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DeClara
Jornal do Agrupamento Escolas Clara de Resende
DeClara
n.º
75
-
Abril
2024
Árvore da Liberdade, Helena Vieira da Silva
2
TRABALHOS DE ALUNOS E PROFESSORES:
ENSINO SECUNDÁRIO PÁG. 39
CONVTE DECLARA PÁG. 100
EDITORIAL PÁG. 2
BIBLIOTECA ESCOLAR PÁG. 70
Editorial
Isabel Pereira
https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes
50 ANOS 25 ABRIL PÁG. 11
1º 2º3º CICLO E SECUNDÁRIO PÁG. 65
PROJETOS PÁG. 69
CLUBE DE LEITURA PÁG. 95
DeClara nº 75 Abril 2024
Agrupamento de Escolas
Clara de Resende
MAIO O MÊS QUE SE SEGUE PÁG. 101
ESCOLA EMBAIXADORA P.E. PÁG. 22
23 DE ABRIL PÁG. 3
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
3.º CICLO PÁG. 31
3
DeClara nº 75 Abril 2024
23 de Abril: Dia do Livro e dos Direitos de autor
Cartaz: conceção de Luís Mendonça/Gémeo Luís
4
23 de Abril
Dia do Livro e dos Direitos de Autor
Final do Concurso de apresentações de livros
Departamento de Línguas
Picasso, Meninas a ler
Objetivos
- ler livros e autores considerados clássicos da literatura;
- conhecer obras, autores e literaturas de diferentes línguas;
- contactar com diversas realidades geográficas, históricas e culturais;
- promover o espírito crítico.
Continua…
2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
DeClara nº 75 Abril 2024
5
Continua…
2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
DeClara nº 75 Abril 2024
Decorreu na manhã do dia 23 de abril, no auditório da Escola, a terceira e última fase do
Concurso de Apresentações de Livros.
O concurso foi bastante concorrido e teve um número muito elevado de participações, em
todos os ciclos de ensino,, mas só três puderam chegar à final.
Estiveram presentes na grande Final, a apresentar os livros selecionados, os alunos:
2.º ciclo:
• Rita Correia, 5.ºB - À sombra da vida, de Margarida Fonseca Santos
• Madalena Torres, 5.ºF - Alerta no mar, de Maria Francisca Macedo
• Rodrigo Pereira, 6.ºB - O Verão secreto do Zé, de Alice Mckinley
3.ciclo:
• Tomás Baldaque, 8.ºA – Ismael e Chopin, de Miguel Sousa Tavares
• Leonor Antunes, 9.ºF – Anatomia, de Dana Schwartz
Ensino Secundário
• Ana e Madalena Ferreira, 10.ºB – O nome de Rosa, de Umberto Eco
• Tiago Aires, 12.º D – Jangada de Pedra, de José Saramago
• Cármen Gavrikova, 12º E – Crime e castigo, de Fyodor Dostoyevsy
O Júri da 3ª fase foi constituído pelos professores:
• Ausenda Torrado, António Leite (2º Ciclo)
• Sílvia Leal, Jorge Santos (3º Ciclo)
• Lia Mota, Jorge Oliveira (Secundário)
Prémio participação: livro + certificado de participação
Prémio vencedores: Livro e certificado de vencedor.
6
2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
O grande vencedor desta final, nos diferentes ciclos de ensino, foi a Escola Básica e
Secundária Clara de Resende! Todos os alunos estiveram muito bem e, ao seu estilo, fizeram
apresentações muito boas.
Aqui ficam alguns momentos do concurso:
A Coordenadora do Departamento de Línguas
Professora Helena Sereno
DeClara nº 75 Abril 2024
Parabéns a todos os participantes!
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2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
DeClara nº 75 Abril 2024
“Estou prestes a desonrar todos os meus antepassados” — foi o que eu, Cármen
Gavrikova, pensei antes de me levantar para realizar a minha apresentação em frente do
11.ºG para a 3.º fase do Concurso de Apresentações Orais do ensino secundário.
Este concurso indutor de ansiedade começou no dia que eu tive que fazer a minha
apresentação oral para a disciplina de português, pois esta valia 10% da minha nota do 1.º
período. Eu, uma coitada e ingénua aluna do 12.º ano, decidi que leria e apresentaria “Crime
e Castigo” de Fyodor Dostoievsky, mal sabia no que me fui meter.
Para contextualizar um pouco os que não conhecem este autor russo, fiquem a saber
que ele é uma das personalidades literárias mais admiradas pela sua incrível capacidade de
fazer toda a gente sofrer: as suas personagens, o leitor, toda a ascendência e descendência do
leitor, o próprio autor e até aquela prima de terceiro-grau que ninguém sabe de onde ela veio
e que só vemos no Natal. Sem querer desrespeitar o trabalho do Dostoyevsky com a minha
filosofia de “rir para não chorar”, digo que a escrita dele é viciante, pois nunca mais consegui
pousar os livros dele desde que li a história do protagonista Raskólnikov do “Crime e Castigo”.
“Crime e Castigo” de Fyodor Dostoievsky
Testemunho de aluna:
Apresentação oral de Cármen Gravikota
Continua…
8
2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
DeClara nº 75 Abril 2024
Como é que é possível? Como é que alguém é capaz de escrever obras de todas as
dimensões tão detalhadas sobre o sofrimento de toda a sociedade russa no século XIX? Uma
sociedade que lhe era contemporânea, desprovida de valores morais, pobre de espírito e
riqueza e que ele viu despedaçar-se à sua frente… Como é que alguém consegue pegar nessa
toda desgraça generalizada e transpô-la em literatura?
Estas perguntas passam frequentemente pela minha cabeça, especialmente quando
encontro uma passagem que me dá palpitações no coração e arrepios na pele e que me deixam
praticamente ofegante por suster a respiração por tanto tempo. Várias vezes, quis atirar o
“Crime e Castigo” contra uma parede (aí lembrava-me de que era emprestado) e, mais outras
vezes, tive que comer demasiadas laranjas para encher o vazio que este livro deixou no meu
espírito. Chamo de “masoquismo intelectual” quando sofremos desta maneira à procura de
conhecimento e arte, não há nada mais gratificante para mim do que sofrer apaixonadamente
por sabedoria (mas eu sou “meio” estranha, então, talvez não sigam os meus conselhos).
Eu peguei nesta obra e comecei a lê-la, eram cerca de 530 páginas, sendo que as últimas
400 eu li à pressa quatro dias antes da minha apresentação. Houve até uma noite em que eu
sonhei que estava a ler as palavras das últimas páginas no livro, sendo que ainda faltavam 30
para eu o terminar, na realidade. Como podem ver, fiquei insana naquela semana. Felizmente,
as laranjas estiveram do meu lado para me ajudarem a concluir esta missão.
Terminei de ler, fiz um powerpoint, fiz uma ilustração e inseri-a no powerpoint, fui segunda a
apresentar na minha turma, gaguejei demasiado, excedi o limite de tempo por três minutos e
meio, fiquei com o incrível desejo de ser enterrada viva para nunca mais ter que passar uma
vergonha daquelas e aguardei… E aguardei, aguardei, aguardei… Aguardei tanto que até me
esqueci que aquilo contava também para um concurso escolar.
Pois bem, passado um tempo, eu descobri que tive um 19 em 20 (e “passei-me”
totalmente porque pensei que vendi a alma a Satanás por acidente) e a minha turma e
professora de português selecionaram-me unanimemente para eu passar para a fase seguinte.
Mal sabia eu o que me esperava…
Eu, desgraçada de mim, gosto muito de falar nas minhas apresentações e não de decorar
textos, o que me prejudicou neste caso: Tive que escrever um guião para ser avaliada, pois a
fase seguinte selecionava apresentações com base nos recursos que foram utilizados (o que em
si fazia muito sentido, até porque seria uma desgraça repetir todas as apresentações do
secundário novamente, mas com outros professores).
Continua…
9
2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
DeClara nº 75 Abril 2024
A professora Arminda de português foi a minha principal vítima e também mártir desta
“coisa” toda. Estivemos a discutir e a enviar uma quantidade pouco saudável de emails
diariamente uma para a outra só por causa do “bendito” guião (e também do powerpoint, mas
isso jamais admitirei, ele estava perfeito, mesmo com todos os seus defeitos). Ao fim de uns
dias, os recursos foram submetidos para serem avaliados entre os professores.
E eu acabei por me esquecer… Outra vez. Em minha defesa, a minha mente estava a pairar
entre 30 mil projetos, trabalhos, testes, exames, compromissos pessoais e todas as coisas que
uma aluna do 12.º pode ter. Imaginem só o meu terror ao ser relembrada que teria que voltar a
fazer a apresentação, mas em frente de outros dois professores e da turma do 11.ºG (eu fiquei
toda feliz, eu realmente queria um 11.º ano para fazer uma comparação entre “Os Maias” e
“Crime e Castigo”)!
Chega o dia 23 de abril e eu sento-me na cadeira da frente que fica na pontinha direita do
auditório, para ficar bem próxima da saída e ter a oportunidade de lá fugir, caso eu voltasse a
gaguejar como uma galinha. Duas meninas do 10.º ano, Ana e Madalena, sentam-se ao meu
lado e, sendo a extrovertida que sou, torturo-as com a minha conversa de “fala-barata” e,
depois, ponho-me a fazer revisões do meu guião até ao início do concurso.
Quando ouvi aquelas duas meninas a apresentar em dupla, senti que fui chamada de
“burra” em todos os idiomas que existiram, existem e existirão. Elas, estando apenas no 10.º
ano, revelaram possuir um discurso eloquente e uma postura confiante, pareciam ser
especialistas que escreveram uma tese sobre o livro “O Nome da Rosa” de Umberto Eco. Fiquei
realmente fascinada com a fluidez e a naturalidade da apresentação, não senti nenhum atrito
entre as partes delas, toda a apresentação era una e completa por si só.
Depois, seguiu-se um aluno do 12.º ano que apresentou “Jangada de Pedra” de José Saramago,
um autor que todos nós estudamos a português inevitavelmente no último ano da escolaridade
obrigatória. Assustei-me de início com a projeção de voz dele, ele estava a apresentar
tranquilamente o livro, porém ele tinha uma voz de ouro que preenchia cada centímetro do
auditório. Tal como as meninas que apresentaram antes dele, parecia um autêntico especialista
na obra com a abordagem utilizada na apresentação, fiquei fascinada.
Continua…
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2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro
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Testemunho da uma vencedora da Final do Ensino Secundário
Cármen Gravikova ,12.ºE
Professora de Português
Arminda Vieira
A minha apresentação era a última que precisava de ser feita, eu detestei ter que me
levantar da minha confortável cadeira, ponderei ainda fugir ao destino inalterável, contudo
aceitei o que me aguardava, pus um sorriso na minha cara e entrei em cena — eu sabia que
tinha que terminar as apresentações deixando uma boa impressão final. Se eu estava ali para
apresentar, então, era para eu dar tudo que tinha. Movimentei-me, usei os meus braços, alterei
o meu tom de voz, fiz perguntas que não precisavam de respostas, aterrorizei aquela turma
através do contacto visual… Fiz de tudo que 12 anos de palco poderiam ter-me ensinado e senti-
me concretizada, eu sabia que tinha acabado de fazer a melhor apresentação oral da minha vida
até àquele momento.
Eu voltei a sentar-me e a chatear as coitadas da Ana e da Madalena, enquanto o júri, os
dois professores que mencionei anteriormente, decidiam o veredito final. Foi decidido que
todos os participantes seriam vencedores e que não haveria primeiro lugar, pois todas as
apresentações revelaram ser de alta qualidade. Todos nós recebemos um certificado e ainda um
livro. O livro que recebi foi “Perguntem a Sarah Gross” de João Pinto Coelho, um romance que
nos conta a história de uma sobrevivente de Auschwitz. Eu diria que acertaram em cheio no
meu coraçãozinho apaixonado por história e literatura! Afinal, aquele desespero todo para fazer
uma boa apresentação não foi em vão!
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
Registos de alguns trabalhos e atividades
DeClara nº 75 Abril 2024
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
Registos de alguns trabalhos e atividades desenvolvidas
DeClara nº 75 Abril 2024
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
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Aqui Mural Digital Trabalhos 50 de 25
https://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/
Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
https://padlet.com/isabelpereira_1/50-anos-do-25-abril-1974-2024-e6fxu2skzn53e1qc
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
Turma Artes - 10.º C -Desenho A
Professora Maria Cristina Silva
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Turma Artes - 10.º C -Desenho A
Professora Maria Cristina Silva
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
Turma Artes - 10.º C -Desenho A
Professora Maria Cristina Silva
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Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
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Que o 25 de abril foi uma revolução liderada por um movimento militar no ano de 1974 e
que marca gerações até os dias de hoje no nosso país não é novidade.
Veremos então, pelos olhos de José Viana, uma versão mais intimista de uma das famílias
que presenciou, viveu e lutou, durante a ditadura, no 25 de abril e após a ditadura. Durante a
ditadura, a família passou por um período doloroso, de revolta e de luta.
O país encontrava-se completamente restringido aos mais pequenos tipos de liberdade, tais
como: ouvir rádio, ler certos livros e jornais que fossem contra o regime salazarista.
A imprensa era também constrangida a informar e a apresentar aquilo, e apenas aquilo, que
fosse permitido pelo regime.
Portugal era dominado por um clima de desconfiança, a PIDE (Polícia Internacional e de
Defesa do Estado) estava em todos os lugares, sempre pronta a atacar aqueles com ideais
diferentes. O ensino era reduzido, afinal, quanto menos noção e quanto mais ignorantes fossem
as pessoas, mais poder teria o regime.
José Viana era estudante da escola Artística Soares dos Reis, e na mesma escola era
presidente da associação de estudantes, por ter revelado opiniões muito liberais para a época,
foi agredido quatro vezes na rua, ora por estudantes, ora por pessoas pagas pelos mesmos.
Testemunhou o seu próprio avô a ser preso, por ter sido flagrado a comer o jornal “Avante”,
que era um jornal clandestino feito de papel de arroz. Além disso, observou familiares de
amigos serem levados pela PIDE e torturados.
Foi uma época tenebrosa, sufocante e por isso grande parte dos portugueses ansiava por
uma mudança, uma revolução.
O 25 de Abril pelos olhos de José Viana
Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
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Alguns familiares da família Viana moravam na Rua do Heroísmo, onde hoje encontra-se o
Museu militar, que na época seria a sede da PIDE, por isso, a família estava a par dos rumores
sobre a revolução que aconteceria no 25 de abril de 1974.
O dia do 25 de abril foi um dia de muitas emoções, foi uma revolução pacífica, um exemplo
mundial de como as revoluções não precisam de violência para serem efetivas. Foi um dia que
parou o país, o dia em que as floristas mais cravos venderam e acima de tudo, o dia que mudou
milhares de vidas. Ao longo do dia, um clima de liberdade e conquista preenchia as ruas do
Porto, mas também um clima de medo e incerteza.
A família Viana desempenhou o papel de informar a vizinhança sobre a revolução, e com os
seus doze anos, José e os seus amigos subiram ao topo do prédio que se encostava à sede da
PIDE para distrair os seguranças e militares que encontravam se na entrada principal do edifício.
Após o 25 de abril, Portugal transformou-se num país irreconhecível, transformou a sua
política, a sua arte, a sua história. Até hoje o 25 de abril tem um grande impacto naqueles que
habitam em Portugal.
Hoje levamos os nossos direitos como garantidos, mas nem sempre foi assim. O direito da
igualdade de género, o direito ao aborto, o direito à eutanásia, o direito a um sistema de saúde
de qualidade, o direito a escalões e a bolsas de estudo- não estão garantidos!
Quem dorme em democracia, acorda em ditadura, por isso, se tens o direito de votar,
também tens o dever de fazê-lo.
Faz a tua parte, luta por aquilo que acreditas, luta por uma sociedade justa, igualitária, uma
sociedade onde todos nós temos oportunidades de crescer e alcançar aquilo que desejamos e
ansiamos.
