PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA
Prof. Dr. Virgílio AguiarProf. Dr. Virgílio Aguiar
20162016
PROPEDÊUTICA ou SEMIOLOGIA ?PROPEDÊUTICA ou SEMIOLOGIA ?
Semiologia
Vem do grego semeîon (sinal) + lógos (tratado)
Estudo dos sinais e sintomas das doenças
Propedêutica
Vem do francês propedéutique, vindo do alemão propädeutik,
Por sua vez vindo também do grego :
Pro (antes) + paideúein (ensinar) + tikos (sufixo
p/adjetivos)
Preparatório, o que serve de introdução, ou
Conjuntos de conhecimentos prévios e regras necessárias para
estudar uma ciência
PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA
ouou
SEMIOLOGIA:SEMIOLOGIA:
ANAMNESE ou HISTÓRIAANAMNESE ou HISTÓRIA
EXAME FÍSICOEXAME FÍSICO
EXAMES COMPLEMENTARESEXAMES COMPLEMENTARES
PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA
ANAMNESE - o contrário de amnésia = lembrança
Bate-papo que segue um roteiro
Processo para descobrir a doença e suas causas
Finalidade:
Conhecer o paciente
“As doenças podem ser semelhantes, mas os pacientes
nunca são iguais”
ROTINA PROPEDÊUTICA :
VITAL PARA O EXERCÍCIO DA MEDICINA
Mesmo roteiro no mundo inteiro
ANAMNESE ou HISTÓRIA:ANAMNESE ou HISTÓRIA:
Interrogatório onde se coletam,Interrogatório onde se coletam,
de maneira sistemática, osde maneira sistemática, os
sintomassintomas
do paciente,do paciente, detalhando-osdetalhando-os ee
colocando-os em ordem cronológicacolocando-os em ordem cronológica
ANAMNESE:ANAMNESE:
Sub-divisões:Sub-divisões:
Queixa principal – História da doença atualQueixa principal – História da doença atual
Interrogatório sobre os aparelhos e sistemasInterrogatório sobre os aparelhos e sistemas
Antecedentes pessoais e familiaresAntecedentes pessoais e familiares
Hábitos e condições de vidaHábitos e condições de vida
Medicamentos em usoMedicamentos em uso
História ocupacionalHistória ocupacional
ANAMNESE ou HISTÓRIA:ANAMNESE ou HISTÓRIA:
A CAUSA MAIS FREQUENTE DEA CAUSA MAIS FREQUENTE DE
ERRO DIAGNÓSTICO É UMAERRO DIAGNÓSTICO É UMA
HISTÓRIA MAL FEITAHISTÓRIA MAL FEITA
ANAMNESE:ANAMNESE:
O paciente não sabe como relatarO paciente não sabe como relatar
as suas queixas; o médico deveas suas queixas; o médico deve
saber como obtê-lassaber como obtê-las
Tem que fazer as perguntas certasTem que fazer as perguntas certas
e criar um ambiente favorável parae criar um ambiente favorável para
as respostasas respostas
ANAMNESE:ANAMNESE:
Perguntas – chave:Perguntas – chave:
. Por que o sr. veio consultar?. Por que o sr. veio consultar?
. Em que posso ajudar?. Em que posso ajudar?
. Quando começou?. Quando começou?
. Estava bem até quando?. Estava bem até quando?
. Sofre de alguma doença?. Sofre de alguma doença?
. E o que aconteceu depois?. E o que aconteceu depois?
. E atualmente, como está?. E atualmente, como está?
ANAMNESE: EntrevistaANAMNESE: Entrevista
Ir ao encontro /Chamar pelo nome /Cumprimentar/ Identificar-se
Convidar a sentar e ficar à vontade/ Idem familiar/ acompanhante
Perguntas chave / Saber escutar
Conduzir a entrevista para as informações úteis
Lembrar que a entrevista pode prosseguir durante o ex. físico
Atitude formal, informal, paternalista (adequar)
A maioria das vezes o tempo disponível é restrito
Os médicos experientes tendem a integrar os sintomas e os sinais
sobre uma base de síndromes.
