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TEORIAS DO CURRICULO
FACULDADE INTEGRADA DO BRASIL
           – FAIBRA

  Curso: Licenciatura Plena em Pedagogia
    Professora Esp. Natália Santos Luz
      Parambú- CE, Março de 2013.
OBJETIVOS

• Objetivo geral
  - Conscientizar o futuro educador da importância de
  se compreender a questão do currículo, buscando
  desenvolver um olhar crítico a esse respeito, visando à
  sua correta utilização na prática educativa.

• Objetivos específicos
  - Apresentar as teorias do currículo;
  - Compreender a importância do currículo para a
  educação;
  - Refletir sobre cada um dos modelos de currículo.
Teorias do curriculo
• Essa disciplina visa oferecer:
  - Uma visão ampla de currículo
  - A sua história e evolução
  - Diferentes modelos de currículo.
Origem do termo currículo
Subdivisões no interior           Facilitar a aprendizagem
     das escolas                   Ensino mais eficiente




                            Coerência estrutural
                          (disciplina) e sequência
                            interna (ordem) que
                          deveria conter qualquer
                              curso ou estudos.




                                                     David Hamilton (1989)
Origem do termo currículo
• Esse princípio foi redimensionado no século
  XX quando se generalizou o termo na
  educação acoplado a noções de controle,
  padronização, eficiência e administração
  educacional e social.

         O que entender por currículo ??
Origem do termo currículo
                    José Contreras (1989)
      O currículo diz respeito ao conjunto das decisões
                  educativas para a escola.

• Responde às perguntas: O que ensinar? Como e por quê?
  Falar em currículo pressupõe pensar a educação tendo
  em vista a questão dos conteúdos.

• Currículo diz respeito às decisões educativas para a
  escola, acha-se mediado por problemas institucionais,
  por conseguinte, reflete sempre as circunstâncias
  históricas e a problemas escolares.
Origem do termo currículo
• O currículo é uma parte importante da organização
  escolar e faz parte do projeto-político-pedagógico de
  cada escola. Por isso ele deve ser pensado e refletido
  pelos sujeitos em interação “que têm um mesmo
  objetivo e a opção por um referencial teórico que o
  sustente” (VEIGA, 2002, p.7).
Teorias sobre currículo ou análise
 para compreensão e mudança
• 1920(EUA) - Qual conhecimento deve ser ensinado?
  O que os alunos devem saber? Qual conhecimento
  ou saber é considerado importante ou válido para
  merecer ser considerado parte do currículo?

• Respondidas a estas perguntas compreendemos que
  o currículo está diretamente relacionado a nós
  mesmos, a como nos desenvolvemos e ao que nos
  tornamos.
Teorias sobre currículo ou análise
 para compreensão e mudança
• Levando em consideração o exposto, percebemos o
  currículo como uma parte importante, integrante do
  dia-a-dia da escola que exercerá influência direta nos
  sujeitos que fazem parte do processo escolar e da
  sociedade em geral, determinando a visão de mundo
  não só dessa sociedade, mas também de nossas
  atitudes e decisões neste meio.
Teorias sobre currículo
• Teorias tradicionais = neutras, científicas e
  objetivas.

• Teorias críticas e pós-críticas = relações de
  poder e demonstra a preocupação com as
  conexões entre saber, identidade e poder.
Teoria Tradicional
• Proporcionar uma educação geral e acadêmica à
  população.

• O currículo era uma questão de organização e ocorria de
  forma mecânica e burocrática. A tarefa dos especialistas
  em currículo consistia em fazer um levantamento das
  habilidades, em desenvolver currículos que permitissem
  que essas habilidades fossem desenvolvidas e,
  finalmente, em planejar e elaborar instrumentos de
  medição para dizer com precisão se elas foram
  aprendidas. Estas ideias influenciaram muito a educação
  nos EUA até os anos de 1980 e em muitos países,
  inclusive no Brasil.
                                                Bobbit
Teorias Críticas
• 1960 (movimentos sociais e culturais) – surgiram
  questionamentos sobre o pensamento e a estrutura
  educacional tradicionais- especificamente sobre
  curriculo.

• Compreender com base em uma análise marxista o
  que o currículo faz.

• Teorias críticas: eram semelhantes em pensamento,
  mas apresentavam suas individualidades.
Teorias Críticas
• Althusser, filósofo francês, em uma breve referência à
  educação em seus estudos: Sustentou que a escola é
  uma forma utilizada pelo capitalismo para manter sua
  ideologia, pois atinge toda a população por um período
  prolongado de tempo.

• Pelo currículo a ideologia dominante transmite seus
  princípios, por meio das disciplinas e conteúdos que
  reproduzem seus interesses, e fazem com que crianças
  de famílias menos favorecidas saiam da escola antes de
  chegarem a aprender as habilidades próprias das classes
  dominantes.
Teorias Críticas
• Escola reprodutora de um sistema dominante
  (Bowles e Gintis )

 - As escolas dirigidas aos trabalhadores subordinados
 tendem a privilegiar relações sociais nas quais, ao
 praticar papéis subordinados, os estudantes
 aprendem a subordinação.

 - Em contraste, as escolas dirigidas aos trabalhadores
 dos escalões superiores da escala ocupacional
 tendem a favorecer relações sociais nas quais os
 estudantes têm a oportunidade de praticar atitudes
 de comando e autonomia.
                               (SILVA, 2003, p. 33).
Teorias Críticas
• É possível perceber a prática mencionada por
  Silva (2003) no processo escolar atual fazendo
  relação, principalmente, entre as escolas
  particulares e as públicas.

