O ESPAÇO
PORTUGUÊS:
DA
FORMAÇÃO À
FIXAÇÃO DO
TERRITÓRIO
O ESPAÇO
EUROPA OCIDENTAL
O TEMPO
IDADE MÉDIA
(395- FIM DO SÉC. XII)
O ESPAÇO EUROPEU CONHECEU UMA NOVA GEOGRAFIA POLÍTICA COM A
FORMAÇÃO DE NOVOS REINOS.
O Império Romano foi dividido em 395 e, em 476, o Império Romano do Ocidente desagregou-se com a
conquista de Roma durante a 1ª vaga de invasões bárbaras.
O espaço e o tempo
A 2ª vaga de invasões: séculos VII a IX
Cavalaria
muçulmana
Cavaleiro
húngaro
QUE CONSEQUÊNCIAS TROUXERAM ESTAS INVASÕES?
Fuga da população das cidades para os campos
Declínio e redução dos centros urbanos
Enfraquecimento do comércio
Desorganização da administração pública
Depressão demográfica (fome, peste e guerras)
Fragmentação política da Europa: reinos (senhorios e comunas) e Impérios (Sacro Império Romano-
Germânico e o Império Bizantino)
Instabilidade e recessão económica:
Unidade na crença: a Igreja romana está forte e organizada, constituindo um fator de coesão e
identidade no Ocidente
O que é que estava a acontecer na Península Ibérica?
Século VIII Século X Século XI
Século XII Século XIII Século XV
Cruzadas
Jihad – guerra santa
No quadro ibérico, a formação de Portugal insere-se no contexto da Reconquista Cristã, iniciada a
partir do Norte (fundação do reino das Astúrias com Pelágio em 718).
Neste processo formam-se vários reinos cristãos (Leão, Castela, Navarra e Aragão) que receberam o
apoio militar de cavaleiros de outros reinos europeus. D. Henrique de Borgonha, receberá o Condado
Portucalense em 1096 como recompensa pelos serviços prestados ao rei de Leão (Afonso VI).
D. Afonso Henriques -
autonomia relativamente
ao reino leonês (recusa a
autoridade do seu primo
Afonso VII de Leão e
Castela)
Luta pela independência
1143 - Conferência de Zamora
1179 – Bula Manifestis Probatum (Papa Alexandre III)
Conde D. Henrique
Alargamento das fronteiras - Reconquista dos territórios muçulmanos até à data da sua
morte (1185);
Processo de avanços e recuos:
In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
D. Afonso III, O
Bolonhês
D. Afonso II, O
Gordo
D. Sancho II, O Capelo/ O
Piedoso
D. Sancho I, O
Povoador
- política guerreira, de
conquista
– avança até ao
Algarve, depois perde
as posições a sul do
Tejo (exceto Évora) ;
- atribuiu às ordens
religiosas e militares a
função de reconquistar
o território;
- Avança até ao
Alentejo;
- expansão pelo
Alentejo;
- A Reconquista
avança até ao
Algarve;
(irmão de D. Sancho II)
- conquistou o que
restava do Algarve e
termina a
Reconquista;
In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
A conquista do Algarve representou o fim da Reconquista, mas trouxe um conflito com o rei
Afonso X, de Leão e Castela que reclamou o território.
O casamento de Afonso III com D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X, restabelece a paz e com o
Tratado de Badajoz (1267) Afonso X renuncia ao território a favor de seu neto D. Dinis, futuro rei
de Portugal.
A consolidação definitiva das fronteiras ocorre no reinado de D. Dinis com o Tratado de Alcanises
(1297) estabelecido com D. Fernando IV de Castela, no qual se definem as fronteiras dos dois reinos
peninsulares.
Territórios que passaram
a fazer parte de Portugal
pelo Tratado de
Alcanises
A Reconquista integra-se no espírito das Cruzadas e foi apoiada pela Santa Sé que atribuiu bulas papais aos
reis peninsulares que combatiam os muçulmanos, outorgando privilégios reais ou concedendo indulgências àqueles que
participavam na luta.
Neste processo destaca-se a ação das ordens religiosas-militares, fundadas no contexto das Cruzadas e
introduzidas na Península Ibérica no séc. XII: Ordem do Templo (Templários), do Hospital (Hospitalários), de Calatrava e de
Santiago (de Espada);
A estabilidade das fronteiras e a paz com Castela permitiram:
- internamente, o avanço no processo de centralização do poder real iniciado por D. Afonso II;
- externamente, a afirmação de Portugal no quadro político da Península Ibérica;

Da formação à fixação do território

  • 1.
