WBA0285_v1.0
Assistência de enfermagem
em trauma
Assistência ao trauma
Introdução ao trauma.
Cinemática do trauma.
Bloco 1
Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
Introdução ao trauma
Mundo: 5,8
milhões/ano.
Basil: 125 mil/ano.
Sexo: masculino.
Idade: economicamente
ativa.
Acidentes
automobilísticos,
quedas, FAB, FAF e
agressões.
O evento traumático gera
uma queda na homeostase
orgânica pela troca de
energias entre tecido e meio.
Acontecimento de origem
não natural, intencional
ou não e com magnitude
variável, que atinge um
ou mais sujeitos
acarretando uma injúria.
(RIBEIRO JR, 2016; ATLS, 2018)
Conhecimento e apreciação
do mecanismo do trauma
permite prever lesões.
(MARQUES et al., 2016)
Tipos de traumas
A interação entre os tecidos e o meio, tende a ativar a propriedade elástica
natural dos tecidos, suscitando seu rompimento ou deslocamento e alterando
sua posição anatômica.
Cavidade temporária Cavidade permanente
(CANETTI et al., 2007)
Trauma penetrante
Trauma contuso
Trauma fechado
Cinemática do trauma: energia cinética
A absorção de energia cinética do movimento é o componente
básico da produção de lesão.
Considerar:
• Colisão da máquina, colisão do corpo, colisão dos órgãos
internos.
• Deformidade do veículo (indicação das forças envolvidas).
• Deformidade de estruturas interiores (indicação de onde a
vítima colidiu).
• Padrões de lesão da vítima (indicação de quais partes do
corpo podem ter colidido).
(ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
Cinemática do trauma: fases do impacto
Acontecimentos que precedem o
incidente, comorbidades, uso de
substâncias psicoativas e acidentes
prévios.
Caracteriza-se pela interação entre os
corpos e o intercâmbio energético.
Injúrias acarretadas pelo arremesso
do corpo após o trauma.
Pré-impacto
Impacto
Pós-impacto
(ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
Tipo de trauma e as respectivas lesões esperadas
Colisão frontal Lesões nos membros inferiores, tórax, cabeça e coluna
cervical.
Colisão lateral Membros superiores e na clavícula, abdômen e anel
pélvico.
Colisão traseira Hiperextensão cervical e traumatismo craniano.
Colisão capotamento Qualquer lesão. Hiperextensão cervical e traumatismo
craniano.
Quedas Membros inferiores, anel pélvico, lesão axial da coluna
lombar e cervical.
Tipo do trauma Ferimentos mais comuns
Quadro 1 – Resumo do tipo do trauma e as lesões mais comuns
Fonte: adaptado de ATL (2018).
Outros tipos de trauma: capotamento e motociclistas
Capotamento: impactos em qualquer direção,
aumentando a potencialidade das injúrias. Há ainda
maior possibilidade de ejeção do automóvel,
piorando seu prognóstico.
Motociclistas: são mais graves pela ausência de
proteção dos ocupantes; as formas de proteção
envolvem o uso de capacete, os demais critérios
mencionados acima e roupas de proteção. As
principais lesões proporcionadas nessas vítimas são
na cabeça, pescoço e extremidades.
Outros tipos de trauma: atropelamento
Potencialmente fatais, com ferimentos internos graves, considerando que a
massa do veículo é sempre maior que a do pedestre.
Três momentos:
Veículo x Vítima
Vítima x Veículo
Vítima x Solo
Figura 1 – Atropelamento
Fonte: weicheltfilm/iStock.com.
Outros tipos de trauma: quedas (desaceleração)
Depois dos acidentes
automobilísticos, as
quedas são as mais
prevalentes, sendo
relevante a altura
(quanto maior mais
grave), área do corpo
que absorveu o
impacto e superfície
onde ocorreu a queda. Fonte: RealPeopleGroup/iStock.com.
Figura 2 – Queda
Outros tipos de trauma: FAB
• Objetos pontiagudos.
• Lesões de trajeto.
• Considerar múltiplos
ferimentos.
• Se estiver no corpo, não
remover.
• O levantamento abrangente
e minudenciado do histórico
da ocorrência traumática e a
correta interpretação destes
elementos admite a predição
adequada das lesões.
(ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
Fonte: zoka74/iStock.com.
Figura 3 – Arma branca
Outros tipos de trauma: FAF
• Energia cinética = ( ½ da massa
x velocidade) produzida por
um projétil dependente,
principalmente, da velocidade.
