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EXAMES COMPLEMENTARES                 14/06/12Hemoglobina        8,4Hematócrito       27,3VGM / HGM        72 / 22Leucócit...
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EXAMES COMPLEMENTARES   Capacidade total de ligação ao ferro       325 (VR: 250 – 450)   Capacidade livre de ligação ao...
EXAMES COMPLEMENTARES   FAN – não reagente   VHS – 21   PCR – 24   Sumário de Urina – sem alterações
SUSPEITA DIAGNÓSTICA ?   Gonococcemia disseminada
GONOCOCCEMIA DISSEMINADA
GONOCOCCEMIA DISSEMINADA   Disseminação     hematogênica     da   Neisseria    gonorrhoeae, transmitida sexualmente   Ac...
GONOCOCCEMIA DISSEMINADA   A probabilidade de disseminação depende de    fatores do hospedeiro e da cepa   Cepa bacteria...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS   Duas síndromes       Tríade tenossinovite, dermatite e poliartralgia (sem        artrite purule...
SÍNDROME ARTRITE-DERMATITE   Início do quadro com febre e mal estar geral. A febre    pode desaparecer com a progressão d...
SÍNDROME ARTRITE-DERMATITE   “Embora outras patologias (endocardite bacteriana,    meningococcemia)      possam     causa...
ARTRITE SÉPTICA   Geralmente afebril   Joelhos, punhos e tornozelos. Grandes articulações   Pode haver acometimento de ...
DIAGNÓSTICO   História e exame físico   Líquido sinovial     Melhor método diagnóstico na artrite purulenta     Leucóc...
DIAGNÓSTICO   Hemoculturas       Baixa sensibilidade – útil apenas quando positiva           Síndrome artrite dermatite...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL   Artrite meningocóccica     Pode ser idêntica à gonococcemia     Maior probabilidade de hemocu...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL   Doenças do tecido conjuntivo       Artrite reativa, artrite reumatóide, artrite psoriática   ...
TRATAMENTO   Ceftriaxona - Resposta rápida   Não existe padronização quanto à duração   Síndrome artrite-dermatite    ...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS   Cecil – Tratado de Medicina Interna, 22 edição   Veronesi – Tratado de Infectologia   Case...
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  1. 1. RESUMO Paciente feminina, 23 anos, com relato de artralgia simétrica e somatória há 30 dias acometendo progressivamente tornozelos, punhos, joelhos, metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. Referia rigidez matinal durando 2 horas, negava dor em esqueleto axial. Alguns dias após início do quadro surgiram cerca de 5 lesões em MMII, inicialmente pápulo vesiculares progredindo para crostas. Dois dias antes do início do quadro apresentou febre e odinofagia. Recebeu corticóide oral, com melhora parcial. Também referia cefaléia, astenia e mal estar geral no período. G2P2A0, sem comorbidades prévias. Apresentava lesão crostosa em região maleolar lateral sem sinais flogísticos, com cerca de 0,5 cm. Lesões hipocrômicas de característica cicatricial em ambos os tornozelos. Dor à movimentação passiva e palpação de joelhos, punhos e tornozelos. Ausência de calor, edema ou rubor em articulações. Dor à palpação ao longo do tendão de Aquiles bilateralmente
  2. 2. EXAMES COMPLEMENTARES 14/06/12Hemoglobina 8,4Hematócrito 27,3VGM / HGM 72 / 22Leucócitos 8600Bastões 4%Segmentados 67%Linfócitos 23%Linf. Atípicos ---Eosinófilos 6%Monócitos 4%Plaquetas 225000
  3. 3. EXAMES COMPLEMENTARES 14/06/12Na 136K 3,9Uréia 30Creatinina 0,8Cl 103Ca 9,7Mg 1,2Glicemia 99TGO 24TGP 39Bilirrubinas T – 0,4 D – 0,3
  4. 4. EXAMES COMPLEMENTARES 14/06/12TP 96%RNI 1,02TTPa 36Proteínas 8,9Albumina 3,8Globulina 5,1
  5. 5. EXAMES COMPLEMENTARES Capacidade total de ligação ao ferro  325 (VR: 250 – 450) Capacidade livre de ligação ao ferro  295 (VR: 150 – 340) Ferro sérico  30 (VR: 25 – 156) Transferrina  227,5 (VR: 200 – 300) Índice de saturação de transferrina  9 (VR: 20 – 55) Ferritina  8 (VR: 12 – 150)
  6. 6. EXAMES COMPLEMENTARES FAN – não reagente VHS – 21 PCR – 24 Sumário de Urina – sem alterações
