Enfª Martânia
Mattos
CURATIVOS E SUTURAS
CAPACITAÇÃO
EMENTA:
O curso abordará a Anatomia e Fisiologia da pele, o processo de cicatrização e a
classificação de feridas. Foca na técnica asséptica, seleção de coberturas
tecnológicas, desbridamento biológico e mecânico (teoria), e o manejo prático de
suturas simples e retirada de pontos. Priorizar as diretrizes da ANVISA e o Código
de Ética dos Profissionais de Enfermagem (COFEN).
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM:
 Identificar tipos e o estágio de cicatrização.
 Executar técnicas de curativos simples e complexos com rigor técnico.
 Realizar suturas de baixa complexidade (em caráter de urgência/suporte conforme
protocolos institucionais) e retirada de pontos.
 Manipular instrumental cirúrgico com destreza.
FINALIDADE DO
CURATIVO
 Permitir a troca gasosa;
 Fornecer isolamento
térmico;
 Ser impermeável às
bactérias;
 Estar isento de partículas e tóxicos contaminadores de
ferida;
 Permitir a retirada sem provocar trauma;
 Promover cicatrização.
 Manter o leito da ferida umedecido;
 Remover o excesso de exsudato;
O curativo sozinho
não promove a
cicatrização
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
Quanto ao potencial de contaminação:
Classificação Definição
Limpa ou asséptica Lesões realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de
descontaminação. Sem processo infeccioso. Ex: incisões cirúrgicas
que não entram no sistema gastrointestinal, respiratório ou
genitourinário.
Limpa contaminada Tecidos colonizados por flora bacteriana pouco numerosa, sem
processo infeccioso. Ex: acidente doméstico, situações cirúrgicas
em que houve contato com o sistema gastrointestinal, respiratório
ou genitourinário. Risco de infecção é de 10%.
Contaminada Tecidos colonizados por flora bacteriana considerável, mas não
virulenta. Ex: feridas cirúrgicas em que há quebra na assepsia ou
quando ultrapassa o limite de tempo; feridas traumáticas com mais
de 6 horas. Risco de infecção de 20 a 30%.
Infectada Potencialmente colonizadas por detritos ou microrganismos,
evidencia sinais de infecção como tecido desvitalizado, exsudação
purulenta e odor característico.
(Fonte:CRAVEN;HIRNLE,2006)
Quanto ao tipo de cicatrização
Classificação Definição
Primeira Intenção Perda tissular mínima, em que as bordas não são muito afastadas. Ex.:
incisões cirúrgicas, sem infecção e sem muito edema.
Segunda Intenção Feridas com perda de tecido de espessura plena, com bordas irregulares e que
não se aproximam; com ou sem infecção. Ex.: lacerações profundas;
queimaduras; lesões por pressão.
Terceira Intenção Também conhecido como fechamento primário tardio. Feridas profundas que
não são suturadas de imediato, ou são deixadas abertas propositalmente, até
que não haja sinais de infecção, sendo posteriormente suturadas
(Fonte: CRAVEN; HIRNLE, 2006)
PRIMEIRA
INTENÇÃO
SEGUNDA INTENÇÃO
TERCEIRA INTENÇÃO
Fases do processo
de cicatrização
(Fonte:http://www.plasticaplexus.com.br/new/cicatrizacao.php#sthash.16C8Tx PF.dpbs)
AVALIAÇÃO DA FERIDA
Localização
anatômica
Forma
Tamanho
Profundidade
Bordos
Tipo de tecido
Exsudato
Área perilesional
AVALIAÇÃO DA FERIDA
 A sistematização do tratamento
de feridas ocorre por meio de ações simples que visam
remover barreiras que impedem a cicatrização. Essas
barreiras são expressas na palavra TIME. Essas letras
 referem-se às palavras inglesas TISSUE (tecido não viável),
INFECTION (infecção/inflamação), MOISTURE (manutenção do
meio úmido) e EDGE (epitelização).
