Uma mulher de 37 anos de sintomas recorrentes de fraqueza, confusão e desorientaçãolonga história de problemas psiquiátricos, incluindo várias admissões hospitalares por causa de comportamento suicida e paranóiaEsquizofrenia crônica Nas semanas anteriores à admissão hospitalar ela era observada cambaleando, como se estivesse embriagada.CASO CLÍNICO
Hemograma e urina normaisBioquímica:Glicose 35 mg/dl (70-110)Uréia 12 mg/dL (9-45)Cálcio 9,2 mg/dL (8,5-10,5)Fósforo 3,6 mg/dL (3,0-4,5)Bilirrubina Total 0,8 mg/dL (0,1-1,0)Proteínas totais 7,6 g/dL (6,0-8,4)Na+ 138 mmol/L (135-146)K+ 4,2 mmol/L (3,5-5,0)Cl- 104 mmol/L (108-118)HCO3- 24 mmol/L (21-28)Álcool no sangue:negativoRESULTADOS LABORATORIAIS
No segundo dia de internação, um teste de tolerância a glicose de 5 hs foi realizado com os seguintes resultados:Jejum: 65 mg/dL 30 min. 120 mg/dL 1 h. 118 mg/dL 2 hs. 110 mg/dL 3 hs. 106 mg/dL 4 hs. 56 mg/dL 5 hs. 53 mg/dL
 Insulina: 63 μU/mL (6-26) Cortisol: 30 μg/dL (5-25)Hipoglicemia reativaexcesso de insulina ou hipoglicemiantes  Ingestão de etanolIndivíduos com cirurgia gastrointestinal  Hipoglicemia espontânea:Insulinomasoutros tumoresdisfunção hepáticadeficiência de glicocorticóidessepseOutras dosagens
Soro não separado do coáguloRedução de ao menos 3% por hora (dependente da temperatura)Plasma com NaF não refrigerado após 4 hsPlasma heparinizadoPaciente Diabético recém infundido com insulinaLipemia importanteIcterícia importanteCUIDADO!!!
Lipoproteínas Plasmáticas
COLESTEROLMembro da família dos lipídeos70% endógeno (fígado)30% exógenoEssencial para a vida (células, hormônios, sais biliares e vitamina D).Insolúvel em água e sangue
COLESTEROLliga-se a proteínas e lipídeos através de ligações não-covalentes em um complexo chamado lipoproteína.LIPÍDEOSPROTEÍNASCOLESTEROL
TriacilglicerolTriglicérides ou triglicerídeosSão um tipo de gordura, composto por uma molécula de glicerol e três moléculas de ácidos graxos. Os triglicérides são a principal forma de estocagem de energia dos animais, que os acumulam no tecido adiposo na forma de gordura.
Lipoproteínas No plasma sanguíneo, os lipídos são transportados sobre a forma de estruturas micelares as quais damos o nome de fosfolipídos.  As lipoproteínas plasmáticas apresentam uma monocamada de fosfolipídos associados a proteínas (apoproteínas) e dentro dessa membrana lipídos. As apolipoproteínas podem ser essencialmente de dois diferentes tipos:
 Periféricas – Proteínas que estão inteiramente fora da membrana, mas são ligadas a ela por forças moleculares. Integrais -  Proteínas são encaixadas na bicamada lipídica. Muitas delas estão estendidas dum lado ao outro da membrana e são chamadas proteínas transmembranares.
 Existem 5 grupos principais de lipoproteínas plasmáticas cujo nome é dado dependendo da sua densidade:  As HDL (high density lipoprotein), as LDL (low density lipoproteins), as IDL (intermediate-density lipoproteins), as VLDL (very low density lipoproteins) e os quilomicrons. A variação de densidade depende da percentagem de proteínas que a lipoproteínas apresenta. Desta forma uma lipoproteínas com elevada taxa de proteínas vai apresentar uma densidade muito mais alta do que uma lipoproteínas com uma taxa de lipídos superior. Esta característica é utilizada na separação das diferentes lipoproteínas sendo que, é possível, separa-las através de ultracentrifugação
Quilomicrons Apresentam na sua constituição cerca de 99% de triglicéridos (lipídos)São as maiores lipoproteínas São as lipoproteínas que apresentam menor densidade (devido à alta concentração de lipídos) São sintetizadas no RE das células epiteliais que revestem o intestino delgado  As apolipoproteinas do quilomicron incluem a apoB-48, apoE e apoC-II Quilomicrons TRANSPORTAM ácidos gordos da dieta, sob a forma de TRIGLICÉRIDOS, para os tecidos que os vão armazenar ou utilizar como energia.QUILOMICRONS
Quando a dieta contem mais ácidos gordos (e hidratos de carbono) do que os imediatamente necessários para combustível, estes são convertidos em triglicéridos no fígado e empacotados com apolipoproteinas especificas em… VLDL (very low density lipoproteins) Cerca de 50% triglicéridos e 20% colesterolTRANSPORTAM TRIGLICÉRIDOS DO FÍGADO, onde são produzidos, para os restantes TECIDOS  As apolipoproteinas das VLDL são a apoB-100, apoC-I, apoC-III e apoE No musculo e tecido adiposo a activação da lipoproteína lipase pela apoC-II promove a libertação dos ácidos gordos contidos nos triglicéridos.
