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Retardo Mental
Universidade Federal do Piauí- UFPI

Darciane Brito
Géssika Maura
Kélvia Lages
Yrlane Oliveira
Tátila Sara
Parnaíba- 2014
 SUMÁRIO
ᴪ continuum de funcionamento intelectual e adaptativo.
O
ᴪ
Apanhado histórico.

ᴪConsiderações diagnosticas e desenvolvimentais.
ᴪAs diferentes manifestações do retardo mental.
ᴪ
Outras características e transtornos associados.

ᴪ
Epidemiologia
ᴪ
Curso do desenvolvimento e prognóstico.
ᴪ
Etiologia.
O CONTINUUM DE FUNCIONAMENTO
INTELECTUAL E ADAPTATIVO.

Retardo Mental

1º
2º

3º

Definição

Conjunto de
condições
diversas com
três fatores afins:

• Função intelectual inferior a média;
• Dificuldades adaptativas;
• Manifestação do transtorno;
Caracteriza-se

Níveis de
gravidade

Manifestações
das
dificuldades

Desenvolvimento
limitado

1.Leve
2. Moderado

1.Comportamen
to social

2.Linguagem

Funcionamento
adaptativo

3. Grave
4. Profundo

3. Autonomia
4.Motricidade
Defectologia

Diversidade
Vygotsky

Origens
múltiplas

Limite de
um
continuum

Desenvolvimento
diferentes

Inferior

Manifestações
Diversas

Centro do
continuum

superior
Situou seu estudo

Centro de
controvérsias

Sociais
Políticas
Filosóficas

O que é a inteligência?

O que é a normalidade?

Quem faz parte do grupo de pessoas ditas inteligentes e
normais e quem é excluído dele?
Que tratamento deve ser reservado aos excluídos?
APANHADO HISTÓRICO
Deficiência
intelectual

Ambivalência

Idade Média

• Pesquisa e
intervenção

• Medo e Rejeição

• Objeto de rejeição
social

• Compreender as
diferenças

• Solicitude e
benevolência

• Castigo
• Medo de contagio
VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO FRANCESA
Isolamento e hospícios

Ambiguidade social:
rejeição e proteção

REVOLUÇÃO FRANCESASÉC. XVIII A XIX
Desperta a consciência social

Meios intelectuais da Europa e
EUA

ESPERANÇA PARA CRIANÇAS COM R. M.
França, Baviera, Suíça, Estados
Unidos

Primeiras tentativas acabam em
fracasso
Sob a influência médica, biológica
e filosófica. Começa-se a afirma que o R.
M. é uma deficiência inataineducáveis.

No fim do Séc. XIX o R. M.
representa um fracasso moral.

Em 1889, Kerlin define a
deficiência mental a partir de uma
abordagem moralizante: Institucionalizar
o sujeito para proteger da sociedade.
Estudos aprofundados do R. M.
surgem no final do séc. XIX. A exemplo
com Esquirol, Moreau de Tours.

Os esforços sistemáticos de
classificação
estão
ligados
historicamente a democratização da
educaçãofracasso
escolar
(consequência).
Inicio do séc. XX, Binet
introduz a psicometria. Método
quantitativo
para determinar o
funcionamento intelectual.
Campo de atividade multidisciplinar.

A partir
dos
trabalhos
clássicos de Vygotsky, Wallon, Piaget,
Werner e Strauss.

Hoje pesquisadores adotam
uma
abordagem
multifatorial
(multidimensional e desenvolvimental)
.
Abordagens
contemporâneas (Hodapp e
Dykens, 1994)

1ª. Enfatiza a
etiologia dos
fenômenos
observados.
Adotada por médicos,
biólogos e
pesquisadores.

