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Líquido Cefalorraquidiano
Carlos Frederico de A. Rodrigues, MD. MS.
Neurocirurgião.
• I – Introdução.
• II – Análise laboratorial.
• A – coleta;
• B – transporte e armazenamento;
• C – preparo e amostra;
• D – exame físico;
• E – contagem celular;
• F – controle de qualidade na contagem;
• G – contagem de leucócitos;
• H – detecção de células malignas;
• I – biossegurança.
• III – Referências.
Fluxo liquórico
LCR
• (1). Fornecimento de nutrientes essenciais ao
cérebro, a remoção de produtos da atividade
neuronal do SNC e a proteção mecânica das
células cerebrais
• (2). Estudos demonstram que um mecanismo
homeostático eficiente do LCR é essencial para
a atividade neuronal
Plexo Coróide
2/3 da produção é no plexo coróide.
Produção do LCR
• Filtração passiva do sangue pelo endotélio capilar
coroidal, a qual é proporcional ao gradiente da pressão
hidrostática entre o sangue e o fluido intersticial
coroide;
• Secreção ativa pelo epitélio monoestratificado,
envolvendo bombas, cotransportadores e
antiportadores, canais iônicos e aquaporinas.
• Outra pequena parcela de LCR é produzida por células
ependimais, as quais se localizam na região ventricular.
Fluxo do LCR.
Pressão do LCR.
• A pressão normal de abertura do LCR varia de
10 a 100 mm H2 O em crianças jovens, de 60 a
200 mm H2 O após os 8 anos de idade e fica
acima de 250 mm H2 O em pacientes obesos.
Valores abaixo de 60 mm H2 O e acima de 250
mm H2 O definem hipotensão e hipertensão
intracranial, respectivamente.
Volume de LCR.
• O volume ventricular normal é de 20 ml e o
volume líquórico total, em um adulto, é de
120 ml a 150 ml. A renovação do líquor é
diária e sua constante produção atinge em
torno de 500 ml/dia. A taxa de renovação é
diretamente proporcional à taxa de formação
e inversamente proporcional ao volume do
LCR.
Alterações do LCR.
• Tanto a produção quanto a composição do
LCR podem ser afetadas pela presença de
tumores, infecções, traumas, isquemias e
hidrocefalias. Alterações severas no fluxo
liquórico podem causar distúrbios cognitivos e
de função motora. A análise laboratorial do
LCR permite a obtenção de informações
fundamentais para uma conduta clínica
eficiente.
Análise laboratorial
• 1 – Coleta da amostra.
• 2 – Transporte e armazenamento.
• 3 – Preparo da amostra.
• 4 – Exame físico.
• 5 – Contagem global de células.
• 6 – Controle de qualidade.
• 7 – Contagem diferencial de leucócitos.
• 8 – Pesquisa de células malignas no LCR.
Coleta da amostra.
Coleta de amostra.
• Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE). – Invasivo.
• Três vias clássicas para coleta, sendo a lombar
a mais utilizada na rotina (27), seguida pela
suboccipital ou cisternal e, por último, a via
ventricular.
Coleta de amostra.
Coleta de amostra.
• Coletado sem anticoagulante, em três tubos ou frascos
seguramente estéreis e devidamente identificados com os
números 1, 2 e 3, na ordem em que são obtidos.
• A identificação do material deve, também, conter o nome, o
número de registro do paciente e a data da coleta.
• A amostra do primeiro tubo deverá ser usada para a
realização das análises bioquímicas e sorológicas. O segundo
será utilizado para os exames microbiológicos, e o terceiro
destina-se às contagens celulares.
Transporte e armazenamento
• 2 horas para iniciar a análise.
• 5 – 12 graus, para o transporte e
armazenamento.
• Após realizadas as análises, uma pequena porção
do LCR centrifugado deve ser devidamente
identificada e armazenada na geladeira, durante
30 dias, para eventual necessidade de se realizar
outras dosagens
Preparo da amostra.
• A amostra de LCR deve ser fresca e
centrifugada, para a análise visual, e fresca,
não centrifugada e devidamente
homogeneizada, para a contagem de
leucócitos e hemácias.
Exame físico.
• A observação visual da coloração e do aspecto
do LCR é a etapa inicial da análise e pode
fornecer importantes informações
diagnósticas.
• O líquor, em condições normais, é incolor
(como água de rocha), porém, em condições
patológicas, pode apresentar alteração na
coloração.
Exame físico.
• A coloração deve ser registrada antes e depois
do processo de centrifugação.
• A possibilidade de existência de outras
substâncias, como iodo, caroteno ou
melanina, deve ser considerada.
Exame físico.
