Septicemia

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Septicemia

  1. 1. <ul><li>Sepse ou septicemia </li></ul><ul><li>Embora o sangue normalmente seja estéril, números moderados de microorganismos podem penetrar na corrente sanguínea sem causar danos. </li></ul><ul><li>O sangue e a linfa contém numerosas células fagociticas defensoras, além disso o sangue é pobre em ferro, que é necessário para o crecimento bacteriano. </li></ul><ul><li>Contudo se as defesas dos sistemas cardiovascular e linfático falham os microorganismos podem sofrer proliferação descontrolado no sangue, uma condição hamada de septicemia ou sepse. </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Bacteremia> presença de bactérias no sangue </li></ul><ul><li>Sepse( termo grego estragado ou podre) > multiplicação rápida das bactérias no sangue </li></ul><ul><li>Linfangite > vasos linfáricos inflamados visíveis como linhas vermelhas sobre a pele. Algumas vezes as linhas terminam em um linfonodo, onde as células fagocitárias fixas tentam parar os microorganismos invasores. </li></ul>Bacteremia x Sepse
  3. 3. <ul><li>Se as defesas do organismo são insuficientemente velozes para controlar a invasão da corrente sanguínea pelas bactérias patogênicas, sua proliferação pode acelerar rapidamente, com resultados que são frequentemente fatais. </li></ul>
  4. 4. Definição Sepse Resposta inflamatória sistêmica à infecção, associada com hemocultura positiva. Manifestada por duas ou mais das seguintes condições: Sepse: Febre, calafrios e respiração e freqüência cardíaca acelerada. Sepse severa: Queda da pressão sanguínea e disfunção de pelo menos um órgão. Choque séptico: É o estágio final, quando a pressão sanguínea não pode mais ser controlada, apresentando risco de vida.
  5. 5. Infecções Hospitalares ( 5 a 17% dos pacientes hospitalizados e (UTIs)as taxas de prevalência são ainda mais elevadas ( procedimentos invasivos cateteres tubos de alimentação intravenosa) custos e mortalidade <ul><li>Países em desenvolvimento </li></ul><ul><li>inexistência de laboratórios </li></ul><ul><li>a prática de terapêutica antimicrobiana empírica </li></ul><ul><li>maior freqüência dessas infecções bem como de fenótipos de resistência dos microrganismos associados (JUNIOR, et al., 2003). </li></ul>
  6. 6. Infecções Hospitalares <ul><li>UTIs afetam cerca de 30% dos pacientes,estando associadas com uma maior morbimortalidade,( 9 e 37%) Europa e nos Estados Unidos (2003). </li></ul><ul><li>pneumonias (46,9%); </li></ul><ul><li>infecções urinárias (17,9%) </li></ul><ul><li>infecções de corrente sanguínea (12%). </li></ul>Pacientes críticos <ul><li>EUA (500mil casos de choque séptico a cada ano. </li></ul><ul><li>Um terço dos pacientes morre em um mês e quase a metade morre em seis meses. </li></ul>
  7. 7. Tipos de sepse <ul><li>Sepse Gram-negativa </li></ul><ul><li>Sepse Gram-positiva </li></ul><ul><li>Sepse Puerperal </li></ul>
  8. 8. Sepse gram-negativas <ul><li>Maiores responsáveis > ocorrência de Choque séptico </li></ul><ul><li>Choque endotóxico > secreção de citocinas pelos macrófagos. A fagocitose de bactérias gram-negativas faz o fagócito secretar um polipeptídeo denominado fator de necrose tumoral (TNF), ou caquetina. Este liga-se a muitos tecidos no corpo e altera o metabolismo. Um dos efeitos é lesar os capilares sanguineos, aumentando a sua permeabilidade, perdendo grande quantidade de líquidos, resultando a uma queda na pressão arterial que leva ao choque. A pressão arterial baixa tem efeitos sérios nos rins, pulmões e no trato gastrointestinal. </li></ul><ul><li>Paredes celulares contém endotoxinas liberadas quando ocorre a lise celular> causando queda brusca na pressão sanguínea> choque. </li></ul><ul><li>1 milionésimo de mg de endotoxina é suficiente. </li></ul>
