Farmacologia do SNA I Aula 3
Programa Princípios de neuroquímica Anatomia básica do sistema nervoso autonômico; Eixo simpático e eixo parassimpático e a organização de sinapses noradrenérgicas e colinérgicas; Neuroquímica da noradrenalina: Receptores, distribuição, fisiologia, síntese e metabolismo, farmacologia; Neuroquímica da acetilcolina: Receptores, distribuição, fisiologia, síntese e metabolismo, farmacologia; Equilíbrio simpático-parassimpático nos diversos sistemas homeostáticos.
Princípios de neuroquímica: Sinapse
Elementos da sinapse Transporte de vesículas. Membrana excitável. Organelas e enzimas que sintetizam, armazenam e liberação, assim como a recaptação ativa. Enzimas presentes no espaço extracelular e na glia para o catabolismo do transmissor em excesso. Receptor pós-sináptico inicia a resposta pós-sináptica ao transmissor. Organelas pós-sinápticas que respondem à ativação dos receptores. Interação entre expressão gênica no nrn pós-sináptico e suas influências nas organelas que respondem à ação do transmissor. Processos “plásticos” (up-regulation, down-regulation). EPSP/IPSP e integração espaço-temporal desses, produzindo um PA. Condução do PA. Liberação do transmissor no terminal sináptico axo-axônico. Ativação de autoceptores, modulando a liberação de neurotransmissores.
Sinapses abertas e  sinapses fechadas
Transmissão de informação no SN Transmissão “conectada” ( wiring transmission) Quase-continuidade Junção comunicante Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 2-3 nm Latência de resposta  μ s Contigüidade Sinapse fechada Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 20-50 nm Latência de resposta ms Transmissão efáptica Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 2-10 nm Latência de resposta ms Transmissão volumétrica Baseada em difusão Correntes iônicas locais Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo 100 nm a  μ m Latência de resposta ms a s Sinapse aberta Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo 100 nm a  mm Latência de resposta ms a min Fonte não-sináptica Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo  μ m a mm Latência de resposta s a min Transmissão para-axonal Razão fonte/alvo :n Distância entre fonte e alvo mm Latência de resposta min Baseada em convexão Transmissão paravascular Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo mm a cm Latência de resposta min Transmissão CSF Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo mm a cm Latência de resposta min
Transmissão de informação no SN Tipicamente tônico Tipicamente fásico Efeito biológico s a min ms a s Escala temporal Preferencialmente paralela Preferencialmente serial Tipo de conectividade Potencialmente alta Relativamente baixa Divergência Qualquer tipo Normalmente só neurônios ou só astrócitos Composição celular Circuitos Alto (s a min) Baixo (ms) Atraso de resposta Código de taxas Código de taxas e código temporal Código de transmissão Alta (pM a nM) Baixa (nM a  μ M) Afinidade do receptor ao sinal químico Baixa (nM) Alta ( μ M a mM) Concentração do sinal químico no receptor Íons, neurotransmissores, neuropeptídeos, gases, neuroesteróides, drogas psicoativas Íons e neurotransmissores Tipo de sinal Canais de comunicação Transmissão volumétrica Transmissão conectada Propriedades
O sistema nervoso autonômico Refere-se aos neurônios, gânglios e plexos situados na cabeça, tórax, abdome e pélvis, e às conexões axonais desses neurônios. Esses neurônios inervam glândulas de secreção exócrina, coração, musculatura lisa de paredes de vasos e órgãos do trato GI, sistema respiratório e geniturinário, músculos da íris e corpo ciliar. Junto com as vias motoras somáticas que inervam músculos esqueléticos e vias neuroendócrinas, são a forma com que o sistema nervoso central manda comandos para o resto do corpo.
Divisões do SNA
O sistema nervoso simpático
Receptores no SN simpático
Adrenalina como hormônio, noradrenalina com neurotransmissor
Biologia molecular da NE
Neuroquímica da NE
Neuroquímica da NE
Cascatas da NE
Agonistas dos adrenoceptores Ação vasoconstritora local Quando associados a anestésicos locais,  essa ação preserva a atividade anestésica
iMAOs como simpatomiméticos indiretos
Cocaína e anfetamina como simpatomiméticos indiretos
Epinefrina como agente hemostásico A epi pode ser usada topicamente em ferimentos com sangramento para produzir hemostasia local por vasoconstrição. Deve-se tomar cuidado com a “vasodilatação rebote” com o fim da atividade vasoconstritora e com efeitos sistêmicos devido à passagem da epi para a circulação.
α -simpatomiméticos
Feedback  em autoceptores  α -adrenérgicos e classes farmacológicas
Antiadrenérgicos
β - Simpatolíticos
β - Simpatolíticos
O sistema nervoso parassimpático
Receptores colinérgicos
Parassimpatomiméticos
Estimulação ou bloqueio do sistema parassimpático
Parassimpatolíticos
Parassimpatomiméticos, parassimpatolíticos e salivação Fármacos parassimpatomiméticos (i.e., agonistas adrenérgicos) estimulam a salivação através de efeitos sobre receptores muscarínicos. Fármacos parassimpatolíticos (i.e., antagonistas muscarínicos) inibem a salivação através de efeitos sobre os mesmos receptores. Fármacos simpatomiméticos estimulam a salivação através de receptores  α 1. Todos esses efeitos são mediados pela atividade da fosfolipase C, que ativa a inositol 1,4,5-trifosfato, e por sua vez induz a liberação de cálcio do retículo endoplasmático. O cálcio faz com que as vesículas se fusionem com a membrana apical, levando à formação de secreção.