  7. 7. SUSPEITA DIAGNÓSTICA ? Gonococcemia disseminada
  8. 8. GONOCOCCEMIA DISSEMINADA
  9. 9. GONOCOCCEMIA DISSEMINADA Disseminação hematogênica da Neisseria gonorrhoeae, transmitida sexualmente Acomete 0,5-3% dos infectados Causa comum de poli ou oligoartropatia em indivíduos jovens previamente hígidos Abaixo de 40 anos Três vezes mais comum em mulheres
  10. 10. GONOCOCCEMIA DISSEMINADA A probabilidade de disseminação depende de fatores do hospedeiro e da cepa Cepa bacteriana  As cepas que mais disseminam diferem das que geram sintomas urogenitais  É incomum história de infecção genital sintomática recente Hospedeiro  Menstruação recente, gravidez ou pós-parto, deficiência de complemento, LES
  11. 11. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Duas síndromes  Tríade tenossinovite, dermatite e poliartralgia (sem artrite purulenta) – Síndrome artrite dermatite  Artrite purulenta sem lesões de pele  Pode haver sobreposição. Alguns pacientes evoluem da síndrome artrite dermatite para uma mono ou oligoartrite purulenta
  12. 12. SÍNDROME ARTRITE-DERMATITE Início do quadro com febre e mal estar geral. A febre pode desaparecer com a progressão do quadro Acometimento articular – Punhos, dedos e tornozelos. Menos frequente: joelhos e cotovelos. Raramente acomete o esqueleto axial. Somatória e assimétrica. Dermatite – poucas lesões (2-10), indolores. Pápulas, pústulas, vesículas, crostas. Pode haver um componente hemorrágico. Limitam-se às extremidades, raras em face
  13. 13. SÍNDROME ARTRITE-DERMATITE “Embora outras patologias (endocardite bacteriana, meningococcemia) possam causar lesões similares, a erupção cutânea da IGD é tão suficientemente típica que sugere fortemente seu diagnóstico quando observada em uma pessoa jovem sexualmente ativa” Cecil – Tratado de Medicina Interna
  14. 14. ARTRITE SÉPTICA Geralmente afebril Joelhos, punhos e tornozelos. Grandes articulações Pode haver acometimento de mais de uma articulação, geralmente assimétrico Edema, eritema, calor local, derrame sinovial franco Se não tratada pode evoluir para destruição da articulação e osteomielite
  15. 15. DIAGNÓSTICO História e exame físico Líquido sinovial  Melhor método diagnóstico na artrite purulenta  Leucócitos: 20.000 – 50.000  Glicose, LDH e proteínas tem valor limitado  Cultura tipicamente negativa na síndrome artrite- dermatite
  16. 16. DIAGNÓSTICO Hemoculturas  Baixa sensibilidade – útil apenas quando positiva  Síndrome artrite dermatite  Múltiplas amostras Culturas de pele, uretra, cervix, reto e faringe  50% tem pelo menos uma cultura de mucosa positiva Triagem para HIV e sífilis
  17. 17. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Artrite meningocóccica  Pode ser idêntica à gonococcemia  Maior probabilidade de hemocultura positiva  Doença mais grave, sepse e meningite Hepatite B  Febre, calafrios, poliartrite, tenossinovite e rash  O rash é urticariforme  A artrite geralmente é poliarticular e simétrica  Líquido sinovial não inflamatório
  18. 18. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Doenças do tecido conjuntivo  Artrite reativa, artrite reumatóide, artrite psoriática Febre reumática  Pode se manifestar como poliartrite e rash  O rash é muito raro e quase nunca pustular ou vesicular
  19. 19. TRATAMENTO Ceftriaxona - Resposta rápida Não existe padronização quanto à duração Síndrome artrite-dermatite  Geralmente cura após 3 dias, com excelente prognóstico Artrite purulenta  7-14 dias. Drenagem articular Tratamento concomitante para clamídia Tratar o parceiro!
  20. 20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Cecil – Tratado de Medicina Interna, 22 edição Veronesi – Tratado de Infectologia Case 19-2007: A 19-Year-Old College Student with Fever and Joint Pain; Benjamin T. Davis, M.D., and Mark S. Pasternack, M.D.; N Engl J Med 2007;356:2631-7. UpToDate
  21. 21. OBRIGADA!

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