  9. 9. Bactéria gram-negativas <ul><li>Enterobacteriaceae </li></ul><ul><li>Pseudomonas </li></ul><ul><li>Haemophilus spp </li></ul>
  10. 10. Pseudomonas <ul><li>Gram-negativa </li></ul><ul><li>Testes: - Teste da catalase - Teste de oxidase </li></ul><ul><li>meios de cultura: </li></ul><ul><li>cultura aeróbico em placas, como placa de ágar MacConkey, meios de comunicação da placa de ágar sangue ou diferencial </li></ul><ul><li>Catalase e oxidase positiva ETI médio não mudar de cor (K/K/g-/H2S-) </li></ul><ul><li>colônias incolores em plateColonies MacConkey cultivadas em ágar sangue. </li></ul><ul><li>antibióticos : - Aminoglicosídeos - Quinolonas (ciprofloxacina) - Cefalosporinas ceftazidima e cefoperazona </li></ul>
  11. 11. Haemophilus spp <ul><li>Descrição: </li></ul><ul><li>-não móveis; gram negativos e cocobacilos -Encontrado no sistema respiratório superior de humanos </li></ul><ul><li>- Das principais causas de infecções no baixo trato respiratório, associadas com pneumonia </li></ul><ul><li>Microscópico: </li></ul><ul><li>Gram: coccobacilli Gram negativas, sem nenhum acordo específico (manchada de rosa) </li></ul><ul><li>Meio de cultura: </li></ul><ul><li>1) Agar chocolate (com fator X heme e do fator V (NAD)): Flat, castanho-acinzentado colônias com diâmetros de 1-2mm </li></ul><ul><li>Testes </li></ul><ul><li>1) Teste da catalase: catalase-positivos </li></ul><ul><li>2) Oxidase teste: Oxidase positiva </li></ul><ul><li>Antibióticos: </li></ul><ul><li>Ampicilina amoxicilina (ou) se β-lactamase-negativo; cefotaxima (IV) ou ceftriaxona </li></ul>Haemophilus influenzae on chocolate agar                                        
  12. 12. Hemophilus influenzae tipo b <ul><li>Bactéria gram-negativa </li></ul><ul><li>Invade o líquido cerebrospinal > a liberação de IL-1 e TNF(fator de necrose tumoral), > enfraquecimento na barreira hematoencefálica> permitindo as células fagocitárias entrarem juntamente com mais bactérias provenientes da corrente sanguínea. </li></ul>
  13. 13. Sepse gram-positiva <ul><li>Síndrome do choque tóxico> crescimento estafilocócico > tampão vaginal por muito tempo > liberação de toxinas; não menstrual (cirurgia nasal, e em mulheres que acabaram de dar a luz) </li></ul><ul><li>Os componentes que levam ao choque séptico neste caso não são conhecidos com certeza. </li></ul><ul><li>As possíveis fontes são fragmentos variados da parede celular gram-positiva ou até mesmo DNA bacteriano. </li></ul>
  14. 14. Microorganismos gram-positivos <ul><li>Staphylococcus aureus </li></ul><ul><li>Estafilococos coagulase-negativos </li></ul><ul><li>Enterococos </li></ul><ul><li>Streptococcus pneumoniae </li></ul>
  15. 15. Staphylococcus aureus <ul><li>Meio de cultura: </li></ul><ul><li>Ágar-sangue: colônias amarelas ou ouro </li></ul><ul><li>Microscopia: </li></ul><ul><li>cocos gram-positivos em aglomerados </li></ul><ul><li>Testes: </li></ul><ul><li>catalase positiva </li></ul><ul><li>coagulase positiva </li></ul><ul><li>Antibióticos: </li></ul><ul><li>Suscetíveis à penicilina G, nafcilina e vancomicina </li></ul>
