Nh aula 4 - metabolismo integrado fisiopatológico

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Nh aula 4 - metabolismo integrado fisiopatológico

  1. 1. Metabolismo emcondições fisiológicas epatológicas
  2. 2. Rubrica: fisiologia. conjunto de transformações, num organismo vivo, pelas quais passam as substâncias que o constituem: reações de síntese (anabolismo) e reações de desassimilação (catabolismo) que liberam energia
  3. 3. Tudo isso é metabolismo Meio externo  Digestão  Absorção Já no meio interno...  Captação  Utilização Excreção
  4. 4. Vias metabólicas Proteínas Nutrientes contendo Polissacarídeos energia Lipídeos ATP NADHCatabolismo Anabolismo Produtos finais pobres Moléculas simples Em energia AAs - Glicídeos CO2 – H2O – NH3 Ácidos graxos
  5. 5. Outra maneira de dizer a mesmacoisa...
  6. 6. Fígado e seu papel central Papel homeostático – regulatório Papel na digestão dos Alimentos (Sais Biliares) Responsável pela manutenção de níveis séricos de nutrientes (Glicose) Lesão hepática  Alterações metabólicas (ver próximo slide)
  7. 7. Doença hepática
  8. 8. Glicose no Fígado. Glicose, Futose e galactose que  2) Ser convertida em glicogênio entra no fígado é fosforilada pela hepático (glicogênese). glicoquinase produzindo  3) Ser oxidada para produção de glicose-6-fosfato energia via glicólise e ciclo do (molécula central) ácido cítrico (ATP!).  4) Ser degradada em acetil-coA A glicose-6-fosfato pode: para síntese de lipídios e transporte para outros tecidos  1) Ser desfosforilada pela glicose-6- em lipoproteínas sanguíneas fosfatase e produzir glicose livre para repor a glicose sanguínea.
  9. 9. Aminoácidos no fígado  Precursores da síntese de proteínas nos hepatócitos.  São utilizados na biossíntese das proteínas plasmáticas.  Podem passar do fígado para o sangue e daí para outros órgãos.  Podem ser usados na biossíntese de nucleotídeos, hormônios e outros compostos nitrogenados.
  10. 10. Proteínas da dieta Proteína Corporal POOL DE AMINOÁCIDOS Síntese deSíntese de compostosproteínas corporais nitrogenados 20 a 30 % 30 g/dia 300 - 400 g/dia Grupo Amino Cadeia Carbonada Uréia Glicose Corpos Cetônicos Glicogênio Ácidos Graxos CO2 + H2O
  11. 11. A amônia liberada na degradação dos aminoácidos éconvertida pelos hepatócitos no produto de excreção, auréia. Fígad o NH3 URÉIA(EXCREÇÃO) Rim
  12. 12. Lipídios no Fígado.  Oxidação para produção de energia.  Excesso de acetil coA pode ser convertido em corpos cetônicos  Parte do acetil coA resultante poder ser utilizado na biossíntese de colesterol (biossíntese de membranas, precursor de hormônios, transporte e sais biliares).  Ácidos graxos podem ser convertidos em fosfolipídios e triglicerídeos e transportados nas lipoproteínas plasmáticas.  Parte dos ácidos graxos pode ser transportada ligada a albumina para o coração e os músculos esqueléticos – energia.
  13. 13. Metabolismo no EstadoAlimentado (absortivo)
  14. 14. Estado alimentadoDisposição de glicose,aminoácidos e gordura porvários tecidos no estadobem alimentado.Quilomícrons (bolinhasgrandes cinza-claras) sãoconvertidos emquilomícronsremanescentes (bolinhaspretas) pela ação delipoproteína lipase notecido adiposo e nomúsculo esquelético.
  15. 15. ESTADO ABSORTIVOPeríodo de 2 a 4 horas após ingestão de refeição normal.Ocorre: aumento da glicose, aminoácidos e triglicéridesno sangue.O pâncreas responde à elevação de glicose e aminoácidoscom liberação de insulina e redução de glucagon =ANABOLISMO.Neste período, praticamente todos os tecidos usamglicose como combustível.
  16. 16. Efeitos principais da INSULINA Estimula a captação de glicose pelas células. Estimula o armazenamento de glicogênio hepático e muscular (glicogênese). Estimula o armazenamento de “aminoácidos” e ácidos graxos. Metabolismo no Estado Absortivo.
