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ANA CLAUDIA SOUZA RODRIGUES
Reação Adversa a Medicamentos
 Resposta a um medicamento que seja nociva, não
 intencional e que ocorra nas doses normalmente
 utilizadas em seres humanos para
 profilaxia, diagnóstico, terapia de doença ou para
 modificação de uma função fisiológica.

(OMS, 1972)
PRM
 PRM são experiências indesejáveis do paciente que
 envolvem a terapia farmacológica e que interferem real
 e potencialmente com os resultados de saúde
 esperados do paciente, para a sua classificação
 utilizaram-se os critérios do Segundo Consenso de
 Granada
RELEMBRANDO.....PRM
 PRM 1 - Não utilizar um medicamento que necessita.

 PRM 2 - Utilizar um medicamento que não necessita.

 PRM 3 - Inefetividade não quantitativa do medicamento.
  Eficácia

 PRM 4 - Inefetividade quantitativa do medicamento. Segurança

 PRM 5 - Insegurança não quantitativa do medicamento.

 PRM 6 - Insegurança quantitativa do medicamento.
INTERAÇÕES
     MEDICAMENTOSAS
                     CONCEITO

 Interação medicamentosa – a Associação entre 1
 fármaco associado a outro medicamento, a alimentos ou
 a outras substâncias (como o tabaco , drogas de
 abuso, ou mesmo substâncias que o paciente possa
 entrar em contato, como inseticidas, produtos de
 limpeza, cosméticos etc.) onde ocorre um efeito diferente
 do esperado, caracterizando uma interação.
INTERAÇÕES
     MEDICAMENTOSAS

 Estima-se    que   a   incidência     de  interações
  medicamentosas oscilam de 3 a 5% para pacientes que
  usam vários medicamentos (politerapia).

 Quando ocorre uma interação farmacológica entre duas
  ou mais drogas, pode ocorrer a interferência de uma das
  drogas sobre as outras, alterando o efeito
  esperado, qualitativa ou quantitativamente. Assim pode-
 se obter um sinergismo de ação ou um antagonismo
 parcial ou total destes efeitos.
INTERAÇÕES
      MEDICAMENTOSAS

 Efeitos benéficos
   aumentar os efeitos terapêuticos
   reduzir a toxicidade de um determinado fármaco (por
    exemplo, o ácido acetilsalicílico e a dipirona, quando
    administrados juntos, tem sua ações analgésicas
    potencializadas), ou podem apresentar efeitos
    nocivos, diminuindo ou eliminando a ação dos
    medicamentos.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS

As interações medicamentosas são classificadas em dois tipos:

    Interações físico-químicas e Interações terapêuticas

    Interações físico-químicas:      As interações físico-químicas
     ocorrem fora do paciente pois, entre drogas diferentes podem
     ocorrer numerosas incompatibilidades, que levam a reações
     quando estas são misturadas em infusão intravenosa, frascos ou
     seringas, podendo ocasionar a inativação dos fármacos em
     questão. Um exemplo é a precipitação da anfotericina B quando
     colocada em solução fisiológica.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS


   Interações terapêuticas: As interações terapêuticas
    ocorrem dentro do paciente, após a administração do
    medicamento e podem ser farmacocinéticas ou
    farmacodinâmicas.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS



   As interações farmacocinéticas ocorrem durante
    os                   processos                   de
    absorção, distribuição, biotransformação e excreção
    dos fármacos. Por exemplo a cimetidina (anti-
    histamínico H2), que inibe a biotransformação de
    acetaminofeno.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS


   As interações farmacodinâmicas ocorrem nos
    sítios de ação dos fármacos, envolvendo os
    mecanismos pelos quais os efeitos farmacológicos
    se processam.

   Este processo pode ser de dois tipos: interações
    farmacodinâmicas sinérgicas (como ocorre com a
    ação analgésica de AAS e codeína) ou antagônicas
    (antitussígeno com um xarope expectorante).
INTERAÇÕES
       MEDICAMENTOSAS
 Pode facilitar a absorção e solubilidade (glicerina)
 Efeitos diversos (diurético+hipotensor)
 Atenuar ou impedir efeitos colaterais
  (salurético+potássio)
 Atenuar resistência bacteriana
 Assegurar a concentração do medicamento (parabenos)
 Reforçar eficiência terapêutica
  (anestésicos+vasoconstitor)
CUIDADO
 INCOMPATIBILIDADE DAS SUBSTÂNCIAS:
 (impedem efeito)

   GENTA+Carbenicilina
   GENTA+AMP
   ANFO+ERI (sol.fis.)
INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
• FATORES PREDISPONENTES:
  Idosos, crianças e portadores de doenças
crônicas.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS

Exemplos de Interações Medicamentosas IMPORTANTES


•O uso de tetraciclinas com leite promove a formação de um
sal insolúvel, que precipita o fármaco impedindo sua
Absorção ;
•Os IMAO causam hipertensão, podendo ser potencializada
pela tiramina, presente nos chocolates, queijos e outros
alimentos;
•O hidróxido de magnésio que reduz a absorção estomacal
do pentobarbital.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS
       Exemplos de Interações Medicamentosas
                 IMPORTANTES


•Anticoagulantes orais tem seu efeito reduzido por
barbitúricos e rifampicina pois estes últimos estimulam
enzimas microssomais hepáticas relacionadas a
biotransformação dos anticoagulantes;
• A cimetidina, inibe a biotransformação do paracetamol
e dos beta-bloqueadores;
•A digoxina tem sua concentração plasmática
aumentada em quase 2x quando é administrada
simultaneamente com o verapamil e amiodarona.
Interações medicamentosas
 As tetraciclinas, apesar de irritarem o
 estômago, deve ser administrada longe das
 refeições, pois além de formar complexos
 insolúveis com o cálcio de leite e derivados as
 tetraciclinas, são instáveis em meio ácido e a
 diminuição da motilidade gastrointestinal
 pelos alimentos diminui a sua absorção.
INTERAÇÕES
    MEDICAMENTOSAS
         Exemplos de Interações Medicamentosas


• A vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais;
•O álcool aumenta a ação antiagregante plaquetária da
aspirina;
•Aumento do potencial para ototoxicidade,nefrotoxicidade e
bloqueio neuromuscular no uso concomitante de
aminoglicosídeos e furosemida, vancomicina, anfotericina
B.
•Antiácidos contendo Al+3, Ca+2, Mg+2 reduzem a absorção
de fluorquinolonas;
•Macrolídeos inibem ação bactericida de penicilinas e
cefalosporinas.
INDUÇÃO ENZIMÁTICA
 Fenobarbital: aumenta o metabolismo e como
 conseqüência ocorrerá diminuição do nível
 plasmático de algumas substâncias do tipo dos
 anticoagulantes
 orais, corticosteróides, estrógenos, digitoxina, os
 próprios anticonvulsivantes, etc.
INDUÇÃO ENZIMÁTICA
 se o metabólito é mais tóxico, a indução
  incrementará a toxicidade do fármaco.
EX: o halotano e a isoniazida, na presença de
 fenobarbital ou de outros indutores, originam
 metabólitos hepatotóxicos em maior quantidade.
INIBIÇÃO ENZIMÁTICA
 dissulfiram - inibe a desidrogenase aldeídica
  determinando sintomas desagradáveis, que
  desencorajam os alcoólatras pelo acúmulo de
  acetaldeído.
 Não só o dissulfiram produz acúmulo de
  acetaldeído em presença de etanol, mas também o
  metronidazol, cloranfenicol, ácido etacrínico, etc
Parkinson
 Atualmente, com a finalidade de obter a mesma
  eficácia com doses menores e Prolongar a ação
  antiparkinsoniana da levodopa, administra-se
  levodopa associada com um inibidor da
 dopadescarboxilase.
INIBIÇÃO ENZIMÁTICA
 O cloranfenicol, o dicumarol, a fenilbutazona, a
  oxifenbutazona e o sulfafenazol inibem o metabolismo
  dos hipoglicemiantes orais, a fenilbutazona e a
  oxifenbutazona deslocam essas substâncias dos seus
  sítios de ligação.
 o álcool etílico, o alopurinol, o cloranfenicol, e o
  metronidazol inibem o metabolismo dos
  anticoagulantes orais.
DROGA             ASSOCIADA COM                                  EFEITO

Antibióticos em geral   Alcalinizantes                          Aceleração da absorção digestiva dos
                                                                antibióticos de caráter básico; pode
                                                                aumentar os efeitos antibacterianos dos
                                                                antibióticos básicos no trato urinário e
                                                                diminuir os efeitos dos ácidos.
                        Alimentos                               Os principais antibióticos (penicilinas
                                                                orais, estearato de eritromicina,
                                                                novobiociona, tetraciclina, e outras)
                                                                tem sua absorção afetada.
                        Acidificantes                           Absorção retardada ou reduzida dos
                                                                antibióticos de caráter ácido; podem
                                                                aumentar os efeitos antibacterianos
                                                                dos antibióticos ácidos no trato
                                                                urinário de diminuiriam os efeitos dos
                        Anticolinérgicos, ganglioplégicos,      básicos.
                        analgésicos morfínicos, antidepressivos Diminuem o peristaltismo intestinal e,
                        tricíclicos, antiparkinsonianos e anti- dessa forma, impedem uma mistura
                        histamínicos de atividade colinérgica eficiente, o que reduz o ritmo de
                                                                absorção dos antibióticos e aumentam
                                                                a possibilidade de uma hidrólise
                        Colestiramina                           enzimática dos antibióticos.
                                                                Fixa os antibióticos aniônicos e reduz
                                                                sua absorção digestiva
FARMACOVIGILÂNCIA
 Farmacovigilância “é a ciência e as atividades relativas
  à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos
  efeitos adversos e quaisquer outros problemas
  associados a medicamentos”.
Farmacovigilância: “ é a
ciência relativa a
detecção, avaliação, compree
nsão e prevenção dos efeitos
adversos ou quaisquer
problemas relacionados a
medicamentos.”
               (WHO, 2002)
Problemas relacionados a
medicamentos (PRM):
qualquer afastamento dos
parâmetros de conformidade
e no ciclo do medicamento
que possam trazer risco ao
usuário.
Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos
• Inefetividade terapêutica
  – Concentração do fármaco abaixo do rotulado
  – Dificuldades de dissolução para sólidos orais
  – Medicamento genérico não bioequivalente
  – Problemas na síntese do fármaco
  – Problemas com matérias-primas
  – Alterações na formulação original
  – Alterações no processo de produção
Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos


  • Alterações organolépticas
    –Mudanças de coloração
    –Mudanças de odor
    –Mudanças de sabor
    –Turbidez
Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos
• Alterações gerais:
  – Partículas estranhas
  – Falta de informações no rótulo
  – Rótulo com pouca adesividade ao material de
    embalagem
  – Troca de rótulo
  – Troca do conteúdo
  – Rachaduras e bolhas no material de
    acondicionamento
Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos
• Alterações físico-químicas
  – Precipitação
  – Dificuldades de solubilização (pós para
    suspensão)
  – Dificuldades de homogeneização
    (suspensões, emulsões)
  – Formação de gases
  – Fotosensibilidade
  – Termosensibilidade
Reação Adversa a medicamentos
 Mais de 130 produtos farmacêuticos retirados do
 mercado nos últimos 40 anos
   1/3 nos primeiros dois anos;
   50% até 5 anos.
 Principais motivos que provocaram a retirada dos
 medicamentos do mercado: RAMs
 hepáticas, hematológicas e cardiovasculares


-RAM grave -(morte, ameaça a vida, hospitalização
- RAM inesperada (não descrita na bula)
- RAM de medicamento novo (< 5 anos no mercado)
INTERAÇ
Qualidade das notificações de suspeitas de
    Queixas-técnicas a medicamentos
3- QUEIXAS-TÉCNICAS A
       MEDICAMENTOS




Resultados de 2002/2003
QUEIXAS-TÉCNICAS A MEDICAMENTOS 2002/2003




                             QUEIXAS-TÉCNICAS
HOSPITAIS-SENTINELA (HS)   Total 2002   Total 2003
                             293          279
TOTAL QT HS                  121          120
% QT HS                      41%          43%
QUEIXAS-TÉCNICAS A MEDICAMENTOS - 2003


DISTRIBUIÇÃO DAS QUEIXAS-TÉCNICAS NAS REGIÕES BRASILEIRAS

                               NORTE
                                7%         NORDESTE
              SUL                            11%
              31%
                                            CENTRO-OESTE
                                                 6%




            SUDESTE
              45%
MÉTODO DÁDER

“Manual de acompanhamento farmacoterapêutico”
Primeira entrevista


Orientar:
-trazer sacola com medicamentos que tem em
casa, sobre tudo aqueles que toma no momento;
-Todos os documentos relacionados a saúde
(exames, laudos, diagnósticos etc.)


Se a data da entrevista for demorar sugerir ao
paciente ligar para lembrá-lo.
MEDICAMENTOS UTILIZADOS PELO PACIENTE


Deve-se responder a 10 perguntas:
-Está utilizando? Para saber se esta tomando atualmente
-Quem lhe receitou? Quem prescreveu ou aconselhou o
uso do medicamento.
-Para que? Para saber a visão do pacientesobre a função do
medicamento que está utilizando.
-Está melhor? Como o paciente percebe a efetividade do
medicamento.
-Desde de quando? Início da utilização do tratamento.
Serve para estabelecer relação causal entre problemas e
medicamentos.
-Quanto? Posologia do medicamento.
-Como usa? Maneira de tomá-lo durante o dia (durante
ou após refeições, em uma hora determinada)
-Até quando? Por quanto tempo deverá utilizar o
medicamento.
-Alguma dificuldade? Aspecto relacionada a forma
farmacêutica (dificuldade de engolir, sabor
desagradável, medo de injeção..)
-Algo estranho? Relaciona a algum efeito indesejável à
utilização do medicamento.
FASE DE REVISÃO


Deverá seguir a seguinte ordem da cabeça aos pés:
-Cabelo, cabeça, ouvido, nariz e garganta, boca
(ferida, seca), pescoço.
-Braço, músculos, mãos (unhas, dedos)
-Coração, pulmão, aparelho digestivo, rins
(urina), fígado, aparelho genital.
-Pernas e pé, músculos esqueléticos (dor nas
costas, tendinite, artrose, artrite, gota), pele (secura, erupção)
-Psicológico (depressão)
-Neurológico (epilepsia)
PERGUNTAS QUE AUXILIAM NA FASE DE REVISÃO


“Você usa algum medicamento no cabelo, xampú
especial?”


