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o cortiço
Aluísio Azevedo
Prof. José Ricardo Lima
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O AUTOR
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 ALUÍSIO Tancredo Gonçalves de AZEVEDO
 Romancista, contista, cronista, diplomata,
caricaturista e jornalista brasileiro; além de bom
desenhista e discreto pintor;
 Irmão do também escritor Arthur Azevedo;
 Maior nome do Naturalismo no Brasil e um dos
principais do mundo.
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o autor
SLIDES SOBRE O NATURALISMO
O LIVRO
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
• Obra-prima do Naturalismo brasileiro.
• Personagem principal: o próprio Cortiço.
• Cortiço: um organismo vivo.
• Romance social: cortiço versus sobrado.
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o livro
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 Em primeiro plano, está a história do português João Romão, que, em sua
ambição desmedida, ascende socialmente de vendeiro amante de uma
escrava a dono de um “Império” (o Cortiço), futuro Visconde e respeitado
marido da filha do Barão.
 Paralelamente, são apresentadas histórias dos miseráveis moradores do
Cortiço, que têm suas vidas condicionadas pelo ambiente em que vivem,
pela natureza brasileira, pelas raças a que pertencem...
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o livro
NARRADOR
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 O romance apresenta, como é comum na narrativa naturalista, um
NARRADOR ONISCIENTE, que tudo observa, relata, investiga.
 É comum o movimento narrativo que parte de um quadro geral ou vista
panorâmica do ambiente para a enumeração e ou descrição exaustiva de
seus detalhes (objetos, personagens, ações), capacidade extraordinária
para fixar os movimentos das cenas.
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narrador
TEMPO
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 CRONOLÓGICO. Em O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear,
com princípio, meio e desfecho da narrativa.
 ÉPOCA: A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de
datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o
desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.
 DURAÇÃO: por volta de três anos;
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tempo
ESPAÇO
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 São dois os espaços explorados na obra.
 O primeiro é o CORTIÇO, amontoado de casebres mal-arranjados, onde os
pobres vivem.
 Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes
baixas. Funciona como um organismo vivo.
 Junto ao cortiço estão a pedreira e a venda do português João Romão.
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espaço
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
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espaço
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o SOBRADO
aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família.
 O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX.
 Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo,
explorando a exuberante natureza local como meio determinante.
 Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento
corruptor do homem local.
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espaço
PERSONAGENS
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
 O ambiente social e a natureza impõem-se sobre o indivíduo, ao gosto
dos deterministas.
 O cortiço e a natureza tropical são tratados como organismos vivos.
 Personagens planas (sem profundidade psicológica) – interessa o fatalismo
determinista.
 Personagens, constantemente, animalizadas
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
JOÃO ROMÃO
 Dos treze aos vinte e cinco anos trabalha como empregado de um patrício.
 Movido pela ambição capitalista.
 A falta de escrúpulos é parte “natural” de sua personalidade, é consequência
da patologia de que sofre (“moléstia nervosa, febre de enriquecer”).
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
JOÃO ROMÃO
 Comporta-se de acordo com sua própria MORAL, segundo a qual tudo se
justifica em nome dos seus interesses.
 O fato de ser um explorador dos seus semelhantes faz parte da ordem
natural das coisas: é um animal vencedor impondo sua força na selva da
vida.
 Deseja ascender economicamente, mas, depois, também socialmente
(busca status).
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
BERTOLEZA
 No início da narrativa, é uma “crioula” de cerca de trinta anos, quitandeira
afamada, escrava de ganho (que pagava aluguel por sua liberdade) de um
velho cego do interior.
 A união com João Romão não altera sua natureza e muito menos seus
hábitos de escrava, pelo contrário: passa a carregar (de bom grado, é
verdade, pois agora está “livre”) três fardos de uma só vez – torna-se
caixeira e criada (trabalhando como burro de carga para enriquecer o
amante-patrão) e amante (servindo de fêmea ao seu homem):
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
BERTOLEZA
 “(...) Bertoleza, sempre suja e tisnada [escuro, enegrecido], sempre sem
domingo nem dia santo”.
 Apenas em um momento da narrativa Bertoleza tem voz ativa: quando se
recusa a ser encostada por João Romão como um traste qualquer: tem
consciência do quanto é responsável pela ascensão do amante e quer
tratamento à altura de sua importância na vida dele.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
MIRANDA
 “Prezava, acima de tudo, a sua posição social e tremia só com a ideia de
ver-se novamente pobre, sem recursos e sem coragem para recomeçar a
vida, depois de se haver habituado a umas tantas regalias e afeito à
hombridade de português rico que já não tem pátria na Europa.”
 Seu nome vem do latim “miror” – admirar – e indica seu papel em relação a
João Romão.
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
MIRANDA
Enquanto João Romão vence pela capacidade de traba-
lho, pela habilidade natural para negociar e explorar
e pela falta de escrúpulos, Miranda vence pela
capacidade de dobrar-se às conveniências sociais: é
humilhado pela mulher, com quem se casou para
enriquecer, e sente inveja da força e esperteza do
vizinho vendeiro, mas consegue o reconhecimento e a
admiração dos homens ao fazer fortuna com a herança
de Estela e conquistar o título de Barão.
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
ESTELA
 É a personagem que melhor representa a hipocrisia social na narrativa.
 É uma caricatura naturalista típica, pois só tem defeitos: manias (a
proteção ao Valentim, a fixação com a beleza), taras (a insaciabilidade
sexual).
 A relação entre Miranda e Estela, baseada apenas em convenções sociais,
revela uma crítica (comum na literatura realista e naturalista) aos
casamentos arranjados, baseados em interesses ou conveniências.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
ESTELA
 “Dona Estela, coitada! é que se precipitava, a passos de granadeiro, para
a velhice, a despeito da resistência com que se rendia; tinha já dois
dentes postiços, pintava o cabelo, e dos cantos da boca duas rugas
serpenteavam-lhe pelo queixo abaixo, desfazendo-lhe a primitiva graça
maliciosa dos lábios; ainda assim, porém, conservava o pescoço branco,
liso e grosso, e os seus braços não desmereciam dos antigos créditos.”
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
ZULMIRA
 Filha de Miranda e Estela.
