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Objetivo
Razão de ser do projeto
Estratégia
Natureza da dúvida
O que não resiste à dúvida
Reconstruir o sistema do
saber do seu tempo
O sistema do saber está desorganizado e baseado em falsos
princípios. Os princípios do novo sistema do saber devem ser
verdades absolutas, totalmente indubitáveis.
Como descobrir princípios absolutamente
indubitáveis?
Submetendo à dúvida os conhecimentos
existentes para ver se algum resiste.
Metódica, provisória, hiperbólica, radical e
universal. Transforma a mais frágil suspeita
em sinónimo de falsidade.
Todos os conhecimentos respeitantes a
objetos quer sensíveis quer inteligíveis
(matemáticos e inteletuais) ficam sob suspeita
e são declarados falsos.
Podemos conhecer a realidade em si mesma
mediante a razão, sem qualquer apoio da
experiência.
A existência do sujeito que duvida da
realidade de todos os objetos. 1º princípio do
sistema do saber.
A distinção Alma – Corpo
O sujeito que de tudo duvida menos da sua
existência é uma substancia
pensante, puramente racional, que
existe, mesmo que a existência do seu corpo
seja duvidosa.
A Existência de Deus
Um sujeito imperfeito – que duvida e muitas
coisas desconhece – conclui que só um ser
perfeito pode ser a origem da ideia de
perfeito. Deus existe necessariamente.
Deus, uma vez que não nos engana nem
ilude, é a garantia da objetividade dos
conhecimentos.
O que resiste à dúvida
Verdades que se deduzem do
primeiro princípio
O fundamento metafísico do
sistema do saber
Conclusão
1º EVIDÊNCIA
Não aceitar como
verdadeiro o que não for
absolutamente indubitável.
Só incluir nos juízos o que
se apresenta clara e
distintamente.
2º ANÁLISE
Dividir cada uma das
dificuldades que se
apresentam à razão.
3º SÍNTESE
Conduzir por ordem os
pensamentos, começando
pelos mais fáceis de
conhecer para chegar aos
mais complexos .
4º ENUMERAÇÃO
Fazer sempre revisões e
enumerações tão gerais
para ter sempre a certeza
de nada omitir.
As regras do Método permitem orientar devidamente as operações fundamentais do pensamento.
Metódica e provisória
Funciona como meio para atingir a
certeza, não constituindo um fim
em si mesma;. Hiperbólica
Tão rigoroso se pretende este
exame que, na sua aplicação, a
dúvida assume um caráter
propositadamente excessivo.
Universal e radical
Incide não só sobre o
conhecimento em geral, como
também sobre os seus
fundamentos, as suas raízes.
Função catártica
Liberta o espírito dos erros que o
podem perturbar ao longo do
processo de indagação da verdade.
1.º nível: aplica-se às informações dos
sentidos.
Constatando que os sentidos nos enganam
algumas vezes, aplicando-se o princípio
hiperbólico da dúvida, devemos considerar
que os sentidos não merecem qualquer
confiança.
Deste modo, Descartes rejeita um dos
fundamentos tradicionais do saber: a
convicção de que o conhecimento começa
com a experiência, com as informações dos
sentidos.
2.º nível: aplica-se à crença na existência da
realidade exterior.
Descartes coloca outro fundamento do saber
tradicional em causa – a convicção ou crença
na existência da realidade exterior (realidades
físicas ou sensíveis).
Descartes inventa um argumento engenhoso
que se baseia na impossibilidade de encontrar
um critério absolutamente convincente que
nos permita distinguir o sonho da realidade:
há acontecimentos que vividos durante o
sonho, são vividos com tanta intensidade como
quando estamos acordados.
Se assim é, não há maneira de distinguir o
sonho da realidade, pode surgir a suspeita de
que aquilo que é considerado real não passa
de um sonho.
3.º nível: aplica-se ao conhecimento
matemático.
Coloca em causa aquilo que até então
considerara o modelo do conhecimento
verdadeiro.
Deus, que nos criou, criando ao mesmo
tempo o nosso entendimento, sendo um ser
omnipotente, pode fazer tudo, até aquilo que
nos parece incrível. Então, Deus ao criar o
entendimento, ao depositar nele as verdades
matemáticas, pode tê-lo criado ao avesso.
Enquanto a hipótese do Deus enganador
não for rejeitada não podemos ter a certeza
de que as mais elementares “verdades”
matemáticas são realmente verdadeiras.
