Relações Intertextuais
PROFESSOR JOSÉ RICARDO LIMA
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Definição
INTERTEXTUALIDADE
É a relação existente entre dois textos
em que um recria ou cita o outro, mesmo
que de modo passageiro.
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Relações
Intertextuais
Nas relações
intertextuais,
sempre temos um
texto original,
chamado também
de
TEXTO
MATRIZ.
CANÇÃO DO EXÍLIO
“Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn,
Im dunkeln Laud die Gold-Orangem glühn,
Kennst du es wohl?
— Dahin, dahin!
Möch ich… ziehn.
Johann Wolfgang von Goethe
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
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Relações
Intertextuais
Nas relações
intertextuais,
sempre temos um
texto original,
chamado também
de
TEXTO
MATRIZ.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
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Relações
Intertextuais
Nas relações
intertextuais,
sempre temos um
texto original,
chamado também
de
TEXTO
MATRIZ.
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Minha terra tem primores
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o sabiá.
Principais Tipos de Intertextualidade
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ALUSÃO
Principais
Tipos de Intertextualidade
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ALUSÃO
Referência explícita ou implícita a uma obra de arte,
um fato histórico ou um autor, para servir de termo
de comparação;
Apela à capacidade de associação de ideias do leitor;
Depende fortemente do contexto em que está
inserida.
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ALUSÃO
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Maurício de Sousa
CITAÇÃO
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Principais
Tipos de Intertextualidade
CITAÇÃO
Reprodução de uma enunciação pertencente a outro
processo enunciativo;
Reprodução exata do discurso citado;
A citação normalmente vem indicada por pontuação
específica e referência ao autor do enunciado
original.
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CITAÇÃO
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Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Joaquim Osório Duque Estrada
EPÍGRAFE
Principais
Tipos de Intertextualidade
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EPÍGRAFE
Pequeno texto ou fragmento em forma de inscrição
posta no início de um livro, capítulo, poema etc.;
Serve de tema, mote ou motivação;
Pode resumir o pensamento ou conjunto ideológico
que será apresentado;
Ora vale como um lema, ora como elemento
causal/consequente do enunciado em questão.
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EPÍGRAFE
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“Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn,
Im dunkeln Laud die Gold-Orangem glühn,
Kennst du es wohl?
— Dahin, dahin!
Möch ich… ziehn.
Conheceis o país onde florescem as laranjeiras?
Ardem na escura fronde os frutos de ouro...
Conhecê-lo?
– Para lá, para lá
quisera eu ir!
Johann Wolfgang von Goethe
PARÁFRASE
Principais
Tipos de Intertextualidade
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PARÁFRASE
Tradução interpretativa de um texto, sem prestar
muita atenção à forma original do texto traduzido;
Reprodução explicativa de um texto, no qual se
mantêm basicamente as ideias originais, podendo
acrescentar-se a elas algumas ideias e impressões de
quem parafraseia o texto;
EM SUMA: reescrever o texto mantendo as ideias e
modificando as palavras.
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PARÁFRASE
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lá?
ah!
Sabiá...
papá...
maná...
Sofá...
sinhá...
cá?
bah!
José Paulo Paes
PARÓDIA
Principais
Tipos de Intertextualidade
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PARÓDIA
Recriação de um texto com nítido objetivo de
satirizar, contestar ou ridicularizar um discurso
específico;
Ruptura com as ideologias impostas;
Leva o leitor a uma reflexão crítica das verdades
incontestadas anteriormente;
Desconstrução de enunciados.
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PARÓDIA
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Minha Dinda tem cascatas
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem coqueiros
Da Ilha de Marajó
As aves, aqui, gorjeiam
Não fazem cocoricó.
Jô Soares
PARÓDIA
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O meu céu tem mais estrelas
Minha várzea tem mais cores.
Este bosque reduzido
Deve ter custado horrores.
E depois de tanta planta,
Orquídea, fruta e cipó,
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Jô Soares
PARÓDIA
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Jô Soares
Intertextualidade nas Artes
Plásticas
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Jô Soares
Nascimento de VênusNascimento de Vênus, Sandro Botticelli, 1485, Florença (Itália), Sandro Botticelli, 1485, Florença (Itália)
Mulher com aMulher com a
sombrinhasombrinha, Claude, Claude
Monet, 1875,Monet, 1875,
Washington)Washington)
O tocador de pífaroO tocador de pífaro, Édouard, Édouard
Manet, 1867.Manet, 1867.
