Modos simplificadores de
conhecimento e implicações
nas sociedades
Regina Trilho Otero Xavier
QUEM É VOCÊ?
QUEM É VOCÊ?
• Sou “Fulano de Tal” diz tudo sobre
quem você é?
• Se você der muitas informações
sobre sua vida atual, então estará
dizendo quem você é?
• Ou precisamos pensar na nossa
condição humana para realmente
podermos responder quem somos?
QUEM É VOCÊ?
A condição humana
• De acordo com Morin (2009), conhecer o
humano é situá-lo no universo, é
compreender que trazemos dentro de nós
• o mundo físico,
• o mundo químico,
• nossos pensamentos,
• nossa consciência,
• nossa humanidade,
• nossa animalidade,
• nossa ascendência cósmica.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
QUEM É VOCÊ?
A condição humana
• Quem eu sou é inseparável de
• onde estou?
• de onde vim?
• para onde vou?
• Todo indivíduo traz em si toda a história da
humanidade.
• Todos somos resultantes de um longo e
complexo processo de hominização.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
Um complexo passado em
comum
• Apesar de um passado em comum e de
dependência planetária em comum, os
homens negam sua consciência de
coletividade e exageram em ações
individualistas.
• Que razões podem ter levado a humanidade a
enfraquecer o espírito de coletividade?
• Que razões podem ter levado o homem a não ter
consciência da complexidade que envolve a tudo
e a todos?
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
Pensamento simplificador
Pensamento complexo
Interdisciplinaridade
Transdisciplinaridade
• Por que razão costumamos pensar de forma
simplificada, não conseguindo relacionar grande
parte dos fatores que compõem uma situação
cotidiana?
• Porque costumamos desconsiderar a
complexidade existente?
• Será que isto tem a ver com a forma “disciplinar”
existente em nossa educação escolar?
• Será que não poderíamos ter aprendido de forma
interdisciplinar ou transdisciplinar?
• O que é
interdisciplinaridade?
Para Ivani Fazenda (1992, 1995)
• Uma atitude de espírito.
• Uma forma de permitir uma educação
mais permanente.
• Uma forma de compreender e
modificar o mundo.
Capra (1996):
• A essência da interdisciplinaridade é
caracterizada por
• uma visão de mundo integradora,
• ecológica
• que reconhece a interdependência
fundamental de todos os
fenômenos.
• Mas “o mundo” não foi
sempre, interdependente,
integrado????
• Quem o des-integrou?????
Antes de 1500
• Visão de mundo:
• Orgânica;
• Interdependência entre os fenômenos
materiais e os espirituais;
• Subordinação das necessidades
individuais às da coletividade.
A partir dos séculos XVI e XVII ...
• Mudanças revolucionárias na Física e
na Astronomia (Copérnico, Galileu e
Newton) – noção de mundo como
uma máquina.
A partir dos séculos XVI e XVII ...
• Fazer ciência –
– De acordo com os cientistas da
época, só teria valor se estivesse
de acordo com
• seus princípios epistemológicos e
• suas regras metodológicas
A partir dos séculos XVI e XVII ...
• UMA SÓ FORMA CORRETA DE FAZER
CIÊNCIA (CONHECIMENTO)
– Para combater a forma autoritária e
dogmática até então existente, os
cientistas da época exageram em
seus pressupostos e acabaram
criando também um modelo
totalitário.
A partir dos séculos XVI e XVII ...
• Nova visão de FAZER CIÊNCIA –
– Todo conhecimento obtido fora de
seus princípios e regras passou a
não ter valor.
– Senso comum – não tem valor
– Para Conhecer - dividir, classificar,
quantificar
A partir dos séculos XVI e XVII …
PENSAMENTO SIMPLIFICADOR E REDUCIONISTA
baseado no racionalismo cartesiano e no
determinismo mecanicista
• Método científico – implicava em
• redução da complexidade (pensamento
simplificador, reducionista)
• dividir o todo em partes para compreendê-lo
(racionalismo cartesiano)
• Ideia de ordem e de estabilidade (como se o
mundo fosse estático e eterno)
• Ideia de mundo-máquina (determinismo
mecanicista)
Conseqüências:
• Grandes benefícios para o desenvolvimento
da ciência
MAS
• Pesado ônus – perda para a humanidade em
termos de
• sensibilidade,
• valores,
• sentimentos.
