Crise Convulsiva Febril
Dr. Carlos Alberto do
Amaral
Neurologia
Infantil
Caso Clínico
• C.A.A.M., 1 ano e 9 meses; há 24 hs
apresentou um episódio súbito de
perda de consciência c/ cianose
perioral e hipotonia com duração de 1
- 2 minutos acompanhada de febre. A
mãe relata ter administrado
antitérmico 30 minutos antes do
episódio devido à febre e que o
paciente havia consultado c/ seu
pediatra há 48 horas por IVAS.
Caso Clínico
Relata estar com muito medo que o
episódio ocorra novamente, e que não
dorme desde então, teve a impressão que
seu bebe estava morrendo.
Ao chegar ao hospital foi realizada punção
lombar, era necessário? Quais exames
serão solicitados (RM?) e se será iniciado
tratamento. História familiar de convulsão
febril com o uso de anticonvulsivante por
vários anos.
Questionamentos
Ansiedade
Pais
Exames
Equipe
Médica
Tto ???
Questionamentos
Hipócrates (Sec V. AC)
2-4 % das crianças < 5 Anos nos EUA
15 % em algumas populações
Definições
•NIH, 1980 :
–Ocorre nas fases de lactente e primeira infância
–Entre 1 mês e 5 anos
–Associado à hipertermia, sem evidências de
infecção intracraniana
–Sem relatos de crises neonatais ou crises prévias
não-provocadas
–Incomuns após 7 Anos
–Excluídas  Crises sintomáticas agudas
•ILAE, 1993:
–Crise após 1 mês de idade
As 2 não excluem crianças com ADNPM
ILAE  Síndrome especial, situacional
Definições
 A crise está mais relacionada ao pico Febril
 Não relacionada a velocidade de ascenção da
temperatura corporal
 A febre as vezes é descrita após a crise
Epidemiologia
6 meses – 3 anos  +
Pico  18 Meses
Raramente Após 5 Anos
Após a 1ª Crise  2/3  Nunca mais
terão
13 % terão mais que 2 episódios até 7
Anos
5 %  Complicações
 Status Convulsivo
 Déficits Neurológicos
Epidemiologia
Risco para 1ª CCF (Bethume et al):
 HF em 1 e 2 º Grau
 Permanência Hospitalar neonatal > 30 dias
 ADNPM
 Atendimento em Hospital Dia
 Grau de Elevação da febre
Risco de 28 – 30 %  02 fatores
Epidemiologia
 Risco para Epilepsia:
 HF de epilepsia
 Anormalidades neurológicas prévias / ADNPM
 1ªcrise febril complexa
 Crises múltiplas
0 = 0,9%
1 = 2%
2/+ = 7%
13% a 19% das cças. epilépticas tiveram uma CCF
Depois de uma CF  2% a 4% das cças. tiveram 1
crise não-provocada
Anormalidades no EEG  Pós Crise  Não
(Annegers et al,1987; Nelson & Ellenberg, 1976; Verity & Golding,1991;
Camfield et al.,1994)
Genética
Incidência > (2-3 x):
Parentes de 1º Grau com hx de CF e/ou
Epilepsia
Padrão autossômico Dominante
Expressão é variável e Penetrância
Incompleta e reduzida
Populações do Pacífico  Taxas +
Elevadas (150/1000 Hab)
Mais Frequente 
Genética
 HF em pais e irmãos  7,3% a 31 %
 HF em Familiares Não diretos  16%
 Irmãos + jovens que o menor  10 – 20
%
 Atualmente existem 4 Loci em familiares
com CCF
 FEB1 8q13-q21
 FEB2 19p13
 FEB3 2q23-q24
 FEB4 5q 14-15
Critérios
CC associada à Febre ( > 38 C)
Criança < 6 Anos
Febril Plus > 7 Anos
Ausência de Infecção do SNC
Ausência de Doença Sistêmica e/ou
Metabólica que justifique CCF
Excluído toxicidades por drogas e/ou
outras substâncias
Exames Normais
 DNPM normal (Não excludente)
Fisiopatologia
 Rápido elevação da Temperatura
 Glutamato c/ influxo de Ca++  Excitação
 < Função GABA  Inibição
 Hereditariedade
 Rede de Citocinas ( IL 1 – Pirogênio endógeno
 Influência na Excitabilidade neuronal)
 Tipo de Infecção = IVAS (AMIG/Otites - Herpes)
 Cérebro imaturo mais predisposto às crises
Inibitórios
Excitatórios
Fisiopatologia
Fisiopatologia
Etiopatogenia
Etiologia:
 4%  Bacterianas
 86 %  Virais
 Herpes tipo 6/7  Fator de Risco
 GECA  Efeito Protetor
 DPT Celular  no mesmo dia
 MMR  8 – 14 dias
Etiopatogenia
 Modelos Animais:
 Defeitos de Migração Neuronal
 + Susceptíveis
 Danos no Hipocampo
 Crise duradouras > 20 min
 Associadas a alterações nos canais H
 Canal de ativação de hiperpolarização 
Excitatório / Inibitório
 # nestes canais  > Suscetibilidade
Classificação
 CCF Simples:
 Típica
 85 %
 TCG
 Isolada
 Apresentar letargia e sonolência Pós-
ictal, geralmente é breve
 Duração menor que 15 min
 Nas primeiras 24 hs do Início da febre
 Ocorre independência entre as crises, se a
primeira for simples, não implica que a 2ª o
seja.