A perda da maioria dos triglicéridos converte algumas VLDL em remanescentes de VLDL também chamadas IDL (intermediate density lipoproteins) Contem na sua constituição cerca de 30% de triglicéridos e 30% de colesterol.Captadas pelo fígado IDL Convertidas em LDL
 HDL (high density lipoprotein) Originam-se no fígado e no intestino delgado como pequenas partículas RICAS EM PROTEÍNAS (apoA-I, apoC-I, apoC-II, apoE) As HDL, ricas em colesterol, RETOMAM DEPOIS AO FIGADO, onde o COLESTEROL É DESCARREGADO, sendo convertido em sais biliaresLEVA COLESTEROL ENDÓGENA PARA O FÍGADO  ELIMINAÇÃO
A Síntese dos quilomicronsNo processo digestivo dos lipídos, após hidrolise no lúmen intestinal e absorção ocorre a re-esterificação no interior dos enterócitos.  Posteriormente estes lipídos vão conjugar-se com apolipoproteínas (apo B48 e apo A) dando origem a quilomicrons imaturos. Depois de entrarem na corrente sanguínea, interagem com os HDL dos quais recebem componentes proteicos essenciais ao seu posterior metabolismo (apo C e apo E). Desta maneira formam-se quilomicrons maduros.
O metabolismo das quilomicras Os quilomicrons maduros apenas permanecem na corrente sanguínea por 1 ou 2 horas (após ingestão de alimentos que rica em lipídos) sendo que, apartir desse tempo dão origem a quilomicrons remanescentes. Esta transformação implica a presença de uma enzima, a lipáse de lipoproteínas, que esta presente na membrana externa dos tecidos extra-hepaticos degradando o interior, rico em triglicérois, das quilomicras. Quilomicrons apresentam na sua membrana um cofactor essencial à actividade desta enzima a  apo CIIQuilomicrons remanescentes contém uma apolipoproteína na sua membrana, a apo E que é reconhecida pelo fígado permitindo a entrada por endocitose
LDL (low density lipoproteins) Contem cerca de 10% de triglicéridos e 50% de colesterol A apolipoproteína mais abundante é a apoB-100 Fazem o transporte de colesterol para os tecidos extra-hepaticos. Estes tecidos possuem receptores membranares específicos que reconhecem a apoB-100Para este transporte as LDL também regulam a produção de colesterol pelas células
A Síntese e metabolismo das VLDL e IDL A síntese de VLDL é feita nos hepatócitos com o intuito de transportar para a corrente sanguínea os triglicerois que ai se formam.   Existem muitas semelhanças entre os processos de formação das quilomicras nas células do intestino e do VLDL no fígado talvez porque , à excepção da glândula mamaria, estes são os únicos órgãos que segregam lipídos particulados.  Tal como  os quilimicrons as VLDL apresentam as apolipoproteínas apo CI e apo CII e sofrem a ação da lipase das lipoproteinas.
 As proteínas lipídicas resultantes do processo hidrolitico, por ação da lipase de proteínas são chamadas neste caso IDL que, tal como quilomicrons remanescentes apresenta na sua membrana apoE ( as IDL contem também apoB100)  QmQmQmrem
 As apoE presentes nas IDL e nos quilomicrons remanescentes vão   ligar-se a receptores da membrana do figado que podem ser de dois tipos: receptores das LDL – Ligam-se as apoE mas tambem se podem ligar às apoB100 das IDLs
 LRP (LDL receptor related protein) – Liga-se apenas ao apoE  Esta ligação vai permitir a entrada das lipoproteínas no fígado por endocitose sendo posteriormente hidrolisados pelos lisossomas dos hepatócitos. Nota: Os produtos desta hidrolise vão para o citoplasma onde são usados no inicio de um novo ciclo do VLDL
A síntese e metabolismo das LDL Parte das IDL dão origem a LDL mas o mecanismo pelo qual esta transformação se dá não é ainda compreendido, apesar de se supor que implique perda de fosfolípidos e apolipoproteinas.  São as LDL que fazem a maior parte do transporte de colesterol no nosso organismo. Através da ligação à membrana pelo apoB100 ( as LDL perdem a apolipoproteina apoE) as LDL vão entrar nas células, especialmente para o fígado, onde tal com as IDL são hidrolisadas pelos lisossomas.  Nos macrófagos dos tecidos existe um tipo diferente de receptor chamado “receptor de limpeza” que tem grande afinidade para os LDL  A atividade dos receptores para o LDL são reguladas pela quantidade de colesterol que existe na célula. Se a concentração for alta eles reduzem a sua atividade.