Esquema para análise de sintomas -1:Esquema para análise de sintomas -1:
. Início (quando e como). Início (quando e como)
. Duração. Duração
. Intensidade (graduar - ex.: 1 a 10). Intensidade (graduar - ex.: 1 a 10)
. Horário. Horário
. Fatores desencadeantes. Fatores desencadeantes
. Fatores atenuantes. Fatores atenuantes

Esquema para análise de sintomas-2:Esquema para análise de sintomas-2:
. Evolução do sintoma. Evolução do sintoma
.. Aparecimento de sintomas relacionadosAparecimento de sintomas relacionados
. Relação com outras queixas. Relação com outras queixas
. Situação do sintoma no momento. Situação do sintoma no momento
. “Nega” ?. “Nega” ?
Dificuldades na AnamneseDificuldades na Anamnese
O PacienteO Paciente
• Torporoso / comatosoTorporoso / comatoso
• AgitadoAgitado
• ViolentoViolento
• AlcoolizadoAlcoolizado
• Incapacitado de falarIncapacitado de falar
• ““SujoSujo””
Dificuldades na anamneseDificuldades na anamnese
O CenárioO Cenário
• Pressão socialPressão social
• Falta de limiteFalta de limite
• Superlotação / triagemSuperlotação / triagem
• ImprevisibilidadeImprevisibilidade
• ComplexidadeComplexidade
• Iminência do caosIminência do caos
Cenários clínicosCenários clínicos
• Consultório privadoConsultório privado
• AmbulatórioAmbulatório
• LeitosLeitos
• UrgênciaUrgência
• EmergênciaEmergência
• Tratamento intensivoTratamento intensivo
• Situações públicasSituações públicas
AnamneseAnamnese
Não esquecer !Não esquecer !
SINTOMAS GERAIS INESPECÍFICOS:SINTOMAS GERAIS INESPECÍFICOS:
FebreFebre
Astenia (sensação de fraqueza)Astenia (sensação de fraqueza)
Alterações do pesoAlterações do peso
Sudorese/ CalafriosSudorese/ Calafrios
PruridoPrurido
Alterações cutâneasAlterações cutâneas
Alterações do desenvolvimento físicoAlterações do desenvolvimento físico
AnamneseAnamnese
Não esquecer !Não esquecer !
• Padrão de exposição ocupacionalPadrão de exposição ocupacional
• História familiar / contatos pessoaisHistória familiar / contatos pessoais
• Doença restrita ao órgão ou sistemaDoença restrita ao órgão ou sistema
responsável pelo sintoma principal?responsável pelo sintoma principal?
• História medicamentosaHistória medicamentosa
• HábitosHábitos
AnamneseAnamnese
Não esquecer !Não esquecer !
• Formas de transição saúde – doençaFormas de transição saúde – doença
Instantânea: Agressão/TraumaInstantânea: Agressão/Trauma
Doença aguda: considerar diasDoença aguda: considerar dias
Doença crônica: semanas/anosDoença crônica: semanas/anos
Anamnese – doenças ocupacionaisAnamnese – doenças ocupacionais
Não esquecer !Não esquecer !
• Padrão de exposição ocupacionalPadrão de exposição ocupacional
Deve ser bem detalhado:Deve ser bem detalhado:
-Atividade exercida-Atividade exercida
-Tempo em que foi exercida-Tempo em que foi exercida
- Informações sôbre as características do local- Informações sôbre as características do local
de trabalho: Poluentes, animais, pacientes, etc.de trabalho: Poluentes, animais, pacientes, etc.
AnamneseAnamnese
Não esquecer !Não esquecer !