• Ex: inclusão de outras disciplinas no curriculo
  escolar de escolas particulares.
Teorias Críticas
• Para Apple a seleção que constitui o currículo é o
  resultado de um processo que reflete os interesses
  particulares das classes e dos grupos dominantes.

• A escola, além de transmitir conhecimento, deve ser
  também, produtora de conhecimento.

• Apple faz uma intensa crítica à função da escola
  como simples transmissora de conhecimentos
  determinados      por     interesses    dominantes
  principalmente valores capitalistas, e questiona o
  papel do professor nesse processo.
Teorias Críticas
• Henry Giroux: é através de um processo pedagógico
  que permita às pessoas se tornarem conscientes do
  papel de controle e poder exercido pelas instituições
  e pelas estruturas sociais que elas podem se tornar
  emancipadas ou libertadas de seu poder e controle.

• Os professores possuem responsabilidade no sentido
  de serem pessoas atuantes neste processo,
  permitindo e instigando o aluno a participar e
  questionar, bem como propondo questões para que
  reflitam. Os estudantes devem ter seu espaço para
  serem ouvidos e suas ideias serem consideradas.
Teorias Críticas
• Silva (2003) compara a teoria de Giroux ao que diz
  Gadotti (1989) quando se refere à pedagogia do
  colonizador contra uma pedagogia do conflito,
  destacando o papel fundamental do professor na
  busca pela formação da consciência de seus alunos
  para não apenas receberem informações, mas
  refletirem sobre elas, questioná-las e, se necessário,
  se posicionarem contra.
Teorias Críticas
• Outros pensadores: Freire; Basil Berstein

• Teorias Críticas da Educação
• Disponível em:
  http://www.youtube.com/watch?
  v=68Vls43nltc
Teorias pós-críticas
• Currículo Multiculturalista = nenhuma cultura
  pode ser julgada superior a outra.

• Multiculturalismo = contra o currículo
  universitário tradicional (cultura branca,
  masculina e européia e heterossexual).
Teorias pós-críticas
• Perspectivas :
- Liberal ou humanista: tolerância, respeito e
  convivência harmoniosa entre as culturas.

-     Crítica: cultura dominante faria papel de
    permitir que outras culturas tivessem seu espaço.
Teorias pós-críticas
• As questões de gênero são uma das questões muito
  presentes nas terias pós-criticas.

• O acesso a educação era desigual para homens e
  mulheres e dentro do currículo havia distinções de
  disciplinas masculinas e femininas.

• Assim certas carreiras eram exclusivamente
  masculinas sem que as mulheres tivessem
  oportunidade.
Teorias pós-críticas
• A intenção era que os currículos percebessem as
  experiências, os interesses, os pensamentos e os
  conhecimentos      femininos    dando-lhes  igual
  importância.

• As questões raciais e étnicas também começaram a
  fazer parte das teorias pós-críticas do currículo,
  tendo sido percebida a problemática da identidade
  étnica e racial.
É essencial, por meio do currículo, desconstruir
o texto racial, questionar por que e como
valores de certos grupos étnicos e raciais foram
desconsiderados     ou    menosprezados       no
desenvolvimento cultural e histórico da
humanidade e, pela organização do currículo,
proporcionar os mesmos significados e valores a
todos os grupos, sem supervalorização de um ou
de outro.
Tendências curriculares no Brasil
• Início do sec XX – reformas do ensino.

• Participantes do movimento renovador da educação
  - Escola Nova -, como Anísio Teixeira, Mario
  Casasanta, Fernando de Azevedo, Carneiro Leão,
  entre outros.

• Na década de 1950, o Instituto Nacional de estudos e
  Pesquisas – Inep - publicou o primeiro livro brasileiro
  sobre currículo, intitulado ‘Introdução ao estudo da
  Escola Primaria”.
Tendências curriculares no Brasil
• Na década de 1960- introdução das disciplinas ,
  currículos e programas nos cursos de Pedagogia, após a
  Reforma Universitária (Lei 5.540/1968).

• Já nos anos 80 – pensamento crítico sobre o currículo de
  natureza sociológica.

• Atualmente, são múltiplas as abordagens teóricas
  vigentes no campo do currículo no Brasil, entre eles
  podemos citar: o enfoque neomarxista, a abordagem
  processual ou prática, e a corrente pós-moderna.
A perspectiva Teórico-Prática do Currículo
           Como o currículo se realiza de fato ??

• Tal abordagem busca explicar a relação do currículo com
  o exterior e do currículo como regulador do interior das
  instituições escolares.

• Goodson (1997) propõe uma história social do currículo
  que leve em consideração o papel histórico dos grupos
  sociais na definição conflitual acerca das disciplinas e
  programas de ensino, desmistificando a ideia de um
  currículo neutro a-temporal e a-histórico.
Teorias do curriculo
A perspectiva Teórico-Prática do
                Currículo
• A dimensão prática significa buscar a aproximação
  do que realmente ocorre nas salas de aula. Além
  dessa concepção ampla, a teoria processual do
  currículo oferece indicações valiosas para o professor
  compreender os problemas curriculares.

• O currículo deixa de ser um instrumento do trabalho
  docente. Algo que o professor percebe como sendo
  inerente e fundamental em seu trabalho, algo sobre
  o qual ele intervém, modela, aperfeiçoa e
  transforma.
A apresentação formal do currículo
•   Os objetivos educacionais;
•   Os conteúdos a serem ensinados;
•   A metodologia ;
•   A avaliação.

• No Brasil as propostas mesmo fundamentando-se
  em perspectivas críticas, mantiveram alguns desses
  elementos atribuindo-lhes novas dimensões e
  significados.
A apresentação formal do currículo
• Destacam-se, especialmente:
  - A apresentação dos fundamentos teóricos,
  - Os critérios de seleção dos conteúdos e a
  concepção de ensino que norteia cada um deles.