A síntese e metabolismo das HDL A HDL é sintetizada e segregada tanto pelo fígado como pelo intestino. No entanto as HDL produzidas no intestino não apresentam nem apoE nem apoC tendo de receber.HDL na sua forma imatura tem aspecto de pequenos discos de folheto duplo contendo apolipoproteinas dos tipos A, C e E.HDL CAPTAM COLESTEROL DOS TECIDOS, à exceção do fígado, utilizando um transportador celular, o ATP-binding cassete 1 (transporte activo). O colesterol ao entrar nas HDL vai estratificar dando um aspecto esférico a estas lipoproteínas.  A formação destes esteres de colesterol é catalisada pela lectina-colesterol acil trasferáse plasmatica (LCAT) que é activada pela apoAI das HDL.
 Depois de captar o colesterol a HDL desloca-se até ao hepatócito onde a apolipoproteína apo AI (ou receptor de limpeza B1) permite a ligação das HDL as células. Após ligação à membrana, o colesterol é “despejado” para dentro do hepatócito onde pode ser convertido em sais biliares ou excretados. As HDL vazias são recicladas e convertidas em HDL.  A todo este processo protagonizado pelas HDL damos o nome de transporte reverso do colesterol.HDL também tem função de repor as apolipoproteínas apoC e apoE para Qm e VLDL.
Aspectos clínicos Aterosclerose Como já vimos as LDL e as HDL tem efeitos opostos no trânsito de colesterol. Daí, na gíria, serem chamados bom e mau colesterol. A ateroesclerose caracteriza-se pela deposição de colesterol no lúmen das artérias diminuindo o raio arterial e diminuindo o fluxo sanguíneo. Este fato deve-se à ausência de controle na inclusão de LDL pelos macrófagos que, devido aos seus “receptores de limpeza” absorve colesterol até ficar demasiado “cheio” e precipita dando origem às chamadas Células espumosas. A aterosclerose leva ao bloqueio dos vasos levando muitas vezes a morte (Acredita-se que cerca de um terço das mortes ocorrem por doença cardiovascular)- enfarte do miocárdio ou derrame cerebral
A Associação Americana do Coração, NIH e NCEP relacionam os níveis de LDL de um homem em jejum e o risco para doenças do coração:
A Associação Americana do Coração, NIH e NCEP relacionam os níveis de HDL de um homem em jejum e o risco para doenças do coração:
CIGARROAlém dos vários efeitos nocivos que tem sobre o aparelho cardiocirculatório, o cigarro leva à modificação do perfil lipídico, com a modificação do HDL-colesterol e aumento discreto dos triglicérides e do LDL-colesterol.
RESUMINDOColesterol e triglicérides ingeridos  Qm (apo B48 – apoA) sg Qm maduros (apoC –apoE) Qm remanescentes (apoE)  fígado VLDL(apoCI-CII) HDL hepatócitos  sais biliares e eliminação do colesterolIDL(apoE + apoB100) LDL  entra no lisossomo da célula e se funde.
Tratamento de DislipidemiasLDL-C elevadoTerapias de Mudanças Estilo de VidaDrogasTerapia de escolha: EstatinasAlternativa:  Resina ou niacinaExpert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults. JAMA 2001;285:2486-2497.
Chylomicron0.95VLDL1.0061.02Density (g/mL)LDLHDL21.061.10HDL31.20105206040801000Diameter (nm)CLASIFICAÇÃO POR CENTRIFUGAÇÃO DIFERENCIAL
PROCEDIMENTO A SER ADOTADO APÓS DETECTADA ALTERAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO DO PACIENTE1 PASSO: Descartar a possibilidade de existir fatores secundários (Diabetes mellitus descompensado, hipotireoidismo, alcoolismo, menopausa, medicamentos).	2 PASSO: Mudança de estilo de vida (dieta e exercícios).	3 PASSO: manutenção da mudança de estilo de vida (dieta e exercícios) + Farmacoterapia*. 	Objetivo: o objetivo do tratamento de pacientes com hiperlipidemias é REDUZIR AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE LIPOPROTEÍNAS, reduzindo a deposição lipídica na parede arterial e consequentemente reduzir os riscos de Doença aterosclerótica-Coronariana (DAC).