Classificação
 CCF Complexas:
 Atípica
 15 %
 Focal
 Recorrente
 Duração maior que 15 min
 Após as primeiras 24 hs do Início da febre
Investigar !!!!
Diagnóstico
 Clínico
 CC x Bacteriemia
 Demais Exames  Conforme a suspeita
e sintomatololia
 Hemograma + PCR + VHS +
Hemocultura
 EAS + Urocultura
 Eletrólitos (Cálcio / Fósforo / Potássio /
Sódio / Magnésio / Cloreto)
 Glicose
Diagnóstico
 PL:
 < 6 Meses = PL
 6 – 12 Meses = PL conforme Foco
infeccioso
 Observação em 24 hs
 BEG  CI  PL
 12 – 18 Meses = Sinais meníngeos  PL
 Hx de Letargia
 Uso de ATB prévio
 Crianças > 5 Anos  1 º Episódio CF
Diagnóstico
 PL:
 Abaixo de 1 ano e 6 meses sem causa definida
para a febre,
 Irritabilidade
 Hiporexia
 Sonolência
 Sinais de irritação meningorradicular
 Alteração do estado de consciência
prolongado no pós-ictal
 Déficit focal
 Uso prévio de ATBs
Diagnóstico
 Hx de Trauma
 Deficit Neurológico
Focal
 Déficit Prolongado após a crise
 Crises complexas
 Déficit prévio
 Macrocrania ou microcefalia
 RNM > TC
Neuroimagem
Diagnóstico
 EEG não tem valor prognóstico
 EEG nas 1ª 24 hs
 Anormal
 Ondas lentas nas regiões posteriores
bilaterais
1/3 das crianças  perdurar por 7 – 10
dias
 88 % dos pacientes
Diagnóstico Diferencial
 Perda de Fôlego
 Síncope
 Crise Anóxica
 Desidratação
 Hipernantremia
 Afecções SNC
 Meningoencefalite
 Empiema Subdural / Epidural
 Embolização Séptica
 Tromboflebite Cortical
 Estado de Mal  Epilepsia mioclônica
grave da Infância
DD – Sd Associadas
 Dravet – Epilepsia mioclônica grave
(estado epiléptico febril aos 6 meses)
 Crises febris “plus”
 Epilepsia do lobo temporal
 Esclerose hipocampal Hipocampo +
vulnerável à hipertermia
Tratamento e Manejo Inicial
 Fase Aguda
 Vias Aéreas Livres
 Acesso venoso
 Suporte Hidroeletrolítico
 Oxigênio
 Benzodiazepínicos
 Diazepam 0,2 – 0,3 mg/kg  EV
 1mg/min  repetido em até 5mg
 Diazepam 0,5 mg/kg  IR
 Midazolam 0,2 – 0,7 mg/kg  EV / IM / IR
 Buscar origem da febre
 Anamnese / DNPM / HF
 Exame Neurológico
Tratamento
 Fase Febril / Eventual 
Benzodiazepínicos
 Ação Rápida
 Sem metabólitos ativos
 Meia vida curta
 Usados 24 -72 hs do início do Episódio
Febril
Tratamento
 Fase Febril / Eventual  Benzodiazepínicos
 Clobazam
 Efetividade + Segurança
 EC: Vômitos / Sonolência / Hiperatividade /
Insônia / Irritabilidade
 Iniciar:
 2,5 mg  2x / dia (Até 10 Kg)
 5,0 mg  2x / dia (Até 20 Kg)
 Diazepam
 VO  0,3 mg/kg – 05 mg/kg  Vigência
CCF
 EC: Letargia / Irritabilidade / Ataxia
 8/8 hs  VO / VR
Tratamento
Fase Febril  Benzodiazepínicos
 Clonazepam
 0,01 – 0,09 mg/kg
 Nitrazepam
 EC: Sedativos e miorrelaxantes
 0,25 – 0,5 mg/kg  3 x
Tratamento
 Fase Profilático
 Fenobarbital
 3 – 5 mg/kg/dia
 + Recomendado
 EC: Irritabilidade / # Função Hepática /
Desatenção / Agressividade
 Primidona
 Eficaz
 Sem efeitos colaterais
 CBZ / FNT  Sem efetividade
Tratamento
Fase Profilático
 VPA:
 Boa Efetividade
 20 – 35 mg/kg/dia
 EC: Falência Hepática / Pancreatite /
Leucemia / Ganho de Peso / Disfunção
Gastrointestinal / # capilar
Quando Indicar ?