• Na mesma direção, são apresentados:
  - Os objetivos educacionais a serem alcançados,
  - Orientações didáticas, incluindo a avaliação e,
  - Uma ampla bibliografia.
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Uma característica marcante da política curricular no
  Brasil : A centralização do currículo nas mãos do
  poder público.

• Estados legislaram sobre o programa de ensino
  primário e secundário durante todo sec. XIX e parte
  do sec. XX.

• Divisor de águas = A reforma do ensino de 1º e 2º
  graus ocorrida em 1971 - Lei 5.692/71.
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Lei 4.024/81, contemplou a questão curricular
  superficialmente       admitindo        experiências
  pedagógicas, e no ensino secundário, a variedade de
  currículos de acordo com as matérias optativas
  escolhidas pelo estabelecimento de ensino.
Teorias do curriculo
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Nova estrutura educacional = finalidades da
  educação nacional concernentes ao regime político
  vigente

• O paradigma curricular técnico, adotado na época,
  compreendeu uma complexa articulação que
  envolve quatro aspectos:

   - A determinação dos conteúdos realçando as
  diferenças, semelhanças e identidades que havia
  entre o núcleo comum e a parte diversificada;
As Políticas do Governo Federal para
         o Currículo no Brasil
- O currículo pleno com as noções de atividade, áreas
de estudo e disciplina;

- Em relação ao currículo pleno, o desenvolvimento
das ideias de relacionamento, ordenação, sequência
e a função de cada uma delas para a construção de
um currículo orgânico e flexível;

- A delimitação da amplitude da educação geral e
formação especial, em torno das quais se
desenvolvia toda a nova escolarização.
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Outras categorias curriculares como educação geral
  e formação especial designavam com precisão as
  finalidades atribuídas ao ensino de 1º e 2º graus.

• A educação geral destinava-se a transmitir uma base
  comum de conhecimentos indispensáveis a todos,
  tendo em vista a continuidade dos estudos; a parte
  especial tinha como objetivo a sondagem de
  aptidões e a indicação para o trabalho no 1º grau, e a
  habilitação profissional no 2º grau.
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Em relação aos conteúdos, optou-se pela classificação
  tríplice das matérias em:

  - Comunicação e Expressão,
  - Estudos Sociais e                 Conteúdos
  - Ciências                         Particulares

• A arte     - Artes plásticas
            - Desenho
            - Teatro, entre outras
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Da mesma forma, programas de saúde substituem a
  visão higienista predominante, pela compreensão mais
  abrangente de saúde e prevenção.

• Assim foram definidos os objetivos das matérias.
• Em Comunicação e Expressão: o cultivo de linguagens
  que ensejem ao aluno o contato coerente com os seus
  semelhantes e a manifestação harmônica de sua
  personalidade dos aspectos físico, psíquico e emocional,
  ressaltando-se a Língua Portuguesa como expressão da
  cultura brasileira.
As Políticas do Governo Federal para
          o Currículo no Brasil
• Nos Estudos Sociais, o ajustamento crescente do
  educando ao meio cada vez mais amplo e complexo,
  em que deve apenas viver como conviver, dando-se
  ênfase ao conhecimento do Brasil na perspectiva
  atual do seu desenvolvimento.

• Nas Ciências, o desenvolvimento do pensamento
  lógico e a vivência do método científico e de suas
  aplicações.
A organização curricular definida
pela Reforma de 1971 vogou por
quase três décadas até ser
revogada pela nova Lei de
Diretrizes e Bases da Educação : -
LDB (Lei 9.394/96), em 1976.

Apesar da vigência da lei, varias
reestruturações      curriculares
ocorreram na década de 1980,
implementadas pela ação dos
governos estaduais e de alguns
municípios.
A Organização do Trabalho na Escola

• A escola é vista como uma construção
coletiva permanente.




• Para ser uma organização eficaz no cumprimento de
  propósitos estabelecidos, a escola deve pautar-se pela
  autonomia, pelo trabalho coletivo e pela construção do
  projeto pedagógico.
A Organização por Ciclos
• A proposta adota a organização do currículo por
  ciclos, áreas de conhecimento e temas transversais,
  a justificativa para a fixação dos ciclos baseia-se em
  argumentos de natureza pedagógica.
A Organização por Ciclos
As Áreas de Conhecimento
• A concepção de área evidencia a natureza dos
  conteúdos tratados, definido claramente o corpo de
  conhecimentos e o objetivo de aprendizagem.

• Neste sentido, os parâmetros optaram por
  considerar a fundamentação das opções teóricas e
  metodológicas de cada área possibilitando ao
  professor refletir sobre cada conteúdo.
Temas Transversais
• Os objetivos a serem alcançados no ensino das áreas
  e temas transversais foram definidos em função das
  capacidades que devem ser desenvolvidas pelos
  alunos ao longo da escolaridade.

• Os objetivos se definem em termos de capacidades
  de ordem cognitiva, afetiva, de relação interpessoal
  e inserção social, ética e estética, tendo em vista
  uma formação ampla.
Classificação dos Conteúdos
• De forma semelhante é indicada no Referencial
  Curricular Nacional para Educação Infantil, os
  conteúdos são abordados nos PCNs em três grandes
  categorias: formação pessoal e social, conhecimento
  de mundo e natureza e sociedade.

