Pós Estudo de viabilidade economico financeiro

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Material elaborado para a aula da pós graduação sobre Viabilidade Econômico Financeiro de empresas, contendo estudo de mercado, estudo de localização, estudo de produção, estudo de tamanho e estudo financeiro com VPL, TIR e Payback.

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  • Oligopolio, do slid 22, não seria a definição de monopolio?
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    1. 1. Análise de Viabilidade Econômico-Financeira Prof. Milton Henrique do Couto Neto mcouto@catolica-es.edu.br
    2. 2. Quem sou eu? Prof. Milton Henrique do Couto Neto mcouto@catolica-es.edu.br Engenheiro Mecânico, UFF MBA em Gestão Empresarial, UVV MBA em Marketing Empresarial, UVV Mestre em Administração, UFES Pós-MBA em Inteligência Empresarial, FGV http://lattes.cnpq.br/8394911895758599
    3. 3. Experiência como Professor Universitário 2011 2004 2011 2006 2007 2009
    4. 4. Disciplinas Lecionadas Marketing Empreendedorismo Administração de Materiais Matemática Matemática Financeira Gestão Financeira Fundamentos da Administração Gestão de Processos e Empresas
    5. 5. Experiência como Gestor Empresário de diversos setores 1995 2006 2006 2012 2012 2013 2013 2015 2014 Consultorias, Palestras e Treinamentos 2008
    6. 6. miltonhcoutomiltonhenrique miltonhcouto mcouto@catolica-es.edu.br Contatos
    7. 7. Este e outros arquivos estão disponíveis para download no www.slideshare.net/miltonh
    8. 8. E vocês, quem são?
    9. 9. Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira
    10. 10. Diferença entre Econômico e Financeiro Econômico Economia, atividade produtiva, capacidade de gerar lucros Ativos (Patrimônio) Financeiro Finanças, circulação e gestão de dinheiro Caixa (Contas a pagar e a receber )
    11. 11. RISCO é um componente inerente a qualquer negócio
    12. 12. As informações aumentam a sensação de certeza, diminuem a ansiedade e a percepção de risco
    13. 13. Estudo de Viabilidade Tornar viável!  Não se espera, como resposta, que determinado projeto seja tido como viável ou não  Espera-se que sejam apontadas as condições para fazer com que o projeto seja viável
    14. 14. Objetivos do Estudo de Viabilidade Identificar e fortalecer as condições necessárias para que o projeto dê certo Identificar e tentar neutralizar os fatores que podem dificultar as possibilidades de êxito do projeto
    15. 15. Ainda assim, todo empreendimento continua com um componente de incerteza
    16. 16. Metodologia para Estudo de Viabilidade Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    17. 17. Estudo de Viabilidade 1) Estudo de Mercado  Definir produtos, faixas de mercado e condições de comercialização 2) Estudo de Localização  Definir onde produzir ou vender 3) Estudo de Produção  Definir a tecnologia ou os processos internos 4) Estudo do Tamanho  Definir escala e nível econômico 5) Estudo Econômico-Financeiro  Definir investimentos e recursos financeiros
    18. 18. Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    19. 19. Estudo de Mercado
    20. 20. Estudo de Mercado Leva em conta: Análise da Indústria/Setor Descrição do Segmento de Mercado Análise SWOT do produto/serviço Análise da Concorrência
    21. 21. Análise da Indústria/Setor Deve apresentar as informações a respeito: do tamanho, crescimento e estrutura da indústria/setor em que sua organização está inserida
    22. 22. Estruturas de Mercado 2 Extremos Uma única firma vende um bem, no qual não possui similares que o substituam. Muitas firmas vendem bens que são substitutos perfeitos entre si. Concorrência Perfeita Oligopólio
    23. 23. Arranjo das Estruturas de Mercado Número de Vendedores NúmerodeCompradores Um Poucos Muitos Um Monopólio Bilateral Monopsônio Poucos Oligopólio Bilateral Oligopsônio Muitos Monopólio Oligopólio Concorrência Perfeita
    24. 24. Tipos de Estruturas de Mercado Tipo de Mercado Número de Produtores Entrada Influência sobre o Preço Exemplos Monopólio Um produtor sem nenhum substituto próximo Difícil Substancial (só não estabelece o preço se este for regulamentado pelo governo) Correio Oligopólio Poucos produtores Difícil Algum (Pesquisador de Preço) Aço e Alumínio (pouca diferenciação) Automóveis e Cigarros (muita diferenciação) Concorrência Monopolista Muitos produtores, produto diferenciado Fácil Pouco Comércio Varejista Concorrência Perfeita Muitos produtores, produto não diferenciado Fácil Nenhum (Seguidor de Preço) Feijão