• Consideradas de baixa
velocidade as armas de mão e
alguns rifles. As lesões
infligidas por armas de alta
velocidade apresentam o fator
lesivo de pressão hidrostática.
• Orifício de entrada e saída e
trajeto do projétil.
Fonte: Powerofforever/iStock.com.
(ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
Figura 4 – Ferimento por
arma de fogo
Assistência ao trauma
Avaliação primária
Bloco 2
Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
Sistematização da assistência:
•Avaliação primária
(XABCDE).
•Medidas auxiliares à
avaliação primária e à
ressuscitação.
•Avaliação secundária e
medidas auxiliares.
•Reavaliação e
monitoração contínuas
após a reanimação.
•Terapêutica definitiva.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Avaliação primária: “X” Exsanguinação
Controle de
hemorragias
exanguinantes.
Ponderar sobre o
uso do torniquete e
do ácido
tranexâmico.
Figura 5 - Hemorragias
Fonte: RossHelen/iStock.com.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Avaliação primária: “A” Vias aéreas e proteção da coluna vertebral
Permeabilidade das
vias aéreas pelas
manobras: chin lift ou
jaw thrust, ajuizar se
há necessidade do uso
da cânula orofaríngea
e/ ou via aérea
definitiva. Colocar
colar cervical.
Figura 6 – Vias aéreas
Fonte: decade3d/iStock.com.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Avaliação primária: “B” Boa ventilação e respiração
Examinar a presença
e as características
respiratórias e
ponderar sobre a
necessidade de
receber oxigenação.
Figura 7 – Pulmão humano
Fonte: magicmine/iStock.com.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Avaliação primária: “C” Circulação e controle de hemorragias
Aferir parâmetros vitais,
em casos de hipovolemia,
preconiza-se a infusão de
cristaloides por um
acesso venosos periférico
de grande calibre.
Identificar sinais de
hemorragia interna:
tempo de enchimento
capilar >3s, pele fria e
pegajosa e perturbação
do nível e qualidade de
consciência.
Figura 8 - Circulação sanguínea
Fonte: myboxpra/iStock.com.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Avaliação primária: “D” Disfunção neurológica
Apreciação do nível de
consciência, dimensão e
reatividade pupilar e
avaliação do nível da lesão
medular, se houver.
Empregar a Escala de
Coma de Glasgow atual.
Figura 9 - Neurologia
Fonte: myboxpra/iStock.com.
Avaliação primária: “E” Exposição total do paciente
Julgamento da
extensão das lesões
e o controle do
ambiente, com
cuidado a
hipotermia.
Figura 10 – Ambiente do acidente
Fonte: franckreporter/iStock.com.
(ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
Assistência ao trauma
Avaliação secundária
Bloco 3
Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
Avaliação secundária: objetivo
• Identificar lesões ou alterações na saúde
que não foram identificados na
abordagem primária.
• Consiste na realização do levantamento
da história clínica pregressa,
antecedentes de saúde, dados pessoais,
exame físico detalhado.
• Entrevista com auxílio do mnemônico
SAMPLA.
SAMPLA
S Sintomas (queixas).
A Histórico de eventuais alergias.
M Medicamentos contínuo ou demais tratamentos.
P Passado médico, doenças prévias prenhez.
L Horário da ingestão de líquidos ou se alimentou.
A Qual foi o ambiente do evento.
Caso o paciente esteja incapaz de fornecer as
informações, considerar fontes secundárias de
dados, como prontuários, familiares, socorristas.
Exame físico
Céfalo.
Podal.
Utilizar das propriedades
propedêuticas inspeção,
palpação, percussão e
ausculta.
Tratamento definitivo
O tratamento definitivo deve ser instalado o mais precocemente possível e, caso o
local de atendimento a esse paciente não possua recursos suficientes para seu
tratamento, este precisa ser transferido urgentemente para um centro de trauma
mais especializado.
Fonte: gorodenkoff/iStock.com.
Figura 11 – Paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
Conclusão
O auxílio do conhecimento, acerca da cinemática do
trauma, realização sistemática das avaliações primária
e secundária no trauma, conduzem a correta atuação
do enfermeiro do trauma e terapêutica adequados a
melhorar a situação clínica do paciente.
