Racionalização

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Racionalização

  1. 3. OBJECTIVO <ul><li>Distingue fordismo de Taylorismo </li></ul>
  2. 4. A mecanização substitui a produção artesanal. Produz-se em série, em grandes quantidades e a baixos custos para mercados distantes, em fábricas de grandes dimensões. A máquina é o centro do processo produtivo. O operário, e já não o artesão tem um trabalho repetitivo.
  3. 6. Frederick Winslow Taylor Henry Ford A nova organização do trabalho imposta pela fábrica também contribuiu muito para o grande crescimento industrial que se fez sentir nos inícios do séc. XX. Aproveitamento racional do trabalho foi a fórmula encontrada pelos economistas do capitalismo. Por trabalho racionalizado entende-se o conjunto de práticas que levam à máxima rentabilização do esforço humano. Foi este um dos grandes objectivos da concentração dos trabalhadores nas unidades fabris.
  4. 7. … tempo é dinheiro…
  5. 8. Aumento produção Importância do trabalhador Aumento produção Importância do trabalhador
  6. 9. <ul><ul><li>“ À gerência é atribuída ... a função de reunir os conhecimentos tradicionais que no passado possuíram os trabalhadores e então classificá-los, tabulá-los, reduzí-los a normas e leis ou fórmulas, grandemente úteis ao operário para execução do seu trabalho diário.” </li></ul></ul><ul><ul><li>Taylor </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Procurar 10 a 15 operários que sejam particularmente hábeis na execução do trabalho a realizar. </li></ul></ul><ul><ul><li>Definir a série exacta de movimentos essenciais que cada um dos operários tem de executar para levar a cabo o trabalho em análise , assim como os utensílios e materiais a empregar. </li></ul></ul><ul><ul><li>Determinar com um cronómetro o tempo preciso para realizar cada um destes movimentos essenciais e escolher o modo mais simples de execução. </li></ul></ul><ul><ul><li>Eliminar todos os movimentos mal concebidos , inúteis ou lentos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Depois da supressão de todos os movimentos inúteis , reunir numa sequência os movimentos mais rápidos e os que permitam utilizar os utensílios mais adequados.” </li></ul></ul><ul><ul><li>Taylor </li></ul></ul>
  7. 10. carga física ritmo de trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
  8. 11. carga física ritmo de trabalho imprimido não se apoia na formação, mas na adaptação dos profissionais ao lay-out previamente definido; segurança no trabalho, reactiva processos e tecnologia e não nas pessoas cada trabalhador efectuava somente uma tipologia de movimentos impossibilidade de acesso ao saber ruptura mental homem era um “mal necessário” A fonte de risco evolui do trabalhador para a máquina
  9. 12. <ul><li>O taylorismo </li></ul><ul><li>O grande teórico do trabalho racionalizado foi Frederic Taylor (1856-1915), que analisou e contabilizou o tempo gasto pelos trabalhadores a executar determinadas tarefas rotineiras e, impondo tempos cada vez mais apertados para a sua execução, chegou à conclusão de que para cada tarefa podia determinar-se um tempo estandardizado. </li></ul><ul><li>A estandardização dos tempos de trabalho seria ainda mais rentável se o operário fosse limitado à execução de pequenas tarefas que, com a sua repetição, acabaria por desempenhar automaticamente, e sendo a tarefa tão simples, o operário podia ser substituído por outro a qualquer momento, pois não era necessária uma grande aprendizagem do ofício,. </li></ul><ul><li>Num trabalho assim organizado, o salário era também rigorosamente calculado em função da produtividade de cada operário. </li></ul><ul><li>Era a adaptação do Homem à máquina na sua plenitude – taylorismo, uma organização científica do trabalho. </li></ul>
  10. 13. Henry Ford implementou nas suas fábricas de automóveis um sistema de produção ( fordismo ) baseado na divisão do trabalho em tarefas simples e rápidas, executadas repetidamente pelos mesmos operários, evitando-se perdas de tempo. Ford aproveitou o modelo de Taylor que procurava aumentar a produtividade através da melhoria da eficácia produtiva . Frederick Winslow Taylor 1856 - 1915
  11. 14. Modelo T 1 de Outubro de 1908
  12. 15. Na produção em série, os modelos são uniformizados – estandartização .
  13. 16. Para aumentar a produtividade, atribuíam-se prémios de produção aos operários.
  14. 17. <ul><li>“ Para certa classe de homens , o trabalho repetido, ou a reprodução contínua de uma operação idêntica, por processos que não variam nunca, constitui um espetáculo horrível. A mim me causa horror . Por preço algum do mundo poderia fazer todos os dias as mesmas coisas. </li></ul><ul><li>Entretanto, atrevo-me a dizer que para a maioria, a repetição nada tem de desagradável .Para certos temperamentos, a obrigação de pensar é uma verdadeira tortura, porque o ideal consiste em operações que de modo algum exijam instinto criador.” (Ford) </li></ul>
  15. 18. “ Os trabalhos mais fáceis foram por sua vez classificados, para verificar quais deles exigiam o uso completo das faculdades; comprovou-se então que 670 trabalhos podiam ser confiados a homens sem ambas as pernas; 237 requeriam o uso de uma só perna; em dois casos podia-se prescindir dos dois braços; em 715 casos, de um braço e em 10 casos a operação podia ser feita por um cego.” (Ford)
  16. 21. Charlie Chaplin satiriza este modelo no filme de 1936, Tempos Modernos.
  17. 22. Fordismo: -A pensar numa produção em massa para um consumo em massa, os métodos de Taylor foram bem acolhidos pelas empresas e coube a Henry Ford, já nos inícios do séc. XX, dar-lhes um novo alento através da concepção da linha de montagem e respectiva instalação nas suas fábricas de automóveis, conseguindo um produto final que revolucionou o mercado de veículos motorizados, o popular modelo Ford T . Tratava-se da instalação de um tapete rolante através do qual as peças chegavam ao operário, deixando este de se deslocar e de desperdiçar tempo a procurá-las. A linha de montagem constituiu outro momento-chave na vinculação do operário ao processo produtivo. Agora já não é apenas um acessório da máquina, é um elo de um processo produtivo ao qual está plena e absolutamente vinculado, sob pena de, na sua ausência, esse processo cessar com a paragem da linha de montagem. Este era o processo de produção em massa, o fordismo, que levou ao consumo em massa, devido à sua capacidade de produzir em enormes quantidades e à de baixar radicalmente os preços, tanto do próprio produto, como dos custos de produção
  18. 23. <ul><li>Desvantagens da linha de montagem </li></ul><ul><li>Doenças profissionais (provocadas pela grande pressão imposta sobre os trabalhadores – stress – e por tarefas excessivamente repetitivas – tendinites, etc.) </li></ul><ul><li>Subordinação dos trabalhadores à máquina; </li></ul><ul><li>Proibição dos sindicatos (numa 1ª fase); </li></ul><ul><li>Consumismo/degradação ambiental/ ”materialismo” </li></ul><ul><li>Consequência: deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que levou ao desrespeito do trabalhador como pessoa humana (despedimentos, etc.) </li></ul>
  19. 24. <ul><li>Vantagens da linha de montagem </li></ul><ul><li>Aumento da produtividade – discriminação dos preços – consumo em massa; </li></ul><ul><li>Aumento dos salários, em parte, dependentes da produtividade (remuneração à peça); </li></ul><ul><li>Consequência: deixa de ser necessária uma longa aprendizagem , o que permite que qualquer pessoa, mesmo não qualificada, possa arranjar um emprego com um salário bom muito (tendo em conta a situação da época). </li></ul>

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