CTI São Lucas Copacabana
Condutas:
 Avaliada pela neurologia:
    Sem irritação meningea
    CI Raquicentese
    Sem evidências de meningite viral
 Hidratação Venosa
 Sintomáticos SOS
 Repouso absoluto no leito
 Internação Quarto
D1 IH
 Dor abdominal difusa sem irritação peritoneal
 Sem sintomas associados
 Exame físico: abdome
  distendido, hipertimpânico, doloroso á palpação
  profunda em topografia epigastrica
 CD: Luftal
 TC Abdome: liquido livre em cavidade
D2IH
   Hiperemia de orofaringe com petequias em palato duro
   Tosse produtiva- ausculta com roncos
   Febre 38C
   Iniciado Clavulin
   Sorologia para dengue
   Intercorrência:
     Enterorragia de pequena monta
     Taquipnéia sem esforco – FR 24 Sao2: 93%
     Hipotensão: 80 X 40 mmhg / Taquicardia: 120 Bpm
     Abdome distendido e doloroso á palpação
 Hb: 10 Htc: 30,9 Leuco: 4,8 B:16% Plaq: 21,000 K:2,9 Mg
    1,6 PCR: 23,29
D2 IH – D1 CTI
D3 IH / D2 CTI
   Sao2 89% com macro O2
   Hepatomegalia palpável ( 2 cm abaixo reborde costal)
   Leuco: 4,400 B:10% Plaq:38.000 K: 2,9 PCR: 28
   Revisão TC Abdome:
       DP pequena monta
       Condensação base esquerda
       Abundante quantidade de liquido livre abdominal
       Vesicula espessada, alitiasica
 Conduta: sorologia para hepatite, reposição de eletrolitos
 Febre: 38 C + Calafrios + Taquicardia
    Hemoculturas
    Trocado antibioticos para ceftriaxone e claritromicina
    Puncionado novo acesso
Evolução CTI
 D3: Febre 38C
 D4: Piora hepatomegalia: 4 cm abaixo reborde costal
         Piora ventilatória: iniciado VNI
         Anasarca- Lasix
 D5: TC Tórax:
Derrame pleural bilateral maior á direita com áreas atelectasias restritivas em
bases, consolidação pulmonar maior evidência em lobo superior esquerdo e lobo
medio associado a areas de vidro fosco adjacentes.
Solicitado anti HIV
Transundido 2 concentrados de hemácias
 D6: Febre
        Avaliação Pneumo: BOOP- iniciado Predinisona 1mgkg
        Cateter O2
 D7: Desmame de O2
 D8: Alta do CTI
INVESTIGAR
 AMAPÁ                1 dia:   4 comp Cloroquina
( Zona endêmica)                 2 comp. Primaquina

 D2: Gota Espessa:      2 e 3 dia:
Plasmodium Vivax             3 comp Cloroquina
                             2 comp Primaquina

                         4, 5, 6 e 7 dia:
                             2 comprimidos de Primaquina
                         Artesunato 120mg- ataque
                         Artesunato 60mg 1 x dia por 6
                          dias.
                         Clindamincina 20mgkgdia
                          dose diaria por 7 dias.
MALÁRIA
 Doença infecciosa febril aguda
 Causada pelo Plasmodium
 Transmitida de uma pessoa a outra:
 Picada mosquito anopheles
 Transfusão de sangue
 Compartilhamento de seringas e agulhas infectadas.
Agentes etiológicos:

 Plasmodium Vivax- mais frequente
 Plasmodium Falciparum- maior gravidade e mortalidade
 Plasmodium Malariae- restrito a poucas regiões do globo
 Plasmodium Ovale- presente na Africa
Periodo de incubação
 P. Falciparum : 8-12 dias
 P. Vivax: 13 – 17 dias
 P. Malariae: 18-30 dias
Epidemiologia