  17. 17. TECIDO ADIPOSOGrande sensibilidade à insulina. Aumenta influxo deglicose.• Glicólise aumentada – produzir glicerol fosfato para asíntese de triglicerídeos (TGs).• Gliconeogênese diminuída.• Aumenta a síntese de triglicerídeos (armazenamento). Metabolismo no Estado Absortivo.
  18. 18. Metabolismo no Estado Absortivo.FÍGADOFígado retém 60% da glicose que entra pelo sistemaporta. Não influenciado pela insulina.Síntese de glicogênio.Excesso de glicose será armazenado no tecido adiposo naforma de triglicerídeos.Gliconeogênese diminuída. Que órgãos não dependem da insulina?
  19. 19. Metabolismo dos carboidratos no fígadoFígado – Recebe uma mistura de monossacarídeos livresprovenientes da digestão de carboidratos.Cerca de 2/3 da glicose livre que chega ao fígado, entramem suas células e são fosforiladas e glicose-6-fosfato(hexoquinase).Restante passa do fígado para a circulação sistêmica.frutose e galactose  fosforilados no fígado a glicose-6-fosfato.A maior parte é transformada em glicogênio. Metabolismo no Estado Absortivo.
  20. 20. TECIDO MUSCULAR  Captação aumentada de glicose para utilização.  Síntese aumentada de glicogênio: depletado como resultado da atividade muscular ou jejum.  Captação aumentada de aminoácidos ramificados : Leucina isoleucina e valina usadas principalmente no músculo para síntese protéica ou energia.
  21. 21. METABOLISMO NO JEJUM
  22. 22. METABOLISMO NO JEJUMNo jejum é liberado o glucagon que tem ação antagônicaà ação da insulina:  Estimula a mobilização dos depósitos de aminoácidos e ácidos graxos.  Estimula a glicogenólise.  Estimula a gliconeogênese.
  23. 23. METABOLISMO NO JEJUMCarboidratos e gorduras são mobilizados de suasreservas.Proteína não tem reserva. Para utilizá-la algum tecido ouenzima será prejudicada ( Ex: intestino, músculo)Somente 2/3 da proteína corporal podem ser degradadassem comprometimento fatal das funções vitais.
  24. 24. METABOLISMO NO JEJUMFÍGADO• Metabolismo decarboidratos: Degradação deglicogênio• Oxidação aumentada deácidos graxos.• No jejum prolongado pode ocorrer a síntese de corposcetônicos, favorecida pelo excesso de acetil CoA além dacapacidade do ciclo de Krebs.
  25. 25. METABOLISMO NO JEJUM CORPOS CETÔNICOS (CCs) Derivados lipídicos – acetoacetato e b-Hidroxibutirato  Únicos substratos lipídicos solúveis circulantes Podem ser utilizados como substrato energético por praticamente todos os tecidos (momentos de privação de carboidratos).
  26. 26. GlicoseOxaloacetato Acetil-CoaHOOCCOCH2COOH + CH3COSCoA X Ciclo de Corpos Krebs cetônicos
  27. 27. Jejum/Dieta Triglicerídeos - Glicose Ác. Graxos (+ Glicerol) X Oxaloacetato Acetil-CoaHOOCCOCH2COOH + CH3COSCoA X Ciclo de Krebs Corpos cetônicos
  28. 28. • Acetil + Acetil = corpos cetônicos (CCs)• CCs podem dimimuir o pH dos fluidosbiológicos (cetoacidose).• São excretados na urina em combinação comuma base (íon sódio).• Concentração sérica de corpos cetônicos emindivíduos saudáveis é muito baixa.
  29. 29. METABOLISMO NO JEJUM TECIDO ADIPOSO Degradação de Lipólise no Tecido Adiposo triglicerídios e liberação de ácidos graxos. Triglicerídeos Captação diminuída de ácidos graxos. ácidos graxos livres. Glicerol (gliconeogênese)
  30. 30. METABOLISMO NO JEJUMTecido Muscular.No músculo esses AGs são Proteínasliberados e transportados deforma ativa para o interior. CatabolismoÁcidos Graxos - Oxidaçãopara produção de energia AlaninaDegradação de proteínas Gliconeogênesemusculares emaminoácidos. Glicose
  31. 31. Exercício ~ Jejum  Captação muscular de glicose independente de insulina  Diabéticos!
  32. 32. Exercício - Jejum
  33. 33. Diabetes
  34. 34. CâncerFIGURA 22.24Inter-relações metabólicas de tecidos em vários estados nutricionais, hormonais e de doença. (e) Câncer. Como tratar o câncer dietoterapicamente?
