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TRABALHO E
SOCIEDADE
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BIBLIOGRAFIA
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre:
Artmed,2005
BRYM, Robert et alii. Sociologia,sua bussola para um
novo mundo. S. Paulo: Thomsom Learning, 2007
TOMAZI, Nelson. Iniciação à Sociologia. 2ªedição. S.
Paulo: Editora Atual, 2001
CARMO, Paulo Sergio. Sociologia e sociedade pós-
industrial. S.Paulo:Ed. Paulus, 2007
OLIVEIRA, Luis Fernandes. Sociologia para os
jovens do século XXI. Rio de Janeiro> Ed. Imperial
Milenium, 2007
arnaldolemos@uol.com.br
TRABALHO E SOCIEDADE
Pensar sociologicamente o trabalho é pensar como essa
atividade humana se desenvolveu e se organizou nas diferentes
sociedades
O trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas,
desde as mais simples, como as de alimento e abrigo, até as
mais complexas, como as de lazer e crença, ou seja,
necessidades físicas e espirituais. Há vários modos de
satisfazer essas necessidades, dependendo de como os
homens se organizam em sociedade e de seus valores em
relação ao trabalho.
arnaldolemos@uol.com.br
TRABALHO E SOCIEDADE
ANTES DO CAPITALISMO
1. O “trabalho” nas sociedades tribais.
Nessas sociedades, não existe a
ideia de trabalho como uma coisa
separada das outras atividades. As
atividades vinculadas à produção
estão associadas aos ritos e mitos,
ao sistema de parentesco, ás festas,
às artes, enfim a toda vida social,
econômica, política e religiosa. O
trabalho não tem um valor em si,
separado de todas as outras coisas.
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Marshall Sahlins, antropólogo
norte-americano, chama essas
sociedade de “sociedade do
lazer” ou “sociedades de
abundância” pois elas não só
tinham todas as suas
necessidades materiais e
sociais plenamente satisfeitas,
como também dispunham de
uma mínimo de horas
vinculadas à produção (cerca
de três a quatro horas e nem
sempre todos os dias).
O trabalho nas sociedades tribais
ANTES DO CAPITALISMO
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O fato de se dedicar menos tempo às tarefas vinculadas à produção não
significa que se tenha uma vida de privações. Ao contrario, essas sociedade
viviam muito bem alimentadas.
A explicação para o fato de trabalharem muito menos que nós está no modo
como se relacionam com a natureza, muito diferente do nosso. A terra é,
além de um lugar onde se vive, um valor cultural. Recebem aquilo de que
necessitam da “mãe natureza”.
Desse modo, não se encontra a ideia de que se deve produzir mais para
poupar ou acumular alguma riqueza. A sua riqueza está na vida e na forma
como passam os dias. O tempo é utilizado para descansar, divertir-se,
dançar, caçar, pescar, plantar, colher e para o cumprimento das obrigações
rituais.
ANTES DO CAPITALISMO
O trabalho nas sociedades tribais
arnaldolemos@uol.com.br
Segundo a antropólogo francês, Pierre Clastres,quando,
nessas sociedades, aquilo que chamamos de “econômico” se
torna uma área autônoma, ou seja, desligado de outras
esferas da vida e portanto alienado, contabilizado e imposto
por aqueles que querem aproveitar do produto do trabalho, é
sinal de que essas sociedade tornaram-se divididas entre
dominantes e dominados. Descaracterizam-se totalmente.
ANTES DO CAPITALISMO
O trabalho nas sociedades tribais
arnaldolemos@uol.com.br
Os gregos utilizavam vários termos
para designar o que hoje entendemos
por trabalho. Além disso, a
organização da sociedade greco-
romana era também diversa da nossa
e, portanto, a divisão do trabalho e as
relações sociais de produção também
o eram.
Segundo Hanna Arendt, pensadora
alemã, os gregos possuíam três
concepções para a idéia de trabalho:
labor, poiesis e práxis
ANTES DO CAPITALISMO
2. O trabalho na sociedade greco-romana
arnaldolemos@uol.com.br
Labor
Poiesis
Práxis
esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo. É
uma atividade passiva e submissa ao ritmo da
natureza(ex. o trabalho do agricultor, o trabalho de parto).
a ênfase recai sobre o fazer, o ato de fabricar, de criar
alguma coisa ou produto através do uso de algum
instrumento ou mesmo das próprias mãos. ( ex. o trabalho
do artesão, do escultor).
atividade que tem a palavra como seu principal
instrumento, isto é, que utiliza o discurso como um meio
para encontrar soluções voltadas para o bem-estar dos
cidadãos. É o espaço da política, da vida publica.
ANTES DO CAPITALISMO
2. O trabalho na sociedade greco-romana
arnaldolemos@uol.com.br
É necessário entender a questão da
escravidão nessas sociedades. O escravo era
sempre alguém inferior por natureza, não
importando que oficio tivesse. Podia-se
encontrar escravos exercendo a medicina. O
escravo era propriedade de seu senhor, para
os romanos era uma coisa(res)
É importante deixar claro que havia uma classe
de ricos e notáveis que se dedicavam a discutir
os assuntos da cidade. Por isso é que a
escravidão era fundamental, pois era o trabalho
escravo que dava o suporte material para que
os cidadãos não precisassem viver do suor do
seu rosto.
ANTES DO CAPITALISMO
2. O trabalho na sociedade greco-romana
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ANTES DO CAPITALISMO
O trabalho na sociedade feudal
Com a decadência da escravidão(alforria
e rebeliões) e a invasão dos “bárbaros”,
há uma transformação nas relações de
trabalho que resultou na estruturação da
sociedade feudal.