Heloísa Viana, 2024
Aluna 10.ºano
Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
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A Europa é Engenharia nas Minhas Mãos
No âmbito do Programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu
No passado dia 10 de abril, três alunas do 10.º ano de Ciências e Tecnologias foram
convidadas, juntamente com as professoras Isabel Pereira e M.ª Fátima Ferreira, a participar
num congresso que se realizou no ISEP, onde foram recebidas, juntamente com outros jovens,
pelos presidentes do ISEP, do OERN, por um membro da CEIIA, e muitos outros, entre os quais
estava a Dra. Isabel Baltazar, do Parlamento Europeu para a Educação, por via zoom.
Durante a Mesa Redonda falou-se de diversos temas, como “como motivar os jovens às
engenharias”. Um tópico que deixaram bem acentuado é que não faz mal errar.
Que é assim que se aprende, e que também precisamos de instruções, não devemos partir
imediatamente para a parte prática.
10 de abril
Dia Europeu para a Ciência e Tecnologia
Há Engenharia em mim
Embaixadores de várias escolas do Parlamento Europeu
CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
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Durante a Mesa Redonda falou-se de diversos temas, como “como motivar os jovens às
engenharias”. Um tópico que deixaram bem acentuado é que não faz mal errar.
Que é assim que se aprende, e que também precisamos de instruções, não devemos partir
imediatamente para a parte prática.
Após este pequeno debate, fomos encaminhados a outra sala, onde em pequenos grupos,
construímos bicicletas em lego que também programamos para se moverem sozinhas.
Ana Ferreira;
Sofia Sousa
10.ºA
CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
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Europe Direct na Escola Clara de Resende
No âmbito do programa “Escolas Embaixadoras” do Parlamento Europeu, decorreu no
dia 16 de abril, 2024, no auditório da nossa escola, um conjunto de sessões informativas e de
esclarecimento para várias turmas da escola, de diferentes níveis de ensino, pelo Dr. Rui
Sousa, responsável da “Europe Direct” da Área Metropolitana do Porto, com o objetivo de
explicar aos jovens a União Europeia, apresentar os vários programas e projetos que
dinamiza, as eleições para o parlamento europeu e a importância do voto, para além de
promover os valores da comunicação e da democracia, como forma de entendimento entre
os povos.
O Dr. Rui a falar das várias instituições da U.E.
Divulgação de vários Projetos Isabel Pereira
Fátima Ferreira
CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
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CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
Foto e edição pelos alunos de Design de Comunicação Gráfica da Escola Profissional de Gaia.
No dia 19 e 20 de abril de 2024, os embaixadores juniores do projeto Escola Embaixadora do
Parlamento Europeu participaram no III Encontro EPAS. A temática deste ano era “Democracia e
Eleições Europeias: Jovens em ação”, tendo em conta que haverá eleições para o Parlamento
Europeu no dia 9 de junho deste ano. No âmbito deste projeto, participaram no encontro os
alunos Pedro Dias (11.ºF), Clara Gomes (11.ºG), Matilde Cardoso (11.ºG), Soraia Raquel Cruz
(11.ºG) e Cármen Gavrikova (12.ºE), acompanhados pelas professoras Isabel Pereira e Fátima
Ferreira, designadas de “Embaixadoras Séniores”.
O evento iniciou-se no Auditório do Centro de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, às 14h,
tendo sido organizado pela Escola Secundária Gaia Nascente, Escola Profissional de Gaia e pelo
Colégio de Gaia, que também se integram no projeto EPAS a nível nacional.
Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu
“Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação”
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CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
O projeto EPAS (Escola Embaixadora do Parlamento Europeu) é um projeto a nível europeu
dirigido aos alunos que frequentam o ensino secundário, tendo como objetivo contribuir para a
aproximação da União Europeia aos seus cidadãos, promover os valores europeus (paz,
democracia, liberdade, solidariedade, cooperação, entre muitos) e incentivar a juventude a ser
mais participativa nas eleições europeias e também noutras questões políticas.
Na receção, todos os alunos e professores responsáveis receberam um saco de pano (tote
bag) que possuía a identificação pessoal de cada participante, crachás alusivos às eleições do
Parlamentos Europeus, uma lápis, post-its, folhas de papel e um diploma de participação.
Na primeira atividade, introduzida por Rui (um aluno do 11.º ano da Escola Secundária Gaia
Nascente), foram prestados discursos de boas-vindas pelos representantes do Município de Gaia,
do Gabinete do Parlamento Europeu e também pelas escolas EPAS Gaia. Seguiram-se três
testemunhos vindos de ex-embaixadores juniores, recordando-se das suas experiências pessoais
com o projeto. Também foram projetados vídeos gravados por três eurodeputados portugueses
que, neles, incentivavam o voto consciente português nas eleições europeias.
Logo de seguida, foi realizado um debate de reflexão entre os embaixadores juniores e os
representantes dos órgãos Europe Direct, UNITA e a Ordem de Engenheiros, dando assim a
oportunidade dos jovens discutirem temas como a aproximação à União Europeia, a segurança, a
desinformação, a tolerância, entre outros. Para finalizar esta atividade, a Doutora Isabel Baltazar,
Gestora Nacional do Programa Pedagógico Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, interveio
com um discurso que encorajava os jovens a preocuparem-se com assuntos políticos e com a
defesa dos valores europeus.
Por volta das 17h, os embaixadores foram encaminhados de camioneta para a Escola Secundária
Gaia, onde puderam apreciar a exposição fotográfica remetente ao 25 de Abril, comer o lanche
preparado e serviço pelos alunos do ensino profissional e assistir ao teatro de sombras sobre a
vida de Adriano Correia de Oliveira, um músico português que lutou contra o regime salazarista.
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CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
Os alunos e professores puderam desfrutar de um jantar gratuito e nutricional na Cantina da
Câmara Municipal de Gaia, seguido por um passeio pela zona da Ribeira no cais de Gaia. Durante
o passeio, os embaixadores puderam cantar músicas portuguesas, tirar fotos em grupo, comprar
farturas e churros e, no caso particular do grupo da escola Clara de Resende, cantar “Sou uma
Taça” de Panda e os Caricas com três senhoras espanholas.
No dia seguinte, na Escola Profissional de Gaia, os grupos reuniram-se novamente às 10h.
Foram dadas as boas-vindas pelos organizadores do evento, seguidas por outro discurso da
Doutora Isabel Baltazar e uma apresentação musical do “Hino da Alegria” por uma aluna
clarinetista da Escola Profissional de Gaia.
Os embaixadores tiveram outra oportunidade de saborear um lanche preparado e servido
pelos alunos da Escola Profissional de Gaia, tirar uma foto que seria mais tarde editada também
pelos alunos de Design de Comunicação Gráfica observar as exposições e infopoints relativos à
União Europeia e participar em atividades e jogos da mesma temática.
Após este convívio, os embaixadores assistiram a um teatro em poesia realizado pelos
embaixadores da Escola Profissional de Gaia e dirigiram-se a pé até à cantina do Colégio de Gaia.
Na mesma, foram servidas francesinhas e batatas fritas para o almoço.
Depois do almoço, os alunos e professores foram numa visita guiada de camioneta até à praia
de Senhor da Pedra, onde tiveram a possibilidade de explorar e observar a zona costeira de Gaia.
Os grupos reencontraram-se no Colégio de Gaia, finalizando assim o III Encontro EPAS.
A Embaixadora Júnior do Parlamento Europeu
Cármen Gavrikova (12.ºE)
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Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu
Vila Nova de Gaia 19|20 de abril
“Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação”
No dia 19 de abril, ainda festejando a Semana Europeia da Juventude, a cidade de Vila Nova
de Gaia foi palco de um Encontro de Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu que uniu
diversas escolas de vários pontos do País em diferentes atividades subordinadas ao tema
“Democracia e Eleições Europeias: Jovens em Ação".
Este primeiro dia de Encontro teve início no Auditório Paroquial de Mafamude e contou com
uma sessão de boas-vindas pelos embaixadores juniores das Escolas EPAS organizadoras,
Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, Colégio de Gaia - Escola Católica e Escola Profissional de
Gaia, e do Vereador da Juventude do Município de Gaia, Dr. Elísio Pinto. Seguiu-se uma mesa-
redonda, com a representação do Centro Europe Direct Norte, do Unidos.EU e, ainda, da Ordem
dos Engenheiros.
Os Embaixadores Juniores da Clara de Resende presentes no encontro
CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
DeClara nº 75 Abril 2024
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A plateia, composta maioritariamente por embaixadores juniores, colocou diversas
questões ao painel de convidados enriquecendo significativamente a reflexão sobre o tema e a
intervenção das organizações ligadas à UE. À Gestora Nacional do Programa, Dra. Isabel
Baltazar, coube o encerramento da sessão.
A tarde continuou na Escola de Gaia Nascente que nos presenteou com um maravilhoso
lanche e um magnífico Teatro de Sombras, homenageando o gaiense Adriano Correia de
Oliveira, na celebração dos 50 anos do 25 de abril.
Já pela noite, o primeiro dia deste Encontro, terminou com um passeio ao luar pela zona
ribeirinha do Cais de Gaia.
Na manhã do dia 20 as atividades decorreram na Escola Profissional de Gaia e no Colégio de
Gaia.
O Encontro terminou com um passeio pela Orla Litoral de Gaia.
CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
As Coordenadoras do Projeto
Fátima Ferreira e Isabel Pereira
Foto da Escola Profissional de Gaia
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CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
Chamo-me Pedro, tenho 16 anos, sou embaixador júnior do Parlamento Europeu da Escola
Básica e Secundária Clara de Resende.
Participei da atividade EPAS nos dias 19 e 20 de abril. A minha experiência foi incrível e algo
de muito positivo, desde o programa, aos assuntos falados e ao convívio com jovens que
partilham este entusiasmo europeu, esta vontade de viver uma vida e cidadania 100% europeia.
Tudo esteve excelente, desde a receção, sempre muito calorosa por parte de todas as escolas
que organizaram o evento, a ouvir pessoas muito competentes, envolvidas nesta organização
que é a Europa, poder assistir a peças de teatro impactantes e que nos fazem realmente pensar.
O convívio, o debate democrático, estiveram sempre partes presentes ao longo desta atividade. A
possibilidade de me conectar com escolas, alunos que nunca me teria conectado. O grupo da
Escola que esteve presente foi um grupo extremamente bom e que cumpriu tudo.
Concluindo, achei que este evento foi extremamente bom, em todos os aspetos, espero
poder voltar a participar.
Agradeço esta enorme oportunidade de participar e espero repetir, no futuro, e voltar a viver
dois dias tão bons como estes!!
Pedro Sá Dias
11.º ano
Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu
Vila Nova de Gaia 19|20 de abril
“Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação”
Testemunho do Embaixador Júnior Pedro Sá Dias
Foto da Escola Profissional de Gaia
DeClara nº 75 Abril 2024
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3.º ciclo: Português 7.º D: Mapa de Ideais Ser Poeta é…
Professora:
Célia
Fonseca
DeClara nº 75 Abril 2024
32
Continua…
No dia 21 de Março, os alunos do 9º ano deslocaram-se a Famalicão para uma visita de
estudo.
As turmas do 9º ano saíram de manhã e começaram a sua visita no Museu do Surrealismo, na
Fundação Cupertino de Miranda. Ficaram a conhecer Mário Cesariny, a sua vida e a sua obra.
Experimentaram uma técnica surrealista o “cadáver esquisito” que é uma forma de organizar
uma criação coletiva com ênfase na aleatoriedade. Os resultados foram surpreendentes! Outro
grupo realizou um peddypaper sobre a escrita surrealista.
O almoço, na praça D. Maria II, foi um momento de convivio.
À tarde, visitaram o Museu da Guerra Colonial e ouviram as histórias de um antigo
combatente e do responsável pedagógico do Museu.
3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
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Continua…
3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
Registo fotográfico
De alguns momentos da visita
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Continua…
3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
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FIM
3.º ciclo: História – Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
Professora de História
Júlia Braga
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3.º ciclo: Cidadania e Desenvolvimento – Orçamento Participativo
Olá a tod@s!
No âmbito do Orçamento Participativo das Escolas, com o objetivo de estimular a
participação democrática dos estudantes, valorizando as suas opiniões e a sua capacidade
argumentativa, de reflexão e de mobilização coletiva, foi proposto aos alunos que
elaborassem um projeto para melhoria da nossa Escola.
Surgiram quatro propostas:
Notícias da escola!
Continua…
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Assim, na aula de Cidadania e Desenvolvimento das turmas do 8.ºB, 8.ºC, 8.ºD e 9.ºC foram
elaborados dois cartazes apelativos de acordo com as propostas que foram afixadas na entrada
e no polivalente.
As eleições decorreram no dia 21 de março, na biblioteca, das 9h até às 16h30, e a proposta
vencedora foi a do 9.º C com a aquisição de uma esplanada para o recreio.
3.º ciclo: Cidadania e Desenvolvimento – Orçamento Participativo
Foi uma atividade fantástica onde toda a Escola ficou a ganhar!
Obrigada pela Vossa participação!
As professoras de Cidadania e Desenvolvimento,
Andreia Gama e Júlia Braga.
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3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºF: Visita de Estudo…
No âmbito da disciplina de Ciências Naturais*, no dia 11 de abril, a turma 8.ºF
realizou uma visita de estudo à Galeria da Biodiversidade e ao Jardim Botânico.
Participamos em experiências sensoriais, descobrimos animais camuflados e até
vimos o «enorme átrio para o qual davam todas as salas e no qual, como Hans dizia,
se poderia armar o esqueleto da baleia que há anos repousava, empacotado em
numerosos volumes, nas caves da Faculdade de Ciências por não haver lugar onde
coubesse armado» que Sophia de Mello Breyner refere no conto Saga. Por fim,
passeamos pelo belíssimo jardim.
A visita ao Jardim Botânico foi uma experiência incrível, aprendemos bastante
sobre a diversidade. Foi uma visita que vale a pena repetir!
Realizamos um registo fotográfico que podem consultar em
https://padlet.com/eduardaribeiro_clararesende/visita-de-estudo-galeria-da-biodiversidade-y4dav5mbivpgvj4p
Visita de estudo à Galeria da Biodiversidade e ao Jardim Botânico.
*Atividade dinamizada pela professora Carla Gonçalves
Professora Eduarda Ribeiro
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Ensino Secundário: E.F. Cidadania e Desenvolvimento
Este trabalho é resultado de um 2º período muito invernoso. Sempre que o espaço Pista e/ou
Exterior se encontram sem condições para a prática da atividade física a aula é lecionada numa
sala. Após a informação teórica da matéria relativa ao espaço., os alunos visionaram o filme
INVICTUS. A partir deste filme foram trabalhados três aspetos relativos ao personagem Nelson
Mandela. Os alunos fizeram a apresentação dos trabalhos.
Assim o trabalho apresentado no DeClara de abril tem por base os três trabalhos de grupo dos
alunos do 10ºA e foi realizado pelas alunas: Ana Rute Ferreira, Matilde Sousa, Sofia Sousa e
Leonor Brandão.
A professora de E.F.:
Cristina Neves
“Do Apartheid ao Desporto”
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
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O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
Ensino Secundário: Físico-Química A –11.º C e 11.º D
pH do estômago - Azia e o seu tratamento
O estômago é um órgão com um papel muito importante na digestão dos alimentos, pois é
este órgão que continua o processo de digestão, depois que o bolo alimentar passa pelo
esôfago.
O ácido estomacal, ou suco gástrico, é um líquido aquoso e incolor produzido pelo
revestimento do estômago. O ácido do estômago tem um pH entre 1 e 2. O que o classifica como
muito ácido e ajuda a digerir os alimentos para facilitar a digestão. O nosso corpo está projetado
para lidar com os níveis normais de ácido estomacal, de forma que não cause doenças ou
complicações de saúde.
O baixo nível de pH do ácido estomacal é amplamente atribuído a uma substância química: o
ácido clorídrico (HCl). Lembrando que existem também outras substâncias como cloreto de
potássio (KCl) e cloreto de sódio (NaCl).
A azia afeta muitas pessoas. Ocorre quando o ácido, que normalmente se encontra no
estômago, reflui para o esófago (canal que conduz os alimentos). Como o esófago não está tão
bem protegido como o estômago, o ácido pode irritar o revestimento do esófago, o que pode
provocar sintomas dolorosos, que podem durar de alguns minutos até algumas horas.