• História medicamentosa:História medicamentosa:
• Medicamento são responsáveis por sintomas,Medicamento são responsáveis por sintomas,
com muita frequênciacom muita frequência
Exs:Exs:
Amiodarona – doença intersticialAmiodarona – doença intersticial
Betabloqueadores – broncoespasmoBetabloqueadores – broncoespasmo
Inibidores da ECA – tosseInibidores da ECA – tosse
Anamnese - TabagismoAnamnese - Tabagismo
• Idade de inícioIdade de início
• Quantificação:Quantificação:
• pack-years =pack-years = maços/anos = índice tabágicomaços/anos = índice tabágico
- número de cigarros por dia / 20 X anos- número de cigarros por dia / 20 X anos
EExx 20 cig [ 1 ] dia x 40 anos = 40 maços - anos20 cig [ 1 ] dia x 40 anos = 40 maços - anos
40 cig [ 2 ] dia x 20 anos = 40 maços - anos40 cig [ 2 ] dia x 20 anos = 40 maços - anos
30 cig [ 1,5 ] dia x 10 anos = 15 maços - anos30 cig [ 1,5 ] dia x 10 anos = 15 maços - anos
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Palpação Percussão Ausculta
Exame físico especial:
Oftalmologia
Otorrinolaringologia Proctologia Genitourinário
Respeitar o pudor do paciente
Delicadeza no exame, evitando dor desnecessária
Respeitar regras de isolamento (uso de luvas, máscara, etc.)
Lavar as mãos antes do exame
Inspeção:Inspeção:
TIPOS DETIPOS DE
TÓRAXTÓRAX
TÉCNICA DE VERIFICAÇÃO DA EXPANSIBILIDADETÉCNICA DE VERIFICAÇÃO DA EXPANSIBILIDADE
PALPAÇÃOPALPAÇÃO
TÓRAX É UMA CAIXA DETÓRAX É UMA CAIXA DE RESSONÂNCIA DE SEUSRESSONÂNCIA DE SEUS
COMPONENTES:COMPONENTES: OSSOS, PARTES MOLES E AROSSOS, PARTES MOLES E AR
SOM CLARO PULMONAR:SOM CLARO PULMONAR: SOM NORMAL DA RESSONÂNCIA DOSSOM NORMAL DA RESSONÂNCIA DOS
OSSOS, PARTES MOLES E AROSSOS, PARTES MOLES E AR
MACICEZ HEPÁTICA:MACICEZ HEPÁTICA: 5º EID5º EID
MACICEZ CARDÍACA:MACICEZ CARDÍACA: 3º EIE3º EIE
PERCUSSÃOPERCUSSÃO
AUSCULTAAUSCULTA
Exame físico geral: RoteiroExame físico geral: Roteiro
Inspeção geral:
-Estado geral do paciente (bom,
mau ou ruim)
-Higiene
-Biotipo
-Postura --Decúbito, posição preferencial
-Facies
-Nível de consciência, fala e linguagem
-Movimentos involuntários e marcha, musculatura
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Higiene: má higiene: idosos, déficits neurológicos, depressão
Vestuário:
– excesso de roupa
- - hipotireoidismo
- - esconder marcas de agulha ou
lesões na pele
Cuidados com a aparência:
Unhas roídas – stress
Cadarço desamarrado, sandálias
- inchação dos pés (edema)
Odores corporais e hálito:
-hálito fétido do abscesso pulmonar
-hálito cetônico (diabetes descompensado)
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Nível de consciência:
Avaliar a qualidade e a velocidade da resposta
Sugestões de
perguntas: “Sabe me dizer onde estamos?
“ Que dia da semana é hoje?