Neste momento reina o cepticismo:
tudo é considerado falso, nada é
verdadeiro, ou seja, nada resistiu à
dúvida.
Mas, esta conclusão é precipitada
porque quando a dúvida atinge o seu
ponto máximo, uma verdade indubitável
vai impor-se.
Para duvidarmos, é necessário que exista
um sujeito que duvide.
A condição da possibilidade do acto de
duvidar é a existência do sujeito que
pensa, logo a existência do sujeito que duvida
é uma verdade indubitável (não pode de
modo algum ser posta em causa).
“Penso, logo existo”,
afirmação frequentemente sintetizada como
“cogito” é uma afirmação evidente, ou seja,
uma afirmação clara e distinta obtida por
intuição que vai funcionar como modelo de
verdade.
Descartes precisa de demonstrar a
existência de um “Deus que não nos
engana”, ou seja, de um Deus que traga
segurança e seja garantia das
verdades, afastando qualquer ameaça de
cepticismo.
Para esse efeito, apresenta diversos argumentos a priori a favor da existência de Deus.
Estabelecida a existência de Deus,
a hipótese de Deus enganador
pode ser afastada
2.Dado que as nossas ideias provêm de
Deus, não podem deixar de ser verdadeiras na
medida em que forem claras e distintas.
3.A existência de Deus proporciona assim uma
justificação para o critério das ideias claras e
distintas. Sabemos que aquilo que
concebemos como claro e distinto é
verdadeiro porque as nossas faculdades foram
criadas por Deus, que não é enganador.
1.Como Deus não é malévolo, seguramente
não pretende enganar-nos.
CONCLUSÃO
Admitida a existência de Deus, Descartes aceita a existência do mundo
material e a possibilidade de o conhecer, desde que sejam acauteladas as
seguintes condições:
1. Partir de princípios evidentes - ideias claras e distintas apreendidas por
intuição
2. Raciocinar dedutivamente.
Só as ideias inatas permitem alcançar o
conhecimento verdadeiro, pois a sua
veracidade é garantida por Deus, pelo que
podem fundamentar a ciência e todo o
conhecimento humano.
Podemos conhecer a realidade em si mesma
mediante a razão, sem qualquer apoio da
experiência.
DESCARTES 11ANO

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DESCARTES 11ANO

  • 1.
  • 2.
  • 3. Objetivo Razão de ser do projeto Estratégia Natureza da dúvida O que não resiste à dúvida Reconstruir o sistema do saber do seu tempo O sistema do saber está desorganizado e baseado em falsos princípios. Os princípios do novo sistema do saber devem ser verdades absolutas, totalmente indubitáveis. Como descobrir princípios absolutamente indubitáveis? Submetendo à dúvida os conhecimentos existentes para ver se algum resiste. Metódica, provisória, hiperbólica, radical e universal. Transforma a mais frágil suspeita em sinónimo de falsidade. Todos os conhecimentos respeitantes a objetos quer sensíveis quer inteligíveis (matemáticos e inteletuais) ficam sob suspeita e são declarados falsos.
  • 4. Podemos conhecer a realidade em si mesma mediante a razão, sem qualquer apoio da experiência. A existência do sujeito que duvida da realidade de todos os objetos. 1º princípio do sistema do saber. A distinção Alma – Corpo O sujeito que de tudo duvida menos da sua existência é uma substancia pensante, puramente racional, que existe, mesmo que a existência do seu corpo seja duvidosa. A Existência de Deus Um sujeito imperfeito – que duvida e muitas coisas desconhece – conclui que só um ser perfeito pode ser a origem da ideia de perfeito. Deus existe necessariamente. Deus, uma vez que não nos engana nem ilude, é a garantia da objetividade dos conhecimentos. O que resiste à dúvida Verdades que se deduzem do primeiro princípio O fundamento metafísico do sistema do saber Conclusão
  • 5. 1º EVIDÊNCIA Não aceitar como verdadeiro o que não for absolutamente indubitável. Só incluir nos juízos o que se apresenta clara e distintamente. 2º ANÁLISE Dividir cada uma das dificuldades que se apresentam à razão. 3º SÍNTESE Conduzir por ordem os pensamentos, começando pelos mais fáceis de conhecer para chegar aos mais complexos . 4º ENUMERAÇÃO Fazer sempre revisões e enumerações tão gerais para ter sempre a certeza de nada omitir. As regras do Método permitem orientar devidamente as operações fundamentais do pensamento.
