SlideShare uma empresa Scribd logo
Omonstruosodocapital:Ansiedadesculturaisesubjetividade
Projeto de Extensão
“Estudos Avançados
em Psicologia”
Tateandonoescuro,euencontroalgo viscoso
●
Monstrum: presságio divino (especialmente um que
indica infortúnio), portento, sinal; forma anormal.
●
Gabriel Giorgi: “Qual é o saber do monstro?”
– “As retóricas do monstruoso nos permitem ler às gramáticas
mutantes de ansiedades, repúdios, e fascinações que
atravessam as ficções culturais e a imaginação social; isso
que, como diria Foucault, define as coordenadas do proibido
e do impensável e se condensa na figuração de um corpo
irreconhecível”
– Mas o monstro também traz outro saber, o da “potência ou
capacidade de variação dos corpos, aquilo que no corpo
desafia sua própria inteligibilidade como membro de uma
espécie, de um gênero, de uma classe”
Giorgi G (2009). Política del monstruoso. Revista Iberoamericana 75, pp. 323-329.
Setetesessobreaculturamonstruosa
●
Tese I: O corpo do monstro é um corpo cultural
– “O monstro nasce somente nessa encruzilhada metafórica, como
a encarnação de um certo momento cultural – de um tempo, um
sentimento, e um lugar” → lugar da diferença e da incerteza
●
Tese II: O monstro sempre escapa
– O monstro é transformação; exemplo: as mutações da figura do
vampiro (Dracula → Nosferatu → Lestat → Bill Compton)
Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster
Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
Setetesessobreaculturamonstruosa
●
Tese III: O monstro é o augúrio de uma crise de
categorias
– Por sua recusa em participar da ordem classificatória,
o monstro representa um limite ontológico, aparecendo
notoriamente em tempos de crise
●
Tese IV: O monstro habita os portões da diferença
– Qualquer tipo de alteridade pode ser inscrita no corpo
monstruoso, mas na maioria das vezes a diferença
tende a ser cultural, política, racial, econômica, sexual.
Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster
Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
Setetesessobreaculturamonstruosa
●
Tese V: O monstro policia as fronteiras do possível
– O monstro da proibição serve para demarcar os limites
que unificam a cultura: a bruxa, o judeu, o fruto da
miscigenação
Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster
Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
●
Tese VI: O medo do monstro é,
na verdade, um tipo de desejo
– O monstro está naquele lugar
ambíguo entre o medo e a
atração
Setetesessobreaculturamonstruosa
●
Tese VII: O monstro se encontra na eira… do
devir
“Essa coisa da escuridão me
pertence”
Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster
Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
O monstruoso do capital
●
Como as diferentes mutações do capitalismo engendram monstruosidades?
●
David MacNally: “as histórias de roubo de corpos, vampirismo, roubo de
órgãos, e economia zumbi todas representam imaginários dos riscos à
integridade corporal que são inerentes a uma sociedade na qual a
sobrevivência individual requer que vendamos nossas energias vitais às
pessoas no mercado”.
●
O monstruoso, como pânico corporal, é parte da fenomenologia da vida
burguesa.
MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global
Capitalism. Leiden: Brill
O monstruoso do capital
●
Como figura do indeterminado, os monstros do capital operam dos dois
lados da ansiedade cultural – como perpetradores e como vítimas.
●
Como perpetradores, temos os monstros que capturam e dissecam corpos
(vampiros, cientistas loucos, companhias farmacêuticas, ladrões de
cadáveres)
●
●
Como vítimas, temos aquelas criaturas desfiguradas, transformadas na
vida nua, como coleções impensadas e carne, sangue, músculos e tecidos.
MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global
Capitalism. Leiden: Brill
Frankensteineasansiedadesdotrabalhomorto
●
Publicado inicialmente em 1818; normalmente se considera a edição de
1831 como a definitiva
●
Frankenstein representa uma história de roubo de cadáveres, dissecações,
desmembramentos
●
MacNally: Para a classe trabalhadora inglesa, os anatomistas e cirurgiões
que procuravam os corpos dos enforcados eram parte de uma conspiração
geral para degradar e oprimir os pobres tanto na vida quanto na morte
●
Com a acumulação de capital na Inglaterra (cercamentos e caça às
bruxas), milhões de pessoas passam a necessitar vender suas
capacidades corporais ao mercado de trabalho
“Ocapitalétrabalhomorto,oqual,comoumvampiro,
viveapenasparasugarotrabalhovivo,equantomais
sobreviver,maistrabalhosugará”
●
Ao buscar uma forma de descrever os horrores do capitalismo, Marx utiliza o discurso emergente
da monstruosidade
●
O trabalho abstrato é também uma abstração (i.e. separação) real; para os trabalhadores, a força
de trabalho não é mais uma força vital, uma energia criativa fundamental, mas uma mercadoria,
uma coisa separável que pode ser vendida a qualquer um.
●
“Como unidades idênticas e intercambiáveis de força de trabalho homogênea, as habilidades e
corpos dos trabalhadores são dissecados, fragmentados, cortados em pedaços separáveis
sujeitos à direção de uma força estrangeira, representada por uma legião de supervisores, e
embutidos em ritmos e processos de trabalho que são cada vez mais ditados por programas e
sistemas de máquinas”
MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global
Capitalism. Leiden: Brill
Ozumbicomomonstro
contemporâneo
●
O zumbi transgride a barreira entre
ser e não-ser, presença e ausência;
definidos pela perda de auto-
identidade e capacidade volitiva
●
Peter Dendle: o zumbi serve para
articular ansiedades sobre a
deterioração ambiental, os conflitos
políticos, o crescimento da
sociedade de consumo, e a
mercantilização do corpo implícita
na biomedicina contemporânea
●
Em “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), os
zumbis são essencialmente americanos de
classe média; chama a atenção a estética do
espaço doméstico e o foco nas relações
humanas individuais –> o foco narrativo é
devotado em “desmantelar” a casa burguesa
do interior dos EUA
Dendle P (2007). The Zombie As a Barometer of Cultural Anxiety. In: Scott N (ed.),
Monsters and the monstrous: Myths and metaphors of enduring evil, pp. 45-57
Amsterdam: Rodopi
O apocalipse zumbi
●
Mundos pós-apocalípticos são fantasias de libertação de um mundo em
ruínas
●
O zumbi pós-11/09 não é mais uma imagem da humanidade que perdeu
sua alma e suas paixões, mas agora um monstro enfurecido, selvagem,
frenético e insaciável: é um núcleo animalista da fome e da fúria
●
Dendle: “É o sinal de uma sociedade [decadente] sem um propósito
espiritual ou comunitário mais amplo, deixada aos impulsos de sua
potência sem controle e seus desejos de consumo.”
“Os monstros existem de verdade?
Decerto que devem existir, porque, se não
existissem, como nós poderíamos existir?”

