Antibióticos - Seminario UFPB - Prof Evanizio Roque

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Antibióticos: Cloranfenicol, aminoglicosídeos, macrolídeos, tetraciclinas, metronidazol, lincosaminas

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  • Existem três mecanismos reconhecidos de resistência bacteriana aos aminoglicosídeos: ↑
    O desenvolvimento da resistência durante o tratamento é raro.
  • Pouco absorvíveis por via oral, sendo utilizados por esta via somente para a descontaminação da flora intestinal (neomicina).
    Os níveis séricos máximos são obtidos após 60 a 90 minutos, por via intramuscular, e em infusões intravenosas por 30 minutos.
    Sua atividade bactericida está relacionada ao seu pico sérico, ou seja, quanto maior a concentração da droga mais rápida e maior o efeito bactericida, mostrando ainda importante atividade bacteriostática residual, principalmente quando do uso concomitante com antimicrobianos ß-lactâmicos.
    Distribuem-se bem no líquido extracelular, porém a concentração intracelular é pequena, por necessitarem de transporte ativo para sua absorção.
    Exceção são as células tubulares renais proximais onde fazem com que a urina atinja concentrações 25 a 100 vezes a sérica.
    A penetração nas secreções pulmonares alcança 20% da concentração sérica, também é baixa a penetração em liquor, exceto em recém-nascidos. São eliminados quase que inalterados por filtração glomerular.
  • Nefrotoxicidade Todos os aminoglicosídeos são potencialmente nefrotóxicos. Manifesta-se clinicamente após 7 a 10 dias de tratamento como uma insuficiência renal aguda do tipo não oligúrica, por necrose tubular aguda.  Há reversibilidade da função renal com a interrupção do tratamento. Fatores de risco incluem: uso concomitante de outras drogas nefrotóxicas, idade avançada, doença hepática subjacente, uso prévio de aminoglicosídeos e estados hipovolêmicos.

    Ototoxicidade É relativamente incomum, porém importante por sua irreversibilidade podendo ocorrer mesmo após a interrupção da droga.

    Paralisia neuromuscular É complicação rara, sendo vista em situações especiais, como na absorção de altas doses intra-peritoneais ou de infusões rápidas do medicamento. Alguns pacientes estão mais susceptíveis a esta complicação, como aqueles que usaram curarizantes, ou pacientes com miastenia gravis, hipocalcemia, hiperfosfatemia, botulismo, nos quais os aminoglicosídeos não devem ser utilizados. O tratamento é feito com administração de gluconato de cálcio.
  • Essa classe permaneceu muito tempo somente com drogas naturais, por sua formula de dificil manipulacao, cuja droga padrao eh a eritromicina. Apenas mais recentemente se conseguiu realizar modificacoes no nucleo central macrociclico da eritromicina e surgiram os antibioticos semi sinteticos.
  • Gram-positivos: estafilococos, estrepto, clostridios, listeria, corinebacterias
    Cocos gram negativos: gonococo, meningococo
    Espiroquetas (treponemas, leptospiras)

    Azitromicina possui espectro mais amplo, contra gram negativos, tem melhor farmacocinetica e tolorancia. eh menos potente contra estrepto, estafilo, listeria e corinebacterias, mas em compensacao tem maior acao contra gram negativos.
  • Enterobacterias sao naturalmente resistentes por nao serem permeaveis a esses antibioticos

    Adquirida - especialmente em ambiente hospitalar
    Modificacoes na subunidade 50s, de tal maneira que o antibiotico nao eh mais capaz de se ligar ao seu receptor e alterar a sintese proteica
    Alem disso, pode haver tambem diminuicao da permeabilidade da celula ao antibiotico e inativacao enzimatica
  • Tem absorcao reduzida quando administrada junto a alimentos porque torna o esvaziamento gastrico mais lento, sujeitando o antibiotico ao contato mais prolongado com o meio acido, facilitando sua inativacao. Recomenda-se administrar longe da alimentacao

