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Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
DIGESTÃO E
ABSORÇÃO DOS
NUTRIENTES;
INTEGRAÇÃO
METABÓLICA
ESTRUTURA ANATÔMICA DO
SISTEMA DIGESTIVO
O trato digestório e seus
órgãos e glândulas
anexas compõem o
SISTEMA DIGESTÓRIO.
O trato digestório é um
tubo oco que se estende
da cavidade bucal ao
ânus, sendo também
chamado de canal
alimentar ou trato
gastrointestinal.
As estruturas do trato
digestório incluem: Boca,
Faringe, Esôfago,
Estômago, Intestino
delgado, Intestino
grosso, Reto e Ânus.
SISTEMA DIGESTÓRIO
Órgãos Anexos
Mastigação: Processo mecânico e químico que
consiste na destruição parcial dos alimentos;
Deglutição: Condução dos alimentos da faringe
para o esôfago;
Ingestão: Chegada do alimento no estômago;
Digestão: Transformação dos alimentos em
moléculas menores;
Absorção: Processo feito pelos intestinos;
Defecação: Forma que o organismo libera o que
não é digerido pelo trato intestinal.
Etapas do processo digestivo
NUTRIÇÃO: Retirada de substâncias alimentares úteis
para o funcionamento do organismo.
TRANSFORMAÇÃO MECÂNICA E QUÍMICA DAS
MOLÉCULAS: De modo a reduzir ao formato e
tamanho adequado para a absorção.
TRANSPORTE DE ALIMENTOS INGERIDOS: Chegada
dos nutrientes nos capilares sanguíneos da mucosa
dos intestinos.
ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS ALIMENTARES: As fezes
contêm os restos do alimento que não foram
absorvidos, células do trato gastrointestinal e
secreções contidas na luz do tubo digestivo.
FUNÇÕES
ESTRUTURA ANATÔMICA DO
SISTEMA DIGESTIVO
O MÚSCULO LISO
GASTROINTESTINAL
CADA CAMADA
MUSCULAR FUNCIONA
COMO UM SINCÍCIO
(BIOMASSA
MULTINUCLEADA).
O POTENCIAL DE
AÇÃO SE PROPAGA EM
TODAS AS DIREÇÕES.
O MOVIMENTO PROPULSIVO -
PERISTALSE
UM ANEL CONTRÁTIL EM
DESLOCAMENTO LONGITUDINAL.
O MOVIMENTO DE MISTURA DO
ESTÔMAGO
DIFEREM NAS
VÁRIAS PARTES
DO TRATO
ALIMENTAR.
TRITURA E
SEPARA OS
CONTEÚDOS.
MAIOR ABSORÇÃO DOS
NUTRIENTES (INTESTINOS)
DELGADO:
MACRONUTRIENTES.
GROSSO:
MICRONUTRIENTES E
ÁGUA.
MICROVILOSIDADES
A MAIORIA DOS ALIMENTOS
SÃO MOLÉCULAS
CONDENSADAS (-OH e - H+)
CARBOIDRATOS : MONOSSACARÍDEOS
LIGADOS = DISSACARÍDEOS OU
POLISSACARÍDEOS.
LIPÍDEOS : TRIGLICERÍDEOS = 3
ÁCIDOS GRAXOS = GLICEROL.
PROTEÍNAS : MÚLTIPLOS
AMINOÁCIDOS → LIGAÇÕES
PEPTÍDICAS.
POLÍMEROS?
POLÍMEROS = Ligações subsequentes
de monômeros. Micromoléculas que
ligam-se umas às outras e formam
Macromoléculas.
Tipos : homopolímeros (glicogênio) e
heteropolímeros (ác. Nucléico).
DIGESTÃO POR HIDRÓLISE
ADIÇÃO DE UMA MOLÉCULA DE ÁGUA
DIGESTÃO DOS
CARBOIDRATOS
BOCA E ESTÔMAGO: AMILASE
SALIVAR E ÁCIDO GÁSTRICO.
(DISSACARÍDEOS MALTOSE,
GALACTOSE, SACAROSE E
POLÍMEROS DE GLICOSE).
INTESTINO DELGADO: AMILASE
PANCREÁTICA, LACTASE, SACARASE,
MALTASE. (MONOSSACARÍDEOS
CONSTITUINTES).
ABSORÇÃO:
FRUTOSE → DIFUSÃO FACILITADA
ATRAVÉS DO EPITÉLIO INTESTINAL.
OUTROS MONOSSACARÍDEOS →
TRANSPORTE ATIVO (COTRANSPORTE
DE SÓDIO).
DIGESTÃO DOS
CARBOIDRATOS
REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO
PÂNCREAS
REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO
PÂNCREAS
REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO
PÂNCREAS
REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO
PÂNCREAS
DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS
ESTÔMAGO: PEPSINA (COLÁGENO,
CONSTITUINTE CONJUNTIVO DAS
CARNES, PRECISA SER DIGERIDO
PRIMEIRO).
INTESTINO DELGADO: SECREÇÕES
PANCREÁTICAS CONTÉM TRIPSINA;
PEPTIDASES DOS ENTERÓCITOS
(GRANDE PARTE DAS PROTEÍNAS)
DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS
ABSORÇÃO:
DIPEPTÍDEOS, TRIPEPTÍDEOS E
Aminoácidos livres → TRANSPORTE
ATIVO DAS MEMBRANAS LUMIAIS DE
CÉLULAS DO EPITÉLIO INTESTINAL.
DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS
DIGESTÃO DAS GORDURAS
ESTÔMAGO: LIPASE LINGUAL (MENOS
DE 10% DOS TRIGLICERÍDEOS).
INTESTINO DELGADO:
EMULSIFICAÇÃO DA GORDURA =
QUEBRA FÍSICA EM GLÓBULOS DE
GORDURA MENORES. (SAIS BILIARES).
RÁPIDA ATUAÇÃO DA LIPASE
PANCREÁTICA SOBRE OS
TRIGLICERÍDEOS DA SUPERFÍCIE DOS
GLÓBULOS.
DIGESTÃO DAS GORDURAS
ABSORÇÃO:
DIFUSÃO ATRAVÉS DO EPITÉLIO
INTESTINAL POR SEREM SOLÚVEIS NA
MEMBRANA CELULAR.
METABOLISMO
Os processos metabólicos que garantem a
manutenção da vida correspondem a todo o
conjunto de reações químicas que ocorrem
no interior das células, chamado de
metabolismo. Ele se divide em catabolismo
e anabolismo.
ANABOLISMO X CATABOLISMO
O catabolismo corresponde às reações de
degradação de moléculas, com liberação de
matéria-prima e energia. Neste caso, os
alimentos são digeridos, fragmentados e
oxidados até CO2 e H2O, fornecendo
energia (seria o caso das reações que, em
seu conjunto, correspondem à respiração
celular, processo que ocorre em várias
etapas, sendo seu estudo detalhado
bastante amplo).
ANABOLISMO X CATABOLISMO
O anabolismo corresponde às reações de
síntese de materiais indispensáveis às
atividades fisiológicas, crescimento e
reprodução, entre as quais a produção de
moléculas de reservas nutritivas, como
glicogênio e gorduras, e estes processos
gastam energia. De maneira bem
simplificada, o catabolismo seria
responsável por desmontar moléculas,
enquanto o anabolismo faria a montagem ou
síntese de novas moléculas.
BALANÇO METABÓLICO
A diferença entre a quantidade total de
anabolismo e a de catabolismo em um período de
tempo determina o balanço metabólico:
a) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido
maior do que o de catabolismo terá um balanço
metabólico positivo.
b) Caso a quantidade de catabolismo tenha sido
maior do que o de anabolismo terá um balanço
metabólico negativo.
c) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido
igual à de catabolismo, teremos um balanço
metabólico nulo.
TAXA METABÓLICA
A Taxa de Metabolismo Basal é a quantidade
mínima de energia (calorias) necessária para
manter as funções vitais do organismo em
repouso (McARDLE e col., 1992 ). Essa taxa pode
variar de acordo com o sexo, peso, altura, idade e
nível de atividade física.
MAS E O ATP???
Bioenergética: Produção de ATP
●
O ATP consiste na adenosina (uma
molécula de adenina unida a uma
molécula de ribose) combinada a 3
grupos fosfato-inorgânico (Pi).
●
Quando a enzima ATPase atua sobre
o ATP ocorre a separação do último
grupo fosfato, liberando energia.
●
ATP = ADP + Pi.
AN ATP MOLECULE
7,6 kcal por mol de ATP.
Mais como o ATP foi formado?
●
O processo de armazenamento de
energia através da formação de ATP
a partir de outras fontes químicas é
denominado fosforilação.
●
Através de várias reações químicas
um grupo de fosfato é adicionado
ao ADP.
●
Essas reações podem ou não usar
o oxigênio.
Como o ATP é fornecido a cada
célula muscular?
A MOLÉCULA DE ATP EM SI É FORMADA
POR UMA BASE NITROGENADA
PROVAVELMENTE PROVENIENTE DE
AMINÁCIDOS INGERIDOS; UM AÇÚCAR
(RIBOSE) PROVENIENTE DE CHO
INGERIDOS E ÍONS FOSFATO.
Existe uma quantidade limitada de ATP em
cada célula muscular.
O ATP está sendo utilizado e regenerado
constantemente.
Fontes de Energia
●
Anaeróbio Alático – ATP CP
●
10 a 12 segundos
●
Anaeróbio Lático – Glicólise Anaeróbia
●
30 segundos a 3 minutos
●
Aeróbio – Glicólise Aeróbia (oxidativo)
●
Mais de 3 minutos
OBS: Não existe a utilização de uma
fonte energética específica – todas
atuam em conjunto.
SISTEMAS DE RESSÍNTESE
DE ATP:
ATP CP e GLICÓLISE
ANAERÓBIA
SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP
ou ANAERÓBIO ALÁTICO
A fosfocreatina é
armazenada nas
células musculares.
Ela é semelhante ao
ATP por também
possuir uma ligação
de alta energia no
grupo fosfato.
SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP
ou ANAERÓBIO ALÁTICO
A quantidade de ATP disponível a partir do
sistema fosfagênio equivale a uma
quantidade entre 5,7 e 6,9 kcal, não
representando muita energia para ser
utilizada durante o exercícios de longa
duração.
Ex.: As reservas de fosfagênio nos músculos
ativos serão esgotadas provavelmente após
apenas 10 segundos de exercício
extenuante, como ao dar um pique de 80
metros.
RECREATING ATP WITH PCr
A ATP pode ser recriada através da ligação de um
fosfato inorgânico (Pi) a adenosina difosfato (ADP
ou adenosina mais dois fosfatos) com a energia
derivada da creatina fosfato.
ATP AND PCr DURING SPRINTING
SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP
ou ANAERÓBIO ALÁTICO
O sistema do fosfagênio representa a fonte
de energia disponível mais rápida do ATP
para ser usado pelo músculo:
1) não depende de uma longa série de reações
químicas;
2) não depende do transporte do oxigênio que
respiramos para os músculos que estão realizando
trabalho;
3) tanto o ATP quanto CP estão armazenados
diretamente dentro dos mecanismos contráteis
SISTEMA GLICOLÍTICO ou
ANAERÓBIO LÁTICO
A glicólise anaeróbia envolve a
desintegração incompleta de uma das
substâncias alimentares, o carboidrato
(GLICOSE), em ácido lático.
A glicose representa
aproximadamente
99% de todos os
açucares
circulantes;
O glicogênio é
sintetizado a partir
da glicose
(glicogênese);
SISTEMA GLICOLÍTICO ou
ANAERÓBIO LÁTICO
A glicólise anaeróbia é mais complexa do
que o sistema do fosfagênio (12 reações).
O acúmulo mais rápido e os níveis mais altos
de ácido lático são alcançados durante um
exercício que pode ser sustentado por 60 a
180 segundos.
SISTEMA GLICOLÍTICO ou
ANAERÓBIO LÁTICO
O ácido lático ou lactato é uma molécula
propícia a liberar íons H+ tornando o meio
intracelular mais ácido (pH abaixo de 7,4).
O pH alterado influencia na atividade
enzimática e todo o maquinário metabólico,
necessitando de um “tamponamento” para o
lactato.
Sistemas de tamponamento do
lactato
INTRACELULAR:
- Proteínas celulares (adquirem o H+)
- Sistema fosfato (converte ác. Forte em
fraco)
- Sitema Bicarbonato (reage com H+ → ác.
Carbônico → água e gás carbônico.
EXTRACELULAR (MCT4):
- Bicarbonato com compensação
respiratória.
- Proteínas plasmáticas.
- hemoglobina (mais lento, porém recebe
mais H+)
SISTEMAS DE RESSÍNTESE
DE ATP:
SISTEMA OXIDATIVO
METABOLISMO OXIDATIVO
OCORRE NA MITOCÔNDRIA;
A SÍNTESE DE ATP POR ESTA VIA METABÓLICA
É DEPENDENTE DA PRESENÇA DE OXIGÊNIO
DENTRO DA CÉLULA.
NO METABOLISMO OXIDATIVO OS
MAQUINÁRIOS CENTRAIS SÃO O CICLO DE
KREBS E A CADEIA RESPIRATÓRIA.
CICLO DE KREBS OU CICLO DO
ÁCIDO CÍTRICO
OCORRE NA MITOCÔNDRIA;
SUA PRINCIPAL FUNÇÃO É A FORMAÇÃO DE
NADH E FADH;
FORMA-SE UMA MOLÉCULA DE ATP NESTE
CICLO.
OXIDAÇÃO DE
GORDURAS
DINÂMICA DO METABOLISMO
LIPÍDICO
OS LIPÍDEOS QUE SERÃO UTILIZADOS PARA
OBTENÇÃO DE ENERGIA METABÓLICA SÃO
ARMAZENADOS NO CORPO HUMANO NOS
ADIPÓCITOS (CÉLULAS GORDUROSAS) EM
FORMA DE TRIGLICERÍDEOS (TAG).
ESSES TAGs SÃO DEGRADADOS EM GLICEROL
E 3 ÁCIDOS GRAXOS (AG)
OS AGs UMA VEZ NO CITOPLASMA CELULAR
ADENTRAM A MITOCÔNDRIA POR MEIO DA L-
CARNITINA PARA QUE SE INICIE A BETA
OXIDAÇÃO.
BETA OXIDAÇÃO
É O CICLO DE REAÇÕES METABÓLICAS ONDE
SÃO FORMADOS NADH ATTRAVÉS DA
OXIDAÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁCIDOS
GRAXOS CONVERTIDOS A ACIL CoA.
OXIDAÇÃO DE
PROTEÍNAS
DINÂMICA DO METABOLISMO
PROTEICO
PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS
ANABÓLICOS.
OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA
OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda
energética.
1) Proteína degradada em seus componentes
aminoácidos;
2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio) e
esse nitrogênio é excretado em forma de uréia;
DINÂMICA DO METABOLISMO
PROTEICO
3) O “esqueleto de carbono” restante pode seguir
uma das três vias:
Síntese de um novo AA;
Transformado em carboidrato ou gordura;
Catabolizado direto para energia.
CADEIA TRANSPORTADORA DE
ELÉTRONS OU CADEIA
RESPIRATÓRIA
● OCORRE NA MITOCÔNDRIA;
● OS NADH E FADH FORMADOS DURANTE TODO
O PROCESSO DE CLICÓLISE ANAERÓBIA, NO
CICLO DE KREBS E NA BETA OXIDAÇÃO DOAM
SEUS ELÉTRONS PARA ESSE MAQUINÁRIO
PROTEICO PARA FORMAÇÃO DE ATP.
METABOLISMO OXIDATIVO
PREDOMINÂNCIA EM ATIVIDADES FÍSICAS DE
LONGA DURAÇÃO E INTENSIDADE MODERADA
(CORRIDAS DE FUNDO, NATAÇÃO EM ÁGUAS
ABERTAS, CAMINHADAS DE LONGA DISTÂNCIA,
ATIVIDADES CÍCLICAS COM INTENSIDADE
MODERADA).
ESTRUTURAS DO MÚSCULO
ESQUELÉTICO E CONTRAÇÃO
MUSCULAR
ESTRUTURAS DO MÚSCULO
ESQUELÉTICO
ESTRUTURA MUSCULAR FINA
A CÉLULA MUSCULAR (MIÓCITO) = Fibras
musculares
MIOFIBRILAS = Miofilamentos contráteis de
actina e miosina
Membranas:
Epimísio, Perimísio, Endomísio e Sarcolema
Estas membranas estão constituídas por tecido
conectivo que facilitam o processo da contração
muscular.
MIOFILAMENTOS
MIOSINA ACTINA
PROTEÍNAS ENVOLVIDAS NA
CONTRAÇÃO MUSCULAR
1)Miosina – longa cadeia de peptídeos;
2)Actina – dupla cadeia helicoidal
globular;
3)Troponina – tem função reguladora,
estrutura globular e vai estar situada em
partes específicas da actina;
4)Tropomiosina – tem função reguladora e
possui caracteristica fibrosa;
ACTINA E MIOSINA
COMPLEXO TROPONINA
TROPOMIOSINA
CONTRAÇÃO MUSCULAR
1)Sinapse na Junção Neuromuscular;
2)Neurotransmissores (Ach) estimulam seus
receptores nicotínicos no sarcolema;
3)Gera-se um potencial de ação que
percorre todo o sarcolema;
4)Os túbulos T levam o potencial de ação
para o interior da fibra muscular
estimulando o retículo sarcoplasmático a
liberar Ca++;
CONTRAÇÃO MUSCULAR
5) Os Ca++ se ligam à troponina fazendo o complexo
troponina-tropomiosina “girar” expondo os sítios
ativos da actina.
*Uma molécula de ATP liga-se à cabeça da miosina
(esta etapa ocorre parelela independente das
anteriores).
*Quebra de ATP em ADP + Pi estimulada pela ligação
de Mg+ na cabeça da miosina fazendo-a acumular
energia (esta etapa ocorre parelela independente das
anteriores).
