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Angústia
Graciliano Ramos
“Não sei para que diabo quero olhos. Sou uma besta.
Quando a realidade me entra pelos olhos, o meu pequeno mundo desaba.
“
Graciliano e a Era Vargas
Em 1933, é nomeado
diretor da Instrução
Pública de Alagoas e
volta a Maceió. Sua
carreira e interrompida
em 1936, quando é
demitido por motivos
políticos. Nesse mesmo
ano, publica o romance
Angústia e acaba sendo
preso e enviado ao Rio
de Janeiro.
11/11/1937
Foto tirada durante a prisão de
Graciliano, encontrada nos arquivos
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Podcast recomendado
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videoaula recomendada
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romance psicológico romance sociopolítico
romance autobiográfico
Caetés
São Bernardo
Angústia
Insônia (contos)
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Infância
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“Angústia, provavelmente, inscreve-se como o mais
complexo livro do autor, ao menos tecnicamente,
mas é, indiscutivelmente, o que ausculta mais detida
e profundamente o pensamento, a introversão
humana. O texto de Angústia funciona como se fosse
o diário mental do personagem narrador Luís da
Silva, no qual ele vai registrando suas reflexões dia a
dia e, claro, vai se desnudando diante do leitor,
gradativamente.”
Romance psicológico
“Antonio Candido (...) destaca o tempo tríplice do romance, "pois cada fato apresenta pelo menos três
faces: a sua realidade objetiva, sua referência à experiência passada, a sua deformação por uma crispada
visão subjetiva".
(CARDOSO e ROCHA,2016)
O tempo tríplice
Realidade
Objetiva
Referência à
experiência
passada
Visão subjetiva
(deformada) e
pessimista da
realidade
O narrador
toma um bonde
e observa a
cidade
Recorda-se
da infância
no interior
de Alagoas
Recorda-se de
quando chegou
à capital
Maceió
O pensamento da personagem “viaja” enquanto ele de fato viaja de bonde, e revisita o tempo passado ( distante e recente)
a partir desse fato do presente.
“À medida que o carro se
afasta do centro sinto que
me vou desanuviando.
Tenho a sensação de que
viajo para muito longe”
“Há quinze anos era diferente”
“O bonde chega ao fim da linha,
volta”
“Retorno à cidade”
“Bairro miserável, casas de
palha, crianças doentes”
“A pensão, o meu quarto
abafado, o focinho de d. Aurora
e a cesta de ossos de Dagoberto
somem-se”
Luís da Silva
Marina Ramalho Julião Tavares
co-protagonista
protagonista
antagonista
São as personagens que sustentam a narrativa; estão no eixo de todos os fatos narrados, ou no centro dos conflitos.
Personagens principais
O conflito da história acontece quando
Julião Tavares rouba de Luís da Silva o
amor de Marina. A partir deste triângulo
amoroso, várias discussões são levantadas,
como a representação da metamorfose,
ou seja, da mudança de sistema,
representada pela mudança de Marina; a
opressão realizada por Julião Tavares, rico
e poderoso, sobre a moça pobre,
conquistando-a por causa de seu dinheiro,
dentre outras temáticas típicas da
literatura de Graciliano Ramos.
(Infoescola)
Quem é Luís da Silva ? narrador-personagem e protagonista
•“Penso em indivíduos e em objetos que não têm relação (...): processos, orçamentos, o diretor, o secretário, políticos, sujeitos
remediados que me desprezam porque sou um pobre-diabo. ”
Sente-se inferiorizado, baixa
autoestima
•“[...] antes desse uivo prolongado o homem soltava palavrões obscenos. Parecia-me que o meu quarto se enchia de órgãos sexuais
soltos, voando. A brasa do cigarro iluminava corpos atracados, gemendo: - “Bichinha, gordinha...” – “ui”!
Tem dificuldade em lidar com o
prazer e com a sexualidade
•“Eu ia jogar pião, sozinho, ou empinar papagaio. Sempre brinquei só”; “Na escola de mestre Antônio Justino sentava-me afastado dos
outros, naturalmente para não me corromper”
Age com timidez,
tende à solidão
•“Ia escreve-lhe uma carta com laços sagrados, felicidade conjugal, himeneu. Infâmia. Só a ideia de escrever isto me dava náuseas.”
desajeitado com
as mulheres
•“via-os por detrás do balcão, dois sujeitos papudos, carrancudos, vestidos de linho pardo e absolutamente iguais. Esse Julião literato
bacharel, filho de um deles, tinha os dentes miúdos, afiados e devia ser um rato, como o pai. Reacionário e católico”.