Quando Indicar ?
 Indicados apenas em crises febris
complexas
 Estados epilépticos febris
 Quadros indefinidos de epilepsias iniciais
 Segurança Familiar
Prognóstico
 Excelente na maioria dos casos
 Atraso DNPM: 10%
 Paresia de Todd: 3,4%
 Epilepsia: 3% a 7%
Recorrência
Risco de recorrência:
HF de epilepsia ou crises febris
1ªcrise febril complexa
Múltiplos episódios febris
1: 12% a 25%
2: 50%
3:80% a 100%
Nível e duração da hipertermia influenciam
na repetição
Maior nº de recorrências não parece afetar
o risco para epilepsia ou as funções
cognitivas
Novos Conceitos
 Metanálise – Associação entre CCF
Complexas (Parciais) x Crises parciais
complexas não-provocadas subseqüentes
(OFFRINGA et al. 1994)
 SAPIR et al. (2000) – início da epilepsia:
11 meses após crises complexas e 17
meses após simples
 SHINNAR & HAUSER, 2002 – TTO  <
recorrência, não o risco de epilepsia
Perguntas ......
PL ????????
Não tinha sinais de Irritação
meningorradicular
BEG
Sem alteração sensorial
Sintomas sugestivos de IVAS
Perguntas ......
Neuroimagem ????????
Ausência de sinais focais
Primeira Crise
Típica
Perguntas ......
Tratamento Profilático ????????
Primeira Crise
Típica
O que devo Fazer ????
1. Afaste a criança das fontes de perigo retirando objectos
cortantes ou pesados que se encontrem por perto.
2. Não pegue na criança ao contrário nem tente interromper-
lhe os movimentos. Se puder, com cuidado, rode o corpo
da criança de modo a ficar de lado ou rode-lhe a cabeça
para o lado para que os líquidos possam sair da boca.
3. Proporcione conforto à criança. Tente colocar-lhe algo
macio por baixo da cabeça, como um casaco dobrado.
Retire-lhe a roupa apertada, sobretudo em redor do
pescoço. Retire-lhe também os óculos para não se
partirem.
O que devo Fazer ????
4. Não tente colocar nada dentro da boca da criança,
fato que poderá engasgar-lhe ou partir algum dente.
5. O médico da criança irá perguntar quanto tempo
demorou a convulsão. Se puder, olhe para um relógio
e verifique quando começa e acaba a convulsão.
O que devo Fazer ????
6. Se a convulsão demorar menos de cinco minutos, leve
imediatamente a criança ao consultório do médico ou a
uma clínica. Se, nem um nem outro estiverem abertos,
leve a criança ao serviço de urgência de um hospital. O
médico precisa de confirmar se a criança não tem
nenhuma doença grave.
7. Se a convulsão demorar mais de cinco minutos, chame
imediatamente uma ambulância. A criança poderá
precisar de mais assistência do que aquela que o médico
lhe poderá dar no seu consultório.
O que devo Fazer ????
• O que acontece após a convulsão ???
• Por vezes, as crianças ficam confusas ou
sonolentas após uma convulsão e precisam
de dormir por algum tempo. Não espere até
a criança voltar ao normal para procurar
assistência médica. Não dê água, comida
nem medicamentos à criança até a
convulsão ter passado e ela estar bem alerta.
