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O TDAH é um transtorno extremamente bem
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AMA Council for Scientific Affairs,1998
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3 – Comum somente em alguns países.
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4 – Um problema que resulta da falta de limites
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dificuldade em prestar atenção
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Etiologia
Transtorno poligênico
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 Adiamento de recompensas
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  • 2. A Clínica Vias do Saber Desde 2007 Fonoaudiologia Neurologia Pedagogia Psicologia
  • 3.
  • 6. Modificação na denominação ao longo dos anos  Lesão cerebral mínima  Disfunção cerebral mínima  Distúrbio do controle regulatório  Disfunção executiva  Hiperatividade  Déficit de atenção TDAH
  • 7. O que é? Transtorno neurobiológico de forte influência genética definido por sintomas de: Desatenção Impulsividade Hiperatividade
  • 8.  Inapropriados pela idade  Excessivos e causam prejuízo  Não ocorrem em um único contexto  Não são mais bem entendidos por outro diagnóstico
  • 9. Indivíduos que apresentam este conjunto de sintomas têm maior comprometimento nas esferas acadêmica, social, familiar e profissional
  • 10. Validade diagnóstica O TDAH é um transtorno extremamente bem pesquisado e com validade superior à da maioria dos transtornos mentais e superior inclusive a de muitas condições médicas AMA Council for Scientific Affairs,1998 Associação médica americana - Comitê para assuntos científicos Evidências na literatura científica demonstram a sua validade como um transtorno genuíno .
  • 11. Existe excesso de diagnóstico de TDAH?
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18. 1 – Problema comum que não existia até algum tempo. 2 – Uma condição de saúde decorrente do padrão da vida moderna. 3 – Comum somente em alguns países. 4 – Um problema que resulta da falta de limites dos pais. 5 – Não é uma doença, pois todos têm dificuldade em prestar atenção. TDAH – Mitos e verdades
  • 19. Shakespeare – Idade média “mal da atenção” em Rei Henrique VIII Hipócrates – 493 A.C “Respostas rápidas às experiências sensoriais, mas também menor tenacidade porque se move rapidamente para a próxima impressão”.
  • 20. Heinrich Hoffmann Struwwelpeter (1845 - English edition 1848) Heirinch Hoffmann, 1845 - Psiquiatra alemão João Felpudo Livro com 10 histórias sobre o comportamento infantil inadequado.
  • 21. Um menino que não se cuida e por isso é rejeitado pelos seus colegas. 1ª história Pedro, o descabelado ou desalinhado
  • 23. 9ª História João, o avoado ou o aéreo
  • 24. Textos médicos Alexander Crichton em 1798 “Mental Restlessness” Século XX inúmeros artigos médicos com mudança na ênfase dada ao TDAH no correr dos anos. G.F. Still e Alfred Tredgold em 1902 observações clínicas válidas até hoje.