Categorias:
Lúcido, alerta - resposta coerente
Letárgico, sonolento – resposta lenta coerente
Obnubilado – precisa de estímulo –resposta lenta
Torporoso – Desperta c/ estímulo doloroso resposta lenta
Comatoso – sem nenhum tipo de resposta
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Postura e sinais de desconforto:
Estratégia para trazer alívio de sintomas:
Exemplo: Decúbito lateral
Ortopnéia
Atitudes involuntárias (postura de
decerebração)
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Postura e sinais de desconforto:
Atitudes involuntárias (postura de descerebração)
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Postura e sinais de desconforto:
Atitudes involuntárias (Sinal de Trousseau)
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Inspeção Geral
Postura e sinais de desconforto:
Atitudes involuntárias (Sinal de Chvostek)
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
TREMORES:
Hipertireoidismo- tremores finos
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
TREMORES:
Doença de Parkinson – tremores de repouso
Inspeção Geral – Pele e fâneros
CIANOSECIANOSE
Inspeção Geral – Pele e fâneros
CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
Inspeção Geral – Pele e fâneros
CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
Inspeção Geral – Pele e fâneros
CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
Inspeção Geral – Pele e fâneros
EDEMAEDEMA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Pele, mucosas e fâneros:
Pele:
Inspeção Geral – Pele e fâneros
CABELOSCABELOS
Inspeção Geral – Pele e fâneros
NORMALNORMAL BAQUETEAMENTOBAQUETEAMENTO
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
FACIES
Inspeção Geral
Modificações específicas da
face
e da expressão facial
por doenças
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Facies típicas:
Miastênica
1 2 3
4 5 6
7 8 9
Acromegálica Cushingóide Mixedematosa
Renal Parkinsoniana Hipocrática
AdenoidianaLeonina
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Atenção:
Valorizar exageradamente o aspecto do segmento
cefálico pode induzir erro.
Traços constitucionais de regiões e países podem
confundir com facies patológico
FACIES
Inspeção Geral
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Medidas antropométricas:
Altura
Peso
IMC (índice de massa corpórea)= peso/altura²
Circunferência abdominal
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Sinais vitais:
Pressão arterial
Temperatura
Frequência cardíaca
Frequência respiratória
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA ESPÁSTICA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA PARKINSONIANA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA PARÉTICA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA MIOPATICA ou ANSERINA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA ATÁXICA
Exame físico geral: Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
MARCHA TABÉTICA

Exame Físico Geral 2016

  • 1.
    PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA Prof. Dr. VirgílioAguiarProf. Dr. Virgílio Aguiar 20162016
  • 2.
    PROPEDÊUTICA ou SEMIOLOGIA?PROPEDÊUTICA ou SEMIOLOGIA ? Semiologia Vem do grego semeîon (sinal) + lógos (tratado) Estudo dos sinais e sintomas das doenças Propedêutica Vem do francês propedéutique, vindo do alemão propädeutik, Por sua vez vindo também do grego : Pro (antes) + paideúein (ensinar) + tikos (sufixo p/adjetivos) Preparatório, o que serve de introdução, ou Conjuntos de conhecimentos prévios e regras necessárias para estudar uma ciência
  • 3.
    PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA ouou SEMIOLOGIA:SEMIOLOGIA: ANAMNESE ou HISTÓRIAANAMNESEou HISTÓRIA EXAME FÍSICOEXAME FÍSICO EXAMES COMPLEMENTARESEXAMES COMPLEMENTARES
  • 4.
    PROPEDÊUTICAPROPEDÊUTICA ANAMNESE - ocontrário de amnésia = lembrança Bate-papo que segue um roteiro Processo para descobrir a doença e suas causas Finalidade: Conhecer o paciente “As doenças podem ser semelhantes, mas os pacientes nunca são iguais” ROTINA PROPEDÊUTICA : VITAL PARA O EXERCÍCIO DA MEDICINA Mesmo roteiro no mundo inteiro
  • 5.
    ANAMNESE ou HISTÓRIA:ANAMNESEou HISTÓRIA: Interrogatório onde se coletam,Interrogatório onde se coletam, de maneira sistemática, osde maneira sistemática, os sintomassintomas do paciente,do paciente, detalhando-osdetalhando-os ee colocando-os em ordem cronológicacolocando-os em ordem cronológica
  • 6.