Questão 1
• UFRGS:
Menor de 20 dias apresentou episódio
sugestivo de Crise convulsiva quando
ainda estava em internação em UTI
Neonatal. Qual seria o medicamento de
escolha e que tipo de Convulsão poderia
ter sido?
A) Fenobarbital – Ausência
B) VPA – Ausência
C) Fenitoína – CC Febril
D) Carbamazepina – C Sutil
E) Fenobarbital – C Sutil
Questão 2
• UFRGS:
Menor de 1 ano apresentou em vigência de
processo infeccioso de região amigdaliana,
evento tônico – clônico convulsivo de
duração de 2 minutos. Menor febril (TA =
39ºC), sem hipoglicemia. Foi realizada
triagem metabólica e infecciosa, sem
alterações. Qual a conduta mais
apropriada?
A) Manter em observação por 6 horas,
não iniciar anticonvulsivo, alta com
tratamento específico.
B) Iniciar Fenobarbital
Questão 2
• UFRGS:
D) Manter em observação por 24 horas,
não iniciar anticonvulsivo, solicitar EEG,
e AEP se alterado o EEG.
E) Solicitar NeuroimagemIniciar
Fenobarbital e EEG, caso alterado, iniciar
AEP conforme Resposta.
Questão 3
• UNICAMP:
Menor de 8 meses, em vigência de processo
febil, menor apresentou evento
caracterizado por abalos tônico-clônicos
iniciado em Hemicorpo esquerdo e com
generalização secundária. Quadro durou 20
minutos, e apenas cedeu após chegada em
pronto atendimento e utilização de
medicação anti-epiléptica. Responda o que
se segue:
Quais axames complementares poderiam
ser solicitados inicialmente?
Questão 3
• UNICAMP:
A) RNM de Crânio e EEG em sono
B) EEG em sono e vigília
C) Hemograma, EAS, Hemocultura e
Urocultura, PCR, VHS, Glicose e eletrólitos
D) Hemograma e Glicose, Gasometria
arterial
E) Glicose e Eletrólitos, EEG em sono
Questão 4
• UNICAMP:
Qual medicação seria a de escolha para
tratamento abortivo da crise convulsiva e
como você classificaria o evento ocorrido?
A) Fenobarbital / Crise Generalizada
B) Fenobarbital / Crise Parcial
C) Diazepam / Crise Focal
D) Fenitoína / Crise Generalizada
E) Diazepam / Crise Parcial com
generalização secundária
Questão 5
• USP:
Quando estaria indicado solicitação de EEG
e neuroimagem, em um evento convulsivo?
A) Primeiro evento TCG em vigência de Febre
B) Terceiro evento convulsivo TCG em vigência de
Febre
C) Lipotímia, com duração de 2 minutos, sem pós-
ictal
D) Crises de perda de fôlego, com fator
desencadeante
E) Menor com quadro de tremor difuso em vigência
de febre, com duração de 10 minutos, sem perda
de consciência.
Questão 6
• SUS - SP:
Qual seria a droga indicada para
tratamento de crise convulsiva do tipo
Pequeno Mal, em menor de 6 anos de
idade?
A) VPA
B) Fenobarbital
C) Fenitoína
D) Carbamazepina
E) Lamotrigina
Questão 7
• SUS - RJ:
Qual dos fatores de risco não seria
indicação de investigação neurológica em
um quadro de crise convulsiva febril?
A) Atraso no Desenvolvimento NPM
B) História Familiar de Epilepsia
C) Internação em UTI Neonatal
prolongada, com Asfixia neonatal
D) Primeiro evento TCG, com duração de 3
minutos
E) Crises do tipo espasmos infantis
Questão 8
• UFMG:
Menor de 6 meses apresentou episódio de
cianose perioral após tentativa de choro.
Não apresentou perda de consciência,
porém quadro vem se repetindo ao longo do
último mês, menor nascido de parto PMT
de 32 Semanas. Qual o provável
diagnóstico?
A) Apnéia da prematuridade
B) Epilepsia parcial complexa
C) Refluxo gastroesofágico
D) Lipiotímia
E) Crises de perda de Fõlego
Questão 9
• SC - SP:
Qual o laudo esperado do EEG de um
menor com um episódio de crise convulsiva
febril, uma semana após o evento?