    Pode ser usada em doses e intervalos normais em pacts renais e nao eh recomendada em insuf hepatica grave
  • As tetraciclinas entram por difusão, com gasto de energia. Ligam-se de forma reversível as porção 30S, bloqueando a ligação do RNAt, impedindo a síntese.
  • Foi usada pela primeira vez em 1959 para tratamento de infecções por Trichomonas Vaginalis e depois se verificou que era eficaz contra a maioria das infecções por bactérias anaeróbias e outras infecções parasitológicas.
  • Bactérias anaeróbias – não crescem em ambientes com oxigênio e na presença dele podem morrem
    Bactérias microarófilas – crescem com muito pouco oxigênio, mas não toleram a quantidade normal
  • Atividade redutora – na redução do grupo nitro da droga
    O metronidazol atua como aceptor preferencial de elétrons, sendo redutozido por proteínas transportadoras de elétrons de baixo potencial redox.
    A redução da droga reduz a concentração intracelular da droga inalterada, o que mantém um gradiente que impede a captação e a gera compostos que são tóxicos para célula bacteriana.
    A toxicidade é exercida por compostos intermediários, de vida curta, ou por radicais livres que produzem lesões devido à interação com o DNA e possivelmente com outras macromoléculas. Os intermediários citotóxicos se decompõem em produtos finais atóxicos e inativos como acetamida e ácido 2-hidroetiloxâmico.
    O derivado hidroxi do metronidazol possui significativa atividade anti

    Após a entrada na célula, por difusão passiva, o antimicrobiano é ativado por um processo de redução. O grupo nitro da droga atua como receptor de elétrons, levando à liberação de compostos tóxicos e radicais livres que atuam no DNA, inativando-o e impedindo a síntese enzimática das bactérias.
    As bactérias aeróbicas não possuem enzimas que reduzam a droga, e não formam portanto, os compostos tóxicos intermediários com atividade antibacteriana.
     Início rápido
    NÃO é afetada pelo tamanho do inóculo, pelas necessidades nutritivas ou pela taxa de crescimento das bactérias
  • Diarreia e Colite pseudomembranosa por Clostridium dificile + vancomicina
    Erradicação do H. pylori na úlcera péptica + claritromicina + omeprazol + sais de bismuto
    Na rosácea se usa o metronidazol tópico
    E na doença de crohn é para evitar o super crescimento bacteriano e nas fístulas perianais
  • Vo – peritonites, pelviperitonites – úlceras perfuradas, apendicite supurada, aborto séptico
    IV e retal – esses casos mais graves
    Intravaginal – trichomonas
    Tópico – rosácea
  • Não estudos que comprovem teratogenicidade, prematuridade ou natimortalidade. Porém o uso deve ser evitado no primeiro trimestre e utilizado apenas em situações necessárias.
    É excretado no leite materno então deve-se suspendê-la durante 2 dias após o uso da droga.
    A reação tipo “dissulfiram” caracteriza-se por desconforto abdominal, rubor, vômitos e cefaléia e ocorre quando o paciente ingere bebidas alcoólicas durante o tratamento com metronidazol
  • Esta pode resultar da diminuição da permeabilidade bacteriana ao antimicrobiano, ou mais frequentemente, pela diminuição da capacidade de realizar a redução intracelular.
  • 1962 – Lincomicina
    1966 - Clindamicina
  • Desta forma alteram a superfície bacteriana, facilitando a opsonização, fagocitose e destruição intracelular dos microrganismo
  • Apresenta uma ampla distribuição pelos diversos líquidos e tecidos orgânicos: fígado, baço, rins, olhos, cérebro, medula óssea, ossos, cápsula articular, líquido pleural, sinovial, peritoneal e bile.

    Não oferece segurança em pacientes com meningites.
    Atravessa mal a barreira placentária. Mesmo em baixa quantidade no leite materno, pode causar diarreia no lactente, por alteração da microbiota anaeróbia.

