuição do limiar convulsivo.
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
ALTA POTENCIA (ex: haloperidol)
– Apresentam menor incidência de sedação
excessiva ou hipotensão, baixa propensão ao
efeito quinidina-like-QT (menor probabilidade de
arritmias cardíacas) e menor efeito na redução
do limiar convulsivo.
– Por outro lado, têm maior chance de provocar
sintomas extrapiramidais e acatsia (sofrimento
significativo e diminuição da adesão ao
tratamento de longo prazo)
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
NOVA GERAÇÃO
– boa eficácia em reduzir a agitação, sem causar sedação
excessiva e com menor risco de ocorrência de sintomas
extrapiramidais.
– custos maiores.
– Encontram-se disponíveis para uso parenteral, no Brasil:
– - olanzapina, sendo preconizada dose inicial de 10mg por via
intramuscular e dose máxima diária de 30mg,ziprasidona, na
dose inicial de 10mg e máxima de 30mg ao dia. olanzapina
injetável concomitantemente com benzodiazepínicos deve ser
evitado, pelo risco de eventos adversos graves.
– - ziprasidona intramuscular têm sido associados a um risco de
aumento do intervalo QT, mas o evento parecer ser raro e
associado a doses elevadas (maior que 80mg).
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
BENZODIAZEPÍNICO:
– diazepam, lorazepam e midazolam
– Evitar o uso intramuscular do diazepam - via de absorção
errática.
– O midazolam por via intramuscular reduz seu potencial de
causar depressão respiratória, se comparada à
administração endovenosa.
– O lorazepam pode ser administrado por via oral ou
parenteral, mas apenas a formulação oral encontra-se
comercialmente disponível no Brasil.
– Sempre que possível, é recomendável a tentativa de
administração de medicação para controle de agitação por
via oral antes de se tentar a via intramuscular
6. Contenção Química
• TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA
VIA INTRAMUSCULAR
– necessidade de rápido início de ação ou falta de
colaboração do paciente
– A associação do haloperidol com um benzodiazepínico
(no caso do Brasil,midazolam), tem sido proposta como a
opção de melhor eficácia e de menor dose para obtenção
de resposta e menor incidência de efeitos colaterais.
– No caso de prescrições adicionais, é recomendado que
seja mantida a mesma droga (ou combinação de drogas),
tendo-se em vista o aumento do risco de complicações
com uso de polifarmácia.
6. Contenção Química
BIBLIOGRAFIA
RECOMENDADA
1. Decreto Presidencial nº 7.508/2011
(www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/D7508.htm)
2. MIGUEL, Eurípedes Constantino, Valentim Gentil, Wagner Farid Gattaz.
Clínica Psiquiátrica: A visão do departamento e do instituto de psiquiatria
do HCFMUSP. Manole. Barueri – SP, 2011.
3. Ministério da Saúde. Lei federal nº 10.216/2001
4. Ministério da Saúde. Portaria 1600 de 07 de julho de 2011
5. Ministério da Saúde. Portaria 2391/ 02
6. QUEVEDO, João, Ricardo Schimdt, Flávio Kapczinski e cols.
Emergências Psiquiátricas. Editora Artmed – 2008
7. Secretaria Municipal de Saúde, Coord. de Urgência e Emergência.
Proposta de Regulação da Porta de Entrada das Unidades de Urgência e
Emergência de Belo Horizonte. Belo Horizonte: SMSA, 2002. 8p.
Contato
saudemental@sesa.pr.gov.br
(41) 3330-4526

Crise e urgencia_saude_mental

  • 1.
    11 CRISE E URGÊNCIACRISEE URGÊNCIA EM SAEM SAÚÚDE MENTALDE MENTAL
  • 2.
  • 3.
    33 …… EmergênciaEmergência provocaentre osprovoca entre os queque rodeiamrodeiam o paciente?*o paciente?* •• InseguranInseguranççaa •• ConfusãoConfusão •• MedoMedo •• AngAngúústiastia •• IncertezasIncertezas *Talvez este tenha sido o principal motivo pelo qual o atendimento as pessoas com algum tipo de sofrimento mental sempre foi isolado e prestado preferencialmente em serviços especializados em psiquiatria, devido a dificuldade de manejo pelas próprias equipes de saúde, mesmo que a manifestação de agravo não se acompanhe de violência ou agressividade.
  • 4.
    INTRODUINTRODUÇÇÃOÃO • O atendimentoaos portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica, deve ser prestado por todas as portas de entradas do SUS, ou seja, pelo conjunto das unidades básicas de saúde e suas equipes da Estratégia de Saúde da Família, pelas unidades de atendimento pré- hospitalares fixas e móveis e pelas unidades hospitalares, possibilitando a resolução dos problemas de saúde dos pacientes ou transportando- os responsavelmente a um serviço de saúde hierarquizado e regulado.
  • 5.
    Decreto 7.508/2011 • CAPITULOI – Art. 2o - Para efeito deste Decreto, considera-se: (...) III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;
  • 6.
    Decreto 7.508/2011 • CAPITULOII – (...) Seção II - Da Hierarquização Art. 9º - São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços: I - de atenção primária; II - de atenção de urgência e emergência; III- de atenção psicossocial; IV - especiais de acesso aberto.
  • 7.