A terra é o principal meio de produção
e as relações sociais se desenvolvem
em torno dela. Mas ela não pertence
aos produtores diretos, os
camponeses, mas sim aos senhores
feudais, hierarquizados. Os
camponeses têm direito ao usufruto,
mas nunca à propriedade dela
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ANTES DO CAPITALISMO
Cria-se uma rede de vínculos
pessoais de direitos e deveres
e de honra entre os senhores e
entre estes e os servos. Eram
os servos que realmente
trabalhavam. Os senhores
feudais e o clero viviam do
trabalho dos outros.
O trabalho na sociedade feudal
arnaldolemos@uol.com.br
Havia também o trabalho dos artesãos,
atividades nas cidades e mesmo dentro dos
feudos. Os artesãos se reuniam em
associações chamadas corporações de oficio,
constituída de um mestre, que controlava todo
o trabalho na corporação, os oficiais e os
aprendizes.
Para se compreender o trabalho na Idade
Media, é necessário que se entenda que a
sociedade feudal se caracterizava pela
solidariedade, pelo cumprimento irrestrito dos
compromissos, juramentos e pela presença da
Igreja.
ANTES DO CAPITALISMO
2. O trabalho na sociedade feudal
arnaldolemos@uol.com.br
A Igreja considerava o trabalho
como resultado do pecado
original, o trabalho era visto
como uma tortura (tripalium:
instrumento de tortura).
Trabalho= tripalium=instrumento de tortura
ANTES DO CAPITALISMO
2. O trabalho na sociedade feudal
O trabalho era considerado uma
verdadeira maldição e deveria
existir somente na quantidade
necessária à sobrevivência ,não
tendo nem um valor em si.
arnaldolemos@uol.com.br
Idade
Moderna
Esta concepção vai servir muito bem à burguesia
comercial e depois à industrial
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
A Reforma Protestante alterou o pensamento
cristão sobre o trabalho, considerando-o como
um meio de salvação..
A riqueza em si não é condenável, mas sim o
não-trabalho e a preguiça que ele pode causar.
A burguesia precisava de trabalhadores
dedicados, sóbrios e dóceis em relação às
condições de trabalho e baixos salários.
Mudança na concepção de trabalho
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Idade
Moderna
Est Esta concepção vai servir muito bem à
burguesia comercial e depois à industrial
O Iluminismo : a ideia de transformação
da natureza pela ação dos homens.
através da ciência, da técnica e das artes
mecânicas se pode transformar a natureza
O homem domina a natureza através de seu
trabalho.
arnaldolemos@uol.com.br
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Desagregação da
sociedade feudal
consolidação da
sociedade
capitalista, com
mudanças na ordem
tecnológica,
econômica e social,
com um novo modo
de produção e novas
relações de
produção
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Conseqüências:
A produção agrícola destinada ao
abastecimento de matérias primas
Fluxo migratório para as cidades
industriais,
Expulsão dos camponeses
Inchaço urbano, miséria, mendicância, prostituição,
alcoolismo, promiscuidade, epidemias.
Revolução Industrial
arnaldolemos@uol.com.br
Revolução Industrial
Conseqüências:
O aparecimento de uma nova camada
social, o operariado,
A consciência de classe.
A formação de associações e
sindicatos,
O enriquecimento da burguesia.
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O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Revolução
Industrial
alterou profundamente as condições de vida do
trabalhador braçal
provocou inicialmente um intenso deslocamento da
população rural para as cidades.
Homens, mulheres e crianças eram confinados em
fábricas, minas e oficinas durante jornadas de
trabalho de até 12 e 14 horas, em deploráveis
condições sanitárias e de trabalho
A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar
cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de
trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção,
mas sua produtividade ficava maior
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O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Características do
Capitalismo
propriedade privada
Propriedade privada
Trabalho assalariado
Sistema de troca
Determinada divisão do trabalho
O capitalismo se constituiu na Europa Ocidental. A
Inglaterra é tomada como exemplo de sociedade
capitalista onde se deu a transição do feudalismo para um
novo modo de produção
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Como o trabalho se torna mercadoria.
Do ponto de vista do trabalho, o capitalismo aparece
quando a força de trabalho se torna uma mercadoria que
pode ser comprada e vendida
Para que ele se transforme em mercadoria, é necessário
que o trabalhador seja desvinculado de seus meios de
produção, ficando apenas com a sua força de trabalho
para vender.
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Desvinculação entre o trabalhador e seus meios de produção
Cercamentos de terras comunais
Expropriação dos camponeses
Tráfico de escravos africanos
Exploração das colônias
Conquista e pilhagem,
principalmente de ouro e prata
nas Américas,
Guerra comercial
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Fatores de
transformação
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Resultado desses fatores: acumulação primitiva de capital
Cooperação simples
Manufatura
Maquinofatura
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
PROCESSOS
DE PRODUÇÃO
arnaldolemos@uol.com.br
processo no qual os
trabalhadores ainda mantem a
hierarquia da produção
artesanal.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
O artesão ainda desenvolve todo o
processo produtivo, mas está a
serviço da burguesia.
Cooperação
simples
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Dissolução dos processos de trabalho baseados nos ofícios.
Começa a surgir o trabalho coletivo.
O trabalho artesanal continua sendo a base só que
reorganizado e decomposto através da fragmentação de
suas tarefas, definido assim uma nova divisão de
trabalho.
O artesão torna-se um trabalhador que não possui mais o
entendimento da totalidade do processo de trabalho e
perde também o seu controle
M
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arnaldolemos@uol.com.br
A produção de mercadorias por meio de máquinas reunidas
num mesmo local: a fabrica.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Agora a mecanização independe da destreza manual dos
trabalhadores.