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade

Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
claudiocpaiva
 
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.pptImagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
Gilson332634
 
Realismo/Naturalismo
Realismo/NaturalismoRealismo/Naturalismo
Realismo/Naturalismo
profconrad
 
A ViolêNcia Nas Instituições
A ViolêNcia Nas InstituiçõesA ViolêNcia Nas Instituições
A ViolêNcia Nas Instituições
sergiokodato
 
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágioPsicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
Professor Belinaso
 
Poesia e Imaginário
Poesia e ImaginárioPoesia e Imaginário
Poesia e Imaginário
Jamille Rabelo
 
Design gráfico 9a aula
Design  gráfico   9a aulaDesign  gráfico   9a aula
Design gráfico 9a aula
Unip e Uniplan
 
Eric voegelin e o cenário político atual
Eric voegelin e o cenário político atualEric voegelin e o cenário político atual
Eric voegelin e o cenário político atual
Andre Assi Barreto
 
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdfHistória da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
FelipeCavalcantiFerr
 
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
Wilson Roberto Vieira Ferreira
 
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptxDIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
MarinesdeOliveira
 
Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2
Douglas Gregorio
 
Antrop. contêmp
Antrop. contêmpAntrop. contêmp
Antrop. contêmp
roberto mosca junior
 
Realismo e naturalismo
Realismo e naturalismoRealismo e naturalismo
Realismo e naturalismo
Paula Rubato
 
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-RioCultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
agccf
 
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIAARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
Marcelo Dores
 
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
Junior Ferreira
 
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowskiAntropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
Celso Firmino Sociologia/Filosofia
 
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowskiAntropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
firminomaissociologiafilosofia2019
 
Teoria crítica
Teoria críticaTeoria crítica
Teoria crítica
Eddieuepg
 

Semelhante a O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade (20)

Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
Maffesoli. iconologias. traduação cláudio paiva 05.05.2011
 
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.pptImagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
Imagens, Cinema e Poder - minucurso1.ppt
 
Realismo/Naturalismo
Realismo/NaturalismoRealismo/Naturalismo
Realismo/Naturalismo
 
A ViolêNcia Nas Instituições
A ViolêNcia Nas InstituiçõesA ViolêNcia Nas Instituições
A ViolêNcia Nas Instituições
 
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágioPsicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
Psicologia de Massas e Análise do Zumbi: da sugestão ao contágio
 
Poesia e Imaginário
Poesia e ImaginárioPoesia e Imaginário
Poesia e Imaginário
 
Design gráfico 9a aula
Design  gráfico   9a aulaDesign  gráfico   9a aula
Design gráfico 9a aula
 
Eric voegelin e o cenário político atual
Eric voegelin e o cenário político atualEric voegelin e o cenário político atual
Eric voegelin e o cenário político atual
 
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdfHistória da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
História da Antropologia_ teoria, método e colonialismo.pdf
 
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
Transformações da Jornada do Herói – do monomito à mitologia contemporânea na...
 
