SlideShare uma empresa Scribd logo
ENFERMAGEM
 POLÍTICAS PROGRAMAS E SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Luzienne Cristine Alves Nascimento Moraes
CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE
SAÚDE DA MULHER NO BRASIL

Uma conquista importante foi a instituição do
planejamento familiar pela Constituição de 1988, com
plenas garantias por parte do Estado para que as
pessoas decidissem se queriam ou não ter filhos, que
foi regulamentado pela Lei de Planejamento Familiar
em 1996.
Ministério da Saúde em 1984, formulou um
programa que, muito mais que programa, era uma
política que reorientava toda a atenção à saúde das
mulheres: o Programa de Assistência Integral à
Saúde da Mulher, conhecido como PAISM.
SAÚDE DA MULHER
Ao longo da década de 90, o Ministério da Saúde,
rompeu com a ideia de uma política única, um programa
único para atender às complexas situações de saúde das
mulheres e passou a fracionar a saúde das mulheres em
distintos programas.
O Programa de Saúde da Mulher tem por
objetivo promover a assistência integral à saúde da
mulher, com vistas à redução da morbimortalidade
deste grupo populacional.
Normatiza, organiza e monitora, juntamente
com os Distritos Sanitários, as ações de atenção à
saúde da mulher em todos os níveis de complexidade
na Rede Municipal.
Aspectos de Riscos
ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
SEXUAL
prevenir e tratar os agravos resultantes da violência
sexual contra mulheres, crianças e adolescentes; prevenir a
violência doméstica e, em especial, a violência de gênero,
proporcionar atendimento integral às vítimas de violência
sexual;

evitar

a

revitimização;

realizar

prevenção

e

profilaxia do HIV e de outras infecções de transmissão
sexual; realizar a interrupção legal da gravidez, quando esta
decorrer da violência sexual; incentivar a denúncia das
agressões sexuais e favorecer a coleta de provas para
diminuir a impunidade dos agressores sexuais.
ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

Nos casos em que haja referência explícita ou suspeita de
abuso sexual, o profissional está obrigado a notificar o conselho
tutelar, de acordo com a lei federal 8069-90, ou a Vara da
Infância e Juventude, sendo relevante a presença de outro
profissional durante a consulta.
Recomenda-se a discussão dos casos em equipe
multidisciplinar, de forma a avaliar a conduta, bem como o
momento mais adequado para a notificação.
O profissional de saúde deve aproveitar as oportunidades
de contato com adolescentes e suas famílias para promover a
reflexão e a divulgação de informações sobre temas relacionados
à sexualidade e à saúde reprodutiva.
A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com
ênfase na dupla proteção (uso de preservativos), sem juízo de
valor.
Saude da mulher1
ASSISTÊNCIA À PRÉ-CONCEPÇÃO

A Assistência à pré-concepção tem como objetivo orientar e
assistir as mulheres/ casal que queiram engravidar, com o intuito de
identificar os fatores de risco ou doenças que interferem na
evolução saudável de uma futura gestação.
A equipe de saúde deverá, ao assistir as mulheres/casais,
prevenir, detectar e tratar fatores que possam interferir na
fertilidade e na concepção.
CAPTAÇÃO E VINCULAÇÃO NO PRÉ-NATAL

Toda mulher da área de
abrangência do Centro de Saúde, com
história de atraso menstrual superior
a 7 (sete) dias, deverá ser acolhida
pela Equipe de Saúde da Família e
encaminhada
para
consulta
de
acolhimento com enfermeiro(a) ou
médico(a)
para
diagnóstico
da
gestação e solicitação do Teste de
Gravidez
(BHCG
sérico),
preferencialmente, no mesmo dia.
ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL

A Equipe de Saúde da Família deve acompanhar a gestante nas
consultas individuais, nos grupos de educação em saúde, e em visita
domiciliar para garantir a realização do pré-natal. Além de realizar busca
ativa em caso de gestantes faltosas ou dificuldade de acesso ao serviço de
saúde.
Saude da mulher1
Saude da mulher1
Saude da mulher1
ASSISTÊNCIA AO CLIMATÉRIO

Os(as) profissionais de saúde têm um papel primordial junto
às mulheres que vivenciam este período, prestando atenção primária
à

saúde,

em

nível

individual

ou

grupal;

compartilhando

conhecimentos com as mulheres e familiares sobre as mudanças e
cuidados necessários; propiciando oportunidades para que estas
expressem seus sentimentos, medos e dúvidas; desenvolvendo ações
de promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças;
trabalhando as questões de gênero e fortalecendo os potenciais e
capacidades das mulheres para enfrentar as dificuldades vividas
nesta etapa de transição da vida (ZAMPIERI, 2005).
RASTREAMENTO E DETECÇÃO PRECOCE DO
CÂNCER DE MAMA