Há uma separação entre a maquina e homem. Este agora
serve à maquina, ela o domina, dá-lhe o ritmo de trabalho.
Ele não precisa um conhecimento especifico sobre algum
oficio, não precisa ter qualificação determinada.
A mecanização revoluciona o modo de produzir
mercadorias: incorpora as habilidades dos trabalhadores
e os subordina às máquinas.
M
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Q
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A
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Trabalho e Capital : uma relação de conflito
A mecanização revoluciona o modo de produzir
mercadorias,não só pelo fato de incorporar as habilidades
dos trabalhadores, mas também porque os subordina à
maquina.
O trabalhador deve apenas ligar a maquina, manuseá-la e regulá-la. Há
uma separação entre a força motriz mecânica e a do homem.
A maquina o domina, dá-lhe o ritmo de trabalho
O trabalhador não necessita ter um conhecimento especifico sobre
algum oficio., não precisa ter uma qualificação
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O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Na maquinofatura surgem o conflito e a contradição entre trabalho
e capital e ai aparece a exploração do trabalhador
Aparentemente é uma relação de iguais: entre os proprietários de
capital e os proprietários da força de trabalho, relação de contrato
Não é o que ocorre no interior da fabrica.
Os trabalhadores não recebem o valor correspondente a seu
trabalho, mas só o necessário para sua sobrevivência.
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Esse é o conceito de mais-valia, diferença entre o valor
incorporado a um bem e a remuneração do trabalho que foi
necessário para sua produção.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Uma parcela significativa do valor-trabalho produzido pelos
trabalhadores é apropriada pelos capitalistas. Esse processo
denomina-se acumulação de capital
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ANÁLISE DA MERCADORIA
Primeiro Modo Hipótese: 08 horas
5. O processo da mais valia
Tempo Necessário:
O tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual
ao valor da força de trabalho
Tempo Excedente:
O tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho:
mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de
trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça
Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda
que pague mais, estará aumentando a mais valia:
Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias
diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia
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Não é essa, porém, para Marx, a característica essencial do
sistema capitalista, mas precisamente a apropriação
privada dessa mais-valia.
A partir dessas considerações, Marx elaborou sua crítica do
capitalismo numa obra que transcendeu os limites da pura
economia e se converteu numa reflexão geral sobre o
homem, a sociedade e a história.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
A maquinofatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar-
se em linhas de montagem
O aperfeiçoamento continuo do sistema de produção deu origem a
uma divisão de trabalho muito bem detalhada que resultou na
diminuição das horas de trabalho
A proposta de Frederick Taylor, expressas no seu livro “Princípios
de organização cientifica, propunha aplicar princípios científicos na
organização do trabalho, buscando maior racionalização do
processo produtivo
Esta proposta foi assimilada por Henry Ford na produção de um
automovel. Surge então a expressão fordismo/taylorismo.
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Taylorismo
Frederick Taylor
1865-1915
Um engenheiro americano chamado Taylor
desenvolveu a "organização científica do
trabalho".
Seu objetivo era elevar ao máximo a
produtividade das fábricas.
Os seus métodos provocaram mudanças
significativas nos processos industriais.
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Taylorismo
As tarefas dos operários deveriam ser simplificadas ao máximo, de
modo que o seu grau de dificuldade fosse o mínimo possível.
O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até que
cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do processo como
um todo
Os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o que
faziam.
Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos era
responsabilidade de uma equipe de engenheiros.
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Fordismo
O método de Taylor foi, posteriormente,
levado às últimas consequências por Henry
Ford.
Henry Ford
1863-1047
Ford criou as linhas de montagem na
sua fábrica de automóveis.
As mudanças introduzidas ´por Ford
visavam a produção em serie de um
produto(o Ford modelo T) para o
consumo de massa.
Foi implantada a jornada de 8 horas de
trabalho por 5 dólares ao dia
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Fordismo
Esta forma de organização de trabalho
passou a ser chamada de fordismo,
expressão nascida de Henry Ford, a partir de
1914, quando ele estruturou na produção de
sua fabrica de automóveis um modelo que
seria seguido por muitas outras industrias..
As mudanças introduzidas ´por Ford
visavam a produção em serie de um produto(
o Ford modelo T) para o consumo de massa.
Foi implantada a jornada de 8 horas de
trabalho por 5 dólares ao dia
arnaldolemos@uol.com.br
A maquinofatura desenvolveu-se e a
produção passou a organizar-se em
linha de montagem.
Significava renda e tempo de lazer
suficientes para o trabalhador suprir
todas as suas necessidades básicas e a
até adquirir um dos automóveis
produzidos na empresa.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Fordismo
O aperfeiçoamento continuo dos
sistemas produtivos deu origem a uma
divisão do trabalho detalhada que
resultou na diminuição de horas de
trabalho.
Iniciou-se a era do
consumismo: produção
em massa para um
consumo em massa
arnaldolemos@uol.com.br
Aumento de produtividade com o uso mais adequado
possível de horas trabalhadas, através do controle das
atividades dos trabalhadores
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Fordismo-Taylorismo
Divisão e parcelamento das tarefas
Mecanização de parte das atividades com a introdução da
linha de montagem
Um sistema de recompensas e punições conforme o
comportamento deles no interior da fabrica
arnaldolemos@uol.com.br
Era extremamente mais fácil treinar operários em tarefas muito
simples do que em tarefas complexas.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Análise critica do Fordismo-Taylorismo
Vantagens
a própria idéia de que a atividade produtiva deve ser objeto de
estudo metódico e racional
Um trabalhador especializado numa pequena operação
podia adquirir habilidade suficiente para faze-la muito
rapidamente
arnaldolemos@uol.com.br
Dois elementos
externos à fabrica
contribuíram
muito para o
sucesso das
medidas
propostas por
Taylor e Ford:
1. o atrelamento do movimento
sindical aos interesses capitalistas.