Teoria em Prática
Bloco 4
Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
Reflita sobre a seguinte situação
B. A. F., 18 anos, sexo feminino, vítima de atropelamento por carro,
nega comorbidades e uso de medicações. Estava digitando no celular
quando foi atropelada. Avaliação na chegada: paciente sonolenta;
respondendo apenas quando chamada com toque REG; mucosas
coradas e hidratadas.
Pupilas isocóricas, reflexo fotomotor direto e consensual e reflexo
córneo-palpebral presentes em ambos os olhos. Com postura
alinhada em decúbito dorsal e sentada. Teste de Romberg negativo.
Tórax apresenta formato normal, ritmo respiratório regular com FR=
30 mpm, respiração do tipo tóraco-abdominal. MV diminuídos a E.
Com RA (roncos espaços bilateralmente) Sat O2 90% com O2 2 l/ min.
Com guedel.
Reflita sobre a seguinte situação
PA em MSD 120 x 70 mmHg. FC = 120 bpm e irregular e
arrítmica. Quanto à perfusão periférica: sem alteração na
coloração (2/4+), tempo de enchimento capilar
preservado, apresenta discreta diminuição na temperatura
em MMII e pulsos periféricos universalmente presentes de
média amplitude.
Soroterapia em MSD. Ictus cordis in situ, com extensão de
dois polpas digitais, intensidade (4/4+). À ausculta
cardíaca: 2 BANF s/ sopros. Não possui frêmitos.
À avaliação do sistema urinário: paciente refere apresentar
micção espontânea em banheiro, 4x ao dia, coloração
amarelo-claro, sem odor e não apresenta sedimentos.
Reflita sobre a seguinte situação
Nega dor, hesitação ao urinar, retenção e incontinência
urinária. Rins não palpáveis; teste do choque
lomboabdominal: indolor (negativo). Relata que almoçou
há 40 minutos.
Como descrever a avaliação primária e secundária neste
caso?
Norte para a resolução...
Considerar o XABCDE do trauma para a avaliação
primária, por exemplo:
A e B: via aérea permeável com tubo de Guedel.
Taquipnéica, SatO2 90% com oxigênio por máscara de
O2. A inspeção torácica, assimetria na expansibilidade
pulmonar.
C: PA 120 x 10, com FC de 120 bpm, irregular e
arrítmico, AC 2BANF s/sopros.
D e E: doente com 13 na Escala de Coma de Glasgow
(O2 V5 M6 P0), pupilas isofotorreagentes, reativas e
simétricas. Procedeu-se à exposição da doente e
controle da temperatura.
Norte para a resolução...
S Sonolência, taquipneia, taquicardia e arritmia.
A Nega.
M Nega.
P Nega.
L Almoço completo há 40 minutos.
A Atropelamento pedestre versus moto.
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
Dica da professora:
Título: Protocolo X-ABCDE - Parte I.
“Abordagem primária no APH”.
Data: 04/01/2021.
Vídeo disponível no YouTube.
Título: Protocolo X-ABCDE - Parte II.
“Abordagem secundária no APH”.
Data: 06/01/2021.
Vídeo disponível no YouTube.
Dica da professora:
Referências
ACS COT. American College of Surgeons Committee on Trauma. Advanced Trauma Life
Support - ATLS. 10. ed. Chicago: American College of Surgeos, 2020.
BRENNAN, P. M.; MURRAY, G. D.; TEASDALE, G. M. Simplifying the use of prognostic
information in traumatic brain injury. Part 1: the gcs-pupils score: the GCS-Pupils score.
Journal Of Neurosurgery, [s. l.], v. 128, n. 6, p. 1612-1620, jun./2018. Disponível em:
https://thejns.org/view/journals/j-neurosurg/128/6/article-p1612.xml. Acesso em: 25 set.
2020.
CANETTI, M. D. et al. Manual básico de socorro de emergência para técnicos em
emergências médicas e socorristas. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
NAYDUCH, D. Cuidados no trauma em enfermagem. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
RIBEIRO JUNIOR, M. A. F. (Org.). Fundamentos em cirurgia do trauma. São Paulo: Roca, 2016.
SILVA, M. R. et al. Diagnósticos, resultados e intervenções de Enfermagem para pessoas
submetidas a cirurgias ortopédicas e traumatológicas. Revista enfermagem UFPE, Recife, v.
11, s. 5, p. 2033-2045, maio/2017. Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/23357/18977. Acesso
em: 14 fev. 2022.
Bons estudos!

4 aula trauma.pdf

  • 1.