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptxDIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
DIREITOS HUMANOS E RACISMO ESTRUTURAL.pptx
 
Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2
 
Antrop. contêmp
Antrop. contêmpAntrop. contêmp
Antrop. contêmp
 
Realismo e naturalismo
Realismo e naturalismoRealismo e naturalismo
Realismo e naturalismo
 
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-RioCultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
 
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIAARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
ARTE SEQUENCIAL e GEOGRAFIA
 
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
Um Índio Didático. Notas para o estudo de representações - Everardo Pereira G...
 
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowskiAntropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
 
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowskiAntropologia e cultura tylor boas e malinowski
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski
 
Teoria crítica
Teoria críticaTeoria crítica
Teoria crítica
 

Mais de Caio Maximino

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Caio Maximino
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Caio Maximino
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Caio Maximino
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
Caio Maximino
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Caio Maximino
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
Caio Maximino
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Caio Maximino
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
Caio Maximino
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
Caio Maximino
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Caio Maximino
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Caio Maximino
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Caio Maximino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Caio Maximino
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
Caio Maximino
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Caio Maximino
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
Caio Maximino
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
Caio Maximino
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Caio Maximino
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
Caio Maximino
 
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Caio Maximino
 

Mais de Caio Maximino (20)

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
 

Último

Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.pptLeis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
PatriciaZanoli
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
Manuais Formação
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
LeticiaRochaCupaiol
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
wagnermorais28
 
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
LILIANPRESTESSCUDELE
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
Marlene Cunhada
 
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
YeniferGarcia36
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
MessiasMarianoG
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
LucianaCristina58
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptxAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AntonioVieira539017
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
TomasSousa7
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 

Último (20)

Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.pptLeis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
Leis de Mendel - as ervilhas e a maneira simples de entender.ppt
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdfUFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
UFCD_10145_Enquadramento do setor farmacêutico_indice.pdf
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
 
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
 
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
000. Para rezar o terço - Junho - mês do Sagrado Coração de Jesús.pdf
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptxAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
 