    Decreto 7.508/2011 • Art.10. Os serviços de atenção hospitalar e os ambulatoriais especializados, entre outros de maior complexidade e densidade tecnológica, serão referenciados pelas Portas de Entrada de que trata o art. 9º. • Art. 11. O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado pela atenção primária e deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico, observadas as especificidades previstas para pessoas com proteção especial, conforme legislação vigente.
  • 8.
    Portaria 2048/2002 doMS • Propõe a implantação do acolhimento e da “triagem classificatória de risco” nas unidades de atendimento às urgências. • De acordo com esta Portaria, este processo deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré- estabelecidos e tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento.
  • 9.
  • 10.
    O SUS optoupor não mais fazer diferença entre o termo Urgências e Emergências, passando utilizar apenas o termo URGÊNCIAS, para todos os casos que necessitem de cuidados agudos, tratando de definir o “GRAU DE URGÊNCIA” e classificá-las em NÍVEIS. (PARA FINS DIDÁTICOS DIVIDIMOS O CONCEITO DAS MANIFESTAÇÕES EM EMERGENCIA, URGENCIA E SITUAÇÕES ELETIVAS )
  • 11.
    1111 EMERGÊNCIA PSIQUIEMERGÊNCIA PSIQUIÁÁTRICA*TRICA * •• DistDistúúrbio dorbio do pensamento, sentimentos oupensamento, sentimentos ou aaççõesões que envolvemque envolvem risco de vida ou riscorisco de vida ou risco social gravesocial grave, necessitando de, necessitando de INTERVENINTERVENÇÇÕES IMEDIATASÕES IMEDIATAS EE INADIINADIÁÁVEISVEIS (horas(horas--minutos)minutos) •• Ex: violência, suicEx: violência, suicíídio, automutiladio, automutilaçção,ão, autonegligência, juautonegligência, juíízo crzo críítico muitotico muito comprometidocomprometido
  • 12.
    1212 URGÊNCIA PSIQUIURGÊNCIA PSIQUIÁÁTRICA*TRICA* ••DistDistúúrbio dorbio do pensamento, sentimentos oupensamento, sentimentos ou aaççõesões que implicamque implicam risco menores de vida ourisco menores de vida ou socialsocial , necessitando de, necessitando de INTERVENINTERVENÇÇÕES A CURTO PRAZOÕES A CURTO PRAZO (dias(dias--semanas)semanas) •• comportamento bizarro, quadros agudos decomportamento bizarro, quadros agudos de ansiedade, sansiedade, sííndromes conversivasndromes conversivas
  • 13.
    1313 SITUASITUAÇÇÕES ELETIVAS*ÕES ELETIVAS* ••A rapidez da intervenA rapidez da intervençção nãoão não éé critcritéériorio essencialmente importanteessencialmente importante •• Ansiedade leve, distAnsiedade leve, distúúrbios derbios de relacionamento interpessoal,relacionamento interpessoal, informainformaçções sobre medicaões sobre medicaçção,ão, fornecimento de receitasfornecimento de receitas
  • 14.
    1414 RESOLURESOLUÇÇÃO CFM nÃOCFM nºº 1.598/001.598/00 -- NormatizaNormatiza o atendimento mo atendimento méédico a pacientes portadoresdico a pacientes portadores de transtorno mental*.de transtorno mental*. •• Art. 5Art. 5ºº -- (...)(...) ÉÉ dede competência exclusiva doscompetência exclusiva dos mméédicos a realizadicos a realizaçção de diagnão de diagnóósticos msticos méédicos,dicos, indicaindicaçção de conduta terapêutica, as admissõesão de conduta terapêutica, as admissões e altas dos pacientese altas dos pacientes sob sua responsabilidade.sob sua responsabilidade.
  • 15.
    1515 ““AVALIAAVALIAÇÇÃOÃO EXAME DO ESTADOEXAMEDO ESTADO MENTALMENTAL”” A mente humanaA mente humana éé uma integridadeuma integridade indivisindivisíível mas o funcionamentovel mas o funcionamento pspsííquico pode ser analisado emquico pode ser analisado em diversasdiversas FUNFUNÇÇÕES MENTAISÕES MENTAIS
  • 16.
    1616 FUNÇÕES MENTAISFUNÇÕES MENTAIS •Consciência • Atenção • Sensopercepção • Orientação • Memória • Inteligência • Afetividade • Pensamento • Conduta • Linguagem
  • 17.
    1717 SSÍÍNDROMES DE PERTURBANDROMESDE PERTURBAÇÇÃOÃO DA CONDUTADA CONDUTA ““A agitaA agitaçção e agressividadeão e agressividade se observa em diferentesse observa em diferentes patologias ...patologias ... Se pode considerar comoSe pode considerar como umauma SSÍÍNDROME ASSOCIADANDROME ASSOCIADA””
  • 18.
    1818 SÍNDROME DE PERTURBAÇÃO DECONDUTA MOTILIDADEMOTILIDADE AGRESSIVIDADE E/OUAGRESSIVIDADE E/OU VIOLÊNCIAVIOLÊNCIA (+)(+) AgitaAgitaççãoão PsicomotoraPsicomotora (Auto) Tentativa de Suicidio(Auto) Tentativa de Suicidio ((--) S) Sííndromendrome EstuporosaEstuporosa ((HeteroHetero) Tentativa de) Tentativa de HomicidioHomicidio Etiopatogenia: Endógena – Exógena – Psicogênica Síndrome de Perturbação da Conduta Alteração de Consciência Violência ou Agressividade Alteração da Psicomotricidade
  • 19.