Francis Bacon (1561 – 1626)
(lançou as bases do pensamento científico ocidental)
Para Bacon o objetivo da ciência é
dominar e controlar a natureza.
Descartes (1596-1650)
(considerado o fundador da ciência moderna)
• Propôs: o método analítico e dedutivo
– os pensamentos e problemas
devem ser decompostos em suas
partes componentes, numa ordem
lógica.
Descartes
(continuação)
Ênfase exagerada levou a:
• Fragmentação das disciplinas;
• Fragmentação do pensamento;
• Reducionismo –
• crença em que todos os fenômenos,
mesmo os mais complexos podem ser
entendidos através da análise de suas
partes constituintes;
Isaac Newton (1642-1727)
• O mundo é um sistema mecânico que
pode ser descrito de forma objetiva
sem necessidade de se fazer menção
ao observador.
• O sucesso do modelo mecanicista
de Newton (que se consolida com a
teoria da química atômica) faz com
que os princípios do seu método
sejam adotados por todas as
ciências,
inclusive as ciências humanas.
Paradigma tradicional
(ou paradigma da ciência moderna - síntese)
• Natureza, ser humano, plantas e animais –
máquina
• O todo é compreendido a partir das partes
• Verdade absoluta na ciência
• Só se considera científico as coisas que
podem ser medidas e quantificadas
• O homem é visto como separado da natureza
• A natureza é vista como sendo obrigada a
servir ao homem.
Visão mecanicista ou
visão cartesiana de mundo
• Separa os indivíduos de seus
relacionamentos, não reconhecendo
a importância do contexto em que
estão inseridos.
• Gerou
individualismo exagerado e
egocentrismo humano
E na Educação?
• A ênfase excessiva dada ao método
cartesiano levou à:
• fragmentação do nosso pensamento;
• unilateralidade de nossa visão;
• direcionando a nossa educação para
• valores fragmentados,
• superespecialização,
• processos de alienação:
MENTE TÉCNICA E CORAÇÃO VAZIO
• Quais são as implicações do
pensamento cartesiano-newtoniano
em nossas vidas?
Atualmente
• A Ecologia nos ensina que:
• A humanidade não é o centro da vida no
planeta;
• A terra inteira é parte do nosso corpo.
PENSAMENTO ECOLÓGICO
INTERDISCIPLINAR
TRANSDISCIPLINAR
Novas descobertas, novas
formas de pensar
• Princípio da Incerteza (Heisenberg)
• Princípio da Complementaridade
(Bohr)
• Teoria das Estruturas Dissipativas
(Prigogine)
• Teoria Autopoiética (Maturana e
Varela)
• Teoria da Enação (Varela)
• Pensamento Complexo (Morin)
Novas formas de pensar
• Os próprios progressos da Ciência
mostraram suas falhas anteriores e
estão nos levando a novas formas de
pensar:
• Visão de mundo total, INTEGRADO;
• Nova maneira de pensar a totalidade;
• UM NOVO PARADIGMA PARA A
EDUCAÇÃO.
• UMA NOVA FORMA DE PENSAR O
MUNDO E VER (SENTIR) O OUTRO
Novas formas de organizar o
conhecimento científico
(ENGLOBANDO AS ANTERIORES TAMBÉM!)
• Disciplinaridade
• Interdisciplinaridade
• Transdisciplinaridade
• Inseparabilidade sujeito/objeto,
corpo/mente, educador/educando
• Integração da experiência objetiva com a
subjetiva
• Sentipensar e atuar
MORAES, 2008
Transdisciplinaridade
• Rompimento de barreiras
• Destruição de fronteiras
• Visão pluralista e multirreferencial
• Diferentes níveis de realidade
• Necessidade de uma pluralidade de
olhares e linguagens para
compreender a complexidade da
realidade.
• Como ocorre o conhecimento?
– O entendimento que se tem da resposta a
esta questão, mesmo que de forma
inconsciente, vem determinando nossas
ações, sobretudo as ações educativas.