• No momento da punção, podem ocorrer
traumas que provocam sangramento, que, se
não for analisado cuidadosamente, pode
provocar um erro de diagnóstico, pois a
amostra torna-se semelhante a uma amostra
com hemorragia subaracnoide.
• O LCR não coagula, caso ocorra: síndrome de
Froin, Neoplásicos, meningite tuberculosa.
Contagem global de células.
Parâmetro LCR RN LCR adulto
Aspecto Límpido / xantocrômico límpido
Citometria (cel/mm3) Até 30 Até 5
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Glicose (mg/dl) 32 - 120 40 - 80
Proteína (mg/dl) 19-149 20-40
Controle de qualidade
• Muita confiança em quem vai faze o LCR.
• É um exame de suma importância em diversas
patologias.
Contagem diferencial de leucócitos.
• Fundamental para a conduta terapêutica.
• Porém, para uma melhor conduta médica, a
contagem global e diferencial de leucócitos no LCR
não deve ser usada isoladamente. A condição clínica
do paciente, assim como outros parâmetros do LCR,
deve ser levada em consideração na formulação do
diagnóstico e do tratamento.
Líquido cefalorraquidiano
Células malignas no LCR.
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Líquido cefalorraquidiano

  • 1. Líquido Cefalorraquidiano Carlos Frederico de A. Rodrigues, MD. MS. Neurocirurgião.
  • 2. • I – Introdução. • II – Análise laboratorial. • A – coleta; • B – transporte e armazenamento; • C – preparo e amostra; • D – exame físico; • E – contagem celular; • F – controle de qualidade na contagem; • G – contagem de leucócitos; • H – detecção de células malignas; • I – biossegurança. • III – Referências.
  • 4. LCR • (1). Fornecimento de nutrientes essenciais ao cérebro, a remoção de produtos da atividade neuronal do SNC e a proteção mecânica das células cerebrais • (2). Estudos demonstram que um mecanismo homeostático eficiente do LCR é essencial para a atividade neuronal
  • 5. Plexo Coróide 2/3 da produção é no plexo coróide.
  • 6. Produção do LCR • Filtração passiva do sangue pelo endotélio capilar coroidal, a qual é proporcional ao gradiente da pressão hidrostática entre o sangue e o fluido intersticial coroide; • Secreção ativa pelo epitélio monoestratificado, envolvendo bombas, cotransportadores e antiportadores, canais iônicos e aquaporinas. • Outra pequena parcela de LCR é produzida por células ependimais, as quais se localizam na região ventricular.
  • 8. Pressão do LCR. • A pressão normal de abertura do LCR varia de 10 a 100 mm H2 O em crianças jovens, de 60 a 200 mm H2 O após os 8 anos de idade e fica acima de 250 mm H2 O em pacientes obesos. Valores abaixo de 60 mm H2 O e acima de 250 mm H2 O definem hipotensão e hipertensão intracranial, respectivamente.
  • 9. Volume de LCR. • O volume ventricular normal é de 20 ml e o volume líquórico total, em um adulto, é de 120 ml a 150 ml. A renovação do líquor é diária e sua constante produção atinge em torno de 500 ml/dia. A taxa de renovação é diretamente proporcional à taxa de formação e inversamente proporcional ao volume do LCR.
  • 10. Alterações do LCR. • Tanto a produção quanto a composição do LCR podem ser afetadas pela presença de tumores, infecções, traumas, isquemias e hidrocefalias. Alterações severas no fluxo liquórico podem causar distúrbios cognitivos e de função motora. A análise laboratorial do LCR permite a obtenção de informações fundamentais para uma conduta clínica eficiente.
  • 11. Análise laboratorial • 1 – Coleta da amostra. • 2 – Transporte e armazenamento. • 3 – Preparo da amostra. • 4 – Exame físico. • 5 – Contagem global de células. • 6 – Controle de qualidade. • 7 – Contagem diferencial de leucócitos. • 8 – Pesquisa de células malignas no LCR.
  • 13. Coleta de amostra. • Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). – Invasivo. • Três vias clássicas para coleta, sendo a lombar a mais utilizada na rotina (27), seguida pela suboccipital ou cisternal e, por último, a via ventricular.
  • 15. Coleta de amostra. • Coletado sem anticoagulante, em três tubos ou frascos seguramente estéreis e devidamente identificados com os números 1, 2 e 3, na ordem em que são obtidos. • A identificação do material deve, também, conter o nome, o número de registro do paciente e a data da coleta. • A amostra do primeiro tubo deverá ser usada para a realização das análises bioquímicas e sorológicas. O segundo será utilizado para os exames microbiológicos, e o terceiro destina-se às contagens celulares.