    Há variação conforme a via de eliminação. Caso seja uma administração parenteral – a via urinária terá uma eliminação entre 10-50%. Pacientes com insuficiência renal grave há redução da eliminação

    Eritromicina – competição pelo mesmo local de ação.

    Bloqueadores neuromusculares – Aumento do efeito destas substâncias – cuidado em pacientes com anestesia geral. Pode ser revertida pelo uso de neostigmina)
  • Apresenta boa absorção intestinal (90%), não interfere com a alimentação, estável em pH ácido. Via IM é dolorosa. Concentrações séricas ativas por 6-8 quando administrada por VO; e por via parenteral os níveis se mantêm por 8-12h.
    Rapidamente distribuída para diversos tecidos do corpo, alcançando concentrações terapêuticas nos pulmões, fígado, baço, rins, intestinos, apêndice, útero, ossos, articulações, próstata, líquido sinovial e pleural, saliva, bile, secreção brônquica, secreção sébacea, e exsudato inflamatório. Concentra-se em abscessos.

    Elevada eliminação por via biliar, devendo em pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave ter sua dose diminuída em 50%. Eliminação urinária – 10%, ajuste na dose para pacientes com insuficiência renal grave, anúrica, redução da dose pela metade ou que o fracionamento das doses habituais se faça de 12/12h.
  • VO: ( 500 mg a cada 6 ou 8h - adultos )
    IM: (300-600 mg a cada 12 h)
    IV: diluir ampola em pelo menos 100 ml de solução salina ou glicosada, aplicada gota a gota, por no mínimo 1 hora. ( injeção rápida causa bradicardia, hipotensão arterial, arritmias e, mesmo, morte por parada cardíaca.
  • Infecções de etiologias mistas ( germes anaeróbios + bacilos gram-negativos), recomenda-se a associação com um antibiótico aminoglicosídeo ( gentamicina, tobramicina, amicacina )

    Nas infecções estafilocócicas, pode ser uma alternativa em pacientes com hipersensibilidade as penicilinas. Boa eficácia para osteomielite estafilocócicas crônicas, por apresentar boa sensibilidade do estafilicoco a este antibiótico e à sua elevada concentração óssea

    Toxoplasma gondii nos pacientes com aides ( em doses elevadas). Alternativa para sulfadiazina com a pirimetamina
  • Antibióticos - Seminario UFPB - Prof Evanizio Roque

