Teorias da Complexidade:  uma visão sistêmica PROFA. DRA. LUCILA PESCE PPG TIDD PUC/SP
Referências Teorias da Complexidade  (Lucia Santaella) Pensamento eco-sistêmico  (Maria Candida Moraes)
Teorias da Complexidade Algumas  teorias  que anunciam a complexidade: Termodinâmica, Relatividade, Teoria Quântica. As teorias são modelos de pedaços de realidade (BUNGE, 1974).  Modelos : de natureza sintética, buscam representar a complexidade presente na realidade.
Teorias da Complexidade Inexistência consensual  acerca da complexidade. Emergência do pensamento complexo : o comportamento de um sistema como um todo depende de suas partes de modo não linear. Alguns  teóricos da complexidade : Prigogine & Stengers, Mainzer, Kauffmann,  dentre outros.
Teorias da Complexidade Sistemas psicossociais humanos  como  sistemas complexos. Sistemas complexos  – integração de ideias e métodos.
Teorias da Complexidade Emergência do pensamento complexo : o comportamento de um sistema como um todo depende de suas partes de modo não linear. Alguns  teóricos da complexidade : Prigogine, Stengers, Mainzer, Kauffmann, dentre outros.
Teorias da Complexidade Prigogine  – teoria das estruturas dissipativas. Maturana & Varela, Luuhman  – teorias da autopoiesis. Gleick  – teoria do caos. Peirce  – sistemas complexos e semiótica.
Teorias da Complexidade Princípios comuns às teorias da Complexidade: Auto-organização e emergência Conectividade Co-evolução Espaço de possibilidades Caos Estruturas dissipativas
Teorias da Complexidade Auto-organização e emergência : Auto-organização : tipo de interação cujos elementos encontram espontaneamente a forma mais adequada de estabelecer a relação.  Emergência : surgimento de novas propriedades, qualidades, padrões ou estruturas, oriundos da auto-organização de um sistema.
Teorias da Complexidade Conectividade Capacidade dos elementos do sistema em estabelecer relações entre si e com o ambiente.
Teorias da Complexidade Co-evolução   Dependência parcial entre sistema e meio, no seu processo evolutivo.
Teorias da Complexidade Espaço de possibilidades   Os sistemas, em geral, devem explorar seus espaços de possibilidades, refutando uma estratégia única de evolução.
Teorias da Complexidade Caos  Coexistência entre ordem e desordem em uma dado sistema.  Relação com a não linearidade, com a imprevisibilidade e com a dependência das condições iniciais do sistema.
Teorias da Complexidade Estruturas dissipativas   O não equilíbrio como fonte de organização. Processos irreversíveis podem levar a um novo tipo de estados dinâmicos. Influência da história passada de um sistema sobre o seu desenvolvimento, que pode ocorrer a partir de diversos padrões.
Pensamento Eco-sistêmico As ciências clássicas já não dão conta de explicar a complexidade do mundo atual. Morin – de um pensamento determinista para um dialógico.
Pensamento Dialógico ORDEM  AUTO-ORGANIZAÇÃO  DESORDEM
Pensamento Eco-sistêmico Sociedade : sistema auto-eco-organizador. Sistema : unidade global organizada,  unidade complexa ou relacional  (Morin).
Pensamento Eco-sistêmico Pensamento eco-sistêmico : relacional, aberto, de natureza fluida (em movimento, em fluxo energético), de processos auto-organizadores, auto-reguladores. Pensar de modo eco-sistêmico é pensar de modo complexo, dialógico e transformador.
Pensamento Eco-sistêmico Educação como um ecossistema :  Relações de dependência e independência.  Elementos de ordem cognitiva, que permitem a organização e o desenvolvimento da autonomia relativa do aprendiz para com o meio educacional, em interações mútuas, simultâneas e recorrentes.
Pensamento Eco-sistêmico Atuamos em  contextos ecologizados : influenciamos e somos influenciados pelos pensamentos, crenças, valores, ações e reações dos outros.  Pensamento ecossistêmico : respondente à complexidade da realidade atual.
Interdependência sistêmica, organizacional entre aprendizes e educandos   Contexto ecologizado APRENDIZ MEIO EDUCACIONAL
Pensamento Eco-sistêmico Autonomia  – elemento fundante do paradigma eco-sistêmico. Pineau  (2003): na relação com o meio, o sujeito não se adapta, mas modifica suas relações e se modifica, em processos de individuação e de diferenciação. autoformação pressupõe heteroformação (entre as ações dos outros) e ecoformação (sujeito e meio).