• Os conteúdos conceituais referem-se à construção
  ativa das capacidades intelectuais para operar com
  símbolos, ideias, imagens e representações que
  permitem organizar a realidade.
Classificação dos Conteúdos
• Veja alguns exemplos:
  1- Em Ciências Naturais: identificar e compreender as
  relações entre o solo e os seres vivos nos fenômenos
  de escoamento da água, erosão e fertilidade do solo
  no ambiente urbano e rural
  2- Em Língua Portuguesa: conhecer e respeitar as
  diferentes variedades linguísticas do português
  falado.
  3- Em História: identificar os diferentes tipos de
  organizações urbanas. Destacando suas funções e
  origem.
Classificação dos Conteúdos
• Os Conteúdos e procedimentos: expressam um
  saber fazer, que envolve tomada de decisões e
  realização de uma série de ações, de forma ordenada
  e não-aleatória, para atingir uma meta. Veja alguns
  exemplos:

• 1. Em Ciências Naturais: organizar e registrar as
  informações por intermédio de desenhos, quadros,
  esquemas, gráficos, listas, textos e maquetes, de
  acordo com as exigências do assunto em estudo, sob
  orientação do professor.
Classificação dos Conteúdos
• Conteúdos atitudinais: referem-se aos valores, às
  normas e atitudes. A aprendizagem desses aspectos
  permeia todo o conhecimento escolar. Alguns
  exemplos a seguir:

• 1. Em Ciências Naturais: valorizar a vida em sua
  diversidade e a preservação dos ambientes.
• 2. Em Língua Portuguesa: valorizar a leitura como
  fonte de informação.
Currículo e Fracasso Escolar
• Na história da educação brasileira, a avaliação tem
  sido sistematicamente utilizada com a função de
  classificar, selecionar, disciplinar e punir os alunos.



        Analisar a relação entre currículo e a
           produção do fracasso escolar.
Currículo e Fracasso Escolar


Aplicação das provas    Verificar aprendizado




    Os resultados           A avaliação produz o
     expressam o              fracasso escolar
  currículo realizado
Currículo e Fracasso Escolar
• Ainda de acordo com Gimeno (1998, p. 312), [...] os
  alunos e o próprio professor não distinguem
  procedimentos de avaliação realizados com
  propósitos de diagnostico de outros com função
  sancionador de níveis de aprendizagem com vistas à
  promoção do aluno pelo currículo regulado dentro
  da regularidade.
• Embora a educação obrigatória não seja seletiva, a
  avaliação realizada dentro dela gradua os alunos,
  hierarquiza-os, porque assim ordena sua progressão.
O Currículo como Formação
• Em primeiro lugar, trata-se de o professor assumir o
  currículo como a matéria-prima do seu trabalho e de
  assumir a responsabilidade em colocá-lo em ação,
  mantendo o compromisso com a qualidade do ensino.

• No dia a dia de seu trabalho, o professor se defronta
  com certas questões como, por exemplo:
  - Que conteúdos selecionar, de tal forma que sejam
  significativos para os alunos e que tenham valor para
  eles fora da escola?
O Currículo como Formação
- Que atividades podem garantir o interesse dos alunos?
- Que metodologia adotar?
- Como lidar com a disciplina e a avaliação de forma
menos arbitrária?
- Como partir dos conhecimentos prévios dos alunos?
- Como atuar de forma a facilitar a construção do
conhecimento pelos alunos?
- Como tornar o ensino e a aprendizagem eficaz com vistas
a promover o sucesso do aluno e não o fracasso escolar?
O Currículo como Formação

                Currículo como uma
         ferramenta de trabalho operacional e
                     conceitual.

• O desenvolvimento do currículo faz parte das
  competências profissionais do docente, essa
  competência exercida de forma individual ou
  coletiva resulta em processos de profissionalização
  distintos
O Currículo como Formação
• De fato, como ressalta Gimeno (1998), o “saber
  fazer” docente é construído na prática com os alunos
  e na troca de experiências com os colegas, mediante
  “dicas”, afirmações, modelos de atividades e provas,
  empréstimos de livros e outros materiais, relatos de
  experiências bem ou mal sucedidas, entre outros.

• A atuação individualizada tem predominado no
  exercício do trabalho de professor. No entanto,
  práticas de exercícios profissionais de forma coletiva
  tendem a proporcionar melhores resultados.
O Currículo como Formação
• Essa posição é defendida por Gimeno que apresenta
  para tal defesa, três tipos de justificativas:

  - Boa parte dos objetivos educacionais são
  abordados por todos os professores; a organização
  do currículo em ciclos; a ordenação dos conteúdos
  em temas, a adoção do método de projetos. Entre
  outras propostas, são inovações que exigem o
  trabalho coletivo dos professores.
O Currículo como Formação
- A tomada de decisões coletivas e compartilhada
favorece a resolução de problemas profissionais. A
relação   escola-comunidade    requer     projetos
educativos elaborados de forma coletiva,
proporcionando a participação democrática e o
envolvimento da comunidade escolar.
O Currículo como Formação
- Professores que já tiveram a oportunidade de
vivenciarem experiências de trabalho em instituições
educacionais pautadas pelas relações democráticas
de poder e no incentivo à participação, cooperação
e trabalho integrado desenvolvem competências
profissionais enriquecedoras e diferenciadas
daqueles que não tiveram a mesma oportunidade.
O professor se profissionalizará no
 desenvolvimento de um currículo e nas
       condições em que o realiza.
   Nesse processo, o professor domina
 mais conteúdos com os quais trabalha,
  adquire mais versatilidade no uso de
determinadas metodologias, de recursos
  didáticos e instrumento de avaliação.
    A experiência docente é, portanto,
    resultado do desenvolvimento do
                 currículo.
O currículo como campo de
               experimentação.
• Essa ideia é desenvolvida por Contreras (1991), que
  ressalta a importância dos professores assumirem
  um currículo não como uma solução estabelecida,
  mas sim, como espaço no qual se pode buscar e
  experimentar soluções.