A) Lentificação difusa da AB
B) Paroxismos multifocais
C) Hipssaritimia
D) Normal
E) Paroxismo em foco bifrotais

Uno cc febril

  • 1.
    Crise Convulsiva Febril Dr.Carlos Alberto do Amaral Neurologia Infantil
  • 2.
    Caso Clínico • C.A.A.M.,1 ano e 9 meses; há 24 hs apresentou um episódio súbito de perda de consciência c/ cianose perioral e hipotonia com duração de 1 - 2 minutos acompanhada de febre. A mãe relata ter administrado antitérmico 30 minutos antes do episódio devido à febre e que o paciente havia consultado c/ seu pediatra há 48 horas por IVAS.
  • 3.
    Caso Clínico Relata estarcom muito medo que o episódio ocorra novamente, e que não dorme desde então, teve a impressão que seu bebe estava morrendo. Ao chegar ao hospital foi realizada punção lombar, era necessário? Quais exames serão solicitados (RM?) e se será iniciado tratamento. História familiar de convulsão febril com o uso de anticonvulsivante por vários anos.
  • 4.
  • 5.
    Questionamentos Hipócrates (Sec V.AC) 2-4 % das crianças < 5 Anos nos EUA 15 % em algumas populações
  • 6.
    Definições •NIH, 1980 : –Ocorrenas fases de lactente e primeira infância –Entre 1 mês e 5 anos –Associado à hipertermia, sem evidências de infecção intracraniana –Sem relatos de crises neonatais ou crises prévias não-provocadas –Incomuns após 7 Anos –Excluídas  Crises sintomáticas agudas •ILAE, 1993: –Crise após 1 mês de idade As 2 não excluem crianças com ADNPM ILAE  Síndrome especial, situacional
  • 7.
    Definições  A criseestá mais relacionada ao pico Febril  Não relacionada a velocidade de ascenção da temperatura corporal  A febre as vezes é descrita após a crise
  • 8.
    Epidemiologia 6 meses –3 anos  + Pico  18 Meses Raramente Após 5 Anos Após a 1ª Crise  2/3  Nunca mais terão 13 % terão mais que 2 episódios até 7 Anos 5 %  Complicações  Status Convulsivo  Déficits Neurológicos
  • 9.
    Epidemiologia Risco para 1ªCCF (Bethume et al):  HF em 1 e 2 º Grau  Permanência Hospitalar neonatal > 30 dias  ADNPM  Atendimento em Hospital Dia  Grau de Elevação da febre Risco de 28 – 30 %  02 fatores
  • 10.
    Epidemiologia  Risco paraEpilepsia:  HF de epilepsia  Anormalidades neurológicas prévias / ADNPM  1ªcrise febril complexa  Crises múltiplas 0 = 0,9% 1 = 2% 2/+ = 7% 13% a 19% das cças. epilépticas tiveram uma CCF Depois de uma CF  2% a 4% das cças. tiveram 1 crise não-provocada Anormalidades no EEG  Pós Crise  Não (Annegers et al,1987; Nelson & Ellenberg, 1976; Verity & Golding,1991; Camfield et al.,1994)
  • 11.
    Genética Incidência > (2-3x): Parentes de 1º Grau com hx de CF e/ou Epilepsia Padrão autossômico Dominante Expressão é variável e Penetrância Incompleta e reduzida Populações do Pacífico  Taxas + Elevadas (150/1000 Hab) Mais Frequente 
  • 12.
    Genética  HF empais e irmãos  7,3% a 31 %  HF em Familiares Não diretos  16%  Irmãos + jovens que o menor  10 – 20 %  Atualmente existem 4 Loci em familiares com CCF  FEB1 8q13-q21  FEB2 19p13  FEB3 2q23-q24  FEB4 5q 14-15
  • 13.
    Critérios CC associada àFebre ( > 38 C) Criança < 6 Anos Febril Plus > 7 Anos Ausência de Infecção do SNC Ausência de Doença Sistêmica e/ou Metabólica que justifique CCF Excluído toxicidades por drogas e/ou outras substâncias Exames Normais  DNPM normal (Não excludente)
  • 14.