2ª. Interessa-se pelo
funcionamento da
pessoa.
Adotada por
psicólogos, assistentes
sociais e educadores.
Q.I.
Diferenças
intelectuais
INTELIGÊNCIA E HEREDITARIEDADE
O potencial genético raramente e sinônimo de um destino
irreversível;

Os dados sobre hereditariedade estão ligados as hipóteses
levantadas nas pesquisas, nas quais postulam que as variações
genéticas e ambientais são de natureza aditiva;

A medida de hereditariedade depende das circunstancias
ambientais que jamais podem ser ignoradas.
CID-10 e DSM-IV:

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

Antes dos 18 anos
Q.I.
Déficit no funcionamento
intelectual
Idade mental

Déficit no funcionamento
adaptativo

Escala de Maturidade
Social de Vinerlan
CID-10
• Nível de capacidades cognitivas
• Leve  Q.I. 50-69
 I.M. 9 a 12 anos
• Moderado  Q.I. 35-49
 I.M. 6 a 9 anos
• Grave  Q.I. 20-34
 I.M. 3 a 6 anos
• Profundo  Q.I. < 20
 I.M. abaixo de 3

DSM-IV
• Funcionamento intelectual
• Leve  Q.I. 50-55 a 70
• Moderado  Q.I. 34-40 a 50-55
• Grave  Q.I. 20-25 a 35-40
• Profundo  Q.I. inferior a 20-25
• Nem sempre é possível a avaliação intelectual
Comunicação

Segurança

Autonomia

Vida
domestica

Saúde

Lazer

DSM-IV: Déficits
concomitantes ou
do funcionamento
adaptativo em 2
áreas:

Aptidões
sociais e
interpessoais

Aproveitamento
de recursos do
ambiente

Trabalho
Utilização dos
conhecimentos
escolares

Responsabili
dade
individual
NÍVEIS DE GRAVIDADE DO RETARDO
MENTAL

Retardo
leve (85%)

Retardo
moderado
(10%)

Retardo
grave
a 4%)

(3

Retardo
profundo (1
a 2%)
RETARDO MENTAL LEVE

Adquirem varias capacidades afetivas, sociais e instrumentais
Nível de autonomia pessoal e social comparável ao nível “normal”
Problemas são menores nas capacidades sensoriais e motoras
Não impõe problemas maiores nos primeiros anos
Raramente tem etiologia orgânica
Forte influencia de fatores socioeconômico e cultural
RETARDO MENTAL MODERADO

Aprende a falar - dificuldade em comunicação e em troca de informação
simples e concreta.
Difícil aprendizagem nas regras e convenções sociais
Nível de autonomia limitado
Retardo evidente em qualquer contexto social e cultural
A maioria não aprende a ler ou escrever
Possibilidade de trabalho em ambiente adaptado
EXEMPLOS:

Trissomia do
cromossomo 21
(Down)

Problemas durante a
gravidez:
- Divisão celular
- Consumo de álcool
- Infecções

Síndrome de PraderWili

Síndrome do X frágil

Problemas de saúde:
- Meningite
- Exposição a veneno
- Má nutrição extrema
- Varicela
•
•
•
•
•
•

•
•
•
•
•

Fala
Aprendizagens
Autonomia
Motricidade
Primeira infância
Adulto

Retardo
mental leve

•
•
•
•
•
•

Fala
Aprendizagens
Autonomia
Motricidade
Primeira infância
Adulto

Retardo
mental
moderado

Retardo
mental grave

Retardo
mental
profundo

Fala
Aprendizagem
Autonomia
Motricidade
Primeira
infância
• Adulto

• Fala
• Aprendizagens
• Autonomia
• Motricidade
• Primeira infância
• Adulto
Outras Características e
Transtornos Associados
Comorbidade

Amostras Estudadas

Métodos Utilizados
Níveis

Mais elevados em
amostras clínicas

Aumentam com o
nível de gravidade
do Retardo Mental

R.M ter uma
etiologia comum
com
certos
transtornos graves
DIAGNÓSTICO DOS TRANSTORNOS
ASSOCIADOS
Limitações Cognitivas e Linguísticas;
Incapacidade ou dificuldade de expressar verbalmente suas emoções;
Adaptação de critérios diagnósticos;

Observação do comportamento não verbal;
Informações com pais e professores;
AFECÇÕES MÉDICAS

Grau de gravidade e etiologia

Epilepsia, paralisia
transtornos sensoriais

cerebral

e

os

Gravidade dessas afecções varia em
função do retardo
SINTOMAS E TRANSTORNOS PSICOPATOLÓGICOS

Retardo mental costuma ser acompanhado de sintomas como:

Imaturidade e insensibilidade social
Passividade ou agitação extrema
Psicopatologias associadas:

