Diabetes: diagnóstico, tratamento e
complicações.
Enfº R1 Phelipe Gomes de Barros
Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luiz Tavares
Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade
Residência
Abril
2015
Objetivos
• Realizar revisão anátom0-fisiológica do pâncreas
enquanto glândula endócrina;
• Descrever o Diabetes e sua fisiopatologia;
• Explanar acerca dos métodos diagnósticos, tratamento e
complicações do Diabetes;
• Elencar as principais Intervenções de Enfermagem ao
paciente com Diabetes;
O Pâncreas
Fonte: OpenStax College. Disponível em: http://philschatz.com/anatomy-book/contents/m46685.html
O Pâncreas
• Células Alfa: 20% Glucagon
• Células Beta: 75% Insulina
• Células Delta: 04% Somatostatina
• Células PP: 01% Polipeptídeo Pancreático
(GUYTON, 2008)
A Glicose
• Glicose é um monossacarídeo com fórmula
molecular: (C6H12O6);
• O nome Glicose veio do grego glykys, que significa
"doce", mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar. Tem
função reguladora de energia, participa das vias
metabólicas, além de ser precursora de outras
importantes moléculas.
(GUYTON, 2008)
Função e Armazenamento
• A glicose é necessária para a respiração celular,
funcionando como verdadeiro combustível do
metabolismo corporal.
• Pode ser armazenada no fígado e músculos
(glicogênio) e pode ser convertida em triglicerídeos
(armazenamento adiposo);
(GUYTON, 2008)
Controle Glicêmico
• Glucagon:
▫ Estimula a glicogenólise quando há necessidade do
aumento da glicemia;
▫ Estimula o fígado a absorver aminoácidos para a
conversão destes em glicose = gliconeogênese;
▫ Estimula a lipólise, formando ácidos graxos livres e
glicerol, este ao chegar no fígado é convertido em
glicose = gliconeogênese;
(GUYTON, 2008)
Controle Glicêmico
• Insulina:
▫ Facilita a absorção da glicose pelas células;
▫ Ativação de receptores tirosina-quinase – fosforilação
– vesículas intracelulares com proteínas;
▫ A insulina atrai para a membrana celular as vesículas
carreadoras de glicose que se expõem para o meio
extracelular – Difusão Facilitada;
(GUYTON, 2008)
Controle Glicêmico
• Insulina:
▫ Diminui os níveis glicêmicos através da glicólise;
▫ Estimula a conversão em glicogênio pelo fígado;
▫ Inibe as enzimas responsáveis pela glicogenólise e
gliconeogênese;
(GUYTON, 2008)
Controle Glicêmico
Hormônio Função
Glucagon (Células Beta) Aumenta a Glicemia
Insulina (Células Alfa) Diminui a Glicemia
Somatostatina (Células Delta) Inibe a liberação de Insulina e Glucagon
Polipeptídeo Pancreático (Células PP) Papel no apetite
(GUYTON, 2008)
Diabetes
•O diabetes é um grupo de doenças metabólicas
caracterizadas por hiperglicemia e associadas a
complicações, disfunções e insuficiência de vários
órgãos, especialmente olhos, rins, nervos,
cérebro, coração e vasos sanguíneos.
(SBD, 2015)
Diabetes no Mundo
(SBD, 2015)
Diabetes no Brasil
(SBD, 2015)
Classificação
•Mellitus:
▫ Tipo 1
▫ Tipo 2
•Diabetes Gestacional;
•Outros tipos de Diabetes Mellitus:
▫ Por defeito genético das células beta; Resistência
Insulínica Determinada Geneticamente; Doenças do
Pâncreas; Defeitos hormonais causadas por agentes
químicos ou fármacos;
(SBD, 2015)
Diabetes Insipidus (DI)
• Hipotálamo/Hipófise Vasopressina ou Hormônio
Antidiurético (ADH, sigla em inglês) Corrente
sanguínea Túbulos renais, impedindo que os rins
percam água através da urina.