  • 25. Estudo de 43 crianças com dificuldade séria para manter a atenção, controle moral do comportamento, exageradamente ativas, podendo ou não ser agressivas, desafiadoras e impetuosas. 1979 - reconhecimento dos sintomas equivalentes em adultos
  • 26. 1 – Problema comum que não existia até algum tempo. 2 – Uma condição de saúde decorrente do padrão da vida moderna. Mito
  • 27. Estimativa global da prevalência de TDAH a nível mundial Não há variação significativa na distribuição geográfica mundial ou no Brasil 5% Prevalência Polanczyk et al., 2007
  • 28. Isso indica que o TDAH não é secundário a fatores culturais, ao modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Polanczyk et al., 2007 3 – Comum somente em alguns países. MITO
  • 29. 4 – Um problema que resulta da falta de limites dos pais. 5 – Não é uma doença, pois todos têm dificuldade em prestar atenção MITO
  • 30. Etiologia Transtorno poligênico (vários genes de pequeno efeito) Fatores ambientais Vulnerabilidade genética Menor nº genes Baixa sintomatologia Maior nº genes Alta sintomatologia Transtorno dimensional
  • 31. Etiologia - Fatores de risco Adversidades psicossociais Baixo peso ao nascer Prematuridade Uso de drogas, álcool e tabaco na gestação Barkley et al, 2008
  • 32. Etiologia - Fatores de risco TDAH nos pais Seu filho tem dificuldade em prestar atenção, sr Clayton. Barkley et al, 2008
  • 33. O que acontece no TDAH? O CÉREBRO
  • 35. Córtex Pré-Frontal  Córtex Orbitofrontal  Córtex Dorsolateral  Córtex Frontomedial Cypel,S.,2007, Gil,R.,2002,Goldberg,E.,2002
  • 37. ORBITOFRONTAL Desinibição Irritabilidade Impulsividade Distratibilidade Euforia/ Hipomania Depressão Sociopatia Aproveitamento do feedback como modulador de respostas Tomada de decisões Hipersexualidade
  • 39. DORSOLATERAL Organização dinâmica motora Planificação Memória prospectiva (codificação, retenção e recuperação) Atualizações de representações mnêmicas Flexibilidade mental Sequenciamento Memória de Trabalho Mediação das Interferências Automonitorização
  • 41. Frontomedial Interferência na motivação e volição Interesse Atenção sustentada Participa dos processos de memória imediata
  • 43. Funções executivas e cerebelo Automatização do movimento motor substrato inicial para as novas aprendizagens - via frontal Essencialmente motora somática, exercendo influência sobre a execução do movimento voluntário já iniciado, e também no planejamento do ato motor;
  • 44. FUNÇÕES EXECUTIVAS  Variedade de habilidades  Comportamentos não habituais em novas situações  Regulação de outras funções como atenção, percepção, memória, emoções dentre outras  Adiamento de recompensas  Processos de controle.
  • 45.  Sustenta atenção (seletiva, alternada, manutenção)  Memória de trabalho ou operacional  Inibe respostas impulsivas  Planejamento de estratégias de comportamento  Modulação do comportamento  Resolução de problemas
  • 49. Comportamento apropriado à idade Inabilidade ou intolerância dos responsáveis Déficit sensorial Retardo mental ou QI elevado Doenças crônicas/neurológicas TEA Medicação
  • 50. Ansiedade TOD ou TC Transtorno do Humor Bipolar Transtornos da aprendizagem Fatores estressantes psicossociais
  • 51. Exames de neuroimagem e EEG não são necessários para o diagnóstico. São para exclusão de patologias ou verificação de comorbidades
  • 52. Testes neuropsicológicos são úteis para avaliar déficits específicos, mas não estão disponíveis na rede pública e ainda são onerosos.
  • 53. Avaliação clínica Distúrbios de sono avaliar qualidade e quantidade de sono
  • 54. Avaliação da acuidade auditiva e visual Processamento auditivo e visual
  • 55. Crianças com alterações do processamento auditivo normalmente podem ouvir as informações, mas têm dificuldades para atender, localizar, armazenar ou recuperar as informações para torná-las úteis para fins sociais e acadêmicos. Katz & Wilde, 1994. Escutar na presença de ruído de fundo Localizar os sons Seguir instruções Processamento auditivo
  • 56. Informações da família, do professor, da própria criança, outros profissionais Material escolar Diagnóstico
  • 57. SNAP IV Conners (para pais e professores) Diagnóstico Questionários ASRS 18
  • 58. CID 10 F 90 Transtornos hipercinéticos F 90.0 – Distúrbios da atividade e da atenção F 90.1 – Transtorno hipercinético de conduta F 90.8 – Outros transtornos hipercinéticos F90.9 - Transtorno hipercinético, não especificado
  • 59. DSM IV / 5 – O QUE MUDOU? TDAH e TEA Idade para início dos sintomas – 12 a Ponto de corte no adulto – 5 sintomas Apresentação no lugar de subtipo Classificação em leve – moderado – grave Remissão parcial