Os(as) profissionais de saúde
devem atuar na promoção dos fatores
evitáveis do câncer de mama, por meio de
programas de educação em saúde, como
também, na detecção precoce através
do rastreamento mamográfico e do
exame clínico de mama.
RASTREAMENTO E CONTROLE DO CÂNCER
DE COLO DE ÚTERO
•Para um efetivo rastreamento é necessário o que os(as) profissionais do Centro de
Saúde:
Estabeleçam a cobertura do exame colpocitológico, por meio do planejamento local do
CS;
• Identifiquem a população feminina na área descrita da Equipe da Estratégia da Saúde
da Família;
• Identifiquem as mulheres do grupo de risco (mulheres com vida sexual ativa em
qualquer idade e, em especial, mulheres com idade entre 25 e 59 anos);
• Sensibilizem a população e, sobretudo, as mulheres para a necessidade da realização
do exame;
• Estimulem a captação das mulheres pelo ACS e o encaminhamento ao Centro de Saúde
para exame;
• Estabeleçam a livre demanda ou agendamento prévio para coleta e entrega do
resultado;
• Realizem orientações prévias, preferencialmente por escrito, para a coleta adequada
do exame;
• Façam a busca ativa e seguimento das mulheres com alterações que necessitam de
tratamentos e encaminhamentos para especialidades.
Saude da mulher1
HUMANIZAÇÃO E QUALIDADE: PRINCÍPIOS
PARA UMA POLÍTICA DE ATENÇÃO
INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER
A
humanização
da
atenção em saúde é um
processo contínuo e demanda
reflexão permanente sobre os
atos,
condutas
e
comportamentos
de
cada
pessoa envolvida na relação.
É
preciso
maior
conhecimento de si, para
melhor compreender o outro
com suas especificidades e
para
poder
ajudar
sem
procurar
impor
valores,
opiniões ou decisões.
Acesso da população às ações e aos serviços de saúde
– definição da estrutura e organização da rede assistencial,
incluindo a formalização dos sistemas de referência e contrareferência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do
grau de resolutividade dos problemas e o acompanhamento da
clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada;
– captação precoce e busca ativa das usuárias;
– disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de
acordo com os critérios de evidência científica e segurança da
usuária;
– capacitação técnica dos profissionais de saúde e funcionários dos
serviços envolvidos nas ações de saúde para uso da tecnologia
adequada, acolhimento humanizado e práticas educativas voltadas à
usuária e à comunidade;
– disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos;
Definição da estrutura e organização da rede
assistencial, incluindo a formalização dos sistemas de
referência e contra-referência que possibilitem a
continuidade das ações, a melhoria do grau de
resolutividade dos problemas e o acompanhamento da
clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada;
Captação precoce e busca ativa das usuárias; e
disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado,
de acordo com os critérios de evidência científica e
segurança da usuária;
Análise de indicadores que permitam aos gestores
monitorar o andamento das ações, o impacto sobre os
problemas tratados e a redefinição de estratégias ou
ações que se fizerem necessárias.
Saude da mulher1
Saude da mulher1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Programa Saúde da
Mulher. Protocolo de atenção integral a saúde da mulher.
Florianópolis. - - Tubarão : Ed. Copiart, 2010.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde da mulher : um diálogo
aberto e participativo. Secretaria de Gestão Estratégica e
Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa e
ao Controle Social. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde,
2010.
50 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
Elisa Brietzke
 
ApresentaçãO SaúDe Da Mulher
ApresentaçãO SaúDe Da MulherApresentaçãO SaúDe Da Mulher
ApresentaçãO SaúDe Da Mulher
Tania Fonseca
 
Saúde da Mulher na APS
Saúde da Mulher na APSSaúde da Mulher na APS
Paism slider
Paism sliderPaism slider
Paism slider
Dessa Reis
 
Saúde da mulher
Saúde da mulherSaúde da mulher
Saúde da mulher
Michelle Santos
 
Politica de saude nacional da mulher
Politica de saude nacional da mulherPolitica de saude nacional da mulher
Politica de saude nacional da mulher
Alanna Alexandre
 
Pré-natal na Atenção Básica
Pré-natal na Atenção BásicaPré-natal na Atenção Básica
Pré-natal na Atenção Básica
marianagusmao39
 