    Fisiopatologia  Rápido elevaçãoda Temperatura  Glutamato c/ influxo de Ca++  Excitação  < Função GABA  Inibição  Hereditariedade  Rede de Citocinas ( IL 1 – Pirogênio endógeno  Influência na Excitabilidade neuronal)  Tipo de Infecção = IVAS (AMIG/Otites - Herpes)  Cérebro imaturo mais predisposto às crises Inibitórios Excitatórios
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Etiopatogenia Etiologia:  4% Bacterianas  86 %  Virais  Herpes tipo 6/7  Fator de Risco  GECA  Efeito Protetor  DPT Celular  no mesmo dia  MMR  8 – 14 dias
  • 18.
    Etiopatogenia  Modelos Animais: Defeitos de Migração Neuronal  + Susceptíveis  Danos no Hipocampo  Crise duradouras > 20 min  Associadas a alterações nos canais H  Canal de ativação de hiperpolarização  Excitatório / Inibitório  # nestes canais  > Suscetibilidade
  • 19.
    Classificação  CCF Simples: Típica  85 %  TCG  Isolada  Apresentar letargia e sonolência Pós- ictal, geralmente é breve  Duração menor que 15 min  Nas primeiras 24 hs do Início da febre  Ocorre independência entre as crises, se a primeira for simples, não implica que a 2ª o seja.
  • 20.
    Classificação  CCF Complexas: Atípica  15 %  Focal  Recorrente  Duração maior que 15 min  Após as primeiras 24 hs do Início da febre Investigar !!!!
  • 21.
    Diagnóstico  Clínico  CCx Bacteriemia  Demais Exames  Conforme a suspeita e sintomatololia  Hemograma + PCR + VHS + Hemocultura  EAS + Urocultura  Eletrólitos (Cálcio / Fósforo / Potássio / Sódio / Magnésio / Cloreto)  Glicose
  • 22.
    Diagnóstico  PL:  <6 Meses = PL  6 – 12 Meses = PL conforme Foco infeccioso  Observação em 24 hs  BEG  CI  PL  12 – 18 Meses = Sinais meníngeos  PL  Hx de Letargia  Uso de ATB prévio  Crianças > 5 Anos  1 º Episódio CF
  • 23.
    Diagnóstico  PL:  Abaixode 1 ano e 6 meses sem causa definida para a febre,  Irritabilidade  Hiporexia  Sonolência  Sinais de irritação meningorradicular  Alteração do estado de consciência prolongado no pós-ictal  Déficit focal  Uso prévio de ATBs
  • 24.
    Diagnóstico  Hx deTrauma  Deficit Neurológico Focal  Déficit Prolongado após a crise  Crises complexas  Déficit prévio  Macrocrania ou microcefalia  RNM > TC Neuroimagem
  • 25.
    Diagnóstico  EEG nãotem valor prognóstico  EEG nas 1ª 24 hs  Anormal  Ondas lentas nas regiões posteriores bilaterais 1/3 das crianças  perdurar por 7 – 10 dias  88 % dos pacientes
  • 26.
    Diagnóstico Diferencial  Perdade Fôlego  Síncope  Crise Anóxica  Desidratação  Hipernantremia  Afecções SNC  Meningoencefalite  Empiema Subdural / Epidural  Embolização Séptica  Tromboflebite Cortical  Estado de Mal  Epilepsia mioclônica grave da Infância
  • 27.
    DD – SdAssociadas  Dravet – Epilepsia mioclônica grave (estado epiléptico febril aos 6 meses)  Crises febris “plus”  Epilepsia do lobo temporal  Esclerose hipocampal Hipocampo + vulnerável à hipertermia
  • 28.
    Tratamento e ManejoInicial  Fase Aguda  Vias Aéreas Livres  Acesso venoso  Suporte Hidroeletrolítico  Oxigênio  Benzodiazepínicos  Diazepam 0,2 – 0,3 mg/kg  EV  1mg/min  repetido em até 5mg  Diazepam 0,5 mg/kg  IR  Midazolam 0,2 – 0,7 mg/kg  EV / IM / IR  Buscar origem da febre  Anamnese / DNPM / HF  Exame Neurológico
  • 29.
    Tratamento  Fase Febril/ Eventual  Benzodiazepínicos  Ação Rápida  Sem metabólitos ativos  Meia vida curta  Usados 24 -72 hs do início do Episódio Febril
  • 30.