3 a 4 vezes mais elevadas em crianças com retardo mental

Entre 10 e 50% das pessoas com retardo apresentam outra psicopatologia
Estudo de uma coorte finlandesa

44% das crianças com
retardo mental possuíam
um(ou mais) problema de
comportamento ou de
relacionamento associados
Transtornos
de
comportamento
mais
elevados que transtornos
afetivos em crianças sem
deficiência

Sem Retardo Mental=
14%

Crianças com retardo
mental apresentavam
os dois transtornos em
proporções
semelhantes

Transtorno
do
Comportamento=21%
Transtorno
Afetivo=18%
DSM- IV

Transtorno
de
Déficit
e
Atenção/Hiperatividade(TDAH)

Transtornos de Humor

Transtorno
invasivo
desenvolvimento

do
Dificuldades Afetivas

Depressão

Transtornos devido a uma condição
médica geral
ESTERIOPITIAS E AUTOMUTILAÇÕES

Evidentes no retardo
Síndrome de Lesch
mental
grave
ou
Nyhan
profundo

Pica
DIFICULDADES DE LINGUAGEM E
DE COMUNICAÇÃO

Capacidade de compreensão superior à
sua capacidade expressiva

Linguagem interiorizada é limitada

Melhor desempenho nas tarefas não
verbais nos testes de inteligência do
que nas verbais
Articulação,
pronúncia,
sintaxe,
compreensão e utilização da linguagem,
comunicação verbal e não verbal;

Dificuldade de serem aceitos por seus
pares sem retardo;

Alguns
trabalhos
voltados
para
autoestima, motivação e a compreensão
da deficiências nas crianças com retardo
mental;
EPIDEMIOLOGIA
PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E
AO SEXO

Critérios diagnósticos utilizados

DSM- IV e a CID 10

Linha divisória do funcionamento intelectual
PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO
SEXO

Estudos de
população, e não em
amostras clínicas.

Escore de Q.I. de
dois desvios padrão
inferior à média (70)

2 a 3%

1a2%
PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO
SEXO
• Razões que explicam a previsão estatísticas de uma taxa de 2 a 3 %:
1
2
3
4

• Funcionamento intelectual e adaptativo limitados;

• Taxa de mortalidade elevada em pessoas com retardo mental;
• Ingresso no ensino formal incrementa as taxa de retardo mental;

• Q.I. e funcionamento adaptativo não são entidades fixas;
TRANSTORNOS ESPECÍFICOS FREQUENTES
• Trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down)

• Síndrome do X frágil

• Síndrome de Prader Willi
PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO
SEXO
• É mais frequente nos meninos;

1,3 meninos para 1 menina

Meninos mais vulneráveis;

Transtornos motivadores do retardo mental atingem mais o sexo masculino;
DIFERENÇAS SOCIOCULTURAIS
RETARDO MENTAL

Fenômeno Universal
Causas frequentes em certas
regiões
Espinha bífida

Etiologia biológica
Todas as camadas sociais,
grupos étnicos.

Etiologia Psicossocial
Famílias carentes,
sociedades de minorias
étnicas.
RETARDO MENTAL_ Estudo

Status
social

EUA

Prevalência do retardo
mental leve

Etnia

Crianças
carentes

Social

natureza

Cultural

Psicopatológica

Minorias
étnicas
Curso de desenvolvimento e prognóstico

Varia
de
acordo com a
etiologia e a
gravidade das
dificuldades

• Biológica:
dificuldades
desde
o
nascimento/primeira infância
• Doença na infância: manifestação brusca
• Contexto psicossocial ou educacional:
reflete os determinantes que operam no
contexto

 Diversidade característica do retardo
RETARDO OU DIFERENÇA

 Perspectivas desenvolvimental

 Perspectiva diferencial

- Desenvolvimento cognitivo é semelhante
- Seguem as mesmas fases
- Ritmo próprio e discrepante
Etiologia

Fatores
biológicos

Fatores
familiares,
sociais e
culturais
OS FATORES BIOLÓGICOS PODEM SER:

Origem
genética

Aberração
cromossômica

Mutação
genética
ABERRAÇÃO CROMOSSÔMICA

ᴪ
Anomalias de número ou de estrutura;