    1. 1. ANTIBIÓTICO S João Pessoa, Junho de 2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS DEPARTAMENTO DE PROMOÇÃO À SAÚDE DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS PROFESSOR EVANÍZIO ROQUE DE ARRUDA JUNIOR
    2. 2. Lucas Eufrásio Cloranfenicol
    3. 3. Cloranfenicol  Introdução  Droga única e em desuso;  Inicialmente natural: isolado de culturas de Streptomyces venezuelae;  Em seguida, produção sintética. Veronesi R., Focaccia R. Tratado de Infectologia. 3ª ed. São Paulo: Ed Atheneu; 2005. Walter Tavares. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico. 1ª ed. São Paulo: Atheneu;
    4. 4. Cloranfenicol  Mecanismo de Ação  Ação bacteriostática: inibição da síntese proteica (fração 50S do ribossomo).  Ação bactericida: mecanismo de ação não suficientemente claro sobre H. influenzae, S. pneumonie, Neisseria meningitidis e Salmonella typhi. Veronesi R., Focaccia R. Tratado de Infectologia. 3ª ed. São Paulo: Ed Atheneu; 2005. Walter Tavares. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico. 1ª ed. São Paulo: Atheneu;
    5. 5. Cloranfenicol  Mecanismo de Resistência  Inativação enzimática:  Por produção de acetiltransferase;  Por produção de nitrorredutase (anaeróbios).  Por redução da permeabilidade à droga. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45
    6. 6.  Propriedades Farmacológicas  Vias de administração:  Oral: absorção rápida e quase completa.  Biodisponibilidade próxima à 100%.  Endovenosa: indicada para casos graves em que a VO está inviabilizada.  Biodisponibilidade menor que 70%.  Meia vida: aproximadamente 3 horas. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    7. 7.  Difunde-se muito bem em todos líquidos e tecidos orgânicos:  Atinge grande concentração no fígado, pulmão, coração, baço, tecido linfoide, líquido ascítico e pleural, saliva, etc..  Apresenta maior passagem para tecido cerebral e LCR - 66% da conc. sérica.  Aplicações tópicas oculares.  Baixa concentração nos ossos e próstata.  Via de excreção: bile e urina.  Metabolização hepática: glicuronização. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    8. 8.  Interações Medicamentosas  Metabolização acelerada pelo fenobarbital, hidantoína e rifampicina, bem como reduz a metabolização desses.  Ação sinérgica com ATB beta-lactâmicos contra microrganismos produtores de beta-lactamases. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    9. 9.  Uso Clínico Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Em desuso por toxicidade Uso mantido por custo muito baixo Cloranfenicol
    10. 10.  Meningites em crianças (2 meses a 10anos):  Ampicilina mais cloranfenicol.  Atividade contra pneumococo, meningococo e hemófilo: RESISTÊNCIA CRESCENTE!  Substituição por ceftriaxona: menor toxicidade, muito disponível e barata.  Febre tifóide: Salmonella typhi:  Ampicilina/Amoxicilina, SMX/TMP, Ciprofloxacina.  Ricketisioses em menores de 8 anos:  Em substituição à doxiciclina. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    11. 11.  Infecções mistas contendo anaeróbios:  Abscessos cerebrais: + Penicilina G cristalina.  Infecções abdominais: + Pen G + Gentamicina.  Esquema preferível: Ceftriaxona + Oxacilina + Metronidazol.  Infecções por H. influenzae - sensível a cefotaxima e ceftriaxona:  Celulites, epiglotites, artrites sépticas, osteomielites e meningites.  Gastroenterites por S. typhi e outros gram negativos: cipro ou ceftriaxona.  Granuloma inguinal (K. granulomatis): doxiciclina e Linfogranuloma venéreo (C. trachomatis): azitromicina.  Peste bubônica e brucelose: tto com streptomicina + doxiciclina. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    12. 12.  Efeitos Adversos  Aplasia Medular:  Incidência 1:40000;  Despovoamento da medula óssea e pancitopenia periférica;  Hipocelularidade medular com invasão gordurosa;  Frequentemente irreversível – independente da dose e tempo de uso, pode ocorrer mesmo após a descontinuação da droga. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006 Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 Cloranfenicol
    13. 13. Carolina Ramos Aminoglicosídeos