    Tratamento  Fase Febril/ Eventual  Benzodiazepínicos  Clobazam  Efetividade + Segurança  EC: Vômitos / Sonolência / Hiperatividade / Insônia / Irritabilidade  Iniciar:  2,5 mg  2x / dia (Até 10 Kg)  5,0 mg  2x / dia (Até 20 Kg)  Diazepam  VO  0,3 mg/kg – 05 mg/kg  Vigência CCF  EC: Letargia / Irritabilidade / Ataxia  8/8 hs  VO / VR
  • 31.
    Tratamento Fase Febril Benzodiazepínicos  Clonazepam  0,01 – 0,09 mg/kg  Nitrazepam  EC: Sedativos e miorrelaxantes  0,25 – 0,5 mg/kg  3 x
  • 32.
    Tratamento  Fase Profilático Fenobarbital  3 – 5 mg/kg/dia  + Recomendado  EC: Irritabilidade / # Função Hepática / Desatenção / Agressividade  Primidona  Eficaz  Sem efeitos colaterais  CBZ / FNT  Sem efetividade
  • 33.
    Tratamento Fase Profilático  VPA: Boa Efetividade  20 – 35 mg/kg/dia  EC: Falência Hepática / Pancreatite / Leucemia / Ganho de Peso / Disfunção Gastrointestinal / # capilar
  • 34.
  • 35.
    Quando Indicar ? Indicados apenas em crises febris complexas  Estados epilépticos febris  Quadros indefinidos de epilepsias iniciais  Segurança Familiar
  • 36.
    Prognóstico  Excelente namaioria dos casos  Atraso DNPM: 10%  Paresia de Todd: 3,4%  Epilepsia: 3% a 7%
  • 37.
    Recorrência Risco de recorrência: HFde epilepsia ou crises febris 1ªcrise febril complexa Múltiplos episódios febris 1: 12% a 25% 2: 50% 3:80% a 100% Nível e duração da hipertermia influenciam na repetição Maior nº de recorrências não parece afetar o risco para epilepsia ou as funções cognitivas
  • 38.
    Novos Conceitos  Metanálise– Associação entre CCF Complexas (Parciais) x Crises parciais complexas não-provocadas subseqüentes (OFFRINGA et al. 1994)  SAPIR et al. (2000) – início da epilepsia: 11 meses após crises complexas e 17 meses após simples  SHINNAR & HAUSER, 2002 – TTO  < recorrência, não o risco de epilepsia
  • 41.
    Perguntas ...... PL ???????? Nãotinha sinais de Irritação meningorradicular BEG Sem alteração sensorial Sintomas sugestivos de IVAS
  • 42.
    Perguntas ...... Neuroimagem ???????? Ausênciade sinais focais Primeira Crise Típica
  • 43.
    Perguntas ...... Tratamento Profilático???????? Primeira Crise Típica
  • 44.
    O que devoFazer ???? 1. Afaste a criança das fontes de perigo retirando objectos cortantes ou pesados que se encontrem por perto. 2. Não pegue na criança ao contrário nem tente interromper- lhe os movimentos. Se puder, com cuidado, rode o corpo da criança de modo a ficar de lado ou rode-lhe a cabeça para o lado para que os líquidos possam sair da boca. 3. Proporcione conforto à criança. Tente colocar-lhe algo macio por baixo da cabeça, como um casaco dobrado. Retire-lhe a roupa apertada, sobretudo em redor do pescoço. Retire-lhe também os óculos para não se partirem.
  • 45.
    O que devoFazer ???? 4. Não tente colocar nada dentro da boca da criança, fato que poderá engasgar-lhe ou partir algum dente. 5. O médico da criança irá perguntar quanto tempo demorou a convulsão. Se puder, olhe para um relógio e verifique quando começa e acaba a convulsão.
  • 46.
    O que devoFazer ???? 6. Se a convulsão demorar menos de cinco minutos, leve imediatamente a criança ao consultório do médico ou a uma clínica. Se, nem um nem outro estiverem abertos, leve a criança ao serviço de urgência de um hospital. O médico precisa de confirmar se a criança não tem nenhuma doença grave. 7. Se a convulsão demorar mais de cinco minutos, chame imediatamente uma ambulância. A criança poderá precisar de mais assistência do que aquela que o médico lhe poderá dar no seu consultório.
  • 47.
    O que devoFazer ???? • O que acontece após a convulsão ??? • Por vezes, as crianças ficam confusas ou sonolentas após uma convulsão e precisam de dormir por algum tempo. Não espere até a criança voltar ao normal para procurar assistência médica. Não dê água, comida nem medicamentos à criança até a convulsão ter passado e ela estar bem alerta.
