Matemática 5
Funções
Pré-Vestibular
Teoria e Exercícios Propostos
índice.matemática5
PV2D-06-MAT-51
Capítulo01. Função:ApresentaçãoeDefinição
1. Relação Binária .................................................................................................... 7
1.1. Par Ordenado............................................................................................................. 7
1.2. Produto Cartesiano..................................................................................................... 7
1.3. Relação Binária ........................................................................................................... 8
2. Função .............................................................................................................. 10
2.1. Apresentação Informal ............................................................................................. 10
2.2. Apresentação Matemática ........................................................................................ 10
2.3. Reconhecimento de uma Função por meio do Diagrama de Flechas .......................... 10
2.4. Reconhecimento de uma Função por meio do seu Gráfico Cartesiano........................ 11
3. Notação de Função ............................................................................................. 16
4. Gráfico de uma Função ....................................................................................... 17
5. Domínio de uma Função ...................................................................................... 22
Capítulo 02. Funções do 1o e do 2o Grau
1. Funções Elementares ......................................................................................... 24
1.1. Função Constante .................................................................................................... 24
1.2. Função Identidade ................................................................................................... 24
1.3. Função do 1o Grau ................................................................................................... 24
2. Função do 2o Grau: Apresentação ........................................................................ 28
2.1. Concavidade ............................................................................................................. 28
2.2. Raízes....................................................................................................................... 28
2.3. Vértice da Parábola .................................................................................................. 29
2.4. Intersecção com o Eixo y ......................................................................................... 29
2.5. Esboço do Gráfico .................................................................................................... 29
2.6. Conjunto Imagem .................................................................................................... 30
3. Função do 2o Grau: Pontos Extremos .................................................................... 32
3.1. Vértice da Parábola .................................................................................................. 32
3.2. Valores Extremos...................................................................................................... 32
4. Função do 2o Grau: Aplicações ............................................................................ 34
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau
1. Propriedades das Desigualdades .......................................................................... 38
1.1. Inequação do 1o Grau .............................................................................................. 38
1.2. Inequação do 2o Grau .............................................................................................. 39
2. Inequação Produto.............................................................................................. 41
3. Inequação Quociente .......................................................................................... 41
índice.matemática5
Capítulo04.TiposdeFunções
1. Função Composta ............................................................................................... 47
1.1. Notação ................................................................................................................... 47
1.2. Determinação da Composta ...................................................................................... 47
2. Classificação ...................................................................................................... 48
2.1. Injetora ................................................................................................................... 48
2.2. Sobrejetora .............................................................................................................. 49
2.3. Bijetora .................................................................................................................... 49
2.4. Complemento .......................................................................................................... 49
3. Função Inversa .................................................................................................. 50
3.1. Conceito .................................................................................................................. 50
3.2. Condição de Existência ............................................................................................. 51
3.3. Determinação da Inversa .......................................................................................... 51
3.4. Propriedades ............................................................................................................ 51
4. Função Modular ................................................................................................. 55
4.1. Interpretação Geométrica do Módulo ....................................................................... 55
4.2. Definição do Módulo de um Número Real .................................................................. 55
4.3. Função Módulo......................................................................................................... 55
5. Equação e Inequação Modular.............................................................................. 61
Funções.05
Capítulo 01. Funções: Apresentação e Definição 7PV2D-06-MAT-51
Capítulo01. Função:ApresentaçãoeDefinição
1.RelaçãoBinária
1.1.ParOrdenado
Quando representamos o conjunto {a, b} ou
{b, a} estamos, na verdade, representando o
mesmo conjunto. Porém, em alguns casos, é
conveniente distinguir a ordem dos elemen-
tos. Para isso, usamos a idéia de par ordena-
do. A princípio, trataremos o par ordenado
como um conceito primitivo e vamos utilizar
um exemplo para melhor entendê-lo. Consi-
deremos um campeonato de futebol em que
desejamos apresentar, de cada equipe, o total
de pontos ganhos e o saldo de gols. Assim,
para uma equipe com 12 pontos ganhos e sal-
do de gols igual a 18, podemos fazer a indica-
ção (12, 18), já tendo combinado, previamen-
te, que o primeiro número se refere ao número
de pontos ganhos, e o segundo número, ao sal-
do de gols. Portanto, quando tivermos para
uma outra equipe a informação de que a sua
situação é (2, –8) entenderemos, que esta equi-
pe apresenta 2 pontos ganhos e saldo de gols
–8. Note que é importante a ordem em que se
apresenta este par de números, pois a situa-
ção (3,5) é totalmente diferente da situação
(5,3). Fica, assim, estabelecida a idéia de par
ordenado: um par de valores cuja ordem de
apresentação é importante.
Observações
1ª) (a, b) = (c, d) se, e somente se, a = c e b = d
2ª) (a, b) = (b, a) se, e somente se, a = b
1.2. Produto Cartesiano
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de
produto cartesiano A × B ao conjunto de todos
os possíveis pares ordenados, de tal maneira
que o 1º elemento pertença ao 1º conjunto (A) e
o 2º elemento pertença ao 2º conjunto (B).
A × B = {(x, y) / x ∈ A e y ∈ B}
Quando o produto cartesiano for efetua-
do entre o conjunto A e o conjunto A, pode-
mos representar A × A = A2.
Vejamos, por meio do exemplo a seguir, as
formas de apresentação do produto
cartesiano.
Exemplo: sejam A = {1, 4, 9} e B = {2, 3}.
Podemos efetuar o produto cartesiano A × B,
também chamado A cartesiano B, e
apresentá-lo de várias formas.
I. Listagem dos elementos
Apresentamos o produto cartesiano por
meio da listagem, quando escrevemos todos
os pares ordenados que constituem o conjun-
to. Assim, no exemplo dado, teremos:
A × B = {(1, 2), (1, 3), (4, 2), (4, 3), (9, 2), (9, 3)}
Vamos aproveitar os mesmos conjuntos
A e B e efetuar o produto B × A (B cartesiano
A): B × A = {(2, 1), (2, 4), (2, 9), (3, 1), (3, 4), (3, 9)}.
Observando A × B e B × A, podemos notar
que o produto cartesiano não tem o pri-
vilégio da propriedade comutativa, ou seja,
A × B é diferente de B × A. Só teremos a igual-
dade A × B = B × A quando A e B forem conjun-
tos iguais.
Observação
Considerando que para cada elemento do
conjunto A o número de pares ordenados
obtidos é igual ao número de elementos do
conjunto B, teremos: n(A × B) = n(A) × n(B).
II. Diagrama de flechas
Apresentamos o produto cartesiano por
meio do diagrama de flechas, quando repre-
sentamos cada um dos conjuntos no diagra-
ma de Euler-Venn, e os pares ordenados por
"flechas" que partem do 1º elemento do par
ordenado (no 1º conjunto) e chegam ao 2º ele-
mento do par ordenado (no 2º conjunto).
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição8
Funções
PV2D-06-MAT-51
Considerando os conjuntos A e B do nosso
exemplo, o produto cartesiano A × B fica as-
sim representado no diagrama de flechas:
III. Plano cartesiano
Apresentamos o produto cartesiano, no
plano cartesiano, quando representamos o 1º
conjunto num eixo horizontal, e o 2º conjunto
numeixoverticaldemesmaorigeme,pormeio
de pontos, marcamos os elementos desses con-
juntos. Em cada um dos pontos que represen-
tam os elementos passamos retas (horizon-
tais ou verticais). Nos cruzamentos dessas re-
tas, teremos pontos que estarão representan-
do, no plano cartesiano, cada um dos pares
ordenados do conjunto A cartesiano B (A × B).
1.3.RelaçãoBinária
Dizemos que relação binária de A em B é
um subconjunto do produto cartesiano A × B.
As relações binárias podem ser apresen-
tadas, da mesma forma que o produto
cartesiano, na forma da listagem dos elemen-
tos, ou por meio do diagrama de flechas, ou
no gráfico cartesiano.
Vamos observar alguns exemplos de re-
lações binárias.
Exemplo 1
Dados os conjuntos A = {–1, 0, 1, 2, 3} e
B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}, definimos a relação
binária R1 por meio da seguinte sentença:
R1 = {(x, y) ∈ A × B / y = x2}
– Listagem dos elementos:
R1 = {(–1, 1), (0, 0), (1, 1), (2, 4)}
– Diagrama de flechas:
– Gráfico cartesiano
Exemplo 2
Dados os conjuntos A = {2, 3, 4, 5, 8} e
B = {1, 3, 5, 7, 9}, definimos a relação binária
R2 por meio da seguinte sentença:
R2 = {(x, y) ∈ A × B / y = x + 1}
– Listagem dos elementos:
R2 = {(2, 3), (4, 5), (8, 9)}
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 9
Funções
PV2D-06-MAT-51
– Diagrama de flechas:
– Gráfico cartesiano:
Exemplo 3
Dados os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 4, 8} e
B = {2, 5}, definimos a relação binária R3 por
meio da seguinte sentença:
R3 = {(x, y) ∈ A × B / y < x}
– Listagem dos elementos:
R3 = {(3, 2), (4, 2), (8, 2), (8, 5)}
– Diagrama de flechas:
– Gráfico cartesiano:
I. Domínio
Chamamos de domínio de uma relação o
conjunto dos elementos do primeiro conjun-
to que apresentam pelo menos um corres-
pondente no segundo conjunto. Nos exem-
plos de relação binária apresentados, temos:
D (R1) = {–1, 0, 1, 2}
D (R2) = {2, 4, 8}
D (R3) = {3, 4, 8}
II. Contradomínio
Chamamos de contradomínio o conjunto
formado pelos elementos que ficam à dispo-
sição para serem ou não correspondentes de
um ou mais elementos do primeiro conjunto.
O contradomínio é sempre o segundo con-
junto da relação. Em todos os exemplos que
vimos, o contradomínio é o conjunto B. Assim:
CD (R1) = CD (R2) = CD (R3) = B
III. Conjunto imagem
Chamamos de imagem cada um dos ele-
mentos do segundo conjunto que é correspon-
dente de algum elemento do primeiro con-
junto da relação binária. O conjunto forma-
do por todas as imagens da relação é chama-
do conjunto imagem. Nos exemplos estuda-
dos, temos:
Im (R1) = {0, 1, 4}
Im (R2) = {3, 5, 9}
Im (R3) = {2, 5}
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição10
Funções
PV2D-06-MAT-51
O conjunto imagem está sempre contido
no contradomínio, ou seja, o conjunto ima-
gem é subconjunto do contradomínio.
2. Função
2.1.ApresentaçãoInformal
Antes de formalizar matematicamente o
estudo das funções, vamos apresentar noções
sobrefunçãoquefazempartedonossodia-a-dia.
O custo da energia elétrica é calculado por
meio de uma função que depende do consu-
mo de energia. Devemos notar que, para cada
consumo, existe uma única tarifa a ser co-
brada. Não é possível o mesmo consumo com
duas tarifas diferentes.
A tarifa de uma viagem de táxi é cobrada
em função da quilometragem dessa viagem.
Devemos notar que, para cada quilometra-
gem percorrida, existe uma única tarifa a ser
cobrada. Não existe a possibilidade de uma
mesma "corrida" apresentar dois valores di-
ferentes de cobrança.
O imposto de renda descontado na fonte,
para as pessoas assalariadas, tem um valor cal-
culado em função do salário do trabalhador.
Notemosqueomesmosalárioeasmesmascon-
dições do trabalhador não podem representar
valores diferentes de imposto de renda a ser re-
tido na fonte. Para cada valor de salário existe
umúnicovalordeimpostoderendaaserretido.
2.2.ApresentaçãoMatemática
Notemos que, nos exemplos apresentados
anteriormente, podemos agrupar os elemen-
tos e seus correspondentes em conjuntos em
que os elementos de um estão relacionados
com os elementos do outro. Isso nos leva a pen-
sar em função como sendo um relacionamen-
to especial entre dois conjuntos, de tal manei-
ra que cada elemento de um conjunto tenha
um único correspondente no outro conjunto.
Definição
Dados dois conjuntos A e B, não-vazios,
função ou aplicação é uma relação binária
de A em B de tal maneira que todo elemento x,
pertencente ao conjunto A, tem para si um
único correspondente y, pertencente ao con-
junto B, que é chamado de imagem de x.
Notemos que, para uma relação binária
dos conjuntos A e B, nesta ordem, represen-
tar uma função é preciso que:
1º) todo elemento do conjunto A tenha al-
gum correspondente (imagem) no conjunto B;
2º) para cada elemento do conjunto A
exista um único correspondente (imagem)
no conjunto B.
Assim como em relações, usamos para as
funções, que são relações especiais, a seguin-
te linguagem:
Domínio: conjunto dos elementos que
possuem imagem. Portanto, todo o conjunto
A, ou seja, D = A.
Contradomínio: conjunto dos elementos
que se colocam à disposição para serem ou
não imagens dos elementos de A. Portanto,
todo o conjunto B, ou seja, CD = B.
Conjunto imagem: subconjunto do con-
junto B formado por todos os elementos que
são imagens dos elementos do conjunto A, ou
seja, no exemplo anterior: Im = {a, b, c}.
2.3.ReconhecimentodeumaFunção
pormeiodoDiagramadeFlechas
As condições que uma relação represen-
tada por meio do seu diagrama de flechas
deve satisfazer para ser uma função são:
1º) todo elemento de A deve servir como
ponto de partida de uma flecha.
2º) essa flecha deve ser única.
Exemplos
a)
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 11
Funções
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Não é função, pois não parte nenhuma fle-
cha do elemento d ∈ A.
b)
Não é função, pois partem duas flechas do
elemento c ∈ A.
c)
É uma função, pois satisfaz as condições
enunciadas com
domínio = A = {a, b, c}.
contradomínio=B={1,2,3,4} e Imagem={1,2}
2.4.ReconhecimentodeumaFunção
por meio do seu Gráfico Cartesiano
Vamos observar os gráficos das relações
binárias que se apresentam a seguir.
Devemos observar que, para localizarmos
a imagem de um determinado elemento do
domínio, representado no eixo horizontal,
basta, por meio de uma reta vertical, atingir-
mos o gráfico da relação e, com o uso de outra
reta, agora horizontal, projetarmos este pon-
to de intersecção da reta com o gráfico no eixo
vertical, que representa o contradomínio. Es-
taremos, assim, determinando a imagem do
elemento considerado.
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição12
Funções
PV2D-06-MAT-51
Com base neste procedimento, lembran-
do que, para ser uma função, todo elemento
do domínio deve ter uma única imagem no
contradomínio, podemos estabelecer a se-
guinte regra: para o reconhecimento de uma
função por meio de seu gráfico cartesiano é
preciso que toda e qualquer reta vertical que
passe pelo domínio da relação "corte" uma
única vez o gráfico da relação, que, aí sim,
será considerada uma função.
R1 não é função.
R2 não é função.
R3 é função.
Exercícios Resolvidos
01.
a) Sendo A = {1,2} e B = {–1, 0, 1}, calcule
A × B (A cartesiano B) e desenhe seu gráfico.
b) Considerando os mesmos conjuntos
anteriores, calcule B × A (B cartesiano A) e de-
senhe seu gráfico.
(Observe que A × B ≠ B × A)
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 13
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
a) A × B = {(1, –1), (1, 0), (1, 1), (2, –1), (2,0), (2, 1)} b) B × A = {(–1, 1), (–1, 2), (0,1), (0,2), (1,1), (1,2)}
02. Trabalhando ainda com os mesmos conjuntos, considere as seguintes relações de Aem B.
R1 = {(x, y) ∈ A × B / y = x2 – 2}
R2 = {(x, y) ∈ A × B / y = x – 1}
Represente R1 e R2 utilizando diagramas de flechas.
Resolução
03. (FGV-SP) São dados os conjuntos
A = {2, 3, 4}, B = {5, 6, 7, 8, 9} e a relação
R = {(x, y) ∈ A × B / x e y sejam primos
entre si}. Um dos elementos dessa relação
é o par ordenado:
a) (9, 4) d) (3, 6)
b) (5, 4) e) (2, 8)
c) (4, 7)
Resolução
R = {(2,5), (2,7), (2,9), (3,5), (3,7), (3,8), (4,5),
(4,7), (4,9)}
Resposta: C
04. Sejam os conjuntos
A = {–2, –1, 0, 1, 2, 3, 4} e B = {0, 1, 2}
e R = {(x, y) ∈ A × B / x = y2}:
a) determine os elementos de R;
b) determine o domínio e a imagem de R.
Resolução
a) R = {(0,0); (1, 1); (4,2)}
b) Domínio = {0, 1, 4)
Imagem = {0, 1, 2}
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição14
Funções
PV2D-06-MAT-51
05. (UFRN) Se n(A) = 3 e n(B) = 2, então
(n(A × B))n(A ∩ B) é, no máximo, igual a:
a) 1 d) 18
b) 6 e) 36
c) 12
Resolução
n(A × B) = n(A) n(B) = 3 · 2 = 6
O número máximo de elementos de A ∩ B = 2.
Então, o máximo de (n (A × B)) n(A ∩ B) é 62 = 36
Resposta: E
06. (UFU-MG) Quais dos seguintes dia-
gramas definem uma função de X = (a, b, c, d)
em Y = (x, y, z, w)?
a) II, III e IV
b) IV e V
c) I, II e V
d) I e IV
e) I, IV e V.
Resolução
I é função; II não é função, pois d tem 2 corres-
pondentes em Y; III não é função, pois a não tem
correspondente em Y; IV é função; V não é função,
pois a e c têm 2 correspondentes em Y e d não tem
correspondenteemY.
Resposta: D
07. (UFMG) Das figuras abaixo, a única
que representa o gráfico de uma função real y
= f(x) com domínio [a, b] é:
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 15
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição16
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resposta: E
3. Notação de Função
Para apresentarmos uma função, preci-
saremos de três componentes.
I. O primeiro conjunto, em que escolhemos
os elementos para os quais procuraremos as
imagens correspondentes. Esse conjunto é o
domínio da função.
II. O segundo conjunto, em que procura-
remos as imagens dos elementos do domínio.
Esse conjunto é o contradomínio da função.
III. A sentença matemática que conduz os
elementos do domínio até a imagem corres-
pondente a ele no contradomínio.
f: D → CD com y = f(x)
Vejamos alguns exemplos.
Exemplo 1
Consideremos os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 5}
e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}. Vamos definir a
função f de A em B com f(x) = x + 1. Tomamos
um elemento do conjunto A, representado por
x, substituímos este elemento na sentença f(x),
efetuamos as operações indicadas e o resul-
tado será a imagem do elemento x, represen-
tada por y.
f: A → B
y = f(x) = x + 1
Exemplo 2
Consideremos os conjuntos A = {–1, 1, 2, 5}
e B = {0, 1, 2, 3, 17, 24, 33}. Vamos definir a
função f de A em B com f(x) = x2 – 1. Assim,
teremos os dados a seguir.
A imagem do elemento –1 representada
por f(–1) = (–1)2 – 1 = 0, ou seja, o par (–1, 0) ∈ f.
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 17
Funções
PV2D-06-MAT-51
A imagem do elemento 1 representada por
f(1) = 12 – 1 = 0, ou seja, o par (1, 0) ∈ f.
A imagem do elemento 2 representada por
f(2) = 22 – 1 = 3, ou seja, o par (2, 3) ∈ f.
A imagem do elemento 5 representada por
f(5) = 52 – 1 = 24, ou seja, o par (5, 24) ∈ f.
Notemos que existem dois elementos do
conjunto A com uma mesma imagem no
conjunto B. Isto é permitido pela definição de
função. O que não pode ocorrer é um mesmo
elemento com mais de uma imagem ou um
elemento sem imagem.
f: A → B; y = f(x) = x2 – 1
Observação
No estudo das funções é muito freqüente
utilizarmos, tanto para primeiro conjunto
como para segundo conjunto de uma função,
o conjunto dos números reais. Nessas condi-
ções, convencionou-se que podemos omitir a
colocação dos dois conjuntos e a função será
denominada, simplesmente, função real. Para
uma função real, basta apresentarmos a sen-
tença matemática que relaciona os elemen-
tos do domínio às imagens no contradomínio.
Exemplo
Para apresentarmos a função f de R em R
com f(x) = 2x3 + 3, basta apenas dizermos que é
uma função real com f(x) = 2x3 + 3.
4.GráficodeumaFunção
A apresentação de uma função por meio
de seu gráfico é muito importante, não só na
Matemática como nos diversos ramos dos
estudos científicos.
Estabelecer um gráfico que represente o
peso e a altura de uma criança em função de
sua idade é muito importante dentro da pe-
diatria, pois pode-se avaliar quando uma
determinada criança está dentro dos padrões
normais de crescimento.
Por meio de um gráfico que representa o
crescimento populacional de um determinado
país, pode-se estimar sua população futura
e, assim, podem ser programados os empre-
endimentos físicos e sociais que serão neces-
sários para o atendimento dessa população.
O desempenho de uma empresa no setor
de vendas, por exemplo, pode ser apresenta-
do por intermédio de um gráfico no qual re-
presentamos a quantidade de unidades ven-
didas de um determinado bem ao longo dos
dias, meses ou anos, e assim torna-se possí-
vel a programação na fabricação do referido
bem ou a avaliação do rendimento da equipe
de vendas.
Na Física, o deslocamento de um móvel
pode ser representado por meio de um gráfi-
co e, a qualquer instante, poderemos locali-
zar a posição exata desse móvel pela obser-
vação do referido gráfico.
Notamos, portanto, que a transformação
de situações reais em gráficos é de muita im-
portância em todos os setores de nossas ati-
vidades.
No terreno matemático, para construir-
mos o gráfico de uma função, devemos tomar
todos os elementos do domínio, substituir-
mos cada um deles na sentença que repre-
senta a função e, obtendo a imagem corres-
pondente a cada um desses elementos, repre-
sentar cada par ordenado (elemento, imagem)
no plano cartesiano. A seqüência dos pontos
que representam os pares ordenados deter-
mina o gráfico da função.
Muitas vezes não precisamos tomar to-
dos os pontos do domínio para a construção
do gráfico da função, bastando alguns pon-
tos para nos dar a noção exata de qual será o
comportamento gráfico da referida função.
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição18
Funções
PV2D-06-MAT-51
Vejamos o exemplo.
Consideremos a função real f(x) = 2x – 1.
Vamos construir uma tabela fornecendo
valores para x e, por meio da sentença f(x),
obteremos as imagens y correspondentes.
Transportados os pares ordenados para o
plano cartesiano, vamos obter o gráfico
correspondente à função f(x), como se vê a
seguir.
Podemos, por meio do gráfico de uma fun-
ção, reconhecer o seu domínio e o conjunto
imagem. Vamos observar o gráfico a seguir.
Consideremos a função f(x) definida por
A = [a, b] em R.
Domínio: projeção ortogonal do gráfico
da função no eixo x. Assim, D = [a, b] = A.
D = [a; b]
Conjunto imagem: projeção ortogonal do
gráfico da função no eixo y. Assim, Im = [c, d].
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 19
Funções
PV2D-06-MAT-51
Im = [c, d]
Observação
O contradomínio (R) é representado por
todo o eixo y.
Outra importante informação que pode-
mos retirar sobre o comportamento de uma
função, pela observação do gráfico, é a sua
monotonicidade. Uma função pode ter o se-
guinte comportamento:
I. função crescente: a função f(x), num de-
terminado intervalo, é crescente se, para
quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva-
lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) < f(x2).
x1 < x2 ⇒ f(x1) < f(x2)
II. função decrescente: função f(x), num
determinado intervalo, é decrescente se, para
quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva-
lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) > f(x2).
x1 < x2 ⇒ f(x1) > f(x2)
III. função constante: a função f(x), num
determinado intervalo, é constante se, para
quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva-
lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) = f(x2).