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
AVALIAÇÃO DA FERIDA
T
•TECIDO – avaliar condições do tecido.
• inviável, necrótico desbridamento (instrumental/autolítico/enzimático/mecânico
ou biológico)
I
•INFECÇÃO/ INFLAMAÇÃO – alta contagem bacteriana ou inflamação prolongada.
• Limpeza, avaliação das condições tópicas sistêmicas uso de medicamentos
M
•MANUTENÇÃO DA UMIDADE
• Equilíbrio da umidade (presença ou ausência de exsudato)
• Ferida seca migração lenta de células epiteliais
• Excesso de exsudato maceração da margem e pele
perilesional
E
•EPITELIZAÇÃO DAS BORDAS
• Progressão da cobertura epitelial a partir das bordas da lesão. Quando não há epitelização dos bordos,
Aplicar terapias corretivas (desbridamento,
enxerto,
deve-se reavaliar todo processo.
•Avaliar o processo detectar
causa
agentes biológicos, terapias adjuntas)
FASE INFLAMATÓRIA
TRATAMENTO DA FERIDA
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
O TRATAMENTO DA FERIDA ENVOLVE:
 Avaliação das condições clínicas (idade, estado
nutricional, imobilidade, vascularização, condições
sistêmicas, fatores locais e psicossociais);
 Controle da dor e uso de analgésicos;
 Manutenção do meio úmido;
 Desbridamento (cirúrgico,
square, mecânico, enzimático,
autolítico);
 Cuidados na realização dos
curativos;
 Produtos e coberturas.
CUIDADOS NA REALIZAÇÃO DOS
CURATIVOS
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
 EPI
 Técnica Estéril
 Umedecer gazes aderidas antes de retirá-las
 Se houver mais de uma ferida, iniciar pela
menos contaminada
 Realizar limpeza com S.F 0,9 %
 Lesões em fase de granulação realizar a limpeza com soro
fisiológico em jatos
 Preenchimento da cavidade na ferida
 Curativo primário x secundário
 A aplicação de ataduras deve ser realizada
no sentido do retorno venoso, com o membro
apoiado
 Importância da periodicidade de troca
 Evolução (descrever cobertura utilizada)
COBERTURAS
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
TODA SUBSTÂNCIA OU MATERIAL APLICADO SOBRE A FERIDA
FORMANDO UMA BARREIRA FÍSICA
CLASSIFICAÇÃO:
Quanto ao desempenho
 Primárias: diretamente sobre a ferida
 Secundárias: colocadas sobre cobertura primária
Quanto a relação com a ferida
 Passivas: protegem e cobrem
 Interativas: mantém o ambiente úmido, facilitam a cicatrização
 Bioativas: estimulam a cicatrização
COBERTURAS
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO DA COBERTURA
 Aspectos da Ferida
 Localização da ferida
 Tamanho da ferida
 Profundidade da ferida
 Conforto do paciente
 Custo/Efetividade
 Mobilidade do paciente
PRODUTOS E COBERTURAS
PADRONIZADOS NO INTO
ANTISSÉPTICOS E DEGERMANTES
 Devem ser utilizados para higienização, limpeza e proteção
das áreas periféricas às lesões (áreas perilesionais).
 Evitar seu contato com o leito da ferida.
 Citotoxidade: Pode atrasar a granulação e a
epitelização, reduz a força de contração das
bordas da lesão e podem provocar reação
alérgica.
Cobertura Apresentação Composição
Mecanismo de
ação Indicação
Contra
Indicação Troca
PHMB
Solução
Aquosa e
gel
Cloridrato de
Polihexametileno
Biguanida
Antisséptico de
ação seletiva,
capaz de
remover biofilme
sem
comprometer as
células de
cicatrização
Limpeza,
descontaminação e
umidificação do leito
da ferida.
Remove biofilmes,
prepara o leito para
receber curativo.
Queimaduras graus
I
I
I e IV, aplicação
em cartilagem
hialina
O gel é
substituído
em média a
cada 12/48
hs e a solução
aquosa a
cada troca.