    ANAMNESE:ANAMNESE: Sub-divisões:Sub-divisões: Queixa principal –História da doença atualQueixa principal – História da doença atual Interrogatório sobre os aparelhos e sistemasInterrogatório sobre os aparelhos e sistemas Antecedentes pessoais e familiaresAntecedentes pessoais e familiares Hábitos e condições de vidaHábitos e condições de vida Medicamentos em usoMedicamentos em uso História ocupacionalHistória ocupacional
  • 7.
    ANAMNESE ou HISTÓRIA:ANAMNESEou HISTÓRIA: A CAUSA MAIS FREQUENTE DEA CAUSA MAIS FREQUENTE DE ERRO DIAGNÓSTICO É UMAERRO DIAGNÓSTICO É UMA HISTÓRIA MAL FEITAHISTÓRIA MAL FEITA
  • 8.
    ANAMNESE:ANAMNESE: O paciente nãosabe como relatarO paciente não sabe como relatar as suas queixas; o médico deveas suas queixas; o médico deve saber como obtê-lassaber como obtê-las Tem que fazer as perguntas certasTem que fazer as perguntas certas e criar um ambiente favorável parae criar um ambiente favorável para as respostasas respostas
  • 9.
    ANAMNESE:ANAMNESE: Perguntas – chave:Perguntas– chave: . Por que o sr. veio consultar?. Por que o sr. veio consultar? . Em que posso ajudar?. Em que posso ajudar? . Quando começou?. Quando começou? . Estava bem até quando?. Estava bem até quando? . Sofre de alguma doença?. Sofre de alguma doença? . E o que aconteceu depois?. E o que aconteceu depois? . E atualmente, como está?. E atualmente, como está?
  • 10.
    ANAMNESE: EntrevistaANAMNESE: Entrevista Irao encontro /Chamar pelo nome /Cumprimentar/ Identificar-se Convidar a sentar e ficar à vontade/ Idem familiar/ acompanhante Perguntas chave / Saber escutar Conduzir a entrevista para as informações úteis Lembrar que a entrevista pode prosseguir durante o ex. físico Atitude formal, informal, paternalista (adequar) A maioria das vezes o tempo disponível é restrito Os médicos experientes tendem a integrar os sintomas e os sinais sobre uma base de síndromes.
  • 11.
    Esquema para análisede sintomas -1:Esquema para análise de sintomas -1: . Início (quando e como). Início (quando e como) . Duração. Duração . Intensidade (graduar - ex.: 1 a 10). Intensidade (graduar - ex.: 1 a 10) . Horário. Horário . Fatores desencadeantes. Fatores desencadeantes . Fatores atenuantes. Fatores atenuantes
  • 12.
     Esquema para análisede sintomas-2:Esquema para análise de sintomas-2: . Evolução do sintoma. Evolução do sintoma .. Aparecimento de sintomas relacionadosAparecimento de sintomas relacionados . Relação com outras queixas. Relação com outras queixas . Situação do sintoma no momento. Situação do sintoma no momento . “Nega” ?. “Nega” ?
  • 13.
    Dificuldades na AnamneseDificuldadesna Anamnese O PacienteO Paciente • Torporoso / comatosoTorporoso / comatoso • AgitadoAgitado • ViolentoViolento • AlcoolizadoAlcoolizado • Incapacitado de falarIncapacitado de falar • ““SujoSujo””
  • 14.
    Dificuldades na anamneseDificuldadesna anamnese O CenárioO Cenário • Pressão socialPressão social • Falta de limiteFalta de limite • Superlotação / triagemSuperlotação / triagem • ImprevisibilidadeImprevisibilidade • ComplexidadeComplexidade • Iminência do caosIminência do caos
  • 15.
    Cenários clínicosCenários clínicos •Consultório privadoConsultório privado • AmbulatórioAmbulatório • LeitosLeitos • UrgênciaUrgência • EmergênciaEmergência • Tratamento intensivoTratamento intensivo • Situações públicasSituações públicas
  • 16.