    14. 14.  Conceito e Classificação  Estreptomicina e o fungo Streptomyces griseus.  Principais drogas em nosso meio: gentamicina, tobramicina, amicacina, netilmicina, paramomicina e espectinomicina. Aminoglicosídeos Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    15. 15. Aminoglicosídeos  Mecanismo de Ação  Ligam-se à fração 30S dos ribossomos, inibindo a síntese proteica ou produzindo proteínas defeituosas.  Primeiramente, liga-se à superfície da célula bacteriana e, em seguida, é transportado através da parede, por um processo dependente de energia oxidativa. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    16. 16. Aminoglicosídeos  Mecanismos de Resistência  Alteração dos sítios de ligação no ribossomo;  Alteração na permeabilidade;  Modificação enzimática da droga. Os genes que conferem resistência podem estar associados a plasmídeos conjugativos e não conjugativos e em transposons. Esse genes parecem ser constitutivos, não sendo induzidos pela presença do antimicrobiano. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    17. 17. Aminoglicosídeos  Propriedades Farmacológicas  Má biodisponibilidade por VO;  Administrados IM ou EV;  Eliminação por filtração glomerular.  Concentração-dependência.  Concentração extracelular e intracelular.  Líquido pleural, pericárdico, ascítico e sinovial X líquor. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    18. 18.  Indicações Clínicas  Bacilos e cocos gram-negativos aeróbios  Bactérias gram-positivas  Micobactérias AminoglicosídeosAminoglicosídeos Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico Septicemias Endocardites Infecções do trato urinário Infecções respiratórias Infecções intra- abdominais Infecções oculares Meningites em RN Osteomielites e infecções de articulações.
    19. 19.  Principais Aminoglicosídeos  Estreptomicina  Mycobacterium tuberculosis e M. bovis.  Esquemas alternativos contra TB: resistência à isoniazida e/ou à rifampicina, ou necessidade de terapia parenteral.  Gentamicina  Bacilos gram-negativos: P. aeruginosa e Serratia spp.  Esquemas combinados com ß-lactâmicos: enterococos.  Maior penetração placentária. Aminoglicosídeos Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    20. 20.  Principais Aminoglicosídeos  Amicacina  Maior espectro de ação.  Gram-negativos resistentes à gentamicina.  Terapia empírica de infecções relacionadas à assistência à saúde.  Micobacterioses.  Tobramicina  Formulações tópicas em colírio ou pomada oftálmica.  Neomicina  Formulações tópicas associadas a outros antimicrobianos e/ou corticoides Aminoglicosídeos Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    21. 21. Aminoglicosídeos  Efeitos Colaterais  Nefrotoxicidade  IRA não oligúrica.  FR: uso concomitante de outras drogas nefrotóxicas, idade avançada, doença hepática subjacente, uso prévio de aminoglicosídeos e estados hipovolêmicos.  Ototoxicidade  Lesão auditiva: zumbido e perda da audição.  Lesão vestibular: vertigem, ataxia e perda do equilíbrio.  Irreversibilidade.  Paralisia Neuromuscular  Paralisia respiratória.  FR: miastenia gravis, hipocalcemia, hiperfosfatemia, botulismo. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    22. 22. Thaís Teixeira Macrolídeos
    23. 23. Macrolídeos  Introdução  Antibióticos formados quimicamente por heterosídeos contendo um anel lactona macrocíclico.  Representantes:  Eritromicina, azitromicina, claritromicina, espiramicina, roxitromicina, telitromicina, diritromicina. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006.
    24. 24.  Mecanismo de Ação  Ação bacteriostática;  Bloqueio da síntese proteica bacteriana;  Ligam-se à subunidade 50S do ribossomo e impedem a transferência dos aminoácidos conduzidos pelo RNAt para a cadeia polipeptídica em formação. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    25. 25.  Espectro de Ação  Eritromicina:  Bactérias gram-positivas, cocos gram-negativos, espiroquetas, bacilo da coqueluche, actinomicetos, Chlamydia, Campylobacter, Mycoplasma, Legionella, Gardnerella vaginalis.  Claritromicina:  Bactérias atípicas, Chlamydia trachomatis, Mycoplasma pneumoniae e Legionella. Possui atividade contra Haemophilus influenzae.  