“Você comentou que sua cabeça dói com freqüência.
Como é essa dor de cabeça e com que freqüência tem essa
dor?”


“ Você disse que têm depressão. O que você sente? O que
leva você a sentir-se assim?”
Outros dados para a fase de revisão:
Parâmetros fisiológicos: colesterol, ácido úrico, pressão
arterial...Toma alguma vitamina, ou algum outro produto que
não considera medicamento, vacina...)
-Hábitos de vida do paciente: fuma, bebe, outras
drogas, café, atividades físicas, chá...


Finalize essa fase de revisão com:
endereço, telefone, data de nascimento, médicos que o atende.
OBS: registrar esses dados na história farmacoterapêutica do
paciente.
Termina dizendo: “agora nossa entrevista terminou, se me
autorizar daqui a alguns dias entrarei em contato com você
após ter estudado seu caso.”
Importante:


Deve-se atuar com prudência no atendimento dos
primeiros pacientes, se ainda não temos experiência na
aplicação dessa técnica, é melhor aprender com a
experiência, e ter muita atenção nos dados fornecidos
pelos paciente, pois um pequeno detalhe será fundamental
para resolução dos PRMs.
ESTADO DE SITUAÇÃO (ES)


Define como: relação entre seus problemas de saúde e seus
medicamentos numa data determinada.
O primeiro ES é o resultado dos resultados da primeira
entrevista, e a data se refere a esse dia.


O corpo central do ES consta de quatro grandes partes:
-Problema de saúde;
-Medicamentos;
-Avaliação
-Intervenção farmacêutica
PROBLEMAS DE SAÚDE


-Data que iniciou o problema de saúde;
-Grau de controle do problema de saúde. Escreve-se “S” se
o problema está controlado e “N” se não estiver
controlado.


MEDICAMENTOS

-Data que iniciou a medicação;
-Medicamentos que tratam o problema de saúde (princípio
ativo);
-Posologia. Se o paciente toma um de manhã e outro só à
noite registra-se: 1 – 0 - 1
AVALIAÇÃO:


Utiliza-se para relacionar os Problemas Relacionados à
Medicamentos (PRM) se caso existir.


-Registrado como:


Primeira coluna: “N” (necessidade), “E” (efetividade) e “S”
(segurança) nas quais se anotará SIM ou NÃO.
Segunda coluna: relacionar o PRM
INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA


Relacionar problemas de saúde que tenham correlação entre si, para
facilitar a resolução dos PRM, pois ajudará a entender a possíveis
estratégias terapêuticas prescritas pelo médico.


                     FASE DE ESTUDO
Objetivo: obter a informação necessária dos problemas de saúde e
   dos medicamentos registrados no estado de situação, para sua
                      posterior avaliação.
Consta de:
-Os problemas de saúde
-Os medicamentos
Quanto aos problemas de saúde é necessário levar em conta
que:




-É conveniente iniciar os problemas de saúde diagnosticados
pelo médico.
-O farmacêutico é um profissional que conhece os
medicamentos, porém não as doenças. Ao estudar certos
aspectos se entenderão os porquês de cada medicamento e seu
propósito, assim como sua utilidade e limitações no controle do
problema.
Os aspectos mais interessantes para o farmacêutico em
cada doença serão basicamente:


-Sinais e sintomas a controlar ou parâmetros consensuais
de controle, que logo poderão dar lugar a suspeitas de falta
de efetividade dos tratamentos;
-Mecanismo fisiológicos de inicio da doença para assim
entender como atuam os medicamentos e interferem no
curso da doença ou então, para relacionar com os
problemas de saúde que poderão surgir;
-Causas e conseqüências dos problemas de saúde no
paciente para entender como realizar prevenção e
educação sanitária do paciente, e por outra parte para
conhecer quais são os riscos
“Aprofundar nos conhecimentos do problema de saúde do
paciente ajudará tanto no estabelecimento de prioridades
quanto na dinâmica das intervenções.
Se entendendo os problemas de saúde, se melhora o
conhecimento da evolução do paciente. Aprofundando ao
máximo o conhecimento da origem do problema de
saúde, suas conseqüências e sua relação com os
outros, melhorará a qualidade da Intervenção
Farmacêutica, que objetiva resolver os possíveis PRM que
o paciente poderá vir a experimentar. “
MEDICAMENTOS

Para análise dos medicamentos é importante levar em
conta que:


-É necessário realizar um bom estudo dos medicamentos
que o paciente utiliza, para que a intervenção tenha maiores
garantias de ser útil na saúde do paciente;
-O estudo dos medicamentos deve iniciar partindo das
características gerais do grupo terapêutico a que pertence
cada fármaco, até a análise dos aspectos mais particulares.