 Defeito na produção e liberação do ADH;
 Deficiência na resposta renal à presença do hormônio;
(SMELTZER, 2012)
Sinais e Sintomas
•Poliúria;
•Polidipsia;
•Confusão e mudanças na consciência devido à
desidratação (se o paciente for incapaz de beber);
•Membranas mucosas secas;
•Pele seca;
•Aparência de olhos fundos;
•Fontanelas afundadas em recém-nascidos;
(SMELTZER, 2012)
Diagnóstico
•Exames e testes:
▫ A urinálise ou uranálise (Exame de rotina de urina) irá
mostrar níveis baixos de sódio na urina;
▫ Teste de restrição hídrica;
▫ Administração de vasopressina no paciente de forma a
detectar-se se o DI é central ou nefrogênico;
▫ Tomografia Computadorizada ou Ressonância
Magnética;
(SMELTZER, 2012)
Tratamento
•No DI Central como há falta de produção do ADH, o
tratamento se baseia na reposição de ADH sintético
via oral ou intra-nasal.
•No caso do DI Nefrogênico, há suspensão do lítio ou
correção dos distúrbios do cálcio e do potássio.
(SMELTZER, 2012)
Diabetes Mellitus Tipo 1
• Forma presente em 5% a 10% dos casos, é o resultado da destruição
de células beta pancreáticas com consequente deficiência de
insulina.
• Autoimune;
• Intensa associação a determinados genes do sistema antígeno
leucocitário humano (HLA), alelos que podem suscitar o
desenvolvimento da doença ou proteger contra ela.
• Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA)
(SBD, 2015)
Diabetes Mellitus Tipo 2
• Forma presente em 90% a 95% dos casos e
caracteriza-se por defeitos na ação e secreção da
insulina.
• Sobrepeso ou obesidade;
• Ocorre em qualquer idade: >40 anos tem maior
prevalência.
(SBD, 2015)
Diabetes Gestacional
• Ocorre em 1 a 14% de todas as gestações;
• Intolerância à glicose, de magnitude variável, com
início ou diagnóstico durante a gestação;
• Associa-se tanto à resistência à insulina quanto à
diminuição da função das células beta;
(SBD, 2015)
Outros tipos específicos de DM
(SBD, 2015)
Outros tipos específicos de DM
(SBD, 2015)
Diagnóstico
• Poliúria, Polidipsia e perda ponderal acrescidos de
glicemia casual > 200mg/dl;
• Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl (7 mmol/l);
• Glicemia de 2 horas pós-sobrecarga de 75 g de
glicose > 200 mg/dl;
(SBD, 2015)
Diagnóstico
(SBD, 2015)
Complicações Agudas
HIPOGLICEMIA
•Níveis de glicose abaixo de 50-60mg/dl;
•Fase adrenérgica - tremores finos de extremidades, sudorese fria,
taquicardia, palpitações e hipertensão;
•Fase neuroglicopênica - dificuldade de concentração, incoordenação, ataxia,
lentificação do pensamento, letargia, sonolência, coma e convulsões.
•Em situações extremas, pode levar ao coma hipoglicêmico, com risco de
óbito ou sequelas neurológicas, ou à precipitação de arritmias cardíacas e/ou
isquemia miocárdica.
•Tratamento: reposição glicêmica.
(SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
Complicações Agudas
CETOACIDOSE DIABÉTICA
•Causada pela ausência ou quantidade inadequada de insulina, resultando
em distúrbios no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos;
•Níveis de glicose sanguínea entre 300 a 800mg/dl;
•Poliúria, polidipsia, hálito cetônico, déficit de apetite, náuseas, vômitos, dor
abdominal, respirações cada vez mais rápidas e superficiais;
•Tratamento: reposição hídrica, correção dos desequilíbrios eletrolíticos e
administração de insulina.
(SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
Complicações Agudas
SÍNDROME NÃO CETÓTICA HIPEROSMOLAR
HIPERGLICÊMICA
•Não há formação de corpos cetônicos e não ocorre acidose.
•O quadro clínico caracteriza-se por: hipotensão, desidratação profunda,
taquicardia e sinais neurológicos variáveis.
• Essa condição é mais comum em idosos;
•Tratamento: tratar sintomáticos e correção da glicemia.
(SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
Complicações Crônicas
• Retinopatia – principal causa de cegueira em pessoas com idade
produtiva (16 a 64 anos);
• Nefropatia – associado ao aumento da mortalidade e principal causa de
insuficiência renal crônica;
• Neuropatia diabética – pode causar desde ulcerações até amputações,
podendo ser classificada como neuropatia sensitiva (perda da
sensibilidade), motora (ocasiona deformidades nos pés) e autonômica
(leva ao ressecamento dos membros inferiores.
(SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
Retinopatia Diabética
Fonte: Look for Diagnosis. Disponível em: http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=retino
patias+diab%C3%A9ticas&lang=3
Nefropatia Diabética
Fonte: Look for Diagnosis. Disponível em: http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=nefro
patias+diab%C3%A9ticas&lang=3
Neuropatia Diabética
Tratamento
• Hipoglicemiantes orais;
• Insulinoterapia;
• Tratamento combinado;
Intervenções de Enfermagem
• Monitorar o balanço hidroeletrolítico;
• Estimular a ingesta hídrica;
• Realizar controle de glicemia capilar conforme prescrito e
cetonas urinárias em caso de descompensação;
• Realizar rodízio na punção de dígitos para verificação de
glicemia capilar;
• Realizar rodízio dos locais de aplicação de insulina;
• Orientar ao paciente a seguir dieta prescrita para prevenir a
hipoglicemia;
• Administrar medicamentos conforme prescritos;
(SMELTZER, 2012)
Intervenções de Enfermagem
• Monitorar o paciente quanto a sinais e sintomas de hipoglicemia,
hiperglicemia, cetoacidose (cefaleia, confusão mental, taquicardia,
visão turva, fraqueza, pele seca e fria, náuseas, dor abdominal,
hálito de cetona);
• Inspecionar a pele diariamente quanto a ressecamento ou
rachaduras;
• Orientar o paciente para o autocuidado;
• Estimular o paciente a desempenhar as habilidades mais temidas
(auto injeção de insulina, perfurar o dedo para monitorização da
glicose sanguínea);
• Responder perguntas e dúvidas do paciente/familiares/cuidadores;
• Promover expressão dos sentimentos e escuta qualificada.
(SMELTZER, 2012)
Contribuições Multiprofissionais
Medicina
Nutrição
Terapia Ocupacional
Psicologia
Serviço Social
Odontologia
Fisioterapia
Referências
• GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11ª ed. Rio de
Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2008.
• SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: Tratado
de enfermagem médico-cirúrgica. 12ª edição. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2012.
• SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade
Brasileira de Diabetes: 2014-2015. [organização José Egidio Paulo de
Oliveira, Sérgio Vencio]. – São Paulo: AC Farmacêutica, 2015

Diabetes

  • 1.
    Diabetes: diagnóstico, tratamentoe complicações. Enfº R1 Phelipe Gomes de Barros Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luiz Tavares Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade Residência Abril 2015
  • 2.
    Objetivos • Realizar revisãoanátom0-fisiológica do pâncreas enquanto glândula endócrina; • Descrever o Diabetes e sua fisiopatologia; • Explanar acerca dos métodos diagnósticos, tratamento e complicações do Diabetes; • Elencar as principais Intervenções de Enfermagem ao paciente com Diabetes;
  • 3.
    O Pâncreas Fonte: OpenStaxCollege. Disponível em: http://philschatz.com/anatomy-book/contents/m46685.html
  • 4.
    O Pâncreas • CélulasAlfa: 20% Glucagon • Células Beta: 75% Insulina • Células Delta: 04% Somatostatina • Células PP: 01% Polipeptídeo Pancreático (GUYTON, 2008)
  • 5.
    A Glicose • Glicoseé um monossacarídeo com fórmula molecular: (C6H12O6); • O nome Glicose veio do grego glykys, que significa "doce", mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar. Tem função reguladora de energia, participa das vias metabólicas, além de ser precursora de outras importantes moléculas. (GUYTON, 2008)
  • 6.
    Função e Armazenamento •A glicose é necessária para a respiração celular, funcionando como verdadeiro combustível do metabolismo corporal. • Pode ser armazenada no fígado e músculos (glicogênio) e pode ser convertida em triglicerídeos (armazenamento adiposo); (GUYTON, 2008)
  • 7.
    Controle Glicêmico • Glucagon: ▫Estimula a glicogenólise quando há necessidade do aumento da glicemia; ▫ Estimula o fígado a absorver aminoácidos para a conversão destes em glicose = gliconeogênese; ▫ Estimula a lipólise, formando ácidos graxos livres e glicerol, este ao chegar no fígado é convertido em glicose = gliconeogênese; (GUYTON, 2008)
  • 8.