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição20
Funções
PV2D-06-MAT-51
Exercícios Resolvidos
01.(USF-SP) O número S do sapato que
uma pessoa calça está relacionado com o com-
primento p, em centímetros, do seu pé, pela
fórmula:
1 2 3
43 56
7
= =
+
1 2
Qual é o número do sapato de uma pessoa
cujo comprimento do pé é 27,2 cm?
Resolução
1 2 3453
6 3453 37
8
89= =
⋅ +
=1 2
Resposta: 41
02. (Vunesp) Definamos f: N ⇒ N por
1
1 2 1 2
1 2
2 3
1 2
3 4 1 2
=
+ =
5
67
87
Então:
a) f (3) = 8 d) f(3) = 16
b) f(3) = 9 e) f(3) = 32
c) f(3) = 12
Resolução
Para n = 0 ⇒ f(0 + 1) = 2f(0) ⇒ f(1) = 21 = 2
Para n = 1 ⇒ f(1 + 1) = 2f(1) ⇒ f(2) = 22 = 4
Para n = 2 ⇒ f(2 + 1) = 2f(2) ⇒ f(3) = 24 = 16
Resposta: D
03. (Cesgranrio-RJ) Se f: R ⇒ R é uma
função definida pela expressão
f(x – 1) = x3, então o valor de f(3) é igual a:
a) 0
b) 1
c) 6
d) 15
e) 64
Resolução
Para calcular f(3) devemos ter x – 1 = 3 ou x = 4.
Assim, f(3) = 43 = 64
Resposta:E
04. (UFMG) Uma função f: R → R é tal que
f(5x) = 5f(x) para todo o número real x.
Se f(25) = 75, então o valor de f(1) é:
a) 3 d) 25
b) 5 e) 45
c) 15
Resolução
Fazendo-se x = 5, vem:
f(5 · 5) = 5f(5) ⇒ f(25) = 5 · f(5)
Mas f(25) = 75.
Logo,
75 = 5 · f(5) ⇒ f(5) = 15
Fazendo-se x = 1, vem:
f(5 · 1) = 5f(1) ⇒ f(5) = 5f(1). Logo:
15 = 5 · f(1) ⇒ f(1) = 3
Resposta: A
05. (UFMG) Dos gráficos, o único que repre-
senta uma função de imagem 1 2 1∈ ≤ ≤12 31 2e
domínio 1 2 1∈ ≤ <12 31 241
a)
b)
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 21
Funções
PV2D-06-MAT-51
c)
d)
e)
Resolução
a) 12 3 4 56 3 7= ∈ < <1 2
b) 1 2 3 4= ∈ ≤ ≤1 221 2
c) Correta
d) Não é função.
e) Não é função.
Resposta: C
06. (Mackenzie-SP) O gráfico abaixo repre-
senta uma função definida em R por y = f(x).
O valor de f(2) + f(f(–5)) é igual a:
a) –2 d) 1
b) –1 e) 2
c) 0
Resolução
Do gráfico, temos:
f(–5) = 5
f(f(–5)) = f(5) = 3
f(2) = –3
Logo: f(2) + f(f(–5)) = –3 + 3 = 0
Resposta: C
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição22
Funções
PV2D-06-MAT-51
5.DomíniodeumaFunção
Para uma função de R em R, ou seja, com
elementos no conjunto dos números reais e
imagens também no conjunto dos números
reais, será necessária, apenas, a apresentação
da sentença que faz a "ligação" entre o elemen-
to e a sua imagem. Porém, para algumas sen-
tenças, alguns valores reais não apresentam
imagem real. Por exemplo, na função
1 2 21 2 1 2= − 3 , o número real 0 não apresen-
ta imagem real e, portanto, f(x) não é função.
Para que possamos dar à f(x) característi-
cas de função, precisamos limitar o conjunto
de partida, eliminando do conjunto dos nú-
meros reais os elementos que, para essa sen-
tença, não apresentam imagem. Nesse caso,
bastaria estabelecermos como domínio da
função f(x) o conjunto D = {x ∈ R / x ≥ 1}.
Para determinarmos o domínio de uma
função, portanto, basta garantirmos que as
operações indicadas na sentença são possí-
veis de serem executadas. Dessa forma, ape-
nas algumas situações nos causam preocu-
pação e elas serão estudadas a seguir.
1º) y f x f x n Nn= ≥ ∈1 2 1 2 31 4 1 2
2º) y
f x
f x= ⇒ ≠
1
2
3 4
3 4
Vejamos alguns exemplos de determina-
ção de domínio de uma função real.
Exemplos
Determine o domínio das seguintes fun-
ções reais.
1º) f(x) = 3x2
+ 7x – 8
D = R
2º) f(x) = 1 − 1
x – 7 ≥ 0 ⇒ x ≥ 7
D = {x ∈ R / x ≥ 7}
3º) f(x) = 1 + 11
D = R
Observação
Devemos notar que, para raiz de índice ím-
par, o radicando pode assumir qualquer
valor real, inclusive o valor negativo.
4º) f(x) =
1
21 +
x + 8 > 0 ⇒ x > –8
D = {x ∈ R / x > –8}
5º) f(x) =
1
1
−
−
1
2
x – 5 ≥ 0 ⇒ x ≥ 5
x – 8 ≠ 0 ⇒ x ≠ 8
D = {x ∈ R / x ≥ 5 e x ≠ 8}
Conclusão
Podemos, finalmente, apresentar a função
real como sendo aquela que apresenta uma
sentença f(x) e, como domínio, o mais amplo
subconjunto real, de tal maneira que todas
as operações indicadas na sentença f(x) pos-
sam ser executadas.
Como observação, podemos estabelecer
que o contradomínio será considerado, sem-
pre, o conjunto dos números reais.
Exercícios Resolvidos
01.Determine o domínio das funções re-
ais apresentadas abaixo.
a) f(x) = 3x2
+ 6x + 8
b) f(x) =
1
1 21 −
c) f(x) = 1 + 1
d) f(x) = 1 21 1 +
e) f(x) =
1
2 3
1
1 +
Resolução
a) D = R
b) 3x – 6 ≠ 0 ⇒ x ≠ 2 ⇒ D = R – {2}
c) x + 2 ≥ 0 ⇒ x ≥ –2 ⇒ D = {1 2 1∈ ≥1 –2}
d) D=R(devemosobservarqueoradicandodeve
sermaiorouigualazeropararaízesdeíndicepar)
e) Temosumaraizcomíndiceparnodenomina-
dor,assim:
Capítulo 01. Função: Apresentação e Definição 23
Funções
PV2D-06-MAT-51
7x + 5 > 0 ⇒ x > 1
2
3
D = x R / x –
5
7
∈ >
123
456
02.(Cefet–PR)
Se f x
x x
x x
1 2 =
3 1 2
3 1
4
4
é uma função de D em
R, então D é o conjunto:
a) 1 2 31 2 1∈ ≠ 4
b) 1 2 31 2 1 1∈ ≠ ≠ ±4 56
c) 1 2 3451 2 1 1∈ < >6 47 89
d) 1 2 3451 2 1 1∈ > <467
e) 1 2 34 5x R x x∈ < < >6 478
Resolução
1 2 1 31 2
1 ⇒ 1 21 3 45 61 2
⋅ ≠
1 21
≠ e 1 2 3 41
≠
1 2≠ e 1 2≠ ±
Resposta: B
03.O domínio da função dada por
1 2 2= + + 1 é:
a) 1 2 3 4 56x R x∈ ≥ 7
b) 1 2 3 4 5678x R x∈ ≠
c) 1 2 R3
d) 1 2 3 4 561 2 1∈ > 7
Resolução
1 1 2⇒ ≥ (I)
x 4 x 0 x –4+ ⇒ + ≥ ⇒ ≥1 (II)
(I) ∩ (II)
1 2 34 5 6 4 78∈ ≥
Resposta: A
04. (PUC–SP)
Qual o domínio da função:
f x x12 34 1
→ 3 56 2 ?
Resolução
123 1 45 61 2
≥
Multiplicando os dois membros por –1
(x – 1) 03 2
≤
Lembrando que qualquer número real elevado ao
quadrado é positivo ou nulo, só temos uma opção:
1 2 3 41
=
1 21
=
1 2=
D = {1}
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau24
Funções
PV2D-06-MAT-51
Capítulo02. Funçõesdo1º e do 2º Grau
1. FunçõesElementares
Algumas funções são utilizadas com maior
freqüência dentro da Matemática e, por isso,
é conveniente que suas principais caracterís-
ticas sejam previamente estudadas, facilitan-
do o seu uso.
Essas funções são as chamadas funções
elementares e veremos as principais a seguir.
1.1.FunçãoConstante
– Sentença: f (x) = k, em que k é uma função
constante real.
– D = R, CD = R e Im = {k}
– Gráfico
Conclusão: o gráfico de uma função cons-
tante é uma reta horizontal que intercepta o
eixo y em k.
Veja o gráfico a seguir:
1.2. FunçãoIdentidade
– Sentença: f(x) = x, em que cada elemento
tem como imagem ele mesmo.
– D = R, CD = R e Im = R
– Gráfico
Conclusão: o gráfico de uma função iden-
tidade é uma reta bissetriz dos quadrantes
ímpares do plano cartesiano, passando pela
origem do sistema.
1.3. Função do 1º Grau
– Sentença: f(x) = ax+ b, com a diferente de 0
– D = R, CD = R e Im = R.
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 25
Funções
PV2D-06-MAT-51
– Gráfico
Exemplo para a > 0.
Consideremos f (x) = 2x – 1.
Exemplo para a < 0
Consideremos f (x) = – x + 1.
Conclusão: o gráfico de uma função do 1º
grau é uma reta crescente para a > 0 e uma
reta decrescente para a < 0.
– Raiz de uma função é o ponto em que o
gráfico intercepta o eixo x. Para obtermos a raiz
deumafunção,devemosdeterminaroelemento
para o qual a imagem é zero, ou seja, basta fazer
f (x) = 0. No caso da função do 1º grau, teremos:
ax + b = 0 1 ax = –b 1 x = –b/a
– Coeficientes
a é chamado coeficiente angular e b é cha-
mado coeficiente linear.
– Intersecção com o eixo y é a intersecção
do gráfico de uma função com o eixo y e ocorre
na imagem do elemento x = 0, sempre no termo
independentedex.Nocasodafunçãodo1ºgrau
de sentença f (x)=ax+b,o"cruzamento"dográ-
fico com o eixo ocorre no ponto de ordenada b.
Observação
Sempre que b ≠ 0, para construirmos o
gráfico f(x) basta assinalarmos o ponto (0, b)
no eixo y e o ponto (–b/a, 0) no eixo x. A reta
determinada por esses pontos será o gráfico
da função.
– Estudo do sinal da função do 1º grau:
para o estudo da variação de sinal da fun-
ção do 1º grau, seguiremos a convenção ado-
tada para o eixo das ordenadas, em que es-
tão representadas as imagens dos elemen-
tos posicionados no eixo x. Assim, toda re-
gião gráfica acima do eixo x representará
uma imagem positiva, ao contrário das
imagens negativas, que sempre estarão
posicionadas abaixo do eixo x. Por este en-
tendimento, o estudo da variação de sinal
de uma função do 1º grau depende apenas
do coeficiente angular da reta, que pode ser
positivo (reta crescente) ou negativo (reta
decrescente), e da raiz da função.
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau26
Funções
PV2D-06-MAT-51
Consideremosafunçãof (x)=ax+bcoma≠0,
em que x0 é a raiz da função f(x).
Observação
A função do 1º grau f (x) = ax + b, com a ≠ 0,
será denominada função linear quando o
valor do termo independente de x, o termo b,
for igual a zero. A função do 1º grau é tam-
bém conhecida como função afim.
Exercícios Resolvidos
01.(Mackenzie-SP) A função f é definida
por f(x) = ax + b. Sabendo-se que f(–1) = 3 e
f(1) = 1, o valor de f(3) é:
a) 0 d) –3
b) 2 e) –1
c) –5
Resolução
1 23 4 5 23 6 4
1 3 3 5 3 6 3
5 2 3 7 6 8
1 9 2 9 8
1 2 1 2
1 2
1 2
= ⇒ ⋅ + =
= ⇒ ⋅ + =
3
45
65⇒ = =
∴ = +
Assim, f(3) = –3 + 2 = –1
Resposta:E
02.(UFMG) Sendo a < 0 e b > 0, a única re-
presentação gráfica correta para a função f(x)
= ax + b é:
Resolução
Como a < 0, a função deve ser decrescente .
Como b > 0, deve interceptar o eixo y na parte
positiva (acima do eixo x).
Resposta: A
03. (UFPI) A função real de variável real,
definida por f(x) = (3 – 2a)x + 2, é crescente
quando:
a) a > 0 c) a =
1
2
b) a <
1
2
d) a >
1
2
Resolução
Para f(x) ser crescente, devemos ter 3 – 2a > 0
Logo: –2a > –3 · (–1)
12 3 2
3
1
< ⇒ <
Resposta: B
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 27
Funções
PV2D-06-MAT-51
04. Esboçar o gráfico, determinar o domínio,
contra-domínio, conjunto imagem e classificar
quanto ao crescimento as seguintes funções:
a) f(x) = 2x – 1
b) f(x) = 2 – x
c) f(x) = 2
Resolução
a) f(x) é uma função do 1º grau, então D = R,
CD = R e Im = R
Como a = 2 > 0, a função é crescente.
b) f(x) = 2 – x
f(x) é uma função do 1º grau, então D = R,
CD = R e Im = R.
Como a = –1 < 0, a função é decrescente.
c) f(x) = 2
f(x) é uma função constante, então D = R,
CD = R e Im = 2
05. (Unifor-CE) Seja f a função real definida
por 1 2
2
1 21 23
4
,paratodoxdointervalo[–3;1].
Seu conjunto imagem é:
a) R
b) −
1
23 4
56
1
2
13 d) −
1
23 4
56
1
2
3
2
4
c) −
1
23 4
56
1
2
1
2
3 e)
1
2
3
2
4
1
23 4
56
Resolução
Como f(x) é do 1º grau, o gráfico seria uma reta.
Todavia, como o domínio é um intervalo real e não R,
o gráfico será um segmento de reta.
12 3 4 56 7 4
8
9
123
 4 
 7 4

9
1
1
1
23
43
Logo,oconjuntoimagemserádefinidode
1
2
até
1
2
.
Assim:
12
3
4
5
6
4
=
1
23 4
56
Gráfico
Resposta: E
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau28
Funções
PV2D-06-MAT-51
2. Função do 2o Grau:
Apresentação
Denominamos função quadrática ou fun-
ção polinomial do segundo grau ou simples-
mente função do segundo grau a uma função
de R em R que associa a cada x real uma ima-
gem y, também real, dada por y = ax2 + bx + c,
sendo a ∈ R*, b ∈ R e c ∈ R; x é variável livre,
y é a variável dependente; a, b e c são coefici-
entes numéricos da função.
f : R → R
y = f (x) = ax2 + bx + c
a ∈ R*, b ∈ R e c ∈ R.
Se b ≠ 0 e c ≠ 0, a função é chamada comple-
ta; caso contrário, será chamada incompleta.
Exemplos
a) f (x) = 3x2 + 2x – 5 é função do 2ºgrau
completa.
b) f (x) = x2 – 6x + 4 é função do 2º grau
completa.
c) f (x) = –2x2 + 2x + 1 é função do 2º grau
completa.
d) f (x) = –x2 + 5 é função do 2º grau in-
completa (b = 0).
e) f (x) = 4x2 + 3x é função do 2º grau in-
completa (c = 0).
f) f (x) = –x2 é função do 2º grau, incom-
pleta (b = 0 e c = 0).
g) f (x) = 2x3 – 3x2 + 2x – 5 não é função do
2º grau.
h) f (x) = 3x – 5 não é função do 2º grau.
i) f (x) = –3x + 6 não é função do 2º grau.
2.1. Concavidade
No plano cartesiano, o gráfico da função
do 2º grau é uma curva aberta chamada pa-
rábola. No caso das funções do 2º grau, a
parábola pode ter sua concavidade voltada
para cima (a  0) ou voltada para baixo (a  0),
como vemos a seguir:
2.2. Raízes
As raízes ou zeros da função quadrática
f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais
que f(x) = 0 e, portanto, as soluções da equa-
ção do segundo grau.
ax2 + bx + c = 0
A resolução de uma equação do 2º grau é
feita com o auxílio da chamada “fórmula
resolutiva de Bhaskara”.
1
2
3
4567 2 3 81
2 3
1 2 4 4
5
5
9

1
Observe que:
Se ∆  0, a equação apresentará duas rai-
zes distintas, que são:
1
2
3
4 1
2
3
1 2
5 5
=
− +
=
− −∆ ∆
Se ∆ = 0, a equação apresentará duas rai-
zes iguais, que são:
1 1
2
3
1 2
4
= =
−
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 29
Funções
PV2D-06-MAT-51
Se ∆  0, sabendo que nesse caso , ∆ ∉ 12
diremos que a equação não apresenta raízes
reais.
Significadogeométricodasraízes
Interpretando geometricamente, dizemos
que as raízes da função quadrática são as
abscissas dos pontos onde a parábola corta o
eixo dos x.
Então:
2.3.VérticedaParábola
A parábola que representa graficamente a
função do 2º grau apresenta como eixo de si-
metria uma reta vertical que intercepta o grá-
fico num ponto que chamaremos de vértice.
Para determinarmos a abscissa do vérti-
ce (xv), usamos o fato de que, sendo o gráfico
simétrico em relação a esta reta vertical, os
valores (xv+ k) e (xv – k) apresentam a mesma
imagem, ou seja, f(xv + k) = f(xv – k). Sendo
f(x) = ax2 + bx + c, temos:
f(xv + k) = a(xv + k)2 + b(xv + k) + c = y1
f(xv – k) = a(xv – k)2 + b (xv – k) + c = y2
Considerando que y1 = y2, teremos:
1
2
3
1 =
−
4
que é o valor da abscissa do vértice (xv).
Para determinarmos a ordenada do vér-
tice (yv), usamos o fato de que o vértice é
um ponto pertencente à parábola e que, por-
tanto, a imagem de xv é yv, ou seja, yv = f(xv).
Assim, teremos
yv = a(xv)2 + b(xv) + c → yv =
−∆
12
,
que é o valor da ordenada do vértice (yv).
yv = −∆
12
2.4. Intersecção com o Eixo y
Qualquer ponto do eixo tem coordenadas
(0, y). Para determinarmos a intersecção da
função f(x) = ax2 + bx + c com o eixo y basta
fazer x = 0.
f(0) = a · 02 + b · 0 + c → f(0) = c.
Logo, a parábola intercepta o eixo y no
ponto (0, c).
2.5. Esboço do Gráfico
As raízes (quando são reais), o vértice e a
intersecção com o eixo y são fundamentais
para traçarmos um esboço do gráfico de uma
função do 2º grau.
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau30
Funções
PV2D-06-MAT-51
2.6.ConjuntoImagem
O conjunto imagem de uma função do 2º grau está associado ao seu ponto extremo, ou seja,
à ordenada do vértice (yv).
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 31
Funções
PV2D-06-MAT-51
Exercícios Resolvidos
01.Esboçar o gráfico e determinar o con-
junto imagem das funções abaixo.
a) f(x) = x2 – 6x + 8
b) f(x) = –x2 + 2x + 3
c) f(x) =
1
2
x2 + x + 1
Resolução
a) f(x) = x2 – 6x + 8
Concavidade: a = 1  0 → para cima
raízes = ∆ = 4; x1 = 2 e x2 = 4
Vértice : 1
2
3
1 =
−
=
4
5 1
1 2 34 1
5
1 1= = − =
−
=
−
= −1 26 7
8
8
8
7
∆
Intersecção com o eixo y: c = 8
Resposta:
Imagem : Im = { y ∈ R/ y ≥ –1 }
Esboço
b) f(x) = –x2 + 2x + 3
Concavidade: a = –1  0 para baixo; raízes:
∆ = 16; x1 = –1 e x2 = 3
Vértice: xv =
−1
23
= 1 ; yv =
−∆
12
= 4
Intersecção com o eixo y: c = 3
Resposta: Im = { y ∈ R / y ≤ 4 }
Esboço
c) 1 2 2 21 2= + +
3
4
31
Concavidade: a =
1
2
3 para cima; raízes:
∆ = –1 → E raízes reais
Vértice: xv = –b/2a = –1 ; yv =
−
=
∆
1
2
34
Intersecção com o eixo y: c =1
Resposta
Im = {y ∈ IR / y ≥
1
2
}
Esboço
y
x–1
1
2
1
eixodesimetria
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau32
Funções
PV2D-06-MAT-51
02.(Vunesp) O gráfico da função
quadrática definida por y = x2 – mx + (m – 1),
onde m é um número real, tem um único ponto
em comum com o eixo das abscissas. Então o
valor de y que essa função associa a x = 2 é:
a) –2 d) 1
b) –1 e) 2
c) 0
Resolução
Como a função tem um único ponto em comum
com o eixo X, o valor de ∆ é zero. Assim:
∆ = 0 → (–m)2 –4 · 1 · (m – 1) = 0 → m = 2
Logo, y = x2 – 2x + 1. Portanto, para x = 2,
temos: y = 22 – 2 · 2 + 1 = 1
Resposta: D
03. (UFRN) Se f(x) = x2 – 1, então é crescen-
te no intervalo:
a) [0, ∞[ d) ]–∞, 1]
b) [–1, 1] e) ]–∞, 0]
c) [–1, ∞[
Resolução
f(x) = x2 – 1
Esboçando o gráfico da função, temos:
Logo, a função é crescente para todo x ≥ 0.
Resposta: A
04.(UFPI) Uma fábrica produz p(t) = t2 + 2t
pares de sapatos t horas após o início de suas
atividades diárias. Se a fábrica começa a fun-
cionar às 8 horas da manhã, entre 10 e 11 ho-
ras serão produzidos:
a) 7 pares de sapatos.
b) 8 pares de sapatos.
c) 15 pares de sapatos.
d) 23 pares de sapatos.
Resolução
Para t = 3 horas, temos:
p(3) = 32 + 2 · 3 ⇒ p (3) = 15 pares de sapato
Para t = 2 horas, temos:
p(2) = 22 + 2 · 2 = 8 pares de sapato
Logo, entre 10 e 11 horas serão produzidos
15 – 8 = 7 pares de sapato.
Resposta: A
3. Função do 2º Grau: Pontos
Extremos
O gráfico da função do 2º grau
f(x) = ax2 + bx + c, a ≠ 0 é uma parábola. Essa
parábola tem a concavidade voltada para
cima quando a  0 e concavidade voltada para
baixo quando a  0.
3.1.VérticedaParábola
A parábola que representa graficamente
a função do 2º grau apresenta como eixo de
simetria uma reta vertical que intercepta o
gráfico num ponto chamado de vértice.
As coordenadas do vértice são:
1
2
3
1 =
−
4
e 1
2
1 =
−∆
3
3.2.ValoresExtremos
O yV representa o valor extremo da fun-
ção. Se a concavidade da parábola estiver vol-
tada para baixo, o yV será o valor máximo da
função; se a concavidade estiver voltada para
cima, o yV será o valor mínimo da função.
