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Roteiro geral paraanamnese
(ROCCO, 2022; PORTO, 2019; POTTER, 2018)
• A história de enfermagem é dividida em seis componentes,
incluindo:
(1) Queixa principal;
(2) História da doença atual;
(3) História patológica pregressa;
(4) História familiar;
(5) História pessoal e social;
(6) Revisão dos sistemas.
8.
8
INVESTIGAR
• Queixa principal:tosse, dor no tórax ao respirar, hemoptise, escarro, alergias.
• Histórico prévio de doenças respiratórias (p.ex., bronquite, enfisema,
infecções respiratórias superiores);
• Histórico familiar: tuberculose, enfisema, asma, neoplasia, fibrose cística;
• Fatores de risco – idade, obesidade, tabagismo, exposição ambiental a
alérgenos;
• Exposição ambiental que afete a respiração (risco ocupacional, ambiente
urbano);
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INSPEÇÃO ESTÁTICA
• Observarexpressão facial (sinais de sofrimento e angústia);
• Avaliar condição e coloração da pele (cianose e palidez);
• Abaulamentos e retrações no tórax;
• Tipos de tórax;
• As escápulas dispõem-se simetricamente em cada hemitórax;
• Presença de dispositivos para suplementação de oxigênio
(p.ex., máscara facial, cateter nasal);
• Hipocratismo digital.
(SILVA JÚNIOR; RABAHI, 2019. p.274; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
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INSPEÇÃO DINÂMICA
Frequência;
Ritmo;
Profundidade ou amplitude;
Tipo respiratório.
(MATTOS et al., 2017. p. 159-60; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
20.
(BETTENCOURT et al.,2022. p. 197) 20
VARIAÇÕES DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Eupnéia ou Normopnéia – FR está dentro do intervalo de
normalidade (12 a 20 mrpm);
Taquipnéia – FR > 20 m.r.p.m;
Bradipnéia – FR <12 m.r.p.m;
Apnéia – ausência de respirações (em intervalos ou contínua);
Dispnéia – Dificuldade para respirar. Respirações que exigem
esforço excessivo.
21.
21
RITMO
Regular: observadona respiração normal. Não há
interrupções. A relação aproximada do tempo inspiratório para
o tempo expiratório é de 1:2;
Irregular: Ritmo descontínuo, observado em bebês.
PROFUNDIDADE/AMPLITUDE
Superficial: Ocorre durante o repouso, sono.
Profunda: Exercícios, emoções.
22.
22
PADRÃO/TIPO RESPIRATÓRIO
Respiraçãotorácica ou costal superior: Há predomínio da
elevação do tórax sobre o abdome durante o ato inspiratório, sendo
mais comum em mulheres.
Respiração diafragmática ou abdominal/toracoabdominal:
Há predomínio de elevação do abdome em relação ao tórax durante
o ato inspiratório, sendo mais comum no sexo masculino e em
crianças.
(MATTOS et al., 2017. p. 159-60; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
23.
23
FATORES QUE AFETAMA RESPIRAÇÃO
Idade ( Idade FR );
Medicamentos (sedativos FR; anfetaminas FR);
Estresse
Exercícios
Altitude elevadas ( FR e amplitude dos movimentos);
Sexo (Homens possuem FR > que a FR das mulheres);
Posição Corporal
Febre
Dor
24.
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AVALIANDO O FRÊMITOTÁTIL
O frêmito refere-se às vibrações palpáveis sentidas através da
parede torácica quando o paciente fala;
O frêmito Tátil ou Toracovocal (TRV) é avaliado colocando a
superfície palmar das mãos contra os lados opostos da parede
torácica e solicitando que o paciente repita a palavra “33”.
O frêmito é descrito como normal, diminuído, ou aumentado.
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FIQUE ATENTO!!!
Vibraçõesmais fortes são sentidas nas áreas de
condensação pulmonar (ex: pneumonia, câncer de pulmão e
fibrose pulmonar);
A redução ou ausência do frêmito: está associada com
anormalidades que afastam o pulmão da parede torácica
(ex: derrame pleural, pneumotórax, enfisema, obesidade,
atelectasia);
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Os sonsrespiratórios normais resultam da transmissão de vibrações
padronizadas pela movimentação do ar nas vias aéreas.
São denominados de:
Murmúrio vesicular (auscultado em toda a extensão do tórax, sendo
mais intenso nas bases pulmonares).
Som brônquico (auscultado sobre o manúbrio esternal e nas áreas de
projeção da traqueia).
Som broncovesicular (auscultado nas grandes vias aéreas centrais – 1º e
2º EIC tórax anterior; 3º e 4º EIC entre as escapulas).
AUSCULTA
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CREPITAÇÕES (ESTERTORES):AUSCULTADO DURANTE A INSPIRAÇÃO. O SOM NÃO
DESAPARECE COM A TOSSE. EX.: EDEMA PULMONAR
RONCOS: AUSCULTADO MAIS FACILMENTE DURANTE A EXPIRAÇÃO. O SOM PODE
DESAPARECE COM A TOSSE. EX.: BRONQUITE.
SIBILOS: AUSCULTADO DURANTE A EXPIRAÇÃO E A INSPIRAÇÃO. EX.: ASMA.
ATRITO PLEURAL: RESULTANTE DA INFLAMAÇÃO DA PLEURA. AUDÍVEL NA EXP. E
NA INSP.
CORNAGEM (ESTRIDOR): RESPIRAÇÃO RUIDOSA DEVIDO À OBSTRUÇÃO NO NÍVEL
DA LARINGE. EX.: EDEMA DE GLOTE.
SONS RESPIRATÓRIOS ANORMAIS
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Referências
• BETTENCOURT, A.R. C.; MAURINO, I. C.; PRADO, P. R.; ZEITOUN, S. S.; MARTINS, I.;
LEITE, A. L. Exame do Tórax: aparelho respiratório. In: BARROS, A. L. B. L. Anamnese e
exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 4ª. ed. Porto Alegre: Artmed,
2022. Capítulo 10. p.182—213.
• CHAVES, L. C.; FIORANO, A. M. M.; POSSO, M. B. S. Avaliação física em enfermagem do
sistema respiratório. In: CHAVES, L. C; POSSO, M.B.S (Org.). Avaliação física em
enfermagem. Barueri(SP): Manole, 2012. p.247-83.
• HINKLE, J..; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-
cirúrgica. 14ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. p. 484-512.
• JENSEN, S. Semiologia na Prática Clínica. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
• NETTINA, S. M. Prática de enfermagem. 10.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
p. 191-268.