Profª. Adriana Rocha Bruno
Instruir; fazer saber; comunicar
conhecimentos; mostrar; guiar; orientar;
dirigir; desenvolver habilidades...
CENTRALIZADO NO PROFESSOR
EM SUAS HABILIDADES E
QUALIDADES
Podem ensinar???
Depende...
Quem quer produzir
aprendizagem
Quem tem intenção de
aprender
VERBO TRANSITIVO
ENSINANTE: Aquele que assume a
deliberação de ensinar
DIRETO O QUE???
INDIRETO A QUEM???
ENSINANTE: Conotação Profissional =Professor
INTENÇÃO EDUCACIONAL
A) O ensino é concebido como algo
que vem de fora para dentro (posição
exógena);
B) O ensino é concebido como algo
que vem de dentro para fora
(posição endógena - maiêutica);
C) Corrente piagetiana: explica esse processo por
uma construção (endógena) de instrumentos para
conhecer e a possibilidade do indivíduo, reagindo às
perturbações do meio ou a suas inquietações
internas, assimilar o “ ensinado”.
Construção simultânea dos objetos
de conhecimento e das estruturas
cognitivas e coordenações internas
Incentivar; instigar; provocar; desafiar...
Ensinar algo é sempre desafiar o
interlocutor a pensar sobre algo
CONHECIMENTO E
DESENVOLVIMENTO
Buscar informações; rever a própria experiência;
adquirir conhecimentos; desenvolver habilidades;
adaptar-se a mudanças; mudar comportamentos;
descobrir o sentido das coisas, dos fatos, dos
acontecimentos...
Se o foco for só no aluno: Antigo Paradigma
Relacionada ao mundo do aluno (contextualização);
Relacionamento interpessoal;
Processo de Feedback - professor e aluno trocam
para atingir os aobjetivos da aprendizagem;
Processo pessoal;
Desencadeada por situações problema que
possibilitem os sujeitos agirem como solucionadores
de problemas: definindo ações; escolhendo os dados e
fazendo uso de ferramentas que sejam adequadas
para a solução da situação posta.
Não se dá pela simples aquisição de conhecimentos.
“Diante de um novo conhecimento, inconsistente com
seus conceitos e crenças, o sujeito assimila-o,
distorcendo seu significado e enquadra-o à sua visão de
mundo, ou então, dá início à reformulação ou
reestruturação de suas idéias e esquemas cognitivos
prévios, aperfeiçoando-os e tornando-os mais
operativos e abrangentes, de modo a abarcar, com
coerência, a diversidade da nova informação. Nessa
perspectiva, o significado não é transmitido pelo
professor, mas é construído pelo sujeito” (Lacasa,
1994).
Assim, os processos de Ensino e de aprendizagem
estão imbricados, inter-relacionados... São
interdependentes, mas são distintos...
Fazem parte dele os sujeitos que interagem,
recursivamente, num processo de construção,
des-construção, re-construção e co-construção do
conhecimento, onde professor e alunos,
considerando seus papéis de atuação,
compartilham suas experiências e vivências em
congruência com o meio.
A ação de ensinar está vinculada a elementos que qualificam
a aprendizagem:
a) a intencionalidade do ensinante e do aprendente, embora
ensinar e aprender sejam de naturezas distintas;
b) a interação, cujo enfoque é relacional;
c) a atividade normativa, que busca pela ação didática os
meios para se atingir os objetivos e, por não ser neutra,
trabalha com valores sócio-culturais e condições éticas e;
d) a ação reflexiva, que parte da reflexão na e da ação dos
sujeitos envolvidos nesse processo, compreendendo o
currículo, as estratégias dos docentes e a própria
formação dos professores (MALLART, 2001; LA
TORRE, 1993).
Neste sentido, o processo de ensinar tem como meta o processo de
aprendizagem, uma vez que o segundo é objetivo do primeiro.
Referências Bibliográficas
LA TORRE, Saturnino de. Didactica y currículo: bases y
componentes del proceso formativo. Madri: DYKINSON, S.L.,
1993.
MALLART, Juan. Didática: conceito, objeto e finalidades. In.:
SEPÚLVEDA, Félix, RAJADELL, Nuria (Coord.) Didáctica
general para psicopedagogos. Unidades Didácticas. Universidad
Nacional de Educación a Distancia. Madri: UNED, 2001.
MASETTO, Marcos T. Competência Pedagógica do professor
universitário. São Paulo: Summus, 2003.
_____. Didática: a aula como centro. Coleção Aprender e Ensinar.
São Paulo: FTD, 1994.