 Brasil: 500 mil casos  ano
 Declinio 2008 < 300,000
 1% letalidade
99,9% na Amazônia Legal,
90% Plasmodium vivax
P. falciparum : redução importante nos últimos anos.
Internações por malária : declínio, 2008: 1,3
Plasmodium Vivax
   Invade apenas os reticulocitos
   Incubação de 12-16 dias
   Viagem ou morador de área endemica
   Febre que inicialmente pode ser diária e depois ciclica
    de 48/48 horas
   Calafrios - febre - sudorese
   Cefaléia, náuseas, mialgia, palidez cutânea e fraqueza.
   Hepatomegalia e ictericia
   Quadro pode prolongar por até 3 meses
   Recidivas no máximo até 4 anos após supressão
Plasmodium Falciparum
 Invade hemácias de todas as idades causando infecções
  graves.
 Incubação 8-12 dias.
 O quadro semelhante ao Vivax
 Complicações mais frequentes
Manifestações de Gravidade
 Malaria cerebral              Disturbios hidro eletroliticos
 Insuficiência Renal Aguda     Colapso circulatório e choque
 Anemia normocitica grave      Sangramento espontâneo
 Hipoglicemia                  Hemoglobinuria
 Acidose metabolica com        Hipertermia continua
  insuficiência respiratória
Exames complementares iniciais
 Hemograma: hemolise, leucopenia, neutrofilia e
  plaquetopenia.
 Bilirrubina: hiperbilirrubinemia 40% pacientes
 Uréia, creatinina, glicemia e eletrolitos
 Coagulograma
Exames complementares para
diagnóstico de malária:
 Gota espessa: pesquisa do plasmodium no
  sangue, pouco sensível, se negativo repetir em 6-12
  horas por 48 horas.
 Esfregaço: semelhante a gota com sensibilidade 20 x
  menor
 Teste rápido para detecção de componentes
  antigenicos do plasmodium
Política nacional de tratamento da malária
 Antimalaricos são disponibilizados pelo governo
 Objetivo: atingir pontos chaves do ciclo:
   interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela
    patogenia e manifestações clínicas da infecção;
   destruição de formas latentes do parasito no ciclo
    tecidual (hipnozoítos) das espécies P .vivax
   Interrupção da transmissão do parasito, pelo uso de
    drogas que impedem o desenvolvimento de formas
    sexuadas dos parasitos (gametócitos).
Tratamento
 cloroquina em 3 dias e primaquina em 7 dias
 Artesunato1: 2,4 mg/kg (dose de ataque) por via
  endovenosa, seguida de 1,2 mg/kg administrados após
  12 e 24 horas da dose de ataque. Em seguida, manter
  uma dose diária de 1,2 mg/kg durante 6 dias.
 Clindamicina: 20 mg/kg/dia, endovenosa, diluída em
  solução glicosada a 5% (1,5 ml/ kg de peso), infundida
  gota a gota em 1 hora, dividida em 3 doses ao dia,
  durante 7 dias.
Complicações Cronicas
 Esplenomegalia tropical


 Nefropatia Lúpica quartã ( P. malariae)
   Sindrome nefrotica por deposito glomerular de
    imunocomplexos
Acesse o blog :
            www.ctisaolucascopacabana.blogspot.com
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_p
           ratico_tratamento_malaria_brasil_2602.pdf