Culto e instruído; despreza ricos e
pseudointelectuais.
•“[...] o bonde chega ao fim da linha, volta. Bairro miserável, casas de palha, crianças doentes. Tenho a impressão de que ele me vai
levar ao meu município sertanejo.”
pessimista, mesquinho,
cínico, frustrado.
Trajano Pereira de Aquino Cavalcante e Silva
Camilo Pereira da Silva
Luís da Silva
a degeneração socio-histórica e emocional do indivíduo
avô de Luís. Fazendeiro rico, mas já decadente. Homem de personalidade forte. Luís inveja a
coragem e o caráter do avô. Mas Trajano acaba seus dias pobre, bêbado e esclerosado.
pai de Luís. Preguiçoso, rude e inútil. Passa dias na rede, lendo muito. Desperdiça o dinheiro da
família deixado por seu pai, Trajano ( que já era decadente) . Como pai, é ausente e displicente
e isola o menino dos outros. Morre quando Luís tem 14 anos..
É o protagonista. “é assombrado por esses e outros fantasmas de seu passado. Afunda-se num universo
de faltas ao emprego, bebida, fumo e dívidas” (UOL Educação).
“Um sujeito feio, os olhos baços, a boca muito grande, o nariz grosso, um sorriso besta e a
atrapalhação, o encolhimento que é mesmo uma desgraça.” (ANGÚSTIA)
Personagens secundários
Vitória D. Adélia Sr. Ramalho Moisés Pimentel Sr. Ivo
Empregada
e “agregada” de Luís
Mãe de Marina Pai de Marina
Socialista radical
Panfletário contra a
opressão social.
Inteligente, revoltado e
poliglota.
Jornalista,
Socialista; escreve
críticas sobre a
sociedade e política;
quieto e de poucas
palavras.
Pedinte, ladrão e
bêbado; conversa
muito com Luís.
Por vezes Luís o
acolhe; outras, o
enxota.
humilde, infeliz,
silenciosa, e sem
autoridade sobre a
filha
Amigo de Luís Amigo de LuísAmigo de Luís
quieto, bom, sério;
desaprova o
comportamento da
filha.
Finge-se de distraída
e desorientada, mas
na verdade entende
tudo o que se passa a
seu redor
Fontes de pesquisa e consulta
RAMOS, Graciliano. Angústia, Ed. Record,1998.
MARINHO, Maria Celina Novaes. A imagem da linguagem na obra de Graciliano Ramos: uma análise da heterogeneidade discursiva nos romances Angústia e Vidas Secas. São Paulo: Humanitas
/ FFLCH / USP, 2000. 112 p. Originalmente apresentada como Dissertação (Mestrado-Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1995) disponível em:
http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Marinho,%20Maria%20Celina%20Novaes/a%20imagem%20da%20linguagem%20na%20obra%20de%20graciliano%20ramos.pdf
UOL Educação https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/angustia-analise-do-livro-de-graciliano-ramos.htm
CARDOSO, Marcelli Claudinni Teixeira e ROCHA, Fátima Cristina Dias. Angústia e Infância, de Graciliano Ramos: A hibridização entre o autobiográfico e o ficcional na composição da infância
dos protagonistas. Revista Entrelinhas vol 10, 2016. disponível em:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:770m6bzMDaMJ:revistas.unisinos.br/index.php/entrelinhas/article/download/9504/5463+&cd=8&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
Instituto Moreira Salles
https://ims.com.br/por-dentro-acervos/salvando-os-originais-de-angustia/
CUNHA,Eneide da Silva. O foco narrativo em Angústia, de Graciliano Ramos. João Pessoa,2006. UFPB/CCHLA 77p. Dissertação de Mestrado. disponível em:
http://www.cchla.ufpb.br/ppgl/wp-content/uploads/2012/11/images_EneideDaSilva.pdf
Análise de obras literárias. https://interna.coceducacao.com.br/AnaliseObrasLiterarias/downloads/Angustia.pdf
*Todas as imagens usadas nessa apresentação estão disponíveis na internet e foram captadas pelo google images.
