A escrava isaura

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A escrava isaura

  1. 1. Autor : Bernardo Guimarães Ary Ribeiro Valadão Filho local: Goiânia Data : 06/02/2014
  2. 2. SÉRIE : 2 ANO TURMA : B DÉBORAH ALVES DOS SANTOS FRANCIELLY SANTANA CRUZ JHONLENON FERREIRA DE ARAUJO LUAN DE LUCCA JESUS ALVES MAYCON DIEGO TOLENTINO DE OLIVEIRA NAYARA LOPES SANTOS RAFAEL ANTUNES CARDOSO PROFESSORA : EMANUELLE
  3. 3. Bernardo Joaquim da Silva Guimarães ( nasceu em Ouro Preto, 15 de agosto de 1825 e morreu ,10 de março de 1884) foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido por ter escrito o livro A Escrava Isaura.
  4. 4. Biografia Filho de João Joaquim da Silva Guimarães, também poeta, e de Constança Beatriz de Oliveira Guimarães. Casou-se com Teresa Maria Gomes de Lima Guimarães, e tiveram oito filhos: João Nabor (1868-1873), Horário (1870-1959), Constança (1871-1888), Isabel (1873-1915), Affonso (1876-1955), José (1882-1919), Bernardo (1832- 1955) e Pedro (1884-1948). Formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1847, e nesta cidade tornou-se amigo dos poetas Álvares de Azevedo (1831-1852) e Aureliano Lessa (1828-1861). Os três e outros estudantes fundaram a Sociedade Epicureia
  5. 5. Histórico da obra O seu livro mais conhecido é A Escrava Isaura. Foi publicado pela primeira vez em 1875, pela Garnier. Conta as agruras de uma bela escrava branca que vivia em uma fazenda do Vale do Paraíba, na região fluminense de Campos. O romance foi levado à tela da Rede Globo de Televisão em 1976 e em 1977 e à da Rede Record em 2004 . A versão da Globo foi exportada para cerca de 150 países. Na China, protagonizada porLucélia Santos, a Escrava Isaura foi assistida por mais de 1 bilhão de pessoas.
  6. 6. OBRAS Lendas e Romances (contos – 1871): Uma História de Quilombolas, A Garganta do Inferno, A dança dos ossos O Garimpeiro (romance – 1872) História e Tradições da Província de Minas Gerais (crônicas e novelas – 1872: A cabeça do Tiradentes, A filha do fazendeiro, Jupira O Seminarista (romance – 1872) A Escrava Isaura (romance – 1875) Folhas de Outono (poesias – 1883)
  7. 7. O livro trata de Isaura, escrava que nasceu quase branca e é tratada como filha por sua sinhá, alvo da luxúria e paixão de Henrique (fugazmente), Leôncio (maléfica, controladora e luxuriante), Belchior (ridícula, servil e confusa) e Álvaro (pura e amorosamente). Outros sentimentos dirigidos a Isaura incluem a inveja de Rosa (outra escrava, preterida por Leôncio como amante)e o carinho de seu pai Miguel. A ESCRAVA ISAURA
  8. 8. No começo trata-se do passado de sua mãe, maltratada por seu dono, o pai de Leôncio, que a tem com um ex-feitor de bom coração. Quando estava para ser forra morre este dono e Leôncio a herda, sem intenções de alforriá- la. A esposa deste o deixa e ele manda Isaura para um cativeiro. De lá ela e o pai fogem para Recife onde conhece Álvaro e se apaixona por ele. Vai a um baile da alta sociedade e é muito admirada por seus dotes físicos e culturais, mas é denunciada como escrava pelo ganancioso Martinho. .
  9. 9. De volta no Rio é presa por dois meses no tronco e seu pai vai para a cadeia. Prestes a ser liberta para se casar obrigada com o deformado Belchior pela liberdade, achando que Álvaro está casado, é impedida por este que liquida os bens de do falido Leôncio, que se mata para fugir da humilhação. A história foi adaptada várias vezes para outras mídias, a mais célebre sendo a novela com Lucélia Santos no papel- título.
  10. 10. ROMANTISMO No romantismo podemos encontrar três gerações marcantes: 1ª geração :Indianista, onde o índio é visto como herói da pátria. 2ª geração :Mal do século, onde o Byronismo é a característica marcante. 3ª geração :Condoreira,onde a liberdade é vista como fator indispensável, ao mesmo tempo incentivando o abolicionismo. O livro "A escrava Isaura" se enquadra na terceira geração por tratar de assuntos como abolicionismo.
  11. 11. Junto com o romance excessivo, podemos notar a característica mais influente no romantismo,a idealização exagerada do personagem.Normalmente essa idealização ve a mulher como um ser celestial e sem defeitos, como podemos notar em romances como Iracema,A escrava Isaura, etc.