Apesar dos conflitos, os sindicatos
foram se burocratizando e se
transformaram em imensas
estruturas administrativas, fazendo
concessões aos capitalistas e ao
Estado;
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Análise critica do Fordismo-Taylorismo
Vantagens
arnaldolemos@uol.com.br
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Análise critica do Fordismo-Taylorismo
Vantagens
2. a presença significativa do Estado
criando mecanismos financeiros e
legais para que o consumismo se
tornasse uma pratica cotidiana, bem
como cooptando os sindicatos para que
controlassem politicamente a força de
trabalho.
Dois elementos
externos à
fabrica
contribuíram
muito para o
sucesso das
medidas
propostas por
Taylor e Ford:
arnaldolemos@uol.com.br
Aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os cérebros.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Análise critica do Fordismo-Taylorismo
Desvantagens
Esse método tratava o
trabalhador como se fosse
máquina. Na verdade ele tinha
até menos status que as próprias
máquinas já que tinha que
adaptar o seu ritmo de trabalho
ao dos equipamentos.
arnaldolemos@uol.com.br
Análise crítica do Fordismo-Taylorismo
Desvantagens O trabalhador não se identifica com o produto do seu
esforço.
Como resultado o operário não sentia orgulho
nem entusiasmo pelo seu trabalho..
Um homem que simplesmente fixava para-
lamas não via o automóvel pronto como obra
sua..
Ele não era nem ao menos capaz de entender
o funcionamento do carro. A única coisa que
ele sabia era fixar pára-lamas
Pessoas que não se orgulham do que fazem,
que não veem importância na sua atividade,
dificilmente produzem com qualidade
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
Alheamento
arnaldolemos@uol.com.br
Um enorme potencial estava sendo
desperdiçado ao se impedir que os
operários opinassem sobre o modo
como o trabalho era feito.
Análise critica do Fordismo-Taylorismo
Desvantagens
Mesmo pessoas com pouca
cultura escolar tem bom senso
suficiente para enxergar
problemas simples - que muitas
vezes passam desapercebidos aos
olhos dos engenheiros - e propor
soluções para eles.
O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
arnaldolemos@uol.com.br
TRANSF0R
Nos períodos mais recentes, o
capitalismo vem passando por
nova transformação
Crise do petróleo (1973) :
recessão, busca de novas formas
de elevar a produtividade do
trabalho e expansão dos lucros
Década de 70: nova fase no
processo produtivo capitalista :
pós-fordismo ou processo da
acumulação flexível
arnaldolemos@uol.com.br
Toyotismo
nova fase de expropriação da mão-de-
obra, a chamada acumulação flexível - a
partir do modelo de produção criado
pelos japoneses, toyotismo -
degradação das condições de trabalho,
dos direitos trabalhistas e,
conseqüentemente, dos trabalhadores.
Os princípios ideológicos e
organizacionais do toyotismo passaram a
sustentar as práticas empresariais como
modelo de administração e produção
arnaldolemos@uol.com.br
Flexibilização dos processos de
trabalho, incluindo a automação
Flexibilização e mobilidade dos
mercados de trabalho
Flexibilização dos produtos e
também dos padrões de consumo
O Pós-Fordismo
Características
arnaldolemos@uol.com.br
A
U
T
O
M
A
Ç
Ã
O
Eliminação do controle manual por parte do
trabalhador, o trabalhador só intervém para fazer o
controle e a supervisão
As atividades mecânicas são desenvolvidas por
maquinas automatizadas, programadas para agir sem
intervenção de um operador
O engenheiro que entende de programação eletrônica
e de analise de sistemas passa a ter uma importância
estratégica
Flexibilizaçao do processo de trabalho
arnaldolemos@uol.com.br
A
U
T
O
M
A
Ç
Ã
O
A robótica tecnologia é um componente
novo nas industrias de bem de
consumo duráveis e altera
profundamente as relações de trabalho
Robôs não fazem greve, trabalham
incansavelmente, não exigem maiores
salários e melhores condições de
trabalho e de vida
Novas formas de produção: o
licenciamento de marcas que articulam
varias empresas pequenas e medias em
torno do marketing e do apoio
financeiro de um grande grupo.
Flexibilizaçao do processo de trabalho
arnaldolemos@uol.com.br
Flexibilização dos mercados de trabalho
Tendência de se usar diferentes formas de trabalho: trabalho
domestico e familiar, trabalho autônomo, trabalho temporário, por
hora ou curto prazo
subcontratação
Alta rotatividade da mão de obra,
Baixo nível de sindicalização, enfraquecimento dos sindicatos na
defesa dos direitos trabalhistas.
Terceirização
arnaldolemos@uol.com.br
Flexibilização dos produtos e do consumo
A vida útil dos produtos vai
diminuindo, tornando-se
descartáveis, a propaganda
nos estimula a trocá-los por
novos
arnaldolemos@uol.com.br
O pós- fordismo
Alta rotatividade da mão de obra
Baixo nível de sindicalização
Enfraquecimento dos sindicatos na defesa
dos direitos trabalhistas,
Instabilidade para os trabalhadores,
Desemprego crescente
Tendência a elevar o numero de
trabalhadores através da diminuição das
horas de trabalho semanais: trabalhar
menos horas para que todos possam ter
emprego e renda.