    25. 25. Ciclo de Vida de Produtos Tempo NºdeUnidadesVendidas Introdução Crescimento Maturidade Declínio Vendas Lucro
    26. 26. Ciclo de Vida de Produtos : Introdução baixa taxa de crescimento baixo nº de consumidores poucos concorrentes lucros baixos falta de padrão tecnológico preços elevados altos custos de distribuição e promoção produtos em versões básicas
    27. 27. Ciclo de Vida de Produtos : Crescimento alta taxa de crescimento entrada de vários concorrentes aumento do lucros queda nos preços e nos custos estabelecimento de padrão tecnológico aparecimento de diversas versões de produtos eventualmente a taxa de crescimento muda de sentido busca de estabelecimento de preferência ou fidelidade à marca
    28. 28. apresenta-se em três períodos:  maturidade de crescimento, estável e decadente excesso de capacidade saída de concorrentes tendência à diminuição dos lucros investimentos em processos fabris busca de redução de custos preços descendentes busca de nichos e proteção de flancos Ciclo de Vida de Produtos : Maturidade
    29. 29. Ciclo de Vida de Produtos : Declínio taxa de crescimento negativa vendas em declínio lucros em declínio excesso de capacidade preço promocional a maioria dos concorrentes abandona a arena tecnologia de produto geralmente ultrapassada redução significativa das versões de produto redução significativa das alternativas de distribuição
    30. 30. Descrição do Segmento de Mercado Definido o setor em que atua e seu mercado geral, você também quer e precisa saber identificar quais os segmentos deste mercado são seu alvo
    31. 31. Segmento de Mercado O segmento de mercado é definido a partir das características do produto, estilo de vida do consumidor (idade, sexo, renda, profissão, família, personalidade etc) e outros fatores que afetam de uma maneira direta o consumo do produto
    32. 32. Somos todos diferentes! Cada um tem seu gosto, suas necessidades, suas preferências, suas vontades, etc. O jeito mais fácil de não agradar a ninguém, é tentar agradar a todo mundo...
    33. 33. Por que Segmentar? • Por que as pessoas preferem comprar aquilo que atende realmente a suas necessidades, ao invés de comprar produtos de qualidade mas que não atendam aquilo que querem
    34. 34. Por que Segmentar? • Por que as pessoas gostam de ser abordadas de uma maneira específica que lhes dê a impressão de um real interesse em compreender suas necessidades e desejos
    35. 35. Por que Segmentar? • Por que as pessoas pagam mais pelos produtos que atendem exatamente a suas necessidades e que foram identificados através de meios personalizados de abordagem
    36. 36. Segmentação Geográfica
    37. 37. Segmentação Demográfica
    38. 38. Segmentação Psicográfica
    39. 39. Segmentação Comportamental
    40. 40. Segmentação Efetiva Mensuráveis • Tamanho, poder de compra, características dos segmentos devem ser mensuráveis
    41. 41. Segmentação Efetiva Substanciais •Segmentos devem ser grandes ou rentáveis o suficiente
    42. 42. Segmentação Efetiva Acessíveis • Segmentos podem ser efetivamente alcançados e servidos
    43. 43. Segmentação Efetiva Diferenciáveis •Segmentos respondem de maneira diferente a cada elemento e programa de mix de marketing
    44. 44. Segmentação Efetiva Acionáveis •Devem ser capazes de atrair e atender os segmentos
    45. 45. Estratégia de Segmentação Marketing de Massa Chamar todo mundo de “Zé” Marketing de Segmento Entender que tem um “Zé Roberto”, um “Zé Paulo”, um “Zé Luís”, um “Zé Augusto”, etc. Marketing de Nicho Conhecer o Sr. José Luiz da Silva
    46. 46. Estratégias de Segmentação Composto de Mkt Mercado Marketing Indiferenciado ou de Massa Caracterização: Aplicabilidade: Não há concorrência Produto novo Consumidor não percebe diferenciação entre as diversas ofertas Organizações não conseguem diferenciar suas ofertas Organizações com grande capacidade de produção Exemplos: O Ford “T” que podia ser comprado de qualquer cor, desde que fosse de cor preta; A Coca-Cola que, por muitos anos, vendeu seu refrigerante em apenas um tamanho de garrafa.