– Fernando Becker
NOSSAS FORMAS DE
PENSAR
• a forma de pensar (e organizar) o
conhecimento está relacionada com
• nosso comportamento
• nossa forma de perceber a realidade
Boaventura Santos
• Busca esclarecer os valores que
presidem os modos de fazer ciência.
• Duas concepções de conhecimento
(educação e de sociedade):
• Paradigma dominante da ciência moderna,
• Paradigma emergente (de um conhecimento
prudente para uma vida decente) ou
paradigma da solidariedade.
Paradigma emergente
Moraes (1996) e Ramos (1996)
Deve ser capaz de gerar ambientes
de aprendizagem que:
• compreendam o ser humano em sua
totalidade, com
• seus diferentes estilos de
aprendizagem e
• distintas formas de resolver problemas,
Paradigma emergente
Moraes (1996) e Ramos (1996)
(continuação)
• levando em consideração os
aspectos
• físicos,
• biológicos,
• mentais,
• psicológicos,
• morais,
• culturais e
• sociais dos aprendizes.
Paradigma emergente
(continuação)
- preocupação em formar indivíduos
autônomos, criativos, críticos,
cooperativos, solidários,
fraternos, mais integrados e
harmoniosos,isto é,
indivíduos intelectual e
humanamente competentes;
Novos tempos, novos desafios
• Cultura Digital
• Atuações no ciberterritório
• Novas habilidades
• Novas linguagens
• Novos códigos
• Novos meios de expressão
• Novos meios de publicação
• Novas formas de tratar linguagens e
códigos
- A PARTIR DE 1990 – cultura digital
- grande interação entre os usuários
- novos canais de sociabilidade
- novos canais de expressão cultural e de
participação política
RECONFIGURAÇÃO DA VIDA COTIDIANA
DOS INDIVÍDUOS
Novos tempos, novos desafios
• Atuar no ciberterritório –
• nova cartografia
• novos sentidos e comportamentos
• Surge um novo sujeito em um espaço que não é
privado, nem público, mas
coletivo e midiático.
(FERRARA, 2009)
Novos tempos, novos desafios
✓acesso às informações
✓troca de informações
✓comunicações coletivas
(a instantaneidade de tudo isto)
São determinantes de novos tempos que
exigem novas habilidades
e
conduzem a novos comportamentos.
Novos tempos, novos desafios
• Novas habilidades cognitivas?
• novas competências cognitivas estão sendo
desenvolvidas nas práticas comunicativas do
entretenimento contemporâneo
• cibertextuais,
• lógicas,
• criativas,
• sensoriais e
• sociais.
(RÉGIS, 2010)
(estão sendo desenvolvidas FORA DA ESCOLA)
Homo Zappiens
Nativos digitais
Geração C
• novas competências cognitivas -
• Sociais –
• possibilitam processos de colaboração entre
indivíduos reunidos em comunidades virtuais,
listas de discussão, blogs
• com finalidades de busca, produção e partilha de
informações adicionais sobre seus produtos culturais
favoritos.
Homo Zappiens
Nativos digitais
Geração C
Comunicação e Educação
Modo de pensar e comportamento
social
• Relações estratégicas, estruturais (se uma
muda – a outra muda)
• Relação entre comunicação e educação
• Relação entre modo de pensar (aprendido
na Educação Formal) e modo de ver o
mundo, o outro e comportamento social
Entender o mundo hoje –
-compreensão de várias
linguagens
- expressão (publicação)
- em várias linguagens e
- em vários suportes (mídias).
FANTIN (2008)
Uso de Tecnologias Educativas permite
formas de participação ativa dos educandos
• em processos interativos,
• em diversas linguagens,
• em diversos suportes,
• independente de tempo e local.
FANTIN (2008)
• Saber relacionado aos conteúdos (SIM!!!)
• Saber fazer
• Saber sentir e ser – sentipensar
• que envolve sensibilidade,
• escuta sensível,
• fala sensível e
• muito querer bem
– na construção de si,
– do outro e
– do coletivo
Educadores:
Saber complexo, inter e transdisciplinar
• Modos de ensinar e aprender
(modos de pensar) que
considerem:
• sensibilidade,
• amorosidade
• compreensão de contextos
coletivos e individuais.