Caipira pincando fumoCaipira pincando fumo, Almeida, Almeida
Júnior, 1893, Pinacoteca de SãoJúnior, 1893, Pinacoteca de São
Paulo.Paulo.
Asesta(segundoMillet)Asesta(segundoMillet),VincentVanGogh,1890,Paris),VincentVanGogh,1890,Paris)
Corvos sobre Campo de Trigo, Vincent Van Gogh, 1890, Amsterdam)Corvos sobre Campo de Trigo, Vincent Van Gogh, 1890, Amsterdam)
Releituras da Gioconda
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Gioconda ou Mona Lisa, LeonardoGioconda ou Mona Lisa, Leonardo
da Vinci, 1503-1507, Paris)da Vinci, 1503-1507, Paris)
Paródia do colombianoParódia do colombiano
Fernando Botero, pintorFernando Botero, pintor
contemporâneocontemporâneo
Marcel DuchampMarcel Duchamp
Intertextualidade nas Charges
MAIS
“CANÇÃO DO EXÍLIO”
Principais
Tipos de Intertextualidade
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MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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CANÇÃO DO EXÍLIO (Casemiro de Abreu)
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria, não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!
Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA (Oswald de
Andrade)
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA (Oswald de
Andrade)
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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EUROPA, FRANÇA E BAHIA (Carlos Drummond de
Andrade)
[...]
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos.
Minha boca procura a "Canção do Exílio".
Como era mesmo a "Canção do Exílio"?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
onde canta o sabiá!
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO (Carlos Drummond de
Andrade)
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO (Carlos Drummond de
Andrade)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO (Guilherme de
Almeida)
[...]
Deixei lá atrás meu terreiro
meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá,
minha casa pequenina
lá no alto da colina
onde canta o sabiá.
ATENÇÃO
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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UMA CANÇÃO (Mario Quintana)
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Cada qual com sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra "onde"?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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Jogos Florais (Cacaso)
I
Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre
a água já não vira vinha
vira direto vinagre
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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II
Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará
Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?)
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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SABIÁ (Chico Buarque e Tom
Jobim)
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Cantar uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
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(Caulos, Vida de Passarinho, 1978. In:
Carlos Vogt, Canções do Exílio,
seção Armazém Literário, 05/12/2000 –
extraído do site
www.observatoriodaimprensa.com.br)
MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO”
OUTROS INTERTEXTOS DA “CANÇÃO DO EXÍLIO”
Terra das Palmeiras — Taiguara
Pátria Minha — Vinícius de Moraes
Lisboa: Aventuras — José Paulo Paes
Canção do exílio mais recente — Affonso Romano de
Sant’Anna
Nova canção do exílio — Ferreira Gullar
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Outros Tipos de Intertextualidade
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PASTICHE
Outros
Tipos de Intertextualidade
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PASTICHE
Criação artística produzida pela reunião e colagem
de outros enunciados.
Diluição textual que se aproxima da sátira e da
paródia, podendo até ser considerada como um tipo
de homenagem;
Imitação reiterativa, com recorrência a
determinados recursos a ponto de esvaziá-los de
significação.
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RELAÇÕES INTERTEXTUAIS
"O cônego ou
a metafísica
do estilo“
MACHADO DE ASSIS
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PASTICHE
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— Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano, vem... As
mandrágoras deram o seu cheiro. Temos as nossas portas toda a casta
de pombos...”
— “Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes
com meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor...“Era
assim, com essas melodias do velho drama de Judá, que procuravam
um ao outro na cabeça do cônego Matias um substantivo e um
adjetivo... Não me interrompas, leitor precipitado. (...)
Procuram-se e acham-se. Enfim, Silvio achou Silvia. Viram-se
caíram nos braços um do outro, ofegantes de canseira, mas remidos
com a consciência. “Quem é esta que sobe do deserto, firmada sobre seu
amado?” pergunta Silvio, como no Cântico; e ela, com a mesma lábia
erudita, responde-lhe que “é o selo do seu coração”, e que “o amor é tão
valente como a própria morte.” MACHADO DE ASSIS
TRADUÇÃO
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Outros
Tipos de Intertextualidade
TRADUÇÃO
Passagem de um idioma a outro;
Modelo intertextual que busca a neutralidade;
Tradução implica recriação do texto, especialmente
nas obras literárias.
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www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
Todo Meu Amor
Feche os olhos e eu irei te beijar
Amanhã sentirei saudades de você
Lembre-se que eu sempre serei verdadeiro
E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você
Vou fingir que estou beijando
Os lábios que sinto saudade
E esperar que meus sonhos se tornem
[realidade
E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você
.