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 

O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade

  • 2. Tateandonoescuro,euencontroalgo viscoso ● Monstrum: presságio divino (especialmente um que indica infortúnio), portento, sinal; forma anormal. ● Gabriel Giorgi: “Qual é o saber do monstro?” – “As retóricas do monstruoso nos permitem ler às gramáticas mutantes de ansiedades, repúdios, e fascinações que atravessam as ficções culturais e a imaginação social; isso que, como diria Foucault, define as coordenadas do proibido e do impensável e se condensa na figuração de um corpo irreconhecível” – Mas o monstro também traz outro saber, o da “potência ou capacidade de variação dos corpos, aquilo que no corpo desafia sua própria inteligibilidade como membro de uma espécie, de um gênero, de uma classe” Giorgi G (2009). Política del monstruoso. Revista Iberoamericana 75, pp. 323-329.
  • 3. Setetesessobreaculturamonstruosa ● Tese I: O corpo do monstro é um corpo cultural – “O monstro nasce somente nessa encruzilhada metafórica, como a encarnação de um certo momento cultural – de um tempo, um sentimento, e um lugar” → lugar da diferença e da incerteza ● Tese II: O monstro sempre escapa – O monstro é transformação; exemplo: as mutações da figura do vampiro (Dracula → Nosferatu → Lestat → Bill Compton) Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
  • 4. Setetesessobreaculturamonstruosa ● Tese III: O monstro é o augúrio de uma crise de categorias – Por sua recusa em participar da ordem classificatória, o monstro representa um limite ontológico, aparecendo notoriamente em tempos de crise ● Tese IV: O monstro habita os portões da diferença – Qualquer tipo de alteridade pode ser inscrita no corpo monstruoso, mas na maioria das vezes a diferença tende a ser cultural, política, racial, econômica, sexual. Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
  • 5. Setetesessobreaculturamonstruosa ● Tese V: O monstro policia as fronteiras do possível – O monstro da proibição serve para demarcar os limites que unificam a cultura: a bruxa, o judeu, o fruto da miscigenação Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press ● Tese VI: O medo do monstro é, na verdade, um tipo de desejo – O monstro está naquele lugar ambíguo entre o medo e a atração
  • 6. Setetesessobreaculturamonstruosa ● Tese VII: O monstro se encontra na eira… do devir “Essa coisa da escuridão me pertence” Cohen JJ (1996). Monster culture (seven theses). In: Cohen JJ (ed.), Monster Theory: Reading culture. Minneapolis: University of Minnesota Press
  • 7. O monstruoso do capital ● Como as diferentes mutações do capitalismo engendram monstruosidades? ● David MacNally: “as histórias de roubo de corpos, vampirismo, roubo de órgãos, e economia zumbi todas representam imaginários dos riscos à integridade corporal que são inerentes a uma sociedade na qual a sobrevivência individual requer que vendamos nossas energias vitais às pessoas no mercado”. ● O monstruoso, como pânico corporal, é parte da fenomenologia da vida burguesa. MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global Capitalism. Leiden: Brill
  • 8. O monstruoso do capital ● Como figura do indeterminado, os monstros do capital operam dos dois lados da ansiedade cultural – como perpetradores e como vítimas. ● Como perpetradores, temos os monstros que capturam e dissecam corpos (vampiros, cientistas loucos, companhias farmacêuticas, ladrões de cadáveres) ● ● Como vítimas, temos aquelas criaturas desfiguradas, transformadas na vida nua, como coleções impensadas e carne, sangue, músculos e tecidos. MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global Capitalism. Leiden: Brill
  • 9. Frankensteineasansiedadesdotrabalhomorto ● Publicado inicialmente em 1818; normalmente se considera a edição de 1831 como a definitiva ● Frankenstein representa uma história de roubo de cadáveres, dissecações, desmembramentos ● MacNally: Para a classe trabalhadora inglesa, os anatomistas e cirurgiões que procuravam os corpos dos enforcados eram parte de uma conspiração geral para degradar e oprimir os pobres tanto na vida quanto na morte ● Com a acumulação de capital na Inglaterra (cercamentos e caça às bruxas), milhões de pessoas passam a necessitar vender suas capacidades corporais ao mercado de trabalho
  • 10. “Ocapitalétrabalhomorto,oqual,comoumvampiro, viveapenasparasugarotrabalhovivo,equantomais sobreviver,maistrabalhosugará” ● Ao buscar uma forma de descrever os horrores do capitalismo, Marx utiliza o discurso emergente da monstruosidade ● O trabalho abstrato é também uma abstração (i.e. separação) real; para os trabalhadores, a força de trabalho não é mais uma força vital, uma energia criativa fundamental, mas uma mercadoria, uma coisa separável que pode ser vendida a qualquer um. ● “Como unidades idênticas e intercambiáveis de força de trabalho homogênea, as habilidades e corpos dos trabalhadores são dissecados, fragmentados, cortados em pedaços separáveis sujeitos à direção de uma força estrangeira, representada por uma legião de supervisores, e embutidos em ritmos e processos de trabalho que são cada vez mais ditados por programas e sistemas de máquinas” MacNally D (2011). Monsters of the Market: Zombies, Vampires and Global Capitalism. Leiden: Brill
  • 11. Ozumbicomomonstro contemporâneo ● O zumbi transgride a barreira entre ser e não-ser, presença e ausência; definidos pela perda de auto- identidade e capacidade volitiva ● Peter Dendle: o zumbi serve para articular ansiedades sobre a deterioração ambiental, os conflitos políticos, o crescimento da sociedade de consumo, e a mercantilização do corpo implícita na biomedicina contemporânea ● Em “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), os zumbis são essencialmente americanos de classe média; chama a atenção a estética do espaço doméstico e o foco nas relações humanas individuais –> o foco narrativo é devotado em “desmantelar” a casa burguesa do interior dos EUA Dendle P (2007). The Zombie As a Barometer of Cultural Anxiety. In: Scott N (ed.), Monsters and the monstrous: Myths and metaphors of enduring evil, pp. 45-57 Amsterdam: Rodopi
  • 12. O apocalipse zumbi ● Mundos pós-apocalípticos são fantasias de libertação de um mundo em ruínas ● O zumbi pós-11/09 não é mais uma imagem da humanidade que perdeu sua alma e suas paixões, mas agora um monstro enfurecido, selvagem, frenético e insaciável: é um núcleo animalista da fome e da fúria ● Dendle: “É o sinal de uma sociedade [decadente] sem um propósito espiritual ou comunitário mais amplo, deixada aos impulsos de sua potência sem controle e seus desejos de consumo.”
  • 13. “Os monstros existem de verdade? Decerto que devem existir, porque, se não existissem, como nós poderíamos existir?”