Qual é o seu diagnostico 2

  • 1.
    CTI São LucasCopacabana
  • 3.
    Condutas:  Avaliada pelaneurologia:  Sem irritação meningea  CI Raquicentese  Sem evidências de meningite viral  Hidratação Venosa  Sintomáticos SOS  Repouso absoluto no leito  Internação Quarto
  • 4.
    D1 IH  Dorabdominal difusa sem irritação peritoneal  Sem sintomas associados  Exame físico: abdome distendido, hipertimpânico, doloroso á palpação profunda em topografia epigastrica  CD: Luftal  TC Abdome: liquido livre em cavidade
  • 5.
    D2IH  Hiperemia de orofaringe com petequias em palato duro  Tosse produtiva- ausculta com roncos  Febre 38C  Iniciado Clavulin  Sorologia para dengue  Intercorrência:  Enterorragia de pequena monta  Taquipnéia sem esforco – FR 24 Sao2: 93%  Hipotensão: 80 X 40 mmhg / Taquicardia: 120 Bpm  Abdome distendido e doloroso á palpação  Hb: 10 Htc: 30,9 Leuco: 4,8 B:16% Plaq: 21,000 K:2,9 Mg 1,6 PCR: 23,29
  • 6.
    D2 IH –D1 CTI
  • 7.
    D3 IH /D2 CTI  Sao2 89% com macro O2  Hepatomegalia palpável ( 2 cm abaixo reborde costal)  Leuco: 4,400 B:10% Plaq:38.000 K: 2,9 PCR: 28  Revisão TC Abdome:  DP pequena monta  Condensação base esquerda  Abundante quantidade de liquido livre abdominal  Vesicula espessada, alitiasica  Conduta: sorologia para hepatite, reposição de eletrolitos  Febre: 38 C + Calafrios + Taquicardia  Hemoculturas  Trocado antibioticos para ceftriaxone e claritromicina  Puncionado novo acesso
  • 8.
    Evolução CTI  D3:Febre 38C  D4: Piora hepatomegalia: 4 cm abaixo reborde costal Piora ventilatória: iniciado VNI Anasarca- Lasix  D5: TC Tórax: Derrame pleural bilateral maior á direita com áreas atelectasias restritivas em bases, consolidação pulmonar maior evidência em lobo superior esquerdo e lobo medio associado a areas de vidro fosco adjacentes. Solicitado anti HIV Transundido 2 concentrados de hemácias  D6: Febre Avaliação Pneumo: BOOP- iniciado Predinisona 1mgkg Cateter O2  D7: Desmame de O2  D8: Alta do CTI
  • 12.
    INVESTIGAR  AMAPÁ  1 dia: 4 comp Cloroquina ( Zona endêmica) 2 comp. Primaquina  D2: Gota Espessa:  2 e 3 dia: Plasmodium Vivax  3 comp Cloroquina  2 comp Primaquina  4, 5, 6 e 7 dia:  2 comprimidos de Primaquina  Artesunato 120mg- ataque  Artesunato 60mg 1 x dia por 6 dias.  Clindamincina 20mgkgdia dose diaria por 7 dias.
  • 14.
    MALÁRIA  Doença infecciosafebril aguda  Causada pelo Plasmodium  Transmitida de uma pessoa a outra:  Picada mosquito anopheles  Transfusão de sangue  Compartilhamento de seringas e agulhas infectadas.
  • 15.
    Agentes etiológicos:  PlasmodiumVivax- mais frequente  Plasmodium Falciparum- maior gravidade e mortalidade  Plasmodium Malariae- restrito a poucas regiões do globo  Plasmodium Ovale- presente na Africa
  • 16.
    Periodo de incubação P. Falciparum : 8-12 dias  P. Vivax: 13 – 17 dias  P. Malariae: 18-30 dias
  • 18.
    Epidemiologia  Brasil: 500mil casos ano  Declinio 2008 < 300,000  1% letalidade 99,9% na Amazônia Legal, 90% Plasmodium vivax P. falciparum : redução importante nos últimos anos. Internações por malária : declínio, 2008: 1,3
  • 19.
    Plasmodium Vivax  Invade apenas os reticulocitos  Incubação de 12-16 dias  Viagem ou morador de área endemica  Febre que inicialmente pode ser diária e depois ciclica de 48/48 horas  Calafrios - febre - sudorese  Cefaléia, náuseas, mialgia, palidez cutânea e fraqueza.  Hepatomegalia e ictericia  Quadro pode prolongar por até 3 meses  Recidivas no máximo até 4 anos após supressão
  • 20.
    Plasmodium Falciparum  Invadehemácias de todas as idades causando infecções graves.  Incubação 8-12 dias.  O quadro semelhante ao Vivax  Complicações mais frequentes
  • 21.
    Manifestações de Gravidade Malaria cerebral  Disturbios hidro eletroliticos  Insuficiência Renal Aguda  Colapso circulatório e choque  Anemia normocitica grave  Sangramento espontâneo  Hipoglicemia  Hemoglobinuria  Acidose metabolica com  Hipertermia continua insuficiência respiratória
  • 23.
    Exames complementares iniciais Hemograma: hemolise, leucopenia, neutrofilia e plaquetopenia.  Bilirrubina: hiperbilirrubinemia 40% pacientes  Uréia, creatinina, glicemia e eletrolitos  Coagulograma
  • 24.
    Exames complementares para diagnósticode malária:  Gota espessa: pesquisa do plasmodium no sangue, pouco sensível, se negativo repetir em 6-12 horas por 48 horas.  Esfregaço: semelhante a gota com sensibilidade 20 x menor  Teste rápido para detecção de componentes antigenicos do plasmodium
  • 25.
    Política nacional detratamento da malária  Antimalaricos são disponibilizados pelo governo  Objetivo: atingir pontos chaves do ciclo:  interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção;  destruição de formas latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das espécies P .vivax  Interrupção da transmissão do parasito, pelo uso de drogas que impedem o desenvolvimento de formas sexuadas dos parasitos (gametócitos).
  • 26.
    Tratamento  cloroquina em3 dias e primaquina em 7 dias  Artesunato1: 2,4 mg/kg (dose de ataque) por via endovenosa, seguida de 1,2 mg/kg administrados após 12 e 24 horas da dose de ataque. Em seguida, manter uma dose diária de 1,2 mg/kg durante 6 dias.  Clindamicina: 20 mg/kg/dia, endovenosa, diluída em solução glicosada a 5% (1,5 ml/ kg de peso), infundida gota a gota em 1 hora, dividida em 3 doses ao dia, durante 7 dias.
  • 27.
    Complicações Cronicas  Esplenomegaliatropical  Nefropatia Lúpica quartã ( P. malariae)  Sindrome nefrotica por deposito glomerular de imunocomplexos
  • 28.
    Acesse o blog: www.ctisaolucascopacabana.blogspot.com http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_p ratico_tratamento_malaria_brasil_2602.pdf