AGE
Óleo
Triglicerídeos de
Ácidos Cáprico e
Caprílico, Óleo de
Girassol clarificado,
lecitina, palmitato de
retinol, Acetato de
tocoferol e Alfa
Tocoferol
Mantém o leito
da ferida úmido e
aceleram o
processo de
granulação
LPP’s, úlceras venosas,
arteriais e diabéticas;
feridas decorrentes de
queimaduras; feridas
crônicas ou agudas
com ou sem infecção
Feridas
hipergranuladas,
feridas de
cicatrização por
primeira intenção
ou oncológicas
devido ao seu
potencial ativo de
crescimento celular
12/24hs
Colagenase
Pomada
Colagenase
clostridiopeptida-se A
e enzimas
proteolíticas
Age degradando
o colágeno nativo
da ferida
Feridas com tecido
desvitalizado
Feridas com
cicatrização por
primeira intenção
24hs
Cobertura Apresentação Composição
Mecanismo de
ação
Indicação Contra Indicação Troca
Hidrogel
gel
Gel transparente,
incolor, composto
por água (77,7%),
carboximetilcelu-
lose (CMC 2,3%) e
propilenoglicol
(PPG 20%)
Amolece e
remove tecido
desvitalizado
através de
desbridamento
autolítico
Feridas com
moderada ou
baixa
exsudação.
Crostas, tecidos
desvitalizados ou
necrosados.
Pele íntegra e
sutura
24 a 36hs
dependendo da
exsudação
Gaze não
aderente
Malha não
aderente
Gaze de acetato de
celulose
impregnada com
petrolato
Mantém o meio
úmido e acelera a
cicatrização
Queimaduras
superficiais,
feridas
granuladas e
associado ao
hidrogel em
necroses
Suturas e feridas
infectadas 24/48hs
Alginato de
Calcio
Placa ou fita
algínico, que é um
polissacarídeo
natural, derivado de
algas marrons.
São constituídos
pelos ácidos
manurônico e
gulurônico + íons
de cálcio
Em contato com
exsudato ou
sangue o alginato
forma um gel
fibroso,
hidrofílico,
hemostático.
Absorve excesso de
exsudato e/ou
sangue e mantendo
o meio úmido
Feridas de
moderada a
altamente
exsudativas,
incluindo úlceras
de pressão, úlceras
do pé diabético,
áreas doadoras e
feridas traumáticas
Feridas secas ou
para controlar
sangramento
intenso
Feridas
infectadas no
máximo 24hs.
Limpas, a cada
72hs ou quando
saturadas.
Cobertura Apresentação Composição
Mecanismo
de ação
Indicação
Contra
Indicação
Troca
Hidrofibra
Placa
Curativo de hidrofibra
antimicrobiano, estéril,
macio, composto por
carboximetilcelulose
sódica e 1,2% de prata
iônica
Mantêm o meio
úmido ideal para
cicatrização,
promove
desbridamento
autolítico, remove
excesso de
exsudato, diminui
odor da ferida e
ação bactericida.
Feridas
exsudativas,
infectadas e
cavitárias
Feridas superficiais,
com pouco
exsudato, sem
sinais de infecção
Troca em até 7
dias ou quando
saturada.