MEDICAMENTOS HIPOLIPEMIANTES COMERCIALIZADOS NO BRASIL.
MEDICAMENTOS HIPOLIPEMIANTES COMERCIALIZADOS NO BRASIL.
ESTATINAS : As estatinas têm estrutura ESTERÓIDE  e inibem a enzima HMG-CoAredutase (3-hidroxi-3-metil-glutaril-Coenzima A reductase), a enzima limitadora da formação de colesterol no fígado.FIBRATOS: Estimulam a LIPASE das LPLS, destruindo os VLDL e libertando os lipídeos para consumo nos músculosEZETIMIBA : INIBE SELETIVAMENTE A ABSORÇÃO DE COLESTEROL NA BORDA EM ESCOVA DO INTESTINIO DELGADO
AssociaçõesAnlodipina + Atovarstatina  CADUET (Pfizer) cp 5/10, 5/20, 10/10, 10/20 mgEzetimibe + Sinvastatina VYTORIN (Merck Sharp & Dome) e ZETSIN Schering-Plough) cp 10/10, 10/20, 10/40, 10/80 mgAAS + Sinvastatina PREVENCOR (Medley) cp 100/10, 100/20, 100/40 mg
ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICOSendo a dislipidêmia uma doença crônica, de alta prevalência na população, o Farmacêutico deve investir no conhecimento da fisiopatologia, tratamento Farmacológico e não farmacológico, sempre tendo em menta oferecer ao paciente o maior volume de informações possíveis quanto à detecção, início do tratamento e adesão ao tratamento
ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICO estimular o paciente a persistir no tratamento
Não cabe ao Farmacêutico diagnosticar a dislipidemia, mas sim estimular o paciente a procurar o diagnóstico médico. Avaliação da colesterol total a partir do sangue capilar.
O Farmacêutico deve auxiliar o paciente a encontrar medicamentos com preços mais acessíveis
O Farmacêutico nunca deverá propor mudanças no curso do tratamento da doença. Caso esteja definitivamente convencido de que o paciente não esta recebendo um tratamento satisfatório é seu dever orienta-lo a procurar outro médico.ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICOO Farmacêutico deve estar consciente de que o tratamento do PD é individual. *  para cada paciente o tipo de hipolipemiante, dose, horário de administração pode ser diferente. * Para um mesmo paciente a forma de tratamento não é fixa podendo existir modificações em função do agravamento ou abrandamento da doença.* Estas orientações devem ser transmitidas em especial aos atendentes que por não terem  consciência da complexidade da doença, se sentem se a vontade para proporem modificações à orientação médica. Cabe ao Farmacêutico "por ordem na casa", educando seus auxiliares a prestarem um bom atendimento ao PD.
HIPERTRIGLICERIDEMIAAumento da viscosidade do sangue	alteração dos vasos de irrigação do pâncreas
	inflamação
	ativação das enzimas pancreáticas (autocanibalismo)PANCREATITE AGUDAMATA em 24 horas se não tratada
+PancreatiteXantoma1:1000000Apo CII LPL Hiper QmQm (TG )--1:300VariosHiperTG familiarVLDL (TG )++-0,5 a 1:100Apo AI/CII?LPL?Hiperlipemia familiar combinadaVLDL e/ou LDL (TG e/ou CT)DISLIPIDEMIAS COM FORTE COMPONENTE GENETICO E SUA IMPORTANCIA PARA A ATEROSCLEROSEAteroscleroseClinicaFrequÊnciaGene associadoAlteracao GeneticaFenotipo
+++Xantoma tendineos e xantelasmaArco corneano1:1000000(homo)1:500 (hetero)ApoB100Receptor B/EHipercolfamiliarLDL(CT )++Xantoma eruptivo tardio1:5000(lipemia)Vários defeitos em apo EDisbetalipo-Proteinemia (tipo III)IDL (TG e CT )+-?Apo A LPL hepática-HDL DISLIPIDEMIAS COM FORTE COMPONENTE GENETICO E SUA IMPORTANCIA PARA A ATEROSCLEROSEAteroscleroseClinicaFrequênciaGeneassociadoAlteracaoGeneticaFenotipo

Lipoproteinas aula

  • 1.