Pesquisa, organização e layout
Profa. Cláudia Heloísa Cunha Andria
Licenciada em Letras- Universidade Católica de Santos
Pós- graduada pela Universidade de São Paulo
Contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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Angústia de Luís

  • 1. Angústia Graciliano Ramos “Não sei para que diabo quero olhos. Sou uma besta. Quando a realidade me entra pelos olhos, o meu pequeno mundo desaba. “
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  • 7. Graciliano e a Era Vargas Em 1933, é nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas e volta a Maceió. Sua carreira e interrompida em 1936, quando é demitido por motivos políticos. Nesse mesmo ano, publica o romance Angústia e acaba sendo preso e enviado ao Rio de Janeiro. 11/11/1937 Foto tirada durante a prisão de Graciliano, encontrada nos arquivos do DOPS. Rio de Janeiro, 1936
  • 8.
  • 10. romance psicológico romance sociopolítico romance autobiográfico Caetés São Bernardo Angústia Insônia (contos) Vidas secas Infância Memórias do Cárcere “Angústia, provavelmente, inscreve-se como o mais complexo livro do autor, ao menos tecnicamente, mas é, indiscutivelmente, o que ausculta mais detida e profundamente o pensamento, a introversão humana. O texto de Angústia funciona como se fosse o diário mental do personagem narrador Luís da Silva, no qual ele vai registrando suas reflexões dia a dia e, claro, vai se desnudando diante do leitor, gradativamente.” Romance psicológico
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  • 12.
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  • 14. “Antonio Candido (...) destaca o tempo tríplice do romance, "pois cada fato apresenta pelo menos três faces: a sua realidade objetiva, sua referência à experiência passada, a sua deformação por uma crispada visão subjetiva". (CARDOSO e ROCHA,2016) O tempo tríplice Realidade Objetiva Referência à experiência passada Visão subjetiva (deformada) e pessimista da realidade
  • 15. O narrador toma um bonde e observa a cidade Recorda-se da infância no interior de Alagoas Recorda-se de quando chegou à capital Maceió O pensamento da personagem “viaja” enquanto ele de fato viaja de bonde, e revisita o tempo passado ( distante e recente) a partir desse fato do presente. “À medida que o carro se afasta do centro sinto que me vou desanuviando. Tenho a sensação de que viajo para muito longe” “Há quinze anos era diferente” “O bonde chega ao fim da linha, volta” “Retorno à cidade” “Bairro miserável, casas de palha, crianças doentes” “A pensão, o meu quarto abafado, o focinho de d. Aurora e a cesta de ossos de Dagoberto somem-se”
  • 16.
  • 17. Luís da Silva Marina Ramalho Julião Tavares co-protagonista protagonista antagonista São as personagens que sustentam a narrativa; estão no eixo de todos os fatos narrados, ou no centro dos conflitos. Personagens principais O conflito da história acontece quando Julião Tavares rouba de Luís da Silva o amor de Marina. A partir deste triângulo amoroso, várias discussões são levantadas, como a representação da metamorfose, ou seja, da mudança de sistema, representada pela mudança de Marina; a opressão realizada por Julião Tavares, rico e poderoso, sobre a moça pobre, conquistando-a por causa de seu dinheiro, dentre outras temáticas típicas da literatura de Graciliano Ramos. (Infoescola)
  • 18. Quem é Luís da Silva ? narrador-personagem e protagonista •“Penso em indivíduos e em objetos que não têm relação (...): processos, orçamentos, o diretor, o secretário, políticos, sujeitos remediados que me desprezam porque sou um pobre-diabo. ” Sente-se inferiorizado, baixa autoestima •“[...] antes desse uivo prolongado o homem soltava palavrões obscenos. Parecia-me que o meu quarto se enchia de órgãos sexuais soltos, voando. A brasa do cigarro iluminava corpos atracados, gemendo: - “Bichinha, gordinha...” – “ui”! Tem dificuldade em lidar com o prazer e com a sexualidade •“Eu ia jogar pião, sozinho, ou empinar papagaio. Sempre brinquei só”; “Na escola de mestre Antônio Justino sentava-me afastado dos outros, naturalmente para não me corromper” Age com timidez, tende à solidão •“Ia escreve-lhe uma carta com laços sagrados, felicidade conjugal, himeneu. Infâmia. Só a ideia de escrever isto me dava náuseas.” desajeitado com as mulheres •“via-os por detrás do balcão, dois sujeitos papudos, carrancudos, vestidos de linho pardo e absolutamente iguais. Esse Julião literato bacharel, filho de um deles, tinha os dentes miúdos, afiados e devia ser um rato, como o pai. Reacionário e católico”. Culto e instruído; despreza ricos e pseudointelectuais. •“[...] o bonde chega ao fim da linha, volta. Bairro miserável, casas de palha, crianças doentes. Tenho a impressão de que ele me vai levar ao meu município sertanejo.” pessimista, mesquinho, cínico, frustrado.