  • 49.
    Questão 1 • UFRGS: Menorde 20 dias apresentou episódio sugestivo de Crise convulsiva quando ainda estava em internação em UTI Neonatal. Qual seria o medicamento de escolha e que tipo de Convulsão poderia ter sido? A) Fenobarbital – Ausência B) VPA – Ausência C) Fenitoína – CC Febril D) Carbamazepina – C Sutil E) Fenobarbital – C Sutil
  • 50.
    Questão 2 • UFRGS: Menorde 1 ano apresentou em vigência de processo infeccioso de região amigdaliana, evento tônico – clônico convulsivo de duração de 2 minutos. Menor febril (TA = 39ºC), sem hipoglicemia. Foi realizada triagem metabólica e infecciosa, sem alterações. Qual a conduta mais apropriada? A) Manter em observação por 6 horas, não iniciar anticonvulsivo, alta com tratamento específico. B) Iniciar Fenobarbital
  • 51.
    Questão 2 • UFRGS: D)Manter em observação por 24 horas, não iniciar anticonvulsivo, solicitar EEG, e AEP se alterado o EEG. E) Solicitar NeuroimagemIniciar Fenobarbital e EEG, caso alterado, iniciar AEP conforme Resposta.
  • 52.
    Questão 3 • UNICAMP: Menorde 8 meses, em vigência de processo febil, menor apresentou evento caracterizado por abalos tônico-clônicos iniciado em Hemicorpo esquerdo e com generalização secundária. Quadro durou 20 minutos, e apenas cedeu após chegada em pronto atendimento e utilização de medicação anti-epiléptica. Responda o que se segue: Quais axames complementares poderiam ser solicitados inicialmente?
  • 53.
    Questão 3 • UNICAMP: A)RNM de Crânio e EEG em sono B) EEG em sono e vigília C) Hemograma, EAS, Hemocultura e Urocultura, PCR, VHS, Glicose e eletrólitos D) Hemograma e Glicose, Gasometria arterial E) Glicose e Eletrólitos, EEG em sono
  • 54.
    Questão 4 • UNICAMP: Qualmedicação seria a de escolha para tratamento abortivo da crise convulsiva e como você classificaria o evento ocorrido? A) Fenobarbital / Crise Generalizada B) Fenobarbital / Crise Parcial C) Diazepam / Crise Focal D) Fenitoína / Crise Generalizada E) Diazepam / Crise Parcial com generalização secundária
  • 55.
    Questão 5 • USP: Quandoestaria indicado solicitação de EEG e neuroimagem, em um evento convulsivo? A) Primeiro evento TCG em vigência de Febre B) Terceiro evento convulsivo TCG em vigência de Febre C) Lipotímia, com duração de 2 minutos, sem pós- ictal D) Crises de perda de fôlego, com fator desencadeante E) Menor com quadro de tremor difuso em vigência de febre, com duração de 10 minutos, sem perda de consciência.
  • 56.
    Questão 6 • SUS- SP: Qual seria a droga indicada para tratamento de crise convulsiva do tipo Pequeno Mal, em menor de 6 anos de idade? A) VPA B) Fenobarbital C) Fenitoína D) Carbamazepina E) Lamotrigina
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    Questão 7 • SUS- RJ: Qual dos fatores de risco não seria indicação de investigação neurológica em um quadro de crise convulsiva febril? A) Atraso no Desenvolvimento NPM B) História Familiar de Epilepsia C) Internação em UTI Neonatal prolongada, com Asfixia neonatal D) Primeiro evento TCG, com duração de 3 minutos E) Crises do tipo espasmos infantis
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    Questão 8 • UFMG: Menorde 6 meses apresentou episódio de cianose perioral após tentativa de choro. Não apresentou perda de consciência, porém quadro vem se repetindo ao longo do último mês, menor nascido de parto PMT de 32 Semanas. Qual o provável diagnóstico? A) Apnéia da prematuridade B) Epilepsia parcial complexa C) Refluxo gastroesofágico D) Lipiotímia E) Crises de perda de Fõlego
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    Questão 9 • SC- SP: Qual o laudo esperado do EEG de um menor com um episódio de crise convulsiva febril, uma semana após o evento? A) Lentificação difusa da AB B) Paroxismos multifocais C) Hipssaritimia D) Normal E) Paroxismo em foco bifrotais