  12. 12. Análise Escrito em plena campanha abolicionista (1875), o livro conta as desventuras de Isaura, escrava branca e educada, de caráter nobre, vítima de um senhor devasso. O romance foi um grande sucesso editorial e permitiu que Bernardo Guimarães se tornasse um dos mais populares romancistas de sua época. O autor pretende, nesta obra, fazer um libelo antiescravagista e libertário e, talvez, por isso, o romance exceda em idealização romântica, a fim de conquistar a imaginação popular perante as situações intoleráveis do cativeiro. O estudioso Manuel Cavalcanti Proença observa que: Numa literatura não muito abundante em manifestação abolicionistas, é obra de muita importância, pelo modo sentimental como focalizou o problema, atingindo principalmente o público feminino, que encontrava na literatura de ficção derivativo e caminho de fuga, numa sociedade em que a mulher só saía à rua acompanhada e em dias pré-estabelecidos
  13. 13. o mais do tempo ficava retida em casa, sem trabalho obrigatório, bordando, cosendo, ouvindo e falando mexericos, isto é, enredos e intrigas, como se dizia no tempo e ainda se diz neste romance. em A Escrava Isaura, o excesso de imaginação se traduz em "idealização descabida", como afirma Antonio Candido, que se concretiza no plano da linguagem em descrições repetitivas e mecânicas dos personagens, com abuso de adjetivos redundantes. Observe-se a descrição de Isaura quando senta-se ao piano no salão de baile no Recife:
  14. 14. As personagens A obra apresenta a tríade comum aos romances populares românticos: vilão, heroína e herói. E, graças à ausência de profundidade com que são construídos, as personagens do romance são planas, estáticas e superficiais. Isaura, a heroína escrava, é branca, linda, pura, virginal e possui um caráter nobre e demonstra "conhecer o seu lugar": do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da "virtude recompensada".
  15. 15. Leôncio é levide vasso e insensível que, de "criança incorrigível e insubordinada" á adolescente que sangra a carteira do pai com suas aventuras, acaba por tornar-se um homem cruel e inescrupuloso, casando-se com Malvina, linda, ingênua e rica, por ser "um meio mais suave e natural de adquirir fortuna". Persegue Isaura e se recusa a cumprir a vontade de sua mãe, já falecida, que queria dar a ela a liberdade e alguma renda para viver com dignidade.ano, o vilão
  16. 16. Tomásia é a condessa de Campos, rica e bonita, uma das maiores inimigas de Leôncio, devido as maldades que este praticou contra ela. Antes de se tornar condessa ela era uma camponesa simples, mas depois de rica, se torna uma mulher poderosa que faz de tudo para se vingar de Leôncio.
  17. 17. Álvaro é um rico herdeiro, cavalheiro nobre e de caráter impecável, que "tinha ódio a todos os privilégios e distinções sociais, e é escusado dizer que era liberal, republicano e quase socialista"; um jovem de idéias igualitárias, idealista e corajoso para lutar contra os valores da sociedade a que pertence. Sua conduta moral é assim descrita pelo autor: "Original e excêntrico como um rico lorde inglês, professava em seus costumes a pureza e severidade de um qualquer. Todavia, como homem de imaginação viva e coração impressionável, não deixava de amar os prazeres, o luxo, a elegância, e sobretudo as mulheres, mas com certo platonismo delicado, certa pureza ideal, próprios das almas elevadas e dos corações bem formados."
  18. 18. Apaixonado por Isaura, o grande obstáculo que Álvaro precisa vencer é o fato de Isaura ser propriedade legítima de Leôncio. Para isso, vai à corte, descobre a falência de Leôncio, adquire seus bens e desmascara o vilão. Liberta Isaura e casa-se com ela, desafiando, assim, os preconceitos da sociedade escravagista
  19. 19. Miguel, pai de Isaura, foge do conceito tradicional do mau feitor. Quando feitor da fazenda de Leôncio, tratara bem aos escravos e amparara Juliana, mãe de Isaura, nas suas desditas com o pai de Leôncio. Pai extremoso, deseja libertar a filha do jugo da escravidão e não mede esforços para isso.
  20. 20. Belchior é o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda. O crítico Manuel Cavalcanti Proença aponta "o parentesco entre o disforme e grotesco, Belchior é o Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame, de Víctor Hugo, romance de extraordinária voga, ainda não de todo perdida, no Brasil."
  21. 21. Martinho é o estereótipo do ganancioso: cabeça grande, cara larga, feições grosseiras e "no fundo de seus olhos pardos e pequeninos reluz constantemente um raio de velhacaria". Por querer ganhar muito dinheiro entregando Isaura ao seu senhor, acaba por não ganhar nada.