Carvão ativado
com prata
Sachê
carvão ativado
impregnado com prata
(0,15%) inserido em um
envelope de nylon
selado nas bordas
Carvão ativado
absorve o
exsudato e filtra o
odor. A prata
exerce ação
bactericida
Feridas
exsudativas,
com odor e
sinais de
infecção
Feridas limpas, lesões
de queimaduras,
exposição óssea e
tendínea
Até 7 dias
dependendo da
quantidade de
exsudato
Hidropolímero
espuma
Membrana polimérica
composta por um agente
de limpeza (f- 68
surfactante) e glicerina
Mantém o leito
da ferida limpo
durante o
processo de
cicatrização
quanto ativado
pela umidade
Feridas
limpas e em
fase de
granulação,
com pequena
e média
quantidade de
exsudato
Feridas infectadas,
com necrose e grande
exsudação
Em até 7 dias,
dependendo da
quantidade de
exsudato
GUIA DE AUXÍLIO PARA ESCOLHA DE COBERTURAS
TIPO DE TECIDO OBJETIVO CARACTERÍSTICAS EXSUDATO OPÇÕES
NECROSE
DESBRIDAMENTO
SECA
AUSENTE
HIDROGEL
ESFACELO ÚMIDA
AUSENTE HIDROGEL/
COLAGENASE
PRESENTE
ALGINATO DE
CÁLCIO
HIDROFIBRA
HIDROPOLÍMERO
GRANULAÇÃO DOAR UMIDADE
FERIDA PLANA
POUCO OU
AUSENTE
AGE
GAZE NÃO
ADERENTE
FERIDA CAVITÁRIA
PRESENTE
ALGINATO DE
CALCIO
HIDROFIBRA DE
PRATA
HIDROPOLÍMERO
AUSENTE
HIDROGEL
INFECÇÃO
CONTROLAR
INFECÇÃO PLANA OU CAVITÁRIA
PRESENTE
PHMB HIDROFIBRA
COM PRATA
CARVÃO ATIVADO
COM PRATA
POUCO /
AUSENTE
PHMB HIDROFIBRA
COM PRATA
HIDROPOLÍMERO
COM PRATA
EPITELIZAÇÃO PROTEÇÃO AUSENTE AGE
Necrose
Infectada
Granulada
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Com crostas
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Macerada
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Flictena
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Epitelização
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
SISTEMA DE TERAPIA A
VÁCUO
Terapia que promove a cicatrização utilizando pressão subatmosférica
controloda e localizada, através de um curativo coberto por uma película
conectada ao aparelho V
AC ®.
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
SISTEMA DE TERAPIA A
VÁCUO
INDICAÇÕES CONTRA
INDICAÇÕES
PRECAUÇÕES
 Úlceras crônicas e
agudas
 Deiscências
 Trauma
 Infecção
 Retalhos e
enxertos
 Síndrome de
abdômen aberto
 Queimaduras
 Malignidade na
ferida
(Câncer)
 Osteomielite não
tratada (Sem uso de
antibióticoterapia)
 Fístulas não
exploradas
 Tecido
necrótico
 Pele íntegra
 Sangramento ativo na
lesão
 Sobre vasos
sanguíneos, tendão e
osso: proteger com
malha não aderente
 Sobre órgãos expostos:
utilizar Esponja
VAC para
Abdomem
SISTEMA DE TERAPIA A
VÁCUO
SISTEMA DE TERAPIA A
VÁCUO

CAPACITAÇÃO CURATIVOS E SUTURAS ********

  • 1.
  • 2.
    EMENTA: O curso abordaráa Anatomia e Fisiologia da pele, o processo de cicatrização e a classificação de feridas. Foca na técnica asséptica, seleção de coberturas tecnológicas, desbridamento biológico e mecânico (teoria), e o manejo prático de suturas simples e retirada de pontos. Priorizar as diretrizes da ANVISA e o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (COFEN). OBJETIVO DE APRENDIZAGEM:  Identificar tipos e o estágio de cicatrização.  Executar técnicas de curativos simples e complexos com rigor técnico.  Realizar suturas de baixa complexidade (em caráter de urgência/suporte conforme protocolos institucionais) e retirada de pontos.  Manipular instrumental cirúrgico com destreza.
  • 3.
    FINALIDADE DO CURATIVO  Permitira troca gasosa;  Fornecer isolamento térmico;  Ser impermeável às bactérias;  Estar isento de partículas e tóxicos contaminadores de ferida;  Permitir a retirada sem provocar trauma;  Promover cicatrização.  Manter o leito da ferida umedecido;  Remover o excesso de exsudato; O curativo sozinho não promove a cicatrização
  • 4.
    CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quantoao potencial de contaminação: Classificação Definição Limpa ou asséptica Lesões realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. Sem processo infeccioso. Ex: incisões cirúrgicas que não entram no sistema gastrointestinal, respiratório ou genitourinário. Limpa contaminada Tecidos colonizados por flora bacteriana pouco numerosa, sem processo infeccioso. Ex: acidente doméstico, situações cirúrgicas em que houve contato com o sistema gastrointestinal, respiratório ou genitourinário. Risco de infecção é de 10%. Contaminada Tecidos colonizados por flora bacteriana considerável, mas não virulenta. Ex: feridas cirúrgicas em que há quebra na assepsia ou quando ultrapassa o limite de tempo; feridas traumáticas com mais de 6 horas. Risco de infecção de 20 a 30%. Infectada Potencialmente colonizadas por detritos ou microrganismos, evidencia sinais de infecção como tecido desvitalizado, exsudação purulenta e odor característico. (Fonte:CRAVEN;HIRNLE,2006)
  • 5.
    Quanto ao tipode cicatrização Classificação Definição Primeira Intenção Perda tissular mínima, em que as bordas não são muito afastadas. Ex.: incisões cirúrgicas, sem infecção e sem muito edema. Segunda Intenção Feridas com perda de tecido de espessura plena, com bordas irregulares e que não se aproximam; com ou sem infecção. Ex.: lacerações profundas; queimaduras; lesões por pressão. Terceira Intenção Também conhecido como fechamento primário tardio. Feridas profundas que não são suturadas de imediato, ou são deixadas abertas propositalmente, até que não haja sinais de infecção, sendo posteriormente suturadas (Fonte: CRAVEN; HIRNLE, 2006)
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Fases do processo decicatrização (Fonte:http://www.plasticaplexus.com.br/new/cicatrizacao.php#sthash.16C8Tx PF.dpbs)
  • 10.
  • 11.
    AVALIAÇÃO DA FERIDA A sistematização do tratamento de feridas ocorre por meio de ações simples que visam remover barreiras que impedem a cicatrização. Essas barreiras são expressas na palavra TIME. Essas letras  referem-se às palavras inglesas TISSUE (tecido não viável), INFECTION (infecção/inflamação), MOISTURE (manutenção do meio úmido) e EDGE (epitelização). APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
  • 12.
    AVALIAÇÃO DA FERIDA T •TECIDO– avaliar condições do tecido. • inviável, necrótico desbridamento (instrumental/autolítico/enzimático/mecânico ou biológico) I •INFECÇÃO/ INFLAMAÇÃO – alta contagem bacteriana ou inflamação prolongada. • Limpeza, avaliação das condições tópicas sistêmicas uso de medicamentos M •MANUTENÇÃO DA UMIDADE • Equilíbrio da umidade (presença ou ausência de exsudato) • Ferida seca migração lenta de células epiteliais • Excesso de exsudato maceração da margem e pele perilesional E •EPITELIZAÇÃO DAS BORDAS • Progressão da cobertura epitelial a partir das bordas da lesão. Quando não há epitelização dos bordos, Aplicar terapias corretivas (desbridamento, enxerto, deve-se reavaliar todo processo. •Avaliar o processo detectar causa agentes biológicos, terapias adjuntas)
  • 13.
  • 14.
    TRATAMENTO DA FERIDA APRESENTAÇÃOINSTITUCIONAL O TRATAMENTO DA FERIDA ENVOLVE:  Avaliação das condições clínicas (idade, estado nutricional, imobilidade, vascularização, condições sistêmicas, fatores locais e psicossociais);  Controle da dor e uso de analgésicos;  Manutenção do meio úmido;  Desbridamento (cirúrgico, square, mecânico, enzimático, autolítico);  Cuidados na realização dos curativos;  Produtos e coberturas.
  • 15.