• Pg 31
Atividade 01

                 SEMINÁRIO
• 4 Grupos;
• 30 minutos para cada grupo
• Nota individual
GRUPOS
• Grupo 01: Como se constitui um currículo escolar
  ? (Pg 33-35)

• Grupo 02: O currículo na educação infantil. (Pg.
  38-39 e texto complementar)

• Grupo 03: Como alguns educadores veem o
  currículo na educação Infantil ?(Pg. 40-42 e texto
  complementar)

• Grupo 04 : Qual o seu modelo curricular ?
  (Pg 44-46)
Atividades

• 1. Em grupo discuta os principais pontos sobre
  as Tendências curriculares no Brasil.

• 2. Elabore um texto de no mínimo 20 linhas e
  no Maximo 30 linhas, contendo os principais
  pontos sobre as Tendências curriculares no
  Brasil, discutidos com os seus colegas.

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Teorias do curriculo

  • 1. TEORIAS DO CURRICULO FACULDADE INTEGRADA DO BRASIL – FAIBRA Curso: Licenciatura Plena em Pedagogia Professora Esp. Natália Santos Luz Parambú- CE, Março de 2013.
  • 2. OBJETIVOS • Objetivo geral - Conscientizar o futuro educador da importância de se compreender a questão do currículo, buscando desenvolver um olhar crítico a esse respeito, visando à sua correta utilização na prática educativa. • Objetivos específicos - Apresentar as teorias do currículo; - Compreender a importância do currículo para a educação; - Refletir sobre cada um dos modelos de currículo.
  • 4. • Essa disciplina visa oferecer: - Uma visão ampla de currículo - A sua história e evolução - Diferentes modelos de currículo.
  • 5. Origem do termo currículo Subdivisões no interior Facilitar a aprendizagem das escolas Ensino mais eficiente Coerência estrutural (disciplina) e sequência interna (ordem) que deveria conter qualquer curso ou estudos. David Hamilton (1989)
  • 6. Origem do termo currículo • Esse princípio foi redimensionado no século XX quando se generalizou o termo na educação acoplado a noções de controle, padronização, eficiência e administração educacional e social. O que entender por currículo ??
  • 7. Origem do termo currículo José Contreras (1989) O currículo diz respeito ao conjunto das decisões educativas para a escola. • Responde às perguntas: O que ensinar? Como e por quê? Falar em currículo pressupõe pensar a educação tendo em vista a questão dos conteúdos. • Currículo diz respeito às decisões educativas para a escola, acha-se mediado por problemas institucionais, por conseguinte, reflete sempre as circunstâncias históricas e a problemas escolares.
  • 8. Origem do termo currículo • O currículo é uma parte importante da organização escolar e faz parte do projeto-político-pedagógico de cada escola. Por isso ele deve ser pensado e refletido pelos sujeitos em interação “que têm um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente” (VEIGA, 2002, p.7).
  • 9. Teorias sobre currículo ou análise para compreensão e mudança • 1920(EUA) - Qual conhecimento deve ser ensinado? O que os alunos devem saber? Qual conhecimento ou saber é considerado importante ou válido para merecer ser considerado parte do currículo? • Respondidas a estas perguntas compreendemos que o currículo está diretamente relacionado a nós mesmos, a como nos desenvolvemos e ao que nos tornamos.
  • 10. Teorias sobre currículo ou análise para compreensão e mudança • Levando em consideração o exposto, percebemos o currículo como uma parte importante, integrante do dia-a-dia da escola que exercerá influência direta nos sujeitos que fazem parte do processo escolar e da sociedade em geral, determinando a visão de mundo não só dessa sociedade, mas também de nossas atitudes e decisões neste meio.
  • 11. Teorias sobre currículo • Teorias tradicionais = neutras, científicas e objetivas. • Teorias críticas e pós-críticas = relações de poder e demonstra a preocupação com as conexões entre saber, identidade e poder.
  • 12. Teoria Tradicional • Proporcionar uma educação geral e acadêmica à população. • O currículo era uma questão de organização e ocorria de forma mecânica e burocrática. A tarefa dos especialistas em currículo consistia em fazer um levantamento das habilidades, em desenvolver currículos que permitissem que essas habilidades fossem desenvolvidas e, finalmente, em planejar e elaborar instrumentos de medição para dizer com precisão se elas foram aprendidas. Estas ideias influenciaram muito a educação nos EUA até os anos de 1980 e em muitos países, inclusive no Brasil. Bobbit
  • 13. Teorias Críticas • 1960 (movimentos sociais e culturais) – surgiram questionamentos sobre o pensamento e a estrutura educacional tradicionais- especificamente sobre curriculo. • Compreender com base em uma análise marxista o que o currículo faz. • Teorias críticas: eram semelhantes em pensamento, mas apresentavam suas individualidades.
  • 14. Teorias Críticas • Althusser, filósofo francês, em uma breve referência à educação em seus estudos: Sustentou que a escola é uma forma utilizada pelo capitalismo para manter sua ideologia, pois atinge toda a população por um período prolongado de tempo. • Pelo currículo a ideologia dominante transmite seus princípios, por meio das disciplinas e conteúdos que reproduzem seus interesses, e fazem com que crianças de famílias menos favorecidas saiam da escola antes de chegarem a aprender as habilidades próprias das classes dominantes.
  • 15. Teorias Críticas • Escola reprodutora de um sistema dominante (Bowles e Gintis ) - As escolas dirigidas aos trabalhadores subordinados tendem a privilegiar relações sociais nas quais, ao praticar papéis subordinados, os estudantes aprendem a subordinação. - Em contraste, as escolas dirigidas aos trabalhadores dos escalões superiores da escala ocupacional tendem a favorecer relações sociais nas quais os estudantes têm a oportunidade de praticar atitudes de comando e autonomia. (SILVA, 2003, p. 33).
