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Semiologia do Sistema
Respiratório
Profa. Dra. Máguida
Gomes da Silva
REVISANDO
A ANATOMIA
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REVISANDO
A ANATÔMIA
(BETTENCOURT et al., 2016. p. 206; HINKLE; CHEEVER, 2020. p. 484) 3
Sistema
respiratório
Vias aéreas
superiores
Vias aéreas
inferiores
(ROCCO, 2022. p.98-99) 4
Os pulmões são estruturas elásticas divididos em
lobos.
(GOOGLE, 2022) 5
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ANAMNESE
O QUE PERGUNTAR?
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Roteiro geral para anamnese
(ROCCO, 2022; PORTO, 2019; POTTER, 2018)
• A história de enfermagem é dividida em seis componentes,
incluindo:
(1) Queixa principal;
(2) História da doença atual;
(3) História patológica pregressa;
(4) História familiar;
(5) História pessoal e social;
(6) Revisão dos sistemas.
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INVESTIGAR
• Queixa principal: tosse, dor no tórax ao respirar, hemoptise, escarro, alergias.
• Histórico prévio de doenças respiratórias (p.ex., bronquite, enfisema,
infecções respiratórias superiores);
• Histórico familiar: tuberculose, enfisema, asma, neoplasia, fibrose cística;
• Fatores de risco – idade, obesidade, tabagismo, exposição ambiental a
alérgenos;
• Exposição ambiental que afete a respiração (risco ocupacional, ambiente
urbano);
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EXAME FÍSICO DO TÓRAX:
APARELHO RESPIRATÓRIO
INSPEÇÃO, PALPAÇÃO, PERCUSSÃO, AUSCULTA
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MARCOS ANATÔMICOS
Bifurcação da traqueia Usado para diferenciar os
biótipos
Indica a projeção dos ápices
pulmonares na parede do
tórax
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MARCOS ANATÔMICOS
(BETTENCOURT et al., 2022; PORTO, 2019)
Tórax anterior Tórax posterior Tórax lateral
ou
linha
vertebral
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INSPEÇÃO ESTÁTICA
• Observar expressão facial (sinais de sofrimento e angústia);
• Avaliar condição e coloração da pele (cianose e palidez);
• Abaulamentos e retrações no tórax;
• Tipos de tórax;
• As escápulas dispõem-se simetricamente em cada hemitórax;
• Presença de dispositivos para suplementação de oxigênio
(p.ex., máscara facial, cateter nasal);
• Hipocratismo digital.
(SILVA JÚNIOR; RABAHI, 2019. p.274; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
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BAQUETEAMENTO DIGITAL
Dedos adquirem um
aspecto bulboso.
Angulação
de 160º
Angulação
de 180º
(GOOGLE, 2022) 18
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INSPEÇÃO DINÂMICA
 Frequência;
 Ritmo;
 Profundidade ou amplitude;
 Tipo respiratório.
(MATTOS et al., 2017. p. 159-60; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
(BETTENCOURT et al., 2022. p. 197) 20
VARIAÇÕES DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Eupnéia ou Normopnéia – FR está dentro do intervalo de
normalidade (12 a 20 mrpm);
Taquipnéia – FR > 20 m.r.p.m;
Bradipnéia – FR <12 m.r.p.m;
Apnéia – ausência de respirações (em intervalos ou contínua);
Dispnéia – Dificuldade para respirar. Respirações que exigem
esforço excessivo.
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RITMO
 Regular: observado na respiração normal. Não há
interrupções. A relação aproximada do tempo inspiratório para
o tempo expiratório é de 1:2;
 Irregular: Ritmo descontínuo, observado em bebês.
PROFUNDIDADE/AMPLITUDE
 Superficial: Ocorre durante o repouso, sono.
 Profunda: Exercícios, emoções.
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PADRÃO/TIPO RESPIRATÓRIO
 Respiração torácica ou costal superior: Há predomínio da
elevação do tórax sobre o abdome durante o ato inspiratório, sendo
mais comum em mulheres.
 Respiração diafragmática ou abdominal/toracoabdominal:
Há predomínio de elevação do abdome em relação ao tórax durante
o ato inspiratório, sendo mais comum no sexo masculino e em
crianças.