Consequências
arnaldolemos@uol.com.br
Modelos de Produção - Da Segunda Revolução
Industrial à revolução técnico-científica
TAYLORISMO
- Separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos.
- Racionalização da produção.- Controle do tempo.
- Estabelecimento de níveis mínimos de produtividade.
FORDISMO
- Produção e consumo em massa.
- Extrema especialização do trabalho.
- Rígida padronização da produção.- Linha de montagem.
PÓS-FORDISMO-
Estratégias de produção e consumo em escala planetária.- Valorização da
pesquisa científica.- Desenvolvimento de novas tecnologias.- Flexibilização
dos contratos de trabalho.

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  • 2. arnaldolemos@uol.com.br BIBLIOGRAFIA GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed,2005 BRYM, Robert et alii. Sociologia,sua bussola para um novo mundo. S. Paulo: Thomsom Learning, 2007 TOMAZI, Nelson. Iniciação à Sociologia. 2ªedição. S. Paulo: Editora Atual, 2001 CARMO, Paulo Sergio. Sociologia e sociedade pós- industrial. S.Paulo:Ed. Paulus, 2007 OLIVEIRA, Luis Fernandes. Sociologia para os jovens do século XXI. Rio de Janeiro> Ed. Imperial Milenium, 2007
  • 3. arnaldolemos@uol.com.br TRABALHO E SOCIEDADE Pensar sociologicamente o trabalho é pensar como essa atividade humana se desenvolveu e se organizou nas diferentes sociedades O trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas, desde as mais simples, como as de alimento e abrigo, até as mais complexas, como as de lazer e crença, ou seja, necessidades físicas e espirituais. Há vários modos de satisfazer essas necessidades, dependendo de como os homens se organizam em sociedade e de seus valores em relação ao trabalho.
  • 4. arnaldolemos@uol.com.br TRABALHO E SOCIEDADE ANTES DO CAPITALISMO 1. O “trabalho” nas sociedades tribais. Nessas sociedades, não existe a ideia de trabalho como uma coisa separada das outras atividades. As atividades vinculadas à produção estão associadas aos ritos e mitos, ao sistema de parentesco, ás festas, às artes, enfim a toda vida social, econômica, política e religiosa. O trabalho não tem um valor em si, separado de todas as outras coisas.
  • 5. arnaldolemos@uol.com.br Marshall Sahlins, antropólogo norte-americano, chama essas sociedade de “sociedade do lazer” ou “sociedades de abundância” pois elas não só tinham todas as suas necessidades materiais e sociais plenamente satisfeitas, como também dispunham de uma mínimo de horas vinculadas à produção (cerca de três a quatro horas e nem sempre todos os dias). O trabalho nas sociedades tribais ANTES DO CAPITALISMO
  • 6. arnaldolemos@uol.com.br O fato de se dedicar menos tempo às tarefas vinculadas à produção não significa que se tenha uma vida de privações. Ao contrario, essas sociedade viviam muito bem alimentadas. A explicação para o fato de trabalharem muito menos que nós está no modo como se relacionam com a natureza, muito diferente do nosso. A terra é, além de um lugar onde se vive, um valor cultural. Recebem aquilo de que necessitam da “mãe natureza”. Desse modo, não se encontra a ideia de que se deve produzir mais para poupar ou acumular alguma riqueza. A sua riqueza está na vida e na forma como passam os dias. O tempo é utilizado para descansar, divertir-se, dançar, caçar, pescar, plantar, colher e para o cumprimento das obrigações rituais. ANTES DO CAPITALISMO O trabalho nas sociedades tribais
  • 7. arnaldolemos@uol.com.br Segundo a antropólogo francês, Pierre Clastres,quando, nessas sociedades, aquilo que chamamos de “econômico” se torna uma área autônoma, ou seja, desligado de outras esferas da vida e portanto alienado, contabilizado e imposto por aqueles que querem aproveitar do produto do trabalho, é sinal de que essas sociedade tornaram-se divididas entre dominantes e dominados. Descaracterizam-se totalmente. ANTES DO CAPITALISMO O trabalho nas sociedades tribais
  • 8. arnaldolemos@uol.com.br Os gregos utilizavam vários termos para designar o que hoje entendemos por trabalho. Além disso, a organização da sociedade greco- romana era também diversa da nossa e, portanto, a divisão do trabalho e as relações sociais de produção também o eram. Segundo Hanna Arendt, pensadora alemã, os gregos possuíam três concepções para a idéia de trabalho: labor, poiesis e práxis ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana
  • 9. arnaldolemos@uol.com.br Labor Poiesis Práxis esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo. É uma atividade passiva e submissa ao ritmo da natureza(ex. o trabalho do agricultor, o trabalho de parto). a ênfase recai sobre o fazer, o ato de fabricar, de criar alguma coisa ou produto através do uso de algum instrumento ou mesmo das próprias mãos. ( ex. o trabalho do artesão, do escultor). atividade que tem a palavra como seu principal instrumento, isto é, que utiliza o discurso como um meio para encontrar soluções voltadas para o bem-estar dos cidadãos. É o espaço da política, da vida publica. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana
  • 10. arnaldolemos@uol.com.br É necessário entender a questão da escravidão nessas sociedades. O escravo era sempre alguém inferior por natureza, não importando que oficio tivesse. Podia-se encontrar escravos exercendo a medicina. O escravo era propriedade de seu senhor, para os romanos era uma coisa(res) É importante deixar claro que havia uma classe de ricos e notáveis que se dedicavam a discutir os assuntos da cidade. Por isso é que a escravidão era fundamental, pois era o trabalho escravo que dava o suporte material para que os cidadãos não precisassem viver do suor do seu rosto. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade greco-romana
  • 11. arnaldolemos@uol.com.br ANTES DO CAPITALISMO O trabalho na sociedade feudal Com a decadência da escravidão(alforria e rebeliões) e a invasão dos “bárbaros”, há uma transformação nas relações de trabalho que resultou na estruturação da sociedade feudal. A terra é o principal meio de produção e as relações sociais se desenvolvem em torno dela. Mas ela não pertence aos produtores diretos, os camponeses, mas sim aos senhores feudais, hierarquizados. Os camponeses têm direito ao usufruto, mas nunca à propriedade dela
  • 12. arnaldolemos@uol.com.br ANTES DO CAPITALISMO Cria-se uma rede de vínculos pessoais de direitos e deveres e de honra entre os senhores e entre estes e os servos. Eram os servos que realmente trabalhavam. Os senhores feudais e o clero viviam do trabalho dos outros. O trabalho na sociedade feudal
  • 13. arnaldolemos@uol.com.br Havia também o trabalho dos artesãos, atividades nas cidades e mesmo dentro dos feudos. Os artesãos se reuniam em associações chamadas corporações de oficio, constituída de um mestre, que controlava todo o trabalho na corporação, os oficiais e os aprendizes. Para se compreender o trabalho na Idade Media, é necessário que se entenda que a sociedade feudal se caracterizava pela solidariedade, pelo cumprimento irrestrito dos compromissos, juramentos e pela presença da Igreja. ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade feudal
  • 14. arnaldolemos@uol.com.br A Igreja considerava o trabalho como resultado do pecado original, o trabalho era visto como uma tortura (tripalium: instrumento de tortura). Trabalho= tripalium=instrumento de tortura ANTES DO CAPITALISMO 2. O trabalho na sociedade feudal O trabalho era considerado uma verdadeira maldição e deveria existir somente na quantidade necessária à sobrevivência ,não tendo nem um valor em si.
  • 15. arnaldolemos@uol.com.br Idade Moderna Esta concepção vai servir muito bem à burguesia comercial e depois à industrial O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA A Reforma Protestante alterou o pensamento cristão sobre o trabalho, considerando-o como um meio de salvação.. A riqueza em si não é condenável, mas sim o não-trabalho e a preguiça que ele pode causar. A burguesia precisava de trabalhadores dedicados, sóbrios e dóceis em relação às condições de trabalho e baixos salários. Mudança na concepção de trabalho
  • 16. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Idade Moderna Est Esta concepção vai servir muito bem à burguesia comercial e depois à industrial O Iluminismo : a ideia de transformação da natureza pela ação dos homens. através da ciência, da técnica e das artes mecânicas se pode transformar a natureza O homem domina a natureza através de seu trabalho.
  • 17. arnaldolemos@uol.com.br REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Desagregação da sociedade feudal consolidação da sociedade capitalista, com mudanças na ordem tecnológica, econômica e social, com um novo modo de produção e novas relações de produção
  • 18. arnaldolemos@uol.com.br Conseqüências: A produção agrícola destinada ao abastecimento de matérias primas Fluxo migratório para as cidades industriais, Expulsão dos camponeses Inchaço urbano, miséria, mendicância, prostituição, alcoolismo, promiscuidade, epidemias. Revolução Industrial
  • 19. arnaldolemos@uol.com.br Revolução Industrial Conseqüências: O aparecimento de uma nova camada social, o operariado, A consciência de classe. A formação de associações e sindicatos, O enriquecimento da burguesia.
  • 20. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal provocou inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Homens, mulheres e crianças eram confinados em fábricas, minas e oficinas durante jornadas de trabalho de até 12 e 14 horas, em deploráveis condições sanitárias e de trabalho A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas sua produtividade ficava maior
  • 21. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Características do Capitalismo propriedade privada Propriedade privada Trabalho assalariado Sistema de troca Determinada divisão do trabalho O capitalismo se constituiu na Europa Ocidental. A Inglaterra é tomada como exemplo de sociedade capitalista onde se deu a transição do feudalismo para um novo modo de produção
  • 22. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Como o trabalho se torna mercadoria. Do ponto de vista do trabalho, o capitalismo aparece quando a força de trabalho se torna uma mercadoria que pode ser comprada e vendida Para que ele se transforme em mercadoria, é necessário que o trabalhador seja desvinculado de seus meios de produção, ficando apenas com a sua força de trabalho para vender.