O pH normal do estômago varia entre 1 e 2, sendo ácido o suficiente para ajudar na digestão
dos alimentos. Nas pessoas com azia, o pH pode ser mais baixo do que o normal, devido ao
refluxo ácido do estômago para o esôfago, causando irritação desconforto.
FQA - 11C: Júlia Mendes n 6 Rita
Gil n13 Jorge Lima n 4 José Diogo
n 5 Leonardo Mirando n 6
Professora Isabel Pinto
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O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
Várias pessoas frequentam piscinas ao longo de todo o ano, sem se preocuparem com o
seu pH e as consequências do mesmo. Uma piscina bem tratada deve ter um pH
compreendido entre 7,2 e 7,6 sendo considerada neutra a levemente básica.
Garantir a manutenção do caráter químico da água destas piscinas é essencial,
nomeadamente para assegurar uma higienização correta das mesmas, evitar a ineficácia de
produtos de desinfeção como o cloro, garantir a sua durabilidade, prevenir a formação de
depósitos de calcário e evitar riscos à saúde, visto que um pH fora dos limites estabelecidos
pode causar lesões na pele e nos olhos.
“O pH das piscinas”
Sabes qual deve ser?
Maria Sá, Mariana Moreira, Sofia Sousa, Rodrigo Freitas, Tomás Figueiredo 11º C
Corrigido e enviado por FQ A - Prof Isabel Pinto
O pH das piscinas está sujeito a variações por diversos fatores, daí ser necessário uma
correção das suas águas. Assim, se água se encontrar ácida é necessário recorrer a produtos que
equilibrem esta alteração, substâncias básicas como a soda cáustica. Também se pode verificar
um aumento na basicidade das piscinas sendo preciso produtos ácidos como ácido clorídrico
comercial
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Ensino Secundário: Fisico Química –11.º C e 11.º D
Sabes os efeitos das chuvas ácidas na água do planeta?
A chuva ácida é uma consequência da poluição atmosférica. Os gases CO2, NOx e SOx, uns
provenientes da atividade vulcânica outros da queima de combustíveis fósseis e também de
atividades industriais reagem com o vapor de água na atmosfera, transformando-se em ácidos. (
H2CO3, H2SO4, H2SO3, HNO3) Estes ácidos podem ser transportados durante longas distâncias até
serem depositados na superfície terrestre através da precipitação.
As chuvas ácidas têm muitos impactos nocivos para as águas. Podem causar a acidificação
das águas de rios e lagos, sendo fatal para algumas espécies de peixes e podem contaminar
fontes de água potável. Em relação às águas do oceano podem matar varias espécies de peixes
que não conseguem sobreviver em ambientes muito ácidos, prejudica a reprodução dos peixes e
o crescimento de fitoplâncton.
Este diagrama ilustra a tolerância à acidez de várias espécies aquáticas. Por exemplo, a rã
comum consegue tolerar um grau de acidez mais elevado que a truta.
O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
Trabalho realizado de FQA 11º D por: Afonso
Mendes, Diogo Nogueira, Júlia Garetti, Matilde
Frutuoso e Miguel Moreira
Prof Isabel Pinto
Fontes: manual e internet
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Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
O efeito da acidez dos solos na atividade agrícola
O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
Alexandra Damien, Anouk Compaan, Carolina Marinho, Maria Inês Guedes, Maria Gonçalves
FQA 11 C
Professora Isabel Pinto
A atividade agrícola é uma das mais antigas atividades humanas; é uma das principais
ocupações da sociedade, sendo essencial para obtermos as matérias-primas que necessitamos
para sobreviver. Na atualidade é mais importante do que nunca ter uma agricultura eficiente,
de forma a conseguirmos responder às necessidades alimentares da crescente população;
assim, é fundamental utilizarmos a ciência para controlar as condições de crescimento das
culturas. Uma das variáveis que influencia o seu desenvolvimento é a acidez dos solos e, sendo
que cada espécie tem o seu pH ideal, esta variável deve ser manipulada pelo ser humano de
forma a otimizar o seu crescimento.
A acidez do solo é um fator crucial na produtividade agrícola dos mirtilos. Estes frutos
preferem solos ácidos, com um pH ideal entre 5,0 e 5,5. Os solos com um pH mais elevado
podem afetar negativamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas de mirtilo,
reduzindo a absorção de nutrientes essenciais.
Os mirtilos são plantas acidófilas, o que significa que preferem solos ácidos para um melhor
crescimento e desenvolvimento. Os solos com pH mais baixo facilitam a absorção de nutrientes
fundamentais, tais como ferro, manganês e zinco, que são importantes para o crescimento
saudável das plantas de mirtilo. Além disso, um pH mais baixo também pode ajudar a evitar
problemas como a compactação do solo e a presença de certas doenças. Portanto, manter a
acidez do solo dentro da faixa ideal ajuda a promover uma maior produtividade e qualidade da
colheita de mirtilo.
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Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
As hortênsias podem apresentar diferentes cores de flores, como por exemplo azul, rosa,
violeta ou branco, dependendo do pH do solo onde se encontram. Em solos ácidos, isto é, solos
com pH baixo, as hortênsias tendem a produzir flores azuis. Em solos alcalinos, ou seja, o pH é
alto, as flores tendem a ser rosas ou avermelhadas. Isso ocorre devido ao pH do solo afetar a
disponibilidade de alumínio no solo, que é um fator determinante na coloração das flores de
hortênsia. Assim, as hortênsias plantadas em solos com uma quantidade elevada de alumínio
(solos ácidos) apresentarão uma cor azul e as hortênsias plantadas em solos com baixa
quantidade de alumínio (solos alcalinos) terão a cor rosa.
Apesar de existirem algumas exceções a maioria das espécies agrícolas não beneficia da acidez
dos solos, podendo este fenómeno influenciar significativamente a produção agrícola de várias
formas. Solos ácidos podem diminuir a disponibilidade de alguns nutrientes essenciais para as
plantas, como o cálcio, o magnésio e o fósforo, prejudicando o crescimento destes seres. Para
além disso, a acidez dos solos pode afetar a atividade microbiótica e aumentar a concentração de
certos elementos como o alumínio que podem ser tóxicos para algumas espécies. Assim, é
importante monitorizar e ajustar a acidez dos solos. Este ajuste pode ser feito, por exemplo,
através da aplicação de calcário ou outros elementos básicos.
Dependendo do objetivo da produção agrícola, a acidez do solo pode acabar por ter
consequências positivas - como o favorecimento do crescimento de plantas
acidófilas, como o mirtilol -, consequências negativas - como a diminuição da disponibilidade de
nutrientes essenciais para as plantas, como fósforo, cálcio e magnésio -, ou consequências neutras
- como o aspeto de determinadas plantas que, tal como as hortências, modificam a sua cor em
função do pH do solo. Podemos, portanto, concluir que a acidez dos solos é um fator
determinante na produtividade agrícola.
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Ensino Secundário: Fisico Química –11.º C e 11.º D
O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
DeClara nº 75 Abril 2024
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O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA
Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
Sabes o que são chuvas ácidas? Conheces os seus efeitos no solo?
Não? Então vem aprender connosco!
As chuvas ácidas são todas as formas de precipitação atmosférica que possuem um pH
inferior a 5. São formadas com alguns gases libertados pela indústria e pelos automóveis, os
SOx e NOx, respetivamente. Estes gases reagem com a água da chuva formando então
compostos químicos de pH baixo (ou seja, compostos ácidos) que têm diversos efeitos
negativos.
Quais são os efeitos das mesmas no solo?
As chuvas ácidas podem ter vários efeitos prejudiciais no solo, incluindo:
1. Acidificação do solo: O pH do solo diminui, tornando-o mais ácido. Isso pode afetar a
disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas.
2. Destruição de microrganismos benéficos: A acidez pode prejudicar a vida microbiana do
solo, incluindo bactérias e fungos benéficos responsáveis pela decomposição da matéria
orgânica e pela ciclagem de nutrientes.
3. Danos às plantas: A toxicidade do alumínio e de outros metais pesados pode aumentar em
solos ácidos, prejudicando o crescimento e desenvolvimento das plantas.
4. Alterações na composição química: As chuvas ácidas podem alterar a composição química
do solo, afetando sua capacidade de sustentar a vida vegetal e animal.
Esses efeitos podem ter consequências negativas para a agricultura, ecossistemas naturais e
qualidade da água subterrânea.
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Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
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Legenda: imagens de ecossistemas naturais devastados pelos efeitos das chuvas ácidas.
Fontes: Manual Química em reação 11 e Internet
FIM Trabalhos enviados pela
professora Isabel Pinto
Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
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Ensino Secundário: História – 12.º F
À medida que o mundo relembra os eventos marcantes da Segunda Guerra Mundial,
devemos lembrar-nos dos prisioneiros de guerra e as suas histórias de resiliência. Durante o
conflito, milhões de soldados foram capturados e submetidos a condições desumanas em
campos de prisioneiros, enfrentando fome, doenças e tortura. A sua captura representava não
apenas a perda da liberdade, mas também um teste à sua resistência física e mental. Muitos
recorreram à camaradagem e à solidariedade para suportar as adversidades, mantendo viva a
esperança de um retorno ao lar.
Posto isto, trago a história do meu bisavô, um homem de família, pai, filho e irmão, que tal
como muitos outros teve de sair do conforto de sua casa e defender o seu país. Um combatente
alemão, sob as ordens de Adolf Hitler, partiu para a Guerra em 1939, deixando para trás a sua
mulher e filhos.
Mesmo com o fim da Guerra o meu bisavô, Johann Wilhelm Löblein, foi um dos prisioneiros
que lutou pela sua sobrevivência. Detido nas prisões de Guerra da Sibéria, o soldado esforçava-
se por manter contacto com a sua família, através de cartas, para avisar que estava bem.
Infelizmente, a maior parte dos anos em que esteve preso, não obteve resposta da mulher
devido às más condições em que vivia nesse período, com poucos meios de comunicação.
Passo a traduzir uma das cartas enviadas à minha bisavó no dia 11 de agosto de 1946:
“Querida esposa e filhos,
Encontro-me prisioneiro na prisão de guerra na Rússia. Estou bem, estou saudável e
espero o mesmo de vocês! Aguardo ansiosamente uma resposta sobre como estão
vocês, queridos em casa! Espero que possamos nos reunir em casa em breve.
Escrevam-me mais vezes! E enviem muitas saudações a todos os parentes e amigos.
Com muitas saudades, o vosso querido Willi”
"Segunda Guerra Mundial: Os Prisioneiros de Guerra e a separação de famílias”
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Ensino Secundário: História – 12.º F
Esta é apenas uma das várias cartas que encontrei em casa dos meus avós. Através dos
registos de cartas é possível perceber que o meu bisavô esteve aprisionado por pelo menos 3
anos após o fim da Guerra. Como terão sido os seus dias?
Hoje, através destes relatos dos sobreviventes e das suas famílias, preservam-se as memórias
daqueles que enfrentaram o horror da guerra e a dureza da prisão. O seu legado de
sobrevivência e coragem continua a inspirar gerações, recordando-nos da importância de nunca
esquecer os sacrifícios feitos em nome da liberdade e da paz. Felizmente, o meu bisavô
regressou a casa para ver os seus filhos e netos crescerem. Com algumas mazelas, conta o meu
pai, o meu bisavô sobreviveu para contar a história de como foi um dos poucos prisioneiros de
Guerra que conseguiu voltar para os braços da sua família.
Maria Rita Barroso Müller
12.º F – História
A professora de História
Arlete Santos Ferreira
DeClara nº 75 Abril 2024
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1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento
O que oferecer?
Quero coisas oferecer, mas tenho dificuldade em encontrar algo que possa surpreender!
No desfio proponho:
A escrita de uma carta, uma mensagem de preferência daquelas escrita numa folhinha de papel
bem enroladinha e com a fita a fechar a surpresa, um postal ou qualquer outro suporte onde se
possa deixar a imaginação criar um texto, uma frase original, escrito com prazer e que te/nos
possa ajudar a encontrar comigo, contigo, com os outros. Como que seja uma corrente crescente
de laços cada vez mais unidos por uma causa comum – saber dar.
Para dar ideias de escrita chamei os verbos e o alfabeto. Para cada letra escolhi o verbo que
decidi oferecer com o texto que ele me inspirou. Quase a terminar o alfabeto deixo aqui os
penúltimos participantes nesta onda de ofertas.
Para relembrar são estes os verbos que tiveram a oportunidade de aqui deixar mensagens que,
espero, possam ser inspiradoras:
Seguem-se mais algumas sugestões.
Desfazer Refazer satisfazer perfazer
DeClara nº 75 Abril 2024
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1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento
Recordar é oferecer
experiências de vida
que nos podem guiar
e no dia-a-dia orientar.
Sorrir
DeClara nº 75 Abril 2024
67
1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento
Sorrir …
É gratuito e podes sempre oferecer
Traquinar
Ultrapassar
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1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento
Professora
Fátima Vaz
DeClara nº 75 Abril 2024
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Projetos: Olimpíadas da Física
Parabéns a todos os alunos que representaram a nossa escola Clara de Resende ,
especialmente ao Francisco Melo que ficou apurado para a Nacional das Olimpíadas
de Física
Prof Isabel Pinto
e Prof M João Magalhães
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Biblioteca Escolar: 23 de abril - Dia Mundial do Livro 2024
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril.
No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, a Direção-Geral do Livro,
dos Arquivos e das Bibliotecas homenageia o poeta através do seu cartaz comemorativo do Dia
Mundial do Livro 2024.
Luís de Camões foi uma figura singular no universo das letras portuguesas e um dos poetas
mais proeminentes da literatura mundial. Esta comemoração não reverencia apenas o legado
literário do poeta, mas também pretende destacar a vastidão do seu conhecimento e a influência
duradoura que exerce sobre as culturas de língua portuguesa em todo o mundo.
Esta data foi escolhida em homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare,
Cervantes e Garcilaso de la Vega. Está também associada à tradição catalã segundo a qual, neste
dia, os homens oferecem às senhoras uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um
livro, testemunho das aventuras do cavaleiro.
Em Portugal, para assinalar o Dia Mundial do Livro, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e
das Bibliotecas (DGLAB) disponibiliza todos os anos um cartaz.
Cartaz: conceção de Luís Mendonça/Gémeo Luís
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Professora
Fátima Noronha Peres Miranda
Biblioteca Escolar: Página Cultural de Abril
São Jorge lutando com o dragão de Raphaël
pintura de 1503 preservada no Museu do Louvre.
DeClara nº 75 Abril 2024
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Árvore
Onde os frutos maduram:
sal e sol em minhas veias,
luz e mel em boca alheia.
Onde plantei
a alta acácia das febres
eu mesmo me deitei,
para ser a raiz da semente,
e de madeira e seiva
se fez o meu corpo.
Agora,
chove dentro de mim,
em minhas folhas se demoram gotas,
suspensas entre um e outro Sol.
Em mim pousam
cantos e sombras
e eu não sei
se são aves ou palavras.
Mia Couto, em Vagas e Lumes
por Helena Vieira da Silva
Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
DeClara nº 75 Abril 2024
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Porque
Porque os outros se mascaram, mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo, mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam, mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis, mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam, mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
As mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz
Com mãos se faz o poema ─ e são de terra.
Com mãos se faz a guerra ─ e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel alegre
Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
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Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
DeClara nº 75 Abril 2024
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Houve cravos nas lapelas dos soldados e nas chaimites. Mas, nenhum sangue derramado…
O verde da esperança irrompeu pelas ruas.
Não chovia e, nesse mesmo dia, o sol completou as cores da nossa bandeira.
O soldadinho da trincheira começou a ter esperança de sobreviver às balas.
Os embarques em massa de magalas para as nossas colónias iriam acabar para gaudio de
muitos jovens e seus entes queridos.
As mordaças da censura e o risco do lápis azul já não iriam assombrar famílias inteiras. O Largo
do Rato ficou coberto de papelada.