    AnamneseAnamnese Não esquecer !Nãoesquecer ! SINTOMAS GERAIS INESPECÍFICOS:SINTOMAS GERAIS INESPECÍFICOS: FebreFebre Astenia (sensação de fraqueza)Astenia (sensação de fraqueza) Alterações do pesoAlterações do peso Sudorese/ CalafriosSudorese/ Calafrios PruridoPrurido Alterações cutâneasAlterações cutâneas Alterações do desenvolvimento físicoAlterações do desenvolvimento físico
  • 17.
    AnamneseAnamnese Não esquecer !Nãoesquecer ! • Padrão de exposição ocupacionalPadrão de exposição ocupacional • História familiar / contatos pessoaisHistória familiar / contatos pessoais • Doença restrita ao órgão ou sistemaDoença restrita ao órgão ou sistema responsável pelo sintoma principal?responsável pelo sintoma principal? • História medicamentosaHistória medicamentosa • HábitosHábitos
  • 18.
    AnamneseAnamnese Não esquecer !Nãoesquecer ! • Formas de transição saúde – doençaFormas de transição saúde – doença Instantânea: Agressão/TraumaInstantânea: Agressão/Trauma Doença aguda: considerar diasDoença aguda: considerar dias Doença crônica: semanas/anosDoença crônica: semanas/anos
  • 19.
    Anamnese – doençasocupacionaisAnamnese – doenças ocupacionais Não esquecer !Não esquecer ! • Padrão de exposição ocupacionalPadrão de exposição ocupacional Deve ser bem detalhado:Deve ser bem detalhado: -Atividade exercida-Atividade exercida -Tempo em que foi exercida-Tempo em que foi exercida - Informações sôbre as características do local- Informações sôbre as características do local de trabalho: Poluentes, animais, pacientes, etc.de trabalho: Poluentes, animais, pacientes, etc.
  • 20.
    AnamneseAnamnese Não esquecer !Nãoesquecer ! • História medicamentosa:História medicamentosa: • Medicamento são responsáveis por sintomas,Medicamento são responsáveis por sintomas, com muita frequênciacom muita frequência Exs:Exs: Amiodarona – doença intersticialAmiodarona – doença intersticial Betabloqueadores – broncoespasmoBetabloqueadores – broncoespasmo Inibidores da ECA – tosseInibidores da ECA – tosse
  • 21.
    Anamnese - TabagismoAnamnese- Tabagismo • Idade de inícioIdade de início • Quantificação:Quantificação: • pack-years =pack-years = maços/anos = índice tabágicomaços/anos = índice tabágico - número de cigarros por dia / 20 X anos- número de cigarros por dia / 20 X anos EExx 20 cig [ 1 ] dia x 40 anos = 40 maços - anos20 cig [ 1 ] dia x 40 anos = 40 maços - anos 40 cig [ 2 ] dia x 20 anos = 40 maços - anos40 cig [ 2 ] dia x 20 anos = 40 maços - anos 30 cig [ 1,5 ] dia x 10 anos = 15 maços - anos30 cig [ 1,5 ] dia x 10 anos = 15 maços - anos
  • 22.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Palpação Percussão Ausculta Exame físico especial: Oftalmologia Otorrinolaringologia Proctologia Genitourinário Respeitar o pudor do paciente Delicadeza no exame, evitando dor desnecessária Respeitar regras de isolamento (uso de luvas, máscara, etc.) Lavar as mãos antes do exame
  • 23.
  • 24.
    TÉCNICA DE VERIFICAÇÃODA EXPANSIBILIDADETÉCNICA DE VERIFICAÇÃO DA EXPANSIBILIDADE PALPAÇÃOPALPAÇÃO
  • 25.