  • 23. arnaldolemos@uol.com.br Desvinculação entre o trabalhador e seus meios de produção Cercamentos de terras comunais Expropriação dos camponeses Tráfico de escravos africanos Exploração das colônias Conquista e pilhagem, principalmente de ouro e prata nas Américas, Guerra comercial O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fatores de transformação
  • 24. arnaldolemos@uol.com.br Resultado desses fatores: acumulação primitiva de capital Cooperação simples Manufatura Maquinofatura O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA PROCESSOS DE PRODUÇÃO
  • 25. arnaldolemos@uol.com.br processo no qual os trabalhadores ainda mantem a hierarquia da produção artesanal. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA O artesão ainda desenvolve todo o processo produtivo, mas está a serviço da burguesia. Cooperação simples
  • 26. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Dissolução dos processos de trabalho baseados nos ofícios. Começa a surgir o trabalho coletivo. O trabalho artesanal continua sendo a base só que reorganizado e decomposto através da fragmentação de suas tarefas, definido assim uma nova divisão de trabalho. O artesão torna-se um trabalhador que não possui mais o entendimento da totalidade do processo de trabalho e perde também o seu controle M A N U F A T U R A
  • 27. arnaldolemos@uol.com.br A produção de mercadorias por meio de máquinas reunidas num mesmo local: a fabrica. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Agora a mecanização independe da destreza manual dos trabalhadores. Há uma separação entre a maquina e homem. Este agora serve à maquina, ela o domina, dá-lhe o ritmo de trabalho. Ele não precisa um conhecimento especifico sobre algum oficio, não precisa ter qualificação determinada. A mecanização revoluciona o modo de produzir mercadorias: incorpora as habilidades dos trabalhadores e os subordina às máquinas. M A Q U I N O F A T U R A
  • 28. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Trabalho e Capital : uma relação de conflito A mecanização revoluciona o modo de produzir mercadorias,não só pelo fato de incorporar as habilidades dos trabalhadores, mas também porque os subordina à maquina. O trabalhador deve apenas ligar a maquina, manuseá-la e regulá-la. Há uma separação entre a força motriz mecânica e a do homem. A maquina o domina, dá-lhe o ritmo de trabalho O trabalhador não necessita ter um conhecimento especifico sobre algum oficio., não precisa ter uma qualificação
  • 29. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Na maquinofatura surgem o conflito e a contradição entre trabalho e capital e ai aparece a exploração do trabalhador Aparentemente é uma relação de iguais: entre os proprietários de capital e os proprietários da força de trabalho, relação de contrato Não é o que ocorre no interior da fabrica. Os trabalhadores não recebem o valor correspondente a seu trabalho, mas só o necessário para sua sobrevivência.
  • 30. arnaldolemos@uol.com.br Esse é o conceito de mais-valia, diferença entre o valor incorporado a um bem e a remuneração do trabalho que foi necessário para sua produção. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Uma parcela significativa do valor-trabalho produzido pelos trabalhadores é apropriada pelos capitalistas. Esse processo denomina-se acumulação de capital
  • 31. arnaldolemos@uol.com.br ANÁLISE DA MERCADORIA Primeiro Modo Hipótese: 08 horas 5. O processo da mais valia Tempo Necessário: O tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: O tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia: Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia
  • 32. arnaldolemos@uol.com.br Não é essa, porém, para Marx, a característica essencial do sistema capitalista, mas precisamente a apropriação privada dessa mais-valia. A partir dessas considerações, Marx elaborou sua crítica do capitalismo numa obra que transcendeu os limites da pura economia e se converteu numa reflexão geral sobre o homem, a sociedade e a história. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
  • 33. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA A maquinofatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar- se em linhas de montagem O aperfeiçoamento continuo do sistema de produção deu origem a uma divisão de trabalho muito bem detalhada que resultou na diminuição das horas de trabalho A proposta de Frederick Taylor, expressas no seu livro “Princípios de organização cientifica, propunha aplicar princípios científicos na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo Esta proposta foi assimilada por Henry Ford na produção de um automovel. Surge então a expressão fordismo/taylorismo.
  • 34. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Taylorismo Frederick Taylor 1865-1915 Um engenheiro americano chamado Taylor desenvolveu a "organização científica do trabalho". Seu objetivo era elevar ao máximo a produtividade das fábricas. Os seus métodos provocaram mudanças significativas nos processos industriais.
  • 35. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Taylorismo As tarefas dos operários deveriam ser simplificadas ao máximo, de modo que o seu grau de dificuldade fosse o mínimo possível. O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até que cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do processo como um todo Os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o que faziam. Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos era responsabilidade de uma equipe de engenheiros.
  • 36. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo O método de Taylor foi, posteriormente, levado às últimas consequências por Henry Ford. Henry Ford 1863-1047 Ford criou as linhas de montagem na sua fábrica de automóveis. As mudanças introduzidas ´por Ford visavam a produção em serie de um produto(o Ford modelo T) para o consumo de massa. Foi implantada a jornada de 8 horas de trabalho por 5 dólares ao dia
  • 37. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo Esta forma de organização de trabalho passou a ser chamada de fordismo, expressão nascida de Henry Ford, a partir de 1914, quando ele estruturou na produção de sua fabrica de automóveis um modelo que seria seguido por muitas outras industrias.. As mudanças introduzidas ´por Ford visavam a produção em serie de um produto( o Ford modelo T) para o consumo de massa. Foi implantada a jornada de 8 horas de trabalho por 5 dólares ao dia
  • 38. arnaldolemos@uol.com.br A maquinofatura desenvolveu-se e a produção passou a organizar-se em linha de montagem. Significava renda e tempo de lazer suficientes para o trabalhador suprir todas as suas necessidades básicas e a até adquirir um dos automóveis produzidos na empresa. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo O aperfeiçoamento continuo dos sistemas produtivos deu origem a uma divisão do trabalho detalhada que resultou na diminuição de horas de trabalho. Iniciou-se a era do consumismo: produção em massa para um consumo em massa
  • 39. arnaldolemos@uol.com.br Aumento de produtividade com o uso mais adequado possível de horas trabalhadas, através do controle das atividades dos trabalhadores O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Fordismo-Taylorismo Divisão e parcelamento das tarefas Mecanização de parte das atividades com a introdução da linha de montagem Um sistema de recompensas e punições conforme o comportamento deles no interior da fabrica
  • 40. arnaldolemos@uol.com.br Era extremamente mais fácil treinar operários em tarefas muito simples do que em tarefas complexas. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens a própria idéia de que a atividade produtiva deve ser objeto de estudo metódico e racional Um trabalhador especializado numa pequena operação podia adquirir habilidade suficiente para faze-la muito rapidamente
  • 41. arnaldolemos@uol.com.br Dois elementos externos à fabrica contribuíram muito para o sucesso das medidas propostas por Taylor e Ford: 1. o atrelamento do movimento sindical aos interesses capitalistas. Apesar dos conflitos, os sindicatos foram se burocratizando e se transformaram em imensas estruturas administrativas, fazendo concessões aos capitalistas e ao Estado; O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens
  • 42. arnaldolemos@uol.com.br O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Vantagens 2. a presença significativa do Estado criando mecanismos financeiros e legais para que o consumismo se tornasse uma pratica cotidiana, bem como cooptando os sindicatos para que controlassem politicamente a força de trabalho. Dois elementos externos à fabrica contribuíram muito para o sucesso das medidas propostas por Taylor e Ford:
  • 43. arnaldolemos@uol.com.br Aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os cérebros. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Análise critica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens Esse método tratava o trabalhador como se fosse máquina. Na verdade ele tinha até menos status que as próprias máquinas já que tinha que adaptar o seu ritmo de trabalho ao dos equipamentos.
