Histórico e Exame físico
Respiratório: Avaliação do
Enfermeiro
Enfermeira residente: Tallita Veríssimo
Março - 2013
PRONTO SOCORRO CARDIOLÓGICO DE PERNAMBUCO
PROFº LUIZ TAVARES
PROGRAMA DE ESPECIALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA
MODALIDADE RESIDÊNCIA
Objetivo
• Compreender a sequência investigativa que compõe o
histórico de enfermagem no sistema respiratório.
• Identificar os sinais e sintomas mais frequentes em
pacientes com distúrbios respiratórios.
• Conhecer os métodos propedêuticos para elaboração do
exame físico do sistema respiratório.
• Diferenciar as características dos sons respiratórios
normais e adventícios.
Histórico do paciente
• Avaliação da história familiar
• Tabagismo
• Alergias
• Dispnéia
• Fraqueza
Histórico do paciente
• Ocupação
• Procedência
• Condições de habitação
• Fadiga
• Febre
Histórico do paciente
• Tosse persistente
• Expectoração
▫ Rósea edema agudo de pulmão
▫ Mucóide resfriados, bronquite e infecções virais
▫ Amarelado ou esverdeado infecções bacterianas
▫ Cor de ferrugem tuberculose e pneumonia pneumocócica
• Hemoptise
• Dor torácica
Métodos
propedêuticos
Inspeção
Percussão
Ausculta
Palpação
Exame físico
• Inspeção estática
▫ Condições da pele
 Coloração
 Integridade
 Cicatrizes
▫ Abaulamento
▫ Retrações
Baqueteamento digitalCirculação colateral
Cianose
Exame físico
• Inspeção estática
▫ Assimetria
▫ Configuração do tórax:
Tórax em
barril
CifoescolioseNormal
Tórax de
pombo
Tórax em
funil
Exame físico
• Inspeção dinâmica
▫ Frequência respiratória: Fr = 12 a 20 rpm
▫ Amplitude
▫ Ritmo: relação entre inspiração e expiração
▫ Uso de musculatura acessória
▫ Retrações ou tiragem intercostal
Superficial
Profunda
Exame físico
Padrões respiratórios Definição
Eupnéia Padrão normal da respiração Fr= 12 a
20 rpm.
Taquipnéia Respiração rápida e superficial > 24
rpm.
Bradpnéia Respiração com profundidade normal
e ritmo regular < 10 rpm.
Hiperventilação Frequência e profundidade da
respiração aumentadas.
Hipoventilação Respiração superficial e irregular.
Apnéia Período de cessação da respiração.
Exame físico
• Padrões respiratórios:
▫ Respiração de Kussmaul – rápida e profunda,
sem pausas.
Exame físico
• Padrões respiratórios:
▫ Respiração de Cheyne- Stokes – frequência e
profundidade da respiração aumentam e depois
diminuem até períodos de apnéia.
Apnéia
Exame físico
• Padrões respiratórios:
▫ Respiração de Biot – período de respiração
irregular seguidos por períodos variado de apnéia.
Exame físico
• Palpação torácica
▫ Linfonodos
▫ Traquéia
Cervicais
Supra claviculares
Axilares
Exame físico
• Palpação torácica
• Hipersensibilidade
• Massas
• Lesões
Exame físico
Excursão respiratória
• Palpação torácica
Excursão respiratória posterior.Excursão respiratória anterior.
Exame físico
Frêmito tátil ou vocal
•Palpação torácica
Exame físico
•Percussão torácica
Percussão do tórax posterior.
5 a 6 cm
Exame físico
Sons da percussão Exemplos
Ressonância ou claro pulmonar Normal
Submacicez Derrame pleural
Macicez Pneumonia lobar
Hiper-ressonância Enfisema, pneumotórax
Timpanismo Grande pneumotórax
• Percussão torácica
Exame físico
Excursão diafragmática
• Percussão torácica
Avaliação da expansibilidade torácica.
Mudança
de som do
claro
pulmonar
p maciço.
Exame físico
• Ausculta torácica
▫ Murmúrios vesiculares
Exame físico
Tipo Localização Tom
Vesicular Todo o campo pulmonar,
exceto esterno e entre as
escápulas.