CONHECER os problemas de saúde e medicamentos em
profundidade ajudará a esclarecer muitas dúvidas, porém
nunca se poderá assegurar nada até que o PRM desapareça
após a INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA.
Os aspectos mais importantes a se considerar dos
medicamentos são os seguintes:


-Indicações autorizadas;
-Ação e mecanismo de ação;
-Posologia;
-Margem terapêutica ( dose mínima efetiva e à máxima segura);
-Farmacocinética;
-Interações;
-Interferências analíticas ( medicamento por ex. está
colesterol, glicemia, etc);
-Precauções;
-Contra-indicações;
-Problemas de segurança (efeitos indesejáveis).
FIM

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INTERAÇ

  • 1. ANA CLAUDIA SOUZA RODRIGUES
  • 2. Reação Adversa a Medicamentos  Resposta a um medicamento que seja nociva, não intencional e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico, terapia de doença ou para modificação de uma função fisiológica. (OMS, 1972)
  • 3. PRM  PRM são experiências indesejáveis do paciente que envolvem a terapia farmacológica e que interferem real e potencialmente com os resultados de saúde esperados do paciente, para a sua classificação utilizaram-se os critérios do Segundo Consenso de Granada
  • 4. RELEMBRANDO.....PRM  PRM 1 - Não utilizar um medicamento que necessita.  PRM 2 - Utilizar um medicamento que não necessita.  PRM 3 - Inefetividade não quantitativa do medicamento. Eficácia  PRM 4 - Inefetividade quantitativa do medicamento. Segurança  PRM 5 - Insegurança não quantitativa do medicamento.  PRM 6 - Insegurança quantitativa do medicamento.
  • 5. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS CONCEITO  Interação medicamentosa – a Associação entre 1 fármaco associado a outro medicamento, a alimentos ou a outras substâncias (como o tabaco , drogas de abuso, ou mesmo substâncias que o paciente possa entrar em contato, como inseticidas, produtos de limpeza, cosméticos etc.) onde ocorre um efeito diferente do esperado, caracterizando uma interação.
  • 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  Estima-se que a incidência de interações medicamentosas oscilam de 3 a 5% para pacientes que usam vários medicamentos (politerapia).  Quando ocorre uma interação farmacológica entre duas ou mais drogas, pode ocorrer a interferência de uma das drogas sobre as outras, alterando o efeito esperado, qualitativa ou quantitativamente. Assim pode- se obter um sinergismo de ação ou um antagonismo parcial ou total destes efeitos.
  • 7. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  Efeitos benéficos  aumentar os efeitos terapêuticos  reduzir a toxicidade de um determinado fármaco (por exemplo, o ácido acetilsalicílico e a dipirona, quando administrados juntos, tem sua ações analgésicas potencializadas), ou podem apresentar efeitos nocivos, diminuindo ou eliminando a ação dos medicamentos.
  • 8. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS As interações medicamentosas são classificadas em dois tipos:  Interações físico-químicas e Interações terapêuticas  Interações físico-químicas: As interações físico-químicas ocorrem fora do paciente pois, entre drogas diferentes podem ocorrer numerosas incompatibilidades, que levam a reações quando estas são misturadas em infusão intravenosa, frascos ou seringas, podendo ocasionar a inativação dos fármacos em questão. Um exemplo é a precipitação da anfotericina B quando colocada em solução fisiológica.
  • 9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  Interações terapêuticas: As interações terapêuticas ocorrem dentro do paciente, após a administração do medicamento e podem ser farmacocinéticas ou farmacodinâmicas.
  • 10. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  As interações farmacocinéticas ocorrem durante os processos de absorção, distribuição, biotransformação e excreção dos fármacos. Por exemplo a cimetidina (anti- histamínico H2), que inibe a biotransformação de acetaminofeno.
  • 11. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  As interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os mecanismos pelos quais os efeitos farmacológicos se processam.  Este processo pode ser de dois tipos: interações farmacodinâmicas sinérgicas (como ocorre com a ação analgésica de AAS e codeína) ou antagônicas (antitussígeno com um xarope expectorante).
  • 12. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS  Pode facilitar a absorção e solubilidade (glicerina)  Efeitos diversos (diurético+hipotensor)  Atenuar ou impedir efeitos colaterais (salurético+potássio)  Atenuar resistência bacteriana  Assegurar a concentração do medicamento (parabenos)  Reforçar eficiência terapêutica (anestésicos+vasoconstitor)
