Interpretando o antibiograma Ana Claudia Souza Rodrigues
EVOLUÇÃO Fenótipo raros de resistência estão aparecendo e se tornando comuns
COCOS GRAM POSITIVOS STAPHYLOCOCCUS V ISA ( Staphylococcus  spp intermediário a VANCOMICINA) V RSA ( Staphylococcus  spp resistente a VANCOMICINA) M RSA ( Staphylococcus  spp resistente a OXACILINA) FENÓTIPO MLS – CLINDAMICINA SENSÍVEL E ERITROMICINA RESISTENTE.
Staphylococcus  spp resistente a  OXACILINA  devem ser sempre reportados resistentes a cefalosporinas, penicilinas e carbapenes.
COCOS GRAM POSITIVOS Enterococcus  spp VRE – Enterococcus resistente a VANCOMICINA Rodrigues, A. C.
BACILOS GRAM NEGATIVOS ENTEROBACTÉRIAS Klebsiella spp, E. coli, Proteus mirabilis ESBL  – BETA LACTAMASE DE ESPECTRO ESTENDIDO – São Resistentes a todas as penicilinas, carbapenens e monobactans. KPC  – São Resistentes a todos os carbapenens além de outros antimicrobianos Rodrigues, A. C.
ESBL:  importância clínica Aumento desconhecido da morbi-letalidade Freqüentemente envolvidas em bacteremia e pneumonia Degradam todos os beta-lactâmicos de espectro estendido (ex: ceftriaxona e ceftazidima) Carbapenens, cefamicinas e beta-lactâmicos associados com inibidores de beta-lactamases (ex. ác. clavulânico) geralmente são efetivos
COMO DETECTAR  β  -  LACTAMASE DE ESPECTRO ESTENDIDO -ESBL ?
ATENÇÃO! ESBL Rodrigues, A. C.
CLSI Recomenda Confirmação Fenotípica : Testar CAZ E CTX, sozinho e combinado com ác. Clavulânico Aumento de    5 mm na zona do diâmetro do agente testado = ESBL positiva Cepas ATCC K. pneumoniae  700603 E. coli  25922
PESQUISA DE ESBL E-TEST  CIM TZ/ CIM TZL < 8 = ESBL - CIM TZ/ CIM TZL    8 = ESBL +
CUIDADO COM KPC! SUSPEITAR SE: ERT , IPM OU MER RESISTENTES PARA ENTEROBACTÉRIAS ERT < 22mm Teste para KPC Se positivo a Enterobactéria é resistente a todos os carbapenens KPC Rodrigues, A. C.
BACILOS GRAM NEGATIVOS ENTEROBACTÉRIAS Citrobacter spp, Enterobacter spp, Serratia spp, Providencia spp. CESP – São Resistentes a todas as penicilinas, cefalosporinas de até terceira geração e aztreonam Enterobacter spp - KPC Rodrigues, A. C.
BACILOS GRAM NEGATIVOS NÃO FERMENTADORES Grande Resistência intrínseca constitutiva Grande resistência intrínseca adquirida (AMP C, ESBL, KPC) MBL Rodrigues, A. C.
MBL Beta lactamases CLASSE B de Ambler , zinco dependentes que podem ser hidrolisadas por compostos tiólicos ou quelantes. Genes que codificam diferentes enzimas:IMP, SPM, GIM, VIM Rodrigues, A. C.
ANTIBIOGRAMAS RESULTADO –  Enterobacter  spp (urina) S – IPM, MER R – NAL, NOR, GEN, SUT, TET, KANA, CFL, AMP AMI, CPM, CTX, CRO, CIP, ERT ???
ANTIBIOGRAMAS RESULTADO – E . coli / S. aureus  (SECREÇÃO?) S – AMI,  CIP , GEN,  LEV ,  OFLOX , TOB R – AMP, CFL, CEFALOR(?), CTX, CRO, CLO, SUT, TET. OXA? Rodrigues, A. C.
ANTIBIOGRAMAS RESULTADO –  Enterobacter spp / S. aureus  (SECREÇÃO?) S – AMI, CIP, GEN, LEV, OFLOX, LOMEFLOXACIN, SUT, TOB R – AMP, CFL, CFO, CTX, CLO, SUT, TET. OXA? Rodrigues, A. C.
ANTIBIOGRAMAS RESULTADO –  P. aeruginosa  (URINA) S – AMI, CIP, LEV, OFLOX, NOR, TOB R – NAL, CRO, AMP, CEFALOR, CFO, CTX, SUT, TET, LOMEFLOXACIN, NIT CAZ, GEN, CPM, ATM, PPT???
ANTIBIOGRAMAS RESULTADO – S ? . coagulase negativa (URINA) S – AMI, CIP, GEN, SUT, TOB, LEV R – AMP, CFL, CRO, CTX, CLO, TET. OXA?
O QUE FAZ A DIFERENÇA? Técnicas padronizadas; Treinamento contínuo dos funcionários; Bom relacionamento com corpo clínico; Interesse pelo PACIENTE; Atualização anual; Preocupação com os resultados
ESTAS RESISTÊNCIAS PODEM ESTAR ENTRE NÓS?
Bactérias isoladas no LAC/HRMS Chryseobacterium meningosepticum (2006, 2008); Sphingomonas paucimobilis (2007); Streptomyces spp (2008); Listeria(2008); Surto de Burkholderia cepacia (2006) Rodrigues, A. C.