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e ImprescindíveisGestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
AssistêNcia Ao Parto
AssistêNcia Ao PartoAssistêNcia Ao Parto
AssistêNcia Ao Parto
chirlei ferreira
 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Sanny Pereira
 
Planjamento familiar
Planjamento familiarPlanjamento familiar
Planjamento familiar
Alinebrauna Brauna
 
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
Karen Lira
 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Aula gineco
Aula ginecoAula gineco
Aula gineco
Marcilha Louzada
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
Dessa Reis
 
Prog SaúDe Da Mulher
Prog  SaúDe Da MulherProg  SaúDe Da Mulher
Prog SaúDe Da Mulher
Tania Fonseca
 
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde femininaSaúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
Anderson Silva
 
Aula 3 prénatal
Aula 3 prénatalAula 3 prénatal
Aula 3 prénatal
Rejane Durães
 
Pré natal
Pré natalPré natal
Planejamento Familiar
Planejamento FamiliarPlanejamento Familiar
Planejamento Familiar
chirlei ferreira
 

Mais procurados (20)

Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
 
ApresentaçãO SaúDe Da Mulher
ApresentaçãO SaúDe Da MulherApresentaçãO SaúDe Da Mulher
ApresentaçãO SaúDe Da Mulher
 
Saúde da Mulher na APS
Saúde da Mulher na APSSaúde da Mulher na APS
Saúde da Mulher na APS
 
Paism slider
Paism sliderPaism slider
Paism slider
 
Saúde da mulher
Saúde da mulherSaúde da mulher
Saúde da mulher
 
Politica de saude nacional da mulher
Politica de saude nacional da mulherPolitica de saude nacional da mulher
Politica de saude nacional da mulher
 
Pré-natal na Atenção Básica
Pré-natal na Atenção BásicaPré-natal na Atenção Básica
Pré-natal na Atenção Básica
 
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e ImprescindíveisGestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
Gestação de Risco: Cuidados Básicos e Imprescindíveis
 
AssistêNcia Ao Parto
AssistêNcia Ao PartoAssistêNcia Ao Parto
AssistêNcia Ao Parto
 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
 
Planjamento familiar
Planjamento familiarPlanjamento familiar
Planjamento familiar
 
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
PAISM - PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER
 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)
 
Aula gineco
Aula ginecoAula gineco
Aula gineco
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
 
Prog SaúDe Da Mulher
Prog  SaúDe Da MulherProg  SaúDe Da Mulher
Prog SaúDe Da Mulher
 
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde femininaSaúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
Saúde da mulher - Cuidados com a saúde feminina
 
Aula 3 prénatal
Aula 3 prénatalAula 3 prénatal
Aula 3 prénatal
 
Pré natal
Pré natalPré natal
Pré natal
 
Planejamento Familiar
Planejamento FamiliarPlanejamento Familiar
Planejamento Familiar
 

Destaque

Cartilha Saúde da Mulher
Cartilha Saúde da Mulher Cartilha Saúde da Mulher
Cartilha Saúde da Mulher
Governo de Santa Catarina
 
Saúde da mulher
Saúde da mulherSaúde da mulher
Saúde da mulher
Taísa Vilela
 
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no BrasilPolíticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
Marciane Missio
 
Climatério atenção integral à mulher 2011
Climatério   atenção integral à mulher 2011Climatério   atenção integral à mulher 2011
Climatério atenção integral à mulher 2011
Prof Ana Paula Gonçalves
 
SaúDe Da Mulher
SaúDe Da MulherSaúDe Da Mulher
SaúDe Da Mulher
guestb4c2093d
 
Slides saude da mulher
Slides saude da mulherSlides saude da mulher
Slides saude da mulher
Julianna Lys
 
Slide dia da mulher
Slide dia da mulherSlide dia da mulher
Slide dia da mulher
MAIEVS2
 
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
Conceição Amorim
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
dpoiati
 
O Dia Internacional Da Mulher
O Dia Internacional Da MulherO Dia Internacional Da Mulher
O Dia Internacional Da Mulher
Joaquim Almeida
 
Apresentação ca colo e mama
Apresentação ca colo e mamaApresentação ca colo e mama
Apresentação ca colo e mama
Vanessa Serrano
 
Saúde mental da mulher e seus reflexos na
Saúde mental da mulher e seus reflexos naSaúde mental da mulher e seus reflexos na
Saúde mental da mulher e seus reflexos na
Gisele Cortoni Calia
 
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da MulherPolítica Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
Karina Pereira
 
Dia Internacional da Mulher
Dia Internacional da MulherDia Internacional da Mulher
Dia Internacional da Mulher
Produções HUMORDATRETA
 