  • 16. Teorias Críticas • É possível perceber a prática mencionada por Silva (2003) no processo escolar atual fazendo relação, principalmente, entre as escolas particulares e as públicas. • Ex: inclusão de outras disciplinas no curriculo escolar de escolas particulares.
  • 17. Teorias Críticas • Para Apple a seleção que constitui o currículo é o resultado de um processo que reflete os interesses particulares das classes e dos grupos dominantes. • A escola, além de transmitir conhecimento, deve ser também, produtora de conhecimento. • Apple faz uma intensa crítica à função da escola como simples transmissora de conhecimentos determinados por interesses dominantes principalmente valores capitalistas, e questiona o papel do professor nesse processo.
  • 18. Teorias Críticas • Henry Giroux: é através de um processo pedagógico que permita às pessoas se tornarem conscientes do papel de controle e poder exercido pelas instituições e pelas estruturas sociais que elas podem se tornar emancipadas ou libertadas de seu poder e controle. • Os professores possuem responsabilidade no sentido de serem pessoas atuantes neste processo, permitindo e instigando o aluno a participar e questionar, bem como propondo questões para que reflitam. Os estudantes devem ter seu espaço para serem ouvidos e suas ideias serem consideradas.
  • 19. Teorias Críticas • Silva (2003) compara a teoria de Giroux ao que diz Gadotti (1989) quando se refere à pedagogia do colonizador contra uma pedagogia do conflito, destacando o papel fundamental do professor na busca pela formação da consciência de seus alunos para não apenas receberem informações, mas refletirem sobre elas, questioná-las e, se necessário, se posicionarem contra.
  • 20. Teorias Críticas • Outros pensadores: Freire; Basil Berstein • Teorias Críticas da Educação • Disponível em: http://www.youtube.com/watch? v=68Vls43nltc
  • 21. Teorias pós-críticas • Currículo Multiculturalista = nenhuma cultura pode ser julgada superior a outra. • Multiculturalismo = contra o currículo universitário tradicional (cultura branca, masculina e européia e heterossexual).
  • 22. Teorias pós-críticas • Perspectivas : - Liberal ou humanista: tolerância, respeito e convivência harmoniosa entre as culturas. - Crítica: cultura dominante faria papel de permitir que outras culturas tivessem seu espaço.
  • 23. Teorias pós-críticas • As questões de gênero são uma das questões muito presentes nas terias pós-criticas. • O acesso a educação era desigual para homens e mulheres e dentro do currículo havia distinções de disciplinas masculinas e femininas. • Assim certas carreiras eram exclusivamente masculinas sem que as mulheres tivessem oportunidade.
  • 24. Teorias pós-críticas • A intenção era que os currículos percebessem as experiências, os interesses, os pensamentos e os conhecimentos femininos dando-lhes igual importância. • As questões raciais e étnicas também começaram a fazer parte das teorias pós-críticas do currículo, tendo sido percebida a problemática da identidade étnica e racial.
  • 25. É essencial, por meio do currículo, desconstruir o texto racial, questionar por que e como valores de certos grupos étnicos e raciais foram desconsiderados ou menosprezados no desenvolvimento cultural e histórico da humanidade e, pela organização do currículo, proporcionar os mesmos significados e valores a todos os grupos, sem supervalorização de um ou de outro.
  • 26. Tendências curriculares no Brasil • Início do sec XX – reformas do ensino. • Participantes do movimento renovador da educação - Escola Nova -, como Anísio Teixeira, Mario Casasanta, Fernando de Azevedo, Carneiro Leão, entre outros. • Na década de 1950, o Instituto Nacional de estudos e Pesquisas – Inep - publicou o primeiro livro brasileiro sobre currículo, intitulado ‘Introdução ao estudo da Escola Primaria”.
  • 27. Tendências curriculares no Brasil • Na década de 1960- introdução das disciplinas , currículos e programas nos cursos de Pedagogia, após a Reforma Universitária (Lei 5.540/1968). • Já nos anos 80 – pensamento crítico sobre o currículo de natureza sociológica. • Atualmente, são múltiplas as abordagens teóricas vigentes no campo do currículo no Brasil, entre eles podemos citar: o enfoque neomarxista, a abordagem processual ou prática, e a corrente pós-moderna.
  • 28. A perspectiva Teórico-Prática do Currículo Como o currículo se realiza de fato ?? • Tal abordagem busca explicar a relação do currículo com o exterior e do currículo como regulador do interior das instituições escolares. • Goodson (1997) propõe uma história social do currículo que leve em consideração o papel histórico dos grupos sociais na definição conflitual acerca das disciplinas e programas de ensino, desmistificando a ideia de um currículo neutro a-temporal e a-histórico.
  • 30. A perspectiva Teórico-Prática do Currículo • A dimensão prática significa buscar a aproximação do que realmente ocorre nas salas de aula. Além dessa concepção ampla, a teoria processual do currículo oferece indicações valiosas para o professor compreender os problemas curriculares. • O currículo deixa de ser um instrumento do trabalho docente. Algo que o professor percebe como sendo inerente e fundamental em seu trabalho, algo sobre o qual ele intervém, modela, aperfeiçoa e transforma.
  • 31. A apresentação formal do currículo • Os objetivos educacionais; • Os conteúdos a serem ensinados; • A metodologia ; • A avaliação. • No Brasil as propostas mesmo fundamentando-se em perspectivas críticas, mantiveram alguns desses elementos atribuindo-lhes novas dimensões e significados.
  • 32. A apresentação formal do currículo • Destacam-se, especialmente: - A apresentação dos fundamentos teóricos, - Os critérios de seleção dos conteúdos e a concepção de ensino que norteia cada um deles. • Na mesma direção, são apresentados: - Os objetivos educacionais a serem alcançados, - Orientações didáticas, incluindo a avaliação e, - Uma ampla bibliografia.