• Será que existe realmente
relação entre a forma com
que os cientistas dos séculos
XVI e XVII acreditavam que o
conhecimento era construído
e a forma de pensar
individualista dos tempos
atuais?
• Será que a cultura digital e os
novas competências que os
nativos digitais estão
construindo poderão
contribuir para uma nova
forma de ver o mundo e o
outro, bem como uma nova
forma de conviver?
• Vamos para o fórum do
moodle conversar sobre isto
agora?
Referências
BASTOS, J. A. A educação tecnológica: conceitos, características e
perspectivas, in A Educação e Tecnologia. Tecnologia e Interação. Curitiba:
CEFET/PR, 1998.
FANTIN, Mônica. Liga, Roda, Clica.Campinas, SP: Papirus, 2008.
GAMA, Ruy, Tecnologia e o Trabalho na História. São Paulo: Studio Nobel, 1986.
MEDEIROS, Zulmira; VENTURA, Paulo Cezar. O conceito Cultura Tecnológica e um estudo
no meio educacional . Disponível em
http://www.portal.fae.ufmg.br/seer/index.php/ensaio/article/viewFile/133/183. Acesso em 14 de
agosto de 2011.
REIS, Junias. O conceito de tecnologia educacional para alunos do ensino médio e superior.
Disponível em http://alb.com.br/arquivo-
morto/edicoes_anteriores/anais17/txtcompletos/sem16/COLE_932.pdf. Acesso em 14 de agosto
de 2011.
ROCHA NETO, Ivan. Tecnologias Sociais. Disponível em
http://ieham.org/html/docs/Tecnologias_Sociais_Conceitos_e_perspectivas.pdf. Acesso em 14 de
agosto de 2011.
Tickton, S. To improve learning: an evaluation of instructional technology. New York, Bowkwer,
1970.
..............
LEMOS, JAMBEIRO estão no Livro: A cibercultura e seu espelho. Disponível em
(http://abciber.org/publicacoes/livro1/a_cibercultura_e_seu_espelho.pdf) – não deixem de ler
algumas partes desse livro – FANTÁSTICO!!!
Modos simplificadores de
conhecimento e implicações
nas sociedades
Regina Trilho Otero Xavier

Apresentação em ppt do ambiente ava

  • 1.
    Modos simplificadores de conhecimentoe implicações nas sociedades Regina Trilho Otero Xavier
  • 2.
  • 3.
    QUEM É VOCÊ? •Sou “Fulano de Tal” diz tudo sobre quem você é? • Se você der muitas informações sobre sua vida atual, então estará dizendo quem você é? • Ou precisamos pensar na nossa condição humana para realmente podermos responder quem somos?
  • 4.
    QUEM É VOCÊ? Acondição humana • De acordo com Morin (2009), conhecer o humano é situá-lo no universo, é compreender que trazemos dentro de nós • o mundo físico, • o mundo químico, • nossos pensamentos, • nossa consciência, • nossa humanidade, • nossa animalidade, • nossa ascendência cósmica. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
  • 5.
    QUEM É VOCÊ? Acondição humana • Quem eu sou é inseparável de • onde estou? • de onde vim? • para onde vou? • Todo indivíduo traz em si toda a história da humanidade. • Todos somos resultantes de um longo e complexo processo de hominização. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
  • 6.
    Um complexo passadoem comum • Apesar de um passado em comum e de dependência planetária em comum, os homens negam sua consciência de coletividade e exageram em ações individualistas. • Que razões podem ter levado a humanidade a enfraquecer o espírito de coletividade? • Que razões podem ter levado o homem a não ter consciência da complexidade que envolve a tudo e a todos? MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2009.
  • 7.
    Pensamento simplificador Pensamento complexo Interdisciplinaridade Transdisciplinaridade •Por que razão costumamos pensar de forma simplificada, não conseguindo relacionar grande parte dos fatores que compõem uma situação cotidiana? • Porque costumamos desconsiderar a complexidade existente? • Será que isto tem a ver com a forma “disciplinar” existente em nossa educação escolar? • Será que não poderíamos ter aprendido de forma interdisciplinar ou transdisciplinar?
  • 8.
    • O queé interdisciplinaridade?
  • 9.