CONTRAÇÃO MUSCULAR
6) A cabeça da miosina se liga ao sítio ativo
da actina. A liberação do Pi faz com que a
miosina exerça um movimento de “catraca”
fazendo o filamento fino se deslizar
longitudinalmente em relação ao filamento
grosso.
7) A ligação de outra de molécula de ATP na
cabeça da miosina desfaz a ligação miosina-
actina.
REPOUSO
A quebra de ATP
em ADP + Pi é
estimulada pela
ligação de Mg+
na cabeça da
miosina.
MUITO OBRIGADO!!
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
MACRONUTRIENTE
CARBOIDRATO
NATUREZA DOS
CARBOIDRATOS
● TODAS AS CÉLULAS VIVAS CONTÊM
CARBOIDRATOS;
● AS PLANTAS REPRESENTAM A
PRINCIPAL FONTE DE
CARBOIDRATOS NA DIETA HUMANA
(EXCETO LACTOSE E GLICOGÊNIO);
NATUREZA DOS
CARBOIDRATOS
● A PRINCIPAL
FUNÇÃO DOS
CARBOIDRATOS
NO CORPO
HUMANO É A DE
SERVIR COMO
SUBSTRATO
ENERGÉTICO.
MONOSSACARÍDEOS
● A MOLÉCULA DE
MONOSSACARÍDEO
REPRESENTA A UNIDADE
BÁSICA DOS CARBOIDRATOS.
● TRIOSES, TETROSES,
PENTOSES, HEXOSES E
HEPTOSES.
● MAIS IMPORTANTES
NUTRICIONALMENTE:
HEXOSES = GLICOSE;
FRUTOSE; GALACTOSE.
MONOSSACARÍDEOS
● GLICOSE = DEXTROSE OU AÇÚCAR DO
SANGUE.
● A DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS MAIS
COMPLEXOS PRODUZ GLICOSE.
● PRODUZIMOS GLICOSE PELA
GLICONEOGÊNESE NO FÍGADO (ESQUELETOS
DE CARBONO, AMINOÁCIDOS ESPECÍFICOS,
GLICEROL, PIRUVATO E LACTATO).
MONOSSACARÍDEOS
● O INTESTINO DELGADO ABSORVE A GLICOSE A
QUAL PODERÁ SER:
1) UTILIZADA DIRETAMENTE PELAS CÉLULAS
PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA;
2) ARMAZENADA COMO GLICOGÊNIO NO
MÚSCULO E NO FÍGADO PARA UTILIZAÇÃO
SUBSEQUENTE;
3)TRANSFORMADA EM GORDURA E
ARMAZENADA PARA UTILIZAÇÃO
SUBSEQUENTE COMO ENERGIA.
DISSACARÍDEOS
● A COMBINAÇÃO DE DUAS MOLÉCULAS DE
MONOSSACARÍDEOS FORMA UM
DISSACARÍDEO.
● CADA DISSACARÍDEO INCLUI A GLICOSE COMO
COMPONENTE PRINCIPAL.
OLIGOSSACARÍDEOS
● SÃO FORMADOS PELA COMBINAÇÃO DE 3 A 9
RESÍDUOS DE MONOSSACARÍDEOS.
POLISSACARÍDEOS
● REFERE-SE À ASSOCIAÇÃO DE 10 A MILHARES
DE RESÍDUOS DE MONOSSACARÍDEOS POR
LIGAÇÕES GLICOSÍDICAS.
● SÃO CLASSIFICADOS NAS CATEGORIAS
ANIMAL E VEGETAL.
● AS CÉLULAS SINTETIZAM OS
POLISSACARÍDEOS PARA A FUNÇÃO DE
RESERVA ENERGÉTICA OU ESTRUTURAL.
POLISSACARÍDEOS
FIBRAS??
● É UM POLISSACARÍDEO ESTRUTURAL,
GERALMENTE CELULOSE.
INGESTÃO RECOMENDADA DE
CARBOIDRATOS
● PARA PESSOAS QUE PARTICIPAM DE UMA
ATIVIDADE FÍSICA REGULAR, OS
CARBOIDRATOS DEVEM FORNECER CERCA DE
60% (400-600g) DAS CALORIAS DIÁRIAS TOTAIS.
● DURANTE UM TREINAMENTO INTENSO, A
INGESTÃO DE CARBOIDRATOS DEVE
AUMENTAR PARA 70% DAS CALORIAS TOTAIS
CONSUMIDAS.
ÍNDICE GLICÊMICO (IG)
É UMA CLASSIFICAÇÃO DAS TROCAS DE
CARBOIDRATO NOS ALIMENTOS DE ACORDO
COM O IMPACTO IMEDIATO NOS NÍVEIS DE
GLICOSE NO SANGUE.
● ALIMENTOS QUE CONTÊM CARBOIDRATOS
QUE SÃO ABSORVIDOS RAPIDAMENTE APÓS
SUA INGESTÃO TÊM O ÍNDICE GLICÊMICO MAIS
ALTO. POR OUTRO LADO, ALIMENTOS QUE
CONTÊM CARBOIDRATOS QUE SE
DECOMPÕEM LENTAMENTE POSSUEM UM
BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO.
ÍNDICE GLICÊMICO (IG)
● PARA A MAIOR PARTE DAS PESSOAS QUE
NECESSITAM PERDER GORDURA CORPORAL,
OS ALIMENTOS COM BAIXO IG APRESENTAM
VANTAGENS COM RELAÇÃO AOS DE ALTO IG.
● ALGUNS ATLETAS PODEM SE BENEFICIAR COM
O USO DE ALIMENTOS DE ALTO IG, DURANTE E
APÓS AS COMPETIÇÕES, PARA RECUPERAÇÃO
ADEQUADA DE GLICOGÊNIO MUSCULAR.
SUPLEMENTAÇÃO DE
CARBOIDRATOS
PRÉ-ATIVIDADE
PODE SER FEITO DE 3 A 4 HORAS ANTES DO
INÍCIO DA SESSÃO DE EXERCÍCIOS PARA
AUMENTO DAS RESERVAS DE GLICOGÊNIO.
EM CASOS QUE A REFEIÇÃO PRÉ-ATIVIDADE E O
INÍCIO DO EXERCÍCIO É MUITO CURTO (60 A 30
MIN), O USO DE SUPLEMENTOS PODE SER ÚTIL.
RECOMENDA-SE A UTILIZAÇÃO DE
CARBOIDRATOS DE BAIXO IG.
MANIPULAÇÃO DO ÍNDICE GLICÊMICO.
SUPLEMENTAÇÃO DE
CARBOIDRATOS
DURANTE A ATIVIDADE
A ATIVIDADE FÍSICA PROLONGADA (COM 1H OU
MAIS DE DURAÇÃO) OU EXECUTADA EM ALTA
INTENSIDADE PROVOCAM REDUÇÃO
ACENTUADA DO GLICOGÊNIO MUSCULAR.
O CONSUMO DE CARBOIDRATOS DE ALTO IG
DURANTE ESSAS ATIVIDADES PODE PROVOCAR
A MELHORA DO DESEMPENHO, UMA VEZ QUE O
AUMENTO DA GLICEMIA DÁ MAIS APORTE
NUTRITIVO PARA O MÚSCULO EXERCITADO.
SUPLEMENTAÇÃO DE
CARBOIDRATOS
APÓS A ATIVIDADE
FACILITAR A SÍNTESE DE GLICOGÊNIO QUE FOI
GASTO DURANTE A ATIVIDADE PROLONGADA
DE INTENSIDADE MODERADA A ALTA.
A MAIOR TAXA DE SÍNTESE DE GLICOGÊNIO
MUSCULAR É REPORTADA QUANDO OCORRE O
CONSUMO DE 1,0–1,85 g/kg DE CARBOIDRATOS
LOGO APÓS O EXERCÍCIO EM INTERVALOS DE
15-60 MIN EM ATÉ 5H APÓS A ATIVIDADE.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
MACRONUTRIENTE
LIPÍDEO
CARACTERÍSTICAS GERAIS
PRINCIPAIS FUNÇÕES
CLASSIFICAÇÃO
LIPÍDEOS
● CERCA DE 98% DOS LIPÍDEOS DIETÉTICOS
EXISTEM COMO TRIACILGLICERÓIS
(TRIACILGLICERÍDEOS OU TRIGLICERÍDEOS).
● 90% DA GORDURA CORPORAL TOTAL RESIDE
NOS DEPÓSITOS DE TECIDO ADIPOSO DOS
TECIDOS SUBCUTÂNEOS (TRIGLICERÍDEOS
DOS ADIPÓCITOS).
TRIGLICERÍDEO ↔ AC. GRAXOS
ÁCIDO GRAXO
ÁCIDOS GRAXOS
SATURADOS:
- CARNES;
- GEMA DE OVO;
- GORDURAS
LÁCTEAS
- ÓLEO DE COCO E
DE PALMA;
- GORDURA
VEGETAL;
- MARGARINA;
- BOLOS, DOCES;
INSATURADOS:
- ÓLEO DE OLIVA,
DE CANOLA, DE
AMENDOIM,
AMÊNDOAS;
ABACATE
MONOINSATURADO.
- ÓLEO DE
GIRASSOL, DE
SOJA, DE MILHO
(POLI-
INSATURADOS).
ÁCIDO GRAXO (CIS E TRANS)
● ÁCIDO GRAXO INSATURADO CIS = ↑ HDL;
● ÁCIDO GRAXO INSATURADO TRANS = ↑LDL
↓HDL (ÓLEOS DE ORIGEM VEGETAL
AQUECIDOS, PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS);
● ÁCIDO GRAXO SATURADO = ↑ LDL
ÁCIDO GRAXO (CIS E TRANS)
● ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS (3
CARBONOS COM DUPLA LIGAÇÃO CIS).
● CARNE DE PEIXE E MAMÍFEROS MARINHOS;
FOLHAS COM COLORAÇÃO VERDE-ESCURA.
● FUNÇÃO CARDIOPROTETORA (AUMENTO DO
HDL, AUMENTO DA COMPLACÊNCIA ARTERIAL,
EFEITO ANTIARRÍTMICO SOBRE O TECIDO
MIOCÁRDICO).
FAMÍLIA ÔMEGA-3
TRIGLICERÍDEO
TRIGLICERÍDEO
● SUA SÍNTESE SE AUMENTA APÓS AS
REFEIÇÕES PELAS SEGUINTES RAZÕES:
1) MAIORES CONCENTRAÇÕES SANGUÍNEAS DE
ÁCIDOS GRAXOS E DE GLICOSE EM VIRTUDE
DA ABSORÇÃO DO ALIMENTO;
2) UMA ALTA INSULINEMIA, QUE ESTIMULA A
SÍNTESE DE TRIGLICERÍDEO.
COLESTEROL
COLESTEROL
A maior parte do colesterol presente no
corpo é sintetizada pelo próprio organismo,
sendo apenas uma pequena parte adquirida
pela dieta.
O colesterol tem um papel central em
muitos processos bioquímicos, mas é mais
conhecido pela associação existente entre
doenças cardiovasculares e as diversas
lipoproteínas que o transportam, e os altos
níveis de colesterol no sangue
(hipercolesterolemia).
LIPOPROTEÍNAS
O HDL FAZ O TRANSPORTE REVERSO DO
COLESTEROL (FÍGADO, BILE).
INGESTÃO RECOMENDADA DE
LIPÍDEOS
A AMERICAN HEART ASSOCIATION NÃO
DIFERENCIA A INGESTÃO RECOMENDADA
DE PESSOAS FISICAMENTE ATIVAS E
PESSOAS SEDENTÁRIAS; INGESTÃO
DIÁRIA DE COLESTEROL NUNCA
SUPERIOR A 300g, IDEAL 150g.
A CANCER SOCIETY RECOMENDA QUE A
DIETA DEVE CONTER APENAS 20% DE
CALORIAS PROVENIENTES DE LIPÍDEOS.
SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA
Os ácidos graxos são o principal substrato
energético utilizado pelas fibras musculares
durante a realização de um exercício de
intensidade submáxima e longa duração.
O gasto energético de uma prova de ultra-
resistência pode variar de 5.000 a 18.000kcal
por dia.
SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA
A adoção da suplementação lipídica visa
maximizar a utilização deste tipo de
substrato em detrimento aos estoques de
carboidrato, promovendo assim, o efeito
poupador de glicogênio (“sparing effect”).
SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA
A suplementação lipídicapara atividades de
“endurance” pode ser classificada em duas
principais estratégias:
a) elevação aguda dos ácidos graxos no
plasma.
os TCM são rapidamente absorvidos e
transportados pelo organismo. Além disso,
os TCM possuem velocidade de oxidação
comparável à dos CBO, mas, por serem
lipídios, fornecem uma quantidade de
energia maior quando são oxidados.
SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA
b) administração de dietas hiperlipídicas.
Existe, contudo, muita controvérsia em
relação aos possíveis efeitos benéficos ou
deletérios deste tipo de suplementação para
atletas.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
MACRONUTRIENTE
PROTEÍNA
NATUREZA DAS PROTEÍNAS
● UM CORPO DE UM ADULTO DE TAMANHO
MÉDIO CONTÉM ENTRE 10 E 12 Kg DE
PROTEÍNA, LOCALIZADA PRINCIPALMENTE
DENTRO DA MASSA DOS MÚSCULOS
ESQUELÉTICOS.
● AS MOLÉCULAS DE PROTEÍNAS CONTÊM
TAMBÉM CERCA DE 16% DE NITROGÊNIO E
TAMBÉM ENXOFRE, OCASIONALMENTE
FÓSFORO, COBALTO E FERRO.
NATUREZA DAS PROTEÍNAS
● São polímeros de AMINO ÁCIDOS, unidos por
ligações peptídicas.
● DOIS AAs UNIDOS PRODUZEM UM DIPEPTÍDIO,
A UNIÃO DE 3 PRODUZ UM TRIPEPTÍDIO E
ASSIM POR DIANTE. UMA CONFIGURAÇÃO
LINEAR DE ATÉ 100 AAs PRODUZ UM
POLIPEPTÍDIO E UMA COMBINAÇÃO DE MAIS
DE 100 Aas FORMA UMA PROTEÍNA.
PRINCIPAIS FUNÇÕES
ENZIMAS
● São moléculas protéicas com propriedade de
acelerar as reações químicas (síntese ou
degradação).
● As sínteses enzimáticas apresentam alto
rendimento gerando apenas os produtos
desejados e úteis às células.
● São produzidas sob o controle do DNA.
● Centro – ativo: locais da enzima onde o substrato
encaixa
ENZIMAS
● Especificidade : é variável (pode atuar
especificamente sobre um determinado
substrato ou atuar sobre vários compostos com
alguma característica comum)
● Nomenclatura : nome do substrato + sufixo ASE.
Ex.: lípase, maltase, ribonuclease.
● Ao desnaturar-se (perdendo a conformação da
molécula), a enzima perde sua função.
Os Aas diferem-se entre si pela cadeia
lateral (radical).
TIPOS DE PROTEÍNAS
● A SÍNTESE DE UMA PROTEÍNA ESPECÍFICA
DEPENDE DA DISPONIBILIDADE DE AAs
APROPRIADOS.
● Proteínas Completas(alta qualidade): provêm de
alimentos com todos os AAs essenciais na
quantidade e relação correta que lhes possibilite
manter o equilíbrio nitrogenado e permitir o
crescimento e reparo dos tecidos.
TIPOS DE PROTEÍNAS
● Proteínas Incompletas(baixa qualidade): carece
de um ou mais AAs essenciais.
VALOR BIOLÓGICO
O VALOR
BIOLÓGICO DE
UM ALIMENTO
REFERE-SE À SUA
NATUREZA
COMPLETA PARA
SUPRIR OS
AMINOÁCIDOS
ESSENCIAIS.
Classificação das proteínas
quanto à composição
● SIMPLES : formadas exclusivamente por
aminoácidos.
Ex.: Albuminas, Globulinas, Histonas, Proteínas
fibrosas
● CONJUGADA : proteína simples combinada com
alguma substância de natureza não-protéica. O
grupo não protéico é chamado "grupo
prostético".
Ex: Nucleoproteínas, Glicoproteínas,
Lipoproteínas, Fosfoproteínas, Hemeproteínas,
Flavoproteínas, Metaloproteínas.
QUANTIDADE DIETÉTICA
RECOMENDADA (QDR)
● EM MÉDIA 0,83g DE PROTEÍNA POR Kg de
MASSA CORPORAL DIARIAMENTE.
● EM GERAL, A QDR PARA PROTEÍNA (E A
QUANTIDADE DE AAs ESSENCIAIS
NECESSÁRIOS) DIMINUI COM O AVANÇAR DA
IDADE.
● LACTENTES E CRIANÇAS EM CRESCIMENTO =
2,0g A 4,0g POR Kg DE MASSA CORPORAL.
● A GRAVIDEZ EXIGE QUE A INGESTÃO DE
PROTEÍNAS SEJA AUMENTADA EM 20g.
INGESTÃO DIETÉTICA
RECOMENDADA
INGESTÃO DIETÉTICA
RECOMENDADA
● NENHUM BENEFÍCIO ADICIONAL SERÁ
CONSEGUIDO AO INGERIR QUANTIDADES
EXCESSIVAS DE PROTEÍNA
● PARA OS ATLETAS, A MASSA MUSCULAR NÃO
AUMENTA SIMPLESMENTE POR INGERIR
ALIMENTOS RICOS EM PROTEÍNAS OU
MISTURAS ESPECIAIS DE AA.
● QUANDO A INGESTÃO DIETÉTICA DE PROTEÍNA
ULTRAPASSA DE MANEIRA SIGNIFICATIVA OS
VALORES RECOMENDADOS HÁ UMA
SOBRECARGA NAS FUNÇÕES HEPÁTICAS E
RENAIS.
PESSOAS FISICAMENTE
ATIVAS?