  • 13. CUIDADO  INCOMPATIBILIDADE DAS SUBSTÂNCIAS: (impedem efeito)  GENTA+Carbenicilina  GENTA+AMP  ANFO+ERI (sol.fis.)
  • 14. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS • FATORES PREDISPONENTES: Idosos, crianças e portadores de doenças crônicas.
  • 15. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Exemplos de Interações Medicamentosas IMPORTANTES •O uso de tetraciclinas com leite promove a formação de um sal insolúvel, que precipita o fármaco impedindo sua Absorção ; •Os IMAO causam hipertensão, podendo ser potencializada pela tiramina, presente nos chocolates, queijos e outros alimentos; •O hidróxido de magnésio que reduz a absorção estomacal do pentobarbital.
  • 16. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Exemplos de Interações Medicamentosas IMPORTANTES •Anticoagulantes orais tem seu efeito reduzido por barbitúricos e rifampicina pois estes últimos estimulam enzimas microssomais hepáticas relacionadas a biotransformação dos anticoagulantes; • A cimetidina, inibe a biotransformação do paracetamol e dos beta-bloqueadores; •A digoxina tem sua concentração plasmática aumentada em quase 2x quando é administrada simultaneamente com o verapamil e amiodarona.
  • 17. Interações medicamentosas  As tetraciclinas, apesar de irritarem o estômago, deve ser administrada longe das refeições, pois além de formar complexos insolúveis com o cálcio de leite e derivados as tetraciclinas, são instáveis em meio ácido e a diminuição da motilidade gastrointestinal pelos alimentos diminui a sua absorção.
  • 18. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Exemplos de Interações Medicamentosas • A vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais; •O álcool aumenta a ação antiagregante plaquetária da aspirina; •Aumento do potencial para ototoxicidade,nefrotoxicidade e bloqueio neuromuscular no uso concomitante de aminoglicosídeos e furosemida, vancomicina, anfotericina B. •Antiácidos contendo Al+3, Ca+2, Mg+2 reduzem a absorção de fluorquinolonas; •Macrolídeos inibem ação bactericida de penicilinas e cefalosporinas.
  • 19. INDUÇÃO ENZIMÁTICA  Fenobarbital: aumenta o metabolismo e como conseqüência ocorrerá diminuição do nível plasmático de algumas substâncias do tipo dos anticoagulantes orais, corticosteróides, estrógenos, digitoxina, os próprios anticonvulsivantes, etc.
  • 20. INDUÇÃO ENZIMÁTICA  se o metabólito é mais tóxico, a indução incrementará a toxicidade do fármaco. EX: o halotano e a isoniazida, na presença de fenobarbital ou de outros indutores, originam metabólitos hepatotóxicos em maior quantidade.
  • 21. INIBIÇÃO ENZIMÁTICA  dissulfiram - inibe a desidrogenase aldeídica determinando sintomas desagradáveis, que desencorajam os alcoólatras pelo acúmulo de acetaldeído.  Não só o dissulfiram produz acúmulo de acetaldeído em presença de etanol, mas também o metronidazol, cloranfenicol, ácido etacrínico, etc
  • 22. Parkinson  Atualmente, com a finalidade de obter a mesma eficácia com doses menores e Prolongar a ação antiparkinsoniana da levodopa, administra-se levodopa associada com um inibidor da dopadescarboxilase.
  • 23. INIBIÇÃO ENZIMÁTICA  O cloranfenicol, o dicumarol, a fenilbutazona, a oxifenbutazona e o sulfafenazol inibem o metabolismo dos hipoglicemiantes orais, a fenilbutazona e a oxifenbutazona deslocam essas substâncias dos seus sítios de ligação.  o álcool etílico, o alopurinol, o cloranfenicol, e o metronidazol inibem o metabolismo dos anticoagulantes orais.
  • 24. DROGA ASSOCIADA COM EFEITO Antibióticos em geral Alcalinizantes Aceleração da absorção digestiva dos antibióticos de caráter básico; pode aumentar os efeitos antibacterianos dos antibióticos básicos no trato urinário e diminuir os efeitos dos ácidos. Alimentos Os principais antibióticos (penicilinas orais, estearato de eritromicina, novobiociona, tetraciclina, e outras) tem sua absorção afetada. Acidificantes Absorção retardada ou reduzida dos antibióticos de caráter ácido; podem aumentar os efeitos antibacterianos dos antibióticos ácidos no trato urinário de diminuiriam os efeitos dos Anticolinérgicos, ganglioplégicos, básicos. analgésicos morfínicos, antidepressivos Diminuem o peristaltismo intestinal e, tricíclicos, antiparkinsonianos e anti- dessa forma, impedem uma mistura histamínicos de atividade colinérgica eficiente, o que reduz o ritmo de absorção dos antibióticos e aumentam a possibilidade de uma hidrólise Colestiramina enzimática dos antibióticos. Fixa os antibióticos aniônicos e reduz sua absorção digestiva
  • 25. FARMACOVIGILÂNCIA  Farmacovigilância “é a ciência e as atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos efeitos adversos e quaisquer outros problemas associados a medicamentos”.