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima FemininaFolheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
guest29ddc9
 
Palestra dia Internacional da Mulher
Palestra dia Internacional da MulherPalestra dia Internacional da Mulher
Palestra dia Internacional da Mulher
Instituto de Thalentos
 
Menopausa
Menopausa Menopausa
Menopausa
Joannedream
 

Destaque (17)

Cartilha Saúde da Mulher
Cartilha Saúde da Mulher Cartilha Saúde da Mulher
Cartilha Saúde da Mulher
 
Saúde da mulher
Saúde da mulherSaúde da mulher
Saúde da mulher
 
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no BrasilPolíticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
Políticas Públicas de Saúde da Mulher no Brasil
 
Climatério atenção integral à mulher 2011
Climatério   atenção integral à mulher 2011Climatério   atenção integral à mulher 2011
Climatério atenção integral à mulher 2011
 
SaúDe Da Mulher
SaúDe Da MulherSaúDe Da Mulher
SaúDe Da Mulher
 
Slides saude da mulher
Slides saude da mulherSlides saude da mulher
Slides saude da mulher
 
Slide dia da mulher
Slide dia da mulherSlide dia da mulher
Slide dia da mulher
 
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER – PAISM: entre as diretrizes n...
 
Saude da mulher
Saude da mulherSaude da mulher
Saude da mulher
 
O Dia Internacional Da Mulher
O Dia Internacional Da MulherO Dia Internacional Da Mulher
O Dia Internacional Da Mulher
 
Apresentação ca colo e mama
Apresentação ca colo e mamaApresentação ca colo e mama
Apresentação ca colo e mama
 
Saúde mental da mulher e seus reflexos na
Saúde mental da mulher e seus reflexos naSaúde mental da mulher e seus reflexos na
Saúde mental da mulher e seus reflexos na
 
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da MulherPolítica Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher
 
Dia Internacional da Mulher
Dia Internacional da MulherDia Internacional da Mulher
Dia Internacional da Mulher
 
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima FemininaFolheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
Folheto de orientações sobre Higiene Íntima Feminina
 
Palestra dia Internacional da Mulher
Palestra dia Internacional da MulherPalestra dia Internacional da Mulher
Palestra dia Internacional da Mulher
 
Menopausa
Menopausa Menopausa
Menopausa
 

Semelhante a Saude da mulher1

Manual de Planejamento familiar
Manual de Planejamento familiarManual de Planejamento familiar
Manual de Planejamento familiar
Karla Vivianne
 
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas LegaisPlanejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Política mulher_2021.pptx
Política mulher_2021.pptxPolítica mulher_2021.pptx
Política mulher_2021.pptx
AngelinaVictria2
 
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptxAssistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
gizaraposo
 
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básica
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básicaPre natal de alto e baixo risco na atenção básica
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básica
EvertonMonteiro19
 
Ciclo ii 02
Ciclo ii 02Ciclo ii 02
Ciclo ii 02
Rodrigo Abreu
 
Serviços
ServiçosServiços
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º período
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º períodoSeminário saúde coletiva enfermagem 8º período
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º período
Laíz Coutinho
 
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal    Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
AULA - Política e indicador em saúde da mulher
AULA - Política e indicador em saúde da mulherAULA - Política e indicador em saúde da mulher
AULA - Política e indicador em saúde da mulher
angelalessadeandrade
 
Promocaosaude políticas
Promocaosaude políticasPromocaosaude políticas
Promocaosaude políticas
Marcos Nery
 
programas de saude.pptx
programas de saude.pptxprogramas de saude.pptx
programas de saude.pptx
Alice Costa
 
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de InformaçãoConteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
aagapesantamarcelina
 
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdfSAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
HemilyLima6
 
Saúde da família
Saúde da famíliaSaúde da família
Saúde da família
dumasgsantos
 
Montenegro ca colo
Montenegro ca coloMontenegro ca colo
Montenegro ca colo
Lúcia Takimi
 
Programa de controle da tuberculose
Programa de controle da tuberculosePrograma de controle da tuberculose
Programa de controle da tuberculose
Antônio Silva
 
Gravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimentoGravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimento
Letícia Spina Tapia
 
História, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
História, Direitos, Cuidados a saúde da MulherHistória, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
História, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
PedroHPRoriz
 
Paisc
PaiscPaisc

Semelhante a Saude da mulher1 (20)

Manual de Planejamento familiar
Manual de Planejamento familiarManual de Planejamento familiar
Manual de Planejamento familiar
 