    Para Ivani Fazenda(1992, 1995) • Uma atitude de espírito. • Uma forma de permitir uma educação mais permanente. • Uma forma de compreender e modificar o mundo.
  • 10.
    Capra (1996): • Aessência da interdisciplinaridade é caracterizada por • uma visão de mundo integradora, • ecológica • que reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos.
  • 11.
    • Mas “omundo” não foi sempre, interdependente, integrado????
  • 12.
    • Quem odes-integrou?????
  • 13.
    Antes de 1500 •Visão de mundo: • Orgânica; • Interdependência entre os fenômenos materiais e os espirituais; • Subordinação das necessidades individuais às da coletividade.
  • 14.
    A partir dosséculos XVI e XVII ... • Mudanças revolucionárias na Física e na Astronomia (Copérnico, Galileu e Newton) – noção de mundo como uma máquina.
  • 15.
    A partir dosséculos XVI e XVII ... • Fazer ciência – – De acordo com os cientistas da época, só teria valor se estivesse de acordo com • seus princípios epistemológicos e • suas regras metodológicas
  • 16.
    A partir dosséculos XVI e XVII ... • UMA SÓ FORMA CORRETA DE FAZER CIÊNCIA (CONHECIMENTO) – Para combater a forma autoritária e dogmática até então existente, os cientistas da época exageram em seus pressupostos e acabaram criando também um modelo totalitário.
  • 17.
    A partir dosséculos XVI e XVII ... • Nova visão de FAZER CIÊNCIA – – Todo conhecimento obtido fora de seus princípios e regras passou a não ter valor. – Senso comum – não tem valor – Para Conhecer - dividir, classificar, quantificar
  • 18.
    A partir dosséculos XVI e XVII … PENSAMENTO SIMPLIFICADOR E REDUCIONISTA baseado no racionalismo cartesiano e no determinismo mecanicista • Método científico – implicava em • redução da complexidade (pensamento simplificador, reducionista) • dividir o todo em partes para compreendê-lo (racionalismo cartesiano) • Ideia de ordem e de estabilidade (como se o mundo fosse estático e eterno) • Ideia de mundo-máquina (determinismo mecanicista)
  • 19.
    Conseqüências: • Grandes benefíciospara o desenvolvimento da ciência MAS • Pesado ônus – perda para a humanidade em termos de • sensibilidade, • valores, • sentimentos.
  • 20.
    Francis Bacon (1561– 1626) (lançou as bases do pensamento científico ocidental) Para Bacon o objetivo da ciência é dominar e controlar a natureza.
  • 21.
    Descartes (1596-1650) (considerado ofundador da ciência moderna) • Propôs: o método analítico e dedutivo – os pensamentos e problemas devem ser decompostos em suas partes componentes, numa ordem lógica.
  • 22.
    Descartes (continuação) Ênfase exagerada levoua: • Fragmentação das disciplinas; • Fragmentação do pensamento; • Reducionismo – • crença em que todos os fenômenos, mesmo os mais complexos podem ser entendidos através da análise de suas partes constituintes;
  • 23.
    Isaac Newton (1642-1727) •O mundo é um sistema mecânico que pode ser descrito de forma objetiva sem necessidade de se fazer menção ao observador.
  • 24.
    • O sucessodo modelo mecanicista de Newton (que se consolida com a teoria da química atômica) faz com que os princípios do seu método sejam adotados por todas as ciências, inclusive as ciências humanas.
  • 25.
    Paradigma tradicional (ou paradigmada ciência moderna - síntese) • Natureza, ser humano, plantas e animais – máquina • O todo é compreendido a partir das partes • Verdade absoluta na ciência • Só se considera científico as coisas que podem ser medidas e quantificadas • O homem é visto como separado da natureza • A natureza é vista como sendo obrigada a servir ao homem.
  • 26.
    Visão mecanicista ou visãocartesiana de mundo • Separa os indivíduos de seus relacionamentos, não reconhecendo a importância do contexto em que estão inseridos. • Gerou individualismo exagerado e egocentrismo humano
  • 27.
    E na Educação? •A ênfase excessiva dada ao método cartesiano levou à: • fragmentação do nosso pensamento; • unilateralidade de nossa visão; • direcionando a nossa educação para • valores fragmentados, • superespecialização, • processos de alienação: MENTE TÉCNICA E CORAÇÃO VAZIO
  • 28.