  • 2.
    Assistência ao trauma Introduçãoao trauma. Cinemática do trauma. Bloco 1 Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
  • 3.
    Introdução ao trauma Mundo:5,8 milhões/ano. Basil: 125 mil/ano. Sexo: masculino. Idade: economicamente ativa. Acidentes automobilísticos, quedas, FAB, FAF e agressões. O evento traumático gera uma queda na homeostase orgânica pela troca de energias entre tecido e meio. Acontecimento de origem não natural, intencional ou não e com magnitude variável, que atinge um ou mais sujeitos acarretando uma injúria. (RIBEIRO JR, 2016; ATLS, 2018) Conhecimento e apreciação do mecanismo do trauma permite prever lesões. (MARQUES et al., 2016)
  • 4.
    Tipos de traumas Ainteração entre os tecidos e o meio, tende a ativar a propriedade elástica natural dos tecidos, suscitando seu rompimento ou deslocamento e alterando sua posição anatômica. Cavidade temporária Cavidade permanente (CANETTI et al., 2007) Trauma penetrante Trauma contuso Trauma fechado
  • 5.
    Cinemática do trauma:energia cinética A absorção de energia cinética do movimento é o componente básico da produção de lesão. Considerar: • Colisão da máquina, colisão do corpo, colisão dos órgãos internos. • Deformidade do veículo (indicação das forças envolvidas). • Deformidade de estruturas interiores (indicação de onde a vítima colidiu). • Padrões de lesão da vítima (indicação de quais partes do corpo podem ter colidido). (ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
  • 6.
    Cinemática do trauma:fases do impacto Acontecimentos que precedem o incidente, comorbidades, uso de substâncias psicoativas e acidentes prévios. Caracteriza-se pela interação entre os corpos e o intercâmbio energético. Injúrias acarretadas pelo arremesso do corpo após o trauma. Pré-impacto Impacto Pós-impacto (ACS COT, 2020; CANETTI, 2007)
  • 7.
    Tipo de traumae as respectivas lesões esperadas Colisão frontal Lesões nos membros inferiores, tórax, cabeça e coluna cervical. Colisão lateral Membros superiores e na clavícula, abdômen e anel pélvico. Colisão traseira Hiperextensão cervical e traumatismo craniano. Colisão capotamento Qualquer lesão. Hiperextensão cervical e traumatismo craniano. Quedas Membros inferiores, anel pélvico, lesão axial da coluna lombar e cervical. Tipo do trauma Ferimentos mais comuns Quadro 1 – Resumo do tipo do trauma e as lesões mais comuns Fonte: adaptado de ATL (2018).
  • 8.
    Outros tipos detrauma: capotamento e motociclistas Capotamento: impactos em qualquer direção, aumentando a potencialidade das injúrias. Há ainda maior possibilidade de ejeção do automóvel, piorando seu prognóstico. Motociclistas: são mais graves pela ausência de proteção dos ocupantes; as formas de proteção envolvem o uso de capacete, os demais critérios mencionados acima e roupas de proteção. As principais lesões proporcionadas nessas vítimas são na cabeça, pescoço e extremidades.
  • 9.
    Outros tipos detrauma: atropelamento Potencialmente fatais, com ferimentos internos graves, considerando que a massa do veículo é sempre maior que a do pedestre. Três momentos: Veículo x Vítima Vítima x Veículo Vítima x Solo Figura 1 – Atropelamento Fonte: weicheltfilm/iStock.com.
  • 10.
    Outros tipos detrauma: quedas (desaceleração) Depois dos acidentes automobilísticos, as quedas são as mais prevalentes, sendo relevante a altura (quanto maior mais grave), área do corpo que absorveu o impacto e superfície onde ocorreu a queda. Fonte: RealPeopleGroup/iStock.com. Figura 2 – Queda
  • 11.
    Outros tipos detrauma: FAB • Objetos pontiagudos. • Lesões de trajeto. • Considerar múltiplos ferimentos. • Se estiver no corpo, não remover. • O levantamento abrangente e minudenciado do histórico da ocorrência traumática e a correta interpretação destes elementos admite a predição adequada das lesões. (ACS COT, 2020; CANETTI, 2007) Fonte: zoka74/iStock.com. Figura 3 – Arma branca
  • 12.