    1919 QUAIS AS ORIGENSDAQUAIS AS ORIGENS DA AGITAAGITAÇÇÃO PSICOMOTORAÃO PSICOMOTORA ?????? •• ExExóógenagena (externo(externo--droga, tdroga, tóóxicos,xicos, infecinfecççãoão)) –– ComprometimentoComprometimento dede consciênciaconsciência que pode ir desde aque pode ir desde a confusãoconfusão aoao comacoma –– Varia durante o dVaria durante o dííaa •• PsicogênicaPsicogênica:: –– UmaUma situasituaççãoão psicotraumpsicotraumááticatica numanuma personalidadepersonalidade prempremóórbidarbida suscetsuscetíívelvel, pode levar a, pode levar a umauma agitaagitaççãoão de tipode tipo psicogênicapsicogênica –– PrPróópriapria de personalidadesde personalidades muitomuito primitivas,primitivas, desestruturadasdesestruturadas ee que seque se descompensamdescompensam facilmentefacilmente •• EndEndóógena:gena: –– FreqFreqüüenteente emem psicosespsicoses esquizofrênicasesquizofrênicas,, psicosespsicoses manmanííacasacas ouou depressivasdepressivas..
  • 20.
  • 21.
    2121 11 -- AGITAAGITAÇÇÃOPSICOÃO PSICOGÊNICAGÊNICA •• DesequilDesequilííbriobrio emocional, descontroleemocional, descontrole •• LinguagemLinguagem elevada, exaltada,elevada, exaltada, loquazloquaz,, ààss vezesvezes ameaameaççadoraadora •• Gestos exagerados deGestos exagerados de recharechaççoo ouou dede aproximaaproximaççãoão •• VociferaVocifera ameaameaççasas suicidas e homicidassuicidas e homicidas •• RechaRechaççaa ajudaajuda a gritosa gritos •• LesõesLesões levesleves dede autoagressãoautoagressão •• ExisteExiste situasituaççãoão conflitivaconflitiva prprééviavia •• Discurso aborda os motivosDiscurso aborda os motivos Personalidades primitivas, com déficit intelectual, propensos a explosões incontroláveis. Excepcionalmente, é possível em personalidades normais.
  • 22.
    2222 22 -- PACIENTEPSICPACIENTE PSICÓÓTICOTICO Principal CaracterPrincipal Caracteríística:stica: DISTORDISTORÇÇÃO DA REALIDADEÃO DA REALIDADE •• ALTERAALTERAÇÇÕES DA SENSOPERCEPÕES DA SENSOPERCEPÇÇÃOÃO:: alucinaalucinaçções visuais, auditivas,ões visuais, auditivas, cinestcinestéésicassicas;; ilusões.ilusões. •• ALTERAALTERAÇÇÕES DO PENSAMENTOÕES DO PENSAMENTO: del: delííriosrios mais, ou menos, estruturados.mais, ou menos, estruturados.
  • 23.
    2323 33 -- AGITAAGITAÇÇÃOPSICOMOTORAÃO PSICOMOTORA •• “É“É o aumento dao aumento da atividadeatividade mental e motora, de talmental e motora, de tal maneiramaneira, que, que chegachega a ser desordenada ea ser desordenada e incontrolincontroláávelvel, e, e portantoportanto,, perigosaperigosa para opara o indivindivííduoduo ee para ospara os demaisdemais”” •• IndIndíícioscios dede periculosidadepericulosidade:: –– ComprometimentoComprometimento dada consciênciaconsciência –– AtitudeAtitude tensa etensa e ameaameaççadoraadora –– Antecedentes deAntecedentes de violênciaviolência –– AgitaAgitaççãoão intensaintensa
  • 24.
    2424 44 –– VIOLÊNCIAVIOLÊNCIA ••Quadros psicQuadros psicóóticosticos ““purospuros”” •• Quadros de intoxicaQuadros de intoxicaçção exão exóógena porgena por substâncias psicoativas (substâncias psicoativas (áálcool e drogas)lcool e drogas) •• Quadros depressivos severos e/ou agudosQuadros depressivos severos e/ou agudos (as assim chamadas crise de(as assim chamadas crise de ““DNVDNV”” pelospelos clclíínicos)nicos) •• Quadros pQuadros póóss comiciaiscomiciais (p(póós convulsão)s convulsão) •• Quadros metabQuadros metabóólicoslicos •• Quadros neurolQuadros neurolóógicos/neurocirgicos/neurocirúúrgicosrgicos
  • 25.
    2525 55 -- SUICIDIOSUICIDIO Riscode suicRisco de suicíídiodio –– ideaideaçção suicida, presenão suicida, presençça de uma de um plano suicida, tipo de plano, presenplano suicida, tipo de plano, presençça de coa de co-- morbidades, tentativas prmorbidades, tentativas préévias, tentativa atual, riscovias, tentativa atual, risco de recidiva.de recidiva. Avaliar aAvaliar a probabilidade de que a ideaprobabilidade de que a ideaçção suicida leveão suicida leve ao ato suicida e tenha como desfecho a morte autoao ato suicida e tenha como desfecho a morte auto-- induzida.induzida. ConsideraConsidera--se quese que um plano plenamente factum plano plenamente factíível, comvel, com um mum méétodo de ftodo de fáácil acesso e uma alta probabilidadecil acesso e uma alta probabilidade de êxito letal indicam alto risco de suicde êxito letal indicam alto risco de suicíídio.dio.