Pensamento Eco-sistêmico Nicolescu  – importância de ecologizar ou contextualizar as disciplinas.  Morin  (2000) – disciplinas abertas às inovações, ao inesperado e fechadas para com a manutenção das finalidade.
Pressupostos epistemológicos do Pensamento Eco-sistêmico Intersubjetividade Interatividade Emergência Auto-organização Causalidade circular Complexidade Mudança Criatividade Incerteza Inter e Transdisciplinaridade
Intersubjetividade Relação entre sujeitos. Elemento fundante da ciência pós-moderna. Contribuição da  física quântica : *Heisenberg (1927) – Princípio de incerteza. *Bohr (1913) – Princípio da complementaridade.  Interdependência:  observador  fenômeno.
Intersubjetividade OBSERVADOR  PROCESSO DE  OBSERVAÇÃO  FENÔMENO  Ciência epistêmica (CAPRA, 1997)
Intersubjetividade Razão e emoção. Histórias de vida (presente, passado e futuro).  Construcionismo, interacionismo, abordagem sócio-cultural.  Interatividade e autoprodução na construção do conheciemento. Orgânico, psíquico e imprevisível (Níveis de realidade – Nicolescu / Multiverso – Maurana). Lógica do terceiro incluído  (Nicolescu, 1999, p. 33): “a tensão entre os contraditórios promove a unidade mais ampla que os inclui”.
Interatividade Relações dinâmicas entre o sistema organizacional e o ambiente. Influenciamos e somos influenciados pelo meio e pelo outro. Conhecimento : para além do objeto ou do sujeito.
Emergência “ Emergências são qualidades ou propriedades novas de um sistema que nascem das organizações viventes” (MORIN, 1998, p. 433). As emergências estão no cerne da auto-organização. Cognição como emergência dos estados globais em uma rede de componentes simples (VARELA, 1997). Teoria da enação  (VARELA, 1997): no acoplamento estrutural entre organismo e meio, a ação corporificada (circulariade entre ciência e experiência, emoção e razão, percepção e intuição).
Auto-organização Capacidade do sistema vivo de se transformar continuamente, na interação com o meio. Característica de todo e qualquer sistema, do micro ao macro. Conhecimento como processo auto-organizador. Autonomia relativa do sistema para com o meio, dependência ecológica (Morin).
Causalidade circular Natureza retroativa e recursiva dos sistemas dinâmicos, na busca constante do equilíbrio. Causa e efeito transformam-se mutuamente. O sujeito interpeta a realidade de acordo com suas estruturas. Circularidade como condição fundamental da auto-organização dos sujeitos.
Complexidade Tanto maior quanto mais diversos os elementos que constituem um sistema. Existente na dinâmica de ações, interações e retroações dos elementos que constituem um sistema. Pensar de modo complexo: refutar as simplificações e a fragmentação da realidade.
Mudança Parte intrínseca da natureza da matéria. Presente na nossa corporeidade e nos processos de construção do conhecimento. “ É a mudança implícita na reconstrução do conhecimento, no diálogo sujeito/objeto, nos processos auto-organizadores da vida que permite o desenvolvimento da autonomia e da emancipação do sujeito” (MORAES, 2004, p. 193).
Mudança De la Torre (1998): as mudanças educativas envolvem interações e são frutos de condições físicas, biológicas, psicológicas e socioculturais que interagem entre si. Categorias de mudança :  Cognitiva (saber) Afetiva (sentir) Efetiva ou ativa (atuar) Volitiva (querer)
Criatividade Sheldrake  (1993) – criatividade no universo, na vida e na humanidade. Criatividade como processo evolutivo e inerente à natureza da matéria e emergente dos processos. Prigogine  (1991) – as estruturas dissipativas permitem o surgimento de novas organizações vivas mais complexas. Reorganização de um sistema longe do equilíbrio. Böhm  (1991) – criatividade como intrínseca à vida.
Incerteza Heisenberg  – comportamento imprevisível das partículas atômicas. Certezas científicas como provisórias. Morin  – incerteza cognitiva e histórica da humanidade. No contexto educacional  – reconhecer o aleatório e o inesperado.  Realidade  – em devir, em movimento, em processo de mudança.