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 33
Funções
PV2D-06-MAT-51
Exercícios Resolvidos
01.(Cesgranrio-RJ) O valor mínimo do
polinômio y = x2 + bx + c, cujo gráfico é mos-
trado na figura, é:
a) –1 d) −
1
2
b) –2 e) −
1
2
c) −
1
2
Resolução
O gráfico da função y = x2 + bx + c passa pelos
pontos (0, 0) e (3, 0). Logo:
(0, 0) → c = 0
(3,0) → 9 + 3b + c = 0 → b = –3
Logo: f(x) = x2 – 3x
O valor mínimo será 1
2
1 1
21
3
D = 9 – 4 · 1 · 0 = 9
Logo:
−
=
−
⋅
=
−∆
1
2
1 3
2
14
02.(PUC-SP) O valor extremo da função
y = x2 – 8x + 15 é:
a) máximo, dado por V = (4,1)
b) mínimo, dado por V = (4, –1)
c) máximo, dado por V = (–4, –1)
d) mínimo, dado por V = (–4, –1)
e) máximo, dado por V = (4, –1)
Resolução
Na função y = x2 – 8x + 15, o valor de a é 1;
logo, a função tem ponto de mínimo:
1
2
3
4
3
1
1
1
2
1
2 23 4
1
1
2
1
2
12
5
6
5
7
7
7
7
8
1
Portanto, o valor extremo da função é ponto de
mínimo(4,–1).
Resposta: B
03. (FCC-SP) Um menino está à distância
6 de um muro de altura 3 e chuta uma bola
que vai bater exatamente sobre o muro. Se a
equação da trajetória da bola em relação ao
sistema de coordenadas indicado pela figura
é y = ax2 + (1 – 4a) x, a altura máxima atingida
pela bola é:
a) 5 d) 3,5
b) 4,5 e) 3
c) 4
Resolução
O ponto (6, 3) pertence ao gráfico, logo:
3 = a(6)2 + (1 – 4a) · 6
3 = 36a + 6 – 24a →
1=
−2
3
Substituindo a =
12
3
na função:
1 2 21
2
3
3
4
51
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau34
Funções
PV2D-06-MAT-51
Calculando a altura máxima:
1 2
3
456789
123 41 1
2
1
2
2
1
1







Resposta: C
04. (FCMSC-SP) Considerem-se todos os re-
tângulosdeperímetro80m.Aáreamáximaque
pode ser associada a um desses retângulos é:
a) 200 m2 d) 600 m2
b) 250 m2 e) 800 m2
c) 400 m2
Resolução
2x + 2y = 80 → x + y = 40 → y = 40 – x
A = x · y
Logo:
A(x) = x · (40 – x)
= 40x – x2
A(x) = – x2 + 40x ; Amáx = yv
xv =
1
2
1
31
2
1
23
45
3 6
35
Se x = 20 → yv = A(20)
Logo:
Amáx = 20 · 20 = (20)2 = 400
Resposta: C
4. Função do 2o Grau:
Aplicações
Muitos são os fenômenos descritos mate-
maticamente através da função do 2º grau.
Problemas de física, química, biologia, ma-
temática financeira etc. são resolvidos estudan-
do-se os pontos de máximo ou mínimo, as
raízes, o sinal e a taxa de variação dessa função.
Para ilustrar algumas destas aplicações se-
lecionamos os problemas apresentados a seguir.
Exercícios Resolvidos
01.(Unicamp-SP) De acordo com a lei de
Poiseville, a velocidade do sangue num pon-
to a r cm do eixo central de um vaso sangüíneo
é dada pela função: v(r) = C(R2 – r2) em cm/s,
onde C é uma constante e R é o raio do vaso.
Supondo, para um determinado vaso que
C = 1,8 · 10–4 e R = 10–2 cm, calcule:
a) a velocidade do sangue no eixo central
do vaso sangüíneo;
b) a velocidade do sangue no ponto mé-
dio entre a parede do vaso e o eixo central.
Resolução
a) Para r = 0, temos:
1 2 3 4 2 1 2 34
1 2 567 58 58
1 2 567 58 58
1 2 567 9
1 1
1
2 1 1
2 2
1 2 3 4 1 2
1 2 3 4
1 2
1 2
= − ⇒ =
= ⋅ ⋅
= ⋅ ⋅
=
−
−
b) Para 1
2
3
=
1 2
3
4 2 2
3
1 2
3
4 2 2
5
1 2
3
4
1 2
3
678 69 

5
69
1 2
3
67
1
1
1
1
2 1 1
1
2
3
4 = −
1
2
3
4
5
677
8
9

⇒ 1
2
3
4 = −
5
67 8
9

1
2
3
4 =
5
6
77
8
9



1
2
3
4 = ⋅ ⋅ ⋅
1
2
3
4 =
−
1
2
1
3
Resposta: a) 1,8 cm/s; b) 1,35 cm/s
02.(Fuvest-SP) Um objeto é lançado ver-
ticalmente para cima. A altura h (em metros)
que o objeto atinge é dada por h (t) = 20t – 5t2,
onde t é o tempo decorrido após o lançamen-
to, em segundos.
Determinar:
a) Quanto tempo levará para o objeto atin-
gir sua altura máxima?
b) Qual a altura máxima?
c) Quanto tempo o objeto levará para atin-
gir novamente o solo, após ter atingido
sua altura máxima?
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 35
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
a) O tempo no qual o objeto atingirá a altura
máximaéoxV.
1 2 32 452 6
7
48
45
4 3
41
21 2 1 2= − + =
−
=
−
⋅ −
=
Resposta: t = 2 s
b) 1 2
34
355
65
65 7123 4= =
−
=
−
−
=
∆
Resposta: hmáx = 20 m
c) No solo h = 0 ⇒ – 5t2 + 20t = 0
t = 0 ou t = 4
Resposta: 4 s
03.(FGV-SP) O lucro mensal de uma em-
presa é dado por L(x) = –x2 + 30x – 5, onde x é
a quantidade mensal vendida.
a) Qual o lucro mensal máximo possível?
b) Entre que valores deve variar x para que o
lucro mensal seja no mínimo igual a 195?
Resolução
a) Lucromáximo=yV
yV =
−
=
−
−
=
∆
12
334
1
544
b) Para que o lucro seja 195 devemos ter:
195 = –x2 + 30x – 5 ⇒ –x2 + 30x –200 = 0
x = 10 ou x = 20
Analisando o gráfico, observamos que
10 ≤ x ≤ 20
Resposta: 10 ≤ x ≤ 20
04. (Unirio-RJ) Num laboratório é realiza-
da uma experiência com um material volátil,
cuja velocidade de volatilização é medida pela
sua massa, em gramas, que decresce em função
dotempot,emhoras,deacordocomafórmula:
m(t) = –32t – 3t+1 + 108
Assim sendo, o tempo máximo de que os
cientistas dispõem para utilizar este materi-
al antes que ele se volatilize totalmente é:
a) inferior a 15 minutos.
b) superior a 15 minutos e inferior a 30 mi-
nutos.
c) superior a 30 minutos e inferior a 60 mi-
nutos.
d) superior a 60 minutos e inferior a 90 mi-
nutos.
e) superior a 90 minutos e inferior a 120 mi-
nutos.
Resolução
m(t) = –32t – 3t+1 + 108 = – 32t – 3t · 31 + 108
m (t) = –(3t)2 – 3 · (3t) + 108
Quando o material estiver todo volatilizado tere-
mos que a massa do material, no estado sólido ou
líquido, será igual a zero. Assim,
–(3t)2 – 3 · (3t) + 108 = 0, fazendo 3t = x
–x2 – 3 · x + 108 = 0 ⇒ x = 9 ou x = –12(n.c.)
x = 9 ⇒ 3t = 9 ou 3t = 32 ⇒ t = 2
t = 2 horas = 120 minutos
Resposta: E
05. (Faap-SP) Supondo que no dia 5 de de-
zembro de 1995, o Serviço de Meteorologia
do Estado de São Paulo tenha informado que
a temperatura na cidade de São Paulo atin-
giu o seu valor máximo às 14 horas, e que
nesse dia a temperatura f(t) em graus é uma
função do tempo “t” medido em horas, dada
por f(t) = –t2 + bt – 156, quando
8  t  20.
Obtenha o valor de b.
a) 14 e) 42
b) 21 d) 35
c) 28
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2º Grau36
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
Ohoráriodatemperaturamáximacorrespondeà
abscissa do vértice. Assim,
1
2
34
56
2
3 5
2 371 =
−
⇒ =
−
⋅ −
⇒ − = −
1 2
b = 28
Resposta: C
06.(Faap-SP) Com os dados do problema
anterior, pode-se afirmar que a temperatura
máxima atingida no dia 5 de dezembro de
1995 foi:
a) 40
b) 35
c) 30
d) 25
e) 20
Resolução
Atemperaturamáximaocorreuàs14horas,logo
tmáx = f(14) = – (14)2 + 28 · 14 – 156 = 40.
Resposta: A
07.(ITA-SP) Os dados experimentais da ta-
bela a seguir correspondem às concentrações
de uma substância química medida em in-
tervalos de 1 segundo. Assumindo que a li-
nha que passa pelos três pontos experimen-
tais é uma parábola, tem-se que a concentra-
ção (em mols) após 2,5 segundos é:
Tempo (s) Concentração (mols)
1 3,00
2 5,00
3 1,00
a) 3,60 d) 3,75
b) 3,65 e) 3,80
c) 3,70
Resolução
Como a “linha” é uma parábola, a função que
relaciona a concentração com o tempo é uma função
do 2º Grau:
f(x) = ax2 + bx + c. Sabemos ainda que f(1) = 3;
f(2) = 5 e f(3) = 1. Assim,
1 2 3 4
51 62 3 7
81 42 3 9
+ + =
+ + =
+ + =
1
23
43
Resolvendo o sistema, encontramos:
a = –3 ; b = 11 e c = –5
Portanto f(x) = –3x2 + 11x – 5. Para x = 2,5,
temos:
f(2,5) = –3 · (2,5)2 + 11 · (2,5) · 5 = 3,75
Resposta: D
08.Álgebra do vôo à Lua.
Muita gente manifesta o temor de que seja
extremamente difícil acertar exatamente num
alvo sideral tão diminuto, já que o diâmetro da
Lua é percebido por nós sob um ângulo de ape-
nas meio grau. No entanto, examinando-se o
problema com mais vagar, verifica-se que o
objetivo proposto será sem dúvida alcançado,
se se conseguir que o foguete ultrapasse o pon-
to em que a força de atração da Terra e da Lua
são equivalentes. Uma vez conseguido isso, a
nave cósmica avançará inexoravelmente na
direçãodaLua,impulsionadapelaforçadeatra-
ção desta. Busquemos esse ponto de atração
equivalente.
De acordo com a lei de Newton, a força de
atração recíproca de dois corpos é diretamen-
te proporcional ao produto das massas que
se atraem, e inversamente proporcional ao
quadrado da distância que as separa
1 2
3 4
5
=
⋅1
2
3
41 . Se denotarmos por M a mas-
sa da Terra, m’ a massa da espaço-nave e por
x a distância entre ela e o foguete, a força com
que a Terra atrai cada grama de massa da
espaço-nave se exprimirá por
1
1
2
3
4
5
1 4 3 51 1= = =
1 2
2
.
A força com que a Lua atrai cada grama do
foguete nesse mesmo ponto será mG/(d – x)2,
onde m é a massa da Lua e d a distância que a
separa da Terra, na pressuposição de achar-
se o foguete sobre a reta que une os centros da
Lua e da Terra. O problema exige que
Capítulo 02. Funções do 1º e do 2ºGrau 37
Funções
PV2D-06-MAT-51
12
3
42
5 3
1 1
=
−1 2
isto é
1
2
3
4 43 3
=
− +
1
1 1
5
A relação M/m, segundo a Astronomia,
equivale, aproximadamente, a 81,5. Aplican-
do-a, teremos
1
2 21 1
1
1 1
3
45 6
− +
= 7
Daí,
80,5x2 – 163,0 dx + 81,5 d2 = 0
Equação essa que, resolvida, fornece as
raízes
x1 = 0,9d; x2 = 1,12d
Assim, chega-se à conclusão de que, sobre
a reta que une os centros da Lua e da Terra,
existem dois pontos onde a atração de ambos
os planetas atua sobre o foguete com intensi-
dade idêntica: um a 0,9 de distância que se-
para os dois planetas, partindo-se do centro
da Terra; o outro, a 1,12 dessa mesma distân-
cia. Ora, a distância d entre os centros da Ter-
ra e da Lua é aproximadamente igual a
384 000km; portanto, um dos pontos procu-
rados se encontra a 346 000 km da Terra, e
outro, a 430 000 km.
É possível demonstrar que o lugar geomé-
trico dos pontos que satisfazem às exigências
do problema é uma circunstância que passa
pelos dois pontos achados, tomados estes
como extremidades de um diâmetro daque-
la. Se fizermos girar essa circunferência em
torno do eixo constituído pela reta que une
os centros da Terra e da Lua, a circunferência
gerará uma esfera cujos pontos satisfazem
às exigências do problema.
O diâmetro dessa esfera será igual a
1,12 d – 0,9d = 0,22d ≅ 84 000 km
No momento em que o foguete se achar
dentro dessa esfera, ele deverá forçosamente
cair sobre a superfície lunar, por que nessa
zona, a força de atração da Lua supera a da
Terra.
Figura 1
O objetivo visado pelo foguete é muito
maior do que se suspeitava. Tal objetivo não
ocupa meio grau no espaço, mas, sim, 12
graus, conforme demonstra um simples cál-
culo geométrico. Isto facilita grandemente a
tarefa dos cosmonautas.
Por acaso pensaram os leitores, ao procu-
rarem resolver a equação, que a força de
gravitação da Terra era maior que a da Lua,
não só na sua frente, mas inclusive por de-
trás dela? A análise algébrica, inesperada-
mente, nos revelou tal fato, permitindo-nos
delimitar, com exatidão, a esfera de influên-
cia de ambos esses corpos celestes.
(Adaptado do livro Aprenda Álgebra Brincando I.
Perelman. Editora Hemus).
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau38
Funções
PV2D-06-MAT-51
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau
1. Propriedades das
Desigualdades
Para estudarmos as inequações é impor-
tante que vejamos, antes, algumas proprie-
dades das desigualdades.
P1 ) Podemos somar ou subtrair uma mes-
ma constante nos dois membros da desigual-
dade sem que isto altere o seu sentido.
a  b ⇒ a + c  b + c
ou
a  b ⇒ a – c  b – c
ou
a  b ⇒ a + c  b + c
ou
a  b ⇒ a – c  b – c
Conseqüência: observemos a desigualda-
de a + b  c.
Adicionando, membro a membro, a cons-
tante –b, teremos:
a + b – b  c – b ⇒ a  c – b
Fazendo uma “tradução” prática dessa
passagem, teremos que, numa desigualdade,
podemos “mudar” um número de um mem-
bro para outro, bastando para isso mudar-
mos o sinal deste número.
P2) Dada a desigualdade a  b, podemos
multiplicá-la ou dividi-la, membro a mem-
bro, por uma constante não-nula e com dois
resultados possíveis:
a · c  b · c se a constante c for positiva.
ou
a · c  b · c se a constante c for negativa.
Portanto, quando multiplicamos ou divi-
dimos uma desigualdade, por uma constante
não-nula, o sentido da desigualdade, fica
convervado quando a constante é positiva e
deve ser invertido quando a constante é nega-
tiva.
Conseqüência: consideremos a desigual-
dade a · b  c.
Dividindo, membro a membro, pela cons-
tante b, teremos:
1 2
2
3
2
3
2
45 2
⋅
 ⇒ 
1 2 6
ou
1 2
2
3
2
1
3
2
45 2
⋅
 ⇒  
1 2 6.
1.1.Inequação do 1o Grau
A sentença que representa a inequação do
1º grau é dada, de uma forma geral, pela ex-
pressão ax +b comparada com o zero, ou seja,
ax + b poderá ser: ≥ ≤  1 12 2 31 45 1
O procedimento de resolução da inequação
do 1º grau segue os mesmos caminhos da re-
solução da equação do 1º grau, respeitando-
se, evidentemente, as propriedades das desi-
gualdades.
Exemplo 1
Resolver a inequação 3x + 12  0.
– “Passando” 12 para o 2º membro, temos:
3x  –12.
– Dividindo a desigualdade por 3, encon-
tramos: x  –4.
– Conjunto solução: S = { x ∈ R/ x  –4}
Exemplo 2
Resolver a inequação –5x + 15  0.
– “Passando” 15 para o 2º membro, temos:
–5x  –15
– Dividindo a desigualdade por –5, encon-
tramos: x  3.
– Conjunto solução: S = {x ∈ R / x  3}.
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 39
Funções
PV2D-06-MAT-51
1.2. Inequação do 2o Grau
Chamamos inequações do 2º Grau às sen-
tenças:
ax2 + bx + c  0, ax2 + bx + c ≥ 0, ax2 + bx + c  0,
ax2 + bx + c ≤ 0 onde a, b, c são números reais
conhecidos, a ≠ 0, e x é a incógnita.
Fazendo P(x) = y = ax2 + bx + c, resolver cada
inequaçãoacimasignificadeterminarparaquais
valores reais de x temos, respectivamente:
y  0, y ≥ 0, y  0, y ≤ 0.
Isto pode ser feito analisando-se os sinais
da função f(x)= y = ax2 + bx + c.
Para o estudo da variação de sinal da fun-
ção do 2º Grau, adotaremos algumas simplifi-
cações na construção do seu gráfico: não é ne-
cessário que tenhamos a posição exata do vér-
tice, basta que ele esteja do lado certo do eixo x;
nãoéprecisoestabeleceropontodeintersecção
dográficodafunçãocomoeixoye,consideran-
do que imagens acima do eixo x são positivas e
abaixo do eixo x são negativas, podemos dis-
pensar a colocação do eixo y. Em resumo, para
estabelecermos a variação de sinal de uma fun-
ção do 2º grau, basta conhecermos a posição da
concavidade da parábola, voltada para cima
ou para baixo, e a existência e quantidade de
raízes que ela apresenta.
Consideremos a função f(x) = ax2 + bx + c
com a ≠ 0.
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau40
Funções
PV2D-06-MAT-51
Finalmente, tomamos como solução para
inequação as regiões do eixo x que atenderam
às exigências da desigualdade.
Exemplo 1
Resolver a inequação x2 – 6x + 8 ≥ 0.
– Fazemos y = x2 – 6x + 8.
– Estudamos a variação de sinal da fun-
ção y.
– Tomamos, como solução da inequação,
os valores de x para os quais y  0:
S = { x ∈ R / x  2 ou x  4}
Observação
Quando o universo para as soluções não é
fornecido, fazemos com que ele seja o conjun-
to R dos reais.
Exercícios Resolvidos
01.Resolva em IR as inequações.
a) 3 (x – 1) –2 (1 – x) ≥ 0
b)
1 1
1
+
−
−
 −
2
3
2
4
3 2 5
Resoluções
a) 3 (x – 1) –2 (1 – x) ≥ 0
3x – 3 – 2 + 2x ≥ 0
5x – 5 ≥ 0 ⇒ 5x ≥ 5 ⇒ x ≥ 1
S = { x ∈ R/ x ≥ 1}
b)
1 2
3
1 2
4
31
2
5
+
−
−
 −
3x – 2x – 12x  – 1 – 2 – 3
–11x  –6 ⇒ x 
1
22
S = {x ∈ R / x 
1
22
}
02.Resolver em IR as inequações.
a) x2 – 6x – 7 ≤ 0
b) x2 – 4x + 4 ≥ 0
c) x2 – 4x + 4 ≤ 0
d) –2x2 + 5x – 2  0
Resolução
03.(Fatec-SP) Seja f: R⇒ Ruma função de-
finida por f(x) = (t – 1) x2 + tx + 1, t ∈ IR. Os
valores de t, para que f tenha duas raízes dis-
tintas, satisfazem a sentença:
a)
1
2
1 3 d) t ≠ 2 e t ≠ 1
b) – 4  t  4 e) t ≠ 0 e t ≠ 1
c) 0 ≤ t  8
Resolução
Paraquefsejaumafunçãodo2ºgrau:t–1≠0⇒
⇒ t ≠ 1.
Para que f tenha duas raízes reais e distintas de-
vemos ter ∆  0.
b2 – 4 · a · c  0.
t2 – 4 · (t – 1) · 1  0.
t2 – 4t + 4  0.
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 41
Funções
PV2D-06-MAT-51
t ≠ 1 e t ≠ 2
Resposta: D
04.(UCS-RS) O domínio da função
1 2 21 2= − +1
3 é:
a) [–2; 2] d) − 1 12
b) −1 121 2 e) − 1 121 2
c) −∞ − ∪ +∞1 12 21 2
Resolução
1 2 2 31
1 2= − +
Condição: –x2 + 2 ≥ 0
1 23 4 1 4 45 4∈ − ≤ ≤ = −1 2
Resposta: D
2. Inequação Produto
Chamamos de inequação produto toda
inequação resultante da multiplicação de ex-
pressões como (x – 1) · (x + 2) · (3 – x)  0. Nota-
mos não ser conveniente o desenvolvimento
da operação de multiplicação indicada, visto
que iríamos obter uma inequação do 3º grau de
difícil resolução. Por este motivo adotamos ou-
tro procedimento para a resolução deste tipo
de inequação, que será apresentado a seguir.
– Fazemos com que cada uma das expres-
sões (fatores do produto) seja associada a
uma função. Assim:
y1 = x – 1, y2 = x + 2 e y3 = 3 – x
– Estudamos a variação de sinal de cada
uma das funções de acordo com os seus
gráficos cartesianos.
y1
1
x
y2
–2
x
y3
3
x
– Reunimos estas variações de sinais num
quadro chamado quadro de sinais.
–2 3
y1
y2
P
y3
1
– Pela observação da última faixa do qua-
dro de sinais, que é onde aparece a varia-
ção de sinal do produto, podemos estabe-
lecer o cojunto solução da inequação:
S = 1 2 1 34 1∈  −  5 6 7 81 2
3. InequaçãoQuociente
Considerando que dois números não-nu-
los quando multiplicados apresentam o mes-
mo sinal que quando divididos, podemos re-
solver inequações fruto da divisão de duas
expressões pelo mesmo procedimento usado
para a resolução das inequações produto.
Exemplo
Resolver a inequação
1
1
+
−
≤
2
3
4.
– Fazemos com que cada uma das expres-
sões, tanto do numerador como denomi-
nador, seja associada a uma função. As-
sim:
y1 = x + 1 e y2 = x – 2
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau42
Funções
PV2D-06-MAT-51
– Estudamos a variação de sinal de cada
uma das funções de acordo com os seus
gráficos cartesianos.
y1
–1
x
y2
2
x
– Reunimos essas variações no quadro de
sinais.
–1 2
y1
y2
Q $/
– Pela observação da última faixa do qua-
dro de sinais, podemos estabelecer o con-
junto solução da inequação:
1 2 3 2= ∈ − ≤ 4 5 61 2
Importante:
Na inequação quociente é preciso obser-
var que, quando a expressão que se encon-
tra no denominador for igual a zero, a di-
visão não é definida.
Potências com expoente inteiro
Nas inequações produto e nas inequações
quociente é comum encontrarmos termos
como (x – 3)5, (4 – 5x)6, (x2 – 5x + 6)9 etc.