  • 44. arnaldolemos@uol.com.br Análise crítica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens O trabalhador não se identifica com o produto do seu esforço. Como resultado o operário não sentia orgulho nem entusiasmo pelo seu trabalho.. Um homem que simplesmente fixava para- lamas não via o automóvel pronto como obra sua.. Ele não era nem ao menos capaz de entender o funcionamento do carro. A única coisa que ele sabia era fixar pára-lamas Pessoas que não se orgulham do que fazem, que não veem importância na sua atividade, dificilmente produzem com qualidade O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA Alheamento
  • 45. arnaldolemos@uol.com.br Um enorme potencial estava sendo desperdiçado ao se impedir que os operários opinassem sobre o modo como o trabalho era feito. Análise critica do Fordismo-Taylorismo Desvantagens Mesmo pessoas com pouca cultura escolar tem bom senso suficiente para enxergar problemas simples - que muitas vezes passam desapercebidos aos olhos dos engenheiros - e propor soluções para eles. O TRABALHO NA SOCIEDADE CAPITALISTA
  • 46. arnaldolemos@uol.com.br TRANSF0R Nos períodos mais recentes, o capitalismo vem passando por nova transformação Crise do petróleo (1973) : recessão, busca de novas formas de elevar a produtividade do trabalho e expansão dos lucros Década de 70: nova fase no processo produtivo capitalista : pós-fordismo ou processo da acumulação flexível
  • 47. arnaldolemos@uol.com.br Toyotismo nova fase de expropriação da mão-de- obra, a chamada acumulação flexível - a partir do modelo de produção criado pelos japoneses, toyotismo - degradação das condições de trabalho, dos direitos trabalhistas e, conseqüentemente, dos trabalhadores. Os princípios ideológicos e organizacionais do toyotismo passaram a sustentar as práticas empresariais como modelo de administração e produção
  • 48. arnaldolemos@uol.com.br Flexibilização dos processos de trabalho, incluindo a automação Flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho Flexibilização dos produtos e também dos padrões de consumo O Pós-Fordismo Características
  • 49. arnaldolemos@uol.com.br A U T O M A Ç Ã O Eliminação do controle manual por parte do trabalhador, o trabalhador só intervém para fazer o controle e a supervisão As atividades mecânicas são desenvolvidas por maquinas automatizadas, programadas para agir sem intervenção de um operador O engenheiro que entende de programação eletrônica e de analise de sistemas passa a ter uma importância estratégica Flexibilizaçao do processo de trabalho
  • 50. arnaldolemos@uol.com.br A U T O M A Ç Ã O A robótica tecnologia é um componente novo nas industrias de bem de consumo duráveis e altera profundamente as relações de trabalho Robôs não fazem greve, trabalham incansavelmente, não exigem maiores salários e melhores condições de trabalho e de vida Novas formas de produção: o licenciamento de marcas que articulam varias empresas pequenas e medias em torno do marketing e do apoio financeiro de um grande grupo. Flexibilizaçao do processo de trabalho
  • 51. arnaldolemos@uol.com.br Flexibilização dos mercados de trabalho Tendência de se usar diferentes formas de trabalho: trabalho domestico e familiar, trabalho autônomo, trabalho temporário, por hora ou curto prazo subcontratação Alta rotatividade da mão de obra, Baixo nível de sindicalização, enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas. Terceirização
  • 52. arnaldolemos@uol.com.br Flexibilização dos produtos e do consumo A vida útil dos produtos vai diminuindo, tornando-se descartáveis, a propaganda nos estimula a trocá-los por novos
  • 53. arnaldolemos@uol.com.br O pós- fordismo Alta rotatividade da mão de obra Baixo nível de sindicalização Enfraquecimento dos sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas, Instabilidade para os trabalhadores, Desemprego crescente Tendência a elevar o numero de trabalhadores através da diminuição das horas de trabalho semanais: trabalhar menos horas para que todos possam ter emprego e renda. Consequências
  • 54. arnaldolemos@uol.com.br Modelos de Produção - Da Segunda Revolução Industrial à revolução técnico-científica TAYLORISMO - Separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos. - Racionalização da produção.- Controle do tempo. - Estabelecimento de níveis mínimos de produtividade. FORDISMO - Produção e consumo em massa. - Extrema especialização do trabalho. - Rígida padronização da produção.- Linha de montagem. PÓS-FORDISMO- Estratégias de produção e consumo em escala planetária.- Valorização da pesquisa científica.- Desenvolvimento de novas tecnologias.- Flexibilização dos contratos de trabalho.