    Uma mulher de37 anos de sintomas recorrentes de fraqueza, confusão e desorientaçãolonga história de problemas psiquiátricos, incluindo várias admissões hospitalares por causa de comportamento suicida e paranóiaEsquizofrenia crônica Nas semanas anteriores à admissão hospitalar ela era observada cambaleando, como se estivesse embriagada.CASO CLÍNICO
  • 2.
    Hemograma e urinanormaisBioquímica:Glicose 35 mg/dl (70-110)Uréia 12 mg/dL (9-45)Cálcio 9,2 mg/dL (8,5-10,5)Fósforo 3,6 mg/dL (3,0-4,5)Bilirrubina Total 0,8 mg/dL (0,1-1,0)Proteínas totais 7,6 g/dL (6,0-8,4)Na+ 138 mmol/L (135-146)K+ 4,2 mmol/L (3,5-5,0)Cl- 104 mmol/L (108-118)HCO3- 24 mmol/L (21-28)Álcool no sangue:negativoRESULTADOS LABORATORIAIS
  • 3.
    No segundo diade internação, um teste de tolerância a glicose de 5 hs foi realizado com os seguintes resultados:Jejum: 65 mg/dL 30 min. 120 mg/dL 1 h. 118 mg/dL 2 hs. 110 mg/dL 3 hs. 106 mg/dL 4 hs. 56 mg/dL 5 hs. 53 mg/dL
  • 4.
    Insulina: 63μU/mL (6-26) Cortisol: 30 μg/dL (5-25)Hipoglicemia reativaexcesso de insulina ou hipoglicemiantes Ingestão de etanolIndivíduos com cirurgia gastrointestinal Hipoglicemia espontânea:Insulinomasoutros tumoresdisfunção hepáticadeficiência de glicocorticóidessepseOutras dosagens
  • 5.
    Soro não separadodo coáguloRedução de ao menos 3% por hora (dependente da temperatura)Plasma com NaF não refrigerado após 4 hsPlasma heparinizadoPaciente Diabético recém infundido com insulinaLipemia importanteIcterícia importanteCUIDADO!!!
  • 6.
  • 7.
    COLESTEROLMembro da famíliados lipídeos70% endógeno (fígado)30% exógenoEssencial para a vida (células, hormônios, sais biliares e vitamina D).Insolúvel em água e sangue
  • 8.
    COLESTEROLliga-se a proteínase lipídeos através de ligações não-covalentes em um complexo chamado lipoproteína.LIPÍDEOSPROTEÍNASCOLESTEROL
  • 9.
    TriacilglicerolTriglicérides ou triglicerídeosSãoum tipo de gordura, composto por uma molécula de glicerol e três moléculas de ácidos graxos. Os triglicérides são a principal forma de estocagem de energia dos animais, que os acumulam no tecido adiposo na forma de gordura.
  • 11.
    Lipoproteínas No plasmasanguíneo, os lipídos são transportados sobre a forma de estruturas micelares as quais damos o nome de fosfolipídos. As lipoproteínas plasmáticas apresentam uma monocamada de fosfolipídos associados a proteínas (apoproteínas) e dentro dessa membrana lipídos. As apolipoproteínas podem ser essencialmente de dois diferentes tipos:
  • 12.
    Periféricas –Proteínas que estão inteiramente fora da membrana, mas são ligadas a ela por forças moleculares. Integrais - Proteínas são encaixadas na bicamada lipídica. Muitas delas estão estendidas dum lado ao outro da membrana e são chamadas proteínas transmembranares.
  • 13.
    Existem 5grupos principais de lipoproteínas plasmáticas cujo nome é dado dependendo da sua densidade: As HDL (high density lipoprotein), as LDL (low density lipoproteins), as IDL (intermediate-density lipoproteins), as VLDL (very low density lipoproteins) e os quilomicrons. A variação de densidade depende da percentagem de proteínas que a lipoproteínas apresenta. Desta forma uma lipoproteínas com elevada taxa de proteínas vai apresentar uma densidade muito mais alta do que uma lipoproteínas com uma taxa de lipídos superior. Esta característica é utilizada na separação das diferentes lipoproteínas sendo que, é possível, separa-las através de ultracentrifugação
  • 14.
    Quilomicrons Apresentam nasua constituição cerca de 99% de triglicéridos (lipídos)São as maiores lipoproteínas São as lipoproteínas que apresentam menor densidade (devido à alta concentração de lipídos) São sintetizadas no RE das células epiteliais que revestem o intestino delgado As apolipoproteinas do quilomicron incluem a apoB-48, apoE e apoC-II Quilomicrons TRANSPORTAM ácidos gordos da dieta, sob a forma de TRIGLICÉRIDOS, para os tecidos que os vão armazenar ou utilizar como energia.QUILOMICRONS
  • 15.