    Outros tipos detrauma: FAF • Energia cinética = ( ½ da massa x velocidade) produzida por um projétil dependente, principalmente, da velocidade. • Consideradas de baixa velocidade as armas de mão e alguns rifles. As lesões infligidas por armas de alta velocidade apresentam o fator lesivo de pressão hidrostática. • Orifício de entrada e saída e trajeto do projétil. Fonte: Powerofforever/iStock.com. (ACS COT, 2020; CANETTI, 2007) Figura 4 – Ferimento por arma de fogo
  • 13.
    Assistência ao trauma Avaliaçãoprimária Bloco 2 Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
  • 14.
    Sistematização da assistência: •Avaliaçãoprimária (XABCDE). •Medidas auxiliares à avaliação primária e à ressuscitação. •Avaliação secundária e medidas auxiliares. •Reavaliação e monitoração contínuas após a reanimação. •Terapêutica definitiva. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 15.
    Avaliação primária: “X”Exsanguinação Controle de hemorragias exanguinantes. Ponderar sobre o uso do torniquete e do ácido tranexâmico. Figura 5 - Hemorragias Fonte: RossHelen/iStock.com. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 16.
    Avaliação primária: “A”Vias aéreas e proteção da coluna vertebral Permeabilidade das vias aéreas pelas manobras: chin lift ou jaw thrust, ajuizar se há necessidade do uso da cânula orofaríngea e/ ou via aérea definitiva. Colocar colar cervical. Figura 6 – Vias aéreas Fonte: decade3d/iStock.com. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 17.
    Avaliação primária: “B”Boa ventilação e respiração Examinar a presença e as características respiratórias e ponderar sobre a necessidade de receber oxigenação. Figura 7 – Pulmão humano Fonte: magicmine/iStock.com. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 18.
    Avaliação primária: “C”Circulação e controle de hemorragias Aferir parâmetros vitais, em casos de hipovolemia, preconiza-se a infusão de cristaloides por um acesso venosos periférico de grande calibre. Identificar sinais de hemorragia interna: tempo de enchimento capilar >3s, pele fria e pegajosa e perturbação do nível e qualidade de consciência. Figura 8 - Circulação sanguínea Fonte: myboxpra/iStock.com. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 19.
    Avaliação primária: “D”Disfunção neurológica Apreciação do nível de consciência, dimensão e reatividade pupilar e avaliação do nível da lesão medular, se houver. Empregar a Escala de Coma de Glasgow atual. Figura 9 - Neurologia Fonte: myboxpra/iStock.com.
  • 20.
    Avaliação primária: “E”Exposição total do paciente Julgamento da extensão das lesões e o controle do ambiente, com cuidado a hipotermia. Figura 10 – Ambiente do acidente Fonte: franckreporter/iStock.com. (ACS COT, 2020; RIBEIRO JR., 2016)
  • 21.
    Assistência ao trauma Avaliaçãosecundária Bloco 3 Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
  • 22.
    Avaliação secundária: objetivo •Identificar lesões ou alterações na saúde que não foram identificados na abordagem primária. • Consiste na realização do levantamento da história clínica pregressa, antecedentes de saúde, dados pessoais, exame físico detalhado. • Entrevista com auxílio do mnemônico SAMPLA.
  • 23.
    SAMPLA S Sintomas (queixas). AHistórico de eventuais alergias. M Medicamentos contínuo ou demais tratamentos. P Passado médico, doenças prévias prenhez. L Horário da ingestão de líquidos ou se alimentou. A Qual foi o ambiente do evento. Caso o paciente esteja incapaz de fornecer as informações, considerar fontes secundárias de dados, como prontuários, familiares, socorristas.
  • 24.
    Exame físico Céfalo. Podal. Utilizar daspropriedades propedêuticas inspeção, palpação, percussão e ausculta.
  • 25.
    Tratamento definitivo O tratamentodefinitivo deve ser instalado o mais precocemente possível e, caso o local de atendimento a esse paciente não possua recursos suficientes para seu tratamento, este precisa ser transferido urgentemente para um centro de trauma mais especializado. Fonte: gorodenkoff/iStock.com. Figura 11 – Paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
  • 26.
    Conclusão O auxílio doconhecimento, acerca da cinemática do trauma, realização sistemática das avaliações primária e secundária no trauma, conduzem a correta atuação do enfermeiro do trauma e terapêutica adequados a melhorar a situação clínica do paciente.
  • 27.
    Teoria em Prática Bloco4 Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
  • 28.