Para resolver essas inequações basta lem-
brar duas propriedads das potências de base
real e expoente inteiro:
1) Toda potência de base real e expoente
ímpar conserva o sinal da base.
a  0 ⇒ a2n+1  0
a = 0 ⇒ a2n+1 = 0
a  0 ⇒ a2n+1  0
2) Toda potência de base real e expoente
par é um número não negativo.
a ∈ R ⇒ a2n ≥ 0 (n ∈ N)
Exemplo
Resolver a inequação:
(2x – 6)7 · (x + 2)8 ≥ 0
Fazemos y1 = (2x – 6)7 e y2 = (x + 2)8
Lembramos que a potência de expoente
ímpar e base real tem o sinal da base, então o
sinal de (2x – 6)7 é igual ao sinal de 2x – 6.
y1
3
A potência de base real e expoente par é
um número não negativo. Então (x + 2)8 é nulo
se x = –2 e positivo se x ≠ –2
y2
0
–2
Fazendo o quadro de sinais:
–2 3
y1
y2
P
S = 1 2 1 34 1∈ = − ≥1 5 61 2
Exercícios Resolvidos
01.Resolver, em R, as inequações:
a) (x2 – 4x + 3) (x – 2)  0
b)
1 1
1
1
2 3
4
5
− +
−
≥
c) (x + 1) (x – 2) (–2x + 6) ≥ 0
d)
1 2
3
4
5
5
−
−
≥
Resolução
a) Fazendo y1 = x2 – 4x + 3 e y2 = x – 2, teremos:
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 43
Funções
PV2D-06-MAT-51
1 2 3 4 2 5 67 8 2 9= ∈   1 2
b) Fazendo y1 = x2 – 4x + 3 e y2 = x – 2,
teremos:
1 2 3 4 5 2 6 78 2 9= ∈ ≤  1 2
c) Fazendo y1 = x + 1, y2 = x – 2 e y3 = –2x + 6,
teremos:
1 2 3 4 2 5 67 8 2 9= ∈ ≤ − ≤ ≤1 2
d)
12 3
2 4
5
12 3
2 4
5 6
12 3 2 4
2 4
6
2 1
2 4
6
−
−
≥ ⇒
−
−
− ≥ ⇒
− − −
−
≥ ⇒
−
−
≥
1 2
Fazendo y1 = x – 2 e y2 = x – 3, teremos:
1 2 3 4 2 5 67 2 8= ∈ ≤ 1 2
02. (FGV-SP) Sendo A o conjunto solução
da inequação (x2 – 5x) (x2 – 8x + 12)  0, assi-
nale a alternativa correta:
a) –1 ∈ A
b)
1
2
∈ A
c) {x ∈ R / 0  x  3} ⊂ A
d) 0 ∈ A
e) 5,5 ∈ A
Resolução
Fazendo-se o quadro produto, vem:
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau44
Funções
PV2D-06-MAT-51
Logo,aalternativacorretaéae.Ouseja,5,5∈A.
03.(Unisa-SP) Dada a inequação: (2x – 5) ·
(4x2 – 25) · (x2 + x + 1)  0, o conjunto solução é:
a) 1 2 1∈ 
123
4561
3
4
b) 1 2 1∈  −
123
4561
3
4
c) 1 2 1∈ −   +
123
4561
3
4
3
4
d) 1 2 1∈ 
123
4561
3
4
e) ∅
Resolução
Logo, fazendo o quadro produto, temos:
1 231
4
5
∈ 
−123
456
04. (Mackenzie-SP) A inequação (x2 – 4)10 ·
(x – 2)5  0 tem como solução todos os valores
reais de x tais que:
a) x ≤ 2
b) x  2
c) x  –2
d) x  –2
e) x  2
Resolução
(x2 – 4)10 · (x – 2)5  0
y1 = (x2 – 4)10 y2 = (x – 2)5
y = x2 – 4 y = x – 2
0 = x2 – 4 0 = x – 2
x = ± 2 x = 2
Fazendo o quadro produto, temos:
1 2 342 5= ∈ 1 2
05.(PUC-RS) O domínio da função real
dada por 1 2
2
2
1 2=
+
−
3
4
é:
a) 1 2 1 3 1∈  − 4 5 61 2
b) 1 2 1 34 1∈  − ≥5 6 71 2
c) 1 2 1 3 1∈ ≥ − ≤4 5 61 2
d) 1 2 1 34 1∈ ≤ − 5 6 71 2
e) 1 2 1 3 1∈ ≥ − 4 5 61 2
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 45
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
1 2
2 3
4
+
−
≥
y1 = 1 + x y2 = x – 4
0 = 1 + x 0 = x – 4
x = –1 x = 4
Quadroquociente:
1 231 4 56 1 7∈ ≤ − 1 2
06.(Cesgranrio-RJ) O conjunto de todos os
números reais x  1 que satisfazem a
inequação
1
2
2
3
4
−
 5
a) 11 2
b) 1
2
3
4
123
456
c) 1 2 1∈ −  1 3 31 2
d) 1 2 1∈ 1 31 2
e) 1 2 1∈ 1 31 2
Resolução
1
2 3
3
−

1
2 3
3 4
−
− 
1 2 3
2 3
4
− −
−

1 2
1 2 3
2 3
4
2 5
2 3
4
− +
−
 ⇒
− +
−

Estudando o sinal do numerador e do denomina-
dor,temos:
y1 = –x + 3 y2 = x – 1
0 = –x + 3 0 = x –1
x = 3 x = 1
Fazendo-se o quadro quociente, vem:
Como x  1, temos:
1 231 4 1 5 6789
∈  1 2 3 4.
07. (FGV-SP) O conjunto solução da
inequação
1 1
1 1
−
+ −
≥
1
1
2 3
4 é:
a) 1 2 1 34 1 5 1∈  − ≥ 1 6 7 81 2
b) 1 2 1 34 1∈  − 1 5 61 2
c) 1 2 1∈ −  1 3 41 2
d) 1 2 1∈ −  ≤1 3 41 2
e) 1 2 1 34 1∈ −  ≤ ≥1 5 6 71 2
Resolução
1 1
1 21 3
4
1
1
−
+ −
≥
y1 = x – x2
y2 = x2 + 2x – 3
Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau46
Funções
PV2D-06-MAT-51
Fazendo-se o quadro quociente, vem:
1 23 4 1 5∈ −  ≤1 2
Resposta: D
Capítulo 04. Tipos de Funções 47
Funções
PV2D-06-MAT-51
Capítulo04.TiposdeFunções
1.FunçãoComposta
Consideremos duas funções reais (D = R e
CD = R), definidas pelas sentenças f(x) = 2x + 7
e g(x) = x2 – 1.
Vamos determinar, pelo uso da sentença
f(x), a imagem do elemento –2, ou seja,
f(–2) = 2 · (–2) + 7 = 3.
Agora, pelo uso da sentença g(x), vamos
determinar g(3) = 32 – 1 = 8.
Assim: g(3) = g [f(–2)] = 8.
Função composta de f e g é uma sentença
h capaz de diretamente conduzir o elemento
–2 até a imagem 8.
Só é possível compormos as funções g com
f se o conjunto da imagem f for o domínio da
função g.
1.1. Notação
A notação usual para indicar a composição
da função g(x) com a função f(x) é gof(x) – lê-se
“g bola f na variável x” ou “g círculo f na vari-
ável x” – mas podemos encontrar a indicação
apenas como gof ou um pouco mais sofisticada
(gof) (x). O importante é sabermos que:
gof(x) = g[(f(x)]
1.2. Determinação da Composta
Para exemplificar a determinação da fun-
ção composta, vamos utilizar as funções já
apresentadas:
f(x) = 2x + 7 e g(x) = x2 – 1
Assim:
gof(x) = g[f(x)] = f(x)2 – 1 = (2x + 7)2 – 1 = 4x2 +
+ 28x + 49 – 1 = gof(x) = 4x2 + 28x + 48
Aproveitando as mesmas duas funções e
ainda servindo como exemplo de determina-
ção da sentença que representa a composição
defunções,vamosdeterminarasentençafog(x).
Assim:
fog(x) = f[g(x)] = 2 g(x) + 7 = 2(x2 – 1) + 7 =
= 2x2 – 2 + 7 = fog (x) = 2x2 + 5
É bom compararmos esses dois exemplos
de composição de funções para notarmos que
a composição não admite a propriedade
comutativa, ou seja, em geral fog ≠≠≠≠≠ gof.
Exercícios Resolvidos
01. (AMAN-RJ) Se f(x) = 3x + 1 e g(x) = 2x2,
então f [g(–1)] – g [f(–1)] é igual a:
a) –1 d) 0
b) 1 e) nra.
c) 15
Resolução
Cálculos auxiliares:
g(–1) = 2 (–1)2 = 2
f(–1) = 3 (–1) + 1 = –2
f[g(–1)] = f(2) = 3 · 2 + 1 = 7
g[f(–1)] = g[–2] = 2 (–2)2 = 8
Logo:
f[g(–1)] – g[f(–1)] = 7 – 8 = –1
Resposta: A
02. (EESC-SP) Se f(x) = x2 e g(x) = x3, então
f[g(2)] é:
a) 16 d) 64
b) 128 e) 32
c) 12
Capítulo 04. Tipos de Funções48
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resolução
f [g(2)] = f(23) = f(8) = 82 = 64
Resposta: D
03.(FGV-SP) Considere as funções
f(x) = 2x + 1 e g(x) = x2 – 1. Então, as raízes da
equação f[g(x)] = 0 são:
a) inteiras.
b) negativas.
c) racionais não inteiras.
d) inversas uma da outra.
e) opostas.
Resolução
f[g(x)] = 0 ⇒ f [x2 – 1] = 0
2 (x2 – 1) + 1 = 0 ⇒ 2x2 – 2 + 1 = 0
2x2 = 1 ⇒ x2 =
1
2
⇒ x = ±
1
2
⇒ x = ±
1
1
Logo, as raízes são opostas.
Resposta: E
04.Considerando que f(x) = x + 2 e f[g(x)] =
2x – 3, então g(x) é igual a:
a) 5 – x d) x2
b) 4x – 2 e) 2 – 4x
c) 2x – 5
Resolução
f [g(x)] = g(x) + 2
2x – 3 = g(x) + 2 ⇒ g(x) = 2x – 5
Resposta: C
05.Sendo g(x) = x – 7 e f[g(x)] = 3x – 1, de-
terminar a função f(x).
Resolução
g(x) = x – 7 ⇒ x = g(x) + 7
f[g(x)] = 3x – 1 ⇒ f[g(x)] = 3[g(x) + 7] – 1
f [g(x)] = 3g(x) + 20 ⇒ f(x) = 3x + 20
2.Classificação
2.1. Injetora
Uma função é chamada injetora quando
para ela elementos distintos do domínio apre-
sentarem imagens também distintas no con-
tra-domínio.
x1 ≠ x2 ⇒ f(x1) ≠ f(x2)
Reconhecemos, graficamente, uma função
injetora quando, uma reta horizontal, qual-
quer que seja, interceptar o gráfico da função,
uma única vez.
f(x) é injetora
g(x) não é injetora
(interceptou o gráfico mais de uma vez)
Capítulo 04. Tipos de Funções 49
Funções
PV2D-06-MAT-51
2.2.Sobrejetora
Uma função é chamada sobrejetora quan-
do todos os elementos do contra-domínio fo-
rem imagens de pelo menos um elemento do
domínio.
Im = CD
Reconhecemos, graficamente, uma função
sobrejetora quando, qualquer que seja a reta
horizontal que interceptar o eixo no contra-
domínio, interceptar, também, pelo menos
uma vez o gráfico da função.
f(x) é sobrejetora
(não interceptou ográfico)
g(x) não é sobrejetora
(não interceptou o gráfico)
2.3.Bijetora
Uma função é chamada bijetora quando
apresentar as características de função
injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora,
ou seja, elementos distintos têm sempre ima-
gens distintas e todos os elementos do con-
tra-domínio são imagens de pelo menos um
elemento do domínio.
Observação
Uma função bijetora apresenta o que cha-
mamos de relação biunívoca: para cada
elemento há uma única imagem e vice-
versa.
2.4.Complemento
Devemos lembrar que existem funções que
não são injetoras nem tampouco sobrejetoras.
Elas não recebem uma classificação especial;
são ditas, apenas, nem injetora e nem
sobrejetora.
Capítulo 04. Tipos de Funções50
Funções
PV2D-06-MAT-51
Exercícios Resolvidos
01.Os gráficos abaixo representam fun-
ções de R em R.
Verifique se elas são ou não sobrejetoras,
injetoras ou bijetoras. Justifique.
Resolução
a) D (f) = R
Im (f) = {3}
CD (f) = R
Não é sobrejetora, pois Im (f) ≠ CD (f) = R
Não é injetora, pois todos os elementos do
domíniotêmcomoimagemoelemento3.
Como não é injetora nem sobrejetora, não é
bijetora.
b) D (f) = R
Im (f) = R
CD (f) = R
É sobrejetora, pois Im (f) = CD (f).
Éinjetora,poistodososelementosdistintosx
do domínio têm imagens g distintas do
contradomínio.
Logo, é bijetora.
c) D (f) = R
Im (f) = 1 231
4
5
∈ ≥ −
123
456
CD (f) = R
Não é sobrejetora, pois Im(f) ≠ CD (f).
Nãoéinjetora,poisexistemelementosdeIm(f)
quesãoimagemdedoisvaloresdistintosdex.
Logo, não é bijetora.
02.Determinar o conjunto B de modo que
a sentença f(x) = x2 defina uma função
sobrejetora de A = { x ∈ R / –3 ≤ x ≤ 4} em B.
Dizer se, nessas condições, ela é bijetora.
Resolução
B = CD = Im [y ∈ R / 0 ≤ y ≤ 16]
Não é bijetora, pois não é injetora.
3. Função Inversa
3.1.Conceito
Vamos considerar uma função f com do-
mínio A e contradomínio B para a qual cada
elemento x pertencente ao conjunto A apre-
senta uma imagem y = f(x) pertencente ao
conjunto B. Podemos pensar na existência de
uma função que a partir da imagem y deter-
mine o elemento x, ou seja, uma função g tal
Capítulo 04. Tipos de Funções 51
Funções
PV2D-06-MAT-51
que g(y) = x. Esta função g, que faz o caminho
inverso da função f, é chamada função inver-
sa de f e recebe a notação f–1.
3.2.CondiçãodeExistência
Devemos notar que, para existir a inver-
sa, é necessário que todos os elementos do
contradomínio da função f sejam imagens de
algum elemento do domínio, e mais, de um
único elemento. Desta forma concluímos que
só pode existir inversa da função f se a função
f for bijetora.
Dessa forma, notamos que o domínio da
função f é o contradomínio de f–1 e que o
contradomínio de f é o domínio de f–1.
Assim:
D(f) = CD(f –1) = Im(f –1)
CD (f) = D(f –1) = Im(f)
3.3. Determinação da Inversa
Para a determinação da sentença que re-
presenta a inversa da função f, usaremos o
conceito de função inversa. Enquanto a fun-
ção f toma o elemento x e, por meio da senten-
ça f, apresenta-nos o valor de sua imagem y,
a função inversa f–1 tem como tarefa tomar a
imagem y e, por meio da sentença f–1, apre-
sentar o elemento x. Vejamos essa idéia utili-
zada no exemplo a seguir.
Determinar a função inversa da função
f(x) = 2x – 4
1º) Vamos substituir a notação de imagem de
f(x) por y. Assim: y = 2x – 4.
2º) Para determinar a inversa, devemos “iso-
lar” o x.
Logo, 1 2
2
1
3 4 3
4
= + ⇒ =
+
3º) Podemos dizer que já encontramos a sen-
tença que representa a inversa de f, pois,
para cada imagem y dada, poderemos
obter o elemento x para o qual y serve de
imagem. Porém, para efeito de notação, é
comum permutarmos as letras x e y.
Então: 1
2
=
+ 3
4
4º) Retornando à notação inicialmente usada
para a função, vamos substituir y por
1 2−1
1 2.
Finalmente, teremos 1 2
2−
=
+1 3
4
1 2
3.4.Propriedades
P1) Evidentemente se o par (a, b) pertencer
à função f, o par (b, a) pertencerá à função f –1
e isso representado no plano cartesiano nos
proporcionará uma simetria dos pontos re-
presentados pelos pares (a, b) e (b, a) em rela-
ção à reta y = x (bissetriz dos quadrantes ím-
pares). Isso feito para todos os pares ordena-
dos de cada uma das funções garante-nos que
o gráfico de uma função e da sua inversa são
simétricos em relação à reta y = x(função iden-
tidade)
Capítulo 04. Tipos de Funções52
Funções
PV2D-06-MAT-51
P2) Considerando que a função leva o ele-
mento à imagem e a inversa traz a imagem
ao elemento, se compusermos a função com a
inversa, retornaremos, sempre, ao elemento
de onde partimos.
Assim: fof-1(x) = f-1of(x) = x
Pode-se provar ainda que:
P3) 1 2 1 2− −
=1 1
1 23 4 1 2
P4) 123 3 211 2− − −
=
1 1 1
Exercícios Resolvidos
01.Determine a inversa das funções:
a) 1 2 21 2= −3 4
b) 1
2
2
345 2=
+
−
≠
6 7
8
8
Resolução
a) 1 2 21 2= −3 4
1 2 2 1= − ⇒ = + ⇒1 2 1 2
1
2
2
1
=
+
⇒ =
+1
2
1
2
1 2
2−
=
+1 3
4
1 2
b) 1
23 4
3 5
=
+
−
12 1 2− = +1 2 3
12 2 1− = +1 2 3
1 2 2⋅ − = +1 2 31 2
1 2
345 6
47 8
4
31 6
1 8
⇒ =
+
−
1 2
32 4
2 5
6782 51−
=
+
−
≠1 2
Resposta
a) 1 2
2 3
4
1−
=
+
1 2
b) 1 2
32 4
2 5
6782 51−
=
+
−
≠1 2
02. (Cesesp-SP)
Seja f: R ⇒ R a função dada pelo gráfico
coseguinte.
Assinale a alternativa que corresponde ao
gráfico da função inversa de f:
a)
Capítulo 04. Tipos de Funções 53
Funções
PV2D-06-MAT-51
b)
c)
d)
e)
Resposta: C
O gráfico de uma função e o da sua inversa são
simétricos em relação à reta y = x
03. (F.M. Jundiaí – SP)
Sejam as funções f e g de R em R, definidas
por f(x) = 2x – 1 e g(x) = kx + t. A função g será
a inversa de f se, e somente se:
a) 1 23 =
4
5
b) 1 2− = 3
c) k = 2t
d) k + t = 0
e) 1 2= =
3
4
Resolução
f(x) = 2x – 1
2x = y + 1 ⇒
1
2 3
4
=
+
⇒ y =
1 2
3
+
Logo, 1 211
1 2 = g(x) =
1
1
+
= +
2
3
2
3
2
3
Mas g(x) = kx + t
Logo, k =
1
2
e t =
1
2
Resposta: E
Capítulo 04. Tipos de Funções54
Funções
PV2D-06-MAT-51
04.(UPF – RS)
Seja f: R → R bijetora, definida por
f(x) = x3 + 1. Seja g: R → R, bijetora, definida
por g(x) =
1 2
3
4 +
.
Então, 11 23
21 2 + g 1
2
3
1
2
3
4
5
67 8
9
 vale:
a)
12
3
d)
1
2
b)
11
2
e)
11
2
c)
11
2
Resolução
Cálculos auxiliares
• Cálculo da inversa:
f(x) = x3 + 1
y = x3 + 1 → x = y3 + 1 → y3 = x – 1 →
→ y = 1 21 −
Logo, 1 211
1 2 = 1 21 −
1 11
21 2 = 1 2 3 41 1
− = =
1
2
3
2
3
2
2
4
2
5
4
1
1
2
3
4 = 1
2
3
4 + = + =
1 2
3
4
1
5
6
7
5
6
3
8
5
4
3
8
33
4
8
33
9
1
2
3
4
5
67 8
9
=
1
2
3
4=
⋅ +
=
+
= =
Portanto, f-1(9) + 1 2
3
4
4
33
5
46
5
1
2
3
4
5
67 8
9
= + =
Resposta: A
05. A função f, definida em 12 − 31 2 por
f(x)=
1
1
+
−
2
2
é inversível. O seu contradomínio
é 12 3−1 2.
Calcule a.
Resolução
Da teoria sabemos que o contra domínio de uma
função é igual ao domínio de sua inversa. Então:
1º passo) Determinaçãodainversa
1
2 3
2 3
21 31 2 3
3 31 21 2
=
+
−
⇒ − = + ⇒
⇒ + = −
1 2 3 43 4 1
43 4
3 2
+ = − ⇒ =
−
+
1 2
Finalmente 1 211
1 2=
−
+
12 1
2 3
2º passo) 123 421 2−
=
123 1−
= x + 1 ≠ 0 ⇒ x ≠ –1
IDf :1−
1 23 1∈ ≠−1 41 2. Logo
CDf = 12 3 4− − ∴ =−5 51 2
06. Dada a função f: R → B com
f(x) = x2 – 4x + 3, resolver as questões abaixo
a) Determinar o conjunto B para que a
função f seja sobrejetora.
b) Considerando o conjunto B nas condi-
ções do item a, como definir um novo domí-
nio de f para que a função fosse bijetora?
c) Tomando f nas condições dos itens a e
b, ou seja, como função bijetora, determinar
a sentença que representa a inversa f –1.
Resolução
a)
Capítulo 04. Tipos de Funções 55
Funções
PV2D-06-MAT-51
Para que f seja sobrejetora, devemos ter CD = Im,
ou seja , B = 1 23 4 1 5∈ ≥−1 21
b)
Respeitadasascondiçõesdoitema),paraquefseja
bijetorabastaquetambémsejainjetora.Paraissobasta
escolheraregiãocrescenteouaregiãodecrescente,ouseja
1 23 4 5 3 67= ∈ ≥ ou
A = 1 23 4 1 5∈ ≤1 2.
c) f(x) = x2 – 4x + 3
y = x2 – 4x + 3
x2 – 4x + 3 – y = 0
1
2 3 4 5
3
=
± +
1 2 3 4= ± +
1 2 3 41−
= ± +
f -1(x) = 1 2 3+ +
ou
1 2 3 41−
= − +11 2
4.FunçãoModular
Vamos, antes de apresentar a função mo-
dular, estudar o módulo de um número real.
4.1. Interpretação Geométrica do
Módulo
Consideremos a reta orientada que repre-
senta todos os números reais, conhecida como
eixo real, com origem no ponto O, que é onde
representamos o número real 0 (zero).
Dizemos que módulo de um número real x
é a “distância” do ponto que representa x no
eixo (afixo) à origem do eixo real. Assim, por
exemplo, o número real 3 tem módulo igual a
3, pois é a “distância” dele à origem. Do mes-
mo modo que, sendo a “distância” do número
real – 4 até a origem igual a quatro unidades,
dizemos que o módulo de – 4 é igual a 4. A
notação que damos ao módulo do número real
x é um par de barras envolvendo o número x.
Módulo de x é representado por |x|.
4.2.DefiniçãodoMódulodeum
NúmeroReal
A partir da interpretação geométrica do
módulo, associando-o a uma distância que o
torna um valor não negativo, podemos esta-
belecer a seguinte definição do módulo de um
número real:
1 1 23 3
1 1 24567849
 3 1 23 1
= ≥
= − ≤
123
Assim:
|6| = 6, pois 6  0.
|— 7| = —(—7), pois —7  0
É bom lembrarmos que para x = 0, tanto
podemos apresentar |x| = x, como |x| = —x e
então podemos incluir o zero, na definição,
junto com 1 23 1≥ ≤4 4.
4.3.FunçãoMódulo
– Sentença: f(x) = |x|, onde cada elemento
tem como imagem o seu valor absoluto,
ou seja, o seu módulo.
– D = R, CD = R e Im = R+.
– Gráfico: para a construção do gráfico da
função modular, vamos fazer duas consi-
derações:
1º) 1 ≥ ⇒2 f(x) = x, que é a função identidade
(bissetriz do 1º quadrante);
2º) x  0 ⇒ f(x) = —x, que é uma função do 1º
grau decrescente (bissetriz do 2º
quadrante).