    Quando a dietacontem mais ácidos gordos (e hidratos de carbono) do que os imediatamente necessários para combustível, estes são convertidos em triglicéridos no fígado e empacotados com apolipoproteinas especificas em… VLDL (very low density lipoproteins) Cerca de 50% triglicéridos e 20% colesterolTRANSPORTAM TRIGLICÉRIDOS DO FÍGADO, onde são produzidos, para os restantes TECIDOS As apolipoproteinas das VLDL são a apoB-100, apoC-I, apoC-III e apoE No musculo e tecido adiposo a activação da lipoproteína lipase pela apoC-II promove a libertação dos ácidos gordos contidos nos triglicéridos.
  • 16.
    A perda damaioria dos triglicéridos converte algumas VLDL em remanescentes de VLDL também chamadas IDL (intermediate density lipoproteins) Contem na sua constituição cerca de 30% de triglicéridos e 30% de colesterol.Captadas pelo fígado IDL Convertidas em LDL
  • 17.
    HDL (highdensity lipoprotein) Originam-se no fígado e no intestino delgado como pequenas partículas RICAS EM PROTEÍNAS (apoA-I, apoC-I, apoC-II, apoE) As HDL, ricas em colesterol, RETOMAM DEPOIS AO FIGADO, onde o COLESTEROL É DESCARREGADO, sendo convertido em sais biliaresLEVA COLESTEROL ENDÓGENA PARA O FÍGADO  ELIMINAÇÃO
  • 19.
    A Síntese dosquilomicronsNo processo digestivo dos lipídos, após hidrolise no lúmen intestinal e absorção ocorre a re-esterificação no interior dos enterócitos. Posteriormente estes lipídos vão conjugar-se com apolipoproteínas (apo B48 e apo A) dando origem a quilomicrons imaturos. Depois de entrarem na corrente sanguínea, interagem com os HDL dos quais recebem componentes proteicos essenciais ao seu posterior metabolismo (apo C e apo E). Desta maneira formam-se quilomicrons maduros.
  • 20.
    O metabolismo dasquilomicras Os quilomicrons maduros apenas permanecem na corrente sanguínea por 1 ou 2 horas (após ingestão de alimentos que rica em lipídos) sendo que, apartir desse tempo dão origem a quilomicrons remanescentes. Esta transformação implica a presença de uma enzima, a lipáse de lipoproteínas, que esta presente na membrana externa dos tecidos extra-hepaticos degradando o interior, rico em triglicérois, das quilomicras. Quilomicrons apresentam na sua membrana um cofactor essencial à actividade desta enzima a apo CIIQuilomicrons remanescentes contém uma apolipoproteína na sua membrana, a apo E que é reconhecida pelo fígado permitindo a entrada por endocitose
  • 21.
    LDL (low densitylipoproteins) Contem cerca de 10% de triglicéridos e 50% de colesterol A apolipoproteína mais abundante é a apoB-100 Fazem o transporte de colesterol para os tecidos extra-hepaticos. Estes tecidos possuem receptores membranares específicos que reconhecem a apoB-100Para este transporte as LDL também regulam a produção de colesterol pelas células
  • 23.
    A Síntese emetabolismo das VLDL e IDL A síntese de VLDL é feita nos hepatócitos com o intuito de transportar para a corrente sanguínea os triglicerois que ai se formam. Existem muitas semelhanças entre os processos de formação das quilomicras nas células do intestino e do VLDL no fígado talvez porque , à excepção da glândula mamaria, estes são os únicos órgãos que segregam lipídos particulados. Tal como os quilimicrons as VLDL apresentam as apolipoproteínas apo CI e apo CII e sofrem a ação da lipase das lipoproteinas.
  • 24.
    As proteínaslipídicas resultantes do processo hidrolitico, por ação da lipase de proteínas são chamadas neste caso IDL que, tal como quilomicrons remanescentes apresenta na sua membrana apoE ( as IDL contem também apoB100) QmQmQmrem
  • 25.
    As apoEpresentes nas IDL e nos quilomicrons remanescentes vão ligar-se a receptores da membrana do figado que podem ser de dois tipos: receptores das LDL – Ligam-se as apoE mas tambem se podem ligar às apoB100 das IDLs
  • 26.
    LRP (LDLreceptor related protein) – Liga-se apenas ao apoE Esta ligação vai permitir a entrada das lipoproteínas no fígado por endocitose sendo posteriormente hidrolisados pelos lisossomas dos hepatócitos. Nota: Os produtos desta hidrolise vão para o citoplasma onde são usados no inicio de um novo ciclo do VLDL
  • 27.