All My Loving
Close your eyes and I'll kiss you
Tomorrow I'll miss you
Remember I'll always be true
And then while I'm away
I'll write home everyday
And I'll send all my loving to you
I'll pretend that I'm kissing
The lips I am missing
And hope that my dreams will come true
And then while I'm away
I'll write home everyday
And I'll send all my loving to you
Relações Intertextuais
Relações Intertextuais
VERSÃO
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Outros
Tipos de Intertextualidade
VERSÃO
variante de um enunciado original, do qual se
aproveita algum recurso formal, mas no qual,
geralmente, não há compromisso com o conteúdo do
discurso.
Em suma: adaptar a tradução acrescentando
elementos de literariedade.
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Todo Meu Amor
Feche os olhos e eu irei te beijar
Amanhã sentirei saudades de você
Lembre-se que eu sempre serei verdadeiro
E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você
Vou fingir que estou beijando
Os lábios que sinto saudade
E esperar que meus sonhos se tornem
[realidade
E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você
.
Feche os olhos
Feche os olhos e sinta
um beijinho agora
De alguém que não vive sem você
Que não pensa e nem gosta
De outra menina
E tem medo de lhe perder
Todo a...mor desse mundo
Parece querida
Que está dentro do meu coração
Por favor queridinha
Divida comigo
Um pouco da minha paixão

Relações intertextuais 2.0

  • 1.
    Relações Intertextuais PROFESSOR JOSÉRICARDO LIMA WWW.LITERATURAESHOW.COM.BR Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Limawww.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br
  • 2.
    Definição INTERTEXTUALIDADE É a relaçãoexistente entre dois textos em que um recria ou cita o outro, mesmo que de modo passageiro. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 3.
    Relações Intertextuais Nas relações intertextuais, sempre temosum texto original, chamado também de TEXTO MATRIZ. CANÇÃO DO EXÍLIO “Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn, Im dunkeln Laud die Gold-Orangem glühn, Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möch ich… ziehn. Johann Wolfgang von Goethe Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 4.
    Relações Intertextuais Nas relações intertextuais, sempre temosum texto original, chamado também de TEXTO MATRIZ. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores. Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 5.
    Relações Intertextuais Nas relações intertextuais, sempre temosum texto original, chamado também de TEXTO MATRIZ. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima Minha terra tem primores Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá. Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras Onde canta o sabiá.
  • 6.
    Principais Tipos deIntertextualidade www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 7.
  • 8.
    ALUSÃO Referência explícita ouimplícita a uma obra de arte, um fato histórico ou um autor, para servir de termo de comparação; Apela à capacidade de associação de ideias do leitor; Depende fortemente do contexto em que está inserida. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 9.
    ALUSÃO www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Maurício de Sousa
  • 10.
    CITAÇÃO www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Principais Tipos de Intertextualidade
  • 11.
    CITAÇÃO Reprodução de umaenunciação pertencente a outro processo enunciativo; Reprodução exata do discurso citado; A citação normalmente vem indicada por pontuação específica e referência ao autor do enunciado original. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 12.
    CITAÇÃO www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores". Joaquim Osório Duque Estrada
  • 13.
  • 14.
    EPÍGRAFE Pequeno texto oufragmento em forma de inscrição posta no início de um livro, capítulo, poema etc.; Serve de tema, mote ou motivação; Pode resumir o pensamento ou conjunto ideológico que será apresentado; Ora vale como um lema, ora como elemento causal/consequente do enunciado em questão. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 15.
    EPÍGRAFE www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima “Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn, Im dunkeln Laud die Gold-Orangem glühn, Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möch ich… ziehn. Conheceis o país onde florescem as laranjeiras? Ardem na escura fronde os frutos de ouro... Conhecê-lo? – Para lá, para lá quisera eu ir! Johann Wolfgang von Goethe
  • 16.
  • 17.
    PARÁFRASE Tradução interpretativa deum texto, sem prestar muita atenção à forma original do texto traduzido; Reprodução explicativa de um texto, no qual se mantêm basicamente as ideias originais, podendo acrescentar-se a elas algumas ideias e impressões de quem parafraseia o texto; EM SUMA: reescrever o texto mantendo as ideias e modificando as palavras. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 18.
    PARÁFRASE www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima lá? ah! Sabiá... papá... maná... Sofá... sinhá... cá? bah! José Paulo Paes
  • 19.
  • 20.