  • 19. Trajano Pereira de Aquino Cavalcante e Silva Camilo Pereira da Silva Luís da Silva a degeneração socio-histórica e emocional do indivíduo avô de Luís. Fazendeiro rico, mas já decadente. Homem de personalidade forte. Luís inveja a coragem e o caráter do avô. Mas Trajano acaba seus dias pobre, bêbado e esclerosado. pai de Luís. Preguiçoso, rude e inútil. Passa dias na rede, lendo muito. Desperdiça o dinheiro da família deixado por seu pai, Trajano ( que já era decadente) . Como pai, é ausente e displicente e isola o menino dos outros. Morre quando Luís tem 14 anos.. É o protagonista. “é assombrado por esses e outros fantasmas de seu passado. Afunda-se num universo de faltas ao emprego, bebida, fumo e dívidas” (UOL Educação). “Um sujeito feio, os olhos baços, a boca muito grande, o nariz grosso, um sorriso besta e a atrapalhação, o encolhimento que é mesmo uma desgraça.” (ANGÚSTIA)
  • 20. Personagens secundários Vitória D. Adélia Sr. Ramalho Moisés Pimentel Sr. Ivo Empregada e “agregada” de Luís Mãe de Marina Pai de Marina Socialista radical Panfletário contra a opressão social. Inteligente, revoltado e poliglota. Jornalista, Socialista; escreve críticas sobre a sociedade e política; quieto e de poucas palavras. Pedinte, ladrão e bêbado; conversa muito com Luís. Por vezes Luís o acolhe; outras, o enxota. humilde, infeliz, silenciosa, e sem autoridade sobre a filha Amigo de Luís Amigo de LuísAmigo de Luís quieto, bom, sério; desaprova o comportamento da filha. Finge-se de distraída e desorientada, mas na verdade entende tudo o que se passa a seu redor
  • 21. Fontes de pesquisa e consulta RAMOS, Graciliano. Angústia, Ed. Record,1998. MARINHO, Maria Celina Novaes. A imagem da linguagem na obra de Graciliano Ramos: uma análise da heterogeneidade discursiva nos romances Angústia e Vidas Secas. São Paulo: Humanitas / FFLCH / USP, 2000. 112 p. Originalmente apresentada como Dissertação (Mestrado-Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1995) disponível em: http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Marinho,%20Maria%20Celina%20Novaes/a%20imagem%20da%20linguagem%20na%20obra%20de%20graciliano%20ramos.pdf UOL Educação https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/angustia-analise-do-livro-de-graciliano-ramos.htm CARDOSO, Marcelli Claudinni Teixeira e ROCHA, Fátima Cristina Dias. Angústia e Infância, de Graciliano Ramos: A hibridização entre o autobiográfico e o ficcional na composição da infância dos protagonistas. Revista Entrelinhas vol 10, 2016. disponível em: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:770m6bzMDaMJ:revistas.unisinos.br/index.php/entrelinhas/article/download/9504/5463+&cd=8&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br Instituto Moreira Salles https://ims.com.br/por-dentro-acervos/salvando-os-originais-de-angustia/ CUNHA,Eneide da Silva. O foco narrativo em Angústia, de Graciliano Ramos. João Pessoa,2006. UFPB/CCHLA 77p. Dissertação de Mestrado. disponível em: http://www.cchla.ufpb.br/ppgl/wp-content/uploads/2012/11/images_EneideDaSilva.pdf Análise de obras literárias. https://interna.coceducacao.com.br/AnaliseObrasLiterarias/downloads/Angustia.pdf *Todas as imagens usadas nessa apresentação estão disponíveis na internet e foram captadas pelo google images. Pesquisa, organização e layout Profa. Cláudia Heloísa Cunha Andria Licenciada em Letras- Universidade Católica de Santos Pós- graduada pela Universidade de São Paulo Contato: clauheloisa@yahoo.com.br