    A síntese emetabolismo das LDL Parte das IDL dão origem a LDL mas o mecanismo pelo qual esta transformação se dá não é ainda compreendido, apesar de se supor que implique perda de fosfolípidos e apolipoproteinas. São as LDL que fazem a maior parte do transporte de colesterol no nosso organismo. Através da ligação à membrana pelo apoB100 ( as LDL perdem a apolipoproteina apoE) as LDL vão entrar nas células, especialmente para o fígado, onde tal com as IDL são hidrolisadas pelos lisossomas. Nos macrófagos dos tecidos existe um tipo diferente de receptor chamado “receptor de limpeza” que tem grande afinidade para os LDL A atividade dos receptores para o LDL são reguladas pela quantidade de colesterol que existe na célula. Se a concentração for alta eles reduzem a sua atividade.
  • 28.
    A síntese emetabolismo das HDL A HDL é sintetizada e segregada tanto pelo fígado como pelo intestino. No entanto as HDL produzidas no intestino não apresentam nem apoE nem apoC tendo de receber.HDL na sua forma imatura tem aspecto de pequenos discos de folheto duplo contendo apolipoproteinas dos tipos A, C e E.HDL CAPTAM COLESTEROL DOS TECIDOS, à exceção do fígado, utilizando um transportador celular, o ATP-binding cassete 1 (transporte activo). O colesterol ao entrar nas HDL vai estratificar dando um aspecto esférico a estas lipoproteínas. A formação destes esteres de colesterol é catalisada pela lectina-colesterol acil trasferáse plasmatica (LCAT) que é activada pela apoAI das HDL.
  • 29.
    Depois decaptar o colesterol a HDL desloca-se até ao hepatócito onde a apolipoproteína apo AI (ou receptor de limpeza B1) permite a ligação das HDL as células. Após ligação à membrana, o colesterol é “despejado” para dentro do hepatócito onde pode ser convertido em sais biliares ou excretados. As HDL vazias são recicladas e convertidas em HDL. A todo este processo protagonizado pelas HDL damos o nome de transporte reverso do colesterol.HDL também tem função de repor as apolipoproteínas apoC e apoE para Qm e VLDL.
  • 32.
    Aspectos clínicos AteroscleroseComo já vimos as LDL e as HDL tem efeitos opostos no trânsito de colesterol. Daí, na gíria, serem chamados bom e mau colesterol. A ateroesclerose caracteriza-se pela deposição de colesterol no lúmen das artérias diminuindo o raio arterial e diminuindo o fluxo sanguíneo. Este fato deve-se à ausência de controle na inclusão de LDL pelos macrófagos que, devido aos seus “receptores de limpeza” absorve colesterol até ficar demasiado “cheio” e precipita dando origem às chamadas Células espumosas. A aterosclerose leva ao bloqueio dos vasos levando muitas vezes a morte (Acredita-se que cerca de um terço das mortes ocorrem por doença cardiovascular)- enfarte do miocárdio ou derrame cerebral
  • 33.
    A Associação Americanado Coração, NIH e NCEP relacionam os níveis de LDL de um homem em jejum e o risco para doenças do coração:
  • 34.
    A Associação Americanado Coração, NIH e NCEP relacionam os níveis de HDL de um homem em jejum e o risco para doenças do coração:
  • 35.
    CIGARROAlém dos váriosefeitos nocivos que tem sobre o aparelho cardiocirculatório, o cigarro leva à modificação do perfil lipídico, com a modificação do HDL-colesterol e aumento discreto dos triglicérides e do LDL-colesterol.
  • 36.
    RESUMINDOColesterol e triglicéridesingeridos  Qm (apo B48 – apoA) sg Qm maduros (apoC –apoE) Qm remanescentes (apoE)  fígado VLDL(apoCI-CII) HDL hepatócitos  sais biliares e eliminação do colesterolIDL(apoE + apoB100) LDL  entra no lisossomo da célula e se funde.
  • 37.
    Tratamento de DislipidemiasLDL-CelevadoTerapias de Mudanças Estilo de VidaDrogasTerapia de escolha: EstatinasAlternativa: Resina ou niacinaExpert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults. JAMA 2001;285:2486-2497.
  • 38.
  • 39.