As prisões abriram-se e muitos moribundos iam saindo, com lágrimas nos olhos. Ainda não
sabiam o que lhes estava a acontecer, só viam as sombras das grades das janelas e as memórias
de anos de tortura afastarem-se pouco a pouco quando se depararam com a luz da liberdade.
O povo saiu à rua como um pardal atordoado.
Confuso, ouviu dizer para ficar em suas casas.
Era decretado o “Recolher Obrigatório”!
Mas, o que estava realmente a passar decorridos 50 anos de História do país e da vida de tanto
Luso?
Quem podia ouvia na radio. Quem fora do país estava também o fez.
Tudo aquilo há já algum tempo se preparava na clandestinidade através de encontros de jovens
inconformados, senhas secretas de grandes nomes da nossa sociedade, pequenas rebeliões
estudantis, tertúlias de grandes poetas, canções dos nossos melhores cantores e estratégia
militar.
E no marchar silencioso do exército, entre tantos outros capitães da Revolução, esteve o Capitão
Salgueiro Maia.
“50 ANOS de ABRIL”
“25 de Abril de 1974”…
Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
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Entre muitos concertos de protesto, senhas de milícia e de guerrilha esteve o canto da “Grândola
Vila Morena” de Zeca Afonso.
Estaríamos muito tempo a recuperar da despedida do Estado Novo.
Habituar os nossos cérebros à Democracia e seus valores não foi fácil.
Muita gente ainda sofreu, sofre e sofrerá se, não nos capacitarmos que a vida vale muito mais
que um pedaço de terra, que a palavra vale muito mais que a ação, que a Liberdade é um grito
não de raiva, mas de união.
Viva o 25 de ABRIL, vivam para sempre os seus HERÓIS.
Nessa data era eu ainda uma criança, mas deu para ter consciência que muita coisa estava errada
no medo que os meus pais sentiam através das restrições que lhes impunham e, meninas do
século XXI, tomem atenção:
Não era fácil esperar que o marido consentisse tudo, saber que não existia divórcio pelo
casamento católico, aceitar o papel inferior dado à mulher na sociedade, obedecer ao jugo
constante do pai sobre o namoro ou a roupa que usavam, a proibição do estudo superior à
maioria que podia e queria ser mais que cozinheira, costureira , mãe ou apenas dona de casa, o
adquirir a maior idade mais tardiamente em relação ao homem, a dificuldade no abandono da
casa paternal, o sofrer de violência doméstica sem defesa de ninguém, a proibição de entrar em
alguns cafés e muito menos em tascas, discotecas ou sessões da meia-noite de cinema para
adultos sem serem devidamente acompanhadas por uma figura masculina mais velha, familiar ou
não.
Juventude de hoje, nada na vida debaixo da “Ditadura” era radioso:
Trabalhar de sol a sol era feito para apenas um ou dois ricaços da Terra, passar fome, viver sem
água em casa, sem eletricidade, sem televisão ou telefone era normalíssimo neste país à beira-
mar plantado.
Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
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Alguns, poucos, tinham essas comodidades. A maioria recorria a tabernas ou cafés para
ouvir radio, mais tarde ver um pouco de televisão a preto e branco, telefonar ou dar dois dedos
de conversa (de tudo menos sobre política ou religião). Um Pide poderia estar mesmo ali sem
ninguém se aperceber.
Bailes de garagem e de “rampa” eram habituais, mas sempre com cuidado em relação às
músicas selecionadas. Namoros só os consentidos pelos pais e beijos públicos faziam parte do
imaginário ou então do atrevimento perigoso.
Os aglomerados populacionais para esclarecimentos não permitidos pelo Regime não eram
aceites de forma alguma.
Nas escolas e universidades austeridade e medo eram sentimentos vividos diariamente. O
sonho de uma vida poderia esfumar-se num ápice e transformar-se numa viagem para uma das
nossas colónias para os rapazes e num desgosto profundo para as raparigas, a quem nem o
casamento por procuração era sinónimo de conforto; é que num em vez de um aerograma de
conforto mentiroso poderia vir de imediato a mensagem sobre aquele namoro feito à janela e o
casamento consumado à pressa vinham em forma de urna com a bandeira nacional
devidamente encartada.
Então, o que era livre de se fazer, dizer e viver?
Respeitar a figura do Pai e da Mãe, ser “Bom Cristão”, seguir à risca todas as regras do Estado
Novo, fumar e beber álcool apenas após a autorização do pai, ser exemplo de boa família,
trabalhar para ter o pão de todos os dias sem negar o sacrifício ou a dor, aceitar o destino como
exalava a Canção Nacional (o “Fado”) e viver um pouco em família num domingo à tarde
dizendo aos filhos de coração partido que tudo estava bem.
Enfim, passei por essa experiência, mas não a quero reviver em momento algum no futuro.
Viva para sempre a LIBERDADE!!!
T. M.
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As secas do mês
Atenção: Estas anedotas são extremamente secas. Mesmo
muito secas! As mais secas que já alguma vez ouviste!
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Biblioteca Escolar: Sugestões do mês de Abril
In Piadas
O que é que disse uma pulga a outra
pulga?
– Vamos a pé, ou esperamos por um
cão?
– O que é que disse uma árvore a outra?
– Deixaram-nos plantadas aqui!
– O que é que disse um pato a outro
pato?
– Estamos empatados.
Diz uma criança à mãe:
– Mamã, o almoço estava mesmo
delicioso!
Responde a mãe:
– Então repete, Pedrinho.
Diz então a criança:
– Mamã, o almoço estava mesmo
delicioso!
A professora pergunta aos alunos:
– Quem é que quer ir para o céu?
Todos levantam a mão, menos o
Joãozinho.
– Então, Joãozinho, não queres ir
para o céu?
– Querer eu quero, mas a minha
mãe disse-me para ir diretamente
para casa no fim das aulas!!!
– Joaninha, emprestas-me o teu
champô por favor?
– Mas tu tens o teu aí.
– Sim, mas o meu diz que é para
cabelos secos e o meu cabelo está
molhado!
– Um peixe pergunta ao outro:
– O que é que faz o teu pai?
– Responde o outro peixe:
– NADA. E o teu?
– Também NADA.
DeClara nº 75 Abril 2024
91
Biblioteca Escolar: Concurso Público na Escola
Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO
Uma parceria, dois concursos, três registos: reportagem, entrevista, texto de
opinião. “Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO” é como se chama esta
iniciativa conjunta da Rede de Bibliotecas Escolares e do PÚBLICO na Escola. e que
se desdobra em Isto também é comigo! e Jornalistas em rede. Consulta os
regulamentos atualizados para 2023-2024.
Para que entre mais jornalismo nas escolas e a produção jornalística dos alunos
tenha mais público.
https://www.rbe.mec.pt/np4/PUBLICOnaEscola.html
In Jornal Publico
Participa!
DeClara nº 75 Abril 2024
92
Domínios do Plano 23|24 Escola+
Ações Específicas do Domínio
Domínios do Plano 23|24 Escola+
https://www.dge.mec.pt/noticias/novo-site-plano-2324-escola
Biblioteca Escolar: Escola + 23 I 24
DeClara nº 75 Abril 2024
93
“ESCOLA A LER”
Visa trabalhar a leitura de forma sistemática, estruturada e diversificada e constituir uma
rede colaborativa de trabalho e partilha.
Atividades
- Leitura orientada
- Projeto Pessoal de Leitura
- Tempo para ler e pensar!
- Vou levar-te comigo!
a) Leitura orientada
Realização de atividades que proporcionem o contacto dos alunos com livros que os
motivem e estimulem a prática regular e continuada da leitura e da escrita: uma hora por dia no
primeiro ciclo do ensino básico e uma hora por semana no segundo ciclo do ensino básico.
b) Projeto Pessoal de Leitura
Desenvolvimento de projetos individuais de leitura que explicitem objetivos de leitura e
impliquem o contacto com temas comuns em obras, em géneros e em manifestações artísticas
diferentes (obras escolhidas em contrato de leitura com o(a) professor(a).
c) Tempo para ler e pensar!
Leitura e exploração de livros, jornais, revistas e/ ou outros materiais de leitura na biblioteca
escolar em articulação com docentes de diferentes áreas curriculares, com periodicidade e
tempo estipulados (desejavelmente mensal, em cada turma).
d) Vou levar-te comigo!
Requisição de livros na biblioteca escolar para leitura domiciliária, individualmente ou em
articulação com os docentes da turma, com recurso a estratégias motivadoras.
Biblioteca Escolar: Escola + 23 I 24
DeClara nº 75 Abril 2024
94
Biblioteca Escolar: Apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula
A BE apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula
A leitura é fundamental para o sucesso dos alunos pela sua transversalidade e pela forma
como influencia as aprendizagens em todas as áreas curriculares. O sucesso neste domínio está
diretamente relacionado com a frequência de contactos com livros e com práticas de leitura,
pelo que o tempo dedicado à leitura condiciona de forma decisiva os progressos na
compreensão, cabendo à escola um papel relevante no ensino da leitura e na promoção do
gosto de ler.
O PNL2027 disponibiliza propostas de trabalho integradas na ação Escola a Ler: para os 1.º
e 2.º ciclos, Leitura Orientada na Sala de Aula e, para o 3.º ciclo, Contratos de Leitura.
O PNL2027 propõe que os docentes do ensino básico reforcem as atividades em torno do
livro e, nesse sentido, apresenta um conjunto de orientações organizadas em oito áreas:
Ler AQUI
Escola a Ler em sala de aula e na Biblioteca Escolar
95
Clube de Leitura
DeClara nº 75 Abril 2024
DeClara nº 75 Abril 2024
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DeClara nº 75 Abril 2024
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A Ler e a Ver..."O Fantasma de Canterville", adaptação da obra de Oscar Wilde
A Ler...
A Ver...
Série britânica de 4 episódios, baseada no conto de Oscar Wilde, sobre uma família
americana que se muda para um castelo assombrado na Inglaterra rural.
O inventor e bilionário americano Hiram Otis compra um castelo abandonado na Inglaterra
rural sem saber que o conteúdo inclui o maléfico fantasma Sir Simon de Canterville que
assombra o local há séculos e com grande sucesso. Sir Simon de Canterville é extremamente
orgulhoso da sua reputação ignóbil, sendo considerado o melhor fantasma das Ilhas Britânicas.
Quando os Otis se mudam para a propriedade, Sir Simon prepara-se para lhes dar o maior
susto das suas vidas. Só há um problema, os Otis não têm medo de fantasmas.
Enfrentando o acolhimento traiçoeiro da aristocracia inglesa, um assustador mistério
familiar e um romance proibido, a família Otis procura manter-se unida. Partidas, profecias e
sotaques assustadoramente deliciosos abundam nesta aventura romântica e arrepiante sobre
amor, perda e família. Uma versão moderna da clássica história de Oscar Wilde que mostra
como há sempre esperança para os assombrados.
Ver em RTP Play BE
Clube de Leitura: Projeto de Leitura – A Ler e a Ver…
DeClara nº 75 Abril 2024
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A Ler e Ver "A Volta ao Mundo em 80 Dias", adaptação do romance de aventura de Júlio Verne
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Série de 8 episódios que acompanha a viagem do aventureiro Phileas Fogg,
adaptação do romance de aventura de Júlio Verne.
Fogg, Fix e Passepartout embarcam numa viagem intensa, que lhes irá revelar a
importância da confiança, tolerância e abertura. Três almas díspares que partem numa
extraordinária missão onde se deparam com desafios e personagens que vão abrir para
sempre os seus horizontes. À medida que o trio encontra novas culturas e modos de vida,
precisam de coragem para ser a melhor versão de si mesmos.
RTP Play
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A Ler e Ver "Histórias da Montanha", adaptação de contos icónicos de Miguel Torga
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Cinco histórias, cinco retratos de vidas humildes em Portugal nos anos 40. Uma adaptação
de contos icónicos de Miguel Torga.
HISTÓRIAS DA MONTANHA
Adaptação dos contos icónicos de Miguel Torga. Um olhar íntimo sobre uma comunidade
rural nos anos 40. Cada capítulo tem o seu próprio protagonista, cuja existência é intocada
pela modernidade ou mundo exterior. Cinco retratos de vidas humildes e com uma enorme
resistência ao sofrimento - e uma capacidade para a violência que, por vezes, se revela
impossível de reprimir.
Ver Aqui
Ficha Técnica
Título Original: Tales From The Mountain
Realização: Luís Galvão Teles
Autoria: Manuel do Ó Pereira, Tiago R. Santos, Luís Galvão Teles
Ano: 2023
Clube de Leitura: Projeto de Leitura – A Ler e a Ver…
DeClara nº 75 Abril 2024
100
O Jornal da Agrupamento de Escolas Clara de Resende, o DeClara, é um projeto de
promoção da leitura, de caráter mensal e pretende colocar toda a comunidade escolar a ler e
escrever, de modo formativo, informativo e recreativo. Dar a conhecer tudo o que se faz na
escola, presencial ou digitalmente, e dar voz a todos aqueles que querem partilhar algo com a
comunidade educativa… Pretende constituir-se como um instrumento de educação para a
cidadania, de promoção do espírito crítico e de integração dos diferentes saberes, com recurso
às diferentes tecnologias da informação e comunicação, a um nível transversal.
Este projeto dirige-se e envolve alunos do 1.º ao 12.º ano, professores, funcionários,
pais/encarregados de educação e Comunidade educativa em geral. É gratuito, enviado
digitalmente por email para toda a comunidade escolar e fica disponível no blogue das
Bibliotecas do Agrupamento Clara de Resende.
http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.pt/
Os artigos para publicação podem ser enviadas para o email: isabelpereira@clararesende.pt
Com a vossa colaboração e participação, o Jornal será "mais nosso" e sairá muito mais
enriquecido!
PARTICIPA!
Inscreve-te por email (isabelpereira@clararesende.pt) para fazeres parte da equipa do
Jornal.
Convite para participar no DeClara
https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes
Convite para participar no Jornal da Escola: DeClara
101
DeClara nº75 Abril 2024
Ficha técnica:
Nome do Agrupamento: Agrupamento de Escolas Clara de Resende
Morada: Rua O Primeiro de Janeiro 323, 4100-367 Porto
Contactos Telefone: 22 606 4689
Responsável pela publicação:
Isabel Maria Chaves dos Santos Pereira
• Professora Geografia Grupo – 420
• Professora bibliotecária
• Jornal Escolar, Escola a Ler, Bibliotecas AECR
30.04.2024
MAIO: o mês que se segue
Regressamos em maio.
Até breve!