MECANISMOS DE RESISTÊNCIA VRE (2006-2008) VISA (2008) MBL ESBL (2005-2008) MLS (2005-2008) KPC (2008-2009)
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA

Antibiograma aula

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    Interpretando o antibiogramaAna Claudia Souza Rodrigues
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    EVOLUÇÃO Fenótipo rarosde resistência estão aparecendo e se tornando comuns
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    COCOS GRAM POSITIVOSSTAPHYLOCOCCUS V ISA ( Staphylococcus spp intermediário a VANCOMICINA) V RSA ( Staphylococcus spp resistente a VANCOMICINA) M RSA ( Staphylococcus spp resistente a OXACILINA) FENÓTIPO MLS – CLINDAMICINA SENSÍVEL E ERITROMICINA RESISTENTE.
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    Staphylococcus sppresistente a OXACILINA devem ser sempre reportados resistentes a cefalosporinas, penicilinas e carbapenes.
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    COCOS GRAM POSITIVOSEnterococcus spp VRE – Enterococcus resistente a VANCOMICINA Rodrigues, A. C.
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    BACILOS GRAM NEGATIVOSENTEROBACTÉRIAS Klebsiella spp, E. coli, Proteus mirabilis ESBL – BETA LACTAMASE DE ESPECTRO ESTENDIDO – São Resistentes a todas as penicilinas, carbapenens e monobactans. KPC – São Resistentes a todos os carbapenens além de outros antimicrobianos Rodrigues, A. C.
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    ESBL: importânciaclínica Aumento desconhecido da morbi-letalidade Freqüentemente envolvidas em bacteremia e pneumonia Degradam todos os beta-lactâmicos de espectro estendido (ex: ceftriaxona e ceftazidima) Carbapenens, cefamicinas e beta-lactâmicos associados com inibidores de beta-lactamases (ex. ác. clavulânico) geralmente são efetivos
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    COMO DETECTAR β - LACTAMASE DE ESPECTRO ESTENDIDO -ESBL ?
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    CLSI Recomenda ConfirmaçãoFenotípica : Testar CAZ E CTX, sozinho e combinado com ác. Clavulânico Aumento de  5 mm na zona do diâmetro do agente testado = ESBL positiva Cepas ATCC K. pneumoniae 700603 E. coli 25922
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    PESQUISA DE ESBLE-TEST CIM TZ/ CIM TZL < 8 = ESBL - CIM TZ/ CIM TZL  8 = ESBL +
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    CUIDADO COM KPC!SUSPEITAR SE: ERT , IPM OU MER RESISTENTES PARA ENTEROBACTÉRIAS ERT < 22mm Teste para KPC Se positivo a Enterobactéria é resistente a todos os carbapenens KPC Rodrigues, A. C.
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    BACILOS GRAM NEGATIVOSENTEROBACTÉRIAS Citrobacter spp, Enterobacter spp, Serratia spp, Providencia spp. CESP – São Resistentes a todas as penicilinas, cefalosporinas de até terceira geração e aztreonam Enterobacter spp - KPC Rodrigues, A. C.
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    BACILOS GRAM NEGATIVOSNÃO FERMENTADORES Grande Resistência intrínseca constitutiva Grande resistência intrínseca adquirida (AMP C, ESBL, KPC) MBL Rodrigues, A. C.
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    MBL Beta lactamasesCLASSE B de Ambler , zinco dependentes que podem ser hidrolisadas por compostos tiólicos ou quelantes. Genes que codificam diferentes enzimas:IMP, SPM, GIM, VIM Rodrigues, A. C.
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    ANTIBIOGRAMAS RESULTADO – Enterobacter spp (urina) S – IPM, MER R – NAL, NOR, GEN, SUT, TET, KANA, CFL, AMP AMI, CPM, CTX, CRO, CIP, ERT ???
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    ANTIBIOGRAMAS RESULTADO –E . coli / S. aureus (SECREÇÃO?) S – AMI, CIP , GEN, LEV , OFLOX , TOB R – AMP, CFL, CEFALOR(?), CTX, CRO, CLO, SUT, TET. OXA? Rodrigues, A. C.
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    ANTIBIOGRAMAS RESULTADO – Enterobacter spp / S. aureus (SECREÇÃO?) S – AMI, CIP, GEN, LEV, OFLOX, LOMEFLOXACIN, SUT, TOB R – AMP, CFL, CFO, CTX, CLO, SUT, TET. OXA? Rodrigues, A. C.
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    ANTIBIOGRAMAS RESULTADO – P. aeruginosa (URINA) S – AMI, CIP, LEV, OFLOX, NOR, TOB R – NAL, CRO, AMP, CEFALOR, CFO, CTX, SUT, TET, LOMEFLOXACIN, NIT CAZ, GEN, CPM, ATM, PPT???
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    ANTIBIOGRAMAS RESULTADO –S ? . coagulase negativa (URINA) S – AMI, CIP, GEN, SUT, TOB, LEV R – AMP, CFL, CRO, CTX, CLO, TET. OXA?
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    O QUE FAZA DIFERENÇA? Técnicas padronizadas; Treinamento contínuo dos funcionários; Bom relacionamento com corpo clínico; Interesse pelo PACIENTE; Atualização anual; Preocupação com os resultados
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    ESTAS RESISTÊNCIAS PODEMESTAR ENTRE NÓS?
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    Bactérias isoladas noLAC/HRMS Chryseobacterium meningosepticum (2006, 2008); Sphingomonas paucimobilis (2007); Streptomyces spp (2008); Listeria(2008); Surto de Burkholderia cepacia (2006) Rodrigues, A. C.
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    MECANISMOS DE RESISTÊNCIAVRE (2006-2008) VISA (2008) MBL ESBL (2005-2008) MLS (2005-2008) KPC (2008-2009)
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