  • 33. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Uma característica marcante da política curricular no Brasil : A centralização do currículo nas mãos do poder público. • Estados legislaram sobre o programa de ensino primário e secundário durante todo sec. XIX e parte do sec. XX. • Divisor de águas = A reforma do ensino de 1º e 2º graus ocorrida em 1971 - Lei 5.692/71.
  • 34. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Lei 4.024/81, contemplou a questão curricular superficialmente admitindo experiências pedagógicas, e no ensino secundário, a variedade de currículos de acordo com as matérias optativas escolhidas pelo estabelecimento de ensino.
  • 36. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Nova estrutura educacional = finalidades da educação nacional concernentes ao regime político vigente • O paradigma curricular técnico, adotado na época, compreendeu uma complexa articulação que envolve quatro aspectos: - A determinação dos conteúdos realçando as diferenças, semelhanças e identidades que havia entre o núcleo comum e a parte diversificada;
  • 37. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil - O currículo pleno com as noções de atividade, áreas de estudo e disciplina; - Em relação ao currículo pleno, o desenvolvimento das ideias de relacionamento, ordenação, sequência e a função de cada uma delas para a construção de um currículo orgânico e flexível; - A delimitação da amplitude da educação geral e formação especial, em torno das quais se desenvolvia toda a nova escolarização.
  • 38. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Outras categorias curriculares como educação geral e formação especial designavam com precisão as finalidades atribuídas ao ensino de 1º e 2º graus. • A educação geral destinava-se a transmitir uma base comum de conhecimentos indispensáveis a todos, tendo em vista a continuidade dos estudos; a parte especial tinha como objetivo a sondagem de aptidões e a indicação para o trabalho no 1º grau, e a habilitação profissional no 2º grau.
  • 39. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Em relação aos conteúdos, optou-se pela classificação tríplice das matérias em: - Comunicação e Expressão, - Estudos Sociais e Conteúdos - Ciências Particulares • A arte - Artes plásticas - Desenho - Teatro, entre outras
  • 40. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Da mesma forma, programas de saúde substituem a visão higienista predominante, pela compreensão mais abrangente de saúde e prevenção. • Assim foram definidos os objetivos das matérias. • Em Comunicação e Expressão: o cultivo de linguagens que ensejem ao aluno o contato coerente com os seus semelhantes e a manifestação harmônica de sua personalidade dos aspectos físico, psíquico e emocional, ressaltando-se a Língua Portuguesa como expressão da cultura brasileira.
  • 41. As Políticas do Governo Federal para o Currículo no Brasil • Nos Estudos Sociais, o ajustamento crescente do educando ao meio cada vez mais amplo e complexo, em que deve apenas viver como conviver, dando-se ênfase ao conhecimento do Brasil na perspectiva atual do seu desenvolvimento. • Nas Ciências, o desenvolvimento do pensamento lógico e a vivência do método científico e de suas aplicações.
  • 42. A organização curricular definida pela Reforma de 1971 vogou por quase três décadas até ser revogada pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação : - LDB (Lei 9.394/96), em 1976. Apesar da vigência da lei, varias reestruturações curriculares ocorreram na década de 1980, implementadas pela ação dos governos estaduais e de alguns municípios.
  • 43. A Organização do Trabalho na Escola • A escola é vista como uma construção coletiva permanente. • Para ser uma organização eficaz no cumprimento de propósitos estabelecidos, a escola deve pautar-se pela autonomia, pelo trabalho coletivo e pela construção do projeto pedagógico.
  • 44. A Organização por Ciclos • A proposta adota a organização do currículo por ciclos, áreas de conhecimento e temas transversais, a justificativa para a fixação dos ciclos baseia-se em argumentos de natureza pedagógica.
  • 46. As Áreas de Conhecimento • A concepção de área evidencia a natureza dos conteúdos tratados, definido claramente o corpo de conhecimentos e o objetivo de aprendizagem. • Neste sentido, os parâmetros optaram por considerar a fundamentação das opções teóricas e metodológicas de cada área possibilitando ao professor refletir sobre cada conteúdo.
  • 47. Temas Transversais • Os objetivos a serem alcançados no ensino das áreas e temas transversais foram definidos em função das capacidades que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo da escolaridade. • Os objetivos se definem em termos de capacidades de ordem cognitiva, afetiva, de relação interpessoal e inserção social, ética e estética, tendo em vista uma formação ampla.
  • 48. Classificação dos Conteúdos • De forma semelhante é indicada no Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, os conteúdos são abordados nos PCNs em três grandes categorias: formação pessoal e social, conhecimento de mundo e natureza e sociedade. • Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa das capacidades intelectuais para operar com símbolos, ideias, imagens e representações que permitem organizar a realidade.
  • 49. Classificação dos Conteúdos • Veja alguns exemplos: 1- Em Ciências Naturais: identificar e compreender as relações entre o solo e os seres vivos nos fenômenos de escoamento da água, erosão e fertilidade do solo no ambiente urbano e rural 2- Em Língua Portuguesa: conhecer e respeitar as diferentes variedades linguísticas do português falado. 3- Em História: identificar os diferentes tipos de organizações urbanas. Destacando suas funções e origem.