  • 26.
    66 –– SINDROMESANSIOSASSINDROMES ANSIOSAS •• EgodistônicaEgodistônica (os sintomas contrariam e perturbam a(os sintomas contrariam e perturbam a prpróópria pessoa): apria pessoa): angngúústiastia, irritabilidade e/ou, irritabilidade e/ou labilidade, tensão, insônia, dificuldade delabilidade, tensão, insônia, dificuldade de concentraconcentraççãoão •• Sintomas FSintomas Fíísicos : taquicardia, tontura, cefalsicos : taquicardia, tontura, cefalééia,ia, dores musculares, dores gdores musculares, dores gáástricas, formigamentos,stricas, formigamentos, suor frio, tremores, falta de ar, nsuor frio, tremores, falta de ar, nááuseasuseas •• DespersonalizaDespersonalizaçção,desrealizaão,desrealizaççãoão •• Medo de morrer ou de enlouquecerMedo de morrer ou de enlouquecer •• Por dias, meses ou crises intermitentesPor dias, meses ou crises intermitentes 2626
  • 27.
    2727 77 -- SSÍÍNDROMESNDROMES PSICORGÂNICASPSICORGÂNICAS Apesarde terem uma etiologia orgânicaApesar de terem uma etiologia orgânica indiscutindiscutíível, são estudadas e tratadas pelavel, são estudadas e tratadas pela psiquiatria devido suas manifestapsiquiatria devido suas manifestaççõesões clclíínicas constitunicas constituíírem predominantementerem predominantemente sintomas psicopatolsintomas psicopatolóógicos (mentais egicos (mentais e comportamentais)comportamentais)
  • 28.
    2828 77 -- INTERVALOLINTERVALO LÚÚCIDOCIDO Fase de certas doenFase de certas doençças mentais, na qual osas mentais, na qual os sintomas desaparecem, dando a impressãosintomas desaparecem, dando a impressão de que o paciente voltou a ser um indivde que o paciente voltou a ser um indivííduoduo normal.normal. ((SoibelmanSoibelman, 1998), 1998)
  • 29.
    2929 CCÍÍRCULO VICIOSO DORCULOVICIOSO DO PACIENTE AGITADOPACIENTE AGITADO Paciente agitado Violência contra o paciente Acompanhantes assustados e encolerizados Paciente busca defender-se ou fugir
  • 30.
    3030 PARTE IIPARTE II Abordageminicial, manejo e intervenAbordagem inicial, manejo e intervençções comões com ttéécnicas farmacolcnicas farmacolóógicasgicas
  • 31.
    3131 TRATAMENTO DASTRATAMENTO DAS URGÊNCIASURGÊNCIAS ••DependerDependeráá do diagndo diagnóóstico, dastico, da gravidadegravidade, do, do risco vital, do lugar derisco vital, do lugar de procedênciaprocedência dodo paciente, se hospitalizapaciente, se hospitaliza ouou nãonão.. •• PoderPoderáá bastarbastar umauma intervenintervenççãoão brevebreve ouou somente encaminhamentosomente encaminhamento aa umauma clclíínica.nica. •• AA orientaorientaççãoão àà famfamíílialia éé fundamentalfundamental
  • 32.
    3232 OBJETIVOSOBJETIVOS •• ESTABILIZAESTABILIZAÇÇÃO DOQUADROÃO DO QUADRO -- evitar o risco vital,evitar o risco vital, reparar oreparar o danodano (se(se houverhouver), aliviar o), aliviar o sofrimentosofrimento, prevenir, prevenir aa repetirepetiççãoão dodo episepisóódiodio.. •• ESTABELECER HIPESTABELECER HIPÓÓTESE DIAGNTESE DIAGNÓÓSTICASTICA •• EXCLUSÃO DE UMA CAUSA ORGÂNICAEXCLUSÃO DE UMA CAUSA ORGÂNICA •• ENCAMINHAMENTOENCAMINHAMENTO -- orientar a familia e/orientar a familia e/ouou oo paciente.paciente. •• OUTROSOUTROS -- Exame ClExame Clíínico, Estudos Diagnnico, Estudos Diagnóósticossticos Adicionais (AvaliaAdicionais (Avaliaçções Complementares), Examesões Complementares), Exames ComplementaresComplementares
  • 33.