● É FATO QUE O CATABOLISMO PROTEICO ACIMA
DO NÍVEL DE REPOUSO OCORRE EM
DECORRÊNCIA DE EXERCÍCIOS AERÓBICOS E
RESISTIDOS.
● ESSE CATABOLISMO AUMENTA QUANDO SE
EXERCITA COM BAIXAS RESERVAS DE
CARBOIDRATOS E/OU BAIXAS INGESTAS
ENERGÉTICAS.
● ATLETAS QUE TREINAM EXTENSAMENTE
DEVERIAM CONSUMIR ENTRE 1,2g E 1,8g DE
PROTEÍNA POR Kg DE MASSA CORPORAL
DIARIAMENTE.
DINÂMICA DO METABOLISMO
PROTEICO
● PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS
ANABÓLICOS.
● OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA
OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda
energética.
1) Proteína degradada em seus componentes
aminoácidos;
2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio);
DINÂMICA DO METABOLISMO
PROTEICO
● PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS
ANABÓLICOS.
● OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA
OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda
energética.
1) Proteína degradada em seus componentes
aminoácidos;
2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio) e
esse nitrogênio é excretado em forma de uréia;
DINÂMICA DO METABOLISMO
PROTEICO
3) O “esqueleto de carbono” restante pode seguir
uma das três vias:
● Síntese de um novo AA;
● Transformado em carboidrato ou gordura;
● Catabolizado direto para energia.
TRANSAMINAÇÃO
EQUILÍBRIO NITROGENADO
● EXISTE EQUILÍBRIO NITROGENADO QUANDO A
INGESTÃO DE NITROGÊNIO (PROTEÍNA) É
IGUAL A EXCREÇÃO DE NITROGÊNIO (URÉIA).
● O CATABOLISMO PROTEICO EXCESSIVO
PROMOVE PERDA DE LÍQUIDOS, POIS A URÉIA
TERÁ QUE SER DISSOLVIDA EM ÁGUA PARA
SER EXCRETADA.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
MICRONUTRIENTES:
VITAMINAS
VITAMINAS
● São moléculas orgânicas formadas por carbono,
oxigênio e hidrogênio.
● As vitaminas desempenham diversas funções no
desenvolvimento e no metabolismo orgânico. No
entanto, não são usadas nem como energia, nem
como material de reposição celular. Também não
contribuem de maneira substancial para a massa
corporal.
● O corpo humano necessita de quantidades
mínimas de vitaminas. Esse grupo de moléculas
tem um efeito protetor contra algumas patologias
VITAMINAS
● Com exceção da Vitamina D, o corpo não
consegue sintetizar vitaminas; assim sendo, elas
terão que ser fornecidas através da dieta.
● Vitaminas lipossolúveis: A, D, E, K; BETA
CAROTENO (PRECURSOR DA VITAMINA A).
● Vitaminas hidrossolúveis: C; COMPLEXO B (B1,
B2, B5, B6, B9, B12); NIACINA; ÁCIDO
PANTOTÊNICO; FOLATO; BIOTINA.
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
● AS VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS SE DISSOLVEM
E SE ACUMULAM NOS TECIDOS ADIPOSOS DO
CORPO SEM A NECESSIDADE DE SEREM
CONSUMIDAS DIARIAMENTE.
● PODERÃO TRANSCORRER VÁRIOS ANOS
ANTES DE SURGIREM OS SINTOMAS DE
INSUFICIÊNCIA DE UMA VITAMINA
LIPOSSOLÚVEL.
● ALGUMAS DOENÇAS TAMBÉM PODEM SURGIR
POR EXCESSO DESSAS VITAMINAS.
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
● AS VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS AGEM
ESSENCIALMENTE COMO COENZIMAS –
PEQUENAS MOLÉCULAS COMBINADAS COM
UM COMPOSTO PROTEICO MAIOR
(APOENZIMA) PARA FORMAR UMA ENZIMA
ATIVA QUE ACELERA A INTERCONVERSÃO DOS
COMPOSTOS QUÍMICOS.
● ELAS DISPERSAM-SE PRONTAMENTE NOS
LÍQUIDOS CORPORAIS SEM SEREM
ARMAZENADAS NOS TECIDOS EM QUALQUER
GRAU APRECIÁVEL.
PAPEL DAS VITAMINAS
PAPEL ANTIOXIDANTE
● SABE-SE QUE O METABOLISMO AERÓBICO
CELULAR GERA UMA CERTA QUANTIDADE DE
RADICAIS LIVRES (SUPERÓXIDO O2-;
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO H2O2; RADICAIS
HIDROXILA OH-). ESSAS MOLÉCULAS SÃO
RESPONSÁVEIS PELO AUMENTO DO DANO
CELULAR (ESTRESSE OXIDATIVO).
● AS VITAMINAS A, C, E e o BETA CAROTENO
REAGEM COM ESSAS MOLÉCULAS
SUPRIMINDO REAÇÃO EM CADEIA
PREJUDICIAL.
INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA
● Vitamina A: 600 mcg/d
● Vitamina D: 5mcg/d
● Vitamina C: 45mg/d
● Vitamina E: 10mg/d
● Tiamina: 1,2 mg/d
● Riboflavina: 1,3mg/d
● Niacina: 16 mg/d
● Vitamina B6: 1,3 mg/d
● Ácido fólico: 400 mcg/d
● Vitamina B12: 2,4 mcg/d
● Biotina: 25 mcg/d
● Ácido pantotênico: 5 mg/d
● Vitamina: K 65 mcg/d
INGESTÃO DIFERENCIADA
AS VITAMINAS PARTICIPAM REPETIDAMENTE DE
REAÇÕES METABÓLICAS; ASSIM SENDO,
PROVAVELMENTE AS NECESSIDADES DIÁRIAS
VITAMÍNICAS DAS PESSOAS FISICAMENTE
ATIVAS NÃO ULTRAPASSAM AQUELAS DE SEUS
CONGÊNERES SEDENTÁRIOS.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
MICRONUTRIENTES:
MINERAIS
OS MINERAIS
● CERCA DE 4% DA MASSA CORPORAL É
COMPOSTA POR UM GRUPO DE 21 ELEMENTOS
PRINCIPALMENTE METÁLICOS, OS MINERAIS.
OS MINERAIS
● 7 MINERAIS PRINCIPAIS: CÁLCIO, FÓSFORO,
POTÁSIO, ENXOFRE, SÓDIO, CLORO E
MAGNÉSIO. (necessários em quantidades >
100mg/dia).
● 14 MINERAIS SECUNDÁRIOS OU
OLIGOMINERAIS: FERRO, FLÚOR, ZINCO,
COBRE, SELÊNIO, IODO, CROMO, COBALTO,
MANGANÊS, MOLIBDÊNIO, CARBONO,
HIDROGÊNIO, OXIGÊNIO E NITROGÊNIO.
(necessários em quantidades < 100mg/dia).
Representam 0,02 % da massa corporal.
OS MINERAIS NO CORPO
HUMANO
● FUNCIONAM COMO COMPONENTES DAS
ENZIMAS, DOS HORMÔNIOS E DAS VITAMINAS.
● COMBINAM-SE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS
QUÍMICAS (EX.: FOSFATO DE CÁLCIO NO OSSO,
FERRO NO GRUPO HEME DA HEMOGLOBINA.
● PODEM EXISTIR ISOLADAMENTE (CÁLCIO
LIVRE NOS LÍQUIDOS CORPORAIS).
PAPEL DOS MINERAIS NO CORPO
● PROPORCIONAM ESTRUTURA PARA A
FORMAÇÃO DOS OSSOS E DENTES;
● EM TERMOS DE FUNÇÃO, AJUDAM A MANTER O
RITMO CARDÍACO NORMAL, A
CONTRATILIDADE MUSCULAR, A
CONDUTIVIDADE NEURAL E O EQUILÍBRIO
ACIDOBÁSICO;
● REGULAM O METABOLISMO POR SE
TRANSFORMAREM EM COMPONENTES DAS
ENZIMAS E DOS HORMÔNIOS QUE MODULAM A
ATIVIDADE CELULAR.
A FALTA DE MINERAIS
ESSENCIAIS ROMPE O
DELICADO EQUILIBRIO ENTRE
CATABOLISMO E ANABOLISMO.
INGESTÃO DEMASIADA?
COMO ACONTECE COM O EXCESSO DE
VITAMINAS, OS MINERAIS EM EXCESSO NÃO
DESEMPENHAM FUNÇÕES FISIOLÓGICAS ÚTEIS
E PODEM PRODUZIR EFEITOS TÓXICOS.
SUPLEMENTAÇÃO?
OS SUPLEMENTOS MINERAIS, COMO OS
SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS, EM GERAL
CONFEREM POUCO BENEFÍCIO, POIS OS
MINERAIS NECESSÁRIOS OCORREM
PRONTAMENTE NO ALIMENTO E NA ÁGUA.
CONTUDO, SE EM CERTA LOCALIZAÇÃO
GEOGRÁFICA O APORTE DE ALGUM MINERAL É
ESCASSO POR CONTA DA ÁGUA OU ALIMENTO,
NECESSITA-SE SUPLEMENTÁ-LO DE ALGUMA
FORMA, COMO OCORRE COM O IODO NO SAL →
(T3 E T4)
DISPONIBILIDADE DE MINERAIS
O CORPO VARIA CONSIDERAVELMENTE EM SUA
CAPACIDADE DE ABSORVER E UTILIZAR OS
MINERAIS EXISTENTES NO ALIMENTO. POR
EXEMPLO:
● O ESPINAFRE CONTÉM MUITO CÁLCIO, PORÉM
APENAS CERCA DE 5% DESSE CÁLCIO É
ABSORVIDO.
● O FERRO DIETÉTICO É ABSORVIDO PELO
INTESTINO DELGADO COM UMA EFICIÊNCIA
MÉDIA DE 5 a 10 %.
FATORES QUE AFETAM A
BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS
1) TIPO DE ALIMENTO: O INTESTINO DELGADO
ABSORVE PRONTAMENTE OS MINERAIS
EXISTENTES NOS PRODUTOS ANIMAIS, POIS
NÃO EXISTEM FIXADORES DE VEGETAIS E
FIBRAS DIETÉTICAS QUE DIFICULTAM A
DIGESTÃO E A ABSORÇÃO. ALÉM DISSO, OS
ALIMENTOS PROVENIENTES DO REINO ANIMAL
EM GERAL CONTÊM ALTAS CONCENTRAÇÕES
DE MINERAIS ( COM EXCEÇÃO DO MAGNÉSIO,
QUE ESTÁ EM MAIOR CONCENTRAÇÃO NOS
VEGETAIS).
FATORES QUE AFETAM A
BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS
2) INTERAÇÃO MINERAL-MINERAL: MUITOS
MINERAIS POSSUEM O MESMO PESO
MOLECULAR E, PORTANTO, COMPETEM PELA
ABSORÇÃO INTESTINAL.
3) INTERAÇÃO VITAMINA-MINERAL: VÁRIAS
VITAMINAS INTERAGEM COM OS MINERAIS DE
MODO QUE AFETA A BIODISPONIBILIDADE DOS
MINERAIS. DE UMA MANEIRA POSITIVA, A
VITAMINA D FACILITA A ABSORÇÃO DE CÁLCIO E
A VITAMINA C APRIMORA A ABSORÇÃO DE
FERRO.
FATORES QUE AFETAM A
BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS
4) INTERAÇÃO FIBRA-MINERAL: UMA ALTA
INGESTÃO DE FIBRAS REDUZ A ABSORÇÃO DE
ALGUNS MINERAIS (CÁLCIO, FERRO, MAGNÉSIO
E FÓSFORO) POR SE UNIREM A ELES
PASSANDO PELO TRATO DIGESTIVO SEM
SEREM ABSORVIDOS.
CÁLCIO E OSTEOPOROSE
● ADOLESCENTES NECESSITAM DE 1300mg/dia E
ADULTOS 1000mg/dia E >50ANOS 1200mg/dia.
● O CÁLCIO É O MINERAL MAIS ABUNDANTE DO
CORPO E COMBINA-SE COM O FÓSFORO PARA
FORMAR OS OSSOS E DENTES.
● A DISPONIBILIDADE DE CÁLCIO COMBINADA
COM A ATIVIDADE FÍSICA REGULAR AFETA A
DINÂMICA DA REMODELAGEM ÓSSEA.
CÁLCIO E OSTEOPOROSE
● OSTEOPENIA: ENFRAQUECIMENTO ÓSSEO,
GERALMENTE NATURAL, QUE OCORRE COM O
AVANÇAR DA IDADE IDOSA.
● OSTEOPOROSE: QUE SIGNIFICA “OSSOS
POROSOS”, COM A DENSIDADE MINERAL
ÓSSEA MAIS DE 2,5 DESVIOS PADRÕES ABAIXO
DO NORMAL PARA IDADE E SEXO
(INFLUENCIADA PRINCIPALMENTE PELA
DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO ÓSSEO).
CÁLCIO E OSTEOPOROSE
A OSTEOPOROSE É UMA PATOLOGIA MAIS
COMUM EM MULHERES IDOSAS, POIS COM O
ADVENTO DA MENOPAUSA A PRODUÇÃO DE
ESTROGÊNIO FICA PREJUDICADA E O
ESTROGÊNIO TÊM 3 IMPORTANTES PAPÉIS NA
SAÚDE DOS OSSOS:
● AUMENTA A ABSORÇÃO INTESTINAL DE
CÁLCIO.
● REDUZ A EXCREÇÃO INTESTINAL DE CÁLCIO.
● FACILITA A RETENÇÃO DE CÁLCIO PELO OSSO.
CÁLCIO E OSTEOPOROSE
AS FORÇAS MUSCULARES INTERMITENTES QUE
ATUAM SOBRE OS OSSOS DURANTE UMA
ATIVIDADE FÍSICA MODIFICAM O METABOLISMO
DOS OSSOS, FACILITANDO SUA CALCIFICAÇÃO.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
ÁGUA (H2O)
Dependendo
da idade, sexo
e composição
corporal.
ÁGUA (H2O)
Morfologicamente assimétrica
POLAR = positivo (2 hidrogênios) /
negativo (oxigênio)
Por sua natureza DIPOLAR = SOLVENTE
(tendência a combinar com íons + ou -)
Grau de afinidade pela água tem
relevante papel nas propriedades
biológicas das macromoléculas
ÁGUA (H2O)
ÁGUA (H2O)
POLARES - tem afinidade (solúveis em
água).
Hidrofílicas : carboidratos, proteínas e
ác. Nucléicos.
APOLARES – não tem afinidade
(insolúveis em água).
Hidrofóbicas : lipídios, óleos e parafinas
ÁGUA (H2O)
ÁGUA (H2O)
PROPRIEDADES :
● Solvente universal e meio de
suspensão e de reações químicas do
corpo;
● Participa de reações químicas no
organismo;
● Manutenção da temperatura corporal
(homeostase) - absorve e libera calor
lentamente;
● Requer grande quantidade de calor
para mudar de estado físico.
Os compartimentos líquidos do
corpo humano
A ÁGUA NO CORPO HUMANO ESTÁ
DISTRIBUÍDA DA SEGUINTE FORMA: 62%
INTRACELULAR E 38% EXTRACELULAR.
2/3 INTRA
1/3 EXTRA
EQUILÍBRIO HÍDRICO: ingestão
versus excreção (DÉBITO)
O conteúdo hídrico do corpo se mantém
relativamente estável através do tempo.
Apesar de ocorrer um gasto considerável de
água nos indivíduos mais ativos, uma
ingestão apropriada de líquido restaura
habitualmente qualquer desequilíbrio no
nível dos líquidos corporais.
INGESTÃO DE ÁGUA
Um adulto sedentário em um ambiente
termoneutro necessita de aproximadamente
2,5 L de água por dia. Para uma pessoa ativa
em um ambiente quente, a demanda de água
aumenta com frequência para entre 5 a 10 L
diários. Três fontes proporcionam essa
água: (1) líquidos, (2) alimentos e (3)
processos metabólicos.
ÁGUA DOS LÍQUIDOS
O indivíduo normal consome normalmente
1,2L de água por dia. O exercício e o
estresse térmico conseguem aumentar a
ingestão de líquidos em cinco ou seis vezes
acima do normal.
ÁGUA NOS ALIMENTOS
Frutas e vegetais contêm uma quantidade
considerável de água; em contrapartida, a
manteiga, os ovos, as carnes secas e os
chocolates, os biscoitos possuem um
conteúdo hídrico relativamente baixo.
ÁGUA METABÓLICA
O dióxido de carbono e a água são formados
quando as moléculas dos alimentos são
catabolizadas para a obtenção de energia.
Sendo denominada água metabólica, esse
líquido proporciona cerca de 14% da
demanda diária de água de uma pessoa
sedentária. O fracionamento de completo de
100g de carboidratos, proteínas e lipídeos
produz 55, 100 e 107g de água metabólica,
respectivamente.
EXCREÇÃO (DÉBITO, GASTO) DE
ÁGUA
A perda de água pelo corpo se processa por
uma de quatro maneiras: (1) na urina, (2)
através da pele, (3) como vapor de água no
ar expirado e (4) nas fezes.
PERDA DE ÁGUA NA URINA
Em condições normais, os
rins reabsorvem cerca de 99%
dos 140 a 160L de filtrado
formado a cada dia;
consequentemente, o volume
de urina excretado
diariamente pelos rins oscila
entre 1L a 1,5L.
Parte da água na urina torna-
se obrigatória para livrar o
corpo dos coprodutos
metabólicos como a uréia.
PERDA DE ÁGUA ATRAVÉS DA
PELE
Uma pequena quantidade de água, talvez de
350 ml, denominada transpiração insensível,
vaza continuamente dos tecidos mais
profundos através da pele até a superfície
corporal.
Em condições normais a taxa de suor varia
entre 500 ml a 700ml.
A pessoa bem aclimatada pode produzir até
12L de suor durante um exercício
prolongado.