    • Quais sãoas implicações do pensamento cartesiano-newtoniano em nossas vidas?
  • 30.
    Atualmente • A Ecologianos ensina que: • A humanidade não é o centro da vida no planeta; • A terra inteira é parte do nosso corpo. PENSAMENTO ECOLÓGICO INTERDISCIPLINAR TRANSDISCIPLINAR
  • 31.
    Novas descobertas, novas formasde pensar • Princípio da Incerteza (Heisenberg) • Princípio da Complementaridade (Bohr) • Teoria das Estruturas Dissipativas (Prigogine) • Teoria Autopoiética (Maturana e Varela) • Teoria da Enação (Varela) • Pensamento Complexo (Morin)
  • 32.
    Novas formas depensar • Os próprios progressos da Ciência mostraram suas falhas anteriores e estão nos levando a novas formas de pensar: • Visão de mundo total, INTEGRADO; • Nova maneira de pensar a totalidade; • UM NOVO PARADIGMA PARA A EDUCAÇÃO. • UMA NOVA FORMA DE PENSAR O MUNDO E VER (SENTIR) O OUTRO
  • 33.
    Novas formas deorganizar o conhecimento científico (ENGLOBANDO AS ANTERIORES TAMBÉM!) • Disciplinaridade • Interdisciplinaridade • Transdisciplinaridade • Inseparabilidade sujeito/objeto, corpo/mente, educador/educando • Integração da experiência objetiva com a subjetiva • Sentipensar e atuar MORAES, 2008
  • 34.
    Transdisciplinaridade • Rompimento debarreiras • Destruição de fronteiras • Visão pluralista e multirreferencial • Diferentes níveis de realidade • Necessidade de uma pluralidade de olhares e linguagens para compreender a complexidade da realidade.
  • 35.
    • Como ocorreo conhecimento? – O entendimento que se tem da resposta a esta questão, mesmo que de forma inconsciente, vem determinando nossas ações, sobretudo as ações educativas. – Fernando Becker
  • 36.
    NOSSAS FORMAS DE PENSAR •a forma de pensar (e organizar) o conhecimento está relacionada com • nosso comportamento • nossa forma de perceber a realidade
  • 37.
    Boaventura Santos • Buscaesclarecer os valores que presidem os modos de fazer ciência. • Duas concepções de conhecimento (educação e de sociedade): • Paradigma dominante da ciência moderna, • Paradigma emergente (de um conhecimento prudente para uma vida decente) ou paradigma da solidariedade.
  • 38.
    Paradigma emergente Moraes (1996)e Ramos (1996) Deve ser capaz de gerar ambientes de aprendizagem que: • compreendam o ser humano em sua totalidade, com • seus diferentes estilos de aprendizagem e • distintas formas de resolver problemas,
  • 39.
    Paradigma emergente Moraes (1996)e Ramos (1996) (continuação) • levando em consideração os aspectos • físicos, • biológicos, • mentais, • psicológicos, • morais, • culturais e • sociais dos aprendizes.
  • 40.
    Paradigma emergente (continuação) - preocupaçãoem formar indivíduos autônomos, criativos, críticos, cooperativos, solidários, fraternos, mais integrados e harmoniosos,isto é, indivíduos intelectual e humanamente competentes;
  • 41.
    Novos tempos, novosdesafios • Cultura Digital • Atuações no ciberterritório • Novas habilidades • Novas linguagens • Novos códigos • Novos meios de expressão • Novos meios de publicação • Novas formas de tratar linguagens e códigos
  • 42.
    - A PARTIRDE 1990 – cultura digital - grande interação entre os usuários - novos canais de sociabilidade - novos canais de expressão cultural e de participação política RECONFIGURAÇÃO DA VIDA COTIDIANA DOS INDIVÍDUOS Novos tempos, novos desafios
  • 43.
    • Atuar nociberterritório – • nova cartografia • novos sentidos e comportamentos • Surge um novo sujeito em um espaço que não é privado, nem público, mas coletivo e midiático. (FERRARA, 2009) Novos tempos, novos desafios
  • 44.