Inter e Transdisciplinaridade Somos transdisciplinares em relação ao saber. Japiassú e Fazenda: Multidisciplinaridade: justaposição das disciplinas. Interdisciplinaridade: integração das disciplinas.
Inter e Transdisciplinaridade Disciplinaridade  – um único nível de realidade. Pluridisciplinaridade  – estudo de um objeto por várias disciplinas ao mesmo tempo. Multidisciplinaridade  – um objeto observado por vários universos disciplinares.
Inter e Transdisciplinaridade Interdisciplinaridade  – transformação de método de uma disciplina para a outra; integração dos domínios linguísticos de cada disciplina. Transdisciplinaridade  – complementaridade antagônica com a disciplinaridade. Construção de um único domínio linguístico, nas zonas de não resistência epistêmica entre as disciplinas.
Inter e Transdisciplinaridade Complementaridade antagônica e a lógica do terceiro incluído (T), de Nicolescu: “ Além das representações entre A e não-A existe uma terceira possibilidade (T) integrada pelo A e não-A, onde um A está intergindo com outro não-A” MORAES, 2004, p. 212).
AVA sob enfoque complexo e eco-sistêmico 1 – Que elementos das Teorias da Complexidade podem ser pertinentes ao estudo dos AVA? 2 – Em que medida alguns dos pressupostos epistemológicos do Pensamento Eco-sistêmico podem se aplicar ao estudo dos AVA?  PROFA. DRA. LUCILA PESCE
Referências bibliográficas MORAES, Maria Cândida. (2004).  Pensamento eco-sistêmico : educação, aprendizagem e cidadania no século XXI. Petrópolis, RJ: Vozes. pp. 149-216. SANTAELLA, Lucia. Teorias da complexidade. In: ______. & (2008).  Metaciência:  como guia da pesquisa – uma proposta semiótica e sistêmica.  pp. 47-54. PROFA. DRA. LUCILA PESCE

Teorias da Complexidade

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    Teorias da Complexidade: uma visão sistêmica PROFA. DRA. LUCILA PESCE PPG TIDD PUC/SP
  • 2.
    Referências Teorias daComplexidade (Lucia Santaella) Pensamento eco-sistêmico (Maria Candida Moraes)
  • 3.
    Teorias da ComplexidadeAlgumas teorias que anunciam a complexidade: Termodinâmica, Relatividade, Teoria Quântica. As teorias são modelos de pedaços de realidade (BUNGE, 1974). Modelos : de natureza sintética, buscam representar a complexidade presente na realidade.
  • 4.
    Teorias da ComplexidadeInexistência consensual acerca da complexidade. Emergência do pensamento complexo : o comportamento de um sistema como um todo depende de suas partes de modo não linear. Alguns teóricos da complexidade : Prigogine & Stengers, Mainzer, Kauffmann, dentre outros.
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    Teorias da ComplexidadeSistemas psicossociais humanos como sistemas complexos. Sistemas complexos – integração de ideias e métodos.
  • 6.
    Teorias da ComplexidadeEmergência do pensamento complexo : o comportamento de um sistema como um todo depende de suas partes de modo não linear. Alguns teóricos da complexidade : Prigogine, Stengers, Mainzer, Kauffmann, dentre outros.
  • 7.
    Teorias da ComplexidadePrigogine – teoria das estruturas dissipativas. Maturana & Varela, Luuhman – teorias da autopoiesis. Gleick – teoria do caos. Peirce – sistemas complexos e semiótica.
  • 8.
    Teorias da ComplexidadePrincípios comuns às teorias da Complexidade: Auto-organização e emergência Conectividade Co-evolução Espaço de possibilidades Caos Estruturas dissipativas
  • 9.
    Teorias da ComplexidadeAuto-organização e emergência : Auto-organização : tipo de interação cujos elementos encontram espontaneamente a forma mais adequada de estabelecer a relação. Emergência : surgimento de novas propriedades, qualidades, padrões ou estruturas, oriundos da auto-organização de um sistema.
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    Teorias da ComplexidadeConectividade Capacidade dos elementos do sistema em estabelecer relações entre si e com o ambiente.
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    Teorias da ComplexidadeCo-evolução Dependência parcial entre sistema e meio, no seu processo evolutivo.
  • 12.
    Teorias da ComplexidadeEspaço de possibilidades Os sistemas, em geral, devem explorar seus espaços de possibilidades, refutando uma estratégia única de evolução.