  • 26. Farmacovigilância: “ é a ciência relativa a detecção, avaliação, compree nsão e prevenção dos efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos.” (WHO, 2002)
  • 27. Problemas relacionados a medicamentos (PRM): qualquer afastamento dos parâmetros de conformidade e no ciclo do medicamento que possam trazer risco ao usuário.
  • 28. Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos • Inefetividade terapêutica – Concentração do fármaco abaixo do rotulado – Dificuldades de dissolução para sólidos orais – Medicamento genérico não bioequivalente – Problemas na síntese do fármaco – Problemas com matérias-primas – Alterações na formulação original – Alterações no processo de produção
  • 29. Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos • Alterações organolépticas –Mudanças de coloração –Mudanças de odor –Mudanças de sabor –Turbidez
  • 30. Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos • Alterações gerais: – Partículas estranhas – Falta de informações no rótulo – Rótulo com pouca adesividade ao material de embalagem – Troca de rótulo – Troca do conteúdo – Rachaduras e bolhas no material de acondicionamento
  • 31. Exemplos de desvios da qualidade de medicamentos • Alterações físico-químicas – Precipitação – Dificuldades de solubilização (pós para suspensão) – Dificuldades de homogeneização (suspensões, emulsões) – Formação de gases – Fotosensibilidade – Termosensibilidade
  • 32. Reação Adversa a medicamentos  Mais de 130 produtos farmacêuticos retirados do mercado nos últimos 40 anos  1/3 nos primeiros dois anos;  50% até 5 anos.  Principais motivos que provocaram a retirada dos medicamentos do mercado: RAMs hepáticas, hematológicas e cardiovasculares -RAM grave -(morte, ameaça a vida, hospitalização - RAM inesperada (não descrita na bula) - RAM de medicamento novo (< 5 anos no mercado)
  • 34. Qualidade das notificações de suspeitas de Queixas-técnicas a medicamentos
  • 35. 3- QUEIXAS-TÉCNICAS A MEDICAMENTOS Resultados de 2002/2003
  • 36. QUEIXAS-TÉCNICAS A MEDICAMENTOS 2002/2003 QUEIXAS-TÉCNICAS HOSPITAIS-SENTINELA (HS) Total 2002 Total 2003 293 279 TOTAL QT HS 121 120 % QT HS 41% 43%
  • 37. QUEIXAS-TÉCNICAS A MEDICAMENTOS - 2003 DISTRIBUIÇÃO DAS QUEIXAS-TÉCNICAS NAS REGIÕES BRASILEIRAS NORTE 7% NORDESTE SUL 11% 31% CENTRO-OESTE 6% SUDESTE 45%
  • 38. MÉTODO DÁDER “Manual de acompanhamento farmacoterapêutico”
  • 39. Primeira entrevista Orientar: -trazer sacola com medicamentos que tem em casa, sobre tudo aqueles que toma no momento; -Todos os documentos relacionados a saúde (exames, laudos, diagnósticos etc.) Se a data da entrevista for demorar sugerir ao paciente ligar para lembrá-lo.
  • 40. MEDICAMENTOS UTILIZADOS PELO PACIENTE Deve-se responder a 10 perguntas: -Está utilizando? Para saber se esta tomando atualmente -Quem lhe receitou? Quem prescreveu ou aconselhou o uso do medicamento. -Para que? Para saber a visão do pacientesobre a função do medicamento que está utilizando. -Está melhor? Como o paciente percebe a efetividade do medicamento. -Desde de quando? Início da utilização do tratamento. Serve para estabelecer relação causal entre problemas e medicamentos.
  • 41. -Quanto? Posologia do medicamento. -Como usa? Maneira de tomá-lo durante o dia (durante ou após refeições, em uma hora determinada) -Até quando? Por quanto tempo deverá utilizar o medicamento. -Alguma dificuldade? Aspecto relacionada a forma farmacêutica (dificuldade de engolir, sabor desagradável, medo de injeção..) -Algo estranho? Relaciona a algum efeito indesejável à utilização do medicamento.
  • 42. FASE DE REVISÃO Deverá seguir a seguinte ordem da cabeça aos pés: -Cabelo, cabeça, ouvido, nariz e garganta, boca (ferida, seca), pescoço. -Braço, músculos, mãos (unhas, dedos) -Coração, pulmão, aparelho digestivo, rins (urina), fígado, aparelho genital. -Pernas e pé, músculos esqueléticos (dor nas costas, tendinite, artrose, artrite, gota), pele (secura, erupção) -Psicológico (depressão) -Neurológico (epilepsia)
  • 43. PERGUNTAS QUE AUXILIAM NA FASE DE REVISÃO “Você usa algum medicamento no cabelo, xampú especial?” “Você comentou que sua cabeça dói com freqüência. Como é essa dor de cabeça e com que freqüência tem essa dor?” “ Você disse que têm depressão. O que você sente? O que leva você a sentir-se assim?”
