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Autismo

Reflexões sobre Transtorno do Espectro Autista realizados a partir da palestra do Prof. Dr. Marcio Moacyr Vasconcelos (UFF) no 38 Congresso Brasileiro de Pediatria. Alguns dados foram atualizados, outros tiveram a linguagem adequada ao público leigo.

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Transtorno do
Espectro Autista (TEA)
Reflexões
O que é o Transtorno do Espectro
Autista?
• Distúrbio do neurodesenvolvimento que compromete a
comunicação e as interações sociais e gera comportamentos,
interesses ou atividades restritos e repetitivos.
• O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos
Mentais na sua 5ª edição (DSM-5/2013) recomenda
que o Autismo não seja mais visto como uma doença,
mas como um transtorno da comunicação social
(mais abrangente) com maior ou menor
comprometimento do indivíduo acometido.
O Espectro Autista
AUTISMO DE
ALTA
PERFORMANCE
AUTISMO SEVEROAUTISMO
Nível 1: Necessidade de Apoio
Sem suporte disponível, déficits
na comunicação social causam
prejuízos visíveis. Apresenta
dificuldade em iniciar interações
sociais e demonstra claros
exemplos de respostas
inadequadas no estabelecimento
de vínculos sociais com outros.
Podem apresentar desinteresse
em interações sociais.
Nível 2: Necessidade de apoio
substancial
Déficits pontuais nas habilidades
de comunicação social verbal ou
não-verbal; prejuízos sociais,
mesmo com suporte; interações
sociais limitadas e reduzida ou
respostas incomuns no
estabelecimento de vínculos
sociais com outros.
Nível 3: Grande necessidade de
apoio substancial
Déficits severos nas habilidades
de comunicação social, verbal ou
não-verbal, causando limitações
em seu funcionamento; interação
social muito limitada e respostas
mínimas ao estabelecimento de
vínculos sociais com outros.
GRAUS DE COMPROMETIMENTO
O Espectro Autista
AUTISMO DE
ALTA
PERFORMANCE
AUTISMO SEVEROAUTISMO
Nível 1: Necessidade de Apoio
Rituais e comportamentos
repetitivos causam interferência
significativa no funcionamento de
um ou mais contextos. Apresenta
resistência em interromper seus
comportamentos e interesses
restritos ou tem dificuldade em
focar em outro interesse.
Nível 2: Necessidade de apoio
substancial
Interesses restritos e
comportamentos repetitivos
aparecem frequentemente, de
modo que fica claro para o
observador casual, o que interfere
em diversos contextos. Estresse
ou frustação são aparentes
quando estes comportamentos
são interrompidos; dificuldade em
focar em outro interesse, que não
o restrito.
Nível 3: Grande necessidade de
apoio substancial
Rituais fixos e comportamentos
repetitivos interferem
pontualmente em todas as
esferas. Estresse pontual quando
rituais e rotinas são interrompidos;
muita dificuldade em focar em
outros interesses, em vez deste
interesse fixo ou de retornar a
este rapidamente.
INTERESSES RESTRITOS E COMPORTAMENTOS
REPETITIVOS
Estamos vivendo uma epidemia de
Autismo?
• A partir de meados da década de 1960 até meados da década
de 1970, as assembleias legislativas, a justiça federal e o
Congresso norte-americanos criaram direitos de educação
especial para crianças com deficiências.
• Em 1990, a Lei Pública 94-142 foi reformulada como Lei de
Educação para Indivíduos com Deficiências (IDEA). A IDEA
sofreu uma emenda em 1997 e depois foi sancionada
novamente em 2004, sendo renomeada como Lei de
Aprimoramento Educacional de Indivíduos com
Deficiências.
• A partir desta lei houve um considerável aprimoramento nos
métodos de triagem e diagnóstico dos transtornos relacionados
ao Espectro Autista e – consequentemente – maior notificação
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  • 2. O que é o Transtorno do Espectro Autista? • Distúrbio do neurodesenvolvimento que compromete a comunicação e as interações sociais e gera comportamentos, interesses ou atividades restritos e repetitivos. • O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais na sua 5ª edição (DSM-5/2013) recomenda que o Autismo não seja mais visto como uma doença, mas como um transtorno da comunicação social (mais abrangente) com maior ou menor comprometimento do indivíduo acometido.
  • 3. O Espectro Autista AUTISMO DE ALTA PERFORMANCE AUTISMO SEVEROAUTISMO Nível 1: Necessidade de Apoio Sem suporte disponível, déficits na comunicação social causam prejuízos visíveis. Apresenta dificuldade em iniciar interações sociais e demonstra claros exemplos de respostas inadequadas no estabelecimento de vínculos sociais com outros. Podem apresentar desinteresse em interações sociais. Nível 2: Necessidade de apoio substancial Déficits pontuais nas habilidades de comunicação social verbal ou não-verbal; prejuízos sociais, mesmo com suporte; interações sociais limitadas e reduzida ou respostas incomuns no estabelecimento de vínculos sociais com outros. Nível 3: Grande necessidade de apoio substancial Déficits severos nas habilidades de comunicação social, verbal ou não-verbal, causando limitações em seu funcionamento; interação social muito limitada e respostas mínimas ao estabelecimento de vínculos sociais com outros. GRAUS DE COMPROMETIMENTO
  • 4. O Espectro Autista AUTISMO DE ALTA PERFORMANCE AUTISMO SEVEROAUTISMO Nível 1: Necessidade de Apoio Rituais e comportamentos repetitivos causam interferência significativa no funcionamento de um ou mais contextos. Apresenta resistência em interromper seus comportamentos e interesses restritos ou tem dificuldade em focar em outro interesse. Nível 2: Necessidade de apoio substancial Interesses restritos e comportamentos repetitivos aparecem frequentemente, de modo que fica claro para o observador casual, o que interfere em diversos contextos. Estresse ou frustação são aparentes quando estes comportamentos são interrompidos; dificuldade em focar em outro interesse, que não o restrito. Nível 3: Grande necessidade de apoio substancial Rituais fixos e comportamentos repetitivos interferem pontualmente em todas as esferas. Estresse pontual quando rituais e rotinas são interrompidos; muita dificuldade em focar em outros interesses, em vez deste interesse fixo ou de retornar a este rapidamente. INTERESSES RESTRITOS E COMPORTAMENTOS REPETITIVOS
  • 5. Estamos vivendo uma epidemia de Autismo? • A partir de meados da década de 1960 até meados da década de 1970, as assembleias legislativas, a justiça federal e o Congresso norte-americanos criaram direitos de educação especial para crianças com deficiências. • Em 1990, a Lei Pública 94-142 foi reformulada como Lei de Educação para Indivíduos com Deficiências (IDEA). A IDEA sofreu uma emenda em 1997 e depois foi sancionada novamente em 2004, sendo renomeada como Lei de Aprimoramento Educacional de Indivíduos com Deficiências. • A partir desta lei houve um considerável aprimoramento nos métodos de triagem e diagnóstico dos transtornos relacionados ao Espectro Autista e – consequentemente – maior notificação de casos.