DeClara nº 75 Abril 2024

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DeClara n.º 75 Abril 2024 - O Jornal digital do Agrupamento de Escolas Clara de Resende

  • 1. DeClara Jornal do Agrupamento Escolas Clara de Resende DeClara n.º 75 - Abril 2024 Árvore da Liberdade, Helena Vieira da Silva
  • 2. 2 TRABALHOS DE ALUNOS E PROFESSORES: ENSINO SECUNDÁRIO PÁG. 39 CONVTE DECLARA PÁG. 100 EDITORIAL PÁG. 2 BIBLIOTECA ESCOLAR PÁG. 70 Editorial Isabel Pereira https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes 50 ANOS 25 ABRIL PÁG. 11 1º 2º3º CICLO E SECUNDÁRIO PÁG. 65 PROJETOS PÁG. 69 CLUBE DE LEITURA PÁG. 95 DeClara nº 75 Abril 2024 Agrupamento de Escolas Clara de Resende MAIO O MÊS QUE SE SEGUE PÁG. 101 ESCOLA EMBAIXADORA P.E. PÁG. 22 23 DE ABRIL PÁG. 3 Liberdade — Liberdade, que estais no céu... Rezava o padre-nosso que sabia, A pedir-te, humildemente, O pio de cada dia. Mas a tua bondade omnipotente Nem me ouvia. — Liberdade, que estais na terra... E a minha voz crescia De emoção. Mas um silêncio triste sepultava A fé que ressumava Da oração. Até que um dia, corajosamente, Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado, Saborear, enfim, O pão da minha fome. — Liberdade, que estais em mim, Santificado seja o vosso nome. Miguel Torga 3.º CICLO PÁG. 31
  • 3. 3 DeClara nº 75 Abril 2024 23 de Abril: Dia do Livro e dos Direitos de autor Cartaz: conceção de Luís Mendonça/Gémeo Luís
  • 4. 4 23 de Abril Dia do Livro e dos Direitos de Autor Final do Concurso de apresentações de livros Departamento de Línguas Picasso, Meninas a ler Objetivos - ler livros e autores considerados clássicos da literatura; - conhecer obras, autores e literaturas de diferentes línguas; - contactar com diversas realidades geográficas, históricas e culturais; - promover o espírito crítico. Continua… 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024
  • 5. 5 Continua… 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024 Decorreu na manhã do dia 23 de abril, no auditório da Escola, a terceira e última fase do Concurso de Apresentações de Livros. O concurso foi bastante concorrido e teve um número muito elevado de participações, em todos os ciclos de ensino,, mas só três puderam chegar à final. Estiveram presentes na grande Final, a apresentar os livros selecionados, os alunos: 2.º ciclo: • Rita Correia, 5.ºB - À sombra da vida, de Margarida Fonseca Santos • Madalena Torres, 5.ºF - Alerta no mar, de Maria Francisca Macedo • Rodrigo Pereira, 6.ºB - O Verão secreto do Zé, de Alice Mckinley 3.ciclo: • Tomás Baldaque, 8.ºA – Ismael e Chopin, de Miguel Sousa Tavares • Leonor Antunes, 9.ºF – Anatomia, de Dana Schwartz Ensino Secundário • Ana e Madalena Ferreira, 10.ºB – O nome de Rosa, de Umberto Eco • Tiago Aires, 12.º D – Jangada de Pedra, de José Saramago • Cármen Gavrikova, 12º E – Crime e castigo, de Fyodor Dostoyevsy O Júri da 3ª fase foi constituído pelos professores: • Ausenda Torrado, António Leite (2º Ciclo) • Sílvia Leal, Jorge Santos (3º Ciclo) • Lia Mota, Jorge Oliveira (Secundário) Prémio participação: livro + certificado de participação Prémio vencedores: Livro e certificado de vencedor.
  • 6. 6 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro O grande vencedor desta final, nos diferentes ciclos de ensino, foi a Escola Básica e Secundária Clara de Resende! Todos os alunos estiveram muito bem e, ao seu estilo, fizeram apresentações muito boas. Aqui ficam alguns momentos do concurso: A Coordenadora do Departamento de Línguas Professora Helena Sereno DeClara nº 75 Abril 2024 Parabéns a todos os participantes!
  • 7. 7 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024 “Estou prestes a desonrar todos os meus antepassados” — foi o que eu, Cármen Gavrikova, pensei antes de me levantar para realizar a minha apresentação em frente do 11.ºG para a 3.º fase do Concurso de Apresentações Orais do ensino secundário. Este concurso indutor de ansiedade começou no dia que eu tive que fazer a minha apresentação oral para a disciplina de português, pois esta valia 10% da minha nota do 1.º período. Eu, uma coitada e ingénua aluna do 12.º ano, decidi que leria e apresentaria “Crime e Castigo” de Fyodor Dostoievsky, mal sabia no que me fui meter. Para contextualizar um pouco os que não conhecem este autor russo, fiquem a saber que ele é uma das personalidades literárias mais admiradas pela sua incrível capacidade de fazer toda a gente sofrer: as suas personagens, o leitor, toda a ascendência e descendência do leitor, o próprio autor e até aquela prima de terceiro-grau que ninguém sabe de onde ela veio e que só vemos no Natal. Sem querer desrespeitar o trabalho do Dostoyevsky com a minha filosofia de “rir para não chorar”, digo que a escrita dele é viciante, pois nunca mais consegui pousar os livros dele desde que li a história do protagonista Raskólnikov do “Crime e Castigo”. “Crime e Castigo” de Fyodor Dostoievsky Testemunho de aluna: Apresentação oral de Cármen Gravikota Continua…
  • 8. 8 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024 Como é que é possível? Como é que alguém é capaz de escrever obras de todas as dimensões tão detalhadas sobre o sofrimento de toda a sociedade russa no século XIX? Uma sociedade que lhe era contemporânea, desprovida de valores morais, pobre de espírito e riqueza e que ele viu despedaçar-se à sua frente… Como é que alguém consegue pegar nessa toda desgraça generalizada e transpô-la em literatura? Estas perguntas passam frequentemente pela minha cabeça, especialmente quando encontro uma passagem que me dá palpitações no coração e arrepios na pele e que me deixam praticamente ofegante por suster a respiração por tanto tempo. Várias vezes, quis atirar o “Crime e Castigo” contra uma parede (aí lembrava-me de que era emprestado) e, mais outras vezes, tive que comer demasiadas laranjas para encher o vazio que este livro deixou no meu espírito. Chamo de “masoquismo intelectual” quando sofremos desta maneira à procura de conhecimento e arte, não há nada mais gratificante para mim do que sofrer apaixonadamente por sabedoria (mas eu sou “meio” estranha, então, talvez não sigam os meus conselhos). Eu peguei nesta obra e comecei a lê-la, eram cerca de 530 páginas, sendo que as últimas 400 eu li à pressa quatro dias antes da minha apresentação. Houve até uma noite em que eu sonhei que estava a ler as palavras das últimas páginas no livro, sendo que ainda faltavam 30 para eu o terminar, na realidade. Como podem ver, fiquei insana naquela semana. Felizmente, as laranjas estiveram do meu lado para me ajudarem a concluir esta missão. Terminei de ler, fiz um powerpoint, fiz uma ilustração e inseri-a no powerpoint, fui segunda a apresentar na minha turma, gaguejei demasiado, excedi o limite de tempo por três minutos e meio, fiquei com o incrível desejo de ser enterrada viva para nunca mais ter que passar uma vergonha daquelas e aguardei… E aguardei, aguardei, aguardei… Aguardei tanto que até me esqueci que aquilo contava também para um concurso escolar. Pois bem, passado um tempo, eu descobri que tive um 19 em 20 (e “passei-me” totalmente porque pensei que vendi a alma a Satanás por acidente) e a minha turma e professora de português selecionaram-me unanimemente para eu passar para a fase seguinte. Mal sabia eu o que me esperava… Eu, desgraçada de mim, gosto muito de falar nas minhas apresentações e não de decorar textos, o que me prejudicou neste caso: Tive que escrever um guião para ser avaliada, pois a fase seguinte selecionava apresentações com base nos recursos que foram utilizados (o que em si fazia muito sentido, até porque seria uma desgraça repetir todas as apresentações do secundário novamente, mas com outros professores). Continua…
  • 9. 9 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024 A professora Arminda de português foi a minha principal vítima e também mártir desta “coisa” toda. Estivemos a discutir e a enviar uma quantidade pouco saudável de emails diariamente uma para a outra só por causa do “bendito” guião (e também do powerpoint, mas isso jamais admitirei, ele estava perfeito, mesmo com todos os seus defeitos). Ao fim de uns dias, os recursos foram submetidos para serem avaliados entre os professores. E eu acabei por me esquecer… Outra vez. Em minha defesa, a minha mente estava a pairar entre 30 mil projetos, trabalhos, testes, exames, compromissos pessoais e todas as coisas que uma aluna do 12.º pode ter. Imaginem só o meu terror ao ser relembrada que teria que voltar a fazer a apresentação, mas em frente de outros dois professores e da turma do 11.ºG (eu fiquei toda feliz, eu realmente queria um 11.º ano para fazer uma comparação entre “Os Maias” e “Crime e Castigo”)! Chega o dia 23 de abril e eu sento-me na cadeira da frente que fica na pontinha direita do auditório, para ficar bem próxima da saída e ter a oportunidade de lá fugir, caso eu voltasse a gaguejar como uma galinha. Duas meninas do 10.º ano, Ana e Madalena, sentam-se ao meu lado e, sendo a extrovertida que sou, torturo-as com a minha conversa de “fala-barata” e, depois, ponho-me a fazer revisões do meu guião até ao início do concurso. Quando ouvi aquelas duas meninas a apresentar em dupla, senti que fui chamada de “burra” em todos os idiomas que existiram, existem e existirão. Elas, estando apenas no 10.º ano, revelaram possuir um discurso eloquente e uma postura confiante, pareciam ser especialistas que escreveram uma tese sobre o livro “O Nome da Rosa” de Umberto Eco. Fiquei realmente fascinada com a fluidez e a naturalidade da apresentação, não senti nenhum atrito entre as partes delas, toda a apresentação era una e completa por si só. Depois, seguiu-se um aluno do 12.º ano que apresentou “Jangada de Pedra” de José Saramago, um autor que todos nós estudamos a português inevitavelmente no último ano da escolaridade obrigatória. Assustei-me de início com a projeção de voz dele, ele estava a apresentar tranquilamente o livro, porém ele tinha uma voz de ouro que preenchia cada centímetro do auditório. Tal como as meninas que apresentaram antes dele, parecia um autêntico especialista na obra com a abordagem utilizada na apresentação, fiquei fascinada. Continua…
  • 10. 10 2.º 3.º e Ensino Secundário - Final Concurso em Dia do Livro DeClara nº 75 Abril 2024 Testemunho da uma vencedora da Final do Ensino Secundário Cármen Gravikova ,12.ºE Professora de Português Arminda Vieira A minha apresentação era a última que precisava de ser feita, eu detestei ter que me levantar da minha confortável cadeira, ponderei ainda fugir ao destino inalterável, contudo aceitei o que me aguardava, pus um sorriso na minha cara e entrei em cena — eu sabia que tinha que terminar as apresentações deixando uma boa impressão final. Se eu estava ali para apresentar, então, era para eu dar tudo que tinha. Movimentei-me, usei os meus braços, alterei o meu tom de voz, fiz perguntas que não precisavam de respostas, aterrorizei aquela turma através do contacto visual… Fiz de tudo que 12 anos de palco poderiam ter-me ensinado e senti- me concretizada, eu sabia que tinha acabado de fazer a melhor apresentação oral da minha vida até àquele momento. Eu voltei a sentar-me e a chatear as coitadas da Ana e da Madalena, enquanto o júri, os dois professores que mencionei anteriormente, decidiam o veredito final. Foi decidido que todos os participantes seriam vencedores e que não haveria primeiro lugar, pois todas as apresentações revelaram ser de alta qualidade. Todos nós recebemos um certificado e ainda um livro. O livro que recebi foi “Perguntem a Sarah Gross” de João Pinto Coelho, um romance que nos conta a história de uma sobrevivente de Auschwitz. Eu diria que acertaram em cheio no meu coraçãozinho apaixonado por história e literatura! Afinal, aquele desespero todo para fazer uma boa apresentação não foi em vão!
  • 11. DeClara nº 75 Abril 2024 11 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
  • 12. DeClara nº 75 Abril 2024 12 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim Registos de alguns trabalhos e atividades
  • 13. DeClara nº 75 Abril 2024 13 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim Registos de alguns trabalhos e atividades desenvolvidas
  • 14. DeClara nº 75 Abril 2024 14 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
  • 15. DeClara nº 75 Abril 2024 15 Aqui Mural Digital Trabalhos 50 de 25 https://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.com/ Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim https://padlet.com/isabelpereira_1/50-anos-do-25-abril-1974-2024-e6fxu2skzn53e1qc
  • 16. DeClara nº 75 Abril 2024 16 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim Turma Artes - 10.º C -Desenho A Professora Maria Cristina Silva
  • 17. DeClara nº 75 Abril 2024 17 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim Turma Artes - 10.º C -Desenho A Professora Maria Cristina Silva
  • 18. DeClara nº 75 Abril 2024 18 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim Turma Artes - 10.º C -Desenho A Professora Maria Cristina Silva
  • 19. DeClara nº 75 Abril 2024 19 Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
  • 20. DeClara nº 75 Abril 2024 20 Que o 25 de abril foi uma revolução liderada por um movimento militar no ano de 1974 e que marca gerações até os dias de hoje no nosso país não é novidade. Veremos então, pelos olhos de José Viana, uma versão mais intimista de uma das famílias que presenciou, viveu e lutou, durante a ditadura, no 25 de abril e após a ditadura. Durante a ditadura, a família passou por um período doloroso, de revolta e de luta. O país encontrava-se completamente restringido aos mais pequenos tipos de liberdade, tais como: ouvir rádio, ler certos livros e jornais que fossem contra o regime salazarista. A imprensa era também constrangida a informar e a apresentar aquilo, e apenas aquilo, que fosse permitido pelo regime. Portugal era dominado por um clima de desconfiança, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) estava em todos os lugares, sempre pronta a atacar aqueles com ideais diferentes. O ensino era reduzido, afinal, quanto menos noção e quanto mais ignorantes fossem as pessoas, mais poder teria o regime. José Viana era estudante da escola Artística Soares dos Reis, e na mesma escola era presidente da associação de estudantes, por ter revelado opiniões muito liberais para a época, foi agredido quatro vezes na rua, ora por estudantes, ora por pessoas pagas pelos mesmos. Testemunhou o seu próprio avô a ser preso, por ter sido flagrado a comer o jornal “Avante”, que era um jornal clandestino feito de papel de arroz. Além disso, observou familiares de amigos serem levados pela PIDE e torturados. Foi uma época tenebrosa, sufocante e por isso grande parte dos portugueses ansiava por uma mudança, uma revolução. O 25 de Abril pelos olhos de José Viana Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
  • 21. DeClara nº 75 Abril 2024 21 Alguns familiares da família Viana moravam na Rua do Heroísmo, onde hoje encontra-se o Museu militar, que na época seria a sede da PIDE, por isso, a família estava a par dos rumores sobre a revolução que aconteceria no 25 de abril de 1974. O dia do 25 de abril foi um dia de muitas emoções, foi uma revolução pacífica, um exemplo mundial de como as revoluções não precisam de violência para serem efetivas. Foi um dia que parou o país, o dia em que as floristas mais cravos venderam e acima de tudo, o dia que mudou milhares de vidas. Ao longo do dia, um clima de liberdade e conquista preenchia as ruas do Porto, mas também um clima de medo e incerteza. A família Viana desempenhou o papel de informar a vizinhança sobre a revolução, e com os seus doze anos, José e os seus amigos subiram ao topo do prédio que se encostava à sede da PIDE para distrair os seguranças e militares que encontravam se na entrada principal do edifício. Após o 25 de abril, Portugal transformou-se num país irreconhecível, transformou a sua política, a sua arte, a sua história. Até hoje o 25 de abril tem um grande impacto naqueles que habitam em Portugal. Hoje levamos os nossos direitos como garantidos, mas nem sempre foi assim. O direito da igualdade de género, o direito ao aborto, o direito à eutanásia, o direito a um sistema de saúde de qualidade, o direito a escalões e a bolsas de estudo- não estão garantidos! Quem dorme em democracia, acorda em ditadura, por isso, se tens o direito de votar, também tens o dever de fazê-lo. Faz a tua parte, luta por aquilo que acreditas, luta por uma sociedade justa, igualitária, uma sociedade onde todos nós temos oportunidades de crescer e alcançar aquilo que desejamos e ansiamos. Heloísa Viana, 2024 Aluna 10.ºano Clara de Resende: 50 anos do 25 de Abril – Foi assim
  • 22. DeClara nº 75 Abril 2024 22 A Europa é Engenharia nas Minhas Mãos No âmbito do Programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu No passado dia 10 de abril, três alunas do 10.º ano de Ciências e Tecnologias foram convidadas, juntamente com as professoras Isabel Pereira e M.ª Fátima Ferreira, a participar num congresso que se realizou no ISEP, onde foram recebidas, juntamente com outros jovens, pelos presidentes do ISEP, do OERN, por um membro da CEIIA, e muitos outros, entre os quais estava a Dra. Isabel Baltazar, do Parlamento Europeu para a Educação, por via zoom. Durante a Mesa Redonda falou-se de diversos temas, como “como motivar os jovens às engenharias”. Um tópico que deixaram bem acentuado é que não faz mal errar. Que é assim que se aprende, e que também precisamos de instruções, não devemos partir imediatamente para a parte prática. 10 de abril Dia Europeu para a Ciência e Tecnologia Há Engenharia em mim Embaixadores de várias escolas do Parlamento Europeu CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
  • 23. DeClara nº 75 Abril 2024 23 Durante a Mesa Redonda falou-se de diversos temas, como “como motivar os jovens às engenharias”. Um tópico que deixaram bem acentuado é que não faz mal errar. Que é assim que se aprende, e que também precisamos de instruções, não devemos partir imediatamente para a parte prática. Após este pequeno debate, fomos encaminhados a outra sala, onde em pequenos grupos, construímos bicicletas em lego que também programamos para se moverem sozinhas. Ana Ferreira; Sofia Sousa 10.ºA CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
  • 24. DeClara nº 75 Abril 2024 24 Europe Direct na Escola Clara de Resende No âmbito do programa “Escolas Embaixadoras” do Parlamento Europeu, decorreu no dia 16 de abril, 2024, no auditório da nossa escola, um conjunto de sessões informativas e de esclarecimento para várias turmas da escola, de diferentes níveis de ensino, pelo Dr. Rui Sousa, responsável da “Europe Direct” da Área Metropolitana do Porto, com o objetivo de explicar aos jovens a União Europeia, apresentar os vários programas e projetos que dinamiza, as eleições para o parlamento europeu e a importância do voto, para além de promover os valores da comunicação e da democracia, como forma de entendimento entre os povos. O Dr. Rui a falar das várias instituições da U.E. Divulgação de vários Projetos Isabel Pereira Fátima Ferreira CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
  • 25. DeClara nº 75 Abril 2024 25 CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” Foto e edição pelos alunos de Design de Comunicação Gráfica da Escola Profissional de Gaia. No dia 19 e 20 de abril de 2024, os embaixadores juniores do projeto Escola Embaixadora do Parlamento Europeu participaram no III Encontro EPAS. A temática deste ano era “Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação”, tendo em conta que haverá eleições para o Parlamento Europeu no dia 9 de junho deste ano. No âmbito deste projeto, participaram no encontro os alunos Pedro Dias (11.ºF), Clara Gomes (11.ºG), Matilde Cardoso (11.ºG), Soraia Raquel Cruz (11.ºG) e Cármen Gavrikova (12.ºE), acompanhados pelas professoras Isabel Pereira e Fátima Ferreira, designadas de “Embaixadoras Séniores”. O evento iniciou-se no Auditório do Centro de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, às 14h, tendo sido organizado pela Escola Secundária Gaia Nascente, Escola Profissional de Gaia e pelo Colégio de Gaia, que também se integram no projeto EPAS a nível nacional. Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu “Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação”
  • 26. DeClara nº 75 Abril 2024 26 CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” O projeto EPAS (Escola Embaixadora do Parlamento Europeu) é um projeto a nível europeu dirigido aos alunos que frequentam o ensino secundário, tendo como objetivo contribuir para a aproximação da União Europeia aos seus cidadãos, promover os valores europeus (paz, democracia, liberdade, solidariedade, cooperação, entre muitos) e incentivar a juventude a ser mais participativa nas eleições europeias e também noutras questões políticas. Na receção, todos os alunos e professores responsáveis receberam um saco de pano (tote bag) que possuía a identificação pessoal de cada participante, crachás alusivos às eleições do Parlamentos Europeus, uma lápis, post-its, folhas de papel e um diploma de participação. Na primeira atividade, introduzida por Rui (um aluno do 11.º ano da Escola Secundária Gaia Nascente), foram prestados discursos de boas-vindas pelos representantes do Município de Gaia, do Gabinete do Parlamento Europeu e também pelas escolas EPAS Gaia. Seguiram-se três testemunhos vindos de ex-embaixadores juniores, recordando-se das suas experiências pessoais com o projeto. Também foram projetados vídeos gravados por três eurodeputados portugueses que, neles, incentivavam o voto consciente português nas eleições europeias. Logo de seguida, foi realizado um debate de reflexão entre os embaixadores juniores e os representantes dos órgãos Europe Direct, UNITA e a Ordem de Engenheiros, dando assim a oportunidade dos jovens discutirem temas como a aproximação à União Europeia, a segurança, a desinformação, a tolerância, entre outros. Para finalizar esta atividade, a Doutora Isabel Baltazar, Gestora Nacional do Programa Pedagógico Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, interveio com um discurso que encorajava os jovens a preocuparem-se com assuntos políticos e com a defesa dos valores europeus. Por volta das 17h, os embaixadores foram encaminhados de camioneta para a Escola Secundária Gaia, onde puderam apreciar a exposição fotográfica remetente ao 25 de Abril, comer o lanche preparado e serviço pelos alunos do ensino profissional e assistir ao teatro de sombras sobre a vida de Adriano Correia de Oliveira, um músico português que lutou contra o regime salazarista.