    47. 47. Marketing de Massa Durante muito tempo a Coca Cola só era oferecida na garrafa de vidro de 290 ml
    48. 48. Entre 1915 e 1926 o Ford T só era disponível na cor preta Marketing de Massa
    49. 49. Marketing Diferenciado ou de Segmento Caracterização: Composto de Mkt 3 Composto de Mkt 2 Segmento 1 Segmento 2 Segmento 3 Composto de Mkt 1 Aplicabilidade: Há forte concorrência Produto na fase de crescimento na Curva de Ciclo de Vida Consumidor sensível à diferenciação Organizações querem dificultar a entrada de um concorrente Organizações com grande capacidade de produto/marketing Obrigar os desafiantes a adotar uma estratégia mais cara e demorada para ganhar parcelas de mercado Exemplo: Um fabricante de automóveis que segmenta o mercado de automóveis em Carros Populares, Médios, de Luxo e Utilitários Estratégias de Segmentação
    50. 50. Marketing de Segmento
    51. 51. Marketing de Segmento
    52. 52. Marketing de Nicho Caracterização: Aplicabilidade: Consumidor sensível à diferenciação Organizações com pouca capacidade de produção Organizações com competências únicas Evitar concorrência com os líderes em participação de mercado Composto de Mkt Segmento 1 Segmento 2 Segmento 3 Subsegmento ou nicho Exemplos de Nicho: Toca discos de agulha, máquinas fotográficas de filme, etc. “Não haverá mercado para produtos que todos gostem um pouco, apenas para produtos que alguém gosta muito” Estratégias de Segmentação
    53. 53. Nicho Muito bom para o artesão, para o pequeno empresário ou para o pequeno empreendedor Mas não é comercialmente viável para a produção em massa ou para o grande produtor
    54. 54. Marketing de Nicho
    55. 55. Depois de Segmentar, escolha o seu Mercado Alvo O mercado-alvo não é aquele que você gostaria: é aquele que pode consumir o seu produto
    56. 56. Mercado Alvo  Qual o market-share (participação de mercado) dentre os principais concorrentes?  Qual o potencial de mercado?  O mercado encontra-se bem atendido?  Quais as oportunidades para o seu produto/serviço obter uma maior participação?
    57. 57. Escolha do Público Alvo Este!Não este! Escolher qual será o grupo a ser atendido!
    58. 58. Níveis de Segmentação Marketing de Massa Marketing de Nicho Diferentes Níveis de Segmentação 100 pessoas 1.000 pessoas 10.000.000 pessoas 1.000.000 pessoas Mercadoalvo
    59. 59. Níveis de Segmentação Marketing de Massa Marketing de Nicho  Todo mundo é “Zé”  Pizza inteira!  Sr. José Luiz da Silva  Só 1 pedaço da Pizza!