Capítulo 04. Tipos de Funções56
Funções
PV2D-06-MAT-51
Considerando todos os valores reais de x,
teremos o seguinte gráfico para função mo-
dular:
Exercícios Resolvidos
01. (UFV-MG) A figura abaixo é o gráfico
de uma função f: R → R.
A alternativa correspondente ao gráfico x
da função g(x), em que g(x) =+|f(x)|é:
a)
b)
c)
d)
e)
Resolução
Lembrando que 1 1= se x ≥ 0 e 1 1=− se
x  0 teremos:
g(x) = f(x) se f(x) ≥ 0 (parte do gráfico acima do
eixo x) e g(x) = – f(x) se f(x)  0 (parte do gráfico
abaixo do eixo y), isto é, o gráfico da função g será
simétrico do gráfico da função femrelaçãoaoeixox
Capítulo 04. Tipos de Funções 57
Funções
PV2D-06-MAT-51
Resposta: b
02. Construa o gráfico da função real defi-
nida por f(x) = 1 23
Resposta
Podemosconstruirográficodef(x)pordoisprocessos
1º Processo
Sabemos que 1
1 23 1
1 23 1
1 2
3 4
3 1 5
1234
4 4
4 4
então f pode se definida como uma função a duas
sentenças, ou seja
1 2
2 34 2
2 34 2
5 61
2 3
2 4 5
123
7 7
7 7
cujo gráfico é:
2º Processo
Primeirofaremosográficodeg(x)=x-1.Paraobtermos
ográficodef(x)= 1 23 4 procederemoscomonoexercíco1
Obs: Em problemas semelhantes normalmente
adotaremos o 2º processo.
03. (UFMG) Seja f: R → R uma função tal
que f(x)= 1 21
3 − . O gráfico de y = f(x) é:
a)
b)
c)
d)
Capítulo 04. Tipos de Funções58
Funções
PV2D-06-MAT-51
e)
Resolução
f(x) = 2x2 – 8 →
f(x) = 1 21
3 − →
Resposta: C
04. Construir o gráfico e apresentar o con-
junto imagem da função
f(x) = 1 + 1
Resolução
Primeiro faremos o gráfico de g(x) = 1 .
Para obtermos o gráfico de f(x) = g(x) + 1 deslo-
camos cada ponto do gráfico da função g uma unida-
de“paracima”.

Funções - Teoria

  • 1.
  • 3.
  • 5.
    índice.matemática5 PV2D-06-MAT-51 Capítulo01. Função:ApresentaçãoeDefinição 1. RelaçãoBinária .................................................................................................... 7 1.1. Par Ordenado............................................................................................................. 7 1.2. Produto Cartesiano..................................................................................................... 7 1.3. Relação Binária ........................................................................................................... 8 2. Função .............................................................................................................. 10 2.1. Apresentação Informal ............................................................................................. 10 2.2. Apresentação Matemática ........................................................................................ 10 2.3. Reconhecimento de uma Função por meio do Diagrama de Flechas .......................... 10 2.4. Reconhecimento de uma Função por meio do seu Gráfico Cartesiano........................ 11 3. Notação de Função ............................................................................................. 16 4. Gráfico de uma Função ....................................................................................... 17 5. Domínio de uma Função ...................................................................................... 22 Capítulo 02. Funções do 1o e do 2o Grau 1. Funções Elementares ......................................................................................... 24 1.1. Função Constante .................................................................................................... 24 1.2. Função Identidade ................................................................................................... 24 1.3. Função do 1o Grau ................................................................................................... 24 2. Função do 2o Grau: Apresentação ........................................................................ 28 2.1. Concavidade ............................................................................................................. 28 2.2. Raízes....................................................................................................................... 28 2.3. Vértice da Parábola .................................................................................................. 29 2.4. Intersecção com o Eixo y ......................................................................................... 29 2.5. Esboço do Gráfico .................................................................................................... 29 2.6. Conjunto Imagem .................................................................................................... 30 3. Função do 2o Grau: Pontos Extremos .................................................................... 32 3.1. Vértice da Parábola .................................................................................................. 32 3.2. Valores Extremos...................................................................................................... 32 4. Função do 2o Grau: Aplicações ............................................................................ 34 Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 1. Propriedades das Desigualdades .......................................................................... 38 1.1. Inequação do 1o Grau .............................................................................................. 38 1.2. Inequação do 2o Grau .............................................................................................. 39 2. Inequação Produto.............................................................................................. 41 3. Inequação Quociente .......................................................................................... 41
  • 6.
    índice.matemática5 Capítulo04.TiposdeFunções 1. Função Composta............................................................................................... 47 1.1. Notação ................................................................................................................... 47 1.2. Determinação da Composta ...................................................................................... 47 2. Classificação ...................................................................................................... 48 2.1. Injetora ................................................................................................................... 48 2.2. Sobrejetora .............................................................................................................. 49 2.3. Bijetora .................................................................................................................... 49 2.4. Complemento .......................................................................................................... 49 3. Função Inversa .................................................................................................. 50 3.1. Conceito .................................................................................................................. 50 3.2. Condição de Existência ............................................................................................. 51 3.3. Determinação da Inversa .......................................................................................... 51 3.4. Propriedades ............................................................................................................ 51 4. Função Modular ................................................................................................. 55 4.1. Interpretação Geométrica do Módulo ....................................................................... 55 4.2. Definição do Módulo de um Número Real .................................................................. 55 4.3. Função Módulo......................................................................................................... 55 5. Equação e Inequação Modular.............................................................................. 61
  • 7.
    Funções.05 Capítulo 01. Funções:Apresentação e Definição 7PV2D-06-MAT-51 Capítulo01. Função:ApresentaçãoeDefinição 1.RelaçãoBinária 1.1.ParOrdenado Quando representamos o conjunto {a, b} ou {b, a} estamos, na verdade, representando o mesmo conjunto. Porém, em alguns casos, é conveniente distinguir a ordem dos elemen- tos. Para isso, usamos a idéia de par ordena- do. A princípio, trataremos o par ordenado como um conceito primitivo e vamos utilizar um exemplo para melhor entendê-lo. Consi- deremos um campeonato de futebol em que desejamos apresentar, de cada equipe, o total de pontos ganhos e o saldo de gols. Assim, para uma equipe com 12 pontos ganhos e sal- do de gols igual a 18, podemos fazer a indica- ção (12, 18), já tendo combinado, previamen- te, que o primeiro número se refere ao número de pontos ganhos, e o segundo número, ao sal- do de gols. Portanto, quando tivermos para uma outra equipe a informação de que a sua situação é (2, –8) entenderemos, que esta equi- pe apresenta 2 pontos ganhos e saldo de gols –8. Note que é importante a ordem em que se apresenta este par de números, pois a situa- ção (3,5) é totalmente diferente da situação (5,3). Fica, assim, estabelecida a idéia de par ordenado: um par de valores cuja ordem de apresentação é importante. Observações 1ª) (a, b) = (c, d) se, e somente se, a = c e b = d 2ª) (a, b) = (b, a) se, e somente se, a = b 1.2. Produto Cartesiano Dados dois conjuntos A e B, chamamos de produto cartesiano A × B ao conjunto de todos os possíveis pares ordenados, de tal maneira que o 1º elemento pertença ao 1º conjunto (A) e o 2º elemento pertença ao 2º conjunto (B). A × B = {(x, y) / x ∈ A e y ∈ B} Quando o produto cartesiano for efetua- do entre o conjunto A e o conjunto A, pode- mos representar A × A = A2. Vejamos, por meio do exemplo a seguir, as formas de apresentação do produto cartesiano. Exemplo: sejam A = {1, 4, 9} e B = {2, 3}. Podemos efetuar o produto cartesiano A × B, também chamado A cartesiano B, e apresentá-lo de várias formas. I. Listagem dos elementos Apresentamos o produto cartesiano por meio da listagem, quando escrevemos todos os pares ordenados que constituem o conjun- to. Assim, no exemplo dado, teremos: A × B = {(1, 2), (1, 3), (4, 2), (4, 3), (9, 2), (9, 3)} Vamos aproveitar os mesmos conjuntos A e B e efetuar o produto B × A (B cartesiano A): B × A = {(2, 1), (2, 4), (2, 9), (3, 1), (3, 4), (3, 9)}. Observando A × B e B × A, podemos notar que o produto cartesiano não tem o pri- vilégio da propriedade comutativa, ou seja, A × B é diferente de B × A. Só teremos a igual- dade A × B = B × A quando A e B forem conjun- tos iguais. Observação Considerando que para cada elemento do conjunto A o número de pares ordenados obtidos é igual ao número de elementos do conjunto B, teremos: n(A × B) = n(A) × n(B). II. Diagrama de flechas Apresentamos o produto cartesiano por meio do diagrama de flechas, quando repre- sentamos cada um dos conjuntos no diagra- ma de Euler-Venn, e os pares ordenados por "flechas" que partem do 1º elemento do par ordenado (no 1º conjunto) e chegam ao 2º ele- mento do par ordenado (no 2º conjunto).
  • 8.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição8 Funções PV2D-06-MAT-51 Considerando os conjuntos A e B do nosso exemplo, o produto cartesiano A × B fica as- sim representado no diagrama de flechas: III. Plano cartesiano Apresentamos o produto cartesiano, no plano cartesiano, quando representamos o 1º conjunto num eixo horizontal, e o 2º conjunto numeixoverticaldemesmaorigeme,pormeio de pontos, marcamos os elementos desses con- juntos. Em cada um dos pontos que represen- tam os elementos passamos retas (horizon- tais ou verticais). Nos cruzamentos dessas re- tas, teremos pontos que estarão representan- do, no plano cartesiano, cada um dos pares ordenados do conjunto A cartesiano B (A × B). 1.3.RelaçãoBinária Dizemos que relação binária de A em B é um subconjunto do produto cartesiano A × B. As relações binárias podem ser apresen- tadas, da mesma forma que o produto cartesiano, na forma da listagem dos elemen- tos, ou por meio do diagrama de flechas, ou no gráfico cartesiano. Vamos observar alguns exemplos de re- lações binárias. Exemplo 1 Dados os conjuntos A = {–1, 0, 1, 2, 3} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}, definimos a relação binária R1 por meio da seguinte sentença: R1 = {(x, y) ∈ A × B / y = x2} – Listagem dos elementos: R1 = {(–1, 1), (0, 0), (1, 1), (2, 4)} – Diagrama de flechas: – Gráfico cartesiano Exemplo 2 Dados os conjuntos A = {2, 3, 4, 5, 8} e B = {1, 3, 5, 7, 9}, definimos a relação binária R2 por meio da seguinte sentença: R2 = {(x, y) ∈ A × B / y = x + 1} – Listagem dos elementos: R2 = {(2, 3), (4, 5), (8, 9)}
  • 9.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 9 Funções PV2D-06-MAT-51 – Diagrama de flechas: – Gráfico cartesiano: Exemplo 3 Dados os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 4, 8} e B = {2, 5}, definimos a relação binária R3 por meio da seguinte sentença: R3 = {(x, y) ∈ A × B / y < x} – Listagem dos elementos: R3 = {(3, 2), (4, 2), (8, 2), (8, 5)} – Diagrama de flechas: – Gráfico cartesiano: I. Domínio Chamamos de domínio de uma relação o conjunto dos elementos do primeiro conjun- to que apresentam pelo menos um corres- pondente no segundo conjunto. Nos exem- plos de relação binária apresentados, temos: D (R1) = {–1, 0, 1, 2} D (R2) = {2, 4, 8} D (R3) = {3, 4, 8} II. Contradomínio Chamamos de contradomínio o conjunto formado pelos elementos que ficam à dispo- sição para serem ou não correspondentes de um ou mais elementos do primeiro conjunto. O contradomínio é sempre o segundo con- junto da relação. Em todos os exemplos que vimos, o contradomínio é o conjunto B. Assim: CD (R1) = CD (R2) = CD (R3) = B III. Conjunto imagem Chamamos de imagem cada um dos ele- mentos do segundo conjunto que é correspon- dente de algum elemento do primeiro con- junto da relação binária. O conjunto forma- do por todas as imagens da relação é chama- do conjunto imagem. Nos exemplos estuda- dos, temos: Im (R1) = {0, 1, 4} Im (R2) = {3, 5, 9} Im (R3) = {2, 5}
  • 10.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição10 Funções PV2D-06-MAT-51 O conjunto imagem está sempre contido no contradomínio, ou seja, o conjunto ima- gem é subconjunto do contradomínio. 2. Função 2.1.ApresentaçãoInformal Antes de formalizar matematicamente o estudo das funções, vamos apresentar noções sobrefunçãoquefazempartedonossodia-a-dia. O custo da energia elétrica é calculado por meio de uma função que depende do consu- mo de energia. Devemos notar que, para cada consumo, existe uma única tarifa a ser co- brada. Não é possível o mesmo consumo com duas tarifas diferentes. A tarifa de uma viagem de táxi é cobrada em função da quilometragem dessa viagem. Devemos notar que, para cada quilometra- gem percorrida, existe uma única tarifa a ser cobrada. Não existe a possibilidade de uma mesma "corrida" apresentar dois valores di- ferentes de cobrança. O imposto de renda descontado na fonte, para as pessoas assalariadas, tem um valor cal- culado em função do salário do trabalhador. Notemosqueomesmosalárioeasmesmascon- dições do trabalhador não podem representar valores diferentes de imposto de renda a ser re- tido na fonte. Para cada valor de salário existe umúnicovalordeimpostoderendaaserretido. 2.2.ApresentaçãoMatemática Notemos que, nos exemplos apresentados anteriormente, podemos agrupar os elemen- tos e seus correspondentes em conjuntos em que os elementos de um estão relacionados com os elementos do outro. Isso nos leva a pen- sar em função como sendo um relacionamen- to especial entre dois conjuntos, de tal manei- ra que cada elemento de um conjunto tenha um único correspondente no outro conjunto. Definição Dados dois conjuntos A e B, não-vazios, função ou aplicação é uma relação binária de A em B de tal maneira que todo elemento x, pertencente ao conjunto A, tem para si um único correspondente y, pertencente ao con- junto B, que é chamado de imagem de x. Notemos que, para uma relação binária dos conjuntos A e B, nesta ordem, represen- tar uma função é preciso que: 1º) todo elemento do conjunto A tenha al- gum correspondente (imagem) no conjunto B; 2º) para cada elemento do conjunto A exista um único correspondente (imagem) no conjunto B. Assim como em relações, usamos para as funções, que são relações especiais, a seguin- te linguagem: Domínio: conjunto dos elementos que possuem imagem. Portanto, todo o conjunto A, ou seja, D = A. Contradomínio: conjunto dos elementos que se colocam à disposição para serem ou não imagens dos elementos de A. Portanto, todo o conjunto B, ou seja, CD = B. Conjunto imagem: subconjunto do con- junto B formado por todos os elementos que são imagens dos elementos do conjunto A, ou seja, no exemplo anterior: Im = {a, b, c}. 2.3.ReconhecimentodeumaFunção pormeiodoDiagramadeFlechas As condições que uma relação represen- tada por meio do seu diagrama de flechas deve satisfazer para ser uma função são: 1º) todo elemento de A deve servir como ponto de partida de uma flecha. 2º) essa flecha deve ser única. Exemplos a)
  • 11.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 11 Funções PV2D-06-MAT-51 Não é função, pois não parte nenhuma fle- cha do elemento d ∈ A. b) Não é função, pois partem duas flechas do elemento c ∈ A. c) É uma função, pois satisfaz as condições enunciadas com domínio = A = {a, b, c}. contradomínio=B={1,2,3,4} e Imagem={1,2} 2.4.ReconhecimentodeumaFunção por meio do seu Gráfico Cartesiano Vamos observar os gráficos das relações binárias que se apresentam a seguir. Devemos observar que, para localizarmos a imagem de um determinado elemento do domínio, representado no eixo horizontal, basta, por meio de uma reta vertical, atingir- mos o gráfico da relação e, com o uso de outra reta, agora horizontal, projetarmos este pon- to de intersecção da reta com o gráfico no eixo vertical, que representa o contradomínio. Es- taremos, assim, determinando a imagem do elemento considerado.
  • 12.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição12 Funções PV2D-06-MAT-51 Com base neste procedimento, lembran- do que, para ser uma função, todo elemento do domínio deve ter uma única imagem no contradomínio, podemos estabelecer a se- guinte regra: para o reconhecimento de uma função por meio de seu gráfico cartesiano é preciso que toda e qualquer reta vertical que passe pelo domínio da relação "corte" uma única vez o gráfico da relação, que, aí sim, será considerada uma função. R1 não é função. R2 não é função. R3 é função. Exercícios Resolvidos 01. a) Sendo A = {1,2} e B = {–1, 0, 1}, calcule A × B (A cartesiano B) e desenhe seu gráfico. b) Considerando os mesmos conjuntos anteriores, calcule B × A (B cartesiano A) e de- senhe seu gráfico. (Observe que A × B ≠ B × A)
  • 13.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 13 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução a) A × B = {(1, –1), (1, 0), (1, 1), (2, –1), (2,0), (2, 1)} b) B × A = {(–1, 1), (–1, 2), (0,1), (0,2), (1,1), (1,2)} 02. Trabalhando ainda com os mesmos conjuntos, considere as seguintes relações de Aem B. R1 = {(x, y) ∈ A × B / y = x2 – 2} R2 = {(x, y) ∈ A × B / y = x – 1} Represente R1 e R2 utilizando diagramas de flechas. Resolução 03. (FGV-SP) São dados os conjuntos A = {2, 3, 4}, B = {5, 6, 7, 8, 9} e a relação R = {(x, y) ∈ A × B / x e y sejam primos entre si}. Um dos elementos dessa relação é o par ordenado: a) (9, 4) d) (3, 6) b) (5, 4) e) (2, 8) c) (4, 7) Resolução R = {(2,5), (2,7), (2,9), (3,5), (3,7), (3,8), (4,5), (4,7), (4,9)} Resposta: C 04. Sejam os conjuntos A = {–2, –1, 0, 1, 2, 3, 4} e B = {0, 1, 2} e R = {(x, y) ∈ A × B / x = y2}: a) determine os elementos de R; b) determine o domínio e a imagem de R. Resolução a) R = {(0,0); (1, 1); (4,2)} b) Domínio = {0, 1, 4) Imagem = {0, 1, 2}
  • 14.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição14 Funções PV2D-06-MAT-51 05. (UFRN) Se n(A) = 3 e n(B) = 2, então (n(A × B))n(A ∩ B) é, no máximo, igual a: a) 1 d) 18 b) 6 e) 36 c) 12 Resolução n(A × B) = n(A) n(B) = 3 · 2 = 6 O número máximo de elementos de A ∩ B = 2. Então, o máximo de (n (A × B)) n(A ∩ B) é 62 = 36 Resposta: E 06. (UFU-MG) Quais dos seguintes dia- gramas definem uma função de X = (a, b, c, d) em Y = (x, y, z, w)? a) II, III e IV b) IV e V c) I, II e V d) I e IV e) I, IV e V. Resolução I é função; II não é função, pois d tem 2 corres- pondentes em Y; III não é função, pois a não tem correspondente em Y; IV é função; V não é função, pois a e c têm 2 correspondentes em Y e d não tem correspondenteemY. Resposta: D 07. (UFMG) Das figuras abaixo, a única que representa o gráfico de uma função real y = f(x) com domínio [a, b] é:
  • 15.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 15 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução
  • 16.
    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição16 Funções PV2D-06-MAT-51 Resposta: E 3. Notação de Função Para apresentarmos uma função, preci- saremos de três componentes. I. O primeiro conjunto, em que escolhemos os elementos para os quais procuraremos as imagens correspondentes. Esse conjunto é o domínio da função. II. O segundo conjunto, em que procura- remos as imagens dos elementos do domínio. Esse conjunto é o contradomínio da função. III. A sentença matemática que conduz os elementos do domínio até a imagem corres- pondente a ele no contradomínio. f: D → CD com y = f(x) Vejamos alguns exemplos. Exemplo 1 Consideremos os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 5} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}. Vamos definir a função f de A em B com f(x) = x + 1. Tomamos um elemento do conjunto A, representado por x, substituímos este elemento na sentença f(x), efetuamos as operações indicadas e o resul- tado será a imagem do elemento x, represen- tada por y. f: A → B y = f(x) = x + 1 Exemplo 2 Consideremos os conjuntos A = {–1, 1, 2, 5} e B = {0, 1, 2, 3, 17, 24, 33}. Vamos definir a função f de A em B com f(x) = x2 – 1. Assim, teremos os dados a seguir. A imagem do elemento –1 representada por f(–1) = (–1)2 – 1 = 0, ou seja, o par (–1, 0) ∈ f.
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 17 Funções PV2D-06-MAT-51 A imagem do elemento 1 representada por f(1) = 12 – 1 = 0, ou seja, o par (1, 0) ∈ f. A imagem do elemento 2 representada por f(2) = 22 – 1 = 3, ou seja, o par (2, 3) ∈ f. A imagem do elemento 5 representada por f(5) = 52 – 1 = 24, ou seja, o par (5, 24) ∈ f. Notemos que existem dois elementos do conjunto A com uma mesma imagem no conjunto B. Isto é permitido pela definição de função. O que não pode ocorrer é um mesmo elemento com mais de uma imagem ou um elemento sem imagem. f: A → B; y = f(x) = x2 – 1 Observação No estudo das funções é muito freqüente utilizarmos, tanto para primeiro conjunto como para segundo conjunto de uma função, o conjunto dos números reais. Nessas condi- ções, convencionou-se que podemos omitir a colocação dos dois conjuntos e a função será denominada, simplesmente, função real. Para uma função real, basta apresentarmos a sen- tença matemática que relaciona os elemen- tos do domínio às imagens no contradomínio. Exemplo Para apresentarmos a função f de R em R com f(x) = 2x3 + 3, basta apenas dizermos que é uma função real com f(x) = 2x3 + 3. 4.GráficodeumaFunção A apresentação de uma função por meio de seu gráfico é muito importante, não só na Matemática como nos diversos ramos dos estudos científicos. Estabelecer um gráfico que represente o peso e a altura de uma criança em função de sua idade é muito importante dentro da pe- diatria, pois pode-se avaliar quando uma determinada criança está dentro dos padrões normais de crescimento. Por meio de um gráfico que representa o crescimento populacional de um determinado país, pode-se estimar sua população futura e, assim, podem ser programados os empre- endimentos físicos e sociais que serão neces- sários para o atendimento dessa população. O desempenho de uma empresa no setor de vendas, por exemplo, pode ser apresenta- do por intermédio de um gráfico no qual re- presentamos a quantidade de unidades ven- didas de um determinado bem ao longo dos dias, meses ou anos, e assim torna-se possí- vel a programação na fabricação do referido bem ou a avaliação do rendimento da equipe de vendas. Na Física, o deslocamento de um móvel pode ser representado por meio de um gráfi- co e, a qualquer instante, poderemos locali- zar a posição exata desse móvel pela obser- vação do referido gráfico. Notamos, portanto, que a transformação de situações reais em gráficos é de muita im- portância em todos os setores de nossas ati- vidades. No terreno matemático, para construir- mos o gráfico de uma função, devemos tomar todos os elementos do domínio, substituir- mos cada um deles na sentença que repre- senta a função e, obtendo a imagem corres- pondente a cada um desses elementos, repre- sentar cada par ordenado (elemento, imagem) no plano cartesiano. A seqüência dos pontos que representam os pares ordenados deter- mina o gráfico da função. Muitas vezes não precisamos tomar to- dos os pontos do domínio para a construção do gráfico da função, bastando alguns pon- tos para nos dar a noção exata de qual será o comportamento gráfico da referida função.