    3333 RESOLURESOLUÇÇÃO CFM nÃOCFM nºº 1.598/001.598/00 -- Normatiza oNormatiza o atendimento matendimento méédico a pacientes portadores dedico a pacientes portadores de transtorno mental.transtorno mental. •• Art. 6Art. 6ºº -- Nenhum tratamento deve ser administrado aNenhum tratamento deve ser administrado a paciente psiquipaciente psiquiáátricotrico sem o seusem o seu consentimentoconsentimento esclarecidoesclarecido, salvo quando as condi, salvo quando as condiçções clões clíínicas nãonicas não permitirem a obtenpermitirem a obtençção desse consentimento, e emão desse consentimento, e em situasituaçções de emergência,ões de emergência, caracterizadas e justificadascaracterizadas e justificadas em prontuem prontuááriorio, para evitar danos imediatos ou iminentes, para evitar danos imediatos ou iminentes ao paciente ou a outras pessoas.ao paciente ou a outras pessoas. ParParáágrafografo úúniconico –– Na impossibilidade de obterNa impossibilidade de obter-- se o consentimento esclarecido do paciente, ese o consentimento esclarecido do paciente, e ressalvadas as condiressalvadas as condiçções previstas no caput desteões previstas no caput deste artigo, deveartigo, deve--se buscar ose buscar o consentimento de umconsentimento de um responsresponsáável legal.vel legal.
  • 34.
    3434 ……O PROFISSIONAL DESAO PROFISSIONAL DE SAÚÚDEDE DEVE!DEVE! •• AdotarAdotar atitudesatitudes queque nãonão causemcausem lesãolesão aoao pacientepaciente •• Evitar seEvitar se exporexpor desnecessariamentedesnecessariamente •• AdotarAdotar umauma atitudeatitude ssóóbriabria,, empempááticatica •• RespeitarRespeitar aa dignidadedignidade do pacientedo paciente
  • 35.
    Manejo VerbalManejo Verbal ÉÉa primeira e melhor escolha.a primeira e melhor escolha. •• Manter o local tranqManter o local tranqüüiloilo •• Atitude do entrevistador deve ser calma, respeitosa eAtitude do entrevistador deve ser calma, respeitosa e direta, mostrardireta, mostrar--se capaz de auxiliar o paciente.se capaz de auxiliar o paciente. Utilizar frases curtas e diretas, sendo necessUtilizar frases curtas e diretas, sendo necessááriorio repetirepeti--las varias vezes.las varias vezes. •• Estimular o paciente a falar sobre suas angustias eEstimular o paciente a falar sobre suas angustias e medo, desta forma podermedo, desta forma poderáá expressarexpressar--se pela fala ese pela fala e não pela anão pela açção violenta.ão violenta. •• Deixar claro que se dispõem de mecanismosDeixar claro que se dispõem de mecanismos capazes de conter a agitacapazes de conter a agitaçção, com a intenão, com a intençção deão de ajudajudáá--lo e não de medir forlo e não de medir forçça.a.
  • 36.
    3636 ABORDAGEM INICIALABORDAGEM INICIAL EstratEstratéégiaGeralgia Geral 1.1. AutoproteAutoproteççãoão 2.2. PrevenPrevençção quanto ao perigoão quanto ao perigo 3.3. Descartar transtornos mentais orgânicosDescartar transtornos mentais orgânicos 4.4. Descartar a possibilidade de psicoseDescartar a possibilidade de psicose iminenteiminente 5.5. ContenContençção mecânicaão mecânica 6. Contenção Química
  • 37.
    maristelacsousa@gmail.commaristelacsousa@gmail.com 3737 1. AUTOPROTE1.AUTOPROTEÇÇÃOÃO •• Saiba tanto quanto possSaiba tanto quanto possíível sobre os pacientes, antesvel sobre os pacientes, antes de encontrde encontráá--los.los. •• Deixe os procedimentos deDeixe os procedimentos de contencontençção fão fíísica para profissionais treinados.sica para profissionais treinados. •• Esteja alerta para os riscos de violência iminente.Esteja alerta para os riscos de violência iminente. •• Atente para a seguranAtente para a segurançça do espaa do espaçço fo fíísicosico àà sua voltasua volta (por ex., acesso a portas, objetos da(por ex., acesso a portas, objetos da sala).sala). ...segue...segue
  • 38.
    3838 •• Tenha outraspessoas presentes durante aTenha outras pessoas presentes durante a avaliaavaliaçção, se necessão, se necessáário.rio. •• Garanta a presenGaranta a presençça de outras pessoas nasa de outras pessoas nas imediaimediaçções.ões. •• Atente para o desenvolvimento de uma alianAtente para o desenvolvimento de uma alianççaa com o paciente (por ex., não confronte ou ameacecom o paciente (por ex., não confronte ou ameace pacientes com psicoses paranpacientes com psicoses paranóóides).ides). 1. AUTOPROTE1. AUTOPROTEÇÇÃOÃO
  • 39.
    3939 2. PREVEN2. PREVENÇÇÃOQUANTO AO PERIGOÃO QUANTO AO PERIGO A.A. PrevinaPrevina ferimentos autoferimentos auto--infligidosinfligidos e suice suicíídio. Usedio. Use quaisquer meios necessquaisquer meios necessáários para evitar que osrios para evitar que os pacientes machuquem a si mesmos, durante apacientes machuquem a si mesmos, durante a avaliaavaliaçção.ão. B. Evite aB. Evite a violência para com outrosviolência para com outros. Avalie brevemente o. Avalie brevemente o paciente para o risco de violência. Se o risco forpaciente para o risco de violência. Se o risco for significativo considere as seguintes opsignificativo considere as seguintes opçções:ões: 1. Informe o paciente de que a violência não1. Informe o paciente de que a violência não éé aceitaceitáável.vel. 2. Aborde o paciente de uma forma não2. Aborde o paciente de uma forma não--ameaameaççadora.adora. 3.3. OfereOfereçça garantias, acalme ou auxilie o teste de realidadea garantias, acalme ou auxilie o teste de realidade do paciente.do paciente. ...segue...segue
  • 40.