    ✓acesso às informações ✓trocade informações ✓comunicações coletivas (a instantaneidade de tudo isto) São determinantes de novos tempos que exigem novas habilidades e conduzem a novos comportamentos. Novos tempos, novos desafios
  • 45.
    • Novas habilidadescognitivas? • novas competências cognitivas estão sendo desenvolvidas nas práticas comunicativas do entretenimento contemporâneo • cibertextuais, • lógicas, • criativas, • sensoriais e • sociais. (RÉGIS, 2010) (estão sendo desenvolvidas FORA DA ESCOLA) Homo Zappiens Nativos digitais Geração C
  • 46.
    • novas competênciascognitivas - • Sociais – • possibilitam processos de colaboração entre indivíduos reunidos em comunidades virtuais, listas de discussão, blogs • com finalidades de busca, produção e partilha de informações adicionais sobre seus produtos culturais favoritos. Homo Zappiens Nativos digitais Geração C
  • 47.
    Comunicação e Educação Modode pensar e comportamento social • Relações estratégicas, estruturais (se uma muda – a outra muda) • Relação entre comunicação e educação • Relação entre modo de pensar (aprendido na Educação Formal) e modo de ver o mundo, o outro e comportamento social
  • 48.
    Entender o mundohoje – -compreensão de várias linguagens - expressão (publicação) - em várias linguagens e - em vários suportes (mídias). FANTIN (2008)
  • 49.
    Uso de TecnologiasEducativas permite formas de participação ativa dos educandos • em processos interativos, • em diversas linguagens, • em diversos suportes, • independente de tempo e local. FANTIN (2008)
  • 50.
    • Saber relacionadoaos conteúdos (SIM!!!) • Saber fazer • Saber sentir e ser – sentipensar • que envolve sensibilidade, • escuta sensível, • fala sensível e • muito querer bem – na construção de si, – do outro e – do coletivo Educadores: Saber complexo, inter e transdisciplinar
  • 51.
    • Modos deensinar e aprender (modos de pensar) que considerem: • sensibilidade, • amorosidade • compreensão de contextos coletivos e individuais.
  • 52.
    • Será queexiste realmente relação entre a forma com que os cientistas dos séculos XVI e XVII acreditavam que o conhecimento era construído e a forma de pensar individualista dos tempos atuais?
  • 59.
    • Será quea cultura digital e os novas competências que os nativos digitais estão construindo poderão contribuir para uma nova forma de ver o mundo e o outro, bem como uma nova forma de conviver?
  • 66.
    • Vamos parao fórum do moodle conversar sobre isto agora?
  • 67.
    Referências BASTOS, J. A.A educação tecnológica: conceitos, características e perspectivas, in A Educação e Tecnologia. Tecnologia e Interação. Curitiba: CEFET/PR, 1998. FANTIN, Mônica. Liga, Roda, Clica.Campinas, SP: Papirus, 2008. GAMA, Ruy, Tecnologia e o Trabalho na História. São Paulo: Studio Nobel, 1986. MEDEIROS, Zulmira; VENTURA, Paulo Cezar. O conceito Cultura Tecnológica e um estudo no meio educacional . Disponível em http://www.portal.fae.ufmg.br/seer/index.php/ensaio/article/viewFile/133/183. Acesso em 14 de agosto de 2011. REIS, Junias. O conceito de tecnologia educacional para alunos do ensino médio e superior. Disponível em http://alb.com.br/arquivo- morto/edicoes_anteriores/anais17/txtcompletos/sem16/COLE_932.pdf. Acesso em 14 de agosto de 2011. ROCHA NETO, Ivan. Tecnologias Sociais. Disponível em http://ieham.org/html/docs/Tecnologias_Sociais_Conceitos_e_perspectivas.pdf. Acesso em 14 de agosto de 2011. Tickton, S. To improve learning: an evaluation of instructional technology. New York, Bowkwer, 1970. .............. LEMOS, JAMBEIRO estão no Livro: A cibercultura e seu espelho. Disponível em (http://abciber.org/publicacoes/livro1/a_cibercultura_e_seu_espelho.pdf) – não deixem de ler algumas partes desse livro – FANTÁSTICO!!!
  • 68.
    Modos simplificadores de conhecimentoe implicações nas sociedades Regina Trilho Otero Xavier