PERDA DE ÁGUA COMO VAPOR DE
ÁGUA
A perda insensível de água através de
pequenas gotículas no ar expirado chega a
perfazer 250 a 350 ml por dia. O
umedecimento completo de todo o ar
inspirado à medida que desce e passa pelas
vias pulmonares é responsável por esse tipo
de perda também.
PERDA DE ÁGUA NAS FEZES
A eliminação intestinal produz entre 100 ml e
200 ml de perda de água, pois a água
constitui cerca de 70% da matéria fecal.
Com diarreia ou vômitos, a perda de água
sobe para entre 1,5L e 5L.
ATIVIDADE FÍSICA E FATORES
AMBIENTAIS
A intensidade da atividade física (mesmo em
ambiente aquático), a temperatura ambiente
e a umidade determinam a quantidade de
perda de água através da transpiração.
ATIVIDADE FÍSICA E FATORES
AMBIENTAIS
A umidade relativa (conteúdo hídrico no ar
ambiente) afeta a eficiência do mecanismo
de transpiração na regulação da
temperatura.
O volume plasmático diminui quando a
transpiração acarreta perda de líquido igual a
2 a 3% da massa corporal, o que afeta a
função circulatória, a capacidade de realizar
exercícios e a termorregulação.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
RECURSOS
ERGOGÊNICOS
(parte 1)
O QUE SÃO SUPLEMENTOS
NUTRICIONAIS?
Suplementos Nutricionais são definidos
como substâncias adicionadas à dieta
principalmente: vitaminas, minerais, ervas e
botânicos, aminoácidos, metabólicos,
constituintes, extratos ou combinações de
qualquer desses ingredientes; que podem
estar faltando ou não podem ser consumidos
em quantidade suficiente na dieta de uma
pessoa (Willians, 2004).
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
Recomenda-se que suplementos dietéticos
não sejam considerados alimentos
convencionais da dieta (Lollo e Tavares,
2004).
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
É consenso, na comunidade científica, que a
dieta pode fornecer todos os nutrientes
necessários a uma vida saudável. Sendo
assim, a suplementação da dieta é
recomendada apenas em situações
específicas (Santos e Barros, 2002).
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
Muitas das vezes os suplementos dietéticos
são comercializados como recursos
ergogênicos. Eles são apresentados aos
consumidores, como uma forma de se
alcançar os resultados desejados, da
atividade física, em menor tempo. Entretanto,
a recomendação de suplementos para
melhorar o desempenho físico é
contraditória.
AMINOÁCIDOS DE CADEIA
RAMIFICADA (BCAAs)
Dentre os suplementos utilizados, as
proteínas e aminoácidos estão entre os mais
populares, pois as proteínas fornecem a
base estrutural de tecidos e órgãos.
AMINOÁCIDOS DE CADEIA
RAMIFICADA (bcaa)
A suplementação de aminoácidos de cadeia
ramificada (mais conhecida como BCAA),
leucina, isoleucina e valina surgiram com a
hipótese da fadiga central.
Este tipo de fadiga seria causado por um
declínio da concentração plasmática de
BCAA permitindo então, um maior influxo de
triptofano livre no cérebro, que por sua vez é
precursor do neurotransmissor serotonina,
relacionada ao estado de letargia, cansaço e
sono.
AMINOÁCIDOS DE CADEIA
RAMIFICADA (bcaa)
Dentre os BCAA, a leucina é de extrema
importância para estimular a síntese proteica
durante o período de recuperação muscular
pós-exercício.
CREATINA
A creatina monoidratada (Crm) é amplamente
utilizada, sobretudo, por atletas e indivíduos
fisicamente ativos, devido aos seus
possíveis efeitos ergogênicos sobre a massa
muscular e o desempenho físico anaeróbio.
CREATINA
A grande limitação dos estudos que
concluíram que a suplementação de creatina
não promove hipertrofia é que a maioria
deles empregou protocolos de curto prazo
e/ou sem treinamento de força.
1) testes de 1RM e de repetições máximas no
leg press 45 (3 séries de RMs a 80% de 1RM)
2) período de suplementação ou placebo: 1º
– 5 dias (20g/ dia) + 2º – 7 dias (3g/ dia).
3) 20min de corrida para a máxima distância
seguidos dos re-testes.
A creatina como recurso terapêutico
Os consistentes dados presentes na
literatura acerca do efeito ergogênico da
creatina em atletas começaram,
recentemente, a incentivar o uso terapêutico
dessa substância em doenças caracterizadas
por acometimentos musculares. De fato,
alguns trabalhos já têm demonstrado
melhoras clínicas e fisiológicas decorrentes
desse suplemento em pacientes com
miopatias inflamatórias e distrofias
musculares.
L-CARNITINA
A carnitina (3-hidroxi-4-N-trimetilamino-
butirato) é uma amina quaternária com
função fundamental na geração de energia
pela célula, pois age nas reações
transferidoras de ácidos graxos livres de
cadeia longa do citosol para mitocôndrias,
facilitando sua oxidação e geração de
adenosina trifosfato (ATP).
L-CARNITINA
É sintetizada no organismo a partir de dois
aminoácidos essenciais, lisina e metionina,
exigindo para sua síntese a presença de
ferro, ácido ascórbico, niacina e vitamina B6.
L-CARNITINA (suplementação)
O aumento do fluxo de substratos através
do Ciclo de Krebs poderia resultar em
produção e utilização mais efetivas do
oxigênio, além da melhora na capacidade de
realizar tarefas físicas.
L-CARNITINA e Emagrecimento
Por, comumente no organismo humano, se
situar na membrana da mitocôndria a
carnitina também tem sido frequentemente
utilizada como coadjuvante no tratamento de
dislipidemias, uma vez que atua como um
importante co-fator na oxidação de ácidos
graxos de cadeia longa, aumentando a
utilização de triglicerídeos para o
fornecimento de energia.
L-CARNITINA e Emagrecimento
Além disso, por ser uma substância
produzida no organismo em condições
normais e com boa tolerabilidade, a
suplementação de L-carnitina tem sido
estudada em função de possíveis efeitos
antioxidantes, tanto em indivíduos saudáveis
quanto naqueles com necessidades
especiais.
L-CARNITINA e benefício
cardiovascular
Pelo papel energético no mecanismo
contrátil das células musculares cardíacas e
regulador da concentração de ésteres de
acil-CoA no miocárdio, a carnitina tem sido
um importante coadjuvante no tratamento de
afecções cardiovasculares.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
RECURSOS
ERGOGÊNICOS
(parte 2)
GLUTAMINA
●
É UM AMINOÁCIDO NÃO
ESSENCIAL E É TAMBÉM, O
AMINOÁCIDO MAIS
ABUNDANTE NO PLASMA E
NO MÚSCULO
ESQUELÉTICO.
●
REPRESENTA MAIS DE
METADE DO
RESERVATÓRIO DE
AMINOÁCIDOS LIVRES NOS
MÚSCULOS.
GLUTAMINA
●
A glutamina proporciona um efeito
anticatabólico e acelera a síntese de
proteínas.
●
É utilizada como combustível metabólico
pelas células do sistema imunológico.
SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA
●
Dados indicam que uma maior
disponibilidade de glutamina proporcionada
pela suplementação modula a homeostasia
(o equilíbrio de utilização) da glicose
durante e após o exercício, podendo
facilitar a recuperação pós exercício.
SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA
●
Os possíveis efeitos anticatabólicos e
estimulantes da síntese de glicogênio da
glutamina exógena promoveram a
especulação de que a suplementação de
glutamina poderia beneficiar as respostas
ao treinamento de força.
●
Porém, Candow et al. (2001) verificaram que
a suplementação de glutamina (0,9g por kg
de massa tecidual magra) durante 6
semanas de TF em adultos jovens não
afetou o desempenho muscular, a
degradação de proteínas musculares e CC.
GLUTAMINA e SISTEMA IMUNE
●
AS INFORMAÇÕES NA LITERATURA
SOBRE UM POSSÍVEL EFEITO BENÉFICO
NO SISTEMA IMUNOLÓGICO COM A
SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA AINDA
SÃO INCONSISTENTES.
●
NENHUM ESTUDO DEMONSTRA ALGUM
EFEITO SOBRE A ATIVIDADE DESSAS
CÉLULAS IMUNOLÓGICAS COM O
AUMENTO DA INGESTA DE GLUTAMINA.
USO TERAPÊUTICO DE GLUTAMINA
●
Em diversas doenças (câncer, alergias,
inflamações) onde no tratamento são
utilizados glicocorticóides, tem-se uma
atrofia muscular como efeito do uso
crônico de tal medicamento.
●
A suplementação de glutamina nesses tipos
de casos parece contrabalancear
efetivamente o declínio da síntese proteica
e o desgaste muscular promovido pelo uso
repetido de glicocorticóides.
CAFEÍNA
●
A cafeína (1,3,7 - trimetilxantina) pertence a
um grupo de compostos lipossolúveis
denominados purinas. É encontrada
naturalmente em 63 tipos de plantas, nas
suas folhas, sementes ou frutas.
●
A maior parte da ingestão de cafeína no
Brasil é oriunda do café.
●
Dependendo do tipo de preparo, uma xícara
de café fermentado (100ml) contém 60 a
150mg de cafeína.
CAFEÍNA
●
O trato gastrointestinal absorve
rapidamente a cafeína, com as
concentrações plasmáticas máximas sendo
alcançadas dentro de 1h.
●
A cafeína é eliminada pelo corpo com
bastante rapidez, sendo necessárias cerca
de 3 a 6 horas para que as concentrações
de cafeína sejam reduzidas pela metade.
SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA
●
A ingestão de 2,5 xícaras de café coado 1
hora antes de exercitar-se prolonga a
resistência no exercício aeróbico vigoroso
em condições de laboratório e de campo, o
mesmo ocorrendo no esforço máximo de
menor duração e nas sessões repetidas de
exercícios típicas dos esportes de equipe
de alta intensidade.
SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA
●
Gallagher et al. (2000) verificaram que
fundistas de elite que consumiam 10mg de
cafeína por kilo de peso corporal
imediatamente antes de uma corrida na
esteira rolante até a exaustão prolongavam
o tempo de desempenho em 1,9%, em
comparação com o placebo ou às
condições controle.
SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA
●
Bell e McLellan (2003) analisaram que os
efeitos ergogênicos durante o exercício
executado a 80% do VO2máx que
acompanha uma dose de cafeína de 5mg/kg
são mantidos no transcorrer das 5 horas
subsequentes durante o desafio
representado pelo exercício.
ARGININA
●
Arginina (ácido 2-amino-5-guanidino-
pentanoico) é um aminoácido básico.
●
Principal carreadora de nitrogênio em
humanos e animais, a arginina faz parte da
síntese de moléculas importantes como
agmatina, creatina, ornitina, óxido nítrico,
poliaminas, prolina, dentre outras.
ARGININA
●
A Arginina é classificada como não
essencial em seres humanos, pois pode ser
sintetizada endogenamente numa
quantidade suficiente para atender as
necessidades, não sendo necessária na
dieta de adultos saudáveis. Apresenta
importância na manutenção da resposta
imunológica e cicatrização de feridas.
FONTES ALIMENTARES DE
ARGININA
●
Leite, iogurte, bacon, presunto, gelatina,
frango, lagosta, atum, camarão, salmão,
amendoim, noz, avelã, castanha, aveia,
granola, gérmen de trigo, semente de
girassol, entre outras.
SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA
●
Como a administração prolongada de
arginina aumenta a produção de óxido
nítrico, sua suplementação tem sido
relacionada à melhora da função contráctil
do músculo esquelético.
SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA
●
A administração oral de arginina tem sido
relacionada com a melhora do desempenho
físico por provável diminuição da fadiga
muscular. Esse efeito seria associado à
vasodilatação promovida pelo óxido nítrico,
resultando no aumento da perfusão
muscular, e pela diminuição do consumo de
glicose pelos músculos esqueléticos em
atividade.
SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA
●
A suplementação de arginina pode também
estar associada à melhora da força
contráctil através de uma maior síntese de
proteínas musculares em períodos de
administração mais prolongados quando
realizada concomitantemente a um
programa de exercícios resistidos.
SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA
●
A arginina é precursora da creatina,
importante substrato do metabolismo
energético. A arginina também está
presente na síntese de ureia, auxiliando a
remoção de amônia do organismo, e
também pode desempenhar importante
papel no crescimento e diferenciação
celular através da síntese de ornitina.
USO TERAPÊUTICO DE ARGININA
●
A suplementação de Arginina estimula o
timo e provoca a produção de linfócitos
nessa glândula.
●
Existem várias evidências de que a Arginina
inibe o crescimento de variados tumores.
●
Estimulando a secreção do hormónio do
crescimento, a Arginina acelera o processo
de cicatrização de ferimentos, e inibe a
perda de massa muscular após cirurgias ou
ferimentos.
USO TERAPÊUTICO DE ARGININA
●
A importância da Arginina na produção de
espermatozóides está bem definida. Vários
estudos mostram a relação entre a baixa
contagem de espermatozóides e dietas
deficientes em Arginina.
●
Sendo um componente do colágeno, e
ajudando a construção de novas células
dos ossos e tendões, a L-Arginina pode
apresentar resultados benéficos no
tratamento da artrite e de desordens do
tecido conjuntivo.
Prof. Msc. Vitor Tajra
Nutrição Aplicada ao
Esporte
Controle do Peso e
Comportamentos com
Distúrbios Alimentares
ANOREXIA NERVOSA
●
A anorexia é um distúrbio alimentar que
provoca uma perda de peso acima do que é
considerado saudável para a idade e altura.
Pessoas com anorexia podem ter um medo
intenso de ganhar peso, mesmo quando
estão abaixo do peso normal. Elas podem
abusar de dietas ou exercícios, ou usar
outros métodos para emagrecer.
ANOREXIA NERVOSA
●
A anorexia nervosa é uma doença
complexa, envolvendo componentes
psicológicos, fisiológicos e sociais. A
anorexia nervosa afeta primariamente
adolescentes, sendo cerca de 90% do sexo
feminino, sendo cerca de 40% dos casos
entre adolescentes. Cerca de 1 em cada 300
habitantes de países desenvolvidos já
foram diagnosticados com anorexia.
ANOREXIA NERVOSA
CAUSAS DA ANOREXIA NERVOSA
●
A anorexia é um distúrbio de imagem, no
qual o paciente não consegue aceitar seu
corpo da forma como ele é, ou tem a
impressão de que está acima do peso em
níveis acima da realidade. Isso pode levar a
um quadro de ansiedade, que faz a pessoa
buscar maneiras bruscas de perder peso
rapidamente.
CAUSAS DA ANOREXIA NERVOSA
●
A causa exata da anorexia ainda é
desconhecida, mas acredita-se que fatores
biológicos, psicológicos e ambientais
estejam envolvidas nas causas possíveis
para a doença.
●
Os genes e os hormônios podem
desempenhar um papel no seu
desenvolvimento. Atitudes sociais que
promovem tipos de corpos muito magros
também podem estar envolvidas.
SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA
●
Sentir medo enorme de engordar ou ficar
acima do peso ideal, mesmo quando a
pessoa está abaixo do peso normal
●
Recusar-se a manter o peso que é
considerado normal ou aceitável para sua
idade e altura (geralmente, pessoas com
anorexia estão no mínimo 15% abaixo do
peso normal)
SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA
●
Ter uma imagem corporal muito distorcida,
ser muito focada no peso ou na forma
corporal e se recusar a admitir a gravidade
da perda de peso.
●
Não menstruar por três ou mais ciclos.
●
BULIMIA!
SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA
●
Ir ao banheiro imediatamente após as
refeições
●
Recusar-se a comer perto de outras
pessoas
●
Usar comprimidos para urinar (diuréticos),
evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o
apetite (comprimidos para perda de peso).
EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DA
ANOREXIA NERVOSA
●
Albumina
●
Exame de densidade óssea para verificar se
há ossos finos (osteoporose)
●
Hemograma completo
●
Eletrocardiograma (ECG)
●
Eletrólitos
●
Testes de funcionamento dos rins
●
Testes da função hepática
●
Proteína total
●
Testes de funcionamento da tireoide
●
Urinálise
VIGOREXIA
●
Vigorexia, bigorexia ou transtorno
dismórfico muscular, ocorre quando há uma
doença psicológica caracterizada por uma
insatisfação constante com o corpo, que
afeta principalmente os homens, levando-os
à prática exaustiva de exercícios físicos.
Pode estar associada a uma distorção da
autoimagem e a um transtorno psicológico
similar à anorexia.
VIGOREXIA (divisão)
Pode-se dividir a vigorexia em dois grupos
de acordo com seus principais sintomas:
●
Treinamento excessivo (Overtraining) e
anabolizantes;
●
Obsessão pela aparência e insatisfação
persistente;
Assim como outras atividades prazerosas, a musculação
pode também se tornar uma adicção similar ao abuso de
drogas, assim como é comum incluir o abuso de
anabolizantes e drogas similares.
VIGOREXIA (característica)
Indivíduos acometidos desta síndrome são
pessoas que, mesmo fortes fisicamente, ao
visualizarem a sua imagem em espelhos,
por exemplo, vêem-se como fracos, de
maneira similar aos acometidos de anorexia
que, ao se visualizarem, sempre se
consideram gordos.
VIGOREXIA (SINTOMAS)
●
Insatisfeito persistente com sua própria imagem;
●
Uso de diversos suplementos alimentares e inclusive esteroides e
anabolizantes;
●
Seguir uma dieta rica em proteínas por longo período;
●
Ansiedade elevada;
●
Sintomas depressivos;
●
Irritabilidade;
●
Cansaço e fadiga;
●
Dor muscular em todo o corpo;
●
Lesões musculares e articulares por excesso de exercício;
●
Problemas de sono.