    CUIDADOS NA REALIZAÇÃODOS CURATIVOS APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL  EPI  Técnica Estéril  Umedecer gazes aderidas antes de retirá-las  Se houver mais de uma ferida, iniciar pela menos contaminada  Realizar limpeza com S.F 0,9 %  Lesões em fase de granulação realizar a limpeza com soro fisiológico em jatos  Preenchimento da cavidade na ferida  Curativo primário x secundário  A aplicação de ataduras deve ser realizada no sentido do retorno venoso, com o membro apoiado  Importância da periodicidade de troca  Evolução (descrever cobertura utilizada)
  • 16.
    COBERTURAS APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL TODA SUBSTÂNCIAOU MATERIAL APLICADO SOBRE A FERIDA FORMANDO UMA BARREIRA FÍSICA CLASSIFICAÇÃO: Quanto ao desempenho  Primárias: diretamente sobre a ferida  Secundárias: colocadas sobre cobertura primária Quanto a relação com a ferida  Passivas: protegem e cobrem  Interativas: mantém o ambiente úmido, facilitam a cicatrização  Bioativas: estimulam a cicatrização
  • 17.
    COBERTURAS APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL CRITÉRIOS PARASELEÇÃO DA COBERTURA  Aspectos da Ferida  Localização da ferida  Tamanho da ferida  Profundidade da ferida  Conforto do paciente  Custo/Efetividade  Mobilidade do paciente
  • 18.
    PRODUTOS E COBERTURAS PADRONIZADOSNO INTO ANTISSÉPTICOS E DEGERMANTES  Devem ser utilizados para higienização, limpeza e proteção das áreas periféricas às lesões (áreas perilesionais).  Evitar seu contato com o leito da ferida.  Citotoxidade: Pode atrasar a granulação e a epitelização, reduz a força de contração das bordas da lesão e podem provocar reação alérgica.
  • 19.
    Cobertura Apresentação Composição Mecanismode ação Indicação Contra Indicação Troca PHMB Solução Aquosa e gel Cloridrato de Polihexametileno Biguanida Antisséptico de ação seletiva, capaz de remover biofilme sem comprometer as células de cicatrização Limpeza, descontaminação e umidificação do leito da ferida. Remove biofilmes, prepara o leito para receber curativo. Queimaduras graus I I I e IV, aplicação em cartilagem hialina O gel é substituído em média a cada 12/48 hs e a solução aquosa a cada troca. AGE Óleo Triglicerídeos de Ácidos Cáprico e Caprílico, Óleo de Girassol clarificado, lecitina, palmitato de retinol, Acetato de tocoferol e Alfa Tocoferol Mantém o leito da ferida úmido e aceleram o processo de granulação LPP’s, úlceras venosas, arteriais e diabéticas; feridas decorrentes de queimaduras; feridas crônicas ou agudas com ou sem infecção Feridas hipergranuladas, feridas de cicatrização por primeira intenção ou oncológicas devido ao seu potencial ativo de crescimento celular 12/24hs Colagenase Pomada Colagenase clostridiopeptida-se A e enzimas proteolíticas Age degradando o colágeno nativo da ferida Feridas com tecido desvitalizado Feridas com cicatrização por primeira intenção 24hs
  • 20.
    Cobertura Apresentação Composição Mecanismode ação Indicação Contra Indicação Troca Hidrogel gel Gel transparente, incolor, composto por água (77,7%), carboximetilcelu- lose (CMC 2,3%) e propilenoglicol (PPG 20%) Amolece e remove tecido desvitalizado através de desbridamento autolítico Feridas com moderada ou baixa exsudação. Crostas, tecidos desvitalizados ou necrosados. Pele íntegra e sutura 24 a 36hs dependendo da exsudação Gaze não aderente Malha não aderente Gaze de acetato de celulose impregnada com petrolato Mantém o meio úmido e acelera a cicatrização Queimaduras superficiais, feridas granuladas e associado ao hidrogel em necroses Suturas e feridas infectadas 24/48hs Alginato de Calcio Placa ou fita algínico, que é um polissacarídeo natural, derivado de algas marrons. São constituídos pelos ácidos manurônico e gulurônico + íons de cálcio Em contato com exsudato ou sangue o alginato forma um gel fibroso, hidrofílico, hemostático. Absorve excesso de exsudato e/ou sangue e mantendo o meio úmido Feridas de moderada a altamente exsudativas, incluindo úlceras de pressão, úlceras do pé diabético, áreas doadoras e feridas traumáticas Feridas secas ou para controlar sangramento intenso Feridas infectadas no máximo 24hs. Limpas, a cada 72hs ou quando saturadas.