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição18 Funções PV2D-06-MAT-51 Vejamos o exemplo. Consideremos a função real f(x) = 2x – 1. Vamos construir uma tabela fornecendo valores para x e, por meio da sentença f(x), obteremos as imagens y correspondentes. Transportados os pares ordenados para o plano cartesiano, vamos obter o gráfico correspondente à função f(x), como se vê a seguir. Podemos, por meio do gráfico de uma fun- ção, reconhecer o seu domínio e o conjunto imagem. Vamos observar o gráfico a seguir. Consideremos a função f(x) definida por A = [a, b] em R. Domínio: projeção ortogonal do gráfico da função no eixo x. Assim, D = [a, b] = A. D = [a; b] Conjunto imagem: projeção ortogonal do gráfico da função no eixo y. Assim, Im = [c, d].
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 19 Funções PV2D-06-MAT-51 Im = [c, d] Observação O contradomínio (R) é representado por todo o eixo y. Outra importante informação que pode- mos retirar sobre o comportamento de uma função, pela observação do gráfico, é a sua monotonicidade. Uma função pode ter o se- guinte comportamento: I. função crescente: a função f(x), num de- terminado intervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva- lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) < f(x2). x1 < x2 ⇒ f(x1) < f(x2) II. função decrescente: função f(x), num determinado intervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva- lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) > f(x2). x1 < x2 ⇒ f(x1) > f(x2) III. função constante: a função f(x), num determinado intervalo, é constante se, para quaisquer x1 e x2 pertencentes a este interva- lo, com x1 < x2, tivermos f(x1) = f(x2).
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição20 Funções PV2D-06-MAT-51 Exercícios Resolvidos 01.(USF-SP) O número S do sapato que uma pessoa calça está relacionado com o com- primento p, em centímetros, do seu pé, pela fórmula: 1 2 3 43 56 7 = = + 1 2 Qual é o número do sapato de uma pessoa cujo comprimento do pé é 27,2 cm? Resolução 1 2 3453 6 3453 37 8 89= = ⋅ + =1 2 Resposta: 41 02. (Vunesp) Definamos f: N ⇒ N por 1 1 2 1 2 1 2 2 3 1 2 3 4 1 2 = + = 5 67 87 Então: a) f (3) = 8 d) f(3) = 16 b) f(3) = 9 e) f(3) = 32 c) f(3) = 12 Resolução Para n = 0 ⇒ f(0 + 1) = 2f(0) ⇒ f(1) = 21 = 2 Para n = 1 ⇒ f(1 + 1) = 2f(1) ⇒ f(2) = 22 = 4 Para n = 2 ⇒ f(2 + 1) = 2f(2) ⇒ f(3) = 24 = 16 Resposta: D 03. (Cesgranrio-RJ) Se f: R ⇒ R é uma função definida pela expressão f(x – 1) = x3, então o valor de f(3) é igual a: a) 0 b) 1 c) 6 d) 15 e) 64 Resolução Para calcular f(3) devemos ter x – 1 = 3 ou x = 4. Assim, f(3) = 43 = 64 Resposta:E 04. (UFMG) Uma função f: R → R é tal que f(5x) = 5f(x) para todo o número real x. Se f(25) = 75, então o valor de f(1) é: a) 3 d) 25 b) 5 e) 45 c) 15 Resolução Fazendo-se x = 5, vem: f(5 · 5) = 5f(5) ⇒ f(25) = 5 · f(5) Mas f(25) = 75. Logo, 75 = 5 · f(5) ⇒ f(5) = 15 Fazendo-se x = 1, vem: f(5 · 1) = 5f(1) ⇒ f(5) = 5f(1). Logo: 15 = 5 · f(1) ⇒ f(1) = 3 Resposta: A 05. (UFMG) Dos gráficos, o único que repre- senta uma função de imagem 1 2 1∈ ≤ ≤12 31 2e domínio 1 2 1∈ ≤ <12 31 241 a) b)
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 21 Funções PV2D-06-MAT-51 c) d) e) Resolução a) 12 3 4 56 3 7= ∈ < <1 2 b) 1 2 3 4= ∈ ≤ ≤1 221 2 c) Correta d) Não é função. e) Não é função. Resposta: C 06. (Mackenzie-SP) O gráfico abaixo repre- senta uma função definida em R por y = f(x). O valor de f(2) + f(f(–5)) é igual a: a) –2 d) 1 b) –1 e) 2 c) 0 Resolução Do gráfico, temos: f(–5) = 5 f(f(–5)) = f(5) = 3 f(2) = –3 Logo: f(2) + f(f(–5)) = –3 + 3 = 0 Resposta: C
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição22 Funções PV2D-06-MAT-51 5.DomíniodeumaFunção Para uma função de R em R, ou seja, com elementos no conjunto dos números reais e imagens também no conjunto dos números reais, será necessária, apenas, a apresentação da sentença que faz a "ligação" entre o elemen- to e a sua imagem. Porém, para algumas sen- tenças, alguns valores reais não apresentam imagem real. Por exemplo, na função 1 2 21 2 1 2= − 3 , o número real 0 não apresen- ta imagem real e, portanto, f(x) não é função. Para que possamos dar à f(x) característi- cas de função, precisamos limitar o conjunto de partida, eliminando do conjunto dos nú- meros reais os elementos que, para essa sen- tença, não apresentam imagem. Nesse caso, bastaria estabelecermos como domínio da função f(x) o conjunto D = {x ∈ R / x ≥ 1}. Para determinarmos o domínio de uma função, portanto, basta garantirmos que as operações indicadas na sentença são possí- veis de serem executadas. Dessa forma, ape- nas algumas situações nos causam preocu- pação e elas serão estudadas a seguir. 1º) y f x f x n Nn= ≥ ∈1 2 1 2 31 4 1 2 2º) y f x f x= ⇒ ≠ 1 2 3 4 3 4 Vejamos alguns exemplos de determina- ção de domínio de uma função real. Exemplos Determine o domínio das seguintes fun- ções reais. 1º) f(x) = 3x2 + 7x – 8 D = R 2º) f(x) = 1 − 1 x – 7 ≥ 0 ⇒ x ≥ 7 D = {x ∈ R / x ≥ 7} 3º) f(x) = 1 + 11 D = R Observação Devemos notar que, para raiz de índice ím- par, o radicando pode assumir qualquer valor real, inclusive o valor negativo. 4º) f(x) = 1 21 + x + 8 > 0 ⇒ x > –8 D = {x ∈ R / x > –8} 5º) f(x) = 1 1 − − 1 2 x – 5 ≥ 0 ⇒ x ≥ 5 x – 8 ≠ 0 ⇒ x ≠ 8 D = {x ∈ R / x ≥ 5 e x ≠ 8} Conclusão Podemos, finalmente, apresentar a função real como sendo aquela que apresenta uma sentença f(x) e, como domínio, o mais amplo subconjunto real, de tal maneira que todas as operações indicadas na sentença f(x) pos- sam ser executadas. Como observação, podemos estabelecer que o contradomínio será considerado, sem- pre, o conjunto dos números reais. Exercícios Resolvidos 01.Determine o domínio das funções re- ais apresentadas abaixo. a) f(x) = 3x2 + 6x + 8 b) f(x) = 1 1 21 − c) f(x) = 1 + 1 d) f(x) = 1 21 1 + e) f(x) = 1 2 3 1 1 + Resolução a) D = R b) 3x – 6 ≠ 0 ⇒ x ≠ 2 ⇒ D = R – {2} c) x + 2 ≥ 0 ⇒ x ≥ –2 ⇒ D = {1 2 1∈ ≥1 –2} d) D=R(devemosobservarqueoradicandodeve sermaiorouigualazeropararaízesdeíndicepar) e) Temosumaraizcomíndiceparnodenomina- dor,assim:
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    Capítulo 01. Função:Apresentação e Definição 23 Funções PV2D-06-MAT-51 7x + 5 > 0 ⇒ x > 1 2 3 D = x R / x – 5 7 ∈ > 123 456 02.(Cefet–PR) Se f x x x x x 1 2 = 3 1 2 3 1 4 4 é uma função de D em R, então D é o conjunto: a) 1 2 31 2 1∈ ≠ 4 b) 1 2 31 2 1 1∈ ≠ ≠ ±4 56 c) 1 2 3451 2 1 1∈ < >6 47 89 d) 1 2 3451 2 1 1∈ > <467 e) 1 2 34 5x R x x∈ < < >6 478 Resolução 1 2 1 31 2 1 ⇒ 1 21 3 45 61 2 ⋅ ≠ 1 21 ≠ e 1 2 3 41 ≠ 1 2≠ e 1 2≠ ± Resposta: B 03.O domínio da função dada por 1 2 2= + + 1 é: a) 1 2 3 4 56x R x∈ ≥ 7 b) 1 2 3 4 5678x R x∈ ≠ c) 1 2 R3 d) 1 2 3 4 561 2 1∈ > 7 Resolução 1 1 2⇒ ≥ (I) x 4 x 0 x –4+ ⇒ + ≥ ⇒ ≥1 (II) (I) ∩ (II) 1 2 34 5 6 4 78∈ ≥ Resposta: A 04. (PUC–SP) Qual o domínio da função: f x x12 34 1 → 3 56 2 ? Resolução 123 1 45 61 2 ≥ Multiplicando os dois membros por –1 (x – 1) 03 2 ≤ Lembrando que qualquer número real elevado ao quadrado é positivo ou nulo, só temos uma opção: 1 2 3 41 = 1 21 = 1 2= D = {1}
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau24 Funções PV2D-06-MAT-51 Capítulo02. Funçõesdo1º e do 2º Grau 1. FunçõesElementares Algumas funções são utilizadas com maior freqüência dentro da Matemática e, por isso, é conveniente que suas principais caracterís- ticas sejam previamente estudadas, facilitan- do o seu uso. Essas funções são as chamadas funções elementares e veremos as principais a seguir. 1.1.FunçãoConstante – Sentença: f (x) = k, em que k é uma função constante real. – D = R, CD = R e Im = {k} – Gráfico Conclusão: o gráfico de uma função cons- tante é uma reta horizontal que intercepta o eixo y em k. Veja o gráfico a seguir: 1.2. FunçãoIdentidade – Sentença: f(x) = x, em que cada elemento tem como imagem ele mesmo. – D = R, CD = R e Im = R – Gráfico Conclusão: o gráfico de uma função iden- tidade é uma reta bissetriz dos quadrantes ímpares do plano cartesiano, passando pela origem do sistema. 1.3. Função do 1º Grau – Sentença: f(x) = ax+ b, com a diferente de 0 – D = R, CD = R e Im = R.
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 25 Funções PV2D-06-MAT-51 – Gráfico Exemplo para a > 0. Consideremos f (x) = 2x – 1. Exemplo para a < 0 Consideremos f (x) = – x + 1. Conclusão: o gráfico de uma função do 1º grau é uma reta crescente para a > 0 e uma reta decrescente para a < 0. – Raiz de uma função é o ponto em que o gráfico intercepta o eixo x. Para obtermos a raiz deumafunção,devemosdeterminaroelemento para o qual a imagem é zero, ou seja, basta fazer f (x) = 0. No caso da função do 1º grau, teremos: ax + b = 0 1 ax = –b 1 x = –b/a – Coeficientes a é chamado coeficiente angular e b é cha- mado coeficiente linear. – Intersecção com o eixo y é a intersecção do gráfico de uma função com o eixo y e ocorre na imagem do elemento x = 0, sempre no termo independentedex.Nocasodafunçãodo1ºgrau de sentença f (x)=ax+b,o"cruzamento"dográ- fico com o eixo ocorre no ponto de ordenada b. Observação Sempre que b ≠ 0, para construirmos o gráfico f(x) basta assinalarmos o ponto (0, b) no eixo y e o ponto (–b/a, 0) no eixo x. A reta determinada por esses pontos será o gráfico da função. – Estudo do sinal da função do 1º grau: para o estudo da variação de sinal da fun- ção do 1º grau, seguiremos a convenção ado- tada para o eixo das ordenadas, em que es- tão representadas as imagens dos elemen- tos posicionados no eixo x. Assim, toda re- gião gráfica acima do eixo x representará uma imagem positiva, ao contrário das imagens negativas, que sempre estarão posicionadas abaixo do eixo x. Por este en- tendimento, o estudo da variação de sinal de uma função do 1º grau depende apenas do coeficiente angular da reta, que pode ser positivo (reta crescente) ou negativo (reta decrescente), e da raiz da função.
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau26 Funções PV2D-06-MAT-51 Consideremosafunçãof (x)=ax+bcoma≠0, em que x0 é a raiz da função f(x). Observação A função do 1º grau f (x) = ax + b, com a ≠ 0, será denominada função linear quando o valor do termo independente de x, o termo b, for igual a zero. A função do 1º grau é tam- bém conhecida como função afim. Exercícios Resolvidos 01.(Mackenzie-SP) A função f é definida por f(x) = ax + b. Sabendo-se que f(–1) = 3 e f(1) = 1, o valor de f(3) é: a) 0 d) –3 b) 2 e) –1 c) –5 Resolução 1 23 4 5 23 6 4 1 3 3 5 3 6 3 5 2 3 7 6 8 1 9 2 9 8 1 2 1 2 1 2 1 2 = ⇒ ⋅ + = = ⇒ ⋅ + = 3 45 65⇒ = = ∴ = + Assim, f(3) = –3 + 2 = –1 Resposta:E 02.(UFMG) Sendo a < 0 e b > 0, a única re- presentação gráfica correta para a função f(x) = ax + b é: Resolução Como a < 0, a função deve ser decrescente . Como b > 0, deve interceptar o eixo y na parte positiva (acima do eixo x). Resposta: A 03. (UFPI) A função real de variável real, definida por f(x) = (3 – 2a)x + 2, é crescente quando: a) a > 0 c) a = 1 2 b) a < 1 2 d) a > 1 2 Resolução Para f(x) ser crescente, devemos ter 3 – 2a > 0 Logo: –2a > –3 · (–1) 12 3 2 3 1 < ⇒ < Resposta: B
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 27 Funções PV2D-06-MAT-51 04. Esboçar o gráfico, determinar o domínio, contra-domínio, conjunto imagem e classificar quanto ao crescimento as seguintes funções: a) f(x) = 2x – 1 b) f(x) = 2 – x c) f(x) = 2 Resolução a) f(x) é uma função do 1º grau, então D = R, CD = R e Im = R Como a = 2 > 0, a função é crescente. b) f(x) = 2 – x f(x) é uma função do 1º grau, então D = R, CD = R e Im = R. Como a = –1 < 0, a função é decrescente. c) f(x) = 2 f(x) é uma função constante, então D = R, CD = R e Im = 2 05. (Unifor-CE) Seja f a função real definida por 1 2 2 1 21 23 4 ,paratodoxdointervalo[–3;1]. Seu conjunto imagem é: a) R b) − 1 23 4 56 1 2 13 d) − 1 23 4 56 1 2 3 2 4 c) − 1 23 4 56 1 2 1 2 3 e) 1 2 3 2 4 1 23 4 56 Resolução Como f(x) é do 1º grau, o gráfico seria uma reta. Todavia, como o domínio é um intervalo real e não R, o gráfico será um segmento de reta. 12 3 4 56 7 4 8 9 123 4 7 4 9 1 1 1 23 43 Logo,oconjuntoimagemserádefinidode 1 2 até 1 2 . Assim: 12 3 4 5 6 4 = 1 23 4 56 Gráfico Resposta: E
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau28 Funções PV2D-06-MAT-51 2. Função do 2o Grau: Apresentação Denominamos função quadrática ou fun- ção polinomial do segundo grau ou simples- mente função do segundo grau a uma função de R em R que associa a cada x real uma ima- gem y, também real, dada por y = ax2 + bx + c, sendo a ∈ R*, b ∈ R e c ∈ R; x é variável livre, y é a variável dependente; a, b e c são coefici- entes numéricos da função. f : R → R y = f (x) = ax2 + bx + c a ∈ R*, b ∈ R e c ∈ R. Se b ≠ 0 e c ≠ 0, a função é chamada comple- ta; caso contrário, será chamada incompleta. Exemplos a) f (x) = 3x2 + 2x – 5 é função do 2ºgrau completa. b) f (x) = x2 – 6x + 4 é função do 2º grau completa. c) f (x) = –2x2 + 2x + 1 é função do 2º grau completa. d) f (x) = –x2 + 5 é função do 2º grau in- completa (b = 0). e) f (x) = 4x2 + 3x é função do 2º grau in- completa (c = 0). f) f (x) = –x2 é função do 2º grau, incom- pleta (b = 0 e c = 0). g) f (x) = 2x3 – 3x2 + 2x – 5 não é função do 2º grau. h) f (x) = 3x – 5 não é função do 2º grau. i) f (x) = –3x + 6 não é função do 2º grau. 2.1. Concavidade No plano cartesiano, o gráfico da função do 2º grau é uma curva aberta chamada pa- rábola. No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter sua concavidade voltada para cima (a 0) ou voltada para baixo (a 0), como vemos a seguir: 2.2. Raízes As raízes ou zeros da função quadrática f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais que f(x) = 0 e, portanto, as soluções da equa- ção do segundo grau. ax2 + bx + c = 0 A resolução de uma equação do 2º grau é feita com o auxílio da chamada “fórmula resolutiva de Bhaskara”. 1 2 3 4567 2 3 81 2 3 1 2 4 4 5 5 9 1 Observe que: Se ∆ 0, a equação apresentará duas rai- zes distintas, que são: 1 2 3 4 1 2 3 1 2 5 5 = − + = − −∆ ∆ Se ∆ = 0, a equação apresentará duas rai- zes iguais, que são: 1 1 2 3 1 2 4 = = −
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 29 Funções PV2D-06-MAT-51 Se ∆ 0, sabendo que nesse caso , ∆ ∉ 12 diremos que a equação não apresenta raízes reais. Significadogeométricodasraízes Interpretando geometricamente, dizemos que as raízes da função quadrática são as abscissas dos pontos onde a parábola corta o eixo dos x. Então: 2.3.VérticedaParábola A parábola que representa graficamente a função do 2º grau apresenta como eixo de si- metria uma reta vertical que intercepta o grá- fico num ponto que chamaremos de vértice. Para determinarmos a abscissa do vérti- ce (xv), usamos o fato de que, sendo o gráfico simétrico em relação a esta reta vertical, os valores (xv+ k) e (xv – k) apresentam a mesma imagem, ou seja, f(xv + k) = f(xv – k). Sendo f(x) = ax2 + bx + c, temos: f(xv + k) = a(xv + k)2 + b(xv + k) + c = y1 f(xv – k) = a(xv – k)2 + b (xv – k) + c = y2 Considerando que y1 = y2, teremos: 1 2 3 1 = − 4 que é o valor da abscissa do vértice (xv). Para determinarmos a ordenada do vér- tice (yv), usamos o fato de que o vértice é um ponto pertencente à parábola e que, por- tanto, a imagem de xv é yv, ou seja, yv = f(xv). Assim, teremos yv = a(xv)2 + b(xv) + c → yv = −∆ 12 , que é o valor da ordenada do vértice (yv). yv = −∆ 12 2.4. Intersecção com o Eixo y Qualquer ponto do eixo tem coordenadas (0, y). Para determinarmos a intersecção da função f(x) = ax2 + bx + c com o eixo y basta fazer x = 0. f(0) = a · 02 + b · 0 + c → f(0) = c. Logo, a parábola intercepta o eixo y no ponto (0, c). 2.5. Esboço do Gráfico As raízes (quando são reais), o vértice e a intersecção com o eixo y são fundamentais para traçarmos um esboço do gráfico de uma função do 2º grau.
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau30 Funções PV2D-06-MAT-51 2.6.ConjuntoImagem O conjunto imagem de uma função do 2º grau está associado ao seu ponto extremo, ou seja, à ordenada do vértice (yv).
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 31 Funções PV2D-06-MAT-51 Exercícios Resolvidos 01.Esboçar o gráfico e determinar o con- junto imagem das funções abaixo. a) f(x) = x2 – 6x + 8 b) f(x) = –x2 + 2x + 3 c) f(x) = 1 2 x2 + x + 1 Resolução a) f(x) = x2 – 6x + 8 Concavidade: a = 1 0 → para cima raízes = ∆ = 4; x1 = 2 e x2 = 4 Vértice : 1 2 3 1 = − = 4 5 1 1 2 34 1 5 1 1= = − = − = − = −1 26 7 8 8 8 7 ∆ Intersecção com o eixo y: c = 8 Resposta: Imagem : Im = { y ∈ R/ y ≥ –1 } Esboço b) f(x) = –x2 + 2x + 3 Concavidade: a = –1 0 para baixo; raízes: ∆ = 16; x1 = –1 e x2 = 3 Vértice: xv = −1 23 = 1 ; yv = −∆ 12 = 4 Intersecção com o eixo y: c = 3 Resposta: Im = { y ∈ R / y ≤ 4 } Esboço c) 1 2 2 21 2= + + 3 4 31 Concavidade: a = 1 2 3 para cima; raízes: ∆ = –1 → E raízes reais Vértice: xv = –b/2a = –1 ; yv = − = ∆ 1 2 34 Intersecção com o eixo y: c =1 Resposta Im = {y ∈ IR / y ≥ 1 2 } Esboço y x–1 1 2 1 eixodesimetria
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau32 Funções PV2D-06-MAT-51 02.(Vunesp) O gráfico da função quadrática definida por y = x2 – mx + (m – 1), onde m é um número real, tem um único ponto em comum com o eixo das abscissas. Então o valor de y que essa função associa a x = 2 é: a) –2 d) 1 b) –1 e) 2 c) 0 Resolução Como a função tem um único ponto em comum com o eixo X, o valor de ∆ é zero. Assim: ∆ = 0 → (–m)2 –4 · 1 · (m – 1) = 0 → m = 2 Logo, y = x2 – 2x + 1. Portanto, para x = 2, temos: y = 22 – 2 · 2 + 1 = 1 Resposta: D 03. (UFRN) Se f(x) = x2 – 1, então é crescen- te no intervalo: a) [0, ∞[ d) ]–∞, 1] b) [–1, 1] e) ]–∞, 0] c) [–1, ∞[ Resolução f(x) = x2 – 1 Esboçando o gráfico da função, temos: Logo, a função é crescente para todo x ≥ 0. Resposta: A 04.(UFPI) Uma fábrica produz p(t) = t2 + 2t pares de sapatos t horas após o início de suas atividades diárias. Se a fábrica começa a fun- cionar às 8 horas da manhã, entre 10 e 11 ho- ras serão produzidos: a) 7 pares de sapatos. b) 8 pares de sapatos. c) 15 pares de sapatos. d) 23 pares de sapatos. Resolução Para t = 3 horas, temos: p(3) = 32 + 2 · 3 ⇒ p (3) = 15 pares de sapato Para t = 2 horas, temos: p(2) = 22 + 2 · 2 = 8 pares de sapato Logo, entre 10 e 11 horas serão produzidos 15 – 8 = 7 pares de sapato. Resposta: A 3. Função do 2º Grau: Pontos Extremos O gráfico da função do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, a ≠ 0 é uma parábola. Essa parábola tem a concavidade voltada para cima quando a 0 e concavidade voltada para baixo quando a 0. 3.1.VérticedaParábola A parábola que representa graficamente a função do 2º grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical que intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice. As coordenadas do vértice são: 1 2 3 1 = − 4 e 1 2 1 = −∆ 3 3.2.ValoresExtremos O yV representa o valor extremo da fun- ção. Se a concavidade da parábola estiver vol- tada para baixo, o yV será o valor máximo da função; se a concavidade estiver voltada para cima, o yV será o valor mínimo da função.