Baixo
Brônquico Traquéia e laringe. Alto
Bronquiovesicular No 1º e 2º espaços
intercostais,
anteriormente e entre as
escápulas.
Médio
•Ausculta
Murmúrios vesiculares
Exame físico
• Ausculta torácica
▫ Ruídos adventícios
Tipo Localização Problemas
associados
Características
Atrito pleural Superfícieis pleurais Pleurite Som de rangido, creptante
ouvido geralmente entre a
inspiração e expiração.
Crepitações
(Estertores)
Vias aéreas periféricas e
alvéolos
Atelectasia
Inflamação
Excesso de líquido ou
muco
Sons discretos e
descontínuos que
resultam a reabertura
tardia das vias aéreas.
Roncos Vias aéreas calibrosas Inflamação
Excesso de líquido ou
muco
Sons grosseiros e graves.
Som contínuo.
Sibilos Vias aéreas greandes ou
pequenas
Broncoconstrição por
broncoespasmo
Som musical contínuo.
Geralmente, expiratório.
Exame físico
• Ausculta torácica
▫ Sons vocais
 É a ausculta dos sons produzidos no momento de
determinadas palavras.
Sons vocais
Broncofonia
Som mais alto que o
normal quando auscultada
a parede torácica,
detectável durante a
pronúncia do “33”.
Tecido pulmonar
condensado
Egofonia
É uma modificação na
qualidade do som da letra
“i” para “ê” com uma
qualidade anasalada.
Tecido pulmonar
condensado
Pectorilóquia afônica
ou fônica
Som susurrado mais alto e
claro que o normal, audíveis
na pronúncia do 1,2 e 3.
Consolidação resultante de
tumores, pneumonia ou
fibrose pulmonar.
Referências
• BRUNNER, Lillian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith.; BARE,
Brenda G. Tratado de enfermagem medico-cirurgica. 10. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
• PALOMO, Jurema da Silva Herbas. Enfermagem em
cardiologia: cuidados avancados. Barueri, SP: Manole, 2007.
Obrigada pela atenção!

Histórico e exame físico respiratório

  • 1.
    Histórico e Examefísico Respiratório: Avaliação do Enfermeiro Enfermeira residente: Tallita Veríssimo Março - 2013 PRONTO SOCORRO CARDIOLÓGICO DE PERNAMBUCO PROFº LUIZ TAVARES PROGRAMA DE ESPECIALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA MODALIDADE RESIDÊNCIA
  • 2.
    Objetivo • Compreender asequência investigativa que compõe o histórico de enfermagem no sistema respiratório. • Identificar os sinais e sintomas mais frequentes em pacientes com distúrbios respiratórios. • Conhecer os métodos propedêuticos para elaboração do exame físico do sistema respiratório. • Diferenciar as características dos sons respiratórios normais e adventícios.
  • 3.
    Histórico do paciente •Avaliação da história familiar • Tabagismo • Alergias • Dispnéia • Fraqueza
  • 4.
    Histórico do paciente •Ocupação • Procedência • Condições de habitação • Fadiga • Febre
  • 5.
    Histórico do paciente •Tosse persistente • Expectoração ▫ Rósea edema agudo de pulmão ▫ Mucóide resfriados, bronquite e infecções virais ▫ Amarelado ou esverdeado infecções bacterianas ▫ Cor de ferrugem tuberculose e pneumonia pneumocócica • Hemoptise • Dor torácica
  • 6.
  • 7.
    Exame físico • Inspeçãoestática ▫ Condições da pele  Coloração  Integridade  Cicatrizes ▫ Abaulamento ▫ Retrações Baqueteamento digitalCirculação colateral Cianose
  • 8.
    Exame físico • Inspeçãoestática ▫ Assimetria ▫ Configuração do tórax: Tórax em barril CifoescolioseNormal Tórax de pombo Tórax em funil
  • 9.
    Exame físico • Inspeçãodinâmica ▫ Frequência respiratória: Fr = 12 a 20 rpm ▫ Amplitude ▫ Ritmo: relação entre inspiração e expiração ▫ Uso de musculatura acessória ▫ Retrações ou tiragem intercostal Superficial Profunda
  • 10.