VIGOREXIA (complicações)
A prática exagerada de exercícios (sobrecarga de treino ou
overtraining) podem causar:
●
Dores musculares persistentes
●
Fadiga persistente
●
Ritmo cardíaco elevado, em estado de repouso
●
Maior susceptibilidade a infecções
●
Maior incidência de lesões
●
Irritabilidade
●
Depressão
●
Perda de motivação
●
Insônias
●
Perda de apetite
●
Perda de peso
●
Menor desempenho sexual
ANABOLIZANTES
O consumo crescente de esteroides
anabolizantes com fins puramente estéticos
é associado a esta síndrome, o que levou
países europeus a tratarem seu comércio
com os mesmos critérios legais e penais do
consumo de drogas psicotrópicas.
Correlatamente, proprietários de academias
e instrutores da área sem escrúpulos
aproveitam-se de tal mercado possível e
constroem estruturas de contrabando e
tráfico deste tipo de medicamentos.
ANABOLIZANTES
Os sintomas psicológicos do abuso de anabolizantes
incluem :
●
Agressividade e raiva incontroláveis;
●
Impulsividade;
●
Ciúme patológico;
●
Episódio maníaco;
●
Delírios (geralmente de superioridade ou inferioridade);
●
Confusão mental;
●
Dificuldade de concentração;
●
Problemas sexuais;
OBSESSÃO POR DEFINIÇÃO
MUSCULAR
Determinados indivíduos, ao serem acometidos
de vigorexia, podem desenvolver uma obsessão
não apenas pelo volume muscular, mas também
pela aparência deste, e seu volume de gordura
subcutânea que os revela. A esta característica,
chama-se definição muscular. Este fator é
importante entre os fisiculturistas competidores,
e até importante nos atletas de diversos
desportos, no teor de gordura corporal, sem
considerar diretamente factores estéticos.
MUITO OBRIGADO!!

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Digestão e absorção de nutrientes

  • 1. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte DIGESTÃO E ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES; INTEGRAÇÃO METABÓLICA
  • 3. O trato digestório e seus órgãos e glândulas anexas compõem o SISTEMA DIGESTÓRIO. O trato digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrointestinal. As estruturas do trato digestório incluem: Boca, Faringe, Esôfago, Estômago, Intestino delgado, Intestino grosso, Reto e Ânus.
  • 5. Mastigação: Processo mecânico e químico que consiste na destruição parcial dos alimentos; Deglutição: Condução dos alimentos da faringe para o esôfago; Ingestão: Chegada do alimento no estômago; Digestão: Transformação dos alimentos em moléculas menores; Absorção: Processo feito pelos intestinos; Defecação: Forma que o organismo libera o que não é digerido pelo trato intestinal. Etapas do processo digestivo
  • 6. NUTRIÇÃO: Retirada de substâncias alimentares úteis para o funcionamento do organismo. TRANSFORMAÇÃO MECÂNICA E QUÍMICA DAS MOLÉCULAS: De modo a reduzir ao formato e tamanho adequado para a absorção. TRANSPORTE DE ALIMENTOS INGERIDOS: Chegada dos nutrientes nos capilares sanguíneos da mucosa dos intestinos. ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS ALIMENTARES: As fezes contêm os restos do alimento que não foram absorvidos, células do trato gastrointestinal e secreções contidas na luz do tubo digestivo. FUNÇÕES
  • 8. O MÚSCULO LISO GASTROINTESTINAL CADA CAMADA MUSCULAR FUNCIONA COMO UM SINCÍCIO (BIOMASSA MULTINUCLEADA). O POTENCIAL DE AÇÃO SE PROPAGA EM TODAS AS DIREÇÕES.
  • 9. O MOVIMENTO PROPULSIVO - PERISTALSE UM ANEL CONTRÁTIL EM DESLOCAMENTO LONGITUDINAL.
  • 10. O MOVIMENTO DE MISTURA DO ESTÔMAGO DIFEREM NAS VÁRIAS PARTES DO TRATO ALIMENTAR. TRITURA E SEPARA OS CONTEÚDOS.
  • 11. MAIOR ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES (INTESTINOS) DELGADO: MACRONUTRIENTES. GROSSO: MICRONUTRIENTES E ÁGUA.
  • 13. A MAIORIA DOS ALIMENTOS SÃO MOLÉCULAS CONDENSADAS (-OH e - H+) CARBOIDRATOS : MONOSSACARÍDEOS LIGADOS = DISSACARÍDEOS OU POLISSACARÍDEOS. LIPÍDEOS : TRIGLICERÍDEOS = 3 ÁCIDOS GRAXOS = GLICEROL. PROTEÍNAS : MÚLTIPLOS AMINOÁCIDOS → LIGAÇÕES PEPTÍDICAS.
  • 14. POLÍMEROS? POLÍMEROS = Ligações subsequentes de monômeros. Micromoléculas que ligam-se umas às outras e formam Macromoléculas. Tipos : homopolímeros (glicogênio) e heteropolímeros (ác. Nucléico).
  • 15. DIGESTÃO POR HIDRÓLISE ADIÇÃO DE UMA MOLÉCULA DE ÁGUA
  • 16. DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS BOCA E ESTÔMAGO: AMILASE SALIVAR E ÁCIDO GÁSTRICO. (DISSACARÍDEOS MALTOSE, GALACTOSE, SACAROSE E POLÍMEROS DE GLICOSE). INTESTINO DELGADO: AMILASE PANCREÁTICA, LACTASE, SACARASE, MALTASE. (MONOSSACARÍDEOS CONSTITUINTES).
  • 17.
  • 18. ABSORÇÃO: FRUTOSE → DIFUSÃO FACILITADA ATRAVÉS DO EPITÉLIO INTESTINAL. OUTROS MONOSSACARÍDEOS → TRANSPORTE ATIVO (COTRANSPORTE DE SÓDIO). DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
  • 19. REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO PÂNCREAS
  • 20. REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO PÂNCREAS
  • 21. REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO PÂNCREAS
  • 22. REGULAÇÃO DA GLICOSE PELO PÂNCREAS
  • 23. DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS ESTÔMAGO: PEPSINA (COLÁGENO, CONSTITUINTE CONJUNTIVO DAS CARNES, PRECISA SER DIGERIDO PRIMEIRO). INTESTINO DELGADO: SECREÇÕES PANCREÁTICAS CONTÉM TRIPSINA; PEPTIDASES DOS ENTERÓCITOS (GRANDE PARTE DAS PROTEÍNAS)
  • 25. ABSORÇÃO: DIPEPTÍDEOS, TRIPEPTÍDEOS E Aminoácidos livres → TRANSPORTE ATIVO DAS MEMBRANAS LUMIAIS DE CÉLULAS DO EPITÉLIO INTESTINAL. DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS
  • 26. DIGESTÃO DAS GORDURAS ESTÔMAGO: LIPASE LINGUAL (MENOS DE 10% DOS TRIGLICERÍDEOS). INTESTINO DELGADO: EMULSIFICAÇÃO DA GORDURA = QUEBRA FÍSICA EM GLÓBULOS DE GORDURA MENORES. (SAIS BILIARES). RÁPIDA ATUAÇÃO DA LIPASE PANCREÁTICA SOBRE OS TRIGLICERÍDEOS DA SUPERFÍCIE DOS GLÓBULOS.
  • 27. DIGESTÃO DAS GORDURAS ABSORÇÃO: DIFUSÃO ATRAVÉS DO EPITÉLIO INTESTINAL POR SEREM SOLÚVEIS NA MEMBRANA CELULAR.
  • 28. METABOLISMO Os processos metabólicos que garantem a manutenção da vida correspondem a todo o conjunto de reações químicas que ocorrem no interior das células, chamado de metabolismo. Ele se divide em catabolismo e anabolismo.
  • 29.
  • 30. ANABOLISMO X CATABOLISMO O catabolismo corresponde às reações de degradação de moléculas, com liberação de matéria-prima e energia. Neste caso, os alimentos são digeridos, fragmentados e oxidados até CO2 e H2O, fornecendo energia (seria o caso das reações que, em seu conjunto, correspondem à respiração celular, processo que ocorre em várias etapas, sendo seu estudo detalhado bastante amplo).
  • 31. ANABOLISMO X CATABOLISMO O anabolismo corresponde às reações de síntese de materiais indispensáveis às atividades fisiológicas, crescimento e reprodução, entre as quais a produção de moléculas de reservas nutritivas, como glicogênio e gorduras, e estes processos gastam energia. De maneira bem simplificada, o catabolismo seria responsável por desmontar moléculas, enquanto o anabolismo faria a montagem ou síntese de novas moléculas.
  • 32.
  • 33. BALANÇO METABÓLICO A diferença entre a quantidade total de anabolismo e a de catabolismo em um período de tempo determina o balanço metabólico: a) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido maior do que o de catabolismo terá um balanço metabólico positivo. b) Caso a quantidade de catabolismo tenha sido maior do que o de anabolismo terá um balanço metabólico negativo. c) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido igual à de catabolismo, teremos um balanço metabólico nulo.
  • 34. TAXA METABÓLICA A Taxa de Metabolismo Basal é a quantidade mínima de energia (calorias) necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso (McARDLE e col., 1992 ). Essa taxa pode variar de acordo com o sexo, peso, altura, idade e nível de atividade física.
  • 35.
  • 36. MAS E O ATP???
  • 37. Bioenergética: Produção de ATP ● O ATP consiste na adenosina (uma molécula de adenina unida a uma molécula de ribose) combinada a 3 grupos fosfato-inorgânico (Pi). ● Quando a enzima ATPase atua sobre o ATP ocorre a separação do último grupo fosfato, liberando energia. ● ATP = ADP + Pi.
  • 38. AN ATP MOLECULE 7,6 kcal por mol de ATP.
  • 39. Mais como o ATP foi formado? ● O processo de armazenamento de energia através da formação de ATP a partir de outras fontes químicas é denominado fosforilação. ● Através de várias reações químicas um grupo de fosfato é adicionado ao ADP. ● Essas reações podem ou não usar o oxigênio.
  • 40. Como o ATP é fornecido a cada célula muscular? A MOLÉCULA DE ATP EM SI É FORMADA POR UMA BASE NITROGENADA PROVAVELMENTE PROVENIENTE DE AMINÁCIDOS INGERIDOS; UM AÇÚCAR (RIBOSE) PROVENIENTE DE CHO INGERIDOS E ÍONS FOSFATO. Existe uma quantidade limitada de ATP em cada célula muscular. O ATP está sendo utilizado e regenerado constantemente.
  • 41.
  • 42. Fontes de Energia ● Anaeróbio Alático – ATP CP ● 10 a 12 segundos ● Anaeróbio Lático – Glicólise Anaeróbia ● 30 segundos a 3 minutos ● Aeróbio – Glicólise Aeróbia (oxidativo) ● Mais de 3 minutos OBS: Não existe a utilização de uma fonte energética específica – todas atuam em conjunto.
  • 43. SISTEMAS DE RESSÍNTESE DE ATP: ATP CP e GLICÓLISE ANAERÓBIA
  • 44. SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP ou ANAERÓBIO ALÁTICO A fosfocreatina é armazenada nas células musculares. Ela é semelhante ao ATP por também possuir uma ligação de alta energia no grupo fosfato.
  • 45. SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP ou ANAERÓBIO ALÁTICO A quantidade de ATP disponível a partir do sistema fosfagênio equivale a uma quantidade entre 5,7 e 6,9 kcal, não representando muita energia para ser utilizada durante o exercícios de longa duração. Ex.: As reservas de fosfagênio nos músculos ativos serão esgotadas provavelmente após apenas 10 segundos de exercício extenuante, como ao dar um pique de 80 metros.
  • 46. RECREATING ATP WITH PCr A ATP pode ser recriada através da ligação de um fosfato inorgânico (Pi) a adenosina difosfato (ADP ou adenosina mais dois fosfatos) com a energia derivada da creatina fosfato.
  • 47.
  • 48. ATP AND PCr DURING SPRINTING
  • 49.
  • 50. SISTEMA FOSFAGÊNICO ou ATP CP ou ANAERÓBIO ALÁTICO O sistema do fosfagênio representa a fonte de energia disponível mais rápida do ATP para ser usado pelo músculo: 1) não depende de uma longa série de reações químicas; 2) não depende do transporte do oxigênio que respiramos para os músculos que estão realizando trabalho; 3) tanto o ATP quanto CP estão armazenados diretamente dentro dos mecanismos contráteis
  • 51. SISTEMA GLICOLÍTICO ou ANAERÓBIO LÁTICO A glicólise anaeróbia envolve a desintegração incompleta de uma das substâncias alimentares, o carboidrato (GLICOSE), em ácido lático.
  • 52. A glicose representa aproximadamente 99% de todos os açucares circulantes; O glicogênio é sintetizado a partir da glicose (glicogênese);
  • 53.
  • 54.
  • 55. SISTEMA GLICOLÍTICO ou ANAERÓBIO LÁTICO A glicólise anaeróbia é mais complexa do que o sistema do fosfagênio (12 reações). O acúmulo mais rápido e os níveis mais altos de ácido lático são alcançados durante um exercício que pode ser sustentado por 60 a 180 segundos.
  • 56. SISTEMA GLICOLÍTICO ou ANAERÓBIO LÁTICO O ácido lático ou lactato é uma molécula propícia a liberar íons H+ tornando o meio intracelular mais ácido (pH abaixo de 7,4). O pH alterado influencia na atividade enzimática e todo o maquinário metabólico, necessitando de um “tamponamento” para o lactato.
  • 57. Sistemas de tamponamento do lactato INTRACELULAR: - Proteínas celulares (adquirem o H+) - Sistema fosfato (converte ác. Forte em fraco) - Sitema Bicarbonato (reage com H+ → ác. Carbônico → água e gás carbônico. EXTRACELULAR (MCT4): - Bicarbonato com compensação respiratória. - Proteínas plasmáticas. - hemoglobina (mais lento, porém recebe mais H+)
  • 58.
  • 59.
  • 60. SISTEMAS DE RESSÍNTESE DE ATP: SISTEMA OXIDATIVO
  • 61. METABOLISMO OXIDATIVO OCORRE NA MITOCÔNDRIA; A SÍNTESE DE ATP POR ESTA VIA METABÓLICA É DEPENDENTE DA PRESENÇA DE OXIGÊNIO DENTRO DA CÉLULA. NO METABOLISMO OXIDATIVO OS MAQUINÁRIOS CENTRAIS SÃO O CICLO DE KREBS E A CADEIA RESPIRATÓRIA.
  • 62. CICLO DE KREBS OU CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO OCORRE NA MITOCÔNDRIA; SUA PRINCIPAL FUNÇÃO É A FORMAÇÃO DE NADH E FADH; FORMA-SE UMA MOLÉCULA DE ATP NESTE CICLO.
  • 63.
  • 65. DINÂMICA DO METABOLISMO LIPÍDICO OS LIPÍDEOS QUE SERÃO UTILIZADOS PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA METABÓLICA SÃO ARMAZENADOS NO CORPO HUMANO NOS ADIPÓCITOS (CÉLULAS GORDUROSAS) EM FORMA DE TRIGLICERÍDEOS (TAG). ESSES TAGs SÃO DEGRADADOS EM GLICEROL E 3 ÁCIDOS GRAXOS (AG) OS AGs UMA VEZ NO CITOPLASMA CELULAR ADENTRAM A MITOCÔNDRIA POR MEIO DA L- CARNITINA PARA QUE SE INICIE A BETA OXIDAÇÃO.
  • 66. BETA OXIDAÇÃO É O CICLO DE REAÇÕES METABÓLICAS ONDE SÃO FORMADOS NADH ATTRAVÉS DA OXIDAÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁCIDOS GRAXOS CONVERTIDOS A ACIL CoA.
  • 68. DINÂMICA DO METABOLISMO PROTEICO PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS ANABÓLICOS. OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda energética. 1) Proteína degradada em seus componentes aminoácidos; 2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio) e esse nitrogênio é excretado em forma de uréia;
  • 69. DINÂMICA DO METABOLISMO PROTEICO 3) O “esqueleto de carbono” restante pode seguir uma das três vias: Síntese de um novo AA; Transformado em carboidrato ou gordura; Catabolizado direto para energia.
  • 70.
  • 71. CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS OU CADEIA RESPIRATÓRIA ● OCORRE NA MITOCÔNDRIA; ● OS NADH E FADH FORMADOS DURANTE TODO O PROCESSO DE CLICÓLISE ANAERÓBIA, NO CICLO DE KREBS E NA BETA OXIDAÇÃO DOAM SEUS ELÉTRONS PARA ESSE MAQUINÁRIO PROTEICO PARA FORMAÇÃO DE ATP.
  • 72.
  • 73. METABOLISMO OXIDATIVO PREDOMINÂNCIA EM ATIVIDADES FÍSICAS DE LONGA DURAÇÃO E INTENSIDADE MODERADA (CORRIDAS DE FUNDO, NATAÇÃO EM ÁGUAS ABERTAS, CAMINHADAS DE LONGA DISTÂNCIA, ATIVIDADES CÍCLICAS COM INTENSIDADE MODERADA).
  • 74. ESTRUTURAS DO MÚSCULO ESQUELÉTICO E CONTRAÇÃO MUSCULAR
  • 76.
  • 77.
  • 78. ESTRUTURA MUSCULAR FINA A CÉLULA MUSCULAR (MIÓCITO) = Fibras musculares MIOFIBRILAS = Miofilamentos contráteis de actina e miosina Membranas: Epimísio, Perimísio, Endomísio e Sarcolema Estas membranas estão constituídas por tecido conectivo que facilitam o processo da contração muscular.
  • 79.
  • 81. PROTEÍNAS ENVOLVIDAS NA CONTRAÇÃO MUSCULAR 1)Miosina – longa cadeia de peptídeos; 2)Actina – dupla cadeia helicoidal globular; 3)Troponina – tem função reguladora, estrutura globular e vai estar situada em partes específicas da actina; 4)Tropomiosina – tem função reguladora e possui caracteristica fibrosa;
  • 84. CONTRAÇÃO MUSCULAR 1)Sinapse na Junção Neuromuscular; 2)Neurotransmissores (Ach) estimulam seus receptores nicotínicos no sarcolema; 3)Gera-se um potencial de ação que percorre todo o sarcolema; 4)Os túbulos T levam o potencial de ação para o interior da fibra muscular estimulando o retículo sarcoplasmático a liberar Ca++;
  • 85. CONTRAÇÃO MUSCULAR 5) Os Ca++ se ligam à troponina fazendo o complexo troponina-tropomiosina “girar” expondo os sítios ativos da actina. *Uma molécula de ATP liga-se à cabeça da miosina (esta etapa ocorre parelela independente das anteriores). *Quebra de ATP em ADP + Pi estimulada pela ligação de Mg+ na cabeça da miosina fazendo-a acumular energia (esta etapa ocorre parelela independente das anteriores).