  • 6. Estamos vivendo uma epidemia de Autismo? LEI IDEA
  • 7. Como é feito o diagnóstico de TEA? • Déficits persistentes na Comunicação e nas Interações sociais – Não há reciprocidade, não imita, interações fragmentadas; – Contato visual fraco; – Comunicação não verbal comprometida (apontar, dar tchau, mandar beijo, bater palmas no parabéns) – Desinteresse ou aversão a outras crianças – Ausência de atenção compartilhada – Dificuldade em brincar em grupo
  • 8. Como é feito o diagnóstico de TEA? • Restrição e repetição de Comportamentos, Interesses ou Atividades*: – Estereotipias motoras; – Ecolalia; – Repetição de sons monótonos; – Comportamento metódico; – Ausência de brincadeira simbólica; – Apego intenso e persistente a objetos incomuns; – Hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais; * Restrição e repetição persistente
  • 9. Como é feito o diagnóstico de TEA? A definição da presença dos critérios de diagnóstico baseia-se na interpretação subjetiva da sua relevância e persistência ao longo do desenvolvimento. A DIFICULDADE DIAGNÓSTICA
  • 10. Qual a precisão do diagnóstico baseado numa observação de uma consulta de 20 minutos? Crianças com autismo mostraram comportamento típico (89% do tempo) contra apenas 11% de comportamento atípico. Profissionais experientes erraram o diagnóstico em 39% dos casos... O DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NÃO PODE SER DADO DE FORMA APRESSADA
  • 11. Fatores de risco para TEA • Prematuridade; • Baixo peso ao nascimento; • Exposição fetal ao Valproato* (7x mais alto), à talidomida e ao misoprostol; • Idade maior do pai e/ou da mãe; • Vários estudos finlandeses associaram um APGAR** baixo e o tabagismo durante a gestação a um modesto aumento do risco de autismo; • Os ISRS*** não são um fator definido. * Valproato é um medicamento anti-convulsivante ** APGAR é uma nota que o recém nascido recebe ao nascer. Indica a possibilidade de sofrimento fetal.
  • 12. Alergia alimentar causa Autismo? • Um estudo de 1995 sugeriu esta hipótese.
  • 13. Alergia alimentar causa Autismo? • Uma revisão recente (2017) conclui que Há pouca evidência para concluir que o uso de suplementos nutricionais ou terapias dietéticas tenham influência em crianças com TEA.
  • 14. Vacinas podem causar Autismo? • Em 1998, artigo na famosa revista Lancet do pesquisador britânico Andrew Wakefield levantou suspeita de que a vacina tríplice viral* (MMR) poderia causar o autismo; *MMR – Sarampo, Rubéola, Caxumba – no Brasil é aplicada aos 12 meses de idade
  • 15. Vacinas podem causar Autismo? • Como resultado disto, muitas famílias deixaram de dar esta vacina em seus filhos. Os casos de sarampo, caxumba e rubéola aumentaram a níveis alarmantes. • Em 2010, Wakefield foi considerado culpado por falhas graves nos seus estudos e perdeu o registro médico; • Em 2011, a revista British Medical Journal publicou um artigo com o título: “O artigo de Wakefield que vinculou a vacina MMR ao autismo é uma fraude” *MMR – Sarampo, Rubéola, Caxumba – no Brasil é aplicada aos 12 meses de idade
  • 16. Tratamento para TEA • Os pais de crianças autistas, ávidos por uma melhora, às vezes se tornam presas fáceis de propostas revolucionárias....e caras; • Nenhum tratamento proposto foi reiteradamente superior à reabilitação em comparações científicas; • O padrão de assistência ao paciente com TEA é: • Diagnóstico adequado do TEA e dos transtornos associados; • Reabilitação multidisciplinar; • Fármacos para atenuar os obstáculos à reabilitação.
  • 17. Reabilitação multidisciplinar para TEA • As disciplinas mais envolvidas no tratamento do TEA são: • Médico, • Terapeuta ocupacional, • Fonoaudiologia • Psicologia/psicopedagogia. • Estes profissionais buscam trabalhar metodologias específicas para autismo, dentre as quais se destacam o ABA (Análise Comportamental Aplicada ao Autismo), o Programa Sonrise e o método Teacch (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação). • Todas estas terapias necessitam de profissionais altamente capacitados e infelizmente não são de fácil acesso para toda a população.
  • 18. Transtorno do Espectro Autista (TEA) Reflexões