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 33 Funções PV2D-06-MAT-51 Exercícios Resolvidos 01.(Cesgranrio-RJ) O valor mínimo do polinômio y = x2 + bx + c, cujo gráfico é mos- trado na figura, é: a) –1 d) − 1 2 b) –2 e) − 1 2 c) − 1 2 Resolução O gráfico da função y = x2 + bx + c passa pelos pontos (0, 0) e (3, 0). Logo: (0, 0) → c = 0 (3,0) → 9 + 3b + c = 0 → b = –3 Logo: f(x) = x2 – 3x O valor mínimo será 1 2 1 1 21 3 D = 9 – 4 · 1 · 0 = 9 Logo: − = − ⋅ = −∆ 1 2 1 3 2 14 02.(PUC-SP) O valor extremo da função y = x2 – 8x + 15 é: a) máximo, dado por V = (4,1) b) mínimo, dado por V = (4, –1) c) máximo, dado por V = (–4, –1) d) mínimo, dado por V = (–4, –1) e) máximo, dado por V = (4, –1) Resolução Na função y = x2 – 8x + 15, o valor de a é 1; logo, a função tem ponto de mínimo: 1 2 3 4 3 1 1 1 2 1 2 23 4 1 1 2 1 2 12 5 6 5 7 7 7 7 8 1 Portanto, o valor extremo da função é ponto de mínimo(4,–1). Resposta: B 03. (FCC-SP) Um menino está à distância 6 de um muro de altura 3 e chuta uma bola que vai bater exatamente sobre o muro. Se a equação da trajetória da bola em relação ao sistema de coordenadas indicado pela figura é y = ax2 + (1 – 4a) x, a altura máxima atingida pela bola é: a) 5 d) 3,5 b) 4,5 e) 3 c) 4 Resolução O ponto (6, 3) pertence ao gráfico, logo: 3 = a(6)2 + (1 – 4a) · 6 3 = 36a + 6 – 24a → 1= −2 3 Substituindo a = 12 3 na função: 1 2 21 2 3 3 4 51
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau34 Funções PV2D-06-MAT-51 Calculando a altura máxima: 1 2 3 456789 123 41 1 2 1 2 2 1 1 Resposta: C 04. (FCMSC-SP) Considerem-se todos os re- tângulosdeperímetro80m.Aáreamáximaque pode ser associada a um desses retângulos é: a) 200 m2 d) 600 m2 b) 250 m2 e) 800 m2 c) 400 m2 Resolução 2x + 2y = 80 → x + y = 40 → y = 40 – x A = x · y Logo: A(x) = x · (40 – x) = 40x – x2 A(x) = – x2 + 40x ; Amáx = yv xv = 1 2 1 31 2 1 23 45 3 6 35 Se x = 20 → yv = A(20) Logo: Amáx = 20 · 20 = (20)2 = 400 Resposta: C 4. Função do 2o Grau: Aplicações Muitos são os fenômenos descritos mate- maticamente através da função do 2º grau. Problemas de física, química, biologia, ma- temática financeira etc. são resolvidos estudan- do-se os pontos de máximo ou mínimo, as raízes, o sinal e a taxa de variação dessa função. Para ilustrar algumas destas aplicações se- lecionamos os problemas apresentados a seguir. Exercícios Resolvidos 01.(Unicamp-SP) De acordo com a lei de Poiseville, a velocidade do sangue num pon- to a r cm do eixo central de um vaso sangüíneo é dada pela função: v(r) = C(R2 – r2) em cm/s, onde C é uma constante e R é o raio do vaso. Supondo, para um determinado vaso que C = 1,8 · 10–4 e R = 10–2 cm, calcule: a) a velocidade do sangue no eixo central do vaso sangüíneo; b) a velocidade do sangue no ponto mé- dio entre a parede do vaso e o eixo central. Resolução a) Para r = 0, temos: 1 2 3 4 2 1 2 34 1 2 567 58 58 1 2 567 58 58 1 2 567 9
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    1 1 1 2 11 2 2 1 2 3 4 1 2 1 2 3 4 1 2 1 2 = − ⇒ = = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = − − b) Para 1 2 3 = 1 2 3 4 2 2 3 1 2 3 4 2 2 5 1 2 3 4 1 2 3 678 69 5 69 1 2 3 67
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    1 1 1 1 2 1 1 1 2 3 4= − 1 2 3 4 5 677 8 9 ⇒ 1 2 3 4 = − 5 67 8 9 1 2 3 4 = 5 6 77 8 9 1 2 3 4 = ⋅ ⋅ ⋅ 1 2 3 4 = − 1 2 1 3
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    Resposta: a) 1,8cm/s; b) 1,35 cm/s 02.(Fuvest-SP) Um objeto é lançado ver- ticalmente para cima. A altura h (em metros) que o objeto atinge é dada por h (t) = 20t – 5t2, onde t é o tempo decorrido após o lançamen- to, em segundos. Determinar: a) Quanto tempo levará para o objeto atin- gir sua altura máxima? b) Qual a altura máxima? c) Quanto tempo o objeto levará para atin- gir novamente o solo, após ter atingido sua altura máxima?
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 35 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução a) O tempo no qual o objeto atingirá a altura máximaéoxV. 1 2 32 452 6 7 48 45 4 3 41 21 2 1 2= − + = − = − ⋅ − = Resposta: t = 2 s b) 1 2 34 355 65 65 7123 4= = − = − − = ∆ Resposta: hmáx = 20 m c) No solo h = 0 ⇒ – 5t2 + 20t = 0 t = 0 ou t = 4 Resposta: 4 s 03.(FGV-SP) O lucro mensal de uma em- presa é dado por L(x) = –x2 + 30x – 5, onde x é a quantidade mensal vendida. a) Qual o lucro mensal máximo possível? b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo igual a 195? Resolução a) Lucromáximo=yV yV = − = − − = ∆ 12 334 1 544 b) Para que o lucro seja 195 devemos ter: 195 = –x2 + 30x – 5 ⇒ –x2 + 30x –200 = 0 x = 10 ou x = 20 Analisando o gráfico, observamos que 10 ≤ x ≤ 20 Resposta: 10 ≤ x ≤ 20 04. (Unirio-RJ) Num laboratório é realiza- da uma experiência com um material volátil, cuja velocidade de volatilização é medida pela sua massa, em gramas, que decresce em função dotempot,emhoras,deacordocomafórmula: m(t) = –32t – 3t+1 + 108 Assim sendo, o tempo máximo de que os cientistas dispõem para utilizar este materi- al antes que ele se volatilize totalmente é: a) inferior a 15 minutos. b) superior a 15 minutos e inferior a 30 mi- nutos. c) superior a 30 minutos e inferior a 60 mi- nutos. d) superior a 60 minutos e inferior a 90 mi- nutos. e) superior a 90 minutos e inferior a 120 mi- nutos. Resolução m(t) = –32t – 3t+1 + 108 = – 32t – 3t · 31 + 108 m (t) = –(3t)2 – 3 · (3t) + 108 Quando o material estiver todo volatilizado tere- mos que a massa do material, no estado sólido ou líquido, será igual a zero. Assim, –(3t)2 – 3 · (3t) + 108 = 0, fazendo 3t = x –x2 – 3 · x + 108 = 0 ⇒ x = 9 ou x = –12(n.c.) x = 9 ⇒ 3t = 9 ou 3t = 32 ⇒ t = 2 t = 2 horas = 120 minutos Resposta: E 05. (Faap-SP) Supondo que no dia 5 de de- zembro de 1995, o Serviço de Meteorologia do Estado de São Paulo tenha informado que a temperatura na cidade de São Paulo atin- giu o seu valor máximo às 14 horas, e que nesse dia a temperatura f(t) em graus é uma função do tempo “t” medido em horas, dada por f(t) = –t2 + bt – 156, quando 8 t 20. Obtenha o valor de b. a) 14 e) 42 b) 21 d) 35 c) 28
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2º Grau36 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução Ohoráriodatemperaturamáximacorrespondeà abscissa do vértice. Assim, 1 2 34 56 2 3 5 2 371 = − ⇒ = − ⋅ − ⇒ − = − 1 2 b = 28 Resposta: C 06.(Faap-SP) Com os dados do problema anterior, pode-se afirmar que a temperatura máxima atingida no dia 5 de dezembro de 1995 foi: a) 40 b) 35 c) 30 d) 25 e) 20 Resolução Atemperaturamáximaocorreuàs14horas,logo tmáx = f(14) = – (14)2 + 28 · 14 – 156 = 40. Resposta: A 07.(ITA-SP) Os dados experimentais da ta- bela a seguir correspondem às concentrações de uma substância química medida em in- tervalos de 1 segundo. Assumindo que a li- nha que passa pelos três pontos experimen- tais é uma parábola, tem-se que a concentra- ção (em mols) após 2,5 segundos é: Tempo (s) Concentração (mols) 1 3,00 2 5,00 3 1,00 a) 3,60 d) 3,75 b) 3,65 e) 3,80 c) 3,70 Resolução Como a “linha” é uma parábola, a função que relaciona a concentração com o tempo é uma função do 2º Grau: f(x) = ax2 + bx + c. Sabemos ainda que f(1) = 3; f(2) = 5 e f(3) = 1. Assim, 1 2 3 4 51 62 3 7 81 42 3 9 + + = + + = + + = 1 23 43 Resolvendo o sistema, encontramos: a = –3 ; b = 11 e c = –5 Portanto f(x) = –3x2 + 11x – 5. Para x = 2,5, temos: f(2,5) = –3 · (2,5)2 + 11 · (2,5) · 5 = 3,75 Resposta: D 08.Álgebra do vôo à Lua. Muita gente manifesta o temor de que seja extremamente difícil acertar exatamente num alvo sideral tão diminuto, já que o diâmetro da Lua é percebido por nós sob um ângulo de ape- nas meio grau. No entanto, examinando-se o problema com mais vagar, verifica-se que o objetivo proposto será sem dúvida alcançado, se se conseguir que o foguete ultrapasse o pon- to em que a força de atração da Terra e da Lua são equivalentes. Uma vez conseguido isso, a nave cósmica avançará inexoravelmente na direçãodaLua,impulsionadapelaforçadeatra- ção desta. Busquemos esse ponto de atração equivalente. De acordo com a lei de Newton, a força de atração recíproca de dois corpos é diretamen- te proporcional ao produto das massas que se atraem, e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa 1 2 3 4 5 = ⋅1 2 3 41 . Se denotarmos por M a mas- sa da Terra, m’ a massa da espaço-nave e por x a distância entre ela e o foguete, a força com que a Terra atrai cada grama de massa da espaço-nave se exprimirá por 1 1 2 3 4 5 1 4 3 51 1= = = 1 2 2 . A força com que a Lua atrai cada grama do foguete nesse mesmo ponto será mG/(d – x)2, onde m é a massa da Lua e d a distância que a separa da Terra, na pressuposição de achar- se o foguete sobre a reta que une os centros da Lua e da Terra. O problema exige que
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    Capítulo 02. Funçõesdo 1º e do 2ºGrau 37 Funções PV2D-06-MAT-51 12 3 42 5 3 1 1 = −1 2 isto é 1 2 3 4 43 3 = − + 1 1 1 5 A relação M/m, segundo a Astronomia, equivale, aproximadamente, a 81,5. Aplican- do-a, teremos 1 2 21 1 1 1 1 3 45 6 − + = 7 Daí, 80,5x2 – 163,0 dx + 81,5 d2 = 0 Equação essa que, resolvida, fornece as raízes x1 = 0,9d; x2 = 1,12d Assim, chega-se à conclusão de que, sobre a reta que une os centros da Lua e da Terra, existem dois pontos onde a atração de ambos os planetas atua sobre o foguete com intensi- dade idêntica: um a 0,9 de distância que se- para os dois planetas, partindo-se do centro da Terra; o outro, a 1,12 dessa mesma distân- cia. Ora, a distância d entre os centros da Ter- ra e da Lua é aproximadamente igual a 384 000km; portanto, um dos pontos procu- rados se encontra a 346 000 km da Terra, e outro, a 430 000 km. É possível demonstrar que o lugar geomé- trico dos pontos que satisfazem às exigências do problema é uma circunstância que passa pelos dois pontos achados, tomados estes como extremidades de um diâmetro daque- la. Se fizermos girar essa circunferência em torno do eixo constituído pela reta que une os centros da Terra e da Lua, a circunferência gerará uma esfera cujos pontos satisfazem às exigências do problema. O diâmetro dessa esfera será igual a 1,12 d – 0,9d = 0,22d ≅ 84 000 km No momento em que o foguete se achar dentro dessa esfera, ele deverá forçosamente cair sobre a superfície lunar, por que nessa zona, a força de atração da Lua supera a da Terra. Figura 1 O objetivo visado pelo foguete é muito maior do que se suspeitava. Tal objetivo não ocupa meio grau no espaço, mas, sim, 12 graus, conforme demonstra um simples cál- culo geométrico. Isto facilita grandemente a tarefa dos cosmonautas. Por acaso pensaram os leitores, ao procu- rarem resolver a equação, que a força de gravitação da Terra era maior que a da Lua, não só na sua frente, mas inclusive por de- trás dela? A análise algébrica, inesperada- mente, nos revelou tal fato, permitindo-nos delimitar, com exatidão, a esfera de influên- cia de ambos esses corpos celestes. (Adaptado do livro Aprenda Álgebra Brincando I. Perelman. Editora Hemus).
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau38 Funções PV2D-06-MAT-51 Capítulo 03. Inequações do 1o e do 2o Grau 1. Propriedades das Desigualdades Para estudarmos as inequações é impor- tante que vejamos, antes, algumas proprie- dades das desigualdades. P1 ) Podemos somar ou subtrair uma mes- ma constante nos dois membros da desigual- dade sem que isto altere o seu sentido. a b ⇒ a + c b + c ou a b ⇒ a – c b – c ou a b ⇒ a + c b + c ou a b ⇒ a – c b – c Conseqüência: observemos a desigualda- de a + b c. Adicionando, membro a membro, a cons- tante –b, teremos: a + b – b c – b ⇒ a c – b Fazendo uma “tradução” prática dessa passagem, teremos que, numa desigualdade, podemos “mudar” um número de um mem- bro para outro, bastando para isso mudar- mos o sinal deste número. P2) Dada a desigualdade a b, podemos multiplicá-la ou dividi-la, membro a mem- bro, por uma constante não-nula e com dois resultados possíveis: a · c b · c se a constante c for positiva. ou a · c b · c se a constante c for negativa. Portanto, quando multiplicamos ou divi- dimos uma desigualdade, por uma constante não-nula, o sentido da desigualdade, fica convervado quando a constante é positiva e deve ser invertido quando a constante é nega- tiva. Conseqüência: consideremos a desigual- dade a · b c. Dividindo, membro a membro, pela cons- tante b, teremos: 1 2 2 3 2 3 2 45 2 ⋅ ⇒ 1 2 6 ou 1 2 2 3 2 1 3 2 45 2 ⋅ ⇒ 1 2 6. 1.1.Inequação do 1o Grau A sentença que representa a inequação do 1º grau é dada, de uma forma geral, pela ex- pressão ax +b comparada com o zero, ou seja, ax + b poderá ser: ≥ ≤ 1 12 2 31 45 1 O procedimento de resolução da inequação do 1º grau segue os mesmos caminhos da re- solução da equação do 1º grau, respeitando- se, evidentemente, as propriedades das desi- gualdades. Exemplo 1 Resolver a inequação 3x + 12 0. – “Passando” 12 para o 2º membro, temos: 3x –12. – Dividindo a desigualdade por 3, encon- tramos: x –4. – Conjunto solução: S = { x ∈ R/ x –4} Exemplo 2 Resolver a inequação –5x + 15 0. – “Passando” 15 para o 2º membro, temos: –5x –15 – Dividindo a desigualdade por –5, encon- tramos: x 3. – Conjunto solução: S = {x ∈ R / x 3}.
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau 39 Funções PV2D-06-MAT-51 1.2. Inequação do 2o Grau Chamamos inequações do 2º Grau às sen- tenças: ax2 + bx + c 0, ax2 + bx + c ≥ 0, ax2 + bx + c 0, ax2 + bx + c ≤ 0 onde a, b, c são números reais conhecidos, a ≠ 0, e x é a incógnita. Fazendo P(x) = y = ax2 + bx + c, resolver cada inequaçãoacimasignificadeterminarparaquais valores reais de x temos, respectivamente: y 0, y ≥ 0, y 0, y ≤ 0. Isto pode ser feito analisando-se os sinais da função f(x)= y = ax2 + bx + c. Para o estudo da variação de sinal da fun- ção do 2º Grau, adotaremos algumas simplifi- cações na construção do seu gráfico: não é ne- cessário que tenhamos a posição exata do vér- tice, basta que ele esteja do lado certo do eixo x; nãoéprecisoestabeleceropontodeintersecção dográficodafunçãocomoeixoye,consideran- do que imagens acima do eixo x são positivas e abaixo do eixo x são negativas, podemos dis- pensar a colocação do eixo y. Em resumo, para estabelecermos a variação de sinal de uma fun- ção do 2º grau, basta conhecermos a posição da concavidade da parábola, voltada para cima ou para baixo, e a existência e quantidade de raízes que ela apresenta. Consideremos a função f(x) = ax2 + bx + c com a ≠ 0.
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau40 Funções PV2D-06-MAT-51 Finalmente, tomamos como solução para inequação as regiões do eixo x que atenderam às exigências da desigualdade. Exemplo 1 Resolver a inequação x2 – 6x + 8 ≥ 0. – Fazemos y = x2 – 6x + 8. – Estudamos a variação de sinal da fun- ção y. – Tomamos, como solução da inequação, os valores de x para os quais y 0: S = { x ∈ R / x 2 ou x 4} Observação Quando o universo para as soluções não é fornecido, fazemos com que ele seja o conjun- to R dos reais. Exercícios Resolvidos 01.Resolva em IR as inequações. a) 3 (x – 1) –2 (1 – x) ≥ 0 b) 1 1 1 + − − − 2 3 2 4 3 2 5 Resoluções a) 3 (x – 1) –2 (1 – x) ≥ 0 3x – 3 – 2 + 2x ≥ 0 5x – 5 ≥ 0 ⇒ 5x ≥ 5 ⇒ x ≥ 1 S = { x ∈ R/ x ≥ 1} b) 1 2 3 1 2 4 31 2 5 + − − − 3x – 2x – 12x – 1 – 2 – 3 –11x –6 ⇒ x 1 22 S = {x ∈ R / x 1 22 } 02.Resolver em IR as inequações. a) x2 – 6x – 7 ≤ 0 b) x2 – 4x + 4 ≥ 0 c) x2 – 4x + 4 ≤ 0 d) –2x2 + 5x – 2 0 Resolução 03.(Fatec-SP) Seja f: R⇒ Ruma função de- finida por f(x) = (t – 1) x2 + tx + 1, t ∈ IR. Os valores de t, para que f tenha duas raízes dis- tintas, satisfazem a sentença: a) 1 2 1 3 d) t ≠ 2 e t ≠ 1 b) – 4 t 4 e) t ≠ 0 e t ≠ 1 c) 0 ≤ t 8 Resolução Paraquefsejaumafunçãodo2ºgrau:t–1≠0⇒ ⇒ t ≠ 1. Para que f tenha duas raízes reais e distintas de- vemos ter ∆ 0. b2 – 4 · a · c 0. t2 – 4 · (t – 1) · 1 0. t2 – 4t + 4 0.