    Reflita sobre aseguinte situação B. A. F., 18 anos, sexo feminino, vítima de atropelamento por carro, nega comorbidades e uso de medicações. Estava digitando no celular quando foi atropelada. Avaliação na chegada: paciente sonolenta; respondendo apenas quando chamada com toque REG; mucosas coradas e hidratadas. Pupilas isocóricas, reflexo fotomotor direto e consensual e reflexo córneo-palpebral presentes em ambos os olhos. Com postura alinhada em decúbito dorsal e sentada. Teste de Romberg negativo. Tórax apresenta formato normal, ritmo respiratório regular com FR= 30 mpm, respiração do tipo tóraco-abdominal. MV diminuídos a E. Com RA (roncos espaços bilateralmente) Sat O2 90% com O2 2 l/ min. Com guedel.
  • 29.
    Reflita sobre aseguinte situação PA em MSD 120 x 70 mmHg. FC = 120 bpm e irregular e arrítmica. Quanto à perfusão periférica: sem alteração na coloração (2/4+), tempo de enchimento capilar preservado, apresenta discreta diminuição na temperatura em MMII e pulsos periféricos universalmente presentes de média amplitude. Soroterapia em MSD. Ictus cordis in situ, com extensão de dois polpas digitais, intensidade (4/4+). À ausculta cardíaca: 2 BANF s/ sopros. Não possui frêmitos. À avaliação do sistema urinário: paciente refere apresentar micção espontânea em banheiro, 4x ao dia, coloração amarelo-claro, sem odor e não apresenta sedimentos.
  • 30.
    Reflita sobre aseguinte situação Nega dor, hesitação ao urinar, retenção e incontinência urinária. Rins não palpáveis; teste do choque lomboabdominal: indolor (negativo). Relata que almoçou há 40 minutos. Como descrever a avaliação primária e secundária neste caso?
  • 31.
    Norte para aresolução... Considerar o XABCDE do trauma para a avaliação primária, por exemplo: A e B: via aérea permeável com tubo de Guedel. Taquipnéica, SatO2 90% com oxigênio por máscara de O2. A inspeção torácica, assimetria na expansibilidade pulmonar. C: PA 120 x 10, com FC de 120 bpm, irregular e arrítmico, AC 2BANF s/sopros. D e E: doente com 13 na Escala de Coma de Glasgow (O2 V5 M6 P0), pupilas isofotorreagentes, reativas e simétricas. Procedeu-se à exposição da doente e controle da temperatura.
  • 32.
    Norte para aresolução... S Sonolência, taquipneia, taquicardia e arritmia. A Nega. M Nega. P Nega. L Almoço completo há 40 minutos. A Atropelamento pedestre versus moto.
  • 33.
    Dica do(a) Professor(a) Bloco5 Thaísa Mariela Nascimento de Oliveira
  • 34.
    Dica da professora: Título:Protocolo X-ABCDE - Parte I. “Abordagem primária no APH”. Data: 04/01/2021. Vídeo disponível no YouTube.
  • 35.
    Título: Protocolo X-ABCDE- Parte II. “Abordagem secundária no APH”. Data: 06/01/2021. Vídeo disponível no YouTube. Dica da professora:
  • 36.
    Referências ACS COT. AmericanCollege of Surgeons Committee on Trauma. Advanced Trauma Life Support - ATLS. 10. ed. Chicago: American College of Surgeos, 2020. BRENNAN, P. M.; MURRAY, G. D.; TEASDALE, G. M. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. Part 1: the gcs-pupils score: the GCS-Pupils score. Journal Of Neurosurgery, [s. l.], v. 128, n. 6, p. 1612-1620, jun./2018. Disponível em: https://thejns.org/view/journals/j-neurosurg/128/6/article-p1612.xml. Acesso em: 25 set. 2020. CANETTI, M. D. et al. Manual básico de socorro de emergência para técnicos em emergências médicas e socorristas. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007. NAYDUCH, D. Cuidados no trauma em enfermagem. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. RIBEIRO JUNIOR, M. A. F. (Org.). Fundamentos em cirurgia do trauma. São Paulo: Roca, 2016. SILVA, M. R. et al. Diagnósticos, resultados e intervenções de Enfermagem para pessoas submetidas a cirurgias ortopédicas e traumatológicas. Revista enfermagem UFPE, Recife, v. 11, s. 5, p. 2033-2045, maio/2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/23357/18977. Acesso em: 14 fev. 2022.
  • 37.