Azitromicina:  Gram-negativos (H. influenzae, Moraxella catarrhalis, Neisseria gonorrhoeae e espécies de Campylobacter e Legionella. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    26. 26.  Resistência  Natural: enterobactérias.  Adquirida: S. aureus, S. epidermidis, S. pneumoniae.  Pode resultar de mutações cromossômicas ou da aquisição de plasmídios.  A expressão da resistência consiste, principalmente, em modificações na unidade 50S do ribossomo bacteriano. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    27. 27.  Farmacocinética e Metabolismo: Eritromicina  Inativada em meio ácido, possuindo absorção reduzida quando administrada junto a alimentos.  Possui menor meia-vida, necessitando de 4 administrações diárias.  Metabolizada no fígado e excretada, principalmente, pelas vias biliares. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    28. 28.  Farmacocinética e Metabolismo: Claritromicina  Níveis séricos mais elevados e prolongados que a eritromicina, necessitando de apenas 2 administrações diárias.  Não sofre inativação em meio ácido.  Eliminação, predominantemente, por via renal. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    29. 29.  Farmacocinética e Metabolismo: Azitromicina  Possui a maior meia-vida, necessitando de apenas uma administração diária.  Alimentos e antiácidos interferem na sua absorção  Possui elevada concentração nos tecidos.  Eliminação, principalmente, através da mucosa intestinal. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    30. 30.  Interações Medicamentosas  Eritromicina e Claritromicina:  Teofilina;  Benzodiazepínicos;  Carbamazepina.  Azitromicina;  Digoxina. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    31. 31.  Indicações Clínicas  Eritromicina:  Coqueluche, difteria, eritrasma, legioneloses, pneumonias intersticiais por Mycoplasma pneumoniae.  Claritromicina:  Infecções das vias aéreas superiores e inferiores.  Indicação especial nas infecções pulmonares por Chlamydia pneumoniae, Legionella pneumophila e Mycoplasma pneumoniae.  Azitromicina:  Infecções respiratórias e dermatológicas por estreptococos e estafilococos.  Infecções respiratórias por Haemophilus influenzae e Bordetella pertussis. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    32. 32.  Efeitos Adversos  Mais comuns e intensos com a eritromicina.  Náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, pirose.  Estolato de eritromicina: pode haver icterícia colestática com febre, vômitos, hepatomegalia dolorosa, colúria e acolia fecal. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Macrolídeos
    33. 33. Geronimo Neto Tetraciclinas
    34. 34.  Introdução  Formados por hidrocarbonetos aromáticos polinucleares.  Amplo espectro de ação.  Segunda classe de antibiótico de amplo espectro mais antiga (1948).  No Brasil: tetraciclina na forma de cloridrato e de fosfato, oxitetraciclina, doxiciclina e minociclina. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    35. 35.  Mecanismo de Ação  Inibição da síntese proteica (porção 30S do ribossoma - bloqueia a ligação do RNA transportador). Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    36. 36.  Mecanismo de Resistência  Principal: diminuição da acumulação da droga no interior da célula.  Cromossômica.  Mediada por plasmídeos ou transposons.  Utilização veterinária. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    37. 37.  Vias de Administração  Via oral  Principal via  Biodisponibilidade 60 a 70%  IM  Lidocaína  Muito efeito adverso  IV  Flebite Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    38. 38.  Espectro de Ação  Gram positivos, Gram negativos, riquétsias, micoplasmas, clamídias, borrélias, espiroquetas, actinomicetas, legionelas e algumas micobactérias.  Ação limitada: Entamoeba histolytica e os plasmódios causadores da malária no homem. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    39. 39.  Propriedades Farmacológicas  A absorção oral é prejudicada pela ingestão concomitante de alimentos, antiácidos, leite e ferro.  É encontrada em pequena quantidade em muitos fluidos orgânicos como: fígado, pulmões, rins cérebro, escarro, LCR, líquido sinovial. Atravessam a barreira transplacentária e são excretadas no leite materno.  