    4040 2. PREVEN2. PREVENÇÇÃOQUANTO AO PERIGOÃO QUANTO AO PERIGO 4. Ofere4. Ofereçça medicamentos.a medicamentos. 5. Informe o paciente de que a conten5. Informe o paciente de que a contençção ou o isolamentoão ou o isolamento serseráá usado, se for necessusado, se for necessáário. Se conter ourio. Se conter ou imobilizarimobilizar,, explicar aexplicar a ele ouele ou aa seusseus familiares afamiliares a razãorazão de talde tal condutaconduta.. 6. Tenha equipes prontas para conter o paciente6. Tenha equipes prontas para conter o paciente 7. Quando os pacientes forem contidos, observe7. Quando os pacientes forem contidos, observe--osos sempre, atentamente, e verifique constantemente seussempre, atentamente, e verifique constantemente seus sinais vitais. Isole pacientes contidos dos estsinais vitais. Isole pacientes contidos dos estíímulos quemulos que poderiam agitpoderiam agitáá--los. Planeje imediatamente umalos. Planeje imediatamente uma abordagem adicionalabordagem adicional -- medicamedicaçção,ão, tranqtranqüüilizailizaççãoão verbalverbal e avaliae avaliaçção mão méédica.dica.
  • 41.
    3. Descarte transtornosmentais3. Descarte transtornos mentais orgânicosorgânicos •• Pelo ePelo estadostado dede consciênciaconsciência ee psicomotricidadepsicomotricidade.. 4141
  • 42.
    4. Descarte apossibilidade de4. Descarte a possibilidade de psicose iminentepsicose iminente Comportamento do paciente durante a entrevistaComportamento do paciente durante a entrevista éé oo preditorpreditor mais importante de violência iminentemais importante de violência iminente:: •• Paciente com as mãos fechadas, com a musculaturaPaciente com as mãos fechadas, com a musculatura tensa, sentado na ponta da cadeira, inquieto;tensa, sentado na ponta da cadeira, inquieto; •• Paciente que fala alto, de forma ameaPaciente que fala alto, de forma ameaççadora ou queadora ou que blasfema;blasfema; •• Paciente desconfiado ou com o humor irritado,Paciente desconfiado ou com o humor irritado, exaltado ou eufexaltado ou eufóórico;rico; •• Paciente intoxicado porPaciente intoxicado por áálcool ou por drogas.lcool ou por drogas. 4242
  • 43.
    4343 5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA ““Ao contrAo contráário do que muitas vezes serio do que muitas vezes se pensa, a reapensa, a reaçção do pacienteão do paciente àà contencontenççãoão mecânicamecânica éé, no final do tratamento, de, no final do tratamento, de gratidão, ao se dar conta de que foigratidão, ao se dar conta de que foi impedido de agir de forma destrutivaimpedido de agir de forma destrutiva durante seu episdurante seu episóódio de agitadio de agitaçção.ão.””
  • 44.
    4444 5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA ““AA úúnica norma legal que se pode aplicarnica norma legal que se pode aplicar àà contencontenççãoão ffíísica de pacientessica de pacientes éé a Lei n. 10.216 de 06 de abril dea Lei n. 10.216 de 06 de abril de 2001, que no artigo 22001, que no artigo 2ºº, item VIII do par, item VIII do paráágrafografo úúnico,nico, declara ser direito do pacientedeclara ser direito do paciente ““ser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menosser tratado em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possinvasivos possííveisveis”” Sendo indubitavelmente a restriSendo indubitavelmente a restriçção fão fíísica um meiosica um meio invasivo, deduzinvasivo, deduz--se que sua aplicase que sua aplicaçção deve serão deve ser excepcional e cercada de todos os cuidados, para que aexcepcional e cercada de todos os cuidados, para que a aaçção sobre o paciente seja a menos lesiva possão sobre o paciente seja a menos lesiva possíível.vel.
  • 45.
    4545 5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA Consta naConsta na ResoluResoluçção não nºº. 1.598/2000. 1.598/2000, do Conselho Federal, do Conselho Federal de Medicina, a indicade Medicina, a indicaçção e prescrião e prescriçção de contenão de contenççãoão ffíísica ao paciente psiquisica ao paciente psiquiáátrico pelo mtrico pelo méédico.dico. PARECER TPARECER TÉÉCNICO CORENCNICO COREN--MS N.MS N. ºº 004/2004004/2004: O: O enfermeiro possui competência tenfermeiro possui competência téécnica e legal paracnica e legal para realizar a prescrirealizar a prescriçção da contenão da contençção e/ão e/ descontendescontenççãoão ffíísica de pacientes em risco para a violência dirigida a sisica de pacientes em risco para a violência dirigida a si mesmo ou aos outros, constituindo atividademesmo ou aos outros, constituindo atividade compartilhada com o profissional mcompartilhada com o profissional méédico, independentedico, independente da presenda presençça deste.a deste.
  • 46.