  • 50. Classificação dos Conteúdos • Os Conteúdos e procedimentos: expressam um saber fazer, que envolve tomada de decisões e realização de uma série de ações, de forma ordenada e não-aleatória, para atingir uma meta. Veja alguns exemplos: • 1. Em Ciências Naturais: organizar e registrar as informações por intermédio de desenhos, quadros, esquemas, gráficos, listas, textos e maquetes, de acordo com as exigências do assunto em estudo, sob orientação do professor.
  • 51. Classificação dos Conteúdos • Conteúdos atitudinais: referem-se aos valores, às normas e atitudes. A aprendizagem desses aspectos permeia todo o conhecimento escolar. Alguns exemplos a seguir: • 1. Em Ciências Naturais: valorizar a vida em sua diversidade e a preservação dos ambientes. • 2. Em Língua Portuguesa: valorizar a leitura como fonte de informação.
  • 52. Currículo e Fracasso Escolar • Na história da educação brasileira, a avaliação tem sido sistematicamente utilizada com a função de classificar, selecionar, disciplinar e punir os alunos. Analisar a relação entre currículo e a produção do fracasso escolar.
  • 53. Currículo e Fracasso Escolar Aplicação das provas Verificar aprendizado Os resultados A avaliação produz o expressam o fracasso escolar currículo realizado
  • 54. Currículo e Fracasso Escolar • Ainda de acordo com Gimeno (1998, p. 312), [...] os alunos e o próprio professor não distinguem procedimentos de avaliação realizados com propósitos de diagnostico de outros com função sancionador de níveis de aprendizagem com vistas à promoção do aluno pelo currículo regulado dentro da regularidade. • Embora a educação obrigatória não seja seletiva, a avaliação realizada dentro dela gradua os alunos, hierarquiza-os, porque assim ordena sua progressão.
  • 55. O Currículo como Formação • Em primeiro lugar, trata-se de o professor assumir o currículo como a matéria-prima do seu trabalho e de assumir a responsabilidade em colocá-lo em ação, mantendo o compromisso com a qualidade do ensino. • No dia a dia de seu trabalho, o professor se defronta com certas questões como, por exemplo: - Que conteúdos selecionar, de tal forma que sejam significativos para os alunos e que tenham valor para eles fora da escola?
  • 56. O Currículo como Formação - Que atividades podem garantir o interesse dos alunos? - Que metodologia adotar? - Como lidar com a disciplina e a avaliação de forma menos arbitrária? - Como partir dos conhecimentos prévios dos alunos? - Como atuar de forma a facilitar a construção do conhecimento pelos alunos? - Como tornar o ensino e a aprendizagem eficaz com vistas a promover o sucesso do aluno e não o fracasso escolar?
  • 57. O Currículo como Formação Currículo como uma ferramenta de trabalho operacional e conceitual. • O desenvolvimento do currículo faz parte das competências profissionais do docente, essa competência exercida de forma individual ou coletiva resulta em processos de profissionalização distintos
  • 58. O Currículo como Formação • De fato, como ressalta Gimeno (1998), o “saber fazer” docente é construído na prática com os alunos e na troca de experiências com os colegas, mediante “dicas”, afirmações, modelos de atividades e provas, empréstimos de livros e outros materiais, relatos de experiências bem ou mal sucedidas, entre outros. • A atuação individualizada tem predominado no exercício do trabalho de professor. No entanto, práticas de exercícios profissionais de forma coletiva tendem a proporcionar melhores resultados.
  • 59. O Currículo como Formação • Essa posição é defendida por Gimeno que apresenta para tal defesa, três tipos de justificativas: - Boa parte dos objetivos educacionais são abordados por todos os professores; a organização do currículo em ciclos; a ordenação dos conteúdos em temas, a adoção do método de projetos. Entre outras propostas, são inovações que exigem o trabalho coletivo dos professores.
  • 60. O Currículo como Formação - A tomada de decisões coletivas e compartilhada favorece a resolução de problemas profissionais. A relação escola-comunidade requer projetos educativos elaborados de forma coletiva, proporcionando a participação democrática e o envolvimento da comunidade escolar.
  • 61. O Currículo como Formação - Professores que já tiveram a oportunidade de vivenciarem experiências de trabalho em instituições educacionais pautadas pelas relações democráticas de poder e no incentivo à participação, cooperação e trabalho integrado desenvolvem competências profissionais enriquecedoras e diferenciadas daqueles que não tiveram a mesma oportunidade.
  • 62. O professor se profissionalizará no desenvolvimento de um currículo e nas condições em que o realiza. Nesse processo, o professor domina mais conteúdos com os quais trabalha, adquire mais versatilidade no uso de determinadas metodologias, de recursos didáticos e instrumento de avaliação. A experiência docente é, portanto, resultado do desenvolvimento do currículo.
  • 63. O currículo como campo de experimentação. • Essa ideia é desenvolvida por Contreras (1991), que ressalta a importância dos professores assumirem um currículo não como uma solução estabelecida, mas sim, como espaço no qual se pode buscar e experimentar soluções. • Pg 31
  • 64. Atividade 01 SEMINÁRIO • 4 Grupos; • 30 minutos para cada grupo • Nota individual
  • 65. GRUPOS • Grupo 01: Como se constitui um currículo escolar ? (Pg 33-35) • Grupo 02: O currículo na educação infantil. (Pg. 38-39 e texto complementar) • Grupo 03: Como alguns educadores veem o currículo na educação Infantil ?(Pg. 40-42 e texto complementar) • Grupo 04 : Qual o seu modelo curricular ? (Pg 44-46)
  • 66. Atividades • 1. Em grupo discuta os principais pontos sobre as Tendências curriculares no Brasil. • 2. Elabore um texto de no mínimo 20 linhas e no Maximo 30 linhas, contendo os principais pontos sobre as Tendências curriculares no Brasil, discutidos com os seus colegas.