 O pai a repudiava por acreditar que era filha de outro homem. A mãe a
repudiava, pois tinha certeza que era filha de Miranda.
 Vivia para satisfazer a vontade do pai. “...pálida, magrinha, com
pequeninas manchas roxas nas mucosas do nariz, das pálpebras e dos
lábios (...) olhos grandes, negros, vivos e maliciosos.”
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
JERÔNIMO
 Português, funcionário de João Romão na pedreira;
 Nostálgico, forte, trabalhador, dedicado e honesto. É casado com Piedade,
mas sucumbe à malemolência de Rita Baiana.
 “... a força de touro que o tornava respeitado e temido por todo
pessoal...”, “... grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos
seus costumes...”. “... um pulso de Hércules...”.
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JERÔNIMO
 Português, funcionário de João Romão na pedreira;
 Nostálgico, forte, trabalhador, dedicado e honesto. É casado com Piedade,
mas sucumbe à malemolência de Rita Baiana.
 “... a força de touro que o tornava respeitado e temido por todo
pessoal...”, “... grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos
seus costumes...”. “... um pulso de Hércules...”.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
PIEDADE DE JESUS
 Esposa amantíssima de Jerônimo. Era lavadeira no cortiço;
 “teria trinta anos, boa estatura, carne ampla e rija, cabelos fortes de um
castanho fulvo, dentes pouco alvos, mas sólidos e perfeitos, cara cheia,
[...] Piedade merecia bem o seu homem, muito diligente, sadia, honesta,
forte, bem acomodada com tudo e com todos, trabalhando de sol a sol e
dando sempre tão boas contas da obrigação, que os seus fregueses de
roupa, apesar daquela mudança para Botafogo, não a deixaram quase
todos“.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
RITA BAIANA
 Símbolo da força sensual da natureza tropical brasileira.
 Rita é o centro irradiador de ALEGRIA e SENSUALIDADE no cortiço: “E
toda ela respirava o asseio das brasileiras e um odor sensual de trevos e
plantas aromáticas. Irrequieta, saracoteando o atrevido e rijo quadril
baiano, (...) pondo à mostra um fio de dentes claros e brilhantes que
enriqueciam a sua fisionomia com um realce fascinador”.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
RITA BAIANA
 Descrita por meio de metáforas ou comparações a elementos da flora e
da fauna brasileira, Rita resume o fascínio e o poder da terra brasileira sobre
o estrangeiro (particularizado em Jerônimo), entorpecendo e enfeitiçando-lhe
as sensações:
 “Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que
ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor
vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das
baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e
esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
RITA BAIANA
e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do
caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e
traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito
tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as
fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe
cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota
daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de
cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar
numa fosforescência afrodisíaca.”
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
FIRMO
 É um capoeira, de trinta e tantos anos (embora aparentasse ter dez a
menos), mulato, delgado de corpo e ágil como um cabrito, representante da
malandragem carioca, apaixonado por Rita Baiana, com quem chegou a ter
um caso.
 De profissão era oficial torneiro. Usava sempre um chapéu de palha, que
punha de banda, um paletó de lustrina preta, sem gravata nem colete, já
bastante usado, calças apertadas nos joelhos, mas tão largas na bainha que
lhe engoliam os pezinhos secos e ligeiros.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
POMBINHA E DONA ISABEL
 Pombinha é filha de dona Isabel. Dona Isabel é uma respeitada moradora do
cortiço pelos seus modos graves que indicavam o fino tratamento que tivera
em tempos idos.
 É, contudo, uma pobre mulher comida de desgostos: fora casada com um
vendedor de chapéus que se suicidou, sendo tal fato a causa de estar ela
com a filha naquela estalagem, a qual tanto odeia.
 Sacrificou-se para dar requintada educação à filha, até concedendo-lhe
aulas de francês.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
POMBINHA E DONA ISABEL
 Pombinha era noiva de João da Costa, que conheceu juntamente com dona
Isabel numa casa de dança. O rapaz trabalha no comércio com o tio. Reserva a
grande esperança de dona Isabel de sair daquele cortiço.
 Entretanto, um empecilho impede o imediato casamento entre os dois: àquela
altura, Pombinha tem seus dezoito anos de idade e NUNCA MENSTRUOU.
Dona Isabel crê, então, que ela não pode casar-se, haja vista que ainda não
ingressou na idade de mulher. Ela levava-a até médicos, pedia conselhos a
moradores do cortiço e fazia promessas a fim de que a filha menstruasse.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
POMBINHA E DONA ISABEL
 Pombinha é filha de dona Isabel. Dona Isabel é uma respeitada moradora do
cortiço pelos seus modos graves que indicavam o fino tratamento que tivera
em tempos idos.
 É, contudo, uma pobre mulher comida de desgostos: fora casada com um
vendedor de chapéus que se suicidou, sendo tal fato a causa de estar ela
com a filha naquela estalagem, a qual tanto odeia.
 Sacrificou-se para dar requintada educação à filha, até concedendo-lhe
aulas de francês.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
LÉONIE
 Protótipo da mulher do cortiço que saiu para a prostituição de elite, mantém
trânsito livre entre um conjunto e outro.
 O modelo de Léonie repete-se em Pombinha, que é por ela seduzida,
deixando de lado seu aspecto angelical para assumir a imagem da “serpente”
 Repete-se o determinismo: a Pombinha vai ser “devorada” pela “leoa” através
da iniciação homossexual.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Henrique: filho de um fazendeiro importante que se encontra aos
cuidados de Miranda até o fim de seus estudos. Cultivará um caso com D.
Estela.
 Valentim: filho alforriado de uma escrava por quem D. Estela nutria afeição
ilimitada.
 Leonor: negrinha virgem, moradora do cortiço
 Leandra (Machona): portuguesa feroz, habitante do cortiço.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Ana das Dores: filha desquitada de Machona
 Neném: filha virgem de Machona, muito cobiçada.
 Agostinho: filho caçula de Machona que morre num acidente da pedreira.
 Augusta: brasileira branca, honesta, casada com Alexandre e com muitos
filhos.
 Alexandre: mulato, militar, dava muito valor ao seu emprego.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Juju: afilhada de Leónie.