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau 41 Funções PV2D-06-MAT-51 t ≠ 1 e t ≠ 2 Resposta: D 04.(UCS-RS) O domínio da função 1 2 21 2= − +1 3 é: a) [–2; 2] d) − 1 12 b) −1 121 2 e) − 1 121 2 c) −∞ − ∪ +∞1 12 21 2 Resolução 1 2 2 31 1 2= − + Condição: –x2 + 2 ≥ 0 1 23 4 1 4 45 4∈ − ≤ ≤ = −1 2 Resposta: D 2. Inequação Produto Chamamos de inequação produto toda inequação resultante da multiplicação de ex- pressões como (x – 1) · (x + 2) · (3 – x) 0. Nota- mos não ser conveniente o desenvolvimento da operação de multiplicação indicada, visto que iríamos obter uma inequação do 3º grau de difícil resolução. Por este motivo adotamos ou- tro procedimento para a resolução deste tipo de inequação, que será apresentado a seguir. – Fazemos com que cada uma das expres- sões (fatores do produto) seja associada a uma função. Assim: y1 = x – 1, y2 = x + 2 e y3 = 3 – x – Estudamos a variação de sinal de cada uma das funções de acordo com os seus gráficos cartesianos. y1 1 x y2 –2 x y3 3 x – Reunimos estas variações de sinais num quadro chamado quadro de sinais. –2 3 y1 y2 P y3 1 – Pela observação da última faixa do qua- dro de sinais, que é onde aparece a varia- ção de sinal do produto, podemos estabe- lecer o cojunto solução da inequação: S = 1 2 1 34 1∈ − 5 6 7 81 2 3. InequaçãoQuociente Considerando que dois números não-nu- los quando multiplicados apresentam o mes- mo sinal que quando divididos, podemos re- solver inequações fruto da divisão de duas expressões pelo mesmo procedimento usado para a resolução das inequações produto. Exemplo Resolver a inequação 1 1 + − ≤ 2 3 4. – Fazemos com que cada uma das expres- sões, tanto do numerador como denomi- nador, seja associada a uma função. As- sim: y1 = x + 1 e y2 = x – 2
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau42 Funções PV2D-06-MAT-51 – Estudamos a variação de sinal de cada uma das funções de acordo com os seus gráficos cartesianos. y1 –1 x y2 2 x – Reunimos essas variações no quadro de sinais. –1 2 y1 y2 Q $/ – Pela observação da última faixa do qua- dro de sinais, podemos estabelecer o con- junto solução da inequação: 1 2 3 2= ∈ − ≤ 4 5 61 2 Importante: Na inequação quociente é preciso obser- var que, quando a expressão que se encon- tra no denominador for igual a zero, a di- visão não é definida. Potências com expoente inteiro Nas inequações produto e nas inequações quociente é comum encontrarmos termos como (x – 3)5, (4 – 5x)6, (x2 – 5x + 6)9 etc. Para resolver essas inequações basta lem- brar duas propriedads das potências de base real e expoente inteiro: 1) Toda potência de base real e expoente ímpar conserva o sinal da base. a 0 ⇒ a2n+1 0 a = 0 ⇒ a2n+1 = 0 a 0 ⇒ a2n+1 0 2) Toda potência de base real e expoente par é um número não negativo. a ∈ R ⇒ a2n ≥ 0 (n ∈ N) Exemplo Resolver a inequação: (2x – 6)7 · (x + 2)8 ≥ 0 Fazemos y1 = (2x – 6)7 e y2 = (x + 2)8 Lembramos que a potência de expoente ímpar e base real tem o sinal da base, então o sinal de (2x – 6)7 é igual ao sinal de 2x – 6. y1 3 A potência de base real e expoente par é um número não negativo. Então (x + 2)8 é nulo se x = –2 e positivo se x ≠ –2 y2 0 –2 Fazendo o quadro de sinais: –2 3 y1 y2 P S = 1 2 1 34 1∈ = − ≥1 5 61 2 Exercícios Resolvidos 01.Resolver, em R, as inequações: a) (x2 – 4x + 3) (x – 2) 0 b) 1 1 1 1 2 3 4 5 − + − ≥ c) (x + 1) (x – 2) (–2x + 6) ≥ 0 d) 1 2 3 4 5 5 − − ≥ Resolução a) Fazendo y1 = x2 – 4x + 3 e y2 = x – 2, teremos:
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau 43 Funções PV2D-06-MAT-51 1 2 3 4 2 5 67 8 2 9= ∈ 1 2 b) Fazendo y1 = x2 – 4x + 3 e y2 = x – 2, teremos: 1 2 3 4 5 2 6 78 2 9= ∈ ≤ 1 2 c) Fazendo y1 = x + 1, y2 = x – 2 e y3 = –2x + 6, teremos: 1 2 3 4 2 5 67 8 2 9= ∈ ≤ − ≤ ≤1 2 d) 12 3 2 4 5 12 3 2 4 5 6 12 3 2 4 2 4 6 2 1 2 4 6 − − ≥ ⇒ − − − ≥ ⇒ − − − − ≥ ⇒ − − ≥ 1 2 Fazendo y1 = x – 2 e y2 = x – 3, teremos: 1 2 3 4 2 5 67 2 8= ∈ ≤ 1 2 02. (FGV-SP) Sendo A o conjunto solução da inequação (x2 – 5x) (x2 – 8x + 12) 0, assi- nale a alternativa correta: a) –1 ∈ A b) 1 2 ∈ A c) {x ∈ R / 0 x 3} ⊂ A d) 0 ∈ A e) 5,5 ∈ A Resolução Fazendo-se o quadro produto, vem:
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau44 Funções PV2D-06-MAT-51 Logo,aalternativacorretaéae.Ouseja,5,5∈A. 03.(Unisa-SP) Dada a inequação: (2x – 5) · (4x2 – 25) · (x2 + x + 1) 0, o conjunto solução é: a) 1 2 1∈ 123 4561 3 4 b) 1 2 1∈ − 123 4561 3 4 c) 1 2 1∈ − + 123 4561 3 4 3 4 d) 1 2 1∈ 123 4561 3 4 e) ∅ Resolução Logo, fazendo o quadro produto, temos: 1 231 4 5 ∈ −123 456 04. (Mackenzie-SP) A inequação (x2 – 4)10 · (x – 2)5 0 tem como solução todos os valores reais de x tais que: a) x ≤ 2 b) x 2 c) x –2 d) x –2 e) x 2 Resolução (x2 – 4)10 · (x – 2)5 0 y1 = (x2 – 4)10 y2 = (x – 2)5 y = x2 – 4 y = x – 2 0 = x2 – 4 0 = x – 2 x = ± 2 x = 2 Fazendo o quadro produto, temos: 1 2 342 5= ∈ 1 2 05.(PUC-RS) O domínio da função real dada por 1 2 2 2 1 2= + − 3 4 é: a) 1 2 1 3 1∈ − 4 5 61 2 b) 1 2 1 34 1∈ − ≥5 6 71 2 c) 1 2 1 3 1∈ ≥ − ≤4 5 61 2 d) 1 2 1 34 1∈ ≤ − 5 6 71 2 e) 1 2 1 3 1∈ ≥ − 4 5 61 2
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau 45 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução 1 2 2 3 4 + − ≥ y1 = 1 + x y2 = x – 4 0 = 1 + x 0 = x – 4 x = –1 x = 4 Quadroquociente: 1 231 4 56 1 7∈ ≤ − 1 2 06.(Cesgranrio-RJ) O conjunto de todos os números reais x 1 que satisfazem a inequação 1 2 2 3 4 − 5 a) 11 2 b) 1 2 3 4 123 456 c) 1 2 1∈ − 1 3 31 2 d) 1 2 1∈ 1 31 2 e) 1 2 1∈ 1 31 2 Resolução 1 2 3 3 − 1 2 3 3 4 − − 1 2 3 2 3 4 − − − 1 2 1 2 3 2 3 4 2 5 2 3 4 − + − ⇒ − + − Estudando o sinal do numerador e do denomina- dor,temos: y1 = –x + 3 y2 = x – 1 0 = –x + 3 0 = x –1 x = 3 x = 1 Fazendo-se o quadro quociente, vem: Como x 1, temos: 1 231 4 1 5 6789
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    ∈ 12 3 4. 07. (FGV-SP) O conjunto solução da inequação 1 1 1 1 − + − ≥ 1 1 2 3 4 é: a) 1 2 1 34 1 5 1∈ − ≥ 1 6 7 81 2 b) 1 2 1 34 1∈ − 1 5 61 2 c) 1 2 1∈ − 1 3 41 2 d) 1 2 1∈ − ≤1 3 41 2 e) 1 2 1 34 1∈ − ≤ ≥1 5 6 71 2 Resolução 1 1 1 21 3 4 1 1 − + − ≥ y1 = x – x2 y2 = x2 + 2x – 3
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    Capítulo 03. Inequaçõesdo 1o e do 2o Grau46 Funções PV2D-06-MAT-51 Fazendo-se o quadro quociente, vem: 1 23 4 1 5∈ − ≤1 2 Resposta: D
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 47 Funções PV2D-06-MAT-51 Capítulo04.TiposdeFunções 1.FunçãoComposta Consideremos duas funções reais (D = R e CD = R), definidas pelas sentenças f(x) = 2x + 7 e g(x) = x2 – 1. Vamos determinar, pelo uso da sentença f(x), a imagem do elemento –2, ou seja, f(–2) = 2 · (–2) + 7 = 3. Agora, pelo uso da sentença g(x), vamos determinar g(3) = 32 – 1 = 8. Assim: g(3) = g [f(–2)] = 8. Função composta de f e g é uma sentença h capaz de diretamente conduzir o elemento –2 até a imagem 8. Só é possível compormos as funções g com f se o conjunto da imagem f for o domínio da função g. 1.1. Notação A notação usual para indicar a composição da função g(x) com a função f(x) é gof(x) – lê-se “g bola f na variável x” ou “g círculo f na vari- ável x” – mas podemos encontrar a indicação apenas como gof ou um pouco mais sofisticada (gof) (x). O importante é sabermos que: gof(x) = g[(f(x)] 1.2. Determinação da Composta Para exemplificar a determinação da fun- ção composta, vamos utilizar as funções já apresentadas: f(x) = 2x + 7 e g(x) = x2 – 1 Assim: gof(x) = g[f(x)] = f(x)2 – 1 = (2x + 7)2 – 1 = 4x2 + + 28x + 49 – 1 = gof(x) = 4x2 + 28x + 48 Aproveitando as mesmas duas funções e ainda servindo como exemplo de determina- ção da sentença que representa a composição defunções,vamosdeterminarasentençafog(x). Assim: fog(x) = f[g(x)] = 2 g(x) + 7 = 2(x2 – 1) + 7 = = 2x2 – 2 + 7 = fog (x) = 2x2 + 5 É bom compararmos esses dois exemplos de composição de funções para notarmos que a composição não admite a propriedade comutativa, ou seja, em geral fog ≠≠≠≠≠ gof. Exercícios Resolvidos 01. (AMAN-RJ) Se f(x) = 3x + 1 e g(x) = 2x2, então f [g(–1)] – g [f(–1)] é igual a: a) –1 d) 0 b) 1 e) nra. c) 15 Resolução Cálculos auxiliares: g(–1) = 2 (–1)2 = 2 f(–1) = 3 (–1) + 1 = –2 f[g(–1)] = f(2) = 3 · 2 + 1 = 7 g[f(–1)] = g[–2] = 2 (–2)2 = 8 Logo: f[g(–1)] – g[f(–1)] = 7 – 8 = –1 Resposta: A 02. (EESC-SP) Se f(x) = x2 e g(x) = x3, então f[g(2)] é: a) 16 d) 64 b) 128 e) 32 c) 12
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    Capítulo 04. Tiposde Funções48 Funções PV2D-06-MAT-51 Resolução f [g(2)] = f(23) = f(8) = 82 = 64 Resposta: D 03.(FGV-SP) Considere as funções f(x) = 2x + 1 e g(x) = x2 – 1. Então, as raízes da equação f[g(x)] = 0 são: a) inteiras. b) negativas. c) racionais não inteiras. d) inversas uma da outra. e) opostas. Resolução f[g(x)] = 0 ⇒ f [x2 – 1] = 0 2 (x2 – 1) + 1 = 0 ⇒ 2x2 – 2 + 1 = 0 2x2 = 1 ⇒ x2 = 1 2 ⇒ x = ± 1 2 ⇒ x = ± 1 1 Logo, as raízes são opostas. Resposta: E 04.Considerando que f(x) = x + 2 e f[g(x)] = 2x – 3, então g(x) é igual a: a) 5 – x d) x2 b) 4x – 2 e) 2 – 4x c) 2x – 5 Resolução f [g(x)] = g(x) + 2 2x – 3 = g(x) + 2 ⇒ g(x) = 2x – 5 Resposta: C 05.Sendo g(x) = x – 7 e f[g(x)] = 3x – 1, de- terminar a função f(x). Resolução g(x) = x – 7 ⇒ x = g(x) + 7 f[g(x)] = 3x – 1 ⇒ f[g(x)] = 3[g(x) + 7] – 1 f [g(x)] = 3g(x) + 20 ⇒ f(x) = 3x + 20 2.Classificação 2.1. Injetora Uma função é chamada injetora quando para ela elementos distintos do domínio apre- sentarem imagens também distintas no con- tra-domínio. x1 ≠ x2 ⇒ f(x1) ≠ f(x2) Reconhecemos, graficamente, uma função injetora quando, uma reta horizontal, qual- quer que seja, interceptar o gráfico da função, uma única vez. f(x) é injetora g(x) não é injetora (interceptou o gráfico mais de uma vez)
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 49 Funções PV2D-06-MAT-51 2.2.Sobrejetora Uma função é chamada sobrejetora quan- do todos os elementos do contra-domínio fo- rem imagens de pelo menos um elemento do domínio. Im = CD Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora quando, qualquer que seja a reta horizontal que interceptar o eixo no contra- domínio, interceptar, também, pelo menos uma vez o gráfico da função. f(x) é sobrejetora (não interceptou ográfico) g(x) não é sobrejetora (não interceptou o gráfico) 2.3.Bijetora Uma função é chamada bijetora quando apresentar as características de função injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou seja, elementos distintos têm sempre ima- gens distintas e todos os elementos do con- tra-domínio são imagens de pelo menos um elemento do domínio. Observação Uma função bijetora apresenta o que cha- mamos de relação biunívoca: para cada elemento há uma única imagem e vice- versa. 2.4.Complemento Devemos lembrar que existem funções que não são injetoras nem tampouco sobrejetoras. Elas não recebem uma classificação especial; são ditas, apenas, nem injetora e nem sobrejetora.
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    Capítulo 04. Tiposde Funções50 Funções PV2D-06-MAT-51 Exercícios Resolvidos 01.Os gráficos abaixo representam fun- ções de R em R. Verifique se elas são ou não sobrejetoras, injetoras ou bijetoras. Justifique. Resolução a) D (f) = R Im (f) = {3} CD (f) = R Não é sobrejetora, pois Im (f) ≠ CD (f) = R Não é injetora, pois todos os elementos do domíniotêmcomoimagemoelemento3. Como não é injetora nem sobrejetora, não é bijetora. b) D (f) = R Im (f) = R CD (f) = R É sobrejetora, pois Im (f) = CD (f). Éinjetora,poistodososelementosdistintosx do domínio têm imagens g distintas do contradomínio. Logo, é bijetora. c) D (f) = R Im (f) = 1 231 4 5 ∈ ≥ − 123 456 CD (f) = R Não é sobrejetora, pois Im(f) ≠ CD (f). Nãoéinjetora,poisexistemelementosdeIm(f) quesãoimagemdedoisvaloresdistintosdex. Logo, não é bijetora. 02.Determinar o conjunto B de modo que a sentença f(x) = x2 defina uma função sobrejetora de A = { x ∈ R / –3 ≤ x ≤ 4} em B. Dizer se, nessas condições, ela é bijetora. Resolução B = CD = Im [y ∈ R / 0 ≤ y ≤ 16] Não é bijetora, pois não é injetora. 3. Função Inversa 3.1.Conceito Vamos considerar uma função f com do- mínio A e contradomínio B para a qual cada elemento x pertencente ao conjunto A apre- senta uma imagem y = f(x) pertencente ao conjunto B. Podemos pensar na existência de uma função que a partir da imagem y deter- mine o elemento x, ou seja, uma função g tal
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 51 Funções PV2D-06-MAT-51 que g(y) = x. Esta função g, que faz o caminho inverso da função f, é chamada função inver- sa de f e recebe a notação f–1. 3.2.CondiçãodeExistência Devemos notar que, para existir a inver- sa, é necessário que todos os elementos do contradomínio da função f sejam imagens de algum elemento do domínio, e mais, de um único elemento. Desta forma concluímos que só pode existir inversa da função f se a função f for bijetora. Dessa forma, notamos que o domínio da função f é o contradomínio de f–1 e que o contradomínio de f é o domínio de f–1. Assim: D(f) = CD(f –1) = Im(f –1) CD (f) = D(f –1) = Im(f) 3.3. Determinação da Inversa Para a determinação da sentença que re- presenta a inversa da função f, usaremos o conceito de função inversa. Enquanto a fun- ção f toma o elemento x e, por meio da senten- ça f, apresenta-nos o valor de sua imagem y, a função inversa f–1 tem como tarefa tomar a imagem y e, por meio da sentença f–1, apre- sentar o elemento x. Vejamos essa idéia utili- zada no exemplo a seguir. Determinar a função inversa da função f(x) = 2x – 4 1º) Vamos substituir a notação de imagem de f(x) por y. Assim: y = 2x – 4. 2º) Para determinar a inversa, devemos “iso- lar” o x. Logo, 1 2 2 1 3 4 3 4 = + ⇒ = + 3º) Podemos dizer que já encontramos a sen- tença que representa a inversa de f, pois, para cada imagem y dada, poderemos obter o elemento x para o qual y serve de imagem. Porém, para efeito de notação, é comum permutarmos as letras x e y. Então: 1 2 = + 3 4 4º) Retornando à notação inicialmente usada para a função, vamos substituir y por 1 2−1 1 2. Finalmente, teremos 1 2 2− = +1 3 4 1 2 3.4.Propriedades P1) Evidentemente se o par (a, b) pertencer à função f, o par (b, a) pertencerá à função f –1 e isso representado no plano cartesiano nos proporcionará uma simetria dos pontos re- presentados pelos pares (a, b) e (b, a) em rela- ção à reta y = x (bissetriz dos quadrantes ím- pares). Isso feito para todos os pares ordena- dos de cada uma das funções garante-nos que o gráfico de uma função e da sua inversa são simétricos em relação à reta y = x(função iden- tidade)
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    Capítulo 04. Tiposde Funções52 Funções PV2D-06-MAT-51 P2) Considerando que a função leva o ele- mento à imagem e a inversa traz a imagem ao elemento, se compusermos a função com a inversa, retornaremos, sempre, ao elemento de onde partimos. Assim: fof-1(x) = f-1of(x) = x Pode-se provar ainda que: P3) 1 2 1 2− − =1 1 1 23 4 1 2 P4) 123 3 211 2− − − = 1 1 1 Exercícios Resolvidos 01.Determine a inversa das funções: a) 1 2 21 2= −3 4 b) 1 2 2 345 2= + − ≠ 6 7 8 8 Resolução a) 1 2 21 2= −3 4 1 2 2 1= − ⇒ = + ⇒1 2 1 2 1 2 2 1 = + ⇒ = +1 2 1 2 1 2 2− = +1 3 4 1 2 b) 1 23 4 3 5 = + − 12 1 2− = +1 2 3 12 2 1− = +1 2 3 1 2 2⋅ − = +1 2 31 2 1 2 345 6 47 8 4 31 6 1 8 ⇒ = + − 1 2 32 4 2 5 6782 51− = + − ≠1 2 Resposta a) 1 2 2 3 4 1− = + 1 2 b) 1 2 32 4 2 5 6782 51− = + − ≠1 2 02. (Cesesp-SP) Seja f: R ⇒ R a função dada pelo gráfico coseguinte. Assinale a alternativa que corresponde ao gráfico da função inversa de f: a)
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 53 Funções PV2D-06-MAT-51 b) c) d) e) Resposta: C O gráfico de uma função e o da sua inversa são simétricos em relação à reta y = x 03. (F.M. Jundiaí – SP) Sejam as funções f e g de R em R, definidas por f(x) = 2x – 1 e g(x) = kx + t. A função g será a inversa de f se, e somente se: a) 1 23 = 4 5 b) 1 2− = 3 c) k = 2t d) k + t = 0 e) 1 2= = 3 4 Resolução f(x) = 2x – 1 2x = y + 1 ⇒ 1 2 3 4 = + ⇒ y = 1 2 3 + Logo, 1 211 1 2 = g(x) = 1 1 + = + 2 3 2 3 2 3 Mas g(x) = kx + t Logo, k = 1 2 e t = 1 2 Resposta: E
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    Capítulo 04. Tiposde Funções54 Funções PV2D-06-MAT-51 04.(UPF – RS) Seja f: R → R bijetora, definida por f(x) = x3 + 1. Seja g: R → R, bijetora, definida por g(x) = 1 2 3 4 + . Então, 11 23 21 2 + g 1 2 3 1 2 3 4 5 67 8 9 vale: a) 12 3 d) 1 2 b) 11 2 e) 11 2 c) 11 2 Resolução Cálculos auxiliares • Cálculo da inversa: f(x) = x3 + 1 y = x3 + 1 → x = y3 + 1 → y3 = x – 1 → → y = 1 21 − Logo, 1 211 1 2 = 1 21 − 1 11 21 2 = 1 2 3 41 1 − = = 1 2 3 2 3 2 2 4 2 5 4 1 1 2 3 4 = 1 2 3 4 + = + = 1 2 3 4 1 5 6 7 5 6 3 8 5 4 3 8 33 4 8 33 9 1 2 3 4 5 67 8 9 = 1 2 3 4= ⋅ + = + = = Portanto, f-1(9) + 1 2 3 4 4 33 5 46 5 1 2 3 4 5 67 8 9 = + = Resposta: A 05. A função f, definida em 12 − 31 2 por f(x)= 1 1 + − 2 2 é inversível. O seu contradomínio é 12 3−1 2. Calcule a. Resolução Da teoria sabemos que o contra domínio de uma função é igual ao domínio de sua inversa. Então: 1º passo) Determinaçãodainversa 1 2 3 2 3 21 31 2 3 3 31 21 2 = + − ⇒ − = + ⇒ ⇒ + = − 1 2 3 43 4 1 43 4 3 2 + = − ⇒ = − + 1 2 Finalmente 1 211 1 2= − + 12 1 2 3 2º passo) 123 421 2− = 123 1− = x + 1 ≠ 0 ⇒ x ≠ –1 IDf :1− 1 23 1∈ ≠−1 41 2. Logo CDf = 12 3 4− − ∴ =−5 51 2 06. Dada a função f: R → B com f(x) = x2 – 4x + 3, resolver as questões abaixo a) Determinar o conjunto B para que a função f seja sobrejetora. b) Considerando o conjunto B nas condi- ções do item a, como definir um novo domí- nio de f para que a função fosse bijetora? c) Tomando f nas condições dos itens a e b, ou seja, como função bijetora, determinar a sentença que representa a inversa f –1. Resolução a)
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 55 Funções PV2D-06-MAT-51 Para que f seja sobrejetora, devemos ter CD = Im, ou seja , B = 1 23 4 1 5∈ ≥−1 21 b) Respeitadasascondiçõesdoitema),paraquefseja bijetorabastaquetambémsejainjetora.Paraissobasta escolheraregiãocrescenteouaregiãodecrescente,ouseja 1 23 4 5 3 67= ∈ ≥ ou A = 1 23 4 1 5∈ ≤1 2. c) f(x) = x2 – 4x + 3 y = x2 – 4x + 3 x2 – 4x + 3 – y = 0 1 2 3 4 5 3 = ± + 1 2 3 4= ± + 1 2 3 41− = ± + f -1(x) = 1 2 3+ + ou 1 2 3 41− = − +11 2 4.FunçãoModular Vamos, antes de apresentar a função mo- dular, estudar o módulo de um número real. 4.1. Interpretação Geométrica do Módulo Consideremos a reta orientada que repre- senta todos os números reais, conhecida como eixo real, com origem no ponto O, que é onde representamos o número real 0 (zero). Dizemos que módulo de um número real x é a “distância” do ponto que representa x no eixo (afixo) à origem do eixo real. Assim, por exemplo, o número real 3 tem módulo igual a 3, pois é a “distância” dele à origem. Do mes- mo modo que, sendo a “distância” do número real – 4 até a origem igual a quatro unidades, dizemos que o módulo de – 4 é igual a 4. A notação que damos ao módulo do número real x é um par de barras envolvendo o número x. Módulo de x é representado por |x|. 4.2.DefiniçãodoMódulodeum NúmeroReal A partir da interpretação geométrica do módulo, associando-o a uma distância que o torna um valor não negativo, podemos esta- belecer a seguinte definição do módulo de um número real: 1 1 23 3 1 1 24567849 3 1 23 1 = ≥ = − ≤ 123
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    Assim: |6| = 6,pois 6 0. |— 7| = —(—7), pois —7 0 É bom lembrarmos que para x = 0, tanto podemos apresentar |x| = x, como |x| = —x e então podemos incluir o zero, na definição, junto com 1 23 1≥ ≤4 4. 4.3.FunçãoMódulo – Sentença: f(x) = |x|, onde cada elemento tem como imagem o seu valor absoluto, ou seja, o seu módulo. – D = R, CD = R e Im = R+. – Gráfico: para a construção do gráfico da função modular, vamos fazer duas consi- derações: 1º) 1 ≥ ⇒2 f(x) = x, que é a função identidade (bissetriz do 1º quadrante); 2º) x 0 ⇒ f(x) = —x, que é uma função do 1º grau decrescente (bissetriz do 2º quadrante).
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    Capítulo 04. Tiposde Funções56 Funções PV2D-06-MAT-51 Considerando todos os valores reais de x, teremos o seguinte gráfico para função mo- dular: Exercícios Resolvidos 01. (UFV-MG) A figura abaixo é o gráfico de uma função f: R → R. A alternativa correspondente ao gráfico x da função g(x), em que g(x) =+|f(x)|é: a) b) c) d) e) Resolução Lembrando que 1 1= se x ≥ 0 e 1 1=− se x 0 teremos: g(x) = f(x) se f(x) ≥ 0 (parte do gráfico acima do eixo x) e g(x) = – f(x) se f(x) 0 (parte do gráfico abaixo do eixo y), isto é, o gráfico da função g será simétrico do gráfico da função femrelaçãoaoeixox
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    Capítulo 04. Tiposde Funções 57 Funções PV2D-06-MAT-51 Resposta: b 02. Construa o gráfico da função real defi- nida por f(x) = 1 23 Resposta Podemosconstruirográficodef(x)pordoisprocessos 1º Processo Sabemos que 1 1 23 1 1 23 1 1 2 3 4 3 1 5 1234 4 4 4 4 então f pode se definida como uma função a duas sentenças, ou seja 1 2 2 34 2 2 34 2 5 61 2 3 2 4 5 123 7 7 7 7 cujo gráfico é: 2º Processo Primeirofaremosográficodeg(x)=x-1.Paraobtermos ográficodef(x)= 1 23 4 procederemoscomonoexercíco1 Obs: Em problemas semelhantes normalmente adotaremos o 2º processo. 03. (UFMG) Seja f: R → R uma função tal que f(x)= 1 21 3 − . O gráfico de y = f(x) é: a) b) c) d)
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    Capítulo 04. Tiposde Funções58 Funções PV2D-06-MAT-51 e) Resolução f(x) = 2x2 – 8 → f(x) = 1 21 3 − → Resposta: C 04. Construir o gráfico e apresentar o con- junto imagem da função f(x) = 1 + 1 Resolução Primeiro faremos o gráfico de g(x) = 1 . Para obtermos o gráfico de f(x) = g(x) + 1 deslo- camos cada ponto do gráfico da função g uma unida- de“paracima”.