  • 13.
    Teorias da ComplexidadeCaos Coexistência entre ordem e desordem em uma dado sistema. Relação com a não linearidade, com a imprevisibilidade e com a dependência das condições iniciais do sistema.
  • 14.
    Teorias da ComplexidadeEstruturas dissipativas O não equilíbrio como fonte de organização. Processos irreversíveis podem levar a um novo tipo de estados dinâmicos. Influência da história passada de um sistema sobre o seu desenvolvimento, que pode ocorrer a partir de diversos padrões.
  • 15.
    Pensamento Eco-sistêmico Asciências clássicas já não dão conta de explicar a complexidade do mundo atual. Morin – de um pensamento determinista para um dialógico.
  • 16.
    Pensamento Dialógico ORDEM AUTO-ORGANIZAÇÃO DESORDEM
  • 17.
    Pensamento Eco-sistêmico Sociedade: sistema auto-eco-organizador. Sistema : unidade global organizada, unidade complexa ou relacional (Morin).
  • 18.
    Pensamento Eco-sistêmico Pensamentoeco-sistêmico : relacional, aberto, de natureza fluida (em movimento, em fluxo energético), de processos auto-organizadores, auto-reguladores. Pensar de modo eco-sistêmico é pensar de modo complexo, dialógico e transformador.
  • 19.
    Pensamento Eco-sistêmico Educaçãocomo um ecossistema : Relações de dependência e independência. Elementos de ordem cognitiva, que permitem a organização e o desenvolvimento da autonomia relativa do aprendiz para com o meio educacional, em interações mútuas, simultâneas e recorrentes.
  • 20.
    Pensamento Eco-sistêmico Atuamosem contextos ecologizados : influenciamos e somos influenciados pelos pensamentos, crenças, valores, ações e reações dos outros. Pensamento ecossistêmico : respondente à complexidade da realidade atual.
  • 21.
    Interdependência sistêmica, organizacionalentre aprendizes e educandos Contexto ecologizado APRENDIZ MEIO EDUCACIONAL
  • 22.
    Pensamento Eco-sistêmico Autonomia – elemento fundante do paradigma eco-sistêmico. Pineau (2003): na relação com o meio, o sujeito não se adapta, mas modifica suas relações e se modifica, em processos de individuação e de diferenciação. autoformação pressupõe heteroformação (entre as ações dos outros) e ecoformação (sujeito e meio).
  • 23.
    Pensamento Eco-sistêmico Nicolescu – importância de ecologizar ou contextualizar as disciplinas. Morin (2000) – disciplinas abertas às inovações, ao inesperado e fechadas para com a manutenção das finalidade.
  • 24.
    Pressupostos epistemológicos doPensamento Eco-sistêmico Intersubjetividade Interatividade Emergência Auto-organização Causalidade circular Complexidade Mudança Criatividade Incerteza Inter e Transdisciplinaridade
  • 25.
    Intersubjetividade Relação entresujeitos. Elemento fundante da ciência pós-moderna. Contribuição da física quântica : *Heisenberg (1927) – Princípio de incerteza. *Bohr (1913) – Princípio da complementaridade. Interdependência: observador fenômeno.
  • 26.
    Intersubjetividade OBSERVADOR PROCESSO DE OBSERVAÇÃO FENÔMENO Ciência epistêmica (CAPRA, 1997)
  • 27.
    Intersubjetividade Razão eemoção. Histórias de vida (presente, passado e futuro). Construcionismo, interacionismo, abordagem sócio-cultural. Interatividade e autoprodução na construção do conheciemento. Orgânico, psíquico e imprevisível (Níveis de realidade – Nicolescu / Multiverso – Maurana). Lógica do terceiro incluído (Nicolescu, 1999, p. 33): “a tensão entre os contraditórios promove a unidade mais ampla que os inclui”.
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    Interatividade Relações dinâmicasentre o sistema organizacional e o ambiente. Influenciamos e somos influenciados pelo meio e pelo outro. Conhecimento : para além do objeto ou do sujeito.
  • 29.
    Emergência “ Emergênciassão qualidades ou propriedades novas de um sistema que nascem das organizações viventes” (MORIN, 1998, p. 433). As emergências estão no cerne da auto-organização. Cognição como emergência dos estados globais em uma rede de componentes simples (VARELA, 1997). Teoria da enação (VARELA, 1997): no acoplamento estrutural entre organismo e meio, a ação corporificada (circulariade entre ciência e experiência, emoção e razão, percepção e intuição).