Ensinar aprender

  • 1.
  • 2.
    Instruir; fazer saber;comunicar conhecimentos; mostrar; guiar; orientar; dirigir; desenvolver habilidades... CENTRALIZADO NO PROFESSOR EM SUAS HABILIDADES E QUALIDADES
  • 3.
    Podem ensinar??? Depende... Quem querproduzir aprendizagem Quem tem intenção de aprender
  • 4.
    VERBO TRANSITIVO ENSINANTE: Aqueleque assume a deliberação de ensinar DIRETO O QUE??? INDIRETO A QUEM??? ENSINANTE: Conotação Profissional =Professor INTENÇÃO EDUCACIONAL
  • 5.
    A) O ensinoé concebido como algo que vem de fora para dentro (posição exógena); B) O ensino é concebido como algo que vem de dentro para fora (posição endógena - maiêutica);
  • 6.
    C) Corrente piagetiana:explica esse processo por uma construção (endógena) de instrumentos para conhecer e a possibilidade do indivíduo, reagindo às perturbações do meio ou a suas inquietações internas, assimilar o “ ensinado”. Construção simultânea dos objetos de conhecimento e das estruturas cognitivas e coordenações internas
  • 7.
    Incentivar; instigar; provocar;desafiar... Ensinar algo é sempre desafiar o interlocutor a pensar sobre algo CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO
  • 8.
    Buscar informações; revera própria experiência; adquirir conhecimentos; desenvolver habilidades; adaptar-se a mudanças; mudar comportamentos; descobrir o sentido das coisas, dos fatos, dos acontecimentos... Se o foco for só no aluno: Antigo Paradigma
  • 9.
    Relacionada ao mundodo aluno (contextualização); Relacionamento interpessoal; Processo de Feedback - professor e aluno trocam para atingir os aobjetivos da aprendizagem; Processo pessoal; Desencadeada por situações problema que possibilitem os sujeitos agirem como solucionadores de problemas: definindo ações; escolhendo os dados e fazendo uso de ferramentas que sejam adequadas para a solução da situação posta.
  • 10.
    Não se dápela simples aquisição de conhecimentos. “Diante de um novo conhecimento, inconsistente com seus conceitos e crenças, o sujeito assimila-o, distorcendo seu significado e enquadra-o à sua visão de mundo, ou então, dá início à reformulação ou reestruturação de suas idéias e esquemas cognitivos prévios, aperfeiçoando-os e tornando-os mais operativos e abrangentes, de modo a abarcar, com coerência, a diversidade da nova informação. Nessa perspectiva, o significado não é transmitido pelo professor, mas é construído pelo sujeito” (Lacasa, 1994).
  • 11.
    Assim, os processosde Ensino e de aprendizagem estão imbricados, inter-relacionados... São interdependentes, mas são distintos... Fazem parte dele os sujeitos que interagem, recursivamente, num processo de construção, des-construção, re-construção e co-construção do conhecimento, onde professor e alunos, considerando seus papéis de atuação, compartilham suas experiências e vivências em congruência com o meio.
  • 12.
    A ação deensinar está vinculada a elementos que qualificam a aprendizagem: a) a intencionalidade do ensinante e do aprendente, embora ensinar e aprender sejam de naturezas distintas; b) a interação, cujo enfoque é relacional; c) a atividade normativa, que busca pela ação didática os meios para se atingir os objetivos e, por não ser neutra, trabalha com valores sócio-culturais e condições éticas e; d) a ação reflexiva, que parte da reflexão na e da ação dos sujeitos envolvidos nesse processo, compreendendo o currículo, as estratégias dos docentes e a própria formação dos professores (MALLART, 2001; LA TORRE, 1993). Neste sentido, o processo de ensinar tem como meta o processo de aprendizagem, uma vez que o segundo é objetivo do primeiro.
  • 13.
    Referências Bibliográficas LA TORRE,Saturnino de. Didactica y currículo: bases y componentes del proceso formativo. Madri: DYKINSON, S.L., 1993. MALLART, Juan. Didática: conceito, objeto e finalidades. In.: SEPÚLVEDA, Félix, RAJADELL, Nuria (Coord.) Didáctica general para psicopedagogos. Unidades Didácticas. Universidad Nacional de Educación a Distancia. Madri: UNED, 2001. MASETTO, Marcos T. Competência Pedagógica do professor universitário. São Paulo: Summus, 2003. _____. Didática: a aula como centro. Coleção Aprender e Ensinar. São Paulo: FTD, 1994.