    Exame físico Padrões respiratóriosDefinição Eupnéia Padrão normal da respiração Fr= 12 a 20 rpm. Taquipnéia Respiração rápida e superficial > 24 rpm. Bradpnéia Respiração com profundidade normal e ritmo regular < 10 rpm. Hiperventilação Frequência e profundidade da respiração aumentadas. Hipoventilação Respiração superficial e irregular. Apnéia Período de cessação da respiração.
  • 11.
    Exame físico • Padrõesrespiratórios: ▫ Respiração de Kussmaul – rápida e profunda, sem pausas.
  • 12.
    Exame físico • Padrõesrespiratórios: ▫ Respiração de Cheyne- Stokes – frequência e profundidade da respiração aumentam e depois diminuem até períodos de apnéia. Apnéia
  • 13.
    Exame físico • Padrõesrespiratórios: ▫ Respiração de Biot – período de respiração irregular seguidos por períodos variado de apnéia.
  • 14.
    Exame físico • Palpaçãotorácica ▫ Linfonodos ▫ Traquéia Cervicais Supra claviculares Axilares
  • 15.
    Exame físico • Palpaçãotorácica • Hipersensibilidade • Massas • Lesões
  • 16.
    Exame físico Excursão respiratória •Palpação torácica Excursão respiratória posterior.Excursão respiratória anterior.
  • 17.
    Exame físico Frêmito tátilou vocal •Palpação torácica
  • 18.
  • 19.
    Exame físico Sons dapercussão Exemplos Ressonância ou claro pulmonar Normal Submacicez Derrame pleural Macicez Pneumonia lobar Hiper-ressonância Enfisema, pneumotórax Timpanismo Grande pneumotórax • Percussão torácica
  • 20.
    Exame físico Excursão diafragmática •Percussão torácica Avaliação da expansibilidade torácica. Mudança de som do claro pulmonar p maciço.
  • 21.
    Exame físico • Auscultatorácica ▫ Murmúrios vesiculares
  • 22.
    Exame físico Tipo LocalizaçãoTom Vesicular Todo o campo pulmonar, exceto esterno e entre as escápulas. Baixo Brônquico Traquéia e laringe. Alto Bronquiovesicular No 1º e 2º espaços intercostais, anteriormente e entre as escápulas. Médio •Ausculta Murmúrios vesiculares
  • 23.
    Exame físico • Auscultatorácica ▫ Ruídos adventícios Tipo Localização Problemas associados Características Atrito pleural Superfícieis pleurais Pleurite Som de rangido, creptante ouvido geralmente entre a inspiração e expiração. Crepitações (Estertores) Vias aéreas periféricas e alvéolos Atelectasia Inflamação Excesso de líquido ou muco Sons discretos e descontínuos que resultam a reabertura tardia das vias aéreas. Roncos Vias aéreas calibrosas Inflamação Excesso de líquido ou muco Sons grosseiros e graves. Som contínuo. Sibilos Vias aéreas greandes ou pequenas Broncoconstrição por broncoespasmo Som musical contínuo. Geralmente, expiratório.
  • 24.
    Exame físico • Auscultatorácica ▫ Sons vocais  É a ausculta dos sons produzidos no momento de determinadas palavras.
  • 25.
    Sons vocais Broncofonia Som maisalto que o normal quando auscultada a parede torácica, detectável durante a pronúncia do “33”. Tecido pulmonar condensado Egofonia É uma modificação na qualidade do som da letra “i” para “ê” com uma qualidade anasalada. Tecido pulmonar condensado Pectorilóquia afônica ou fônica Som susurrado mais alto e claro que o normal, audíveis na pronúncia do 1,2 e 3. Consolidação resultante de tumores, pneumonia ou fibrose pulmonar.
  • 26.
    Referências • BRUNNER, LillianSholtis; SUDDARTH, Doris Smith.; BARE, Brenda G. Tratado de enfermagem medico-cirurgica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. • PALOMO, Jurema da Silva Herbas. Enfermagem em cardiologia: cuidados avancados. Barueri, SP: Manole, 2007.
  • 27.