São eliminadas na urina e fezes, sendo a via renal a mais importante. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    40. 40.  Indicações Clínicas  Infecções por clamídias, riquétsias, cólera, brucelose e actinomicose.  São alternativas para infecções por Mycoplasma pneumoniae, N. gonorrhoeae, H. ducrey, Treponema pallidum e em pacientes com traqueobronquites e sinusites. Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    41. 41.  Efeitos Colaterais  Podem causar reações alérgicas: urticárias, edema prioritário, exantemas.  Alterações na cor dos dentes em crianças, hipoplasia do esmalte dentário e crescimento ósseo anormal.  Náuseas, vômitos e diarreia.  Cefaleias, incapacidade de concentração e hipertensão intracraniana (mais raros). Tavares, W et al. Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, 2006. Tetraciclinas
    42. 42. Ana Barbara Metronidazol
    43. 43.  Conceito e Classificação  Grupo nitroimidazólico;  Droga usada, pela primeira vez, em 1959 para tratamento de infecções por Trichomonas vaginalis; 1962 uso em bactérias anaeróbias;  Excelente atividade contra bactérias anaeróbias estritas (cocos gram-positivos, bacilos gram-negativos, bacilos gram-positivos) e microaerófilas; e certos protozoários como amebíase, tricomoníase e giardíase. Metronidazol 1-(2-hidroetil)-2-metil-5- nitroimidazol http://www.anvisa.gov.br/
    44. 44.  Espectro de Atividade Bactérias Anaeróbias • Bacteriodis fragilis • Treponema pallidum • Espiroquetas orais Bactérias Microaerófilas • Helicobacter pylori • Campylobacter fetus Parasitas • Trichomonas vaginalis • Giardia lamblia • Entamoeba Metronidazol Penildon Silva - Farmacologia, 8ª edição
    45. 45. Mecanismo de ação  Mecanismo de Ação Início rápido 1. Penetração da droga na célula do microorganismo; 2. Ativação redutora; 3. Efeito tóxico do derivado reduzido (hidroxi); 4. Liberação de produtos finais inativos; Potente ação bactericida e protozoaricida! Metronidazol Penildon Silva - Farmacologia, 8ª edição
    46. 46. Farmacocinética  Farmacocinética  VO, TÓPICA e IV: rápida e quase completa absorção.  Meia-vida de 8 horas, aproximadamente.  Metabolizado, principalmente, pelo fígado.  Eliminação, principalmente, pela urina (60-80%).  Boa penetração no SNC e na placenta.  Apenas 10% se ligam a proteínas plasmáticas, distribuindo-se amplamente; atinge todos os tecidos e fluidos do organismo. Metronidazol Penildon Silva - Farmacologia, 8ª edição
    47. 47.  Usos Clínicos Amebíase intestinal e extra-intestinal. Giardíase. Balantidíase Infecções intra- abdominais, obstétricas e ginecológicas causadas por bactérias anaeróbias Bacteremia e infecções de ossos e articulações de tecidos moles por bactérias anaeróbias Diarreia e Colite pseudomembranosa por Clostridium dificile (associado) Doença periodôntica Erradicação do H. pylori na úlcera péptica (associado) Rosácea Doença de Crohn Abcessos cerebrais, subfrênicos, abdominais, hepáticos Penildon Silva - Farmacologia, 8ª edição Metronidazol
    48. 48. Vias de administração  Vias de Administração  Via oral  Via intravenosa (casos graves)  Via retal  Via intravaginal  Uso tópico Metronidazol
    49. 49. Efeitos adversos  Efeitos Adversos  De modo geral é bem tolerado!  Gravidez* Amamentação* Reações mais simples • Pertubações gastrointestinais leves • Neutropenia reversível • Sabor metálico • Urina escura ou vermelho- marrom • Exatema maculopapular • Urticária ou, raramente, erupção pustular • Queimor vaginal e uretral • Ginecomastia Reações mais sérias • Convulsões • Encefalopatia • Disfunção cerebelar • Ataxia • Neuropatia periférica • Reação do tipo dissulfiram com álcool* • Potencialização dos efeitos da varfarina • Pancreatite branda Metronidazol
    50. 50. Resistência  Resistência SURGE RARAMENTE  Diversos mecanismos envolvidos:  Diminuição da permeabilidade bacteriana ao antimicrobiano;  Diminuição da capacidade de realizar a redução intracelular.  Eventualmente T. vaginalis pode se tornar resistente. Metronidazol Penildon Silva - Farmacologia, 8ª edição
    51. 51. Edgar Dantas Lincosaminas