  • 27. DeClara nº 75 Abril 2024 27 CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” Os alunos e professores puderam desfrutar de um jantar gratuito e nutricional na Cantina da Câmara Municipal de Gaia, seguido por um passeio pela zona da Ribeira no cais de Gaia. Durante o passeio, os embaixadores puderam cantar músicas portuguesas, tirar fotos em grupo, comprar farturas e churros e, no caso particular do grupo da escola Clara de Resende, cantar “Sou uma Taça” de Panda e os Caricas com três senhoras espanholas. No dia seguinte, na Escola Profissional de Gaia, os grupos reuniram-se novamente às 10h. Foram dadas as boas-vindas pelos organizadores do evento, seguidas por outro discurso da Doutora Isabel Baltazar e uma apresentação musical do “Hino da Alegria” por uma aluna clarinetista da Escola Profissional de Gaia. Os embaixadores tiveram outra oportunidade de saborear um lanche preparado e servido pelos alunos da Escola Profissional de Gaia, tirar uma foto que seria mais tarde editada também pelos alunos de Design de Comunicação Gráfica observar as exposições e infopoints relativos à União Europeia e participar em atividades e jogos da mesma temática. Após este convívio, os embaixadores assistiram a um teatro em poesia realizado pelos embaixadores da Escola Profissional de Gaia e dirigiram-se a pé até à cantina do Colégio de Gaia. Na mesma, foram servidas francesinhas e batatas fritas para o almoço. Depois do almoço, os alunos e professores foram numa visita guiada de camioneta até à praia de Senhor da Pedra, onde tiveram a possibilidade de explorar e observar a zona costeira de Gaia. Os grupos reencontraram-se no Colégio de Gaia, finalizando assim o III Encontro EPAS. A Embaixadora Júnior do Parlamento Europeu Cármen Gavrikova (12.ºE)
  • 28. DeClara nº 75 Abril 2024 28 Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu Vila Nova de Gaia 19|20 de abril “Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação” No dia 19 de abril, ainda festejando a Semana Europeia da Juventude, a cidade de Vila Nova de Gaia foi palco de um Encontro de Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu que uniu diversas escolas de vários pontos do País em diferentes atividades subordinadas ao tema “Democracia e Eleições Europeias: Jovens em Ação". Este primeiro dia de Encontro teve início no Auditório Paroquial de Mafamude e contou com uma sessão de boas-vindas pelos embaixadores juniores das Escolas EPAS organizadoras, Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, Colégio de Gaia - Escola Católica e Escola Profissional de Gaia, e do Vereador da Juventude do Município de Gaia, Dr. Elísio Pinto. Seguiu-se uma mesa- redonda, com a representação do Centro Europe Direct Norte, do Unidos.EU e, ainda, da Ordem dos Engenheiros. Os Embaixadores Juniores da Clara de Resende presentes no encontro CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu”
  • 29. DeClara nº 75 Abril 2024 29 A plateia, composta maioritariamente por embaixadores juniores, colocou diversas questões ao painel de convidados enriquecendo significativamente a reflexão sobre o tema e a intervenção das organizações ligadas à UE. À Gestora Nacional do Programa, Dra. Isabel Baltazar, coube o encerramento da sessão. A tarde continuou na Escola de Gaia Nascente que nos presenteou com um maravilhoso lanche e um magnífico Teatro de Sombras, homenageando o gaiense Adriano Correia de Oliveira, na celebração dos 50 anos do 25 de abril. Já pela noite, o primeiro dia deste Encontro, terminou com um passeio ao luar pela zona ribeirinha do Cais de Gaia. Na manhã do dia 20 as atividades decorreram na Escola Profissional de Gaia e no Colégio de Gaia. O Encontro terminou com um passeio pela Orla Litoral de Gaia. CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” As Coordenadoras do Projeto Fátima Ferreira e Isabel Pereira Foto da Escola Profissional de Gaia
  • 30. DeClara nº 75 Abril 2024 30 CR “ Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” Chamo-me Pedro, tenho 16 anos, sou embaixador júnior do Parlamento Europeu da Escola Básica e Secundária Clara de Resende. Participei da atividade EPAS nos dias 19 e 20 de abril. A minha experiência foi incrível e algo de muito positivo, desde o programa, aos assuntos falados e ao convívio com jovens que partilham este entusiasmo europeu, esta vontade de viver uma vida e cidadania 100% europeia. Tudo esteve excelente, desde a receção, sempre muito calorosa por parte de todas as escolas que organizaram o evento, a ouvir pessoas muito competentes, envolvidas nesta organização que é a Europa, poder assistir a peças de teatro impactantes e que nos fazem realmente pensar. O convívio, o debate democrático, estiveram sempre partes presentes ao longo desta atividade. A possibilidade de me conectar com escolas, alunos que nunca me teria conectado. O grupo da Escola que esteve presente foi um grupo extremamente bom e que cumpriu tudo. Concluindo, achei que este evento foi extremamente bom, em todos os aspetos, espero poder voltar a participar. Agradeço esta enorme oportunidade de participar e espero repetir, no futuro, e voltar a viver dois dias tão bons como estes!! Pedro Sá Dias 11.º ano Encontro Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu Vila Nova de Gaia 19|20 de abril “Democracia e Eleições Europeias: Jovens em ação” Testemunho do Embaixador Júnior Pedro Sá Dias Foto da Escola Profissional de Gaia
  • 31. DeClara nº 75 Abril 2024 31 3.º ciclo: Português 7.º D: Mapa de Ideais Ser Poeta é… Professora: Célia Fonseca
  • 32. DeClara nº 75 Abril 2024 32 Continua… No dia 21 de Março, os alunos do 9º ano deslocaram-se a Famalicão para uma visita de estudo. As turmas do 9º ano saíram de manhã e começaram a sua visita no Museu do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda. Ficaram a conhecer Mário Cesariny, a sua vida e a sua obra. Experimentaram uma técnica surrealista o “cadáver esquisito” que é uma forma de organizar uma criação coletiva com ênfase na aleatoriedade. Os resultados foram surpreendentes! Outro grupo realizou um peddypaper sobre a escrita surrealista. O almoço, na praça D. Maria II, foi um momento de convivio. À tarde, visitaram o Museu da Guerra Colonial e ouviram as histórias de um antigo combatente e do responsável pedagógico do Museu. 3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
  • 33. DeClara nº 75 Abril 2024 33 Continua… 3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo Registo fotográfico De alguns momentos da visita
  • 34. DeClara nº 75 Abril 2024 34 Continua… 3º ciclo: História9 Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo
  • 35. DeClara nº 75 Abril 2024 35 FIM 3.º ciclo: História – Visita de Estudo ao Museu do Surrealismo Professora de História Júlia Braga
  • 36. DeClara nº 75 Abril 2024 36 3.º ciclo: Cidadania e Desenvolvimento – Orçamento Participativo Olá a tod@s! No âmbito do Orçamento Participativo das Escolas, com o objetivo de estimular a participação democrática dos estudantes, valorizando as suas opiniões e a sua capacidade argumentativa, de reflexão e de mobilização coletiva, foi proposto aos alunos que elaborassem um projeto para melhoria da nossa Escola. Surgiram quatro propostas: Notícias da escola! Continua…
  • 37. DeClara nº 75 Abril 2024 37 Assim, na aula de Cidadania e Desenvolvimento das turmas do 8.ºB, 8.ºC, 8.ºD e 9.ºC foram elaborados dois cartazes apelativos de acordo com as propostas que foram afixadas na entrada e no polivalente. As eleições decorreram no dia 21 de março, na biblioteca, das 9h até às 16h30, e a proposta vencedora foi a do 9.º C com a aquisição de uma esplanada para o recreio. 3.º ciclo: Cidadania e Desenvolvimento – Orçamento Participativo Foi uma atividade fantástica onde toda a Escola ficou a ganhar! Obrigada pela Vossa participação! As professoras de Cidadania e Desenvolvimento, Andreia Gama e Júlia Braga.