 Leocádia: portuguesa, esposa de Bruno, comete adultério com Henrique.
 Bruno: ferreiro casado com Leocádia.
 Paula (a Bruxa): cabocla velha que exercia função de curandeira. Põe fogo
no cortiço duas vezes após enlouquecer, morrendo na segunda tentativa.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Marciana: mulata velha, com mania de limpeza, mãe de Florinda, que
perde o juízo quando a filha foge de casa.
 Florinda: filha virgem de Marciana, que engravida de um dos vendeiros de
Romão e foge de casa.
 Albino: lavadeiro homossexual, morador do cortiço.
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Delporto, Pompeo, Francesco e Andrea: imigrantes italianos que residiam
no cortiço. Azevedo foi um dos primeiros a caracterizar literariamente a figura
do imigrante italiano no Brasil, mesmo que de forma preconceituosa,
retratando-os como carcamanos imundos.
 Porfiro: mulato capoeira amigo de Firmo.
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personagens
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
OUTROS PERSONAGENS
 Libório: velho pão-duro que esmolava entre os outros moradores do Cortiço,
mas que possuía uma fortuna escondida, da qual Romão irá se apoderar
depois da morte de Libório no segundo incêndio provocado por Bruxa.
 Pataca: cúmplice de Jerônimo no assassinato de Firmo, torna-se um dos
aproveitadores de Piedade depois que Jerônimo vai morar com Rita.
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personagens
RESUMO
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 1
 Apresentação dos personagens João Romão, Bertoleza, Miranda, Estela e
Zulmira;
 Destaque para a falta de ética de João Romão e para o relacionamento
confuso de Miranda e Estela.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 2
 Centrado na família de Miranda.
 Apresenta a safadeza de Estela e o jogo de interesse que mantém o velho
Botelho como hóspede permanente da casa.
 Conhecia todas as faltas de Estela e, naquele dia, surpreendeu-a “entalada
entre o muro e o Henrique”.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 3
 Um dos mais conhecidos da obra.
 Descreve, com detalhes, o acordar do cortiço, em que toda a cena é rica em
detalhes, sons e movimentações.
 São apresentados todos os moradores do cortiço: as lavadeiras, seus
maridos e filhos.
 Destaque para a personagem Pombinha.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 4
 Jerônimo chega ao cortiço e se oferece para trabalhar na pedreira de João
Romão;
 Pede 70 contos de réis, um valor bem acima do que João Romão intentava
pagar;
 Desde o início, mostra seu valor e determinação, pois convence o patrão a
lhe pagar o salário.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 5
 Jerônimo com sua esposa Piedade se mudam para o cortiço;
 Como sempre, a população fica curiosa com os novos moradores;
 Jerônimo mostra-se um trabalhador obstinado: Jerônimo acordava todos os
dias às quatro horas da manhã, fazia antes dos outros a sua lavagem à bica
do pátio
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 6
 Volta de Rita Baiana para o cortiço, o que se transforma em motivo de festa
e alegria para todos.
 Estivera fora (em Jacarepaguá) por alguns anos com seu homem, Firmo. Rita
carregou para dentro do seu cômodo as provisões que trouxera; abriu logo a
janela e pôs-se a cantar.
 Sua presença enchia de alegria a estalagem toda.
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 7
 Tarde de domingo muito animada no cortiço.
 Miranda vocifera contra o barulho, mas só ouve gargalhadas como resposta.
 À noite, arma-se uma roda de samba animadíssima.
 Rita, dançando, encanta a todos, principalmente a Jerônimo
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O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 8
 Jerônimo fica doente (chá versus café + parati);
 Henrique, hóspede de Miranda, olha para Leocádia e mostra-lhe um lindo
coelhinho e dá a entender que em troca de favores sexuais, poderia dar o
coelhinho para ela.
 Vão ter a relação sexual atrás do cortiço. Ao final, são surpreendidos por
Bruno, marido de Leocádia, que arma um escândalo. Tanto Henrique como o
coelhinho fogem. Expulsa de casa, Leocádia recebe o apoio de Rita Baiana.
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CAPÍTULO 9
 Início da transformação lenta, mas gradativa de Jerônimo;
 Marciana descobre que sua filha, Florinda, está grávida de seu Domingos,
o caixeiro da venda de João Romão.
 As lavadeiras se solidarizam. Marciana ameaça ir à polícia, mas João
Romão diz que irá acertar tudo.
 Chegada de Léonie, prostituta e lésbica, com sua afilhada Juju, filha de
Augusta e Alexandre. Léonie pergunta por Pombinha.
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CAPÍTULO 10
 Preparos da festa de Miranda: título de Barão do Freixal.
 No cortiço, descobre-se que o caixeiro fugira. João Romão fingiu que não
sabia de nada e que também havia sido prejudicado.
 De tanto Marciana bater em sua filha, esta foge.
 João Romão expulsa Marciana por não querer mais escândalo por lá. Na
verdade, ele estava corroído de inveja pelo título de Miranda.
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CAPÍTULO 10 (Continuação)
 Festa também no cortiço: roda de samba;
 Rita Baiana desperta o desejo de Jerônimo, Firmo enciumado;
 Briga; Firmo bate em Jerônimo e foge.
 A polícia tenta entrar no cortiço e vence a resistência de Romão;
 Confusão, incêndio, temporal;
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CAPÍTULO 11
 O narrador entrega a culpada pelo incêndio: Paula, a bruxa;
 Jerônimo é consolado por Rita e Piedade no hospital;
 Pombinha é ABUSADA por Léonie;
 Pombinha, enfim, menstrua.
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CAPÍTULO 12
 D. Isabel, radiante, conta para todo o cortiço que Pombinha, finalmente,
menstruara;
 Pombinha vai se casar João da Costa, mas sente que nunca o amará;
 Chega a sentir nojo, mas se casa por conveniência.
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CAPÍTULO 13
 Surge outro cortiço (“Cqbeça-de-Gato”) e os moradores do cortiço de João
Romão passam a ser chamados de “Carapicus”;
 O português temeu pela concorrência, mas no fim aumentou seus lucros.
Passa a se vestir melhor e está visivelmente mudado;
 Botelho, hóspede de Miranda, sugere a João Romão que ele se case com
Zulmira.