    52. 52. Lincosaminas  Conceito e Classificação  Obtido, em 1962, da fermentação do Streptomyces lincolnensis.  Antibiótico Natural Lincomicina  Antibiótico Semi-sintético Clindamicina Antibióticos e quimioterápicos para o clínico. 2005.
    53. 53. Lincosaminas  Mecanismo de Ação  Ação bacteriostática.  Inibem a síntese proteica nos ribossomos, ligando-se a subunidade 50S Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    54. 54. Lincosaminas  Mecanismo de Resistência  A resistência a este grupo, que geralmente confere resistência cruzada aos macrolídios, se deve:  Alterações no sítio receptor do ribossoma;  Mudanças mediadas por plasmídeos, no RNA 23S da subunidade 50S do ribossoma. Google Imagens Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    55. 55. Lincosaminas  Propriedades Farmacológicas: Lincomicina  Administração por via oral ou por via parenteral.  Não ultrapassa a barreira hematoencefálica normal.  Metabolização no fígado e eliminação por via urinária, biliar e fecal.  É hemodialisável.  Interações medicamentosas com eritromicina. Também interage com os bloqueadores neuromusculares. Antibióticos e quimioterápicos para o clínico. 2005.
    56. 56. Lincosaminas  Propriedades Farmacológicas: Clindamicina  Administração por via oral e parenteral. Formas de apresentação: palmitato, cloridrato e fosfato de clindamicina.  Não ultrapassa a barreira hematoencefálica normal.  Metabolização no fígado e eliminação por via renal e, principalmente, por via biliar.  Não é eliminada na diálise peritoneal ou hemodiálise. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    57. 57. Lincosaminas  Indicações Clínicas: Lincomicina  Tratamento de infecções estreptocócicas, pneumocócicas e estafilocócicas de pequena e média gravidade, bem como na difteria.  Apresenta elevada concentração óssea » útil em osteomielites estafilocócicas agudas e crônicas.  Alternativa em pacientes com hipersensibilidade às penicilinas.  VO: 30-50 mg/kg/dia, fracionada 6/6h ou 8/8h.  IM: 10-20 mg/kg/dia, 12/12h.  IV: 30-50 mg/kg/dia, fracionada 8/8h ou 12/12h. Antibióticos e quimioterápicos para o clínico. 2005.
    58. 58. Lincosaminas  Indicações Clínicas: Clindamicina  Principal: infecções por bactérias anaeróbias, particularmente o Bacteroides fragilis e as Prevotella, produtores de beta-lactamases.  Fasciites e celulites necrotizantes, sinusite crônica, abscessos periamigdaliano e retrofaríngeo, pneumonia de aspiração, actinomicose, abscessos hepáticos, pulmonar e subfrênico, peritonites, pelviperitonites, apendicite supurada, aborto séptico e sepses por anaeróbios.  Alternativa terapêutica para corioretinite ou encefalite por Toxoplasma gondii e malária por P. vivax e P. falciparum.  Dose usualmente recomendada: 15-40 mg/kg/dia, fracionada de 8/8h. Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    59. 59. Lincosaminas  Principais Efeitos Colaterais  Por ter eliminação biliar, é alta a concentração da clindamicina nas fezes, suprimindo a flora anaeróbica.  Em torno de 8% dos pacientes têm diarreia. Destes, 10% têm colite associada ao uso de antimicrobianos (colite pseudomembranosa), causada pelo Clostridium difficile que costuma ser resistente à clindamicina.  Exantema ocorre em 10% dos pacientes.  Febre, eosinofilia e reações anafilactóides são raras.  Pode ocorrer flebite após infusão endovenosa. Google Imagem Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico
    60. 60. OBRIGADO
    61. 61. Referencial Bibliográfico  Tavares, Walter. Antibióticos e quimioterápicos para o clínico. Editora Atheneu, 2005.  Antimicrobianos - Bases Teóricas e Uso Clínico. Acessado em 20 de junho de 2014. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/op as_web/modulo1/aminoglicosideos.htm  Silva, Penildon. FARMACOLOGIA. 8ªedição.  Veronesi R., Focaccia R. Tratado de Infectologia. 3ª ed. São Paulo: Ed Atheneu; 2005.  Drusano GL. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of antimicrobials. Clin Infect Dis; 2007:45 (supp 1):S89-95.  Amato Neto V, Nicodemo AC, Lopes HV. Antibióticos na prática clínica. 6ª ed. São Paulo: Sarvier Editora; 2007.

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