ESPONDILOARTRITES

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ESPONDILOARTRITES

  1. 1. Alambert, PA 2013
  2. 2. Conceito Espondiloartrites compreendem um grupo de desordens inflamatórias inter-relacionadas com manifestações clínicas sobrepostas e marcadores genéticos compartilhados.
  3. 3. Conceito das Espondiloartrites Espondiloartrite Indiferenciada Epidemiológico Genético Ambiental Achados clínicos e radiográficos
  4. 4. Conceito das Espondiloartrites Epidemiológico Mais comum em homens <40 anos Prevalencia de 0,5% a 1,9% Genético • HLA-B27+ em 90% dos casos de EA • Pior prognóstico axial • Maior risco de manifestações extraarticulares Uveíte Balanite circinada • Caucasianos • Concordância em gêmeos monozigóticos: 50-70%
  5. 5. Conceito das Espondiloartrites Ambiental Achados radiológicos Infecções Neoformação óssea Estresse mecânico Anquilose
  6. 6. Conceito das Espondiloartrites Achados clínicos Uveite anterior Fator reumatoide negativo/ PAIs elevadas Sacroileíte Entesite Oligoartrite > MMII
  7. 7. ETIOPATOGÊNESE HLA-B27: Aumenta a suscetibilidade genética. Fatores ambienteais: Infecções bacterianas.Ex: Na artrite reativa: Enterites --> bactérias gram negativas ou Infecções do trato geniturinário--> Chlamydia.
  8. 8. Molécula cristalizada HLA-B27
  9. 9. CROMOSSOMA 6
  10. 10. ESPONDILITE ANCILOSANTE
  11. 11. Conceito Doença sistêmica inflamatória crônica que afeta primariamente o esqueleto axial e possivelmente articulações periféricas como quadril e ombros.
  12. 12. Epidemiologia Incidência: 7,3 para 100.000/ano Prevalência:brancos norte-americanos: 197/100.000.Em indivíduos HLA-B27 positivos: 1 a 2% com 10 a 30% entre parentes de primeiro grau 90% de brancos com EA possui HLA-B27 enquanto a doença e o antígeno estão praticamente ausentes em negros da África e em japoneses
  13. 13. QUADRO CLÍNICO
  14. 14. MANIFESTAÇÕES ESQUELÉTICAS AXIAL:dor torácica (costo-esternais), lombalgia e rigidez do tipo inflamatória,perda da amplitude de movimento da região lombo-sacra.Retificação da lordose lombar, aumento da cifose torácica e flexão da coluna cervical.
  15. 15. Espondilite Anquilosan
  16. 16. Manifestações extra-articulares Uveíte anterior aguda Cardiovascular: aortite ascendente,insuficiência Cardiovascular aórtica,distúrbios de condução,cardiomegalia e pericardite Doença pulmonar:fibrose apical-percebida 2 décadas pulmonar após o início da doença-aspergilose
  17. 17. UVEÍTE
  18. 18. Manifestações extra-articulares Neuro: Neuro Fraturas vertebrais(C5-C6) Subluxações atlantoaxiais,atlantooccipital e subaxiais. Mielopatia compressiva por ossificação do ligamento longitudinal posterior Lesões degenerativas discais e estenose espinhal. Síndrome da cauda equina.
  19. 19. Manifestações extra-articulares Acometimento renal: renal 1-Amiloidose: proteinúria 2-Nefropatia por IgA: proteinúria,hematúria microscópica. 3-Perda da função renal e necrose papilar renal induzidas por analgésicos e anti-inflamatórios. Osteoporose
  20. 20. EXAME FÍSICO Distância occipito-parede diminuída Teste de Schober (> 15 cm) Distância dedo-chão (> 20cm) Limitação da expansibilidade torácica (< 5 cm)
  21. 21. Distância occipito-parede ou tragus-parede Limitação da mobilidade cervical decorrente da fusão das articulações interapofisárias. Observe-se que o paciente não consegue encostar a cabeça na parede
  22. 22. TESTE DE SHOBER
  23. 23. TESTE DE SHOBER
  24. 24. Distância dedo-chão
  25. 25. Limitação da expansibilidade torácica
  26. 26. Desaparecimento da Lordose Lombar
  27. 27. EA com contratura em flexão dos quadris e joelhos
  28. 28. Severa cifose da coluna cervical e dorsal em EA estágio final Paciente não consegue olhar para cima
  29. 29. Articulações periféricas Dor em pontos de entesites: tuberosidades isquiáticas, entesites grande trocanter, processo espinhoso, junções manubrioesternais e costocondrais, cristas ilíacas, tendão do calcâneo, fasceíte plantar.