    Controle Glicêmico • Insulina: ▫Facilita a absorção da glicose pelas células; ▫ Ativação de receptores tirosina-quinase – fosforilação – vesículas intracelulares com proteínas; ▫ A insulina atrai para a membrana celular as vesículas carreadoras de glicose que se expõem para o meio extracelular – Difusão Facilitada; (GUYTON, 2008)
  • 9.
    Controle Glicêmico • Insulina: ▫Diminui os níveis glicêmicos através da glicólise; ▫ Estimula a conversão em glicogênio pelo fígado; ▫ Inibe as enzimas responsáveis pela glicogenólise e gliconeogênese; (GUYTON, 2008)
  • 10.
    Controle Glicêmico Hormônio Função Glucagon(Células Beta) Aumenta a Glicemia Insulina (Células Alfa) Diminui a Glicemia Somatostatina (Células Delta) Inibe a liberação de Insulina e Glucagon Polipeptídeo Pancreático (Células PP) Papel no apetite (GUYTON, 2008)
  • 11.
    Diabetes •O diabetes éum grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. (SBD, 2015)
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    Classificação •Mellitus: ▫ Tipo 1 ▫Tipo 2 •Diabetes Gestacional; •Outros tipos de Diabetes Mellitus: ▫ Por defeito genético das células beta; Resistência Insulínica Determinada Geneticamente; Doenças do Pâncreas; Defeitos hormonais causadas por agentes químicos ou fármacos; (SBD, 2015)
  • 15.
    Diabetes Insipidus (DI) •Hipotálamo/Hipófise Vasopressina ou Hormônio Antidiurético (ADH, sigla em inglês) Corrente sanguínea Túbulos renais, impedindo que os rins percam água através da urina.  Defeito na produção e liberação do ADH;  Deficiência na resposta renal à presença do hormônio; (SMELTZER, 2012)
  • 16.
    Sinais e Sintomas •Poliúria; •Polidipsia; •Confusãoe mudanças na consciência devido à desidratação (se o paciente for incapaz de beber); •Membranas mucosas secas; •Pele seca; •Aparência de olhos fundos; •Fontanelas afundadas em recém-nascidos; (SMELTZER, 2012)
  • 17.
    Diagnóstico •Exames e testes: ▫A urinálise ou uranálise (Exame de rotina de urina) irá mostrar níveis baixos de sódio na urina; ▫ Teste de restrição hídrica; ▫ Administração de vasopressina no paciente de forma a detectar-se se o DI é central ou nefrogênico; ▫ Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética; (SMELTZER, 2012)
  • 18.
    Tratamento •No DI Centralcomo há falta de produção do ADH, o tratamento se baseia na reposição de ADH sintético via oral ou intra-nasal. •No caso do DI Nefrogênico, há suspensão do lítio ou correção dos distúrbios do cálcio e do potássio. (SMELTZER, 2012)
  • 19.
    Diabetes Mellitus Tipo1 • Forma presente em 5% a 10% dos casos, é o resultado da destruição de células beta pancreáticas com consequente deficiência de insulina. • Autoimune; • Intensa associação a determinados genes do sistema antígeno leucocitário humano (HLA), alelos que podem suscitar o desenvolvimento da doença ou proteger contra ela. • Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA) (SBD, 2015)
  • 20.
    Diabetes Mellitus Tipo2 • Forma presente em 90% a 95% dos casos e caracteriza-se por defeitos na ação e secreção da insulina. • Sobrepeso ou obesidade; • Ocorre em qualquer idade: >40 anos tem maior prevalência. (SBD, 2015)
  • 21.
    Diabetes Gestacional • Ocorreem 1 a 14% de todas as gestações; • Intolerância à glicose, de magnitude variável, com início ou diagnóstico durante a gestação; • Associa-se tanto à resistência à insulina quanto à diminuição da função das células beta; (SBD, 2015)
  • 22.
    Outros tipos específicosde DM (SBD, 2015)
  • 23.
    Outros tipos específicosde DM (SBD, 2015)
  • 24.