    4646 5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA •• A contenA contençção mecânica pode desencadearão mecânica pode desencadear complicacomplicaçções clões clíínicas graves, comonicas graves, como desidratadesidrataçção, reduão, reduçção da perfusão emão da perfusão em extremidades, fraturas, depressão respiratextremidades, fraturas, depressão respiratóória eria e atatéé mesmo morte smesmo morte súúbita.bita. •• A adequaA adequaçção do comportamento da equipe noão do comportamento da equipe no manejo da situamanejo da situaççãoão éé um aspecto fundamentalum aspecto fundamental para a prevenpara a prevençção de agressão fão de agressão fíísica ou danossica ou danos materiaismateriais..
  • 47.
    4747 5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA Deve ser realizada seguindo algumasDeve ser realizada seguindo algumas recomendarecomendaçções:ões: •• 1) Preferentemente cinco pessoas devem estar1) Preferentemente cinco pessoas devem estar envolvidas na contenenvolvidas na contençção: uma que coordena eão: uma que coordena e que dirige a palavra ao paciente, em geral oque dirige a palavra ao paciente, em geral o clclíínico, e outras quatro pessoas (uma para cadanico, e outras quatro pessoas (uma para cada membro do corpo) com treinamento prmembro do corpo) com treinamento prééviovio neste tipo de procedimento.neste tipo de procedimento. •• 2) A conten2) A contençção deve ser de um materialão deve ser de um material resistente (lenresistente (lençóçóis se possis se possíível).vel).
  • 48.
    5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA •• 3) O paciente deve ser contido em dec3) O paciente deve ser contido em decúúbitobito lateral e com a cabelateral e com a cabeçça levemente elevada. Oa levemente elevada. O decdecúúbito dorsal com os brabito dorsal com os braçços abertos deixa oos abertos deixa o paciente em posipaciente em posiçção vulnerão vulneráável. Alvel. Aléém disso,m disso, aumenta o risco de aspiraaumenta o risco de aspiraçção, caso o pacienteão, caso o paciente vomite.vomite. •• 4) Durante todo o procedimento, o paciente deve4) Durante todo o procedimento, o paciente deve ser esclarecido sobre o que estser esclarecido sobre o que estáá sendo feito, bemsendo feito, bem como os motivos, tentando explicar o carcomo os motivos, tentando explicar o carááterter nãonão--punitivo do mesmo.punitivo do mesmo.
  • 49.
    5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA •• 5) O paciente contido deve ser constantemente5) O paciente contido deve ser constantemente observado, tanto em relaobservado, tanto em relaççãoão àà seguransegurançça e conforto daa e conforto da contencontençção quanto a outros parâmetros, como sinais vitaisão quanto a outros parâmetros, como sinais vitais e ne níível de consciência.vel de consciência. •• 6) A conten6) A contençção mecânica não deve ser vista como umão mecânica não deve ser vista como um procedimento isolado para o manejo do comportamentoprocedimento isolado para o manejo do comportamento violento. A sua maior importânciaviolento. A sua maior importância éé propiciar apropiciar a abordagem verbal do paciente de uma forma segura paraabordagem verbal do paciente de uma forma segura para ambos. Com o paciente contidoambos. Com o paciente contido éé posspossíível obter dados devel obter dados de histhistóória e estado mental que permitam um diagnria e estado mental que permitam um diagnóóstico estico e uma conduta mais adequada, mesmo em termosuma conduta mais adequada, mesmo em termos psicofarmacolpsicofarmacolóógicos.gicos.
  • 50.
    5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA •• 7) Durante todo o per7) Durante todo o perííodo de contenodo de contençção NÃO seão NÃO se pode oferecer lpode oferecer lííquido ou alimento, sob hipquido ou alimento, sob hipóótesetese alguma, devido ao grande risco de aspiraalguma, devido ao grande risco de aspiraçção.ão. •• 8) Em adultos o tempo m8) Em adultos o tempo mááximo de contenximo de contenççãoão éé de 4 horas, com supervisão direta e contde 4 horas, com supervisão direta e contíínua dosnua dos dados vitais e conforto do paciente.dados vitais e conforto do paciente.
  • 51.
    5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA •• 9) A retirada da conten9) A retirada da contençção pode ser gradual eão pode ser gradual e de comum acordo com o paciente.de comum acordo com o paciente. •• 10) Realizar os registros em prontu10) Realizar os registros em prontuáário comrio com anotaanotaçção dos detalhes, como razoes,duraão dos detalhes, como razoes,duraçção eão e tipo da contentipo da contençção fão fíísica. Anotar qualquer lesãosica. Anotar qualquer lesão corporal ou informacorporal ou informaçção relevante pregressa aoão relevante pregressa ao atual procedimento.atual procedimento. •• 11)11) Proibido o uso destas tProibido o uso destas téécnicas em carcnicas em carááterter coercitivo/punitivocoercitivo/punitivo
  • 52.
    5. Conten5. ContenççãoMecânicaão Mecânica •• Em dois pontos ( somente MMSS);Em dois pontos ( somente MMSS); •• Em quatro pontos (MMSS e MMII);Em quatro pontos (MMSS e MMII); •• Em cinco pontos (MMSS, MMII e TORAX);Em cinco pontos (MMSS, MMII e TORAX); •• LenLenççol de contenol de contençção;ão; •• Faixa de contenFaixa de contençção no leito.ão no leito. •• Grupo de apoioGrupo de apoio –– com auxcom auxíílio de 8 pessoas.lio de 8 pessoas.