ᴪ Síndrome de Klinefelter:
A
Aberração do cromossomos sexuais;
Mais frequente em homens;
Caracteriza-se por inteligência normal ou retardo leve;
Problemas na comunicação e linguagem;
MUTAÇÃO GENÉTICA

ᴪ
Fenilcetonúria:

Incapacidade de metabolizar a fenilalanina;
Ocasiona um retardo grave ou profundo;
Crianças nascem normal;
Retardo tem origem tanto hereditária com ambiental;
Apoio e representação social

Fatores familiares,
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Retardo Mental: Uma Abordagem Multidisciplinar

  • 1. Retardo Mental Universidade Federal do Piauí- UFPI Darciane Brito Géssika Maura Kélvia Lages Yrlane Oliveira Tátila Sara Parnaíba- 2014
  • 2.  SUMÁRIO ᴪ continuum de funcionamento intelectual e adaptativo. O ᴪ Apanhado histórico. ᴪConsiderações diagnosticas e desenvolvimentais. ᴪAs diferentes manifestações do retardo mental. ᴪ Outras características e transtornos associados. ᴪ Epidemiologia ᴪ Curso do desenvolvimento e prognóstico. ᴪ Etiologia.
  • 3. O CONTINUUM DE FUNCIONAMENTO INTELECTUAL E ADAPTATIVO. Retardo Mental 1º 2º 3º Definição Conjunto de condições diversas com três fatores afins: • Função intelectual inferior a média; • Dificuldades adaptativas; • Manifestação do transtorno;
  • 4. Caracteriza-se Níveis de gravidade Manifestações das dificuldades Desenvolvimento limitado 1.Leve 2. Moderado 1.Comportamen to social 2.Linguagem Funcionamento adaptativo 3. Grave 4. Profundo 3. Autonomia 4.Motricidade
  • 6. Situou seu estudo Centro de controvérsias Sociais Políticas Filosóficas O que é a inteligência? O que é a normalidade? Quem faz parte do grupo de pessoas ditas inteligentes e normais e quem é excluído dele? Que tratamento deve ser reservado aos excluídos?
  • 7. APANHADO HISTÓRICO Deficiência intelectual Ambivalência Idade Média • Pesquisa e intervenção • Medo e Rejeição • Objeto de rejeição social • Compreender as diferenças • Solicitude e benevolência • Castigo • Medo de contagio
  • 8. VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO FRANCESA Isolamento e hospícios Ambiguidade social: rejeição e proteção REVOLUÇÃO FRANCESASÉC. XVIII A XIX Desperta a consciência social Meios intelectuais da Europa e EUA ESPERANÇA PARA CRIANÇAS COM R. M. França, Baviera, Suíça, Estados Unidos Primeiras tentativas acabam em fracasso
  • 9. Sob a influência médica, biológica e filosófica. Começa-se a afirma que o R. M. é uma deficiência inataineducáveis. No fim do Séc. XIX o R. M. representa um fracasso moral. Em 1889, Kerlin define a deficiência mental a partir de uma abordagem moralizante: Institucionalizar o sujeito para proteger da sociedade.
  • 10. Estudos aprofundados do R. M. surgem no final do séc. XIX. A exemplo com Esquirol, Moreau de Tours. Os esforços sistemáticos de classificação estão ligados historicamente a democratização da educaçãofracasso escolar (consequência). Inicio do séc. XX, Binet introduz a psicometria. Método quantitativo para determinar o funcionamento intelectual.
  • 11. Campo de atividade multidisciplinar. A partir dos trabalhos clássicos de Vygotsky, Wallon, Piaget, Werner e Strauss. Hoje pesquisadores adotam uma abordagem multifatorial (multidimensional e desenvolvimental) .
  • 12. Abordagens contemporâneas (Hodapp e Dykens, 1994) 1ª. Enfatiza a etiologia dos fenômenos observados. Adotada por médicos, biólogos e pesquisadores. 2ª. Interessa-se pelo funcionamento da pessoa. Adotada por psicólogos, assistentes sociais e educadores.
  • 14. INTELIGÊNCIA E HEREDITARIEDADE O potencial genético raramente e sinônimo de um destino irreversível; Os dados sobre hereditariedade estão ligados as hipóteses levantadas nas pesquisas, nas quais postulam que as variações genéticas e ambientais são de natureza aditiva; A medida de hereditariedade depende das circunstancias ambientais que jamais podem ser ignoradas.