  22. 22. Dr. Geraldo é um advogado conceituado, que serve como fiel da balança para Álvaro, já que procura equilibrar os arroubos do amigo, mostrando-lhe a realidade dos fatos. Quando Álvaro, revoltado com a condição de Isaura e indignado com os horrores da escravidão, dispõe-se a unir- se a ela, mesmo sabendo que escandalizaria a sociedade, Geraldo retruca lucidamente que a fortuna de Álvaro lhe dá independência para "satisfazer os seus sonhos filantrópicos e os caprichos de tua imaginação romanesca". O que não é, na verdade, característica restrita apenas à sociedade escravocrata do século XIX.
  23. 23. Branca Uma jovem rica, ela é irmã de Geraldo, gosta muito de Álvaro mas não se conforma em Álvaro se apaixonar por um escrava. Mas com sua chegada à Campos, ela e Leôncio se tornam cumplices, e fazem planos para separar Isaura de Álvaro.
  24. 24. Malvina, esposa de Leôncio, jovem rica e ingênua, que fica com o tempo barbarizada com o comportamento do marido, com o tempo vai tendo ódio de seu comportamento, depois da misteriosa morte de Leôncio se casa com dr. Geraldo.
  25. 25. Rosa Bonita e ousada, nascida na senzala de Leôncio, descobre que é filha de um Coronel que, por coincidência, é pai de Malvina, se engraçou com sua mãe antes dela nascer. Sabendo disso, sua esposa manda quebrar todos os dentes da escrava e matar Rosa, mas a escrava grávida foge para a Fazenda de Leôncio. Poucos anos depois de Rosa nascer, sua mãe morre, mas Rosa cresce até se tornar uma mocinha. Logo depois que o coronel descobre que Rosa está viva e na fazenda de Leôncio, ele a compra por muito dinheiro, e então a assume como filha.
  26. 26. . PROTAGONISTA Isaura: Uma escrava branca, da cor do marfim, magra, estatura pequena, cabelos longos, muito bonita, pura, virginal, possuía um caráter nobre, inteligente, era dotada de natural bondade e muito singela de coração, além disso, sabia ler e escrever, falava italiano, francês e tocava piano. . ANTAGONISTA Leôncio é o vilão leviano, devasso e insensível que, de “criança incorrigível e insubordinada” e adolescente que sangra a carteira do pai com suas aventuras, acaba por tornar-se um homem cruel e inescrupuloso. Homem de aparência rude era o herdeiro de todos os maus instintos e devassidão do comendador, seu pai. Nutre por Isaura o mais cego e violento amor.
  27. 27. FOCO NARRATIVO O foco narrativo do livro Escrava Isaura é na terceira pessoa. . TEMPO (QUANDO A DURAÇÃO APROXIMADAMENTE DA HISTÓRIA) Escrito na campanha abolicionista (1875). O autor pretende, nesta obra, fazer uma acusação documentada anti - escravo e da liberdade. O autor explorou uma das questões mais polêmicas da sociedade brasileira da época: a escravidão. . LUGAR (ES) ONDE ACONTECEU O ROMANCE. Município de Campos de Goitacases (Rio de Janeiro) e Recife.
  28. 28. CONCLUSÃO A história se passa em uma fazenda em campos de goitacazes. Isaura é uma escrava branca e bem educada, mas é assediada pelo se senhor Leôncio, recém- casado com Malvina. Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio como já havia feito no passado. Para que Isaura o cedesse, manda ela pra trabalhar junto com as outras escravas, na senzala, mesmo assim Isaura aceita e suporta seu destino sem ceder a Leôncio afirmando que o mesmo era dono de seu corpo, mas não de seu coração e diz que seu coração é livre e que ninguém pode escravizá-lo nem mesmo o próprio dono, Leôncio enfurecido ameaça a colocá-la no tronco. É ai que seu pai ex-feitor consegue tira-la de lá e à leva para Recife, em Recife, Isaura assume uma outra identidade e passa a ser chamada de Elvira, com essa identidade Isaura conhece Álvaro, homem por quem se apaixona e é correspondida.
  29. 29. Isaura vai a um baile no qual é desmascarada e reconhecida. Álvaro um pouco surpreso quase não acredita, mas quer evitar que Leôncio a leve de volta tentando comprá-la, mas não consegue vencer o vilão que leva Isaura novamente para a fazenda. Mas Leôncio esta falindo e para punir Isaura ele obriga a mesma a casar-se com Belchior porem Álvaro descobre a falência de Leôncio e torna-se proprietário de todos os seus bens inclusive Isaura. No dia do casamento de Isaura antes que se celebrasse a cerimônia, Álvaro aparece e reclama seus direitos a Leôncio. Vendo-se derrotado e na miséria, Leôncio teve uma morte misteriosa. Tudo termina, com a punição dos culpados e o triunfo dos justos.
  30. 30. REFERÊNCIAS 1: WWW.BRASILESCOLA .COM .BR 2: WWW.INFOESCOLA. COM. BR 3: WWW.YAHOO.COM.BR 4 : WWW .WIKIPEDIA.COM.BR

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