  • 86. CONTRAÇÃO MUSCULAR 6) A cabeça da miosina se liga ao sítio ativo da actina. A liberação do Pi faz com que a miosina exerça um movimento de “catraca” fazendo o filamento fino se deslizar longitudinalmente em relação ao filamento grosso. 7) A ligação de outra de molécula de ATP na cabeça da miosina desfaz a ligação miosina- actina.
  • 87.
  • 88.
  • 89.
  • 90.
  • 92.
  • 93.
  • 94. A quebra de ATP em ADP + Pi é estimulada pela ligação de Mg+ na cabeça da miosina.
  • 95.
  • 96.
  • 97.
  • 98.
  • 99.
  • 100.
  • 102. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte MACRONUTRIENTE CARBOIDRATO
  • 103. NATUREZA DOS CARBOIDRATOS ● TODAS AS CÉLULAS VIVAS CONTÊM CARBOIDRATOS; ● AS PLANTAS REPRESENTAM A PRINCIPAL FONTE DE CARBOIDRATOS NA DIETA HUMANA (EXCETO LACTOSE E GLICOGÊNIO);
  • 104. NATUREZA DOS CARBOIDRATOS ● A PRINCIPAL FUNÇÃO DOS CARBOIDRATOS NO CORPO HUMANO É A DE SERVIR COMO SUBSTRATO ENERGÉTICO.
  • 105. MONOSSACARÍDEOS ● A MOLÉCULA DE MONOSSACARÍDEO REPRESENTA A UNIDADE BÁSICA DOS CARBOIDRATOS. ● TRIOSES, TETROSES, PENTOSES, HEXOSES E HEPTOSES. ● MAIS IMPORTANTES NUTRICIONALMENTE: HEXOSES = GLICOSE; FRUTOSE; GALACTOSE.
  • 106. MONOSSACARÍDEOS ● GLICOSE = DEXTROSE OU AÇÚCAR DO SANGUE. ● A DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS MAIS COMPLEXOS PRODUZ GLICOSE. ● PRODUZIMOS GLICOSE PELA GLICONEOGÊNESE NO FÍGADO (ESQUELETOS DE CARBONO, AMINOÁCIDOS ESPECÍFICOS, GLICEROL, PIRUVATO E LACTATO).
  • 107. MONOSSACARÍDEOS ● O INTESTINO DELGADO ABSORVE A GLICOSE A QUAL PODERÁ SER: 1) UTILIZADA DIRETAMENTE PELAS CÉLULAS PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA; 2) ARMAZENADA COMO GLICOGÊNIO NO MÚSCULO E NO FÍGADO PARA UTILIZAÇÃO SUBSEQUENTE; 3)TRANSFORMADA EM GORDURA E ARMAZENADA PARA UTILIZAÇÃO SUBSEQUENTE COMO ENERGIA.
  • 108. DISSACARÍDEOS ● A COMBINAÇÃO DE DUAS MOLÉCULAS DE MONOSSACARÍDEOS FORMA UM DISSACARÍDEO. ● CADA DISSACARÍDEO INCLUI A GLICOSE COMO COMPONENTE PRINCIPAL.
  • 109. OLIGOSSACARÍDEOS ● SÃO FORMADOS PELA COMBINAÇÃO DE 3 A 9 RESÍDUOS DE MONOSSACARÍDEOS.
  • 110. POLISSACARÍDEOS ● REFERE-SE À ASSOCIAÇÃO DE 10 A MILHARES DE RESÍDUOS DE MONOSSACARÍDEOS POR LIGAÇÕES GLICOSÍDICAS. ● SÃO CLASSIFICADOS NAS CATEGORIAS ANIMAL E VEGETAL. ● AS CÉLULAS SINTETIZAM OS POLISSACARÍDEOS PARA A FUNÇÃO DE RESERVA ENERGÉTICA OU ESTRUTURAL.
  • 112.
  • 113. FIBRAS?? ● É UM POLISSACARÍDEO ESTRUTURAL, GERALMENTE CELULOSE.
  • 114. INGESTÃO RECOMENDADA DE CARBOIDRATOS ● PARA PESSOAS QUE PARTICIPAM DE UMA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR, OS CARBOIDRATOS DEVEM FORNECER CERCA DE 60% (400-600g) DAS CALORIAS DIÁRIAS TOTAIS. ● DURANTE UM TREINAMENTO INTENSO, A INGESTÃO DE CARBOIDRATOS DEVE AUMENTAR PARA 70% DAS CALORIAS TOTAIS CONSUMIDAS.
  • 115. ÍNDICE GLICÊMICO (IG) É UMA CLASSIFICAÇÃO DAS TROCAS DE CARBOIDRATO NOS ALIMENTOS DE ACORDO COM O IMPACTO IMEDIATO NOS NÍVEIS DE GLICOSE NO SANGUE. ● ALIMENTOS QUE CONTÊM CARBOIDRATOS QUE SÃO ABSORVIDOS RAPIDAMENTE APÓS SUA INGESTÃO TÊM O ÍNDICE GLICÊMICO MAIS ALTO. POR OUTRO LADO, ALIMENTOS QUE CONTÊM CARBOIDRATOS QUE SE DECOMPÕEM LENTAMENTE POSSUEM UM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO.
  • 116. ÍNDICE GLICÊMICO (IG) ● PARA A MAIOR PARTE DAS PESSOAS QUE NECESSITAM PERDER GORDURA CORPORAL, OS ALIMENTOS COM BAIXO IG APRESENTAM VANTAGENS COM RELAÇÃO AOS DE ALTO IG. ● ALGUNS ATLETAS PODEM SE BENEFICIAR COM O USO DE ALIMENTOS DE ALTO IG, DURANTE E APÓS AS COMPETIÇÕES, PARA RECUPERAÇÃO ADEQUADA DE GLICOGÊNIO MUSCULAR.
  • 117. SUPLEMENTAÇÃO DE CARBOIDRATOS PRÉ-ATIVIDADE PODE SER FEITO DE 3 A 4 HORAS ANTES DO INÍCIO DA SESSÃO DE EXERCÍCIOS PARA AUMENTO DAS RESERVAS DE GLICOGÊNIO. EM CASOS QUE A REFEIÇÃO PRÉ-ATIVIDADE E O INÍCIO DO EXERCÍCIO É MUITO CURTO (60 A 30 MIN), O USO DE SUPLEMENTOS PODE SER ÚTIL. RECOMENDA-SE A UTILIZAÇÃO DE CARBOIDRATOS DE BAIXO IG. MANIPULAÇÃO DO ÍNDICE GLICÊMICO.
  • 118. SUPLEMENTAÇÃO DE CARBOIDRATOS DURANTE A ATIVIDADE A ATIVIDADE FÍSICA PROLONGADA (COM 1H OU MAIS DE DURAÇÃO) OU EXECUTADA EM ALTA INTENSIDADE PROVOCAM REDUÇÃO ACENTUADA DO GLICOGÊNIO MUSCULAR. O CONSUMO DE CARBOIDRATOS DE ALTO IG DURANTE ESSAS ATIVIDADES PODE PROVOCAR A MELHORA DO DESEMPENHO, UMA VEZ QUE O AUMENTO DA GLICEMIA DÁ MAIS APORTE NUTRITIVO PARA O MÚSCULO EXERCITADO.
  • 119. SUPLEMENTAÇÃO DE CARBOIDRATOS APÓS A ATIVIDADE FACILITAR A SÍNTESE DE GLICOGÊNIO QUE FOI GASTO DURANTE A ATIVIDADE PROLONGADA DE INTENSIDADE MODERADA A ALTA. A MAIOR TAXA DE SÍNTESE DE GLICOGÊNIO MUSCULAR É REPORTADA QUANDO OCORRE O CONSUMO DE 1,0–1,85 g/kg DE CARBOIDRATOS LOGO APÓS O EXERCÍCIO EM INTERVALOS DE 15-60 MIN EM ATÉ 5H APÓS A ATIVIDADE.
  • 120. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte MACRONUTRIENTE LIPÍDEO
  • 124. LIPÍDEOS ● CERCA DE 98% DOS LIPÍDEOS DIETÉTICOS EXISTEM COMO TRIACILGLICERÓIS (TRIACILGLICERÍDEOS OU TRIGLICERÍDEOS). ● 90% DA GORDURA CORPORAL TOTAL RESIDE NOS DEPÓSITOS DE TECIDO ADIPOSO DOS TECIDOS SUBCUTÂNEOS (TRIGLICERÍDEOS DOS ADIPÓCITOS).
  • 127. ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS: - CARNES; - GEMA DE OVO; - GORDURAS LÁCTEAS - ÓLEO DE COCO E DE PALMA; - GORDURA VEGETAL; - MARGARINA; - BOLOS, DOCES; INSATURADOS: - ÓLEO DE OLIVA, DE CANOLA, DE AMENDOIM, AMÊNDOAS; ABACATE MONOINSATURADO. - ÓLEO DE GIRASSOL, DE SOJA, DE MILHO (POLI- INSATURADOS).
  • 128. ÁCIDO GRAXO (CIS E TRANS)
  • 129. ● ÁCIDO GRAXO INSATURADO CIS = ↑ HDL; ● ÁCIDO GRAXO INSATURADO TRANS = ↑LDL ↓HDL (ÓLEOS DE ORIGEM VEGETAL AQUECIDOS, PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS); ● ÁCIDO GRAXO SATURADO = ↑ LDL ÁCIDO GRAXO (CIS E TRANS)
  • 130. ● ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS (3 CARBONOS COM DUPLA LIGAÇÃO CIS). ● CARNE DE PEIXE E MAMÍFEROS MARINHOS; FOLHAS COM COLORAÇÃO VERDE-ESCURA. ● FUNÇÃO CARDIOPROTETORA (AUMENTO DO HDL, AUMENTO DA COMPLACÊNCIA ARTERIAL, EFEITO ANTIARRÍTMICO SOBRE O TECIDO MIOCÁRDICO). FAMÍLIA ÔMEGA-3
  • 132. TRIGLICERÍDEO ● SUA SÍNTESE SE AUMENTA APÓS AS REFEIÇÕES PELAS SEGUINTES RAZÕES: 1) MAIORES CONCENTRAÇÕES SANGUÍNEAS DE ÁCIDOS GRAXOS E DE GLICOSE EM VIRTUDE DA ABSORÇÃO DO ALIMENTO; 2) UMA ALTA INSULINEMIA, QUE ESTIMULA A SÍNTESE DE TRIGLICERÍDEO.
  • 134. COLESTEROL A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. O colesterol tem um papel central em muitos processos bioquímicos, mas é mais conhecido pela associação existente entre doenças cardiovasculares e as diversas lipoproteínas que o transportam, e os altos níveis de colesterol no sangue (hipercolesterolemia).
  • 135. LIPOPROTEÍNAS O HDL FAZ O TRANSPORTE REVERSO DO COLESTEROL (FÍGADO, BILE).
  • 136. INGESTÃO RECOMENDADA DE LIPÍDEOS A AMERICAN HEART ASSOCIATION NÃO DIFERENCIA A INGESTÃO RECOMENDADA DE PESSOAS FISICAMENTE ATIVAS E PESSOAS SEDENTÁRIAS; INGESTÃO DIÁRIA DE COLESTEROL NUNCA SUPERIOR A 300g, IDEAL 150g. A CANCER SOCIETY RECOMENDA QUE A DIETA DEVE CONTER APENAS 20% DE CALORIAS PROVENIENTES DE LIPÍDEOS.
  • 137. SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA Os ácidos graxos são o principal substrato energético utilizado pelas fibras musculares durante a realização de um exercício de intensidade submáxima e longa duração. O gasto energético de uma prova de ultra- resistência pode variar de 5.000 a 18.000kcal por dia.
  • 138. SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA A adoção da suplementação lipídica visa maximizar a utilização deste tipo de substrato em detrimento aos estoques de carboidrato, promovendo assim, o efeito poupador de glicogênio (“sparing effect”).
  • 139. SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA A suplementação lipídicapara atividades de “endurance” pode ser classificada em duas principais estratégias: a) elevação aguda dos ácidos graxos no plasma. os TCM são rapidamente absorvidos e transportados pelo organismo. Além disso, os TCM possuem velocidade de oxidação comparável à dos CBO, mas, por serem lipídios, fornecem uma quantidade de energia maior quando são oxidados.
  • 140. SUPLEMENTAÇÃO LIPÍDICA b) administração de dietas hiperlipídicas. Existe, contudo, muita controvérsia em relação aos possíveis efeitos benéficos ou deletérios deste tipo de suplementação para atletas.
  • 141. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte MACRONUTRIENTE PROTEÍNA
  • 142. NATUREZA DAS PROTEÍNAS ● UM CORPO DE UM ADULTO DE TAMANHO MÉDIO CONTÉM ENTRE 10 E 12 Kg DE PROTEÍNA, LOCALIZADA PRINCIPALMENTE DENTRO DA MASSA DOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS. ● AS MOLÉCULAS DE PROTEÍNAS CONTÊM TAMBÉM CERCA DE 16% DE NITROGÊNIO E TAMBÉM ENXOFRE, OCASIONALMENTE FÓSFORO, COBALTO E FERRO.
  • 143. NATUREZA DAS PROTEÍNAS ● São polímeros de AMINO ÁCIDOS, unidos por ligações peptídicas. ● DOIS AAs UNIDOS PRODUZEM UM DIPEPTÍDIO, A UNIÃO DE 3 PRODUZ UM TRIPEPTÍDIO E ASSIM POR DIANTE. UMA CONFIGURAÇÃO LINEAR DE ATÉ 100 AAs PRODUZ UM POLIPEPTÍDIO E UMA COMBINAÇÃO DE MAIS DE 100 Aas FORMA UMA PROTEÍNA.
  • 145.
  • 146.
  • 147.
  • 148.
  • 149.
  • 150. ENZIMAS ● São moléculas protéicas com propriedade de acelerar as reações químicas (síntese ou degradação). ● As sínteses enzimáticas apresentam alto rendimento gerando apenas os produtos desejados e úteis às células. ● São produzidas sob o controle do DNA. ● Centro – ativo: locais da enzima onde o substrato encaixa
  • 151. ENZIMAS ● Especificidade : é variável (pode atuar especificamente sobre um determinado substrato ou atuar sobre vários compostos com alguma característica comum) ● Nomenclatura : nome do substrato + sufixo ASE. Ex.: lípase, maltase, ribonuclease. ● Ao desnaturar-se (perdendo a conformação da molécula), a enzima perde sua função.
  • 152. Os Aas diferem-se entre si pela cadeia lateral (radical).
  • 153. TIPOS DE PROTEÍNAS ● A SÍNTESE DE UMA PROTEÍNA ESPECÍFICA DEPENDE DA DISPONIBILIDADE DE AAs APROPRIADOS. ● Proteínas Completas(alta qualidade): provêm de alimentos com todos os AAs essenciais na quantidade e relação correta que lhes possibilite manter o equilíbrio nitrogenado e permitir o crescimento e reparo dos tecidos.
  • 154. TIPOS DE PROTEÍNAS ● Proteínas Incompletas(baixa qualidade): carece de um ou mais AAs essenciais.
  • 155. VALOR BIOLÓGICO O VALOR BIOLÓGICO DE UM ALIMENTO REFERE-SE À SUA NATUREZA COMPLETA PARA SUPRIR OS AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS.
  • 156. Classificação das proteínas quanto à composição ● SIMPLES : formadas exclusivamente por aminoácidos. Ex.: Albuminas, Globulinas, Histonas, Proteínas fibrosas ● CONJUGADA : proteína simples combinada com alguma substância de natureza não-protéica. O grupo não protéico é chamado "grupo prostético". Ex: Nucleoproteínas, Glicoproteínas, Lipoproteínas, Fosfoproteínas, Hemeproteínas, Flavoproteínas, Metaloproteínas.
  • 157. QUANTIDADE DIETÉTICA RECOMENDADA (QDR) ● EM MÉDIA 0,83g DE PROTEÍNA POR Kg de MASSA CORPORAL DIARIAMENTE. ● EM GERAL, A QDR PARA PROTEÍNA (E A QUANTIDADE DE AAs ESSENCIAIS NECESSÁRIOS) DIMINUI COM O AVANÇAR DA IDADE. ● LACTENTES E CRIANÇAS EM CRESCIMENTO = 2,0g A 4,0g POR Kg DE MASSA CORPORAL. ● A GRAVIDEZ EXIGE QUE A INGESTÃO DE PROTEÍNAS SEJA AUMENTADA EM 20g.
  • 159. INGESTÃO DIETÉTICA RECOMENDADA ● NENHUM BENEFÍCIO ADICIONAL SERÁ CONSEGUIDO AO INGERIR QUANTIDADES EXCESSIVAS DE PROTEÍNA ● PARA OS ATLETAS, A MASSA MUSCULAR NÃO AUMENTA SIMPLESMENTE POR INGERIR ALIMENTOS RICOS EM PROTEÍNAS OU MISTURAS ESPECIAIS DE AA. ● QUANDO A INGESTÃO DIETÉTICA DE PROTEÍNA ULTRAPASSA DE MANEIRA SIGNIFICATIVA OS VALORES RECOMENDADOS HÁ UMA SOBRECARGA NAS FUNÇÕES HEPÁTICAS E RENAIS.