    TÓRAX É UMACAIXA DETÓRAX É UMA CAIXA DE RESSONÂNCIA DE SEUSRESSONÂNCIA DE SEUS COMPONENTES:COMPONENTES: OSSOS, PARTES MOLES E AROSSOS, PARTES MOLES E AR SOM CLARO PULMONAR:SOM CLARO PULMONAR: SOM NORMAL DA RESSONÂNCIA DOSSOM NORMAL DA RESSONÂNCIA DOS OSSOS, PARTES MOLES E AROSSOS, PARTES MOLES E AR MACICEZ HEPÁTICA:MACICEZ HEPÁTICA: 5º EID5º EID MACICEZ CARDÍACA:MACICEZ CARDÍACA: 3º EIE3º EIE PERCUSSÃOPERCUSSÃO
  • 26.
  • 27.
    Exame físico geral:RoteiroExame físico geral: Roteiro Inspeção geral: -Estado geral do paciente (bom, mau ou ruim) -Higiene -Biotipo -Postura --Decúbito, posição preferencial -Facies -Nível de consciência, fala e linguagem -Movimentos involuntários e marcha, musculatura
  • 28.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Higiene: má higiene: idosos, déficits neurológicos, depressão Vestuário: – excesso de roupa - - hipotireoidismo - - esconder marcas de agulha ou lesões na pele Cuidados com a aparência: Unhas roídas – stress Cadarço desamarrado, sandálias - inchação dos pés (edema) Odores corporais e hálito: -hálito fétido do abscesso pulmonar -hálito cetônico (diabetes descompensado)
  • 29.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Nível de consciência: Avaliar a qualidade e a velocidade da resposta Sugestões de perguntas: “Sabe me dizer onde estamos? “ Que dia da semana é hoje? Categorias: Lúcido, alerta - resposta coerente Letárgico, sonolento – resposta lenta coerente Obnubilado – precisa de estímulo –resposta lenta Torporoso – Desperta c/ estímulo doloroso resposta lenta Comatoso – sem nenhum tipo de resposta
  • 30.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Postura e sinais de desconforto: Estratégia para trazer alívio de sintomas: Exemplo: Decúbito lateral Ortopnéia Atitudes involuntárias (postura de decerebração)
  • 31.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Postura e sinais de desconforto: Atitudes involuntárias (postura de descerebração)
  • 32.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Postura e sinais de desconforto: Atitudes involuntárias (Sinal de Trousseau)
  • 33.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Inspeção Geral Postura e sinais de desconforto: Atitudes involuntárias (Sinal de Chvostek)
  • 34.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica TREMORES: Hipertireoidismo- tremores finos
  • 35.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica TREMORES: Doença de Parkinson – tremores de repouso
  • 36.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros CIANOSECIANOSE
  • 37.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
  • 38.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
  • 39.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros CIRCULAÇÃO COLATERALCIRCULAÇÃO COLATERAL
  • 40.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros EDEMAEDEMA
  • 41.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Pele, mucosas e fâneros: Pele:
  • 42.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros CABELOSCABELOS
  • 43.
    Inspeção Geral –Pele e fâneros NORMALNORMAL BAQUETEAMENTOBAQUETEAMENTO
  • 44.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica FACIES Inspeção Geral Modificações específicas da face e da expressão facial por doenças
  • 45.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Facies típicas: Miastênica 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Acromegálica Cushingóide Mixedematosa Renal Parkinsoniana Hipocrática AdenoidianaLeonina
  • 46.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Atenção: Valorizar exageradamente o aspecto do segmento cefálico pode induzir erro. Traços constitucionais de regiões e países podem confundir com facies patológico FACIES Inspeção Geral
  • 47.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Medidas antropométricas: Altura Peso IMC (índice de massa corpórea)= peso/altura² Circunferência abdominal
  • 48.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica Sinais vitais: Pressão arterial Temperatura Frequência cardíaca Frequência respiratória
  • 49.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
  • 50.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
  • 51.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica
  • 52.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA ESPÁSTICA
  • 53.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA PARKINSONIANA
  • 54.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA PARÉTICA
  • 55.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA MIOPATICA ou ANSERINA
  • 56.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA ATÁXICA
  • 57.
    Exame físico geral:Clínica médicaExame físico geral: Clínica médica MARCHA TABÉTICA