  • 21.
    Cobertura Apresentação Composição Mecanismo deação Indicação Contra Indicação Troca Hidrofibra Placa Curativo de hidrofibra antimicrobiano, estéril, macio, composto por carboximetilcelulose sódica e 1,2% de prata iônica Mantêm o meio úmido ideal para cicatrização, promove desbridamento autolítico, remove excesso de exsudato, diminui odor da ferida e ação bactericida. Feridas exsudativas, infectadas e cavitárias Feridas superficiais, com pouco exsudato, sem sinais de infecção Troca em até 7 dias ou quando saturada. Carvão ativado com prata Sachê carvão ativado impregnado com prata (0,15%) inserido em um envelope de nylon selado nas bordas Carvão ativado absorve o exsudato e filtra o odor. A prata exerce ação bactericida Feridas exsudativas, com odor e sinais de infecção Feridas limpas, lesões de queimaduras, exposição óssea e tendínea Até 7 dias dependendo da quantidade de exsudato Hidropolímero espuma Membrana polimérica composta por um agente de limpeza (f- 68 surfactante) e glicerina Mantém o leito da ferida limpo durante o processo de cicatrização quanto ativado pela umidade Feridas limpas e em fase de granulação, com pequena e média quantidade de exsudato Feridas infectadas, com necrose e grande exsudação Em até 7 dias, dependendo da quantidade de exsudato
  • 22.
    GUIA DE AUXÍLIOPARA ESCOLHA DE COBERTURAS TIPO DE TECIDO OBJETIVO CARACTERÍSTICAS EXSUDATO OPÇÕES NECROSE DESBRIDAMENTO SECA AUSENTE HIDROGEL ESFACELO ÚMIDA AUSENTE HIDROGEL/ COLAGENASE PRESENTE ALGINATO DE CÁLCIO HIDROFIBRA HIDROPOLÍMERO GRANULAÇÃO DOAR UMIDADE FERIDA PLANA POUCO OU AUSENTE AGE GAZE NÃO ADERENTE FERIDA CAVITÁRIA PRESENTE ALGINATO DE CALCIO HIDROFIBRA DE PRATA HIDROPOLÍMERO AUSENTE HIDROGEL INFECÇÃO CONTROLAR INFECÇÃO PLANA OU CAVITÁRIA PRESENTE PHMB HIDROFIBRA COM PRATA CARVÃO ATIVADO COM PRATA POUCO / AUSENTE PHMB HIDROFIBRA COM PRATA HIDROPOLÍMERO COM PRATA EPITELIZAÇÃO PROTEÇÃO AUSENTE AGE
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    SISTEMA DE TERAPIAA VÁCUO Terapia que promove a cicatrização utilizando pressão subatmosférica controloda e localizada, através de um curativo coberto por uma película conectada ao aparelho V AC ®. APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
  • 31.
  • 32.
    SISTEMA DE TERAPIAA VÁCUO INDICAÇÕES CONTRA INDICAÇÕES PRECAUÇÕES  Úlceras crônicas e agudas  Deiscências  Trauma  Infecção  Retalhos e enxertos  Síndrome de abdômen aberto  Queimaduras  Malignidade na ferida (Câncer)  Osteomielite não tratada (Sem uso de antibióticoterapia)  Fístulas não exploradas  Tecido necrótico  Pele íntegra  Sangramento ativo na lesão  Sobre vasos sanguíneos, tendão e osso: proteger com malha não aderente  Sobre órgãos expostos: utilizar Esponja VAC para Abdomem
  • 33.
  • 34.