  • 15. CID-10 e DSM-IV: CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS Antes dos 18 anos Q.I. Déficit no funcionamento intelectual Idade mental Déficit no funcionamento adaptativo Escala de Maturidade Social de Vinerlan
  • 16. CID-10 • Nível de capacidades cognitivas • Leve  Q.I. 50-69  I.M. 9 a 12 anos • Moderado  Q.I. 35-49  I.M. 6 a 9 anos • Grave  Q.I. 20-34  I.M. 3 a 6 anos • Profundo  Q.I. < 20  I.M. abaixo de 3 DSM-IV • Funcionamento intelectual • Leve  Q.I. 50-55 a 70 • Moderado  Q.I. 34-40 a 50-55 • Grave  Q.I. 20-25 a 35-40 • Profundo  Q.I. inferior a 20-25 • Nem sempre é possível a avaliação intelectual
  • 17. Comunicação Segurança Autonomia Vida domestica Saúde Lazer DSM-IV: Déficits concomitantes ou do funcionamento adaptativo em 2 áreas: Aptidões sociais e interpessoais Aproveitamento de recursos do ambiente Trabalho Utilização dos conhecimentos escolares Responsabili dade individual
  • 18. NÍVEIS DE GRAVIDADE DO RETARDO MENTAL Retardo leve (85%) Retardo moderado (10%) Retardo grave a 4%) (3 Retardo profundo (1 a 2%)
  • 19. RETARDO MENTAL LEVE Adquirem varias capacidades afetivas, sociais e instrumentais Nível de autonomia pessoal e social comparável ao nível “normal” Problemas são menores nas capacidades sensoriais e motoras Não impõe problemas maiores nos primeiros anos Raramente tem etiologia orgânica Forte influencia de fatores socioeconômico e cultural
  • 20. RETARDO MENTAL MODERADO Aprende a falar - dificuldade em comunicação e em troca de informação simples e concreta. Difícil aprendizagem nas regras e convenções sociais Nível de autonomia limitado Retardo evidente em qualquer contexto social e cultural A maioria não aprende a ler ou escrever Possibilidade de trabalho em ambiente adaptado
  • 21. EXEMPLOS: Trissomia do cromossomo 21 (Down) Problemas durante a gravidez: - Divisão celular - Consumo de álcool - Infecções Síndrome de PraderWili Síndrome do X frágil Problemas de saúde: - Meningite - Exposição a veneno - Má nutrição extrema - Varicela
  • 22. • • • • • • • • • • • Fala Aprendizagens Autonomia Motricidade Primeira infância Adulto Retardo mental leve • • • • • • Fala Aprendizagens Autonomia Motricidade Primeira infância Adulto Retardo mental moderado Retardo mental grave Retardo mental profundo Fala Aprendizagem Autonomia Motricidade Primeira infância • Adulto • Fala • Aprendizagens • Autonomia • Motricidade • Primeira infância • Adulto
  • 24. Comorbidade Amostras Estudadas Métodos Utilizados Níveis Mais elevados em amostras clínicas Aumentam com o nível de gravidade do Retardo Mental R.M ter uma etiologia comum com certos transtornos graves
  • 25. DIAGNÓSTICO DOS TRANSTORNOS ASSOCIADOS Limitações Cognitivas e Linguísticas; Incapacidade ou dificuldade de expressar verbalmente suas emoções; Adaptação de critérios diagnósticos; Observação do comportamento não verbal; Informações com pais e professores;
  • 26. AFECÇÕES MÉDICAS Grau de gravidade e etiologia Epilepsia, paralisia transtornos sensoriais cerebral e os Gravidade dessas afecções varia em função do retardo
  • 27. SINTOMAS E TRANSTORNOS PSICOPATOLÓGICOS Retardo mental costuma ser acompanhado de sintomas como: Imaturidade e insensibilidade social Passividade ou agitação extrema
  • 28. Psicopatologias associadas: 3 a 4 vezes mais elevadas em crianças com retardo mental Entre 10 e 50% das pessoas com retardo apresentam outra psicopatologia
  • 29. Estudo de uma coorte finlandesa 44% das crianças com retardo mental possuíam um(ou mais) problema de comportamento ou de relacionamento associados Transtornos de comportamento mais elevados que transtornos afetivos em crianças sem deficiência Sem Retardo Mental= 14% Crianças com retardo mental apresentavam os dois transtornos em proporções semelhantes Transtorno do Comportamento=21% Transtorno Afetivo=18%