  30. 30. Articulações periféricas Ar trite: oligoartrite assimétrica trite predominantemente em membros inferiores.
  31. 31. ESPONDILOARTRITES
  32. 32. Critérios de classificação da EA 1)Lombalgia inflamatória-3 meses 4)Sacroileíte bilateral grau 2 a 4 5)Sacroileíte unilateral grau 3 a 4 2)Limitação lombar frontal e sagital 3)Diminuição da expansibilidade torácica EA definida: 4 ou 5 associado a qualquer critério clínico Nova York modificado 1985
  33. 33. Graduação radiológica da SI 0=normal 3=sacroileite moderada 1=suspeita 4=anquilose óssea 2=sacroileite mínima
  34. 34. Esclerose marginal bilateral
  35. 35. Sacroieíte bilateral + sínfise púbica
  36. 36. ESCLEROSE + ALARGAMENTO +IRREGULARIDADE
  37. 37. Alterações radiológicas Quadratura dos corpos vertebrais Coluna em bambu sindesmófitos vertebrais discite osteítes alterações das sacro-ileítes:borramento do osso subcondral,pseudo-alargamento,erosões e esclerose do osso adjacente
  38. 38. Espondiloartropatia indiferenciada:alterações ósseas secundárias a entesite. Com uma erosão na inserção do Aquiles e néo-formação óssea periostal de Aquiles.e na fácia plantar fascia no calcâneo.
  39. 39. Quadratura de vértebras + ângulos brilhantes
  40. 40. Sacroileíte+sínfise+coxo-femurais
  41. 41. Sacroileíte bilateral com esclerose e estreitamento das articulações sacro-ilíacas
  42. 42. Coluna em bambu
  43. 43. Espondilite Anquilosante- pac. 2
  44. 44. SINDESMÓFITOS
  45. 45. A-PSEUDODILATAÇÃO E LESÃO ESCLERÓTICA B-FUSÃO DAS SACROILÍACAS
  46. 46. Acometimento unilateral de sacroilíaca
  47. 47. RNM:Sacroileíte bilateral
  48. 48. Coluna em Bambu
  49. 49. Tratamento Alívio da dor,fadiga e rigidez Manter boa postura Capacidade funcional e psicossocial Qualidade de vida
  50. 50. Farmacologia AINES ESTERÓIDES SULFASSALAZINA METOTREXATO INIBIDORES DO TNF
  51. 51. Prognóstico Curso clínico variável com exacerbações e remissões,sendo geralmente favorável
  52. 52. Síndrome de Reiter
  53. 53. Artrite Reativa Síndrome de Reiter Artrite asséptica geralmente assimétrica e oligoarticular após episódio de uretrite/cervicite ou diarréia.Pode apresentar conjuntivite, irite ou lesões mucocutâneas. Portanto é um quadro desencadeado por infecção microbiana em um sítio distante, geralmente trato gastrintestinal ou gêniturinário em uma pessoa geneticamente suscetível. ( o gene HLA-B27 é o principal fator de risco genético conhecido)
  54. 54. Chlamydia tra chomatis é o agente mais comum da uretrite não gonocócica. Shigella, Salmonella, Yersínia ou Campylobacter são os agentes mais comuns das infecções entéricas. A infecção desencadeante pode ser assintomática O termo artrite reativa é frequentemente usado quando a identidade do fator desencadeante é conhecida. Síndrome de Reiter é uma conotação mais restrita que consiste de oligoartrite e conjuntivite após um episódio de uretrite/cervicite não gonocócica ou um episódio de diarréia.