  • 160. PESSOAS FISICAMENTE ATIVAS? ● É FATO QUE O CATABOLISMO PROTEICO ACIMA DO NÍVEL DE REPOUSO OCORRE EM DECORRÊNCIA DE EXERCÍCIOS AERÓBICOS E RESISTIDOS. ● ESSE CATABOLISMO AUMENTA QUANDO SE EXERCITA COM BAIXAS RESERVAS DE CARBOIDRATOS E/OU BAIXAS INGESTAS ENERGÉTICAS. ● ATLETAS QUE TREINAM EXTENSAMENTE DEVERIAM CONSUMIR ENTRE 1,2g E 1,8g DE PROTEÍNA POR Kg DE MASSA CORPORAL DIARIAMENTE.
  • 161. DINÂMICA DO METABOLISMO PROTEICO ● PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS ANABÓLICOS. ● OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda energética. 1) Proteína degradada em seus componentes aminoácidos; 2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio);
  • 162. DINÂMICA DO METABOLISMO PROTEICO ● PRINCIPAL: AA PARA VÁRIOS PROCESSOS ANABÓLICOS. ● OCASIONALMENTE: CATABOLISMO PARA OBTENÇÃO DE ENERGIA (2% a 5% da demanda energética. 1) Proteína degradada em seus componentes aminoácidos; 2) Desaminação no fígado (perde o nitrogênio) e esse nitrogênio é excretado em forma de uréia;
  • 163. DINÂMICA DO METABOLISMO PROTEICO 3) O “esqueleto de carbono” restante pode seguir uma das três vias: ● Síntese de um novo AA; ● Transformado em carboidrato ou gordura; ● Catabolizado direto para energia.
  • 164.
  • 166. EQUILÍBRIO NITROGENADO ● EXISTE EQUILÍBRIO NITROGENADO QUANDO A INGESTÃO DE NITROGÊNIO (PROTEÍNA) É IGUAL A EXCREÇÃO DE NITROGÊNIO (URÉIA). ● O CATABOLISMO PROTEICO EXCESSIVO PROMOVE PERDA DE LÍQUIDOS, POIS A URÉIA TERÁ QUE SER DISSOLVIDA EM ÁGUA PARA SER EXCRETADA.
  • 167. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte MICRONUTRIENTES: VITAMINAS
  • 168. VITAMINAS ● São moléculas orgânicas formadas por carbono, oxigênio e hidrogênio. ● As vitaminas desempenham diversas funções no desenvolvimento e no metabolismo orgânico. No entanto, não são usadas nem como energia, nem como material de reposição celular. Também não contribuem de maneira substancial para a massa corporal. ● O corpo humano necessita de quantidades mínimas de vitaminas. Esse grupo de moléculas tem um efeito protetor contra algumas patologias
  • 169. VITAMINAS ● Com exceção da Vitamina D, o corpo não consegue sintetizar vitaminas; assim sendo, elas terão que ser fornecidas através da dieta. ● Vitaminas lipossolúveis: A, D, E, K; BETA CAROTENO (PRECURSOR DA VITAMINA A). ● Vitaminas hidrossolúveis: C; COMPLEXO B (B1, B2, B5, B6, B9, B12); NIACINA; ÁCIDO PANTOTÊNICO; FOLATO; BIOTINA.
  • 170.
  • 171. VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS ● AS VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS SE DISSOLVEM E SE ACUMULAM NOS TECIDOS ADIPOSOS DO CORPO SEM A NECESSIDADE DE SEREM CONSUMIDAS DIARIAMENTE. ● PODERÃO TRANSCORRER VÁRIOS ANOS ANTES DE SURGIREM OS SINTOMAS DE INSUFICIÊNCIA DE UMA VITAMINA LIPOSSOLÚVEL. ● ALGUMAS DOENÇAS TAMBÉM PODEM SURGIR POR EXCESSO DESSAS VITAMINAS.
  • 172. VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS ● AS VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS AGEM ESSENCIALMENTE COMO COENZIMAS – PEQUENAS MOLÉCULAS COMBINADAS COM UM COMPOSTO PROTEICO MAIOR (APOENZIMA) PARA FORMAR UMA ENZIMA ATIVA QUE ACELERA A INTERCONVERSÃO DOS COMPOSTOS QUÍMICOS. ● ELAS DISPERSAM-SE PRONTAMENTE NOS LÍQUIDOS CORPORAIS SEM SEREM ARMAZENADAS NOS TECIDOS EM QUALQUER GRAU APRECIÁVEL.
  • 174. PAPEL ANTIOXIDANTE ● SABE-SE QUE O METABOLISMO AERÓBICO CELULAR GERA UMA CERTA QUANTIDADE DE RADICAIS LIVRES (SUPERÓXIDO O2-; PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO H2O2; RADICAIS HIDROXILA OH-). ESSAS MOLÉCULAS SÃO RESPONSÁVEIS PELO AUMENTO DO DANO CELULAR (ESTRESSE OXIDATIVO). ● AS VITAMINAS A, C, E e o BETA CAROTENO REAGEM COM ESSAS MOLÉCULAS SUPRIMINDO REAÇÃO EM CADEIA PREJUDICIAL.
  • 175. INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA ● Vitamina A: 600 mcg/d ● Vitamina D: 5mcg/d ● Vitamina C: 45mg/d ● Vitamina E: 10mg/d ● Tiamina: 1,2 mg/d ● Riboflavina: 1,3mg/d ● Niacina: 16 mg/d ● Vitamina B6: 1,3 mg/d ● Ácido fólico: 400 mcg/d ● Vitamina B12: 2,4 mcg/d ● Biotina: 25 mcg/d ● Ácido pantotênico: 5 mg/d ● Vitamina: K 65 mcg/d
  • 176. INGESTÃO DIFERENCIADA AS VITAMINAS PARTICIPAM REPETIDAMENTE DE REAÇÕES METABÓLICAS; ASSIM SENDO, PROVAVELMENTE AS NECESSIDADES DIÁRIAS VITAMÍNICAS DAS PESSOAS FISICAMENTE ATIVAS NÃO ULTRAPASSAM AQUELAS DE SEUS CONGÊNERES SEDENTÁRIOS.
  • 177.
  • 178. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte MICRONUTRIENTES: MINERAIS
  • 179. OS MINERAIS ● CERCA DE 4% DA MASSA CORPORAL É COMPOSTA POR UM GRUPO DE 21 ELEMENTOS PRINCIPALMENTE METÁLICOS, OS MINERAIS.
  • 180. OS MINERAIS ● 7 MINERAIS PRINCIPAIS: CÁLCIO, FÓSFORO, POTÁSIO, ENXOFRE, SÓDIO, CLORO E MAGNÉSIO. (necessários em quantidades > 100mg/dia). ● 14 MINERAIS SECUNDÁRIOS OU OLIGOMINERAIS: FERRO, FLÚOR, ZINCO, COBRE, SELÊNIO, IODO, CROMO, COBALTO, MANGANÊS, MOLIBDÊNIO, CARBONO, HIDROGÊNIO, OXIGÊNIO E NITROGÊNIO. (necessários em quantidades < 100mg/dia). Representam 0,02 % da massa corporal.
  • 181. OS MINERAIS NO CORPO HUMANO ● FUNCIONAM COMO COMPONENTES DAS ENZIMAS, DOS HORMÔNIOS E DAS VITAMINAS. ● COMBINAM-SE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS (EX.: FOSFATO DE CÁLCIO NO OSSO, FERRO NO GRUPO HEME DA HEMOGLOBINA. ● PODEM EXISTIR ISOLADAMENTE (CÁLCIO LIVRE NOS LÍQUIDOS CORPORAIS).
  • 182. PAPEL DOS MINERAIS NO CORPO ● PROPORCIONAM ESTRUTURA PARA A FORMAÇÃO DOS OSSOS E DENTES; ● EM TERMOS DE FUNÇÃO, AJUDAM A MANTER O RITMO CARDÍACO NORMAL, A CONTRATILIDADE MUSCULAR, A CONDUTIVIDADE NEURAL E O EQUILÍBRIO ACIDOBÁSICO; ● REGULAM O METABOLISMO POR SE TRANSFORMAREM EM COMPONENTES DAS ENZIMAS E DOS HORMÔNIOS QUE MODULAM A ATIVIDADE CELULAR.
  • 183.
  • 184.
  • 185. A FALTA DE MINERAIS ESSENCIAIS ROMPE O DELICADO EQUILIBRIO ENTRE CATABOLISMO E ANABOLISMO.
  • 186. INGESTÃO DEMASIADA? COMO ACONTECE COM O EXCESSO DE VITAMINAS, OS MINERAIS EM EXCESSO NÃO DESEMPENHAM FUNÇÕES FISIOLÓGICAS ÚTEIS E PODEM PRODUZIR EFEITOS TÓXICOS.
  • 187. SUPLEMENTAÇÃO? OS SUPLEMENTOS MINERAIS, COMO OS SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS, EM GERAL CONFEREM POUCO BENEFÍCIO, POIS OS MINERAIS NECESSÁRIOS OCORREM PRONTAMENTE NO ALIMENTO E NA ÁGUA. CONTUDO, SE EM CERTA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA O APORTE DE ALGUM MINERAL É ESCASSO POR CONTA DA ÁGUA OU ALIMENTO, NECESSITA-SE SUPLEMENTÁ-LO DE ALGUMA FORMA, COMO OCORRE COM O IODO NO SAL → (T3 E T4)
  • 188.
  • 189. DISPONIBILIDADE DE MINERAIS O CORPO VARIA CONSIDERAVELMENTE EM SUA CAPACIDADE DE ABSORVER E UTILIZAR OS MINERAIS EXISTENTES NO ALIMENTO. POR EXEMPLO: ● O ESPINAFRE CONTÉM MUITO CÁLCIO, PORÉM APENAS CERCA DE 5% DESSE CÁLCIO É ABSORVIDO. ● O FERRO DIETÉTICO É ABSORVIDO PELO INTESTINO DELGADO COM UMA EFICIÊNCIA MÉDIA DE 5 a 10 %.
  • 190. FATORES QUE AFETAM A BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS 1) TIPO DE ALIMENTO: O INTESTINO DELGADO ABSORVE PRONTAMENTE OS MINERAIS EXISTENTES NOS PRODUTOS ANIMAIS, POIS NÃO EXISTEM FIXADORES DE VEGETAIS E FIBRAS DIETÉTICAS QUE DIFICULTAM A DIGESTÃO E A ABSORÇÃO. ALÉM DISSO, OS ALIMENTOS PROVENIENTES DO REINO ANIMAL EM GERAL CONTÊM ALTAS CONCENTRAÇÕES DE MINERAIS ( COM EXCEÇÃO DO MAGNÉSIO, QUE ESTÁ EM MAIOR CONCENTRAÇÃO NOS VEGETAIS).
  • 191. FATORES QUE AFETAM A BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS 2) INTERAÇÃO MINERAL-MINERAL: MUITOS MINERAIS POSSUEM O MESMO PESO MOLECULAR E, PORTANTO, COMPETEM PELA ABSORÇÃO INTESTINAL. 3) INTERAÇÃO VITAMINA-MINERAL: VÁRIAS VITAMINAS INTERAGEM COM OS MINERAIS DE MODO QUE AFETA A BIODISPONIBILIDADE DOS MINERAIS. DE UMA MANEIRA POSITIVA, A VITAMINA D FACILITA A ABSORÇÃO DE CÁLCIO E A VITAMINA C APRIMORA A ABSORÇÃO DE FERRO.
  • 192. FATORES QUE AFETAM A BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS 4) INTERAÇÃO FIBRA-MINERAL: UMA ALTA INGESTÃO DE FIBRAS REDUZ A ABSORÇÃO DE ALGUNS MINERAIS (CÁLCIO, FERRO, MAGNÉSIO E FÓSFORO) POR SE UNIREM A ELES PASSANDO PELO TRATO DIGESTIVO SEM SEREM ABSORVIDOS.
  • 193.
  • 194.
  • 195. CÁLCIO E OSTEOPOROSE ● ADOLESCENTES NECESSITAM DE 1300mg/dia E ADULTOS 1000mg/dia E >50ANOS 1200mg/dia. ● O CÁLCIO É O MINERAL MAIS ABUNDANTE DO CORPO E COMBINA-SE COM O FÓSFORO PARA FORMAR OS OSSOS E DENTES. ● A DISPONIBILIDADE DE CÁLCIO COMBINADA COM A ATIVIDADE FÍSICA REGULAR AFETA A DINÂMICA DA REMODELAGEM ÓSSEA.
  • 196. CÁLCIO E OSTEOPOROSE ● OSTEOPENIA: ENFRAQUECIMENTO ÓSSEO, GERALMENTE NATURAL, QUE OCORRE COM O AVANÇAR DA IDADE IDOSA. ● OSTEOPOROSE: QUE SIGNIFICA “OSSOS POROSOS”, COM A DENSIDADE MINERAL ÓSSEA MAIS DE 2,5 DESVIOS PADRÕES ABAIXO DO NORMAL PARA IDADE E SEXO (INFLUENCIADA PRINCIPALMENTE PELA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO ÓSSEO).
  • 197.
  • 198. CÁLCIO E OSTEOPOROSE A OSTEOPOROSE É UMA PATOLOGIA MAIS COMUM EM MULHERES IDOSAS, POIS COM O ADVENTO DA MENOPAUSA A PRODUÇÃO DE ESTROGÊNIO FICA PREJUDICADA E O ESTROGÊNIO TÊM 3 IMPORTANTES PAPÉIS NA SAÚDE DOS OSSOS: ● AUMENTA A ABSORÇÃO INTESTINAL DE CÁLCIO. ● REDUZ A EXCREÇÃO INTESTINAL DE CÁLCIO. ● FACILITA A RETENÇÃO DE CÁLCIO PELO OSSO.
  • 199. CÁLCIO E OSTEOPOROSE AS FORÇAS MUSCULARES INTERMITENTES QUE ATUAM SOBRE OS OSSOS DURANTE UMA ATIVIDADE FÍSICA MODIFICAM O METABOLISMO DOS OSSOS, FACILITANDO SUA CALCIFICAÇÃO.
  • 200. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte ÁGUA (H2O)
  • 201. Dependendo da idade, sexo e composição corporal.
  • 202. ÁGUA (H2O) Morfologicamente assimétrica POLAR = positivo (2 hidrogênios) / negativo (oxigênio) Por sua natureza DIPOLAR = SOLVENTE (tendência a combinar com íons + ou -) Grau de afinidade pela água tem relevante papel nas propriedades biológicas das macromoléculas
  • 204. ÁGUA (H2O) POLARES - tem afinidade (solúveis em água). Hidrofílicas : carboidratos, proteínas e ác. Nucléicos. APOLARES – não tem afinidade (insolúveis em água). Hidrofóbicas : lipídios, óleos e parafinas
  • 206. ÁGUA (H2O) PROPRIEDADES : ● Solvente universal e meio de suspensão e de reações químicas do corpo; ● Participa de reações químicas no organismo; ● Manutenção da temperatura corporal (homeostase) - absorve e libera calor lentamente; ● Requer grande quantidade de calor para mudar de estado físico.
  • 207. Os compartimentos líquidos do corpo humano A ÁGUA NO CORPO HUMANO ESTÁ DISTRIBUÍDA DA SEGUINTE FORMA: 62% INTRACELULAR E 38% EXTRACELULAR. 2/3 INTRA 1/3 EXTRA
  • 208. EQUILÍBRIO HÍDRICO: ingestão versus excreção (DÉBITO) O conteúdo hídrico do corpo se mantém relativamente estável através do tempo. Apesar de ocorrer um gasto considerável de água nos indivíduos mais ativos, uma ingestão apropriada de líquido restaura habitualmente qualquer desequilíbrio no nível dos líquidos corporais.
  • 209. INGESTÃO DE ÁGUA Um adulto sedentário em um ambiente termoneutro necessita de aproximadamente 2,5 L de água por dia. Para uma pessoa ativa em um ambiente quente, a demanda de água aumenta com frequência para entre 5 a 10 L diários. Três fontes proporcionam essa água: (1) líquidos, (2) alimentos e (3) processos metabólicos.
  • 210. ÁGUA DOS LÍQUIDOS O indivíduo normal consome normalmente 1,2L de água por dia. O exercício e o estresse térmico conseguem aumentar a ingestão de líquidos em cinco ou seis vezes acima do normal.
  • 211. ÁGUA NOS ALIMENTOS Frutas e vegetais contêm uma quantidade considerável de água; em contrapartida, a manteiga, os ovos, as carnes secas e os chocolates, os biscoitos possuem um conteúdo hídrico relativamente baixo.
  • 212.
  • 213. ÁGUA METABÓLICA O dióxido de carbono e a água são formados quando as moléculas dos alimentos são catabolizadas para a obtenção de energia. Sendo denominada água metabólica, esse líquido proporciona cerca de 14% da demanda diária de água de uma pessoa sedentária. O fracionamento de completo de 100g de carboidratos, proteínas e lipídeos produz 55, 100 e 107g de água metabólica, respectivamente.
  • 214. EXCREÇÃO (DÉBITO, GASTO) DE ÁGUA A perda de água pelo corpo se processa por uma de quatro maneiras: (1) na urina, (2) através da pele, (3) como vapor de água no ar expirado e (4) nas fezes.
  • 215. PERDA DE ÁGUA NA URINA Em condições normais, os rins reabsorvem cerca de 99% dos 140 a 160L de filtrado formado a cada dia; consequentemente, o volume de urina excretado diariamente pelos rins oscila entre 1L a 1,5L. Parte da água na urina torna- se obrigatória para livrar o corpo dos coprodutos metabólicos como a uréia.
  • 216. PERDA DE ÁGUA ATRAVÉS DA PELE Uma pequena quantidade de água, talvez de 350 ml, denominada transpiração insensível, vaza continuamente dos tecidos mais profundos através da pele até a superfície corporal. Em condições normais a taxa de suor varia entre 500 ml a 700ml. A pessoa bem aclimatada pode produzir até 12L de suor durante um exercício prolongado.