  • 31. Dificuldades Afetivas Depressão Transtornos devido a uma condição médica geral
  • 32. ESTERIOPITIAS E AUTOMUTILAÇÕES Evidentes no retardo Síndrome de Lesch mental grave ou Nyhan profundo Pica
  • 33. DIFICULDADES DE LINGUAGEM E DE COMUNICAÇÃO Capacidade de compreensão superior à sua capacidade expressiva Linguagem interiorizada é limitada Melhor desempenho nas tarefas não verbais nos testes de inteligência do que nas verbais
  • 34. Articulação, pronúncia, sintaxe, compreensão e utilização da linguagem, comunicação verbal e não verbal; Dificuldade de serem aceitos por seus pares sem retardo; Alguns trabalhos voltados para autoestima, motivação e a compreensão da deficiências nas crianças com retardo mental;
  • 36. PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO SEXO Critérios diagnósticos utilizados DSM- IV e a CID 10 Linha divisória do funcionamento intelectual
  • 37. PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO SEXO Estudos de população, e não em amostras clínicas. Escore de Q.I. de dois desvios padrão inferior à média (70) 2 a 3% 1a2%
  • 38. PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO SEXO • Razões que explicam a previsão estatísticas de uma taxa de 2 a 3 %: 1 2 3 4 • Funcionamento intelectual e adaptativo limitados; • Taxa de mortalidade elevada em pessoas com retardo mental; • Ingresso no ensino formal incrementa as taxa de retardo mental; • Q.I. e funcionamento adaptativo não são entidades fixas;
  • 39. TRANSTORNOS ESPECÍFICOS FREQUENTES • Trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down) • Síndrome do X frágil • Síndrome de Prader Willi
  • 40. PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS LIGADAS À IDADE E AO SEXO • É mais frequente nos meninos; 1,3 meninos para 1 menina Meninos mais vulneráveis; Transtornos motivadores do retardo mental atingem mais o sexo masculino;
  • 42. RETARDO MENTAL Fenômeno Universal Causas frequentes em certas regiões Espinha bífida Etiologia biológica Todas as camadas sociais, grupos étnicos. Etiologia Psicossocial Famílias carentes, sociedades de minorias étnicas.
  • 43. RETARDO MENTAL_ Estudo Status social EUA Prevalência do retardo mental leve Etnia Crianças carentes Social natureza Cultural Psicopatológica Minorias étnicas
  • 44. Curso de desenvolvimento e prognóstico Varia de acordo com a etiologia e a gravidade das dificuldades • Biológica: dificuldades desde o nascimento/primeira infância • Doença na infância: manifestação brusca • Contexto psicossocial ou educacional: reflete os determinantes que operam no contexto  Diversidade característica do retardo
  • 45. RETARDO OU DIFERENÇA  Perspectivas desenvolvimental  Perspectiva diferencial - Desenvolvimento cognitivo é semelhante - Seguem as mesmas fases - Ritmo próprio e discrepante
  • 47. OS FATORES BIOLÓGICOS PODEM SER: Origem genética Aberração cromossômica Mutação genética
  • 48. ABERRAÇÃO CROMOSSÔMICA ᴪ Anomalias de número ou de estrutura; ᴪ Síndrome de Klinefelter: A Aberração do cromossomos sexuais; Mais frequente em homens; Caracteriza-se por inteligência normal ou retardo leve; Problemas na comunicação e linguagem;
  • 49. MUTAÇÃO GENÉTICA ᴪ Fenilcetonúria: Incapacidade de metabolizar a fenilalanina; Ocasiona um retardo grave ou profundo; Crianças nascem normal; Retardo tem origem tanto hereditária com ambiental;
  • 50. Apoio e representação social Fatores familiares, sociais e culturais: Adaptação familiar Estresse materno

Notas do Editor

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