  • 16. Transporte e armazenamento • 2 horas para iniciar a análise. • 5 – 12 graus, para o transporte e armazenamento. • Após realizadas as análises, uma pequena porção do LCR centrifugado deve ser devidamente identificada e armazenada na geladeira, durante 30 dias, para eventual necessidade de se realizar outras dosagens
  • 17. Preparo da amostra. • A amostra de LCR deve ser fresca e centrifugada, para a análise visual, e fresca, não centrifugada e devidamente homogeneizada, para a contagem de leucócitos e hemácias.
  • 18. Exame físico. • A observação visual da coloração e do aspecto do LCR é a etapa inicial da análise e pode fornecer importantes informações diagnósticas. • O líquor, em condições normais, é incolor (como água de rocha), porém, em condições patológicas, pode apresentar alteração na coloração.
  • 19. Exame físico. • A coloração deve ser registrada antes e depois do processo de centrifugação. • A possibilidade de existência de outras substâncias, como iodo, caroteno ou melanina, deve ser considerada.
  • 20. Exame físico. • No momento da punção, podem ocorrer traumas que provocam sangramento, que, se não for analisado cuidadosamente, pode provocar um erro de diagnóstico, pois a amostra torna-se semelhante a uma amostra com hemorragia subaracnoide. • O LCR não coagula, caso ocorra: síndrome de Froin, Neoplásicos, meningite tuberculosa.
  • 21. Contagem global de células. Parâmetro LCR RN LCR adulto Aspecto Límpido / xantocrômico límpido Citometria (cel/mm3) Até 30 Até 5 Citologia 100% MN 100% MN Glicose (mg/dl) 32 - 120 40 - 80 Proteína (mg/dl) 19-149 20-40
  • 22. Controle de qualidade • Muita confiança em quem vai faze o LCR. • É um exame de suma importância em diversas patologias.
  • 23. Contagem diferencial de leucócitos. • Fundamental para a conduta terapêutica. • Porém, para uma melhor conduta médica, a contagem global e diferencial de leucócitos no LCR não deve ser usada isoladamente. A condição clínica do paciente, assim como outros parâmetros do LCR, deve ser levada em consideração na formulação do diagnóstico e do tratamento.
  • 25. Células malignas no LCR. • Meningite carcinomatosa. • Detecção de metástases.

Notas do Editor

  1. O fluxo do LCR é pulsátil e essa pulsa- ção depende da hemodinâmica arterial no plexo (9, 10). Esse fluxo ocorre dos ventrículos laterais para o 3º e o 4º ventrículo, segue até as cisternas basais e, posteriormente, aos espaços subaracnoides espinhal e cortical (3). Além da macrocirculação através do espaço ventricular subaracnoide, há uma limitada microcirculação, que segue do espaço subaracnoide até o espaço subpial de Virchow-Robin, que, por sua vez, permite a eliminação de parte do LCR presente no cérebro por vias de drenagem (11, 12). A eliminação ou reabsorção liquórica do SNC ocorre por desvios existentes no espaço subaracnoide, chamados de vilosidades aracnoides, que cercam nervos cranianos (8), pela placa cribriforme, pelos vasos linfáticos da região cervical (13, 14) e ao longo dos nervos espinhais (15). O líquido retorna, assim, à circulação venosa. Todo esse trajeto exige aproximadamente 1 hora para ser completado, e o fluxo é mais rápido no sentido da gravidade (8).
  2. A via suboccipital apresenta algumas vantagens em relação à lombar, pois não é descrita a ocorrência de cefaleia pós-pun- ção. Eventuais alterações osteoarticulares de coluna cervical interferem muito pouco no ato da punção, mesmo em pessoas obesas e/ou idosas, além de haver menor risco de herniação de estruturas do sistema nervoso central, em casos de hipertensão intracraniana não comunicante (26). Entretanto, essa via tem algumas restrições de indicação, atualmente tendo como indicação absoluta somente os casos de hipertensão intracraniana ou de infecção dérmica ou epidérmica na região lombar (22, 28).
  3. Um manômero é colocado antes da remoção do LCR, para indicar a pressão de abertura. A pressão de abertura normal, em adultos, é de 90 mm H2 O a 180 mm H2 O, na posição decúbito lateral, sendo ligeiramente mais elevada em pacientes sentados ou obesos, e essa pressão pode variar entre 4 e 10 mm H2 O, com a respiração, e entre 2 e 5 mm H2 O, com o pulso do paciente (16). Em casos de pressão de abertura normal, podem ser removidos, normalmente, até 20 ml de LCR (29).
  4. Xantocrômico pode ser considerado como rosa, vermelho, amarelo. Hemoglobina, bilirrubina.
  5. 3 frascos