Doença de Chagas
Paulo Roberto
Doença de Chagas
– Histórico
• 1909 =>Carlos Chagas
–a) agente etiológico,
–b) agente transmissor,
–c) reservatório silvestre,
–d) agente sensível,
Prevalência global (milhões)
0 200 400 600 800 1000
Ascaridíase
Trachoma
Oncocercose
Leishmaniose
Doença de Chagas
Hanseníase
Tripanossomíase Africana
Tricuríase
Ancilostomíase
Esquistossomose
Filariose linfática
807
84
37
12
8-9
0,4
0,3
604
576
207
120
Situação atual da Doença de Chagas no
Brasil
Regiões originalmente
de risco para a
transmissão vetorial
Doença de Chagas
• Agente Etiológico=> Trypanosoma cruzi
– Reino Protista
– Família Trypanosomatidae
– Gênero Trypanosoma
– Espécie Trypanosoma cruzi
(Cardiopatia chagásica,dilatação de órgãos cavitários,
megaesôfago, megacolon)
Vetores do Trypanosoma cruzi
• Vetor (Hospedeiro Invertebrado)
• Ordem Hemiptera
• Família Reduviidae
• Subfamília Triatominae
• Gêneros Triatoma
Panstrongylus
Rhodnius
Vetores do Trypanosoma cruzi
Gênero
Panstrongylus
Gênero
Triatoma
Gênero Rhodnius
Vetores
Reservatórios do Trypanosoma cruzi
• Ciclo silvestre =>
– Gambás, tatus,
tamanduá, roedores
• Ciclo doméstico =>
– Homem, mamíferos de médio e pequeno
porte
• Reservatórios ciclo Silvestre
Masurpiais
(Gambá)
Trypanosoma cruzi
Formas Evolutivas
• Amastigota
– Intracelular
– Ovalada
– 4um
– Fissão binária
– H. vertebrado
Trypanosoma cruzi
Formas Evolutivas
• Tripomastigota sanguineo
– Alongados 20-25um
– membrana ondulante
– flagelo
– Não se multiplicam
• Epimastigota
– Presente no intestino do vetor
– Cultura no laboratório (20μm)
- Flagelo
– Multiplicação por fissão binária
Trypanosoma cruzi
Formas Evolutivas
• Tripomastigota metacílico
– Presente no vetor
– Finos, 20-25 μm
– Flagelo
– Movimentação rápida
– Fezes e urina do vetor
– Forma infectante para o hospedeiro vertebrado
Trypanosoma cruzi
Formas Evolutivas
Ciclo biológico
• Heteroxeno
– Hospedeiro vertebrado
• Amastigota
• Tripomastigota sangüíneo
– Hospedeiro Invertebrado
• Epimastigota
• Tripomastigota metacíclico
Ciclo biológico do Trypanosoma cruzi
Trypanosoma cruzi
Formas de Transmissão
• Transmissão Vetorial
• TransmissãoTransfusional
• Transmissão Congênita
• Transmissão Acidental, Oral
• Transplante de Órgãos
Trypanosoma cruzi
• Processos patológicos induzido pelo
parasito no hospedeiro;
– Resposta Inflamatória
– Lesões celulares
– Fibrose
• Onde ocorrem?