  35. 35. Alcoolismo
  36. 36. ENCÉFALO Consome 20% do oxigênio corporal em repouso. Prioridade de energia. Usa exclusivamente glicose como fonte de energia. Não contém depósito de glicogênio – Dependente da glicose do sangue. Ácidos graxos não atravessam eficientemente barreira hemato- encefálica = TG não contribui como fonte de energia e nem deposita neste órgão.
  37. 37. O alto comando da hierarquia das funções visceraisTelencéfalo Diencefálo Mesencéfalo Ponte Cerebelo Bulbo HIPOTÁLAMO Medula
  38. 38. Conexões do Hipotálamo Muitas aferências Muitas eferências FUNÇÕES INTEGRATIVASLocal de integração e processamento DO HIPOTÁLAMO Regulação do SNA Regulação do sistema endócrino Regulação da Ingestão de alimentos Regulação da Ingestão de água Regulação da diurese Termorregulação Regulação do comportamento emocional Regulação do comportamento sexual Controle do sono e vigília
  39. 39. Por que o nível de açúcarafeta primeiramente océrebro?R: Combustível...
  40. 40. Hipotálamo – Um pouco maisApenas para quem quiser conhecer mais a fundo.
  41. 41. HIPOTÁLAMO Esse neurônio INIBE o neurônio inibitório, portanto, ESTIMULA a ingestão de alimento Esse neurônio tem a ação de O tempo todo esse neurônio inibir “Centro da Fome” estimula o comportamento de procurar e ingerir alimentoSensor FOME - PROCURA & - INGESTÃOSensor SACIEDADE DE + - ALIMENTO “CENTRO DA FOME” Esse neurônio ESTIMULA o neurônio inibitório, portanto, INIBE a ingestão de alimentoNUCLEO ARQUEADO NUCLEO PARAVENTRICULAR NUCLEO LATERAL
  42. 42. Leptina, Insulina e CCK Grelina, Sabor do alimento ARC PVN HL GABA, NPY e AgRP Grelina Sensor para a FOME - Sensor para a SACIEDADE - + - Melanocortina “CENTRO DA FOME” Leptna, Insulina, CCK Núcleo Paraventricular (PVN): inibe o Núcleo lateral (“Centro da Fome”) promovendo o estado de saciedade. Se o PVN estiver inibido pelo GABA, NPY e AgRP, o efeito inibitorio é removido no nucleo Lateral e estimula a ingestão de alimento. Como ocorre inibição simultânea dos neurônios da saciedade, facilita ainda mais a procura pelo alimento.Assim, o PVN realiza a somação (balanço) de sinais dos neurônios aferentes do Núcleo arqueado e determina o nível de atividade do Núcleo Lateral fazendo com que o individuo procure ou não o alimento.
  43. 43. Resumindo e indo um pouco além
  44. 44. ENERGIA NO JEJUM Catabolismo caracterizado pela degradação de nutrientes Combustíveis no Homem de 70 kg: Há necessidade de manter os níveis plasmáticos de glicose  Gordura: 15 kg ou 135000 para cérebro e de degradar kcal ácidos graxos para energia da maioria dos tecidos  Proteínas 6 kg ou 24000 kcal Ocorre redução de insulina e  Glicogênio 0,2 kg ou 800 aumento de glucagon kcal.
  45. 45. A LEPTINA Produzida no tecido adiposo Estimula saciedade no HIPOTÁLAMO Inibe a produção de peptídeos que estimulam a ingestão alimentar Estimula gasto energético (via simpático)
  46. 46. Resumindo... Sistema Sistema Nervoso Endócrino Tecido Adiposo
  47. 47. Nutrogenética/Nutrogenômica Determinar os mecanismos pelos quais os alimentos e seus compostos individuais modulam os processos que ocorrem no organismo humano Futuro = Comparar o padrão genético e nutricional do indivíduo a partir do seu nascimento = maior longevidade
  48. 48. Um exemplo real...
  49. 49. 1. A presença do alelo APOE*2 é capaz de reduzir pela metade o risco de desenvolvimento de dislipidemia.2. O alelo APOE*3 e o APOE*4 aumentam o risco para desenvolvimento de dislipidemia, sendo que o alelo APOE*3 aumenta o risco em 2,99 vezes e o alelo APOE*4 em 2,016 vezes, na população estudada.

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