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  • 57.
    5. CONTEN5. CONTENÇÇÃOMECÂNICAÃO MECÂNICA Manejo AfetivoManejo Afetivo ÉÉ comumente utilizado em criancomumente utilizado em criançças, tentandoas, tentando com isso acalmcom isso acalmáá--la.la. TTéécnicacnica –– A. AbraA. Abraççar a crianar a criançça por traz e ficara por traz e ficar conversando com ela em tom suave e calmo.conversando com ela em tom suave e calmo. B. AbraB. Abraçço de urso, sempre conversando como de urso, sempre conversando com a criana criançça.a.
  • 58.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA – Entende-se por tranquilização rápida a obtenção de redução significativa dos sintomas de agitação e agressividade sem a indução de sedação mais profunda ou prolongada.
  • 59.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA – O objetivo é tranquilizar o paciente o mais rapidamente possível, reduzindo o risco de auto e heteroagressividade e de ocorrência de efeitos colaterais, mas de maneira a permitir a continuidade da investigação diagnóstica e da abordagem terapêutica. – devem ser evitados em pacientes intoxicados por outros depressores como álcool, barbitúricos ou com suspeita de traumatismo craniano.
  • 60.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA Entre as medicações mais utilizadas com a finalidade de controle da agitação psicomotora, estão: • - Antipsicóticos convencionais: haloperidol e clorpromazina; • - Benzodiazepínicos: diazepam, lorazepam e midazolam; • - Antipsicóticos de nova geração: olanzapina, aripiprazol e ziprasidona.
  • 61.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA BAIXA POTENCIA: (ex: clorpromazina) – são medicações pouco seguras para uso no manejo de quadros agudos, podem provocar sedação excessiva, hipotensão, arritmias cardíacas e diminuição do limiar convulsivo.
  • 62.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA ALTA POTENCIA (ex: haloperidol) – Apresentam menor incidência de sedação excessiva ou hipotensão, baixa propensão ao efeito quinidina-like-QT (menor probabilidade de arritmias cardíacas) e menor efeito na redução do limiar convulsivo. – Por outro lado, têm maior chance de provocar sintomas extrapiramidais e acatsia (sofrimento significativo e diminuição da adesão ao tratamento de longo prazo)
  • 63.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA NOVA GERAÇÃO – boa eficácia em reduzir a agitação, sem causar sedação excessiva e com menor risco de ocorrência de sintomas extrapiramidais. – custos maiores. – Encontram-se disponíveis para uso parenteral, no Brasil: – - olanzapina, sendo preconizada dose inicial de 10mg por via intramuscular e dose máxima diária de 30mg,ziprasidona, na dose inicial de 10mg e máxima de 30mg ao dia. olanzapina injetável concomitantemente com benzodiazepínicos deve ser evitado, pelo risco de eventos adversos graves. – - ziprasidona intramuscular têm sido associados a um risco de aumento do intervalo QT, mas o evento parecer ser raro e associado a doses elevadas (maior que 80mg).
  • 64.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA BENZODIAZEPÍNICO: – diazepam, lorazepam e midazolam – Evitar o uso intramuscular do diazepam - via de absorção errática. – O midazolam por via intramuscular reduz seu potencial de causar depressão respiratória, se comparada à administração endovenosa. – O lorazepam pode ser administrado por via oral ou parenteral, mas apenas a formulação oral encontra-se comercialmente disponível no Brasil. – Sempre que possível, é recomendável a tentativa de administração de medicação para controle de agitação por via oral antes de se tentar a via intramuscular
  • 65.
    6. Contenção Química •TRANQUILIZAÇÃO RÁPIDA VIA INTRAMUSCULAR – necessidade de rápido início de ação ou falta de colaboração do paciente – A associação do haloperidol com um benzodiazepínico (no caso do Brasil,midazolam), tem sido proposta como a opção de melhor eficácia e de menor dose para obtenção de resposta e menor incidência de efeitos colaterais. – No caso de prescrições adicionais, é recomendado que seja mantida a mesma droga (ou combinação de drogas), tendo-se em vista o aumento do risco de complicações com uso de polifarmácia.
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    BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 1. Decreto Presidencialnº 7.508/2011 (www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/D7508.htm) 2. MIGUEL, Eurípedes Constantino, Valentim Gentil, Wagner Farid Gattaz. Clínica Psiquiátrica: A visão do departamento e do instituto de psiquiatria do HCFMUSP. Manole. Barueri – SP, 2011. 3. Ministério da Saúde. Lei federal nº 10.216/2001 4. Ministério da Saúde. Portaria 1600 de 07 de julho de 2011 5. Ministério da Saúde. Portaria 2391/ 02 6. QUEVEDO, João, Ricardo Schimdt, Flávio Kapczinski e cols. Emergências Psiquiátricas. Editora Artmed – 2008 7. Secretaria Municipal de Saúde, Coord. de Urgência e Emergência. Proposta de Regulação da Porta de Entrada das Unidades de Urgência e Emergência de Belo Horizonte. Belo Horizonte: SMSA, 2002. 8p.
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