Coração, Sistema digestório e nervoso
Desenvolvimento da Doença de Chagas
T. cruzi
Fase
aguda
Tratamento
(cura)
Fase crônica
indeterminada
Morte
Evolução
benigna
Evolução
maligna
Formas crônicas:
Cardíaca,
digestiva
ou mista
Morte
Trypanosoma cruzi
Doença
• Fase Aguda ( parasitemia elevada)
– Maior parte Assintomática
– Sintomática
• Local de Inoculação do parasito
– Sinal de Romanã
– Chagoma de Inoculação
– Incubação=> 3 semanas
Trypanosoma cruzi
Sinais e Sintomas
• Fase Aguda ( Elevada parasitemia)
• Febre que pode persistir por 12 semanas,
• mal estar, cefaleía, perda do apetite
Hipertrofia dos linfonodos
• Manifestações cardíacas ou neurológicas
• Fase Crônica
Parasitemia baixa, sorologia positiva
Cardiopatia
28,0%
Megas
8,0%
Indeterminada
64,0%
Sinais e Sintomas
Trypanosoma cruzi
Sinais e Sintomas
• Fase Crônica (Parasito escasso)
– Assintomática (Fase Crônica Indeterminada)
– Sintomática
• Fase Crônica Indeterminada (10 a 20 anos)
– Exames sorológicos =>positivos
– Eletrocardiograma normal
– Parasitismo escasso
Trypanosoma cruzi
Sinais e Sintomas
• Fase Crônica =>
• Forma Cardíaca
– Inflamação crônica
– Fibrose
– Arritmia
– Cardiopatia Crônica => Insuficiência cardíaca ( ICC)
morte súbita
Trypanosoma cruzi
Sinais e Sintomas
• Fase Crônica- Forma Digestiva
– Lesões no esôfago,cólon e sigmóide
(int/reto)
– Formação de granulomas (nódulos
inflamatórios)
– Destruição dos plexos nervosos
– Hipertrofia muscular => (constipação
intestinal) (dor epigástrica, regurgitação
Trypanosoma cruzi
Doença de Chagas
• Conclusão
– 60 a 70%=> assintomáticos
– 20 a 30% =>forma cardíaca
– 8 a 10% =>dilatação do esôfago
– 3% => sistema nervoso
Trypanosoma cruzi
Diagnóstico Parasitológico
• Fase Aguda
• Métodos diretos
Exame a fresco
Gota espessa
Métodos Diretos
Trypanosoma cruzi
Diagnóstico Parasitológico
• Métodos Indiretos
– Xenodiagnóstico
– Hemocultura (LIT)
Trypanosoma cruzi
Diagnóstico Parasitológico
• Métodos Indiretos
– Xenodiagnóstico
• Imunodiagnóstico
Trypanosoma cruzi
Diagnóstico Parasitológico
• Fase Crônica
–Métodos Indiretos
• Xenodiagnóstico
• Hemocultura
• Inoculação em animais
• PCR
FASE AGUDA FASE CRÔNICA
Parasitemia
Anticorpos
Dias, semanas Anos
Perfil da resposta de anticorpos IgG
Diagnóstico parasitológico
MÉTODO SENSIBILIDA
DE
(Fase Aguda)
SENSIBILIDA
DE
(Fase Crônica)
Microscopia 50 - 90% 
Xenodiagnóstico 85 - 100% ~ 50%
Hemocultura 100% ~ 50%
Doença de Chagas
Tratamento
• Indicações do Tratamento
– Casos agudos e congênitos
– Crianças menores de 10 anos com infecção
recente
– Quimioprofilaxia em casos de acidentes em
laboratório e em transplante de órgãos
Doença de Chagas
Tratamento
• Benzonidazol ( Rochagan®)
– Adulto=>5mg//kg/dia
– Criança=>7 a 10 mg/kg/dia (12/12h) 60 dias
• Efeitos Colaterais
– Dermatopatia urticariforme
– Leucopenia
– Neuropatia periférica
– Náusea
– Diminuição do apetite
Doença de Chagas
Tratamento
• Nifurtimox (Lampit®)
– Adulto=> dose única, 10mg/kg/dia
– Criança=> 15 mg/kg/dia ( 8/8h) por 90 dias
• Efeitos Colaterais
– Perda de peso
– Anorexia
– Vômitos
– Insônia
• Há vários anos não é comercializado no nosso país
Países do Cone Sul (1991-2001)
(Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai)
Eliminação de T. infestans das casas e do ambiente
peridomiciliar
Redução e eliminação da infestação domiciliar por
outros triatomíneos
Interrupção da transmissão de T. cruzi por
transfusão de sangue – triagem eficiente de doadores
de sangue
Controle

Aula de Parasitologia do dia: 01.09.2016

  • 1.