    60. 60. Seleção do Mercado Alvo Concentração em um único segmento M1 M2 M3 P1 P2 P3
    61. 61. Seleção do Mercado Alvo Especialização Seletiva M1 M2 M3 P1 P2 P3
    62. 62. Seleção do Mercado Alvo Especialização por Produto M1 M2 M3 P1 P2 P3
    63. 63. Seleção do Mercado Alvo Especialização por Mercado M1 M2 M3 P1 P2 P3
    64. 64. Seleção do Mercado Alvo Cobertura Total do Mercado M1 M2 M3 P1 P2 P3
    65. 65. Análise SWOT do Produto/Serviço Ambiente Interno • Forças • Fraquezas Ambiente Externo • Potencialidades • Fragilidades
    66. 66. Ambiente Ambiente Interno Ambiente Externo Empresa; Clientes; Fornecedores; Intermediários. Ambiente Econômico; Ambiente Demográfico; Ambiente Sociocultural; Ambiente Político-Legal; Ambiente Tecnológico; Ambiente Competitivo
    67. 67. Ambiente Interno • FORÇA – É uma característica da empresa que lhe confere vantagem estratégica; • FRAQUEZA – É uma característica da empresa que lhe confere desvantagem estratégica;
    68. 68. Ambiente Externo • OPORTUNIDADE – É uma condição no ambiente que, se explorada, ajuda a empresa a obter competitividade estratégica; • AMEAÇA – É uma condição do ambiente que pode impedir os esforços de uma empresa em obter competitividade estratégica;
    69. 69. Análise Ambiental AMBIENTE EXTERNO Oportunidades Ameaças AMBIENTEINTERNO Forças Fraquezas Potencialidades de ação ofensiva Debilidades Vulnerabilidade Capacidade Defensiva
    70. 70. Força e Oportunidade Até que ponto a FORÇA analisada pode colaborar para o aproveitamento da OPORTUNIDADE em consideração? ATACAR
    71. 71. Força e Ameaça Até que ponto a FORÇA analisada pode colaborar para superar a AMEAÇA em consideração? DEFENDER
    72. 72. Fraqueza e Oportunidade Até que ponto a FRAQUEZA analisada pode prejudicar o aproveitamento da OPORTUNIDADE em consideração? PREPARAR
    73. 73. Ameaças e Fraquezas Até que ponto a FRAQUEZA analisada pode agravar a concretização da AMEAÇA em consideração? REZAR
    74. 74. Análise da Concorrência  De que maneira o produto ou serviço pode ser comparado ao do concorrente?  De que maneira ele está organizado?  Ele pode tomar decisões mais rápidas do que você?  Ele responde rapidamente a mudanças?  Tem uma equipe gerencial eficiente?  A concorrência é líder ou seguidor no mercado?  Quem poderá vir a ser os seus concorrentes no futuro?
    75. 75. “Se nas férias uma criança prefere ir para a casa da avó ao invés de ir para a Disney, então a avó da criança é concorrente da Disney” X
    76. 76. Concorrentes Diretos Atuam no mesmo setor
    77. 77. Concorrentes Indiretos Atuam em setores diferentes Ou faço uma pós graduação ou troco de carro ou viajo de férias...
    78. 78. Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    79. 79. Estudo de Localização
    80. 80. Definir o Objetivo da Localização Esta loja deve estar num local com alto tráfego de pessoas durante todo o dia Esta não...
    81. 81. Localização Diferente para Agronegócios Indústrias Comércios Atacadistas Comércios Varejistas Prestadores de Serviço
    82. 82. Teoria da Localização Uma boa localização procura garantir que a operação seja feita com custos mínimos a curto e/ou longo prazo, já que é esta é a típica decisão de grande impacto nos custos de operação Procura-se a localização que dê a maior razão benefício/custo
    83. 83. Localização de Agronegócios – Primórdios (Von Thunen) Distância Lucro = Preço Venda – Despesa de Frete Relativamente Uniforme Quanto mais distante, maior o custo do frete Quanto maior a distância entre produtor e consumidor, menor o lucro
    84. 84. Fatores para a Decisão sobre a Localização de Indústrias  Acessibilidade aos diferentes modais de transporte  Área geográfica a ser atendida pela nova estrutura  Capacidade de processamento dos armazéns  Clima  Condições sindicais  Custo de estoque de segurança  Custo de estoque em trânsito  Custo total logístico  Custos com mão de obra  Custos com transporte  Custos da instalação  Custos de capital  Custos de manutenção de estoques  Custos de manutenção dos sistemas de estocagem  Divisão da demanda entre as instalações  Efeitos da consolidação dos estoques  Facilidade de acesso ao mercado  Facilidade de acesso aos fornecedores  Fatores econômicos  Fluxo de entrada e saída de produtos  Fontes de energia  Força competitiva  Impostos estaduais, municipais e federais  Isenções tributárias  Localização direcionada pela produção  Localização direcionada pelo mercado  Localização dos principais concorrentes  Nível de serviço ao cliente  Nível mínimo de processamento do armazém  Oferta de mão de obra especializada  Tempo de trânsito do produto acabado  Existência de operadores logísticos com CD’s espalhados pelo Brasil  Incentivos fiscais  ICMS (Crédito e Débito)