  • 2.
    O ESPAÇO EUROPA OCIDENTAL OTEMPO IDADE MÉDIA (395- FIM DO SÉC. XII)
  • 3.
    O ESPAÇO EUROPEUCONHECEU UMA NOVA GEOGRAFIA POLÍTICA COM A FORMAÇÃO DE NOVOS REINOS. O Império Romano foi dividido em 395 e, em 476, o Império Romano do Ocidente desagregou-se com a conquista de Roma durante a 1ª vaga de invasões bárbaras. O espaço e o tempo
  • 4.
    A 2ª vagade invasões: séculos VII a IX Cavalaria muçulmana Cavaleiro húngaro
  • 5.
    QUE CONSEQUÊNCIAS TROUXERAMESTAS INVASÕES? Fuga da população das cidades para os campos Declínio e redução dos centros urbanos Enfraquecimento do comércio Desorganização da administração pública Depressão demográfica (fome, peste e guerras) Fragmentação política da Europa: reinos (senhorios e comunas) e Impérios (Sacro Império Romano- Germânico e o Império Bizantino) Instabilidade e recessão económica: Unidade na crença: a Igreja romana está forte e organizada, constituindo um fator de coesão e identidade no Ocidente
  • 6.
    O que éque estava a acontecer na Península Ibérica? Século VIII Século X Século XI Século XII Século XIII Século XV Cruzadas Jihad – guerra santa
  • 7.
    No quadro ibérico,a formação de Portugal insere-se no contexto da Reconquista Cristã, iniciada a partir do Norte (fundação do reino das Astúrias com Pelágio em 718). Neste processo formam-se vários reinos cristãos (Leão, Castela, Navarra e Aragão) que receberam o apoio militar de cavaleiros de outros reinos europeus. D. Henrique de Borgonha, receberá o Condado Portucalense em 1096 como recompensa pelos serviços prestados ao rei de Leão (Afonso VI).
  • 8.
    D. Afonso Henriques- autonomia relativamente ao reino leonês (recusa a autoridade do seu primo Afonso VII de Leão e Castela) Luta pela independência 1143 - Conferência de Zamora 1179 – Bula Manifestis Probatum (Papa Alexandre III) Conde D. Henrique
  • 9.
    Alargamento das fronteiras- Reconquista dos territórios muçulmanos até à data da sua morte (1185); Processo de avanços e recuos: In, Horizonte da História, texto Ed. Vol.II
  • 10.
    D. Afonso III,O Bolonhês D. Afonso II, O Gordo D. Sancho II, O Capelo/ O Piedoso D. Sancho I, O Povoador - política guerreira, de conquista – avança até ao Algarve, depois perde as posições a sul do Tejo (exceto Évora) ; - atribuiu às ordens religiosas e militares a função de reconquistar o território; - Avança até ao Alentejo; - expansão pelo Alentejo; - A Reconquista avança até ao Algarve; (irmão de D. Sancho II) - conquistou o que restava do Algarve e termina a Reconquista;
  • 11.
    In, Horizonte daHistória, texto Ed. Vol.II
  • 12.
    A conquista doAlgarve representou o fim da Reconquista, mas trouxe um conflito com o rei Afonso X, de Leão e Castela que reclamou o território. O casamento de Afonso III com D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X, restabelece a paz e com o Tratado de Badajoz (1267) Afonso X renuncia ao território a favor de seu neto D. Dinis, futuro rei de Portugal.
  • 13.
    A consolidação definitivadas fronteiras ocorre no reinado de D. Dinis com o Tratado de Alcanises (1297) estabelecido com D. Fernando IV de Castela, no qual se definem as fronteiras dos dois reinos peninsulares. Territórios que passaram a fazer parte de Portugal pelo Tratado de Alcanises
  • 14.
    A Reconquista integra-seno espírito das Cruzadas e foi apoiada pela Santa Sé que atribuiu bulas papais aos reis peninsulares que combatiam os muçulmanos, outorgando privilégios reais ou concedendo indulgências àqueles que participavam na luta. Neste processo destaca-se a ação das ordens religiosas-militares, fundadas no contexto das Cruzadas e introduzidas na Península Ibérica no séc. XII: Ordem do Templo (Templários), do Hospital (Hospitalários), de Calatrava e de Santiago (de Espada); A estabilidade das fronteiras e a paz com Castela permitiram: - internamente, o avanço no processo de centralização do poder real iniciado por D. Afonso II; - externamente, a afirmação de Portugal no quadro político da Península Ibérica;