  • 217. PERDA DE ÁGUA COMO VAPOR DE ÁGUA A perda insensível de água através de pequenas gotículas no ar expirado chega a perfazer 250 a 350 ml por dia. O umedecimento completo de todo o ar inspirado à medida que desce e passa pelas vias pulmonares é responsável por esse tipo de perda também.
  • 218. PERDA DE ÁGUA NAS FEZES A eliminação intestinal produz entre 100 ml e 200 ml de perda de água, pois a água constitui cerca de 70% da matéria fecal. Com diarreia ou vômitos, a perda de água sobe para entre 1,5L e 5L.
  • 219.
  • 220.
  • 221. ATIVIDADE FÍSICA E FATORES AMBIENTAIS A intensidade da atividade física (mesmo em ambiente aquático), a temperatura ambiente e a umidade determinam a quantidade de perda de água através da transpiração.
  • 222. ATIVIDADE FÍSICA E FATORES AMBIENTAIS A umidade relativa (conteúdo hídrico no ar ambiente) afeta a eficiência do mecanismo de transpiração na regulação da temperatura. O volume plasmático diminui quando a transpiração acarreta perda de líquido igual a 2 a 3% da massa corporal, o que afeta a função circulatória, a capacidade de realizar exercícios e a termorregulação.
  • 223. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte RECURSOS ERGOGÊNICOS (parte 1)
  • 224. O QUE SÃO SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS? Suplementos Nutricionais são definidos como substâncias adicionadas à dieta principalmente: vitaminas, minerais, ervas e botânicos, aminoácidos, metabólicos, constituintes, extratos ou combinações de qualquer desses ingredientes; que podem estar faltando ou não podem ser consumidos em quantidade suficiente na dieta de uma pessoa (Willians, 2004).
  • 225. SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS Recomenda-se que suplementos dietéticos não sejam considerados alimentos convencionais da dieta (Lollo e Tavares, 2004).
  • 226. SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS É consenso, na comunidade científica, que a dieta pode fornecer todos os nutrientes necessários a uma vida saudável. Sendo assim, a suplementação da dieta é recomendada apenas em situações específicas (Santos e Barros, 2002).
  • 227. SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS Muitas das vezes os suplementos dietéticos são comercializados como recursos ergogênicos. Eles são apresentados aos consumidores, como uma forma de se alcançar os resultados desejados, da atividade física, em menor tempo. Entretanto, a recomendação de suplementos para melhorar o desempenho físico é contraditória.
  • 228. AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (BCAAs) Dentre os suplementos utilizados, as proteínas e aminoácidos estão entre os mais populares, pois as proteínas fornecem a base estrutural de tecidos e órgãos.
  • 229. AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (bcaa) A suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada (mais conhecida como BCAA), leucina, isoleucina e valina surgiram com a hipótese da fadiga central. Este tipo de fadiga seria causado por um declínio da concentração plasmática de BCAA permitindo então, um maior influxo de triptofano livre no cérebro, que por sua vez é precursor do neurotransmissor serotonina, relacionada ao estado de letargia, cansaço e sono.
  • 230. AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (bcaa) Dentre os BCAA, a leucina é de extrema importância para estimular a síntese proteica durante o período de recuperação muscular pós-exercício.
  • 231. CREATINA A creatina monoidratada (Crm) é amplamente utilizada, sobretudo, por atletas e indivíduos fisicamente ativos, devido aos seus possíveis efeitos ergogênicos sobre a massa muscular e o desempenho físico anaeróbio.
  • 232.
  • 233. CREATINA A grande limitação dos estudos que concluíram que a suplementação de creatina não promove hipertrofia é que a maioria deles empregou protocolos de curto prazo e/ou sem treinamento de força.
  • 234. 1) testes de 1RM e de repetições máximas no leg press 45 (3 séries de RMs a 80% de 1RM) 2) período de suplementação ou placebo: 1º – 5 dias (20g/ dia) + 2º – 7 dias (3g/ dia). 3) 20min de corrida para a máxima distância seguidos dos re-testes.
  • 235.
  • 236.
  • 237. A creatina como recurso terapêutico Os consistentes dados presentes na literatura acerca do efeito ergogênico da creatina em atletas começaram, recentemente, a incentivar o uso terapêutico dessa substância em doenças caracterizadas por acometimentos musculares. De fato, alguns trabalhos já têm demonstrado melhoras clínicas e fisiológicas decorrentes desse suplemento em pacientes com miopatias inflamatórias e distrofias musculares.
  • 238. L-CARNITINA A carnitina (3-hidroxi-4-N-trimetilamino- butirato) é uma amina quaternária com função fundamental na geração de energia pela célula, pois age nas reações transferidoras de ácidos graxos livres de cadeia longa do citosol para mitocôndrias, facilitando sua oxidação e geração de adenosina trifosfato (ATP).
  • 239. L-CARNITINA É sintetizada no organismo a partir de dois aminoácidos essenciais, lisina e metionina, exigindo para sua síntese a presença de ferro, ácido ascórbico, niacina e vitamina B6.
  • 240. L-CARNITINA (suplementação) O aumento do fluxo de substratos através do Ciclo de Krebs poderia resultar em produção e utilização mais efetivas do oxigênio, além da melhora na capacidade de realizar tarefas físicas.
  • 241. L-CARNITINA e Emagrecimento Por, comumente no organismo humano, se situar na membrana da mitocôndria a carnitina também tem sido frequentemente utilizada como coadjuvante no tratamento de dislipidemias, uma vez que atua como um importante co-fator na oxidação de ácidos graxos de cadeia longa, aumentando a utilização de triglicerídeos para o fornecimento de energia.
  • 242. L-CARNITINA e Emagrecimento Além disso, por ser uma substância produzida no organismo em condições normais e com boa tolerabilidade, a suplementação de L-carnitina tem sido estudada em função de possíveis efeitos antioxidantes, tanto em indivíduos saudáveis quanto naqueles com necessidades especiais.
  • 243. L-CARNITINA e benefício cardiovascular Pelo papel energético no mecanismo contrátil das células musculares cardíacas e regulador da concentração de ésteres de acil-CoA no miocárdio, a carnitina tem sido um importante coadjuvante no tratamento de afecções cardiovasculares.
  • 244. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte RECURSOS ERGOGÊNICOS (parte 2)
  • 245. GLUTAMINA ● É UM AMINOÁCIDO NÃO ESSENCIAL E É TAMBÉM, O AMINOÁCIDO MAIS ABUNDANTE NO PLASMA E NO MÚSCULO ESQUELÉTICO. ● REPRESENTA MAIS DE METADE DO RESERVATÓRIO DE AMINOÁCIDOS LIVRES NOS MÚSCULOS.
  • 246. GLUTAMINA ● A glutamina proporciona um efeito anticatabólico e acelera a síntese de proteínas. ● É utilizada como combustível metabólico pelas células do sistema imunológico.
  • 247. SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA ● Dados indicam que uma maior disponibilidade de glutamina proporcionada pela suplementação modula a homeostasia (o equilíbrio de utilização) da glicose durante e após o exercício, podendo facilitar a recuperação pós exercício.
  • 248. SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA ● Os possíveis efeitos anticatabólicos e estimulantes da síntese de glicogênio da glutamina exógena promoveram a especulação de que a suplementação de glutamina poderia beneficiar as respostas ao treinamento de força. ● Porém, Candow et al. (2001) verificaram que a suplementação de glutamina (0,9g por kg de massa tecidual magra) durante 6 semanas de TF em adultos jovens não afetou o desempenho muscular, a degradação de proteínas musculares e CC.
  • 249. GLUTAMINA e SISTEMA IMUNE ● AS INFORMAÇÕES NA LITERATURA SOBRE UM POSSÍVEL EFEITO BENÉFICO NO SISTEMA IMUNOLÓGICO COM A SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA AINDA SÃO INCONSISTENTES. ● NENHUM ESTUDO DEMONSTRA ALGUM EFEITO SOBRE A ATIVIDADE DESSAS CÉLULAS IMUNOLÓGICAS COM O AUMENTO DA INGESTA DE GLUTAMINA.
  • 250. USO TERAPÊUTICO DE GLUTAMINA ● Em diversas doenças (câncer, alergias, inflamações) onde no tratamento são utilizados glicocorticóides, tem-se uma atrofia muscular como efeito do uso crônico de tal medicamento. ● A suplementação de glutamina nesses tipos de casos parece contrabalancear efetivamente o declínio da síntese proteica e o desgaste muscular promovido pelo uso repetido de glicocorticóides.
  • 251. CAFEÍNA ● A cafeína (1,3,7 - trimetilxantina) pertence a um grupo de compostos lipossolúveis denominados purinas. É encontrada naturalmente em 63 tipos de plantas, nas suas folhas, sementes ou frutas. ● A maior parte da ingestão de cafeína no Brasil é oriunda do café. ● Dependendo do tipo de preparo, uma xícara de café fermentado (100ml) contém 60 a 150mg de cafeína.
  • 252. CAFEÍNA ● O trato gastrointestinal absorve rapidamente a cafeína, com as concentrações plasmáticas máximas sendo alcançadas dentro de 1h. ● A cafeína é eliminada pelo corpo com bastante rapidez, sendo necessárias cerca de 3 a 6 horas para que as concentrações de cafeína sejam reduzidas pela metade.
  • 253. SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA ● A ingestão de 2,5 xícaras de café coado 1 hora antes de exercitar-se prolonga a resistência no exercício aeróbico vigoroso em condições de laboratório e de campo, o mesmo ocorrendo no esforço máximo de menor duração e nas sessões repetidas de exercícios típicas dos esportes de equipe de alta intensidade.
  • 254. SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA ● Gallagher et al. (2000) verificaram que fundistas de elite que consumiam 10mg de cafeína por kilo de peso corporal imediatamente antes de uma corrida na esteira rolante até a exaustão prolongavam o tempo de desempenho em 1,9%, em comparação com o placebo ou às condições controle.
  • 255. SUPLEMENTAÇÃO DE CAFEÍNA ● Bell e McLellan (2003) analisaram que os efeitos ergogênicos durante o exercício executado a 80% do VO2máx que acompanha uma dose de cafeína de 5mg/kg são mantidos no transcorrer das 5 horas subsequentes durante o desafio representado pelo exercício.
  • 256. ARGININA ● Arginina (ácido 2-amino-5-guanidino- pentanoico) é um aminoácido básico. ● Principal carreadora de nitrogênio em humanos e animais, a arginina faz parte da síntese de moléculas importantes como agmatina, creatina, ornitina, óxido nítrico, poliaminas, prolina, dentre outras.
  • 257. ARGININA ● A Arginina é classificada como não essencial em seres humanos, pois pode ser sintetizada endogenamente numa quantidade suficiente para atender as necessidades, não sendo necessária na dieta de adultos saudáveis. Apresenta importância na manutenção da resposta imunológica e cicatrização de feridas.
  • 258. FONTES ALIMENTARES DE ARGININA ● Leite, iogurte, bacon, presunto, gelatina, frango, lagosta, atum, camarão, salmão, amendoim, noz, avelã, castanha, aveia, granola, gérmen de trigo, semente de girassol, entre outras.
  • 259. SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA ● Como a administração prolongada de arginina aumenta a produção de óxido nítrico, sua suplementação tem sido relacionada à melhora da função contráctil do músculo esquelético.
  • 260. SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA ● A administração oral de arginina tem sido relacionada com a melhora do desempenho físico por provável diminuição da fadiga muscular. Esse efeito seria associado à vasodilatação promovida pelo óxido nítrico, resultando no aumento da perfusão muscular, e pela diminuição do consumo de glicose pelos músculos esqueléticos em atividade.
  • 261. SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA ● A suplementação de arginina pode também estar associada à melhora da força contráctil através de uma maior síntese de proteínas musculares em períodos de administração mais prolongados quando realizada concomitantemente a um programa de exercícios resistidos.
  • 262. SUPLEMENTAÇÃO DE ARGININA ● A arginina é precursora da creatina, importante substrato do metabolismo energético. A arginina também está presente na síntese de ureia, auxiliando a remoção de amônia do organismo, e também pode desempenhar importante papel no crescimento e diferenciação celular através da síntese de ornitina.
  • 263. USO TERAPÊUTICO DE ARGININA ● A suplementação de Arginina estimula o timo e provoca a produção de linfócitos nessa glândula. ● Existem várias evidências de que a Arginina inibe o crescimento de variados tumores. ● Estimulando a secreção do hormónio do crescimento, a Arginina acelera o processo de cicatrização de ferimentos, e inibe a perda de massa muscular após cirurgias ou ferimentos.
  • 264. USO TERAPÊUTICO DE ARGININA ● A importância da Arginina na produção de espermatozóides está bem definida. Vários estudos mostram a relação entre a baixa contagem de espermatozóides e dietas deficientes em Arginina. ● Sendo um componente do colágeno, e ajudando a construção de novas células dos ossos e tendões, a L-Arginina pode apresentar resultados benéficos no tratamento da artrite e de desordens do tecido conjuntivo.
  • 265. Prof. Msc. Vitor Tajra Nutrição Aplicada ao Esporte Controle do Peso e Comportamentos com Distúrbios Alimentares
  • 266. ANOREXIA NERVOSA ● A anorexia é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer.
  • 267. ANOREXIA NERVOSA ● A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes, sendo cerca de 90% do sexo feminino, sendo cerca de 40% dos casos entre adolescentes. Cerca de 1 em cada 300 habitantes de países desenvolvidos já foram diagnosticados com anorexia.
  • 269. CAUSAS DA ANOREXIA NERVOSA ● A anorexia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente.
  • 270. CAUSAS DA ANOREXIA NERVOSA ● A causa exata da anorexia ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores biológicos, psicológicos e ambientais estejam envolvidas nas causas possíveis para a doença. ● Os genes e os hormônios podem desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros também podem estar envolvidas.
  • 271.
  • 272. SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA ● Sentir medo enorme de engordar ou ficar acima do peso ideal, mesmo quando a pessoa está abaixo do peso normal ● Recusar-se a manter o peso que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (geralmente, pessoas com anorexia estão no mínimo 15% abaixo do peso normal)
  • 273. SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA ● Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso. ● Não menstruar por três ou mais ciclos. ● BULIMIA!
  • 274. SINTOMAS DA ANOREXIA NERVOSA ● Ir ao banheiro imediatamente após as refeições ● Recusar-se a comer perto de outras pessoas ● Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso).
  • 275. EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DA ANOREXIA NERVOSA ● Albumina ● Exame de densidade óssea para verificar se há ossos finos (osteoporose) ● Hemograma completo ● Eletrocardiograma (ECG) ● Eletrólitos ● Testes de funcionamento dos rins ● Testes da função hepática ● Proteína total ● Testes de funcionamento da tireoide ● Urinálise
  • 276. VIGOREXIA ● Vigorexia, bigorexia ou transtorno dismórfico muscular, ocorre quando há uma doença psicológica caracterizada por uma insatisfação constante com o corpo, que afeta principalmente os homens, levando-os à prática exaustiva de exercícios físicos. Pode estar associada a uma distorção da autoimagem e a um transtorno psicológico similar à anorexia.
  • 277. VIGOREXIA (divisão) Pode-se dividir a vigorexia em dois grupos de acordo com seus principais sintomas: ● Treinamento excessivo (Overtraining) e anabolizantes; ● Obsessão pela aparência e insatisfação persistente; Assim como outras atividades prazerosas, a musculação pode também se tornar uma adicção similar ao abuso de drogas, assim como é comum incluir o abuso de anabolizantes e drogas similares.
  • 278. VIGOREXIA (característica) Indivíduos acometidos desta síndrome são pessoas que, mesmo fortes fisicamente, ao visualizarem a sua imagem em espelhos, por exemplo, vêem-se como fracos, de maneira similar aos acometidos de anorexia que, ao se visualizarem, sempre se consideram gordos.
  • 279. VIGOREXIA (SINTOMAS) ● Insatisfeito persistente com sua própria imagem; ● Uso de diversos suplementos alimentares e inclusive esteroides e anabolizantes; ● Seguir uma dieta rica em proteínas por longo período; ● Ansiedade elevada; ● Sintomas depressivos; ● Irritabilidade; ● Cansaço e fadiga; ● Dor muscular em todo o corpo; ● Lesões musculares e articulares por excesso de exercício; ● Problemas de sono.
  • 280. VIGOREXIA (complicações) A prática exagerada de exercícios (sobrecarga de treino ou overtraining) podem causar: ● Dores musculares persistentes ● Fadiga persistente ● Ritmo cardíaco elevado, em estado de repouso ● Maior susceptibilidade a infecções ● Maior incidência de lesões ● Irritabilidade ● Depressão ● Perda de motivação ● Insônias ● Perda de apetite ● Perda de peso ● Menor desempenho sexual
  • 281. ANABOLIZANTES O consumo crescente de esteroides anabolizantes com fins puramente estéticos é associado a esta síndrome, o que levou países europeus a tratarem seu comércio com os mesmos critérios legais e penais do consumo de drogas psicotrópicas. Correlatamente, proprietários de academias e instrutores da área sem escrúpulos aproveitam-se de tal mercado possível e constroem estruturas de contrabando e tráfico deste tipo de medicamentos.
  • 282. ANABOLIZANTES Os sintomas psicológicos do abuso de anabolizantes incluem : ● Agressividade e raiva incontroláveis; ● Impulsividade; ● Ciúme patológico; ● Episódio maníaco; ● Delírios (geralmente de superioridade ou inferioridade); ● Confusão mental; ● Dificuldade de concentração; ● Problemas sexuais;
  • 283. OBSESSÃO POR DEFINIÇÃO MUSCULAR Determinados indivíduos, ao serem acometidos de vigorexia, podem desenvolver uma obsessão não apenas pelo volume muscular, mas também pela aparência deste, e seu volume de gordura subcutânea que os revela. A esta característica, chama-se definição muscular. Este fator é importante entre os fisiculturistas competidores, e até importante nos atletas de diversos desportos, no teor de gordura corporal, sem considerar diretamente factores estéticos.