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Aula 3 Cf1

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    Programa Princípios deneuroquímica Anatomia básica do sistema nervoso autonômico; Eixo simpático e eixo parassimpático e a organização de sinapses noradrenérgicas e colinérgicas; Neuroquímica da noradrenalina: Receptores, distribuição, fisiologia, síntese e metabolismo, farmacologia; Neuroquímica da acetilcolina: Receptores, distribuição, fisiologia, síntese e metabolismo, farmacologia; Equilíbrio simpático-parassimpático nos diversos sistemas homeostáticos.
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    Elementos da sinapseTransporte de vesículas. Membrana excitável. Organelas e enzimas que sintetizam, armazenam e liberação, assim como a recaptação ativa. Enzimas presentes no espaço extracelular e na glia para o catabolismo do transmissor em excesso. Receptor pós-sináptico inicia a resposta pós-sináptica ao transmissor. Organelas pós-sinápticas que respondem à ativação dos receptores. Interação entre expressão gênica no nrn pós-sináptico e suas influências nas organelas que respondem à ação do transmissor. Processos “plásticos” (up-regulation, down-regulation). EPSP/IPSP e integração espaço-temporal desses, produzindo um PA. Condução do PA. Liberação do transmissor no terminal sináptico axo-axônico. Ativação de autoceptores, modulando a liberação de neurotransmissores.
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    Sinapses abertas e sinapses fechadas
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    Transmissão de informaçãono SN Transmissão “conectada” ( wiring transmission) Quase-continuidade Junção comunicante Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 2-3 nm Latência de resposta μ s Contigüidade Sinapse fechada Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 20-50 nm Latência de resposta ms Transmissão efáptica Razão fonte/alvo 1:1 Distância entre fonte e alvo 2-10 nm Latência de resposta ms Transmissão volumétrica Baseada em difusão Correntes iônicas locais Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo 100 nm a μ m Latência de resposta ms a s Sinapse aberta Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo 100 nm a mm Latência de resposta ms a min Fonte não-sináptica Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo μ m a mm Latência de resposta s a min Transmissão para-axonal Razão fonte/alvo :n Distância entre fonte e alvo mm Latência de resposta min Baseada em convexão Transmissão paravascular Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo mm a cm Latência de resposta min Transmissão CSF Razão fonte/alvo 1:n Distância entre fonte e alvo mm a cm Latência de resposta min
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    Transmissão de informaçãono SN Tipicamente tônico Tipicamente fásico Efeito biológico s a min ms a s Escala temporal Preferencialmente paralela Preferencialmente serial Tipo de conectividade Potencialmente alta Relativamente baixa Divergência Qualquer tipo Normalmente só neurônios ou só astrócitos Composição celular Circuitos Alto (s a min) Baixo (ms) Atraso de resposta Código de taxas Código de taxas e código temporal Código de transmissão Alta (pM a nM) Baixa (nM a μ M) Afinidade do receptor ao sinal químico Baixa (nM) Alta ( μ M a mM) Concentração do sinal químico no receptor Íons, neurotransmissores, neuropeptídeos, gases, neuroesteróides, drogas psicoativas Íons e neurotransmissores Tipo de sinal Canais de comunicação Transmissão volumétrica Transmissão conectada Propriedades
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    O sistema nervosoautonômico Refere-se aos neurônios, gânglios e plexos situados na cabeça, tórax, abdome e pélvis, e às conexões axonais desses neurônios. Esses neurônios inervam glândulas de secreção exócrina, coração, musculatura lisa de paredes de vasos e órgãos do trato GI, sistema respiratório e geniturinário, músculos da íris e corpo ciliar. Junto com as vias motoras somáticas que inervam músculos esqueléticos e vias neuroendócrinas, são a forma com que o sistema nervoso central manda comandos para o resto do corpo.
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    Receptores no SNsimpático
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    Adrenalina como hormônio,noradrenalina com neurotransmissor
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    Agonistas dos adrenoceptoresAção vasoconstritora local Quando associados a anestésicos locais, essa ação preserva a atividade anestésica
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    Cocaína e anfetaminacomo simpatomiméticos indiretos
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    Epinefrina como agentehemostásico A epi pode ser usada topicamente em ferimentos com sangramento para produzir hemostasia local por vasoconstrição. Deve-se tomar cuidado com a “vasodilatação rebote” com o fim da atividade vasoconstritora e com efeitos sistêmicos devido à passagem da epi para a circulação.
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    Feedback emautoceptores α -adrenérgicos e classes farmacológicas
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    O sistema nervosoparassimpático
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    Estimulação ou bloqueiodo sistema parassimpático
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    Parassimpatomiméticos, parassimpatolíticos esalivação Fármacos parassimpatomiméticos (i.e., agonistas adrenérgicos) estimulam a salivação através de efeitos sobre receptores muscarínicos. Fármacos parassimpatolíticos (i.e., antagonistas muscarínicos) inibem a salivação através de efeitos sobre os mesmos receptores. Fármacos simpatomiméticos estimulam a salivação através de receptores α 1. Todos esses efeitos são mediados pela atividade da fosfolipase C, que ativa a inositol 1,4,5-trifosfato, e por sua vez induz a liberação de cálcio do retículo endoplasmático. O cálcio faz com que as vesículas se fusionem com a membrana apical, levando à formação de secreção.
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