  • 44. Outros dados para a fase de revisão: Parâmetros fisiológicos: colesterol, ácido úrico, pressão arterial...Toma alguma vitamina, ou algum outro produto que não considera medicamento, vacina...) -Hábitos de vida do paciente: fuma, bebe, outras drogas, café, atividades físicas, chá... Finalize essa fase de revisão com: endereço, telefone, data de nascimento, médicos que o atende. OBS: registrar esses dados na história farmacoterapêutica do paciente. Termina dizendo: “agora nossa entrevista terminou, se me autorizar daqui a alguns dias entrarei em contato com você após ter estudado seu caso.”
  • 45. Importante: Deve-se atuar com prudência no atendimento dos primeiros pacientes, se ainda não temos experiência na aplicação dessa técnica, é melhor aprender com a experiência, e ter muita atenção nos dados fornecidos pelos paciente, pois um pequeno detalhe será fundamental para resolução dos PRMs.
  • 46. ESTADO DE SITUAÇÃO (ES) Define como: relação entre seus problemas de saúde e seus medicamentos numa data determinada. O primeiro ES é o resultado dos resultados da primeira entrevista, e a data se refere a esse dia. O corpo central do ES consta de quatro grandes partes: -Problema de saúde; -Medicamentos; -Avaliação -Intervenção farmacêutica
  • 47. PROBLEMAS DE SAÚDE -Data que iniciou o problema de saúde; -Grau de controle do problema de saúde. Escreve-se “S” se o problema está controlado e “N” se não estiver controlado. MEDICAMENTOS -Data que iniciou a medicação; -Medicamentos que tratam o problema de saúde (princípio ativo); -Posologia. Se o paciente toma um de manhã e outro só à noite registra-se: 1 – 0 - 1
  • 48. AVALIAÇÃO: Utiliza-se para relacionar os Problemas Relacionados à Medicamentos (PRM) se caso existir. -Registrado como: Primeira coluna: “N” (necessidade), “E” (efetividade) e “S” (segurança) nas quais se anotará SIM ou NÃO. Segunda coluna: relacionar o PRM
  • 49. INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA Relacionar problemas de saúde que tenham correlação entre si, para facilitar a resolução dos PRM, pois ajudará a entender a possíveis estratégias terapêuticas prescritas pelo médico. FASE DE ESTUDO Objetivo: obter a informação necessária dos problemas de saúde e dos medicamentos registrados no estado de situação, para sua posterior avaliação. Consta de: -Os problemas de saúde -Os medicamentos
  • 50. Quanto aos problemas de saúde é necessário levar em conta que: -É conveniente iniciar os problemas de saúde diagnosticados pelo médico. -O farmacêutico é um profissional que conhece os medicamentos, porém não as doenças. Ao estudar certos aspectos se entenderão os porquês de cada medicamento e seu propósito, assim como sua utilidade e limitações no controle do problema.
  • 51. Os aspectos mais interessantes para o farmacêutico em cada doença serão basicamente: -Sinais e sintomas a controlar ou parâmetros consensuais de controle, que logo poderão dar lugar a suspeitas de falta de efetividade dos tratamentos; -Mecanismo fisiológicos de inicio da doença para assim entender como atuam os medicamentos e interferem no curso da doença ou então, para relacionar com os problemas de saúde que poderão surgir; -Causas e conseqüências dos problemas de saúde no paciente para entender como realizar prevenção e educação sanitária do paciente, e por outra parte para conhecer quais são os riscos
  • 52. “Aprofundar nos conhecimentos do problema de saúde do paciente ajudará tanto no estabelecimento de prioridades quanto na dinâmica das intervenções. Se entendendo os problemas de saúde, se melhora o conhecimento da evolução do paciente. Aprofundando ao máximo o conhecimento da origem do problema de saúde, suas conseqüências e sua relação com os outros, melhorará a qualidade da Intervenção Farmacêutica, que objetiva resolver os possíveis PRM que o paciente poderá vir a experimentar. “
  • 53. MEDICAMENTOS Para análise dos medicamentos é importante levar em conta que: -É necessário realizar um bom estudo dos medicamentos que o paciente utiliza, para que a intervenção tenha maiores garantias de ser útil na saúde do paciente; -O estudo dos medicamentos deve iniciar partindo das características gerais do grupo terapêutico a que pertence cada fármaco, até a análise dos aspectos mais particulares. CONHECER os problemas de saúde e medicamentos em profundidade ajudará a esclarecer muitas dúvidas, porém nunca se poderá assegurar nada até que o PRM desapareça após a INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA.
  • 54. Os aspectos mais importantes a se considerar dos medicamentos são os seguintes: -Indicações autorizadas; -Ação e mecanismo de ação; -Posologia; -Margem terapêutica ( dose mínima efetiva e à máxima segura); -Farmacocinética; -Interações; -Interferências analíticas ( medicamento por ex. está colesterol, glicemia, etc); -Precauções; -Contra-indicações; -Problemas de segurança (efeitos indesejáveis).
  • 55. FIM