    PARÓDIA Recriação de umtexto com nítido objetivo de satirizar, contestar ou ridicularizar um discurso específico; Ruptura com as ideologias impostas; Leva o leitor a uma reflexão crítica das verdades incontestadas anteriormente; Desconstrução de enunciados. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 21.
    PARÓDIA www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Minha Dinda tem cascatas Onde canta o curió Não permita Deus que eu tenha De voltar pra Maceió. Minha Dinda tem coqueiros Da Ilha de Marajó As aves, aqui, gorjeiam Não fazem cocoricó. Jô Soares
  • 22.
    PARÓDIA www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima O meu céu tem mais estrelas Minha várzea tem mais cores. Este bosque reduzido Deve ter custado horrores. E depois de tanta planta, Orquídea, fruta e cipó, Não permita Deus que eu tenha De voltar pra Maceió. Jô Soares
  • 23.
    PARÓDIA www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Jô Soares
  • 24.
  • 25.
    www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Jô Soares
  • 26.
    Nascimento de VênusNascimentode Vênus, Sandro Botticelli, 1485, Florença (Itália), Sandro Botticelli, 1485, Florença (Itália)
  • 28.
    Mulher com aMulhercom a sombrinhasombrinha, Claude, Claude Monet, 1875,Monet, 1875, Washington)Washington)
  • 30.
    O tocador depífaroO tocador de pífaro, Édouard, Édouard Manet, 1867.Manet, 1867.
  • 32.
    Caipira pincando fumoCaipirapincando fumo, Almeida, Almeida Júnior, 1893, Pinacoteca de SãoJúnior, 1893, Pinacoteca de São Paulo.Paulo.
  • 34.
  • 36.
    Corvos sobre Campode Trigo, Vincent Van Gogh, 1890, Amsterdam)Corvos sobre Campo de Trigo, Vincent Van Gogh, 1890, Amsterdam)
  • 38.
    Releituras da Gioconda www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.brProfessor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 39.
    Gioconda ou MonaLisa, LeonardoGioconda ou Mona Lisa, Leonardo da Vinci, 1503-1507, Paris)da Vinci, 1503-1507, Paris)
  • 41.
    Paródia do colombianoParódiado colombiano Fernando Botero, pintorFernando Botero, pintor contemporâneocontemporâneo
  • 42.
  • 47.
  • 48.
    MAIS “CANÇÃO DO EXÍLIO” Principais Tiposde Intertextualidade www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 49.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima CANÇÃO DO EXÍLIO (Casemiro de Abreu) Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! não seja já; Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá! Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro Respirando este ar; Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo Os gozos do meu lar!
  • 50.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima O país estrangeiro mais belezas Do que a pátria, não tem; E este mundo não vale um só dos beijos Tão doces duma mãe! Dá-me os sítios gentis onde eu brincava Lá na quadra infantil; Dá que eu veja uma vez o céu da pátria, O céu do meu Brasil! Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! não seja já! Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá!
  • 51.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA (Oswald de Andrade) Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra
  • 52.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA (Oswald de Andrade) Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo
  • 53.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima EUROPA, FRANÇA E BAHIA (Carlos Drummond de Andrade) [...] Meus olhos brasileiros se fecham saudosos. Minha boca procura a "Canção do Exílio". Como era mesmo a "Canção do Exílio"? Eu tão esquecido de minha terra... Ai terra que tem palmeiras onde canta o sabiá!
  • 54.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO (Carlos Drummond de Andrade) Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto. O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor.
  • 55.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO (Carlos Drummond de Andrade) Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo é belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe. Só, na noite, seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe. Onde tudo é belo e fantástico, só, na noite, seria feliz. (Um sabiá, na palmeira, longe.)
  • 56.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO (Guilherme de Almeida) [...] Deixei lá atrás meu terreiro meu limão meu limoeiro, meu pé de jacarandá, minha casa pequenina lá no alto da colina onde canta o sabiá. ATENÇÃO
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    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima UMA CANÇÃO (Mario Quintana) Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há. Minha terra tem relógios, Cada qual com sua hora Nos mais diversos instantes... Mas onde o instante de agora? Mas onde a palavra "onde"? Terra ingrata, ingrato filho, Sob os céus da minha terra Eu canto a Canção do Exílio!
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    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima Jogos Florais (Cacaso) I Minha terra tem palmeiras onde canta o tico-tico Enquanto isso o sabiá vive comendo o meu fubá Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre a água já não vira vinha vira direto vinagre
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    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima II Minha terra tem palmares memória cala-te já Peço licença poética Belém capital Pará Bem, meus prezados senhores dado o avanço da hora errata e efeitos do vinho o poeta sai de fininho. (será mesmo com esses dois esses que se escreve paçarinho?)