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas LegaisPlanejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
Planejamento Reprodutivo, Políticas Públicas e Normas Legais
 
Política mulher_2021.pptx
Política mulher_2021.pptxPolítica mulher_2021.pptx
Política mulher_2021.pptx
 
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptxAssistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
Assistencia de enfermagem saude mulher 1. campinas 2023.pptx
 
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básica
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básicaPre natal de alto e baixo risco na atenção básica
Pre natal de alto e baixo risco na atenção básica
 
Ciclo ii 02
Ciclo ii 02Ciclo ii 02
Ciclo ii 02
 
Serviços
ServiçosServiços
Serviços
 
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º período
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º períodoSeminário saúde coletiva enfermagem 8º período
Seminário saúde coletiva enfermagem 8º período
 
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal    Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
Guia de prática clínica sobre cuidados com o parto normal
 
AULA - Política e indicador em saúde da mulher
AULA - Política e indicador em saúde da mulherAULA - Política e indicador em saúde da mulher
AULA - Política e indicador em saúde da mulher
 
Promocaosaude políticas
Promocaosaude políticasPromocaosaude políticas
Promocaosaude políticas
 
programas de saude.pptx
programas de saude.pptxprogramas de saude.pptx
programas de saude.pptx
 
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de InformaçãoConteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
Conteúdo Teórico - Módulo 2 - Sistemas de Informação
 
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdfSAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
SAUDE DA MULHER_220503_213747.pdf
 
Saúde da família
Saúde da famíliaSaúde da família
Saúde da família
 
Montenegro ca colo
Montenegro ca coloMontenegro ca colo
Montenegro ca colo
 
Programa de controle da tuberculose
Programa de controle da tuberculosePrograma de controle da tuberculose
Programa de controle da tuberculose
 
Gravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimentoGravidez parto e nascimento
Gravidez parto e nascimento
 
História, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
História, Direitos, Cuidados a saúde da MulherHistória, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
História, Direitos, Cuidados a saúde da Mulher
 
Paisc
PaiscPaisc
Paisc
 

Mais de luzienne moraes

Estudo de caso anemia falciforme
Estudo de caso anemia falciforme Estudo de caso anemia falciforme
Estudo de caso anemia falciforme
luzienne moraes
 
Assistência de Enfermagem Sífilis
Assistência de Enfermagem SífilisAssistência de Enfermagem Sífilis
Assistência de Enfermagem Sífilis
luzienne moraes
 
Banner hanseníase (1)
Banner hanseníase (1)Banner hanseníase (1)
Banner hanseníase (1)
luzienne moraes
 
Banner enfisema pulmonar SAE 2015
Banner enfisema pulmonar SAE 2015Banner enfisema pulmonar SAE 2015
Banner enfisema pulmonar SAE 2015
luzienne moraes
 
Anemia falciforme genética
Anemia falciforme  genéticaAnemia falciforme  genética
Anemia falciforme genética
luzienne moraes
 
Genética
GenéticaGenética
Genética
luzienne moraes
 
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringiomaenfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
luzienne moraes
 
enfermagem saúde do adulto estudo de caso
enfermagem saúde do adulto estudo de caso enfermagem saúde do adulto estudo de caso
enfermagem saúde do adulto estudo de caso
luzienne moraes
 
Métodos naturais de contracepção
Métodos naturais de contracepçãoMétodos naturais de contracepção
Métodos naturais de contracepção
luzienne moraes
 
Resenha golpe do destino.
Resenha golpe do destino.Resenha golpe do destino.
Resenha golpe do destino.
luzienne moraes
 
Ética e legislação em enfermagem
Ética e legislação em enfermagemÉtica e legislação em enfermagem
Ética e legislação em enfermagem
luzienne moraes
 
Plano de negócio corretora
Plano de negócio corretora Plano de negócio corretora
Plano de negócio corretora
luzienne moraes
 
Doença diverticular
Doença diverticularDoença diverticular
Doença diverticular
luzienne moraes
 
Resenha crítica intocáveis
Resenha crítica intocáveisResenha crítica intocáveis
Resenha crítica intocáveis
luzienne moraes
 
Sumário de Situação Paciente ( idoso)
Sumário de Situação Paciente ( idoso)Sumário de Situação Paciente ( idoso)
Sumário de Situação Paciente ( idoso)
luzienne moraes
 
Planejamento Estratégico
Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico
Planejamento Estratégico
luzienne moraes
 
Anatomia vascularização arterial encefálica e avc
Anatomia vascularização arterial encefálica e avcAnatomia vascularização arterial encefálica e avc
Anatomia vascularização arterial encefálica e avc
luzienne moraes
 