    PROCEDIMENTO A SERADOTADO APÓS DETECTADA ALTERAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO DO PACIENTE1 PASSO: Descartar a possibilidade de existir fatores secundários (Diabetes mellitus descompensado, hipotireoidismo, alcoolismo, menopausa, medicamentos). 2 PASSO: Mudança de estilo de vida (dieta e exercícios). 3 PASSO: manutenção da mudança de estilo de vida (dieta e exercícios) + Farmacoterapia*. Objetivo: o objetivo do tratamento de pacientes com hiperlipidemias é REDUZIR AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE LIPOPROTEÍNAS, reduzindo a deposição lipídica na parede arterial e consequentemente reduzir os riscos de Doença aterosclerótica-Coronariana (DAC).
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    ESTATINAS : Asestatinas têm estrutura ESTERÓIDE  e inibem a enzima HMG-CoAredutase (3-hidroxi-3-metil-glutaril-Coenzima A reductase), a enzima limitadora da formação de colesterol no fígado.FIBRATOS: Estimulam a LIPASE das LPLS, destruindo os VLDL e libertando os lipídeos para consumo nos músculosEZETIMIBA : INIBE SELETIVAMENTE A ABSORÇÃO DE COLESTEROL NA BORDA EM ESCOVA DO INTESTINIO DELGADO
  • 43.
    AssociaçõesAnlodipina + Atovarstatina CADUET (Pfizer) cp 5/10, 5/20, 10/10, 10/20 mgEzetimibe + Sinvastatina VYTORIN (Merck Sharp & Dome) e ZETSIN Schering-Plough) cp 10/10, 10/20, 10/40, 10/80 mgAAS + Sinvastatina PREVENCOR (Medley) cp 100/10, 100/20, 100/40 mg
  • 44.
    ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICONO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICOSendo a dislipidêmia uma doença crônica, de alta prevalência na população, o Farmacêutico deve investir no conhecimento da fisiopatologia, tratamento Farmacológico e não farmacológico, sempre tendo em menta oferecer ao paciente o maior volume de informações possíveis quanto à detecção, início do tratamento e adesão ao tratamento
  • 45.
    ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICONO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICO estimular o paciente a persistir no tratamento
  • 46.
    Não cabe aoFarmacêutico diagnosticar a dislipidemia, mas sim estimular o paciente a procurar o diagnóstico médico. Avaliação da colesterol total a partir do sangue capilar.
  • 47.
    O Farmacêutico deveauxiliar o paciente a encontrar medicamentos com preços mais acessíveis
  • 48.
    O Farmacêutico nuncadeverá propor mudanças no curso do tratamento da doença. Caso esteja definitivamente convencido de que o paciente não esta recebendo um tratamento satisfatório é seu dever orienta-lo a procurar outro médico.ESTRATÉGIAS DO FARMACÊUTICO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE DISLIPIDÊMICOO Farmacêutico deve estar consciente de que o tratamento do PD é individual. * para cada paciente o tipo de hipolipemiante, dose, horário de administração pode ser diferente. * Para um mesmo paciente a forma de tratamento não é fixa podendo existir modificações em função do agravamento ou abrandamento da doença.* Estas orientações devem ser transmitidas em especial aos atendentes que por não terem consciência da complexidade da doença, se sentem se a vontade para proporem modificações à orientação médica. Cabe ao Farmacêutico "por ordem na casa", educando seus auxiliares a prestarem um bom atendimento ao PD.
  • 49.
    HIPERTRIGLICERIDEMIAAumento da viscosidadedo sangue alteração dos vasos de irrigação do pâncreas
  • 50.
  • 51.
    ativação das enzimaspancreáticas (autocanibalismo)PANCREATITE AGUDAMATA em 24 horas se não tratada
  • 52.
    +PancreatiteXantoma1:1000000Apo CII LPLHiper QmQm (TG )--1:300VariosHiperTG familiarVLDL (TG )++-0,5 a 1:100Apo AI/CII?LPL?Hiperlipemia familiar combinadaVLDL e/ou LDL (TG e/ou CT)DISLIPIDEMIAS COM FORTE COMPONENTE GENETICO E SUA IMPORTANCIA PARA A ATEROSCLEROSEAteroscleroseClinicaFrequÊnciaGene associadoAlteracao GeneticaFenotipo
  • 53.
    +++Xantoma tendineos exantelasmaArco corneano1:1000000(homo)1:500 (hetero)ApoB100Receptor B/EHipercolfamiliarLDL(CT )++Xantoma eruptivo tardio1:5000(lipemia)Vários defeitos em apo EDisbetalipo-Proteinemia (tipo III)IDL (TG e CT )+-?Apo A LPL hepática-HDL DISLIPIDEMIAS COM FORTE COMPONENTE GENETICO E SUA IMPORTANCIA PARA A ATEROSCLEROSEAteroscleroseClinicaFrequênciaGeneassociadoAlteracaoGeneticaFenotipo