  16. 16. Streptococcus pneumoniae <ul><li>Teste de identificação: </li></ul><ul><li>Cultura Gram mancha, Microscopia Teste e Catalase </li></ul><ul><li>Experimento: </li></ul><ul><li>Lactose-fermentação (colônias amarelas CLED); Pequeno, colônias brancas na BAP Hemólise: α- hemolítico: Streptococcus pneumoniae β- hemolíticos: Streptococcus grupo A, B etc Não-hemolítica: Por exemplo Enterococcus spp. (Aparência greyer) </li></ul><ul><li>Gram-positivos Teste de catalase >Negativo </li></ul><ul><li>Antibiótico: </li></ul><ul><li>Penicilina Eryhromycin Aminoglycoside </li></ul>
  17. 17. Sepse Puerperal <ul><li>Febre puerperal ou febre do parto > infecção hospitalar. </li></ul><ul><li>Strepttococcus pyogenes> um estreptococo beta-hemolítico do grupo A. </li></ul><ul><li>Inicial infecção do útero> como resultado parto ou aborto> segue infecção da cavidade abdominal (peritonite)> sepse. </li></ul><ul><li>Paris> (1861 e 1864) >9.886 mulheres que deram a luz, 1.226 (12%) morreram </li></ul>
  18. 18. Sepse <ul><li>Causada ainda por: </li></ul><ul><li>Fungos </li></ul><ul><li>Polimicrobianas </li></ul><ul><li>Patógenos Clássicos: Neisseria meningitidis ; S. pneumoniae; H influenzae e Streptococcus pyogenes </li></ul>
  19. 19. Sistema de defesa???? <ul><li>As endotoxinas não promovem a formação de antitoxinas efetivas contra o componente carboidrato de uma endotoxina. </li></ul><ul><li>Anticorpos são produzidos, mas eles não tendem a conter o efeito da toxina, em alguns casos aumentando o seu efeito. </li></ul>
  20. 20. Exames laboratorias <ul><li>Endotoxinas: </li></ul><ul><li>Lisado de amebócitos Limulus (LAL)> detecta mesmo quantidades diminutas de endotoxinas; </li></ul><ul><li>Hemolinfa (caranguejo) > Limulus polyphemus que contém leucócitos denominados amebócitos, que possuem grande quantidade de uma proteína (lisado) que causa coagulação. Na presença de endotoxina, os amebócitos da hemolinfa do caranguejo são lisados e liberam sua proteína coagulante. O coágulo gelatinoso resultante (preciptado) é um resultado positivo para a endotoxina. O grau da reação é medida por espectrofotômetro (turbidez). </li></ul>
  21. 21. Tratamento gram-negativas <ul><li>Antibióticos> causam a lise celular> maior liberação de endotoxinas> agravando o quadro do paciente. </li></ul><ul><li>Drotrecogina alfa (Xigris)> versão geneticamente alterada da proteína C humana ativada> anticoagulante> impedindo a lesão de órgãos. ( cara e eficaz p/ sepse gram-negativa e da meningite meningocócica). </li></ul>
  22. 22. Tratamento Sepse Puerperal <ul><li>Antibióticos especialmente a penicilina </li></ul><ul><li>Práticas de higiene modernas. </li></ul><ul><li>Tornou-se uma complicação rara do parto </li></ul>
  23. 23. Referências <ul><li>http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&q=conceito+sepse&lr=lang_pt </li></ul><ul><li>http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.com/_NgfUiPEwZDc/R1w2wW8TCuI/AAAAAAAAAH0/_WSiG5IbewI/s400/13-12-HICH.gif&imgrefurl=http://bmtjournal.blogspot.com/&usg=__N-qzx305o2pBXWBFDpqqn80YVAg=&h=302&w=271&sz=42&hl=pt-BR&start=40&tbnid=ChPKl2M0cj3QjM:&tbnh=116&tbnw=104&prev=/images%3Fq%3DHaemophilus%2Bspp%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D20 </li></ul><ul><li>Harrison , MEDICINA INTERNA . Volume II , 16ª edição </li></ul><ul><li>Tortora et all, MICROBIOLOGIA, 8ª edição, Artmed Editora. </li></ul>

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