  • 38. DeClara nº 75 Abril 2024 38 3.º ciclo: Ciências Naturais – 8.ºF: Visita de Estudo… No âmbito da disciplina de Ciências Naturais*, no dia 11 de abril, a turma 8.ºF realizou uma visita de estudo à Galeria da Biodiversidade e ao Jardim Botânico. Participamos em experiências sensoriais, descobrimos animais camuflados e até vimos o «enorme átrio para o qual davam todas as salas e no qual, como Hans dizia, se poderia armar o esqueleto da baleia que há anos repousava, empacotado em numerosos volumes, nas caves da Faculdade de Ciências por não haver lugar onde coubesse armado» que Sophia de Mello Breyner refere no conto Saga. Por fim, passeamos pelo belíssimo jardim. A visita ao Jardim Botânico foi uma experiência incrível, aprendemos bastante sobre a diversidade. Foi uma visita que vale a pena repetir! Realizamos um registo fotográfico que podem consultar em https://padlet.com/eduardaribeiro_clararesende/visita-de-estudo-galeria-da-biodiversidade-y4dav5mbivpgvj4p Visita de estudo à Galeria da Biodiversidade e ao Jardim Botânico. *Atividade dinamizada pela professora Carla Gonçalves Professora Eduarda Ribeiro
  • 39. DeClara nº 75 Abril 2024 39 Ensino Secundário: E.F. Cidadania e Desenvolvimento Este trabalho é resultado de um 2º período muito invernoso. Sempre que o espaço Pista e/ou Exterior se encontram sem condições para a prática da atividade física a aula é lecionada numa sala. Após a informação teórica da matéria relativa ao espaço., os alunos visionaram o filme INVICTUS. A partir deste filme foram trabalhados três aspetos relativos ao personagem Nelson Mandela. Os alunos fizeram a apresentação dos trabalhos. Assim o trabalho apresentado no DeClara de abril tem por base os três trabalhos de grupo dos alunos do 10ºA e foi realizado pelas alunas: Ana Rute Ferreira, Matilde Sousa, Sofia Sousa e Leonor Brandão. A professora de E.F.: Cristina Neves “Do Apartheid ao Desporto”
  • 40. DeClara nº 75 Abril 2024 40 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 41. DeClara nº 75 Abril 2024 41 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 42. DeClara nº 75 Abril 2024 42 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 43. DeClara nº 75 Abril 2024 43 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 44. 44 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A DeClara nº 75 Abril 2024
  • 45. 45 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A DeClara nº 75 Abril 2024
  • 46. DeClara nº 75 Abril 2024 46 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 47. DeClara nº 75 Abril 2024 47 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 48. DeClara nº 75 Abril 2024 48 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 49. DeClara nº 75 Abril 2024 49 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 50. DeClara nº 75 Abril 2024 50 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 51. DeClara nº 75 Abril 2024 51 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 52. DeClara nº 75 Abril 2024 52 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 53. DeClara nº 75 Abril 2024 53 Ensino Secundário: Cidadania e Desenvolvimento –E.F. 10.º A
  • 54. DeClara nº 75 Abril 2024 54 O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA Ensino Secundário: Físico-Química A –11.º C e 11.º D pH do estômago - Azia e o seu tratamento O estômago é um órgão com um papel muito importante na digestão dos alimentos, pois é este órgão que continua o processo de digestão, depois que o bolo alimentar passa pelo esôfago. O ácido estomacal, ou suco gástrico, é um líquido aquoso e incolor produzido pelo revestimento do estômago. O ácido do estômago tem um pH entre 1 e 2. O que o classifica como muito ácido e ajuda a digerir os alimentos para facilitar a digestão. O nosso corpo está projetado para lidar com os níveis normais de ácido estomacal, de forma que não cause doenças ou complicações de saúde. O baixo nível de pH do ácido estomacal é amplamente atribuído a uma substância química: o ácido clorídrico (HCl). Lembrando que existem também outras substâncias como cloreto de potássio (KCl) e cloreto de sódio (NaCl). A azia afeta muitas pessoas. Ocorre quando o ácido, que normalmente se encontra no estômago, reflui para o esófago (canal que conduz os alimentos). Como o esófago não está tão bem protegido como o estômago, o ácido pode irritar o revestimento do esófago, o que pode provocar sintomas dolorosos, que podem durar de alguns minutos até algumas horas. O pH normal do estômago varia entre 1 e 2, sendo ácido o suficiente para ajudar na digestão dos alimentos. Nas pessoas com azia, o pH pode ser mais baixo do que o normal, devido ao refluxo ácido do estômago para o esôfago, causando irritação desconforto. FQA - 11C: Júlia Mendes n 6 Rita Gil n13 Jorge Lima n 4 José Diogo n 5 Leonardo Mirando n 6 Professora Isabel Pinto
  • 55. DeClara nº 75 Abril 2024 55 O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D Várias pessoas frequentam piscinas ao longo de todo o ano, sem se preocuparem com o seu pH e as consequências do mesmo. Uma piscina bem tratada deve ter um pH compreendido entre 7,2 e 7,6 sendo considerada neutra a levemente básica. Garantir a manutenção do caráter químico da água destas piscinas é essencial, nomeadamente para assegurar uma higienização correta das mesmas, evitar a ineficácia de produtos de desinfeção como o cloro, garantir a sua durabilidade, prevenir a formação de depósitos de calcário e evitar riscos à saúde, visto que um pH fora dos limites estabelecidos pode causar lesões na pele e nos olhos. “O pH das piscinas” Sabes qual deve ser? Maria Sá, Mariana Moreira, Sofia Sousa, Rodrigo Freitas, Tomás Figueiredo 11º C Corrigido e enviado por FQ A - Prof Isabel Pinto O pH das piscinas está sujeito a variações por diversos fatores, daí ser necessário uma correção das suas águas. Assim, se água se encontrar ácida é necessário recorrer a produtos que equilibrem esta alteração, substâncias básicas como a soda cáustica. Também se pode verificar um aumento na basicidade das piscinas sendo preciso produtos ácidos como ácido clorídrico comercial
  • 56. 56 Ensino Secundário: Fisico Química –11.º C e 11.º D Sabes os efeitos das chuvas ácidas na água do planeta? A chuva ácida é uma consequência da poluição atmosférica. Os gases CO2, NOx e SOx, uns provenientes da atividade vulcânica outros da queima de combustíveis fósseis e também de atividades industriais reagem com o vapor de água na atmosfera, transformando-se em ácidos. ( H2CO3, H2SO4, H2SO3, HNO3) Estes ácidos podem ser transportados durante longas distâncias até serem depositados na superfície terrestre através da precipitação. As chuvas ácidas têm muitos impactos nocivos para as águas. Podem causar a acidificação das águas de rios e lagos, sendo fatal para algumas espécies de peixes e podem contaminar fontes de água potável. Em relação às águas do oceano podem matar varias espécies de peixes que não conseguem sobreviver em ambientes muito ácidos, prejudica a reprodução dos peixes e o crescimento de fitoplâncton. Este diagrama ilustra a tolerância à acidez de várias espécies aquáticas. Por exemplo, a rã comum consegue tolerar um grau de acidez mais elevado que a truta. O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA Trabalho realizado de FQA 11º D por: Afonso Mendes, Diogo Nogueira, Júlia Garetti, Matilde Frutuoso e Miguel Moreira Prof Isabel Pinto Fontes: manual e internet DeClara nº 75 Abril 2024
  • 57. DeClara nº 75 Abril 2024 57 Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D O efeito da acidez dos solos na atividade agrícola O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA Alexandra Damien, Anouk Compaan, Carolina Marinho, Maria Inês Guedes, Maria Gonçalves FQA 11 C Professora Isabel Pinto A atividade agrícola é uma das mais antigas atividades humanas; é uma das principais ocupações da sociedade, sendo essencial para obtermos as matérias-primas que necessitamos para sobreviver. Na atualidade é mais importante do que nunca ter uma agricultura eficiente, de forma a conseguirmos responder às necessidades alimentares da crescente população; assim, é fundamental utilizarmos a ciência para controlar as condições de crescimento das culturas. Uma das variáveis que influencia o seu desenvolvimento é a acidez dos solos e, sendo que cada espécie tem o seu pH ideal, esta variável deve ser manipulada pelo ser humano de forma a otimizar o seu crescimento. A acidez do solo é um fator crucial na produtividade agrícola dos mirtilos. Estes frutos preferem solos ácidos, com um pH ideal entre 5,0 e 5,5. Os solos com um pH mais elevado podem afetar negativamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas de mirtilo, reduzindo a absorção de nutrientes essenciais. Os mirtilos são plantas acidófilas, o que significa que preferem solos ácidos para um melhor crescimento e desenvolvimento. Os solos com pH mais baixo facilitam a absorção de nutrientes fundamentais, tais como ferro, manganês e zinco, que são importantes para o crescimento saudável das plantas de mirtilo. Além disso, um pH mais baixo também pode ajudar a evitar problemas como a compactação do solo e a presença de certas doenças. Portanto, manter a acidez do solo dentro da faixa ideal ajuda a promover uma maior produtividade e qualidade da colheita de mirtilo.
  • 58. DeClara nº 75 Abril 2024 58 Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D As hortênsias podem apresentar diferentes cores de flores, como por exemplo azul, rosa, violeta ou branco, dependendo do pH do solo onde se encontram. Em solos ácidos, isto é, solos com pH baixo, as hortênsias tendem a produzir flores azuis. Em solos alcalinos, ou seja, o pH é alto, as flores tendem a ser rosas ou avermelhadas. Isso ocorre devido ao pH do solo afetar a disponibilidade de alumínio no solo, que é um fator determinante na coloração das flores de hortênsia. Assim, as hortênsias plantadas em solos com uma quantidade elevada de alumínio (solos ácidos) apresentarão uma cor azul e as hortênsias plantadas em solos com baixa quantidade de alumínio (solos alcalinos) terão a cor rosa. Apesar de existirem algumas exceções a maioria das espécies agrícolas não beneficia da acidez dos solos, podendo este fenómeno influenciar significativamente a produção agrícola de várias formas. Solos ácidos podem diminuir a disponibilidade de alguns nutrientes essenciais para as plantas, como o cálcio, o magnésio e o fósforo, prejudicando o crescimento destes seres. Para além disso, a acidez dos solos pode afetar a atividade microbiótica e aumentar a concentração de certos elementos como o alumínio que podem ser tóxicos para algumas espécies. Assim, é importante monitorizar e ajustar a acidez dos solos. Este ajuste pode ser feito, por exemplo, através da aplicação de calcário ou outros elementos básicos. Dependendo do objetivo da produção agrícola, a acidez do solo pode acabar por ter consequências positivas - como o favorecimento do crescimento de plantas acidófilas, como o mirtilol -, consequências negativas - como a diminuição da disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas, como fósforo, cálcio e magnésio -, ou consequências neutras - como o aspeto de determinadas plantas que, tal como as hortências, modificam a sua cor em função do pH do solo. Podemos, portanto, concluir que a acidez dos solos é um fator determinante na produtividade agrícola.
  • 59. 59 Ensino Secundário: Fisico Química –11.º C e 11.º D O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA DeClara nº 75 Abril 2024
  • 60. DeClara nº 75 Abril 2024 60 O equilíbrio de ácido base na nossa vida quotidiana 11ºFQA Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D Sabes o que são chuvas ácidas? Conheces os seus efeitos no solo? Não? Então vem aprender connosco! As chuvas ácidas são todas as formas de precipitação atmosférica que possuem um pH inferior a 5. São formadas com alguns gases libertados pela indústria e pelos automóveis, os SOx e NOx, respetivamente. Estes gases reagem com a água da chuva formando então compostos químicos de pH baixo (ou seja, compostos ácidos) que têm diversos efeitos negativos. Quais são os efeitos das mesmas no solo? As chuvas ácidas podem ter vários efeitos prejudiciais no solo, incluindo: 1. Acidificação do solo: O pH do solo diminui, tornando-o mais ácido. Isso pode afetar a disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas. 2. Destruição de microrganismos benéficos: A acidez pode prejudicar a vida microbiana do solo, incluindo bactérias e fungos benéficos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela ciclagem de nutrientes. 3. Danos às plantas: A toxicidade do alumínio e de outros metais pesados pode aumentar em solos ácidos, prejudicando o crescimento e desenvolvimento das plantas. 4. Alterações na composição química: As chuvas ácidas podem alterar a composição química do solo, afetando sua capacidade de sustentar a vida vegetal e animal. Esses efeitos podem ter consequências negativas para a agricultura, ecossistemas naturais e qualidade da água subterrânea.
  • 61. DeClara nº 75 Abril 2024 61 Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
  • 62. DeClara nº 75 Abril 2024 62 Legenda: imagens de ecossistemas naturais devastados pelos efeitos das chuvas ácidas. Fontes: Manual Química em reação 11 e Internet FIM Trabalhos enviados pela professora Isabel Pinto Ensino Secundário: Físico Química –11.º C e 11.º D
  • 63. DeClara nº 75 Abril 2024 63 Ensino Secundário: História – 12.º F À medida que o mundo relembra os eventos marcantes da Segunda Guerra Mundial, devemos lembrar-nos dos prisioneiros de guerra e as suas histórias de resiliência. Durante o conflito, milhões de soldados foram capturados e submetidos a condições desumanas em campos de prisioneiros, enfrentando fome, doenças e tortura. A sua captura representava não apenas a perda da liberdade, mas também um teste à sua resistência física e mental. Muitos recorreram à camaradagem e à solidariedade para suportar as adversidades, mantendo viva a esperança de um retorno ao lar. Posto isto, trago a história do meu bisavô, um homem de família, pai, filho e irmão, que tal como muitos outros teve de sair do conforto de sua casa e defender o seu país. Um combatente alemão, sob as ordens de Adolf Hitler, partiu para a Guerra em 1939, deixando para trás a sua mulher e filhos. Mesmo com o fim da Guerra o meu bisavô, Johann Wilhelm Löblein, foi um dos prisioneiros que lutou pela sua sobrevivência. Detido nas prisões de Guerra da Sibéria, o soldado esforçava- se por manter contacto com a sua família, através de cartas, para avisar que estava bem. Infelizmente, a maior parte dos anos em que esteve preso, não obteve resposta da mulher devido às más condições em que vivia nesse período, com poucos meios de comunicação. Passo a traduzir uma das cartas enviadas à minha bisavó no dia 11 de agosto de 1946: “Querida esposa e filhos, Encontro-me prisioneiro na prisão de guerra na Rússia. Estou bem, estou saudável e espero o mesmo de vocês! Aguardo ansiosamente uma resposta sobre como estão vocês, queridos em casa! Espero que possamos nos reunir em casa em breve. Escrevam-me mais vezes! E enviem muitas saudações a todos os parentes e amigos. Com muitas saudades, o vosso querido Willi” "Segunda Guerra Mundial: Os Prisioneiros de Guerra e a separação de famílias”
  • 64. 64 Ensino Secundário: História – 12.º F Esta é apenas uma das várias cartas que encontrei em casa dos meus avós. Através dos registos de cartas é possível perceber que o meu bisavô esteve aprisionado por pelo menos 3 anos após o fim da Guerra. Como terão sido os seus dias? Hoje, através destes relatos dos sobreviventes e das suas famílias, preservam-se as memórias daqueles que enfrentaram o horror da guerra e a dureza da prisão. O seu legado de sobrevivência e coragem continua a inspirar gerações, recordando-nos da importância de nunca esquecer os sacrifícios feitos em nome da liberdade e da paz. Felizmente, o meu bisavô regressou a casa para ver os seus filhos e netos crescerem. Com algumas mazelas, conta o meu pai, o meu bisavô sobreviveu para contar a história de como foi um dos poucos prisioneiros de Guerra que conseguiu voltar para os braços da sua família. Maria Rita Barroso Müller 12.º F – História A professora de História Arlete Santos Ferreira DeClara nº 75 Abril 2024
  • 65. DeClara nº 75 Abril 2024 65 1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento O que oferecer? Quero coisas oferecer, mas tenho dificuldade em encontrar algo que possa surpreender! No desfio proponho: A escrita de uma carta, uma mensagem de preferência daquelas escrita numa folhinha de papel bem enroladinha e com a fita a fechar a surpresa, um postal ou qualquer outro suporte onde se possa deixar a imaginação criar um texto, uma frase original, escrito com prazer e que te/nos possa ajudar a encontrar comigo, contigo, com os outros. Como que seja uma corrente crescente de laços cada vez mais unidos por uma causa comum – saber dar. Para dar ideias de escrita chamei os verbos e o alfabeto. Para cada letra escolhi o verbo que decidi oferecer com o texto que ele me inspirou. Quase a terminar o alfabeto deixo aqui os penúltimos participantes nesta onda de ofertas. Para relembrar são estes os verbos que tiveram a oportunidade de aqui deixar mensagens que, espero, possam ser inspiradoras: Seguem-se mais algumas sugestões. Desfazer Refazer satisfazer perfazer
  • 66. DeClara nº 75 Abril 2024 66 1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento Recordar é oferecer experiências de vida que nos podem guiar e no dia-a-dia orientar. Sorrir
  • 67. DeClara nº 75 Abril 2024 67 1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento Sorrir … É gratuito e podes sempre oferecer Traquinar Ultrapassar
  • 68. DeClara nº 75 Abril 2024 68 1º, 2º, 3ºciclo e Secundário: Cidadania e Desenvolvimento Professora Fátima Vaz
  • 69. DeClara nº 75 Abril 2024 69 Projetos: Olimpíadas da Física Parabéns a todos os alunos que representaram a nossa escola Clara de Resende , especialmente ao Francisco Melo que ficou apurado para a Nacional das Olimpíadas de Física Prof Isabel Pinto e Prof M João Magalhães
  • 70. DeClara nº 75 Abril 2024 70 Biblioteca Escolar: 23 de abril - Dia Mundial do Livro 2024 O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril. No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas homenageia o poeta através do seu cartaz comemorativo do Dia Mundial do Livro 2024. Luís de Camões foi uma figura singular no universo das letras portuguesas e um dos poetas mais proeminentes da literatura mundial. Esta comemoração não reverencia apenas o legado literário do poeta, mas também pretende destacar a vastidão do seu conhecimento e a influência duradoura que exerce sobre as culturas de língua portuguesa em todo o mundo. Esta data foi escolhida em homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega. Está também associada à tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às senhoras uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em Portugal, para assinalar o Dia Mundial do Livro, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) disponibiliza todos os anos um cartaz. Cartaz: conceção de Luís Mendonça/Gémeo Luís
  • 71. DeClara nº 75 Abril 2024 71 Professora Fátima Noronha Peres Miranda Biblioteca Escolar: Página Cultural de Abril São Jorge lutando com o dragão de Raphaël pintura de 1503 preservada no Museu do Louvre.