(MATTOS et al., 2017. p. 159-60; TANNURE; COSTA; SILVA, 2017. p.158-60)
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FATORES QUE AFETAM A RESPIRAÇÃO
 Idade ( Idade FR );
 Medicamentos (sedativos FR; anfetaminas FR);
 Estresse
 Exercícios
 Altitude elevadas ( FR e amplitude dos movimentos);
 Sexo (Homens possuem FR > que a FR das mulheres);
 Posição Corporal
 Febre
 Dor
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AVALIANDO O FRÊMITO TÁTIL
 O frêmito refere-se às vibrações palpáveis sentidas através da
parede torácica quando o paciente fala;
 O frêmito Tátil ou Toracovocal (TRV) é avaliado colocando a
superfície palmar das mãos contra os lados opostos da parede
torácica e solicitando que o paciente repita a palavra “33”.
 O frêmito é descrito como normal, diminuído, ou aumentado.
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TÉCNICA PARA AVALIAÇÃO DO FRÊMITO TÁTIL
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FIQUE ATENTO!!!
 Vibrações mais fortes são sentidas nas áreas de
condensação pulmonar (ex: pneumonia, câncer de pulmão e
fibrose pulmonar);
 A redução ou ausência do frêmito: está associada com
anormalidades que afastam o pulmão da parede torácica
(ex: derrame pleural, pneumotórax, enfisema, obesidade,
atelectasia);
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REGIÕES PARA AVALIAR A PERCUSSÃO
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REGIÕES PARA AVALIAR A PERCUSSÃO
 Possíveis resultados da percussão pulmonar:
 Claro pulmonar (Normal);
 Maciço (ex: Condensação pulmonar – pneumonia, tumor, derrame
pleural);
 Som submaciço
 Hirperressonante (ex: enfisema pulmonar, pneumotórax)
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SONS ENCONTRADO NA PERCUSSÃO – VISTA ANTERIOR
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SONS ENCONTRADO NA PERCUSSÃO – VISTA POSTERIOR
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 Os sons respiratórios normais resultam da transmissão de vibrações
padronizadas pela movimentação do ar nas vias aéreas.
 São denominados de:
 Murmúrio vesicular (auscultado em toda a extensão do tórax, sendo
mais intenso nas bases pulmonares).
 Som brônquico (auscultado sobre o manúbrio esternal e nas áreas de
projeção da traqueia).
 Som broncovesicular (auscultado nas grandes vias aéreas centrais – 1º e
2º EIC tórax anterior; 3º e 4º EIC entre as escapulas).
AUSCULTA
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REGIÕES PARA AUSCULTA
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REGIÕES PARA AUSCULTA
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 CREPITAÇÕES (ESTERTORES): AUSCULTADO DURANTE A INSPIRAÇÃO. O SOM NÃO
DESAPARECE COM A TOSSE. EX.: EDEMA PULMONAR
 RONCOS: AUSCULTADO MAIS FACILMENTE DURANTE A EXPIRAÇÃO. O SOM PODE
DESAPARECE COM A TOSSE. EX.: BRONQUITE.
 SIBILOS: AUSCULTADO DURANTE A EXPIRAÇÃO E A INSPIRAÇÃO. EX.: ASMA.
 ATRITO PLEURAL: RESULTANTE DA INFLAMAÇÃO DA PLEURA. AUDÍVEL NA EXP. E
NA INSP.
 CORNAGEM (ESTRIDOR): RESPIRAÇÃO RUIDOSA DEVIDO À OBSTRUÇÃO NO NÍVEL
DA LARINGE. EX.: EDEMA DE GLOTE.
SONS RESPIRATÓRIOS ANORMAIS
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ATIVIDADE
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Referências
• BETTENCOURT, A. R. C.; MAURINO, I. C.; PRADO, P. R.; ZEITOUN, S. S.; MARTINS, I.;
LEITE, A. L. Exame do Tórax: aparelho respiratório. In: BARROS, A. L. B. L. Anamnese e
exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 4ª. ed. Porto Alegre: Artmed,
2022. Capítulo 10. p.182—213.
• CHAVES, L. C.; FIORANO, A. M. M.; POSSO, M. B. S. Avaliação física em enfermagem do
sistema respiratório. In: CHAVES, L. C; POSSO, M.B.S (Org.). Avaliação física em
enfermagem. Barueri(SP): Manole, 2012. p.247-83.
• HINKLE, J..; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-
cirúrgica. 14ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. p. 484-512.
• JENSEN, S. Semiologia na Prática Clínica. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
• NETTINA, S. M. Prática de enfermagem. 10.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
p. 191-268.