Fisiologia Gustação e Olfação
Fisiologia Gustação e OlfaçãoFisiologia Gustação e Olfação
Fisiologia Gustação e Olfação
luzienne moraes
 
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
luzienne moraes
 
Riscos financeiros
Riscos financeirosRiscos financeiros
Riscos financeiros
luzienne moraes
 

Mais de luzienne moraes (20)

Estudo de caso anemia falciforme
Estudo de caso anemia falciforme Estudo de caso anemia falciforme
Estudo de caso anemia falciforme
 
Assistência de Enfermagem Sífilis
Assistência de Enfermagem SífilisAssistência de Enfermagem Sífilis
Assistência de Enfermagem Sífilis
 
Banner hanseníase (1)
Banner hanseníase (1)Banner hanseníase (1)
Banner hanseníase (1)
 
Banner enfisema pulmonar SAE 2015
Banner enfisema pulmonar SAE 2015Banner enfisema pulmonar SAE 2015
Banner enfisema pulmonar SAE 2015
 
Anemia falciforme genética
Anemia falciforme  genéticaAnemia falciforme  genética
Anemia falciforme genética
 
Genética
GenéticaGenética
Genética
 
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringiomaenfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
enfermagem saúde do adulto estudo de caso craniofaringioma
 
enfermagem saúde do adulto estudo de caso
enfermagem saúde do adulto estudo de caso enfermagem saúde do adulto estudo de caso
enfermagem saúde do adulto estudo de caso
 
Métodos naturais de contracepção
Métodos naturais de contracepçãoMétodos naturais de contracepção
Métodos naturais de contracepção
 
Resenha golpe do destino.
Resenha golpe do destino.Resenha golpe do destino.
Resenha golpe do destino.
 
Ética e legislação em enfermagem
Ética e legislação em enfermagemÉtica e legislação em enfermagem
Ética e legislação em enfermagem
 
Plano de negócio corretora
Plano de negócio corretora Plano de negócio corretora
Plano de negócio corretora
 
Doença diverticular
Doença diverticularDoença diverticular
Doença diverticular
 
Resenha crítica intocáveis
Resenha crítica intocáveisResenha crítica intocáveis
Resenha crítica intocáveis
 
Sumário de Situação Paciente ( idoso)
Sumário de Situação Paciente ( idoso)Sumário de Situação Paciente ( idoso)
Sumário de Situação Paciente ( idoso)
 
Planejamento Estratégico
Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico
Planejamento Estratégico
 
Anatomia vascularização arterial encefálica e avc
Anatomia vascularização arterial encefálica e avcAnatomia vascularização arterial encefálica e avc
Anatomia vascularização arterial encefálica e avc
 
Fisiologia Gustação e Olfação
Fisiologia Gustação e OlfaçãoFisiologia Gustação e Olfação
Fisiologia Gustação e Olfação
 
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
Saúde do Idoso - Disciplina Processo Saúde Doença e Educação em Saúde.
 