  • 2.
    Doença de Chagas –Histórico • 1909 =>Carlos Chagas –a) agente etiológico, –b) agente transmissor, –c) reservatório silvestre, –d) agente sensível,
  • 4.
    Prevalência global (milhões) 0200 400 600 800 1000 Ascaridíase Trachoma Oncocercose Leishmaniose Doença de Chagas Hanseníase Tripanossomíase Africana Tricuríase Ancilostomíase Esquistossomose Filariose linfática 807 84 37 12 8-9 0,4 0,3 604 576 207 120
  • 5.
    Situação atual daDoença de Chagas no Brasil Regiões originalmente de risco para a transmissão vetorial
  • 6.
    Doença de Chagas •Agente Etiológico=> Trypanosoma cruzi – Reino Protista – Família Trypanosomatidae – Gênero Trypanosoma – Espécie Trypanosoma cruzi (Cardiopatia chagásica,dilatação de órgãos cavitários, megaesôfago, megacolon)
  • 7.
    Vetores do Trypanosomacruzi • Vetor (Hospedeiro Invertebrado) • Ordem Hemiptera • Família Reduviidae • Subfamília Triatominae • Gêneros Triatoma Panstrongylus Rhodnius
  • 8.
    Vetores do Trypanosomacruzi Gênero Panstrongylus Gênero Triatoma Gênero Rhodnius
  • 9.
  • 10.
    Reservatórios do Trypanosomacruzi • Ciclo silvestre => – Gambás, tatus, tamanduá, roedores • Ciclo doméstico => – Homem, mamíferos de médio e pequeno porte
  • 11.
    • Reservatórios cicloSilvestre Masurpiais (Gambá)
  • 12.
    Trypanosoma cruzi Formas Evolutivas •Amastigota – Intracelular – Ovalada – 4um – Fissão binária – H. vertebrado
  • 13.
    Trypanosoma cruzi Formas Evolutivas •Tripomastigota sanguineo – Alongados 20-25um – membrana ondulante – flagelo – Não se multiplicam
  • 14.
    • Epimastigota – Presenteno intestino do vetor – Cultura no laboratório (20μm) - Flagelo – Multiplicação por fissão binária Trypanosoma cruzi Formas Evolutivas
  • 15.
    • Tripomastigota metacílico –Presente no vetor – Finos, 20-25 μm – Flagelo – Movimentação rápida – Fezes e urina do vetor – Forma infectante para o hospedeiro vertebrado Trypanosoma cruzi Formas Evolutivas
  • 16.
    Ciclo biológico • Heteroxeno –Hospedeiro vertebrado • Amastigota • Tripomastigota sangüíneo – Hospedeiro Invertebrado • Epimastigota • Tripomastigota metacíclico
  • 17.
    Ciclo biológico doTrypanosoma cruzi
  • 18.
    Trypanosoma cruzi Formas deTransmissão • Transmissão Vetorial • TransmissãoTransfusional • Transmissão Congênita • Transmissão Acidental, Oral • Transplante de Órgãos
  • 21.
    Trypanosoma cruzi • Processospatológicos induzido pelo parasito no hospedeiro; – Resposta Inflamatória – Lesões celulares – Fibrose • Onde ocorrem? Coração, Sistema digestório e nervoso
  • 22.
    Desenvolvimento da Doençade Chagas T. cruzi Fase aguda Tratamento (cura) Fase crônica indeterminada Morte Evolução benigna Evolução maligna Formas crônicas: Cardíaca, digestiva ou mista Morte
  • 23.
    Trypanosoma cruzi Doença • FaseAguda ( parasitemia elevada) – Maior parte Assintomática – Sintomática • Local de Inoculação do parasito – Sinal de Romanã – Chagoma de Inoculação – Incubação=> 3 semanas
  • 24.