    Diagnóstico • Poliúria, Polidipsiae perda ponderal acrescidos de glicemia casual > 200mg/dl; • Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl (7 mmol/l); • Glicemia de 2 horas pós-sobrecarga de 75 g de glicose > 200 mg/dl; (SBD, 2015)
  • 25.
  • 26.
    Complicações Agudas HIPOGLICEMIA •Níveis deglicose abaixo de 50-60mg/dl; •Fase adrenérgica - tremores finos de extremidades, sudorese fria, taquicardia, palpitações e hipertensão; •Fase neuroglicopênica - dificuldade de concentração, incoordenação, ataxia, lentificação do pensamento, letargia, sonolência, coma e convulsões. •Em situações extremas, pode levar ao coma hipoglicêmico, com risco de óbito ou sequelas neurológicas, ou à precipitação de arritmias cardíacas e/ou isquemia miocárdica. •Tratamento: reposição glicêmica. (SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
  • 27.
    Complicações Agudas CETOACIDOSE DIABÉTICA •Causadapela ausência ou quantidade inadequada de insulina, resultando em distúrbios no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos; •Níveis de glicose sanguínea entre 300 a 800mg/dl; •Poliúria, polidipsia, hálito cetônico, déficit de apetite, náuseas, vômitos, dor abdominal, respirações cada vez mais rápidas e superficiais; •Tratamento: reposição hídrica, correção dos desequilíbrios eletrolíticos e administração de insulina. (SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
  • 28.
    Complicações Agudas SÍNDROME NÃOCETÓTICA HIPEROSMOLAR HIPERGLICÊMICA •Não há formação de corpos cetônicos e não ocorre acidose. •O quadro clínico caracteriza-se por: hipotensão, desidratação profunda, taquicardia e sinais neurológicos variáveis. • Essa condição é mais comum em idosos; •Tratamento: tratar sintomáticos e correção da glicemia. (SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
  • 29.
    Complicações Crônicas • Retinopatia– principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva (16 a 64 anos); • Nefropatia – associado ao aumento da mortalidade e principal causa de insuficiência renal crônica; • Neuropatia diabética – pode causar desde ulcerações até amputações, podendo ser classificada como neuropatia sensitiva (perda da sensibilidade), motora (ocasiona deformidades nos pés) e autonômica (leva ao ressecamento dos membros inferiores. (SBD, 2015; SMELTZER, 2012)
  • 30.
    Retinopatia Diabética Fonte: Lookfor Diagnosis. Disponível em: http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=retino patias+diab%C3%A9ticas&lang=3
  • 31.
    Nefropatia Diabética Fonte: Lookfor Diagnosis. Disponível em: http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=nefro patias+diab%C3%A9ticas&lang=3
  • 32.
  • 33.
    Tratamento • Hipoglicemiantes orais; •Insulinoterapia; • Tratamento combinado;
  • 36.
    Intervenções de Enfermagem •Monitorar o balanço hidroeletrolítico; • Estimular a ingesta hídrica; • Realizar controle de glicemia capilar conforme prescrito e cetonas urinárias em caso de descompensação; • Realizar rodízio na punção de dígitos para verificação de glicemia capilar; • Realizar rodízio dos locais de aplicação de insulina; • Orientar ao paciente a seguir dieta prescrita para prevenir a hipoglicemia; • Administrar medicamentos conforme prescritos; (SMELTZER, 2012)
  • 37.
    Intervenções de Enfermagem •Monitorar o paciente quanto a sinais e sintomas de hipoglicemia, hiperglicemia, cetoacidose (cefaleia, confusão mental, taquicardia, visão turva, fraqueza, pele seca e fria, náuseas, dor abdominal, hálito de cetona); • Inspecionar a pele diariamente quanto a ressecamento ou rachaduras; • Orientar o paciente para o autocuidado; • Estimular o paciente a desempenhar as habilidades mais temidas (auto injeção de insulina, perfurar o dedo para monitorização da glicose sanguínea); • Responder perguntas e dúvidas do paciente/familiares/cuidadores; • Promover expressão dos sentimentos e escuta qualificada. (SMELTZER, 2012)
  • 38.
  • 39.
    Referências • GUYTON, A.C.;HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2008. • SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2014-2015. [organização José Egidio Paulo de Oliveira, Sérgio Vencio]. – São Paulo: AC Farmacêutica, 2015