  55. 55. A herança do gene B27 aumenta o risco em 50 vezes A doença é mais comumente vista em adultos jovens sexualmente ativos, principalmente no sexo masculino quando é desencadeada por Chlamydia Trachomatis .
  56. 56. Achados Clínicos 1. Tríade clássica: artrite,conjuntivite e uretrite (pode clássica não ser a manifestação inicial). 2. Manifestações articulares :Artralgias, artrites leves ou debilitantes, recurrentes,podendo desenvolver forma crônica caracterizada por artrites recurrentes e clínica de sacroileíte e espondilite.Os membros inferiores são os preferenciais. Entesites, edema em salsicha e fasceíte plantar. 3. Irite aguda. 4. Manifestações mucocutaneas :Ceratoderma blenorrágico, Balanite circinada, Onicólise, eritema nodoso. 5.Lesões neurológicas ou cardíacas
  57. 57. Balanite circinda
  58. 58. Erosões dolorosas em um paciente com Reiter
  59. 59. Placas e erosões na língua de um paciente com Reiter
  60. 60. Placas na solas dos pés de um paciente com Reiter
  61. 61. Artrite Reativa: Envolvimento Ocular
  62. 62. Reiter syndrome, acute conjunctivitis.
  63. 63. Achados radiológicos Edema de partes moles e osteoporose Erosões ósseas , diminuição dos espaços Esporões mal-definidos A coluna em bambu não é usualmente um achado
  64. 64. Diagnóstico Anamnese + Exame Físico VHS e PCR aumentados Leucocitose leve e anemia Afastar artrite gonocócica Pode ser feito o teste da fluorescencia direta de um esfregaço de swab de algodão da uretra ou do canal endocervical
  65. 65. Conduta terapêutica AINES CE: 30 mg de prednisona Sulfassalazina: 2 a 3 gs por dia Metotrexate Azatioprina
  66. 66. Artrite psoriática É uma artrite inflamatória associada com psoríase. Formas: a) Interfalangeanas distais b) Oligoartrite assimétrica c) Poliartrite simétrica d) Artrtite mutilante e) Espondilite
  67. 67. Dactilite
  68. 68. Placas de Psoríase
  69. 69. Artrite psoriática do tipo mutilante
  70. 70. Severa artite psoriática acometendo as MCF,IFP e IFDs.
  71. 71. Artrite psoriática Swelling and deformity of the metacarpophalangeal and distal interphalangeal joints Psoriatic arthritis involving the distal phalangeal joint
  72. 72. Artrite psoriática
  73. 73. Diagnóstico -Presença de alterações cutâneas ou ungueais características de psoríase. -Fator reumatóide negativo em 95% dos casos -VHS aumentada -Anemia -Ácido úrico aumentado no sangue -RX:edema, erosão leve até destruição articular grave, fusão óssea em alguns casos.
  74. 74. Tratamento Tratamento da condição cutânea AINES Sulfassalazina MetotrexatoSais de ouro Hidroxicloroquina Leflunomide Ciclosporina Cirurgia
  75. 75. Enteroartropatias
  76. 76. Introdução A artrite enteropática desenvolve-se em até 20% dos pacientes com doenças inflamatórias intestinais ( Cronh e colite ulcerativa) geralmente como uma sinovite periférica e às vezes como artrite axial (sacro-ileíte isoladamente ou espondilite anquilosante típica). O HLB-27 está presente em 50% dos brancos com espondilite enteropática.
  77. 77. Artrite Enteropática-sub-tipos periféricos Artrite periférica Tipo I: Artrite periférica Tipo II <5 articulações >5 articulações Assimétrico Grandes e pequenas articulações MMII Duração <10 semanas Reativação DII Pode ser erosiva e persistente Independe da atividade de DII Associado a uveíte
  78. 78. Artrite Enteropática-sub-tipo axial Espondilite: + comum na DC Evolução independente do DII HLA-B27+
  79. 79. Tratamento AINES SULFASSALAZINA METOTREXATE DROGAS IMUNOSSUPRESSORAS
  80. 80. VOVÔ, A AULA ACABOU Pára de falar!!!!!!!!

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