    Trypanosoma cruzi Sinais eSintomas • Fase Aguda ( Elevada parasitemia) • Febre que pode persistir por 12 semanas, • mal estar, cefaleía, perda do apetite Hipertrofia dos linfonodos • Manifestações cardíacas ou neurológicas
  • 25.
    • Fase Crônica Parasitemiabaixa, sorologia positiva Cardiopatia 28,0% Megas 8,0% Indeterminada 64,0% Sinais e Sintomas
  • 26.
    Trypanosoma cruzi Sinais eSintomas • Fase Crônica (Parasito escasso) – Assintomática (Fase Crônica Indeterminada) – Sintomática • Fase Crônica Indeterminada (10 a 20 anos) – Exames sorológicos =>positivos – Eletrocardiograma normal – Parasitismo escasso
  • 27.
    Trypanosoma cruzi Sinais eSintomas • Fase Crônica => • Forma Cardíaca – Inflamação crônica – Fibrose – Arritmia – Cardiopatia Crônica => Insuficiência cardíaca ( ICC) morte súbita
  • 28.
    Trypanosoma cruzi Sinais eSintomas • Fase Crônica- Forma Digestiva – Lesões no esôfago,cólon e sigmóide (int/reto) – Formação de granulomas (nódulos inflamatórios) – Destruição dos plexos nervosos – Hipertrofia muscular => (constipação intestinal) (dor epigástrica, regurgitação
  • 29.
    Trypanosoma cruzi Doença deChagas • Conclusão – 60 a 70%=> assintomáticos – 20 a 30% =>forma cardíaca – 8 a 10% =>dilatação do esôfago – 3% => sistema nervoso
  • 30.
    Trypanosoma cruzi Diagnóstico Parasitológico •Fase Aguda • Métodos diretos Exame a fresco Gota espessa
  • 32.
  • 33.
    Trypanosoma cruzi Diagnóstico Parasitológico •Métodos Indiretos – Xenodiagnóstico – Hemocultura (LIT)
  • 34.
    Trypanosoma cruzi Diagnóstico Parasitológico •Métodos Indiretos – Xenodiagnóstico • Imunodiagnóstico
  • 35.
    Trypanosoma cruzi Diagnóstico Parasitológico •Fase Crônica –Métodos Indiretos • Xenodiagnóstico • Hemocultura • Inoculação em animais • PCR
  • 36.
    FASE AGUDA FASECRÔNICA Parasitemia Anticorpos Dias, semanas Anos Perfil da resposta de anticorpos IgG
  • 37.
    Diagnóstico parasitológico MÉTODO SENSIBILIDA DE (FaseAguda) SENSIBILIDA DE (Fase Crônica) Microscopia 50 - 90%  Xenodiagnóstico 85 - 100% ~ 50% Hemocultura 100% ~ 50%
  • 38.
    Doença de Chagas Tratamento •Indicações do Tratamento – Casos agudos e congênitos – Crianças menores de 10 anos com infecção recente – Quimioprofilaxia em casos de acidentes em laboratório e em transplante de órgãos
  • 39.
    Doença de Chagas Tratamento •Benzonidazol ( Rochagan®) – Adulto=>5mg//kg/dia – Criança=>7 a 10 mg/kg/dia (12/12h) 60 dias • Efeitos Colaterais – Dermatopatia urticariforme – Leucopenia – Neuropatia periférica – Náusea – Diminuição do apetite
  • 40.
    Doença de Chagas Tratamento •Nifurtimox (Lampit®) – Adulto=> dose única, 10mg/kg/dia – Criança=> 15 mg/kg/dia ( 8/8h) por 90 dias • Efeitos Colaterais – Perda de peso – Anorexia – Vômitos – Insônia • Há vários anos não é comercializado no nosso país
  • 41.
    Países do ConeSul (1991-2001) (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) Eliminação de T. infestans das casas e do ambiente peridomiciliar Redução e eliminação da infestação domiciliar por outros triatomíneos Interrupção da transmissão de T. cruzi por transfusão de sangue – triagem eficiente de doadores de sangue Controle