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A interatividade no ciberespaço Lucila Pesce  0/22 In: SANTAELLA, Lúcia.  Navegar no ciberespaço:  o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004. pp. 151-172.
Introdução Tecnologia digital:  permite que os meios de comunicação atinjam os usuários, com feedback imediato. Interação:  na medula dos processos cognitivos nos ambientes de rede. Dialogismo:  nova luz para compreende a interatividade e seu papel no desenvolvimento do perfil cognitivo do leitor imersivo. Lucila Pesce
Interatividade Origem : Física, Sociologia, Psicologia, Comunicação. Fontes :  Relação usuário x aplicativos Noção de interface Bidirecionalidade  (interindividual e intergrupal)   Lucila Pesce
Campo semântico de interatividade Ação  – operação, trabalho, evolução. Agenciamento  – intertrabalho. Correlação  – influência mútua. Cooperação  – contribuição, sinergia. Lucila Pesce
Alguns conceitos de interatividade Processo pelo qual duas ou mais coisas produzem um efeito uma sobre a outra, ao trabalharem juntas. Atividade de conversar com outras pessoas e entendê-las. Lucila Pesce
Alguns conceitos de interatividade Um produto, uma comunicação, um equipamento, uma obra de arte são de fato interativos quando imbuídos de uma concepção que contemple complexidade, multiplicidade, não-linearidade, bi-direcionalidade, potencialidade, permutabilidade (combinatória), imprevisibilidade etc., permitindo ao usuário-interlocutor-fruidor a liberdade de participação, de intervenção, de criação. (SILVA, 2000, p. 205) Lucila Pesce
Graus de interatividade Zero :  acesso do começo ao fim. Linear : acesso com avanços e recuos. Arborescente : escolha em um menu. Lingüística : palavras-chave. De criação : composição de mensagem por correspondência. De comando contínuo : videogames. (KRETZ, 1985)  Lucila Pesce
Graus de interatividade De seleção :  seleção de conteúdo. De conteúdo : modificações simuladas de conteúdo. Interações mistas : acesso e consulta no PC. (HOLTZ-BONNEAU, 1985)  Lucila Pesce
Graus de interatividade Face-a-face :  presencial. Mediada : uso de meios técnicos. Quase-interação mediada : meios de comunicação de massa. (THOMPSON, 1995)  Lucila Pesce
Interatividade em processos comunicativos Interação humana como sistema aberto. Linguagem escrita : o enunciador intui um leitor (diálogo virtual com o leitor imaginário). Lucila Pesce
Processos comunicativos interativos A comunicação interativa pressupõe que haja necessariamente intercâmbio e mútua influência do emissor e receptor na produção das mensagens transmitidas. Isso equivale a dizer que as mensagens se produzem numa região intersticial em que emissor e receptor trocam continuamente de papéis. (SANTAELLA, 2004, p. 160) Lucila Pesce
Interatividade na comunicação mediada por computador Mudanças no conceito de texto : interativos (ao invés de unidirecionais), abertos (ao invés de fixos). Da autoria para as mensagens em circuito  (dialógicas, interativas, dirigidas e dirigíveis por nós). Interatividade : mutabilidade, efemeridade, vir-a-ser em processos que demandam reciprocidade, colaboração e partilha. Lucila Pesce
Dialogismo e processos interativos Dialogismo bakhtiniano : diálogo como espaço privilegiado da heteroglossia (espaço da diversidade e do confronto). Não é o ego que dá sentido à linguagem, mas a linguagem dá sentido ao humano. Sentido emergente na interação de vozes. Propulsão criativa do falante, para compreender a fala do outro (a, pa, pp). Lucila Pesce
Dialogismo e processos interativos Dialogismo peirceano : toda evolução lógica do pensamento deve ser dialógica. O pensamento é dialógico, sendo conduzido em signos. Signo para Peirce : qualquer coisa que é, de um lado, de tal modo determinada por um objeto e, por outro lado, de tal modo determina uma idéia na mente de alguém que esta última determinação, chamada de interpretante do signo, ou seja, a noção do signo com processo. Lucila Pesce
Dialogismo e processos interativos Modelo de conhecimento em Peirce : triádico. Signo como mediador, como meio para o conhecimento. Se todo o conhecimento é mediado, todo pensamento é dialógico. Ação social do signo: signo como processo, como fluxo contínuo. Para Bakhtin e Peirce: a linguagem é social, é fluxo constante. Lucila Pesce
A essência heterológica da interatividade no ciberrespaço Exemplar legítimo de um  intercurso comunicativo : negociações do diálogo vivo e volátil. Intercâmbio das subjetividades mediado pela linguagem. Fluxos informacionais  (fluxos de signos, jogos de linguagem) em primeiro plano o ciberespaço. A interatividade no ciberespaço deflagra o caráter dialógico da linguagem. Nas  redes do ciberespaço  são deflagrados a  heteroglossia  bakhtiniana e o  heterologismo  (que está no centro da noção de Peirce sobre o signo e seus fluxos). Lucila Pesce
Concluindo... [...] assim como as operações realizadas no ciberespaço externalizam as operações da mente, as interatividades nas redes externalizam a essência mais profunda do dialogismo [...]  (SANTAELLA, 2004, p. 172) Lucila Pesce
Para refletir... Lucila Pesce  Operações no ciberespaço Operações da mente externalizadas Interatividade nas redes Dialogismo externalizado em Bakhtin e Peirce:  natureza coletiva dos sentidos da linguagem e caráter social do signo.
Questão para discussão Com base nos estudos de Santaella sobre a interatividade no ciberespaço, em que medida as dinâmicas interativas das interfaces digitais podem contribuir para o processo de ensino e aprendizagem? Lucila Pesce