 Romão gosta da ideia, mas precisaria se livrar de Bertoleza.
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CAPÍTULO 14
 Depois do incidente com Jerônimo, o relacionamento entre Rita e Firmo foi
esfriando a ponto de ela faltar aos encontros com ele.
 Jerônimo se restabelece e volta ao cortiço, com dois objetivos em mente:
matar Firmo e ir viver com Rita Baiana.
 Pataca e Zé Carlos o convencem de que o “serviço” seja feito naquela
mesma noite, pois Firmo está bêbado e é presa fácil.
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CAPÍTULO 15
 Pataca, fingindo-se bêbado, vai ao encontro de Firmo e lhe conta que vira
Rita na praia da Saudade. Firmo, muito bêbado, vai para lá.
 Forma-se a emboscada, e Jerônimo e os dois colegas matam Firmo a
PAULADAS e o jogam, de uma ribanceira, ao mar.
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CAPÍTULO 16
 Jerônimo dirige-se à casa de Rita Baiana e conta que matou Firmo.
 Amam-se e resolvem fugir juntos.
 Piedade procura pelo marido por todo o cortiço.
 Ao saber da morte de Firmo, entende tudo: foi Jerônimo, e ele a abandonaria
por causa daquela maldita mulata.
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CAPÍTULO 16 (continuação)
 Piedade provoca Rita Baiana para uma briga e elas rolam pelo pátio do
cortiço.
 Há torcidas de portugueses e de brasileiros, mas, no melhor da luta, o cortiço
é invadido pelos capoeiras do cabeça-de-gato que vinham vingar Firmo, o
chefe da malta.
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CAPÍTULO 17
 Guerra entre os dois cortiços para que os Cabeça-de-gato vinguem a morte
de Firmo;
 Aproveitando a confusão, Paula, a Bruxa, põe novamente fogo no cortiço;
 Os moradores dos dois cortiços se unem para apagar o fogo, mas
fracassam, pois o cortiço de João Romão se consome em chamas.
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CAPÍTULO 18
 Rita aproveita o incêndio para sumir do cortiço, pois Jerônimo a esperava
em uma casinha que arranjara;
 Miranda cumprimenta João Romão, pois como ele tinha seguro, não teria
prejuízos financeiros;
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CAPÍTULO 19
 As obras para a reconstrução do cortiço se iniciam a todo vapor.
 Miranda e Botelho admiravam a prosperidade de João Romão e sempre
estavam por lá.
 Aos domingos, João Romão jantava com o Barão e sua família, iam ao
teatro etc.
 O único EMPECILHO era Bertoleza.
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CAPÍTULO 19 (continuação)
 Jerônimo e Rita construíram uma nova vida, pouco trabalhavam e viviam na
cama ou tocando violão e dançando.
 Piedade, abandonada, entrega-se aos poucos à bebida, perde a freguesia e
seu único alento é a filha.
 Jerônimo não pagou, durante 6 meses, o colégio da filha e a diretora enviou
uma carta com a conta, que, se não fosse paga, vetaria a entrada da criança
na escola.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 19 (continuação)
 Piedade, desesperada, vai atrás de Jerônimo em sua nova moradia.
Encontra-o abatido e choram abraçados. Jerônimo promete pagar o
colégio, mas não o faz.
 Piedade retorna à sua casa, agora com a filha. Jerônimo, já embriagado,
recebe-as muito bem e as convida para jantar.
 Piedade, insuflada pela bebida, cobra mais uma vez a dívida do colégio, e
Jerônimo irritado, expulsa-as de sua casa.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 20
 O novo cortiço em nada lembrava o anterior. Muito melhor e mais cuidado,
oferecia 400 cômodos, quase todos já ocupados.
 Nessa noite, Piedade bebeu em excesso: “Era a boba da roda. Batiam-lhe
palmadas no traseiro e com o pé embaraçavam-lhe as pernas, para a ver cair
e rebolar-se no chão.”
 Forma-se uma nova roda de samba. João Romão chega e dispersa a
barulheira.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 20 (continuação)
 Piedade e Pataca, embriagados, dirigem-se à casa dela. Lá, Pataca a ataca
e rolam pelo chão.
 A filha, que tudo viu, acode a mãe, quando esta, ao final, vomita e desmaia.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 21
 João Romão está com a ideia fixa de despachar Bertoleza para longe de si.
Não sabe como fazê-lo;
 Junto com Botelho tem a ideia de devolvê-la ao seu antigo dono:
 Botelho receberia a quantia de duzentos mil-réis para resolver o caso.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 22
 Tanto a casa comercial como a “Avenida São Romão” prosperavam
incessantemente.
 Bertoleza, desconfiada, sofria temerosa e mal conseguia dormir.
 Destino de Pombinha: desencantada com o casamento, abandona o marido e se
entrega a outros homens.
 Procura Léonie e juntas dominam o meretrício da cidade.
 Pombinha será “substituída” por Senhorinha.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 23
 Nesse Capítulo final, João Romão consegue atingir seu último intento: retirar,
para sempre, Bertoleza de sua vida e casar-se com Zulmira, filha de
Miranda, para então ascender, finalmente, à classe “nobre” de imigrantes do
Rio de Janeiro.
 O desfecho trágico de Bertoleza e a ironia no final.
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resumo
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
CAPÍTULO 23
 Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um
salto e, antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe
certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. E depois embarcou para
a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue.
João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o
rosto com as mãos. Nesse momento parava à porta da rua uma
carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca!
trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito. Ele mandou
que os conduzissem para a sala de visitas.
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resumo
LINGUAGEM
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
• Linguagem precisa, sóbria e objetiva empregada pelo narrador.
• Registro da linguagem falada do Brasil e de Portugal
• Gírias, jargões, ditos populares e xingamentos agressivos.
• Valorização dos estímulos visuais – CROMATISMO.
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linguagem
O CORTIÇO Aluísio Azevedo
• Mistura da percepção de diferentes sentidos – SINESTESIA.
• Prosa sonora – aliterações, assonâncias e onomatopéias.
• Comparações e metáforas – presença marcante de animais.
• Pontuação emotiva – exagero de exclamações e reticências.