  • 72. DeClara nº 75 Abril 2024 72 Árvore Onde os frutos maduram: sal e sol em minhas veias, luz e mel em boca alheia. Onde plantei a alta acácia das febres eu mesmo me deitei, para ser a raiz da semente, e de madeira e seiva se fez o meu corpo. Agora, chove dentro de mim, em minhas folhas se demoram gotas, suspensas entre um e outro Sol. Em mim pousam cantos e sombras e eu não sei se são aves ou palavras. Mia Couto, em Vagas e Lumes por Helena Vieira da Silva Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 73. DeClara nº 75 Abril 2024 73 Porque Porque os outros se mascaram, mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo, mas tu não Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam, mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis, mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam, mas tu não. Sophia de Mello Breyner Andresen As mãos Com mãos se faz a paz se faz a guerra Com mãos tudo se faz e se desfaz Com mãos se faz o poema ─ e são de terra. Com mãos se faz a guerra ─ e são a paz. Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra. Não são de pedra estas casas mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas. E cravam-se no Tempo como farpas as mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas. De mãos é cada flor cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade. Manuel alegre Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 74. DeClara nº 75 Abril 2024 74 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 75. DeClara nº 75 Abril 2024 75 Houve cravos nas lapelas dos soldados e nas chaimites. Mas, nenhum sangue derramado… O verde da esperança irrompeu pelas ruas. Não chovia e, nesse mesmo dia, o sol completou as cores da nossa bandeira. O soldadinho da trincheira começou a ter esperança de sobreviver às balas. Os embarques em massa de magalas para as nossas colónias iriam acabar para gaudio de muitos jovens e seus entes queridos. As mordaças da censura e o risco do lápis azul já não iriam assombrar famílias inteiras. O Largo do Rato ficou coberto de papelada. As prisões abriram-se e muitos moribundos iam saindo, com lágrimas nos olhos. Ainda não sabiam o que lhes estava a acontecer, só viam as sombras das grades das janelas e as memórias de anos de tortura afastarem-se pouco a pouco quando se depararam com a luz da liberdade. O povo saiu à rua como um pardal atordoado. Confuso, ouviu dizer para ficar em suas casas. Era decretado o “Recolher Obrigatório”! Mas, o que estava realmente a passar decorridos 50 anos de História do país e da vida de tanto Luso? Quem podia ouvia na radio. Quem fora do país estava também o fez. Tudo aquilo há já algum tempo se preparava na clandestinidade através de encontros de jovens inconformados, senhas secretas de grandes nomes da nossa sociedade, pequenas rebeliões estudantis, tertúlias de grandes poetas, canções dos nossos melhores cantores e estratégia militar. E no marchar silencioso do exército, entre tantos outros capitães da Revolução, esteve o Capitão Salgueiro Maia. “50 ANOS de ABRIL” “25 de Abril de 1974”… Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 76. DeClara nº 75 Abril 2024 76 Entre muitos concertos de protesto, senhas de milícia e de guerrilha esteve o canto da “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso. Estaríamos muito tempo a recuperar da despedida do Estado Novo. Habituar os nossos cérebros à Democracia e seus valores não foi fácil. Muita gente ainda sofreu, sofre e sofrerá se, não nos capacitarmos que a vida vale muito mais que um pedaço de terra, que a palavra vale muito mais que a ação, que a Liberdade é um grito não de raiva, mas de união. Viva o 25 de ABRIL, vivam para sempre os seus HERÓIS. Nessa data era eu ainda uma criança, mas deu para ter consciência que muita coisa estava errada no medo que os meus pais sentiam através das restrições que lhes impunham e, meninas do século XXI, tomem atenção: Não era fácil esperar que o marido consentisse tudo, saber que não existia divórcio pelo casamento católico, aceitar o papel inferior dado à mulher na sociedade, obedecer ao jugo constante do pai sobre o namoro ou a roupa que usavam, a proibição do estudo superior à maioria que podia e queria ser mais que cozinheira, costureira , mãe ou apenas dona de casa, o adquirir a maior idade mais tardiamente em relação ao homem, a dificuldade no abandono da casa paternal, o sofrer de violência doméstica sem defesa de ninguém, a proibição de entrar em alguns cafés e muito menos em tascas, discotecas ou sessões da meia-noite de cinema para adultos sem serem devidamente acompanhadas por uma figura masculina mais velha, familiar ou não. Juventude de hoje, nada na vida debaixo da “Ditadura” era radioso: Trabalhar de sol a sol era feito para apenas um ou dois ricaços da Terra, passar fome, viver sem água em casa, sem eletricidade, sem televisão ou telefone era normalíssimo neste país à beira- mar plantado. Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 77. DeClara nº 75 Abril 2024 77 Alguns, poucos, tinham essas comodidades. A maioria recorria a tabernas ou cafés para ouvir radio, mais tarde ver um pouco de televisão a preto e branco, telefonar ou dar dois dedos de conversa (de tudo menos sobre política ou religião). Um Pide poderia estar mesmo ali sem ninguém se aperceber. Bailes de garagem e de “rampa” eram habituais, mas sempre com cuidado em relação às músicas selecionadas. Namoros só os consentidos pelos pais e beijos públicos faziam parte do imaginário ou então do atrevimento perigoso. Os aglomerados populacionais para esclarecimentos não permitidos pelo Regime não eram aceites de forma alguma. Nas escolas e universidades austeridade e medo eram sentimentos vividos diariamente. O sonho de uma vida poderia esfumar-se num ápice e transformar-se numa viagem para uma das nossas colónias para os rapazes e num desgosto profundo para as raparigas, a quem nem o casamento por procuração era sinónimo de conforto; é que num em vez de um aerograma de conforto mentiroso poderia vir de imediato a mensagem sobre aquele namoro feito à janela e o casamento consumado à pressa vinham em forma de urna com a bandeira nacional devidamente encartada. Então, o que era livre de se fazer, dizer e viver? Respeitar a figura do Pai e da Mãe, ser “Bom Cristão”, seguir à risca todas as regras do Estado Novo, fumar e beber álcool apenas após a autorização do pai, ser exemplo de boa família, trabalhar para ter o pão de todos os dias sem negar o sacrifício ou a dor, aceitar o destino como exalava a Canção Nacional (o “Fado”) e viver um pouco em família num domingo à tarde dizendo aos filhos de coração partido que tudo estava bem. Enfim, passei por essa experiência, mas não a quero reviver em momento algum no futuro. Viva para sempre a LIBERDADE!!! T. M. Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 78. DeClara nº 75 Abril 2024 78 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 79. DeClara nº 75 Abril 2024 79 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 80. DeClara nº 75 Abril 2024 80 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 81. DeClara nº 75 Abril 2024 81 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 82. DeClara nº 75 Abril 2024 82 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 83. DeClara nº 75 Abril 2024 83 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 84. DeClara nº 75 Abril 2024 84 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 85. DeClara nº 75 Abril 2024 85 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 86. DeClara nº 75 Abril 2024 86 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 87. DeClara nº 75 Abril 2024 87 Biblioteca Escolar: 50 anos do 25 de abril
  • 88. DeClara nº 75 Abril 2024 88 Biblioteca Escolar – Escola a ler - Ler em Abril – Lembrar Abril
  • 89. DeClara nº 75 Abril 2024 89 Biblioteca Escolar: Meses do ano…em Abril… espigar…
  • 90. DeClara nº 75 Abril 2024 As secas do mês Atenção: Estas anedotas são extremamente secas. Mesmo muito secas! As mais secas que já alguma vez ouviste! 90 Biblioteca Escolar: Sugestões do mês de Abril In Piadas O que é que disse uma pulga a outra pulga? – Vamos a pé, ou esperamos por um cão? – O que é que disse uma árvore a outra? – Deixaram-nos plantadas aqui! – O que é que disse um pato a outro pato? – Estamos empatados. Diz uma criança à mãe: – Mamã, o almoço estava mesmo delicioso! Responde a mãe: – Então repete, Pedrinho. Diz então a criança: – Mamã, o almoço estava mesmo delicioso! A professora pergunta aos alunos: – Quem é que quer ir para o céu? Todos levantam a mão, menos o Joãozinho. – Então, Joãozinho, não queres ir para o céu? – Querer eu quero, mas a minha mãe disse-me para ir diretamente para casa no fim das aulas!!! – Joaninha, emprestas-me o teu champô por favor? – Mas tu tens o teu aí. – Sim, mas o meu diz que é para cabelos secos e o meu cabelo está molhado! – Um peixe pergunta ao outro: – O que é que faz o teu pai? – Responde o outro peixe: – NADA. E o teu? – Também NADA.
  • 91. DeClara nº 75 Abril 2024 91 Biblioteca Escolar: Concurso Público na Escola Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO Uma parceria, dois concursos, três registos: reportagem, entrevista, texto de opinião. “Aceita o desafio: da tua biblioteca ao PÚBLICO” é como se chama esta iniciativa conjunta da Rede de Bibliotecas Escolares e do PÚBLICO na Escola. e que se desdobra em Isto também é comigo! e Jornalistas em rede. Consulta os regulamentos atualizados para 2023-2024. Para que entre mais jornalismo nas escolas e a produção jornalística dos alunos tenha mais público. https://www.rbe.mec.pt/np4/PUBLICOnaEscola.html In Jornal Publico Participa!
  • 92. DeClara nº 75 Abril 2024 92 Domínios do Plano 23|24 Escola+ Ações Específicas do Domínio Domínios do Plano 23|24 Escola+ https://www.dge.mec.pt/noticias/novo-site-plano-2324-escola Biblioteca Escolar: Escola + 23 I 24
  • 93. DeClara nº 75 Abril 2024 93 “ESCOLA A LER” Visa trabalhar a leitura de forma sistemática, estruturada e diversificada e constituir uma rede colaborativa de trabalho e partilha. Atividades - Leitura orientada - Projeto Pessoal de Leitura - Tempo para ler e pensar! - Vou levar-te comigo! a) Leitura orientada Realização de atividades que proporcionem o contacto dos alunos com livros que os motivem e estimulem a prática regular e continuada da leitura e da escrita: uma hora por dia no primeiro ciclo do ensino básico e uma hora por semana no segundo ciclo do ensino básico. b) Projeto Pessoal de Leitura Desenvolvimento de projetos individuais de leitura que explicitem objetivos de leitura e impliquem o contacto com temas comuns em obras, em géneros e em manifestações artísticas diferentes (obras escolhidas em contrato de leitura com o(a) professor(a). c) Tempo para ler e pensar! Leitura e exploração de livros, jornais, revistas e/ ou outros materiais de leitura na biblioteca escolar em articulação com docentes de diferentes áreas curriculares, com periodicidade e tempo estipulados (desejavelmente mensal, em cada turma). d) Vou levar-te comigo! Requisição de livros na biblioteca escolar para leitura domiciliária, individualmente ou em articulação com os docentes da turma, com recurso a estratégias motivadoras. Biblioteca Escolar: Escola + 23 I 24
  • 94. DeClara nº 75 Abril 2024 94 Biblioteca Escolar: Apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula A BE apoia a Leitura Orientada em Sala de Aula A leitura é fundamental para o sucesso dos alunos pela sua transversalidade e pela forma como influencia as aprendizagens em todas as áreas curriculares. O sucesso neste domínio está diretamente relacionado com a frequência de contactos com livros e com práticas de leitura, pelo que o tempo dedicado à leitura condiciona de forma decisiva os progressos na compreensão, cabendo à escola um papel relevante no ensino da leitura e na promoção do gosto de ler. O PNL2027 disponibiliza propostas de trabalho integradas na ação Escola a Ler: para os 1.º e 2.º ciclos, Leitura Orientada na Sala de Aula e, para o 3.º ciclo, Contratos de Leitura. O PNL2027 propõe que os docentes do ensino básico reforcem as atividades em torno do livro e, nesse sentido, apresenta um conjunto de orientações organizadas em oito áreas: Ler AQUI Escola a Ler em sala de aula e na Biblioteca Escolar
  • 95. 95 Clube de Leitura DeClara nº 75 Abril 2024
  • 96. DeClara nº 75 Abril 2024 96 Clube de Leitura
  • 97. DeClara nº 75 Abril 2024 97 A Ler e a Ver..."O Fantasma de Canterville", adaptação da obra de Oscar Wilde A Ler... A Ver... Série britânica de 4 episódios, baseada no conto de Oscar Wilde, sobre uma família americana que se muda para um castelo assombrado na Inglaterra rural. O inventor e bilionário americano Hiram Otis compra um castelo abandonado na Inglaterra rural sem saber que o conteúdo inclui o maléfico fantasma Sir Simon de Canterville que assombra o local há séculos e com grande sucesso. Sir Simon de Canterville é extremamente orgulhoso da sua reputação ignóbil, sendo considerado o melhor fantasma das Ilhas Britânicas. Quando os Otis se mudam para a propriedade, Sir Simon prepara-se para lhes dar o maior susto das suas vidas. Só há um problema, os Otis não têm medo de fantasmas. Enfrentando o acolhimento traiçoeiro da aristocracia inglesa, um assustador mistério familiar e um romance proibido, a família Otis procura manter-se unida. Partidas, profecias e sotaques assustadoramente deliciosos abundam nesta aventura romântica e arrepiante sobre amor, perda e família. Uma versão moderna da clássica história de Oscar Wilde que mostra como há sempre esperança para os assombrados. Ver em RTP Play BE Clube de Leitura: Projeto de Leitura – A Ler e a Ver…
  • 98. DeClara nº 75 Abril 2024 98 BE A Ler e Ver "A Volta ao Mundo em 80 Dias", adaptação do romance de aventura de Júlio Verne A Ler e a Ver... Série de 8 episódios que acompanha a viagem do aventureiro Phileas Fogg, adaptação do romance de aventura de Júlio Verne. Fogg, Fix e Passepartout embarcam numa viagem intensa, que lhes irá revelar a importância da confiança, tolerância e abertura. Três almas díspares que partem numa extraordinária missão onde se deparam com desafios e personagens que vão abrir para sempre os seus horizontes. À medida que o trio encontra novas culturas e modos de vida, precisam de coragem para ser a melhor versão de si mesmos. RTP Play Clube de Leitura: Projeto de Leitura – A Ler e a Ver…
  • 99. DeClara nº 75 Abril 2024 99 BE A Ler e Ver "Histórias da Montanha", adaptação de contos icónicos de Miguel Torga A Ler e a Ver... Cinco histórias, cinco retratos de vidas humildes em Portugal nos anos 40. Uma adaptação de contos icónicos de Miguel Torga. HISTÓRIAS DA MONTANHA Adaptação dos contos icónicos de Miguel Torga. Um olhar íntimo sobre uma comunidade rural nos anos 40. Cada capítulo tem o seu próprio protagonista, cuja existência é intocada pela modernidade ou mundo exterior. Cinco retratos de vidas humildes e com uma enorme resistência ao sofrimento - e uma capacidade para a violência que, por vezes, se revela impossível de reprimir. Ver Aqui Ficha Técnica Título Original: Tales From The Mountain Realização: Luís Galvão Teles Autoria: Manuel do Ó Pereira, Tiago R. Santos, Luís Galvão Teles Ano: 2023 Clube de Leitura: Projeto de Leitura – A Ler e a Ver…
  • 100. DeClara nº 75 Abril 2024 100 O Jornal da Agrupamento de Escolas Clara de Resende, o DeClara, é um projeto de promoção da leitura, de caráter mensal e pretende colocar toda a comunidade escolar a ler e escrever, de modo formativo, informativo e recreativo. Dar a conhecer tudo o que se faz na escola, presencial ou digitalmente, e dar voz a todos aqueles que querem partilhar algo com a comunidade educativa… Pretende constituir-se como um instrumento de educação para a cidadania, de promoção do espírito crítico e de integração dos diferentes saberes, com recurso às diferentes tecnologias da informação e comunicação, a um nível transversal. Este projeto dirige-se e envolve alunos do 1.º ao 12.º ano, professores, funcionários, pais/encarregados de educação e Comunidade educativa em geral. É gratuito, enviado digitalmente por email para toda a comunidade escolar e fica disponível no blogue das Bibliotecas do Agrupamento Clara de Resende. http://bibliotecaescolarclararesende.blogspot.pt/ Os artigos para publicação podem ser enviadas para o email: isabelpereira@clararesende.pt Com a vossa colaboração e participação, o Jornal será "mais nosso" e sairá muito mais enriquecido! PARTICIPA! Inscreve-te por email (isabelpereira@clararesende.pt) para fazeres parte da equipa do Jornal. Convite para participar no DeClara https://erte.dge.mec.pt/cic-clubes Convite para participar no Jornal da Escola: DeClara
  • 101. 101 DeClara nº75 Abril 2024 Ficha técnica: Nome do Agrupamento: Agrupamento de Escolas Clara de Resende Morada: Rua O Primeiro de Janeiro 323, 4100-367 Porto Contactos Telefone: 22 606 4689 Responsável pela publicação: Isabel Maria Chaves dos Santos Pereira • Professora Geografia Grupo – 420 • Professora bibliotecária • Jornal Escolar, Escola a Ler, Bibliotecas AECR 30.04.2024 MAIO: o mês que se segue Regressamos em maio. Até breve! DeClara nº 75 Abril 2024