  • 60.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima SABIÁ (Chico Buarque e Tom Jobim) Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Cantar uma sabiá Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De uma palmeira Que já não há Colher a flor Que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia
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    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima (Caulos, Vida de Passarinho, 1978. In: Carlos Vogt, Canções do Exílio, seção Armazém Literário, 05/12/2000 – extraído do site www.observatoriodaimprensa.com.br)
  • 62.
    MAIS “CANÇÃO DOEXÍLIO” OUTROS INTERTEXTOS DA “CANÇÃO DO EXÍLIO” Terra das Palmeiras — Taiguara Pátria Minha — Vinícius de Moraes Lisboa: Aventuras — José Paulo Paes Canção do exílio mais recente — Affonso Romano de Sant’Anna Nova canção do exílio — Ferreira Gullar www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 63.
    Outros Tipos deIntertextualidade www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
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  • 65.
    PASTICHE Criação artística produzidapela reunião e colagem de outros enunciados. Diluição textual que se aproxima da sátira e da paródia, podendo até ser considerada como um tipo de homenagem; Imitação reiterativa, com recorrência a determinados recursos a ponto de esvaziá-los de significação. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
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    RELAÇÕES INTERTEXTUAIS "O cônegoou a metafísica do estilo“ MACHADO DE ASSIS www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
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    PASTICHE www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima — Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano, vem... As mandrágoras deram o seu cheiro. Temos as nossas portas toda a casta de pombos...” — “Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes com meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor...“Era assim, com essas melodias do velho drama de Judá, que procuravam um ao outro na cabeça do cônego Matias um substantivo e um adjetivo... Não me interrompas, leitor precipitado. (...) Procuram-se e acham-se. Enfim, Silvio achou Silvia. Viram-se caíram nos braços um do outro, ofegantes de canseira, mas remidos com a consciência. “Quem é esta que sobe do deserto, firmada sobre seu amado?” pergunta Silvio, como no Cântico; e ela, com a mesma lábia erudita, responde-lhe que “é o selo do seu coração”, e que “o amor é tão valente como a própria morte.” MACHADO DE ASSIS
  • 68.
    TRADUÇÃO www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Outros Tipos de Intertextualidade
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    TRADUÇÃO Passagem de umidioma a outro; Modelo intertextual que busca a neutralidade; Tradução implica recriação do texto, especialmente nas obras literárias. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
  • 70.
    www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Todo Meu Amor Feche os olhos e eu irei te beijar Amanhã sentirei saudades de você Lembre-se que eu sempre serei verdadeiro E enquanto eu estiver fora Escreverei para casa todo dia E mandarei todo meu amor pra você Vou fingir que estou beijando Os lábios que sinto saudade E esperar que meus sonhos se tornem [realidade E enquanto eu estiver fora Escreverei para casa todo dia E mandarei todo meu amor pra você . All My Loving Close your eyes and I'll kiss you Tomorrow I'll miss you Remember I'll always be true And then while I'm away I'll write home everyday And I'll send all my loving to you I'll pretend that I'm kissing The lips I am missing And hope that my dreams will come true And then while I'm away I'll write home everyday And I'll send all my loving to you
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    VERSÃO www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Outros Tipos de Intertextualidade
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    VERSÃO variante de umenunciado original, do qual se aproveita algum recurso formal, mas no qual, geralmente, não há compromisso com o conteúdo do discurso. Em suma: adaptar a tradução acrescentando elementos de literariedade. www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor José Ricardo LimaProfessor José Ricardo Lima
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    www.literaturaeshow.com.brwww.literaturaeshow.com.br Professor JoséRicardo LimaProfessor José Ricardo Lima Todo Meu Amor Feche os olhos e eu irei te beijar Amanhã sentirei saudades de você Lembre-se que eu sempre serei verdadeiro E enquanto eu estiver fora Escreverei para casa todo dia E mandarei todo meu amor pra você Vou fingir que estou beijando Os lábios que sinto saudade E esperar que meus sonhos se tornem [realidade E enquanto eu estiver fora Escreverei para casa todo dia E mandarei todo meu amor pra você . Feche os olhos Feche os olhos e sinta um beijinho agora De alguém que não vive sem você Que não pensa e nem gosta De outra menina E tem medo de lhe perder Todo a...mor desse mundo Parece querida Que está dentro do meu coração Por favor queridinha Divida comigo Um pouco da minha paixão