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O cortiço

  • 1. o cortiço Aluísio Azevedo Prof. José Ricardo Lima www.literaturaeshow.com.br
  • 3. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  ALUÍSIO Tancredo Gonçalves de AZEVEDO  Romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro; além de bom desenhista e discreto pintor;  Irmão do também escritor Arthur Azevedo;  Maior nome do Naturalismo no Brasil e um dos principais do mundo. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br o autor
  • 4. SLIDES SOBRE O NATURALISMO
  • 6. O CORTIÇO Aluísio Azevedo • Obra-prima do Naturalismo brasileiro. • Personagem principal: o próprio Cortiço. • Cortiço: um organismo vivo. • Romance social: cortiço versus sobrado. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br o livro
  • 7. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  Em primeiro plano, está a história do português João Romão, que, em sua ambição desmedida, ascende socialmente de vendeiro amante de uma escrava a dono de um “Império” (o Cortiço), futuro Visconde e respeitado marido da filha do Barão.  Paralelamente, são apresentadas histórias dos miseráveis moradores do Cortiço, que têm suas vidas condicionadas pelo ambiente em que vivem, pela natureza brasileira, pelas raças a que pertencem... Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br o livro
  • 9. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  O romance apresenta, como é comum na narrativa naturalista, um NARRADOR ONISCIENTE, que tudo observa, relata, investiga.  É comum o movimento narrativo que parte de um quadro geral ou vista panorâmica do ambiente para a enumeração e ou descrição exaustiva de seus detalhes (objetos, personagens, ações), capacidade extraordinária para fixar os movimentos das cenas. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br narrador
  • 10. TEMPO
  • 11. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  CRONOLÓGICO. Em O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio, meio e desfecho da narrativa.  ÉPOCA: A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.  DURAÇÃO: por volta de três anos; Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br tempo
  • 13. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  São dois os espaços explorados na obra.  O primeiro é o CORTIÇO, amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres vivem.  Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes baixas. Funciona como um organismo vivo.  Junto ao cortiço estão a pedreira e a venda do português João Romão. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br espaço
  • 14. O CORTIÇO Aluísio Azevedo Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br espaço
  • 15. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o SOBRADO aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família.  O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX.  Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo, explorando a exuberante natureza local como meio determinante.  Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento corruptor do homem local. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br espaço
  • 17. O CORTIÇO Aluísio Azevedo  O ambiente social e a natureza impõem-se sobre o indivíduo, ao gosto dos deterministas.  O cortiço e a natureza tropical são tratados como organismos vivos.  Personagens planas (sem profundidade psicológica) – interessa o fatalismo determinista.  Personagens, constantemente, animalizadas Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 18. O CORTIÇO Aluísio Azevedo JOÃO ROMÃO  Dos treze aos vinte e cinco anos trabalha como empregado de um patrício.  Movido pela ambição capitalista.  A falta de escrúpulos é parte “natural” de sua personalidade, é consequência da patologia de que sofre (“moléstia nervosa, febre de enriquecer”). Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 19. O CORTIÇO Aluísio Azevedo JOÃO ROMÃO  Comporta-se de acordo com sua própria MORAL, segundo a qual tudo se justifica em nome dos seus interesses.  O fato de ser um explorador dos seus semelhantes faz parte da ordem natural das coisas: é um animal vencedor impondo sua força na selva da vida.  Deseja ascender economicamente, mas, depois, também socialmente (busca status). Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 20. O CORTIÇO Aluísio Azevedo BERTOLEZA  No início da narrativa, é uma “crioula” de cerca de trinta anos, quitandeira afamada, escrava de ganho (que pagava aluguel por sua liberdade) de um velho cego do interior.  A união com João Romão não altera sua natureza e muito menos seus hábitos de escrava, pelo contrário: passa a carregar (de bom grado, é verdade, pois agora está “livre”) três fardos de uma só vez – torna-se caixeira e criada (trabalhando como burro de carga para enriquecer o amante-patrão) e amante (servindo de fêmea ao seu homem): Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 21. O CORTIÇO Aluísio Azevedo BERTOLEZA  “(...) Bertoleza, sempre suja e tisnada [escuro, enegrecido], sempre sem domingo nem dia santo”.  Apenas em um momento da narrativa Bertoleza tem voz ativa: quando se recusa a ser encostada por João Romão como um traste qualquer: tem consciência do quanto é responsável pela ascensão do amante e quer tratamento à altura de sua importância na vida dele. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 22. O CORTIÇO Aluísio Azevedo MIRANDA  “Prezava, acima de tudo, a sua posição social e tremia só com a ideia de ver-se novamente pobre, sem recursos e sem coragem para recomeçar a vida, depois de se haver habituado a umas tantas regalias e afeito à hombridade de português rico que já não tem pátria na Europa.”  Seu nome vem do latim “miror” – admirar – e indica seu papel em relação a João Romão. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 23. O CORTIÇO Aluísio Azevedo MIRANDA Enquanto João Romão vence pela capacidade de traba- lho, pela habilidade natural para negociar e explorar e pela falta de escrúpulos, Miranda vence pela capacidade de dobrar-se às conveniências sociais: é humilhado pela mulher, com quem se casou para enriquecer, e sente inveja da força e esperteza do vizinho vendeiro, mas consegue o reconhecimento e a admiração dos homens ao fazer fortuna com a herança de Estela e conquistar o título de Barão. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 24. O CORTIÇO Aluísio Azevedo ESTELA  É a personagem que melhor representa a hipocrisia social na narrativa.  É uma caricatura naturalista típica, pois só tem defeitos: manias (a proteção ao Valentim, a fixação com a beleza), taras (a insaciabilidade sexual).  A relação entre Miranda e Estela, baseada apenas em convenções sociais, revela uma crítica (comum na literatura realista e naturalista) aos casamentos arranjados, baseados em interesses ou conveniências. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 25. O CORTIÇO Aluísio Azevedo ESTELA  “Dona Estela, coitada! é que se precipitava, a passos de granadeiro, para a velhice, a despeito da resistência com que se rendia; tinha já dois dentes postiços, pintava o cabelo, e dos cantos da boca duas rugas serpenteavam-lhe pelo queixo abaixo, desfazendo-lhe a primitiva graça maliciosa dos lábios; ainda assim, porém, conservava o pescoço branco, liso e grosso, e os seus braços não desmereciam dos antigos créditos.” Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 26. O CORTIÇO Aluísio Azevedo ZULMIRA  Filha de Miranda e Estela.  O pai a repudiava por acreditar que era filha de outro homem. A mãe a repudiava, pois tinha certeza que era filha de Miranda.  Vivia para satisfazer a vontade do pai. “...pálida, magrinha, com pequeninas manchas roxas nas mucosas do nariz, das pálpebras e dos lábios (...) olhos grandes, negros, vivos e maliciosos.” Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 27. O CORTIÇO Aluísio Azevedo JERÔNIMO  Português, funcionário de João Romão na pedreira;  Nostálgico, forte, trabalhador, dedicado e honesto. É casado com Piedade, mas sucumbe à malemolência de Rita Baiana.  “... a força de touro que o tornava respeitado e temido por todo pessoal...”, “... grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos seus costumes...”. “... um pulso de Hércules...”. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 28. O CORTIÇO Aluísio Azevedo JERÔNIMO  Português, funcionário de João Romão na pedreira;  Nostálgico, forte, trabalhador, dedicado e honesto. É casado com Piedade, mas sucumbe à malemolência de Rita Baiana.  “... a força de touro que o tornava respeitado e temido por todo pessoal...”, “... grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos seus costumes...”. “... um pulso de Hércules...”. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 29. O CORTIÇO Aluísio Azevedo PIEDADE DE JESUS  Esposa amantíssima de Jerônimo. Era lavadeira no cortiço;  “teria trinta anos, boa estatura, carne ampla e rija, cabelos fortes de um castanho fulvo, dentes pouco alvos, mas sólidos e perfeitos, cara cheia, [...] Piedade merecia bem o seu homem, muito diligente, sadia, honesta, forte, bem acomodada com tudo e com todos, trabalhando de sol a sol e dando sempre tão boas contas da obrigação, que os seus fregueses de roupa, apesar daquela mudança para Botafogo, não a deixaram quase todos“. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 30. O CORTIÇO Aluísio Azevedo RITA BAIANA  Símbolo da força sensual da natureza tropical brasileira.  Rita é o centro irradiador de ALEGRIA e SENSUALIDADE no cortiço: “E toda ela respirava o asseio das brasileiras e um odor sensual de trevos e plantas aromáticas. Irrequieta, saracoteando o atrevido e rijo quadril baiano, (...) pondo à mostra um fio de dentes claros e brilhantes que enriqueciam a sua fisionomia com um realce fascinador”. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 31. O CORTIÇO Aluísio Azevedo RITA BAIANA  Descrita por meio de metáforas ou comparações a elementos da flora e da fauna brasileira, Rita resume o fascínio e o poder da terra brasileira sobre o estrangeiro (particularizado em Jerônimo), entorpecendo e enfeitiçando-lhe as sensações:  “Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 32. O CORTIÇO Aluísio Azevedo RITA BAIANA e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.” Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 33. O CORTIÇO Aluísio Azevedo FIRMO  É um capoeira, de trinta e tantos anos (embora aparentasse ter dez a menos), mulato, delgado de corpo e ágil como um cabrito, representante da malandragem carioca, apaixonado por Rita Baiana, com quem chegou a ter um caso.  De profissão era oficial torneiro. Usava sempre um chapéu de palha, que punha de banda, um paletó de lustrina preta, sem gravata nem colete, já bastante usado, calças apertadas nos joelhos, mas tão largas na bainha que lhe engoliam os pezinhos secos e ligeiros. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 34. O CORTIÇO Aluísio Azevedo POMBINHA E DONA ISABEL  Pombinha é filha de dona Isabel. Dona Isabel é uma respeitada moradora do cortiço pelos seus modos graves que indicavam o fino tratamento que tivera em tempos idos.  É, contudo, uma pobre mulher comida de desgostos: fora casada com um vendedor de chapéus que se suicidou, sendo tal fato a causa de estar ela com a filha naquela estalagem, a qual tanto odeia.  Sacrificou-se para dar requintada educação à filha, até concedendo-lhe aulas de francês. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 35. O CORTIÇO Aluísio Azevedo POMBINHA E DONA ISABEL  Pombinha era noiva de João da Costa, que conheceu juntamente com dona Isabel numa casa de dança. O rapaz trabalha no comércio com o tio. Reserva a grande esperança de dona Isabel de sair daquele cortiço.  Entretanto, um empecilho impede o imediato casamento entre os dois: àquela altura, Pombinha tem seus dezoito anos de idade e NUNCA MENSTRUOU. Dona Isabel crê, então, que ela não pode casar-se, haja vista que ainda não ingressou na idade de mulher. Ela levava-a até médicos, pedia conselhos a moradores do cortiço e fazia promessas a fim de que a filha menstruasse. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 36. O CORTIÇO Aluísio Azevedo POMBINHA E DONA ISABEL  Pombinha é filha de dona Isabel. Dona Isabel é uma respeitada moradora do cortiço pelos seus modos graves que indicavam o fino tratamento que tivera em tempos idos.  É, contudo, uma pobre mulher comida de desgostos: fora casada com um vendedor de chapéus que se suicidou, sendo tal fato a causa de estar ela com a filha naquela estalagem, a qual tanto odeia.  Sacrificou-se para dar requintada educação à filha, até concedendo-lhe aulas de francês. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 37. O CORTIÇO Aluísio Azevedo LÉONIE  Protótipo da mulher do cortiço que saiu para a prostituição de elite, mantém trânsito livre entre um conjunto e outro.  O modelo de Léonie repete-se em Pombinha, que é por ela seduzida, deixando de lado seu aspecto angelical para assumir a imagem da “serpente”  Repete-se o determinismo: a Pombinha vai ser “devorada” pela “leoa” através da iniciação homossexual. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 38. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Henrique: filho de um fazendeiro importante que se encontra aos cuidados de Miranda até o fim de seus estudos. Cultivará um caso com D. Estela.  Valentim: filho alforriado de uma escrava por quem D. Estela nutria afeição ilimitada.  Leonor: negrinha virgem, moradora do cortiço  Leandra (Machona): portuguesa feroz, habitante do cortiço. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 39. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Ana das Dores: filha desquitada de Machona  Neném: filha virgem de Machona, muito cobiçada.  Agostinho: filho caçula de Machona que morre num acidente da pedreira.  Augusta: brasileira branca, honesta, casada com Alexandre e com muitos filhos.  Alexandre: mulato, militar, dava muito valor ao seu emprego. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 40. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Juju: afilhada de Leónie.  Leocádia: portuguesa, esposa de Bruno, comete adultério com Henrique.  Bruno: ferreiro casado com Leocádia.  Paula (a Bruxa): cabocla velha que exercia função de curandeira. Põe fogo no cortiço duas vezes após enlouquecer, morrendo na segunda tentativa. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 41. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Marciana: mulata velha, com mania de limpeza, mãe de Florinda, que perde o juízo quando a filha foge de casa.  Florinda: filha virgem de Marciana, que engravida de um dos vendeiros de Romão e foge de casa.  Albino: lavadeiro homossexual, morador do cortiço. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 42. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Delporto, Pompeo, Francesco e Andrea: imigrantes italianos que residiam no cortiço. Azevedo foi um dos primeiros a caracterizar literariamente a figura do imigrante italiano no Brasil, mesmo que de forma preconceituosa, retratando-os como carcamanos imundos.  Porfiro: mulato capoeira amigo de Firmo. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 43. O CORTIÇO Aluísio Azevedo OUTROS PERSONAGENS  Libório: velho pão-duro que esmolava entre os outros moradores do Cortiço, mas que possuía uma fortuna escondida, da qual Romão irá se apoderar depois da morte de Libório no segundo incêndio provocado por Bruxa.  Pataca: cúmplice de Jerônimo no assassinato de Firmo, torna-se um dos aproveitadores de Piedade depois que Jerônimo vai morar com Rita. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br personagens
  • 45. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 1  Apresentação dos personagens João Romão, Bertoleza, Miranda, Estela e Zulmira;  Destaque para a falta de ética de João Romão e para o relacionamento confuso de Miranda e Estela. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 46. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 2  Centrado na família de Miranda.  Apresenta a safadeza de Estela e o jogo de interesse que mantém o velho Botelho como hóspede permanente da casa.  Conhecia todas as faltas de Estela e, naquele dia, surpreendeu-a “entalada entre o muro e o Henrique”. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 47. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 3  Um dos mais conhecidos da obra.  Descreve, com detalhes, o acordar do cortiço, em que toda a cena é rica em detalhes, sons e movimentações.  São apresentados todos os moradores do cortiço: as lavadeiras, seus maridos e filhos.  Destaque para a personagem Pombinha. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 48. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 4  Jerônimo chega ao cortiço e se oferece para trabalhar na pedreira de João Romão;  Pede 70 contos de réis, um valor bem acima do que João Romão intentava pagar;  Desde o início, mostra seu valor e determinação, pois convence o patrão a lhe pagar o salário. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 49. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 5  Jerônimo com sua esposa Piedade se mudam para o cortiço;  Como sempre, a população fica curiosa com os novos moradores;  Jerônimo mostra-se um trabalhador obstinado: Jerônimo acordava todos os dias às quatro horas da manhã, fazia antes dos outros a sua lavagem à bica do pátio Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 50. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 6  Volta de Rita Baiana para o cortiço, o que se transforma em motivo de festa e alegria para todos.  Estivera fora (em Jacarepaguá) por alguns anos com seu homem, Firmo. Rita carregou para dentro do seu cômodo as provisões que trouxera; abriu logo a janela e pôs-se a cantar.  Sua presença enchia de alegria a estalagem toda. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 51. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 7  Tarde de domingo muito animada no cortiço.  Miranda vocifera contra o barulho, mas só ouve gargalhadas como resposta.  À noite, arma-se uma roda de samba animadíssima.  Rita, dançando, encanta a todos, principalmente a Jerônimo Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 52. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 8  Jerônimo fica doente (chá versus café + parati);  Henrique, hóspede de Miranda, olha para Leocádia e mostra-lhe um lindo coelhinho e dá a entender que em troca de favores sexuais, poderia dar o coelhinho para ela.  Vão ter a relação sexual atrás do cortiço. Ao final, são surpreendidos por Bruno, marido de Leocádia, que arma um escândalo. Tanto Henrique como o coelhinho fogem. Expulsa de casa, Leocádia recebe o apoio de Rita Baiana. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 53. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 9  Início da transformação lenta, mas gradativa de Jerônimo;  Marciana descobre que sua filha, Florinda, está grávida de seu Domingos, o caixeiro da venda de João Romão.  As lavadeiras se solidarizam. Marciana ameaça ir à polícia, mas João Romão diz que irá acertar tudo.  Chegada de Léonie, prostituta e lésbica, com sua afilhada Juju, filha de Augusta e Alexandre. Léonie pergunta por Pombinha. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 54. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 10  Preparos da festa de Miranda: título de Barão do Freixal.  No cortiço, descobre-se que o caixeiro fugira. João Romão fingiu que não sabia de nada e que também havia sido prejudicado.  De tanto Marciana bater em sua filha, esta foge.  João Romão expulsa Marciana por não querer mais escândalo por lá. Na verdade, ele estava corroído de inveja pelo título de Miranda. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 55. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 10 (Continuação)  Festa também no cortiço: roda de samba;  Rita Baiana desperta o desejo de Jerônimo, Firmo enciumado;  Briga; Firmo bate em Jerônimo e foge.  A polícia tenta entrar no cortiço e vence a resistência de Romão;  Confusão, incêndio, temporal; Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 56. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 11  O narrador entrega a culpada pelo incêndio: Paula, a bruxa;  Jerônimo é consolado por Rita e Piedade no hospital;  Pombinha é ABUSADA por Léonie;  Pombinha, enfim, menstrua. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 57. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 12  D. Isabel, radiante, conta para todo o cortiço que Pombinha, finalmente, menstruara;  Pombinha vai se casar João da Costa, mas sente que nunca o amará;  Chega a sentir nojo, mas se casa por conveniência. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 58. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 13  Surge outro cortiço (“Cqbeça-de-Gato”) e os moradores do cortiço de João Romão passam a ser chamados de “Carapicus”;  O português temeu pela concorrência, mas no fim aumentou seus lucros. Passa a se vestir melhor e está visivelmente mudado;  Botelho, hóspede de Miranda, sugere a João Romão que ele se case com Zulmira.  Romão gosta da ideia, mas precisaria se livrar de Bertoleza. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 59. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 14  Depois do incidente com Jerônimo, o relacionamento entre Rita e Firmo foi esfriando a ponto de ela faltar aos encontros com ele.  Jerônimo se restabelece e volta ao cortiço, com dois objetivos em mente: matar Firmo e ir viver com Rita Baiana.  Pataca e Zé Carlos o convencem de que o “serviço” seja feito naquela mesma noite, pois Firmo está bêbado e é presa fácil. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 60. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 15  Pataca, fingindo-se bêbado, vai ao encontro de Firmo e lhe conta que vira Rita na praia da Saudade. Firmo, muito bêbado, vai para lá.  Forma-se a emboscada, e Jerônimo e os dois colegas matam Firmo a PAULADAS e o jogam, de uma ribanceira, ao mar. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 61. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 16  Jerônimo dirige-se à casa de Rita Baiana e conta que matou Firmo.  Amam-se e resolvem fugir juntos.  Piedade procura pelo marido por todo o cortiço.  Ao saber da morte de Firmo, entende tudo: foi Jerônimo, e ele a abandonaria por causa daquela maldita mulata. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 62. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 16 (continuação)  Piedade provoca Rita Baiana para uma briga e elas rolam pelo pátio do cortiço.  Há torcidas de portugueses e de brasileiros, mas, no melhor da luta, o cortiço é invadido pelos capoeiras do cabeça-de-gato que vinham vingar Firmo, o chefe da malta. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 63. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 17  Guerra entre os dois cortiços para que os Cabeça-de-gato vinguem a morte de Firmo;  Aproveitando a confusão, Paula, a Bruxa, põe novamente fogo no cortiço;  Os moradores dos dois cortiços se unem para apagar o fogo, mas fracassam, pois o cortiço de João Romão se consome em chamas. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 64. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 18  Rita aproveita o incêndio para sumir do cortiço, pois Jerônimo a esperava em uma casinha que arranjara;  Miranda cumprimenta João Romão, pois como ele tinha seguro, não teria prejuízos financeiros; Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 65. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 19  As obras para a reconstrução do cortiço se iniciam a todo vapor.  Miranda e Botelho admiravam a prosperidade de João Romão e sempre estavam por lá.  Aos domingos, João Romão jantava com o Barão e sua família, iam ao teatro etc.  O único EMPECILHO era Bertoleza. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 66. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 19 (continuação)  Jerônimo e Rita construíram uma nova vida, pouco trabalhavam e viviam na cama ou tocando violão e dançando.  Piedade, abandonada, entrega-se aos poucos à bebida, perde a freguesia e seu único alento é a filha.  Jerônimo não pagou, durante 6 meses, o colégio da filha e a diretora enviou uma carta com a conta, que, se não fosse paga, vetaria a entrada da criança na escola. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 67. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 19 (continuação)  Piedade, desesperada, vai atrás de Jerônimo em sua nova moradia. Encontra-o abatido e choram abraçados. Jerônimo promete pagar o colégio, mas não o faz.  Piedade retorna à sua casa, agora com a filha. Jerônimo, já embriagado, recebe-as muito bem e as convida para jantar.  Piedade, insuflada pela bebida, cobra mais uma vez a dívida do colégio, e Jerônimo irritado, expulsa-as de sua casa. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 68. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 20  O novo cortiço em nada lembrava o anterior. Muito melhor e mais cuidado, oferecia 400 cômodos, quase todos já ocupados.  Nessa noite, Piedade bebeu em excesso: “Era a boba da roda. Batiam-lhe palmadas no traseiro e com o pé embaraçavam-lhe as pernas, para a ver cair e rebolar-se no chão.”  Forma-se uma nova roda de samba. João Romão chega e dispersa a barulheira. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 69. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 20 (continuação)  Piedade e Pataca, embriagados, dirigem-se à casa dela. Lá, Pataca a ataca e rolam pelo chão.  A filha, que tudo viu, acode a mãe, quando esta, ao final, vomita e desmaia. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 70. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 21  João Romão está com a ideia fixa de despachar Bertoleza para longe de si. Não sabe como fazê-lo;  Junto com Botelho tem a ideia de devolvê-la ao seu antigo dono:  Botelho receberia a quantia de duzentos mil-réis para resolver o caso. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 71. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 22  Tanto a casa comercial como a “Avenida São Romão” prosperavam incessantemente.  Bertoleza, desconfiada, sofria temerosa e mal conseguia dormir.  Destino de Pombinha: desencantada com o casamento, abandona o marido e se entrega a outros homens.  Procura Léonie e juntas dominam o meretrício da cidade.  Pombinha será “substituída” por Senhorinha. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 72. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 23  Nesse Capítulo final, João Romão consegue atingir seu último intento: retirar, para sempre, Bertoleza de sua vida e casar-se com Zulmira, filha de Miranda, para então ascender, finalmente, à classe “nobre” de imigrantes do Rio de Janeiro.  O desfecho trágico de Bertoleza e a ironia no final. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 73. O CORTIÇO Aluísio Azevedo CAPÍTULO 23  Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos. Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca! trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito. Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br resumo
  • 75. O CORTIÇO Aluísio Azevedo • Linguagem precisa, sóbria e objetiva empregada pelo narrador. • Registro da linguagem falada do Brasil e de Portugal • Gírias, jargões, ditos populares e xingamentos agressivos. • Valorização dos estímulos visuais – CROMATISMO. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br linguagem
  • 76. O CORTIÇO Aluísio Azevedo • Mistura da percepção de diferentes sentidos – SINESTESIA. • Prosa sonora – aliterações, assonâncias e onomatopéias. • Comparações e metáforas – presença marcante de animais. • Pontuação emotiva – exagero de exclamações e reticências. Prof. JOSÉ RICARDO LIMA – Literatura - www.literaturaeshow.com.br linguagem