Riscos financeiros
Riscos financeirosRiscos financeiros
Riscos financeiros
 

Saude da mulher1

  • 1. ENFERMAGEM  POLÍTICAS PROGRAMAS E SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Luzienne Cristine Alves Nascimento Moraes
  • 2. CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE SAÚDE DA MULHER NO BRASIL Uma conquista importante foi a instituição do planejamento familiar pela Constituição de 1988, com plenas garantias por parte do Estado para que as pessoas decidissem se queriam ou não ter filhos, que foi regulamentado pela Lei de Planejamento Familiar em 1996.
  • 3. Ministério da Saúde em 1984, formulou um programa que, muito mais que programa, era uma política que reorientava toda a atenção à saúde das mulheres: o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, conhecido como PAISM.
  • 5. Ao longo da década de 90, o Ministério da Saúde, rompeu com a ideia de uma política única, um programa único para atender às complexas situações de saúde das mulheres e passou a fracionar a saúde das mulheres em distintos programas.
  • 6. O Programa de Saúde da Mulher tem por objetivo promover a assistência integral à saúde da mulher, com vistas à redução da morbimortalidade deste grupo populacional. Normatiza, organiza e monitora, juntamente com os Distritos Sanitários, as ações de atenção à saúde da mulher em todos os níveis de complexidade na Rede Municipal.
  • 8. ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL prevenir e tratar os agravos resultantes da violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes; prevenir a violência doméstica e, em especial, a violência de gênero, proporcionar atendimento integral às vítimas de violência sexual; evitar a revitimização; realizar prevenção e profilaxia do HIV e de outras infecções de transmissão sexual; realizar a interrupção legal da gravidez, quando esta decorrer da violência sexual; incentivar a denúncia das agressões sexuais e favorecer a coleta de provas para diminuir a impunidade dos agressores sexuais.
  • 9. ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Nos casos em que haja referência explícita ou suspeita de abuso sexual, o profissional está obrigado a notificar o conselho tutelar, de acordo com a lei federal 8069-90, ou a Vara da Infância e Juventude, sendo relevante a presença de outro profissional durante a consulta. Recomenda-se a discussão dos casos em equipe multidisciplinar, de forma a avaliar a conduta, bem como o momento mais adequado para a notificação. O profissional de saúde deve aproveitar as oportunidades de contato com adolescentes e suas famílias para promover a reflexão e a divulgação de informações sobre temas relacionados à sexualidade e à saúde reprodutiva. A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com ênfase na dupla proteção (uso de preservativos), sem juízo de valor.
  • 11. ASSISTÊNCIA À PRÉ-CONCEPÇÃO A Assistência à pré-concepção tem como objetivo orientar e assistir as mulheres/ casal que queiram engravidar, com o intuito de identificar os fatores de risco ou doenças que interferem na evolução saudável de uma futura gestação. A equipe de saúde deverá, ao assistir as mulheres/casais, prevenir, detectar e tratar fatores que possam interferir na fertilidade e na concepção.
  • 12. CAPTAÇÃO E VINCULAÇÃO NO PRÉ-NATAL Toda mulher da área de abrangência do Centro de Saúde, com história de atraso menstrual superior a 7 (sete) dias, deverá ser acolhida pela Equipe de Saúde da Família e encaminhada para consulta de acolhimento com enfermeiro(a) ou médico(a) para diagnóstico da gestação e solicitação do Teste de Gravidez (BHCG sérico), preferencialmente, no mesmo dia.
  • 13. ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL A Equipe de Saúde da Família deve acompanhar a gestante nas consultas individuais, nos grupos de educação em saúde, e em visita domiciliar para garantir a realização do pré-natal. Além de realizar busca ativa em caso de gestantes faltosas ou dificuldade de acesso ao serviço de saúde.
  • 17. ASSISTÊNCIA AO CLIMATÉRIO Os(as) profissionais de saúde têm um papel primordial junto às mulheres que vivenciam este período, prestando atenção primária à saúde, em nível individual ou grupal; compartilhando conhecimentos com as mulheres e familiares sobre as mudanças e cuidados necessários; propiciando oportunidades para que estas expressem seus sentimentos, medos e dúvidas; desenvolvendo ações de promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças; trabalhando as questões de gênero e fortalecendo os potenciais e capacidades das mulheres para enfrentar as dificuldades vividas nesta etapa de transição da vida (ZAMPIERI, 2005).
  • 18. RASTREAMENTO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA Os(as) profissionais de saúde devem atuar na promoção dos fatores evitáveis do câncer de mama, por meio de programas de educação em saúde, como também, na detecção precoce através do rastreamento mamográfico e do exame clínico de mama.
  • 19. RASTREAMENTO E CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO •Para um efetivo rastreamento é necessário o que os(as) profissionais do Centro de Saúde: Estabeleçam a cobertura do exame colpocitológico, por meio do planejamento local do CS; • Identifiquem a população feminina na área descrita da Equipe da Estratégia da Saúde da Família; • Identifiquem as mulheres do grupo de risco (mulheres com vida sexual ativa em qualquer idade e, em especial, mulheres com idade entre 25 e 59 anos); • Sensibilizem a população e, sobretudo, as mulheres para a necessidade da realização do exame; • Estimulem a captação das mulheres pelo ACS e o encaminhamento ao Centro de Saúde para exame; • Estabeleçam a livre demanda ou agendamento prévio para coleta e entrega do resultado; • Realizem orientações prévias, preferencialmente por escrito, para a coleta adequada do exame; • Façam a busca ativa e seguimento das mulheres com alterações que necessitam de tratamentos e encaminhamentos para especialidades.
  • 21. HUMANIZAÇÃO E QUALIDADE: PRINCÍPIOS PARA UMA POLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER A humanização da atenção em saúde é um processo contínuo e demanda reflexão permanente sobre os atos, condutas e comportamentos de cada pessoa envolvida na relação. É preciso maior conhecimento de si, para melhor compreender o outro com suas especificidades e para poder ajudar sem procurar impor valores, opiniões ou decisões.
  • 22. Acesso da população às ações e aos serviços de saúde – definição da estrutura e organização da rede assistencial, incluindo a formalização dos sistemas de referência e contrareferência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do grau de resolutividade dos problemas e o acompanhamento da clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada; – captação precoce e busca ativa das usuárias; – disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de evidência científica e segurança da usuária; – capacitação técnica dos profissionais de saúde e funcionários dos serviços envolvidos nas ações de saúde para uso da tecnologia adequada, acolhimento humanizado e práticas educativas voltadas à usuária e à comunidade; – disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos;
  • 23. Definição da estrutura e organização da rede assistencial, incluindo a formalização dos sistemas de referência e contra-referência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do grau de resolutividade dos problemas e o acompanhamento da clientela pelos profissionais de saúde da rede integrada; Captação precoce e busca ativa das usuárias; e disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de evidência científica e segurança da usuária; Análise de indicadores que permitam aos gestores monitorar o andamento das ações, o impacto sobre os problemas tratados e a redefinição de estratégias ou ações que se fizerem necessárias.
  • 26. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Programa Saúde da Mulher. Protocolo de atenção integral a saúde da mulher. Florianópolis. - - Tubarão : Ed. Copiart, 2010. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde da mulher : um diálogo aberto e participativo. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010. 50 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)