  • 30.
    Auto-organização Capacidade dosistema vivo de se transformar continuamente, na interação com o meio. Característica de todo e qualquer sistema, do micro ao macro. Conhecimento como processo auto-organizador. Autonomia relativa do sistema para com o meio, dependência ecológica (Morin).
  • 31.
    Causalidade circular Naturezaretroativa e recursiva dos sistemas dinâmicos, na busca constante do equilíbrio. Causa e efeito transformam-se mutuamente. O sujeito interpeta a realidade de acordo com suas estruturas. Circularidade como condição fundamental da auto-organização dos sujeitos.
  • 32.
    Complexidade Tanto maiorquanto mais diversos os elementos que constituem um sistema. Existente na dinâmica de ações, interações e retroações dos elementos que constituem um sistema. Pensar de modo complexo: refutar as simplificações e a fragmentação da realidade.
  • 33.
    Mudança Parte intrínsecada natureza da matéria. Presente na nossa corporeidade e nos processos de construção do conhecimento. “ É a mudança implícita na reconstrução do conhecimento, no diálogo sujeito/objeto, nos processos auto-organizadores da vida que permite o desenvolvimento da autonomia e da emancipação do sujeito” (MORAES, 2004, p. 193).
  • 34.
    Mudança De laTorre (1998): as mudanças educativas envolvem interações e são frutos de condições físicas, biológicas, psicológicas e socioculturais que interagem entre si. Categorias de mudança : Cognitiva (saber) Afetiva (sentir) Efetiva ou ativa (atuar) Volitiva (querer)
  • 35.
    Criatividade Sheldrake (1993) – criatividade no universo, na vida e na humanidade. Criatividade como processo evolutivo e inerente à natureza da matéria e emergente dos processos. Prigogine (1991) – as estruturas dissipativas permitem o surgimento de novas organizações vivas mais complexas. Reorganização de um sistema longe do equilíbrio. Böhm (1991) – criatividade como intrínseca à vida.
  • 36.
    Incerteza Heisenberg – comportamento imprevisível das partículas atômicas. Certezas científicas como provisórias. Morin – incerteza cognitiva e histórica da humanidade. No contexto educacional – reconhecer o aleatório e o inesperado. Realidade – em devir, em movimento, em processo de mudança.
  • 37.
    Inter e TransdisciplinaridadeSomos transdisciplinares em relação ao saber. Japiassú e Fazenda: Multidisciplinaridade: justaposição das disciplinas. Interdisciplinaridade: integração das disciplinas.
  • 38.
    Inter e TransdisciplinaridadeDisciplinaridade – um único nível de realidade. Pluridisciplinaridade – estudo de um objeto por várias disciplinas ao mesmo tempo. Multidisciplinaridade – um objeto observado por vários universos disciplinares.
  • 39.
    Inter e TransdisciplinaridadeInterdisciplinaridade – transformação de método de uma disciplina para a outra; integração dos domínios linguísticos de cada disciplina. Transdisciplinaridade – complementaridade antagônica com a disciplinaridade. Construção de um único domínio linguístico, nas zonas de não resistência epistêmica entre as disciplinas.
  • 40.
    Inter e TransdisciplinaridadeComplementaridade antagônica e a lógica do terceiro incluído (T), de Nicolescu: “ Além das representações entre A e não-A existe uma terceira possibilidade (T) integrada pelo A e não-A, onde um A está intergindo com outro não-A” MORAES, 2004, p. 212).
  • 41.
    AVA sob enfoquecomplexo e eco-sistêmico 1 – Que elementos das Teorias da Complexidade podem ser pertinentes ao estudo dos AVA? 2 – Em que medida alguns dos pressupostos epistemológicos do Pensamento Eco-sistêmico podem se aplicar ao estudo dos AVA? PROFA. DRA. LUCILA PESCE
  • 42.
    Referências bibliográficas MORAES,Maria Cândida. (2004). Pensamento eco-sistêmico : educação, aprendizagem e cidadania no século XXI. Petrópolis, RJ: Vozes. pp. 149-216. SANTAELLA, Lucia. Teorias da complexidade. In: ______. & (2008). Metaciência: como guia da pesquisa – uma proposta semiótica e sistêmica. pp. 47-54. PROFA. DRA. LUCILA PESCE