  • 6. Metódica e provisória Funciona como meio para atingir a certeza, não constituindo um fim em si mesma;. Hiperbólica Tão rigoroso se pretende este exame que, na sua aplicação, a dúvida assume um caráter propositadamente excessivo. Universal e radical Incide não só sobre o conhecimento em geral, como também sobre os seus fundamentos, as suas raízes. Função catártica Liberta o espírito dos erros que o podem perturbar ao longo do processo de indagação da verdade.
  • 7. 1.º nível: aplica-se às informações dos sentidos. Constatando que os sentidos nos enganam algumas vezes, aplicando-se o princípio hiperbólico da dúvida, devemos considerar que os sentidos não merecem qualquer confiança. Deste modo, Descartes rejeita um dos fundamentos tradicionais do saber: a convicção de que o conhecimento começa com a experiência, com as informações dos sentidos.
  • 8. 2.º nível: aplica-se à crença na existência da realidade exterior. Descartes coloca outro fundamento do saber tradicional em causa – a convicção ou crença na existência da realidade exterior (realidades físicas ou sensíveis). Descartes inventa um argumento engenhoso que se baseia na impossibilidade de encontrar um critério absolutamente convincente que nos permita distinguir o sonho da realidade: há acontecimentos que vividos durante o sonho, são vividos com tanta intensidade como quando estamos acordados. Se assim é, não há maneira de distinguir o sonho da realidade, pode surgir a suspeita de que aquilo que é considerado real não passa de um sonho.
  • 9. 3.º nível: aplica-se ao conhecimento matemático. Coloca em causa aquilo que até então considerara o modelo do conhecimento verdadeiro. Deus, que nos criou, criando ao mesmo tempo o nosso entendimento, sendo um ser omnipotente, pode fazer tudo, até aquilo que nos parece incrível. Então, Deus ao criar o entendimento, ao depositar nele as verdades matemáticas, pode tê-lo criado ao avesso. Enquanto a hipótese do Deus enganador não for rejeitada não podemos ter a certeza de que as mais elementares “verdades” matemáticas são realmente verdadeiras.
  • 10. Neste momento reina o cepticismo: tudo é considerado falso, nada é verdadeiro, ou seja, nada resistiu à dúvida. Mas, esta conclusão é precipitada porque quando a dúvida atinge o seu ponto máximo, uma verdade indubitável vai impor-se.
  • 11. Para duvidarmos, é necessário que exista um sujeito que duvide. A condição da possibilidade do acto de duvidar é a existência do sujeito que pensa, logo a existência do sujeito que duvida é uma verdade indubitável (não pode de modo algum ser posta em causa). “Penso, logo existo”, afirmação frequentemente sintetizada como “cogito” é uma afirmação evidente, ou seja, uma afirmação clara e distinta obtida por intuição que vai funcionar como modelo de verdade.
  • 12. Descartes precisa de demonstrar a existência de um “Deus que não nos engana”, ou seja, de um Deus que traga segurança e seja garantia das verdades, afastando qualquer ameaça de cepticismo. Para esse efeito, apresenta diversos argumentos a priori a favor da existência de Deus.
  • 13.
  • 14. Estabelecida a existência de Deus, a hipótese de Deus enganador pode ser afastada 2.Dado que as nossas ideias provêm de Deus, não podem deixar de ser verdadeiras na medida em que forem claras e distintas. 3.A existência de Deus proporciona assim uma justificação para o critério das ideias claras e distintas. Sabemos que aquilo que concebemos como claro e distinto é verdadeiro porque as nossas faculdades foram criadas por Deus, que não é enganador. 1.Como Deus não é malévolo, seguramente não pretende enganar-nos.
  • 15. CONCLUSÃO Admitida a existência de Deus, Descartes aceita a existência do mundo material e a possibilidade de o conhecer, desde que sejam acauteladas as seguintes condições: 1. Partir de princípios evidentes - ideias claras e distintas apreendidas por intuição 2. Raciocinar dedutivamente. Só as ideias inatas permitem alcançar o conhecimento verdadeiro, pois a sua veracidade é garantida por Deus, pelo que podem fundamentar a ciência e todo o conhecimento humano. Podemos conhecer a realidade em si mesma mediante a razão, sem qualquer apoio da experiência.