Notas do Editor

  1. A Atenção à Vida Sexual e Reprodutiva tem como base a Constituição Brasileira de 1988 e a Lei do Planejamento Familiar de 1996, além do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.
  2. controle clínico de saúde, planejamento familiar, atendimento clínico e ginecológico. Com a valorização da autonomia aumenta a importância das práticas de educação em saúde como possibilidade de dotar as mulheres de mais conhecimento e capacidade crítica. Mas os processos sociais e institucionais não são simples e lineares. Esse programa trazia muitas inovações para as mulheres, pois estava centrado no conceito da integralidade, ou seja, as mulheres passaram a ser contempladas em todas as faixas etárias, em todos os ciclos de vida, em todos os seus papéis na sociedade e, naturalmente, em todos os seus problemas e necessidades de saúde.
  3. • Controle de câncer de mama e do colo de útero, realizando o diagnóstico precoce com vistas a seu tratamento oportuno, evitando complicações e mortes decorrentes. • Redução das mortalidades materna e infantil – desta, com ênfase nas mortes por pneumonias e diarréias. • Investimento em programas de saúde voltados a pessoas idosas – hoje em dia cada vez mais numerosas, especialmente as mulheres. • Promoção da saúde, com ênfase em hábitos saudáveis como alimentação nutritiva e atividade física. • Fortalecimento da atenção básica, com garantias de que a Estratégia Saúde da Família esteja ao alcance de todos.
  4. proporcionar atendimento integral às vítimas de violência sexual; evitar a revitimização; realizar prevenção e profi laxia do HIV e de outras infecções de transmissão sexual; realizar a interrupção legal da gravidez, quando esta decorrer da violência sexual; incentivar a denúncia das agressões sexuais e favorecer a coleta de provas para diminuir a impunidade dos agressores sexuais. Em caso de vítimas que sofreram violência nas últimas 72 horas, os(as) profi ssionais de saúde devem encaminhá-las conforme o Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual
  5. Nos casos em que haja referência explícita ou suspeita de abuso sexual, o profi ssional está obrigado a notifi car o conselho tutelar, de acordo com a lei federal 8069-90, ou a Vara da Infância e Juventude, como determina o ECA, sendo relevante a presença de outro profi ssional durante a consulta. Recomenda-se a discussão dos casos em equipe multidisciplinar, de forma a avaliar a conduta, bem como o momento mais adequado para a notifi cação. 8. O profi ssional de saúde deve aproveitar as oportunidades de contato com adolescentes e suas famílias para promover a refl exão e a divulgação de informações sobre temas relacionados à sexualidade e à saúde reprodutiva. 9. A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com ênfase na dupla proteção (uso de preservativos), sem juízo de valor.
  6. 1.2.1 Orientações e condutas específi cas na assistência pré-concepcional • Orientação sobre os riscos do tabagismo e do uso rotineiro de bebidas alcoólicas e outras drogas lícitas ou ilícitas e verifi cação da necessidade de assistência especializada. • Orientação sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis como vírus da Imunodefi ciência Humana (HIV/Aids), sífi lis, gonorréia, clamídia e outras infecções como toxoplasmose, hepatite B, vírus da Inclusão Citomegálica (JIMENEZ, KRAJDEN, UHLIG, 2005).