    85. 85. Basicamente: Proximidade de Matérias Primas Oferta de Infraestrutura Proximidade de Mão de Obra Proximidade do Mercado Proximidade de Transporte Baixo Custo de Implantação e Operação
    86. 86. Proximidade de Matéria Prima “Frango é milho que anda”
    87. 87. Oferta de Infraestrutura
    88. 88. Proximidade de Mão de Obra
    89. 89. Proximidade do Mercado
    90. 90. Proximidade do Transporte
    91. 91. Baixo Custo de Implantação e Operação
    92. 92. Mas também há preocupação com outros fatores Relevo Clima
    93. 93. Tipos de Agrupamento - Cluster Agrupamento natural de empresas similares em determinada região geográfica, com as mesmas características econômicas e com um objetivo comum de competitividade Evidencia tanto a concorrência como a cooperação
    94. 94. Tipos de Agrupamento – Condomínio Industrial Caracteriza-se pela localização dos fornecedores dentro da planta da indústria, ou adjacentes a ela. Os fornecedores são escolhidos pela indústria, que determina as características da planta do fornecedor e orienta estrategicamente todos os participantes do condomínio
    95. 95. Tipos de Agrupamento – Consórcio Modular Trata-se de uma forma radical de outsourcing (mão-de-obra terceirizada), constituindo-se na transferência de diversas atividades, que antes faziam parte das atribuições da empresa, entre esta e seus fornecedores Os parceiros não participam do lucro final dos produtos. Eles continuam sendo fornecedores, com a grande diferença de também montar as peças que vendem
    96. 96. Consórcio Modular - VW
    97. 97. Tipos de Agrupamento - Cooperativas É a união de diversas propriedades da mesma região geográfica para um objetivo comum, como a distribuição da produção, negociação e financiamentos. Muito comuns na indústria agrícola de produção de grãos, aves ou leite
    98. 98. Métodos para Localização de Empresas – Centro de Gravidade Avalia o local de menor custo, considerando o fornecimento de matérias-primas e os mercado consumidores 𝑪𝑮 = (𝑸𝒖𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒙 𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑻𝒓𝒂𝒏𝒔𝒑𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒙 𝑫𝒊𝒔𝒕â𝒏𝒄𝒊𝒂) (𝑸𝒖𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒙 𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑻𝒓𝒂𝒏𝒔𝒑𝒐𝒓𝒕𝒆)
    99. 99. Método para Localização de Empresas – Método dos Momentos Semelhante ao método do centro de gravidade, com ponderação de um determinado Centro (Cidade) contra os demais Centros existentes Para cada centro, calcula-se o Momento (M) que as demais cidades possuem 𝑴 𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐 𝑿 = 𝑸𝒖𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒙 𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑻𝒓𝒂𝒏𝒔𝒑𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒙 𝑫𝒊𝒔𝒕â𝒏𝒄𝒊𝒂
    100. 100. Método de Localização de Empresas – Ponto de Equilíbrio Compara diferentes localidades em função dos custos totais de operação
    101. 101. Gráfico do Ponto de Equilíbrio Quantidade (unidades) Custo Total (R$) A B Q Melhor Opção: BMelhor Opção: A
    102. 102. Método para Localização de Empresas – Ponderação de Fatores Determina os fatores julgados como relevantes atribuindo-lhes uma nota. Para cada fator determina-se um peso, segundo sua importância. A soma destes fatores determinará qual a melhor localização Fator Peso (%) Opção A Opção B Proximidade de Matéria Prima 40 0,3 0,5 Proximidade de Mercado Consumidor 30 0,1 0,2 Custo de Transporte 30 0,5 0,2 TOTAL 100 30,0 32,0 Melhor Opção: B
    103. 103. Localização de Atacadistas e Varejistas Varejista Compras em menor volume Compras com maior frequência Atacadista Compras em maior volume Compras com menor frequência Estas diferenças fazem com que Varejistas e Atacadistas tenham estratégias de localização bem diferentes entre si
    104. 104. Localização de Atacadistas e Varejistas Varejista Próximo aos mercados consumidores Pequenas lojas Atacadista Entorno de grandes centros urbanos Grandes depósitos
    105. 105. Localização do Comércio Varejista Depende do produto comercializado: Bens de Compra Comparada Bens de Conveniência Bens de Especialidade Bens Não Procurados
    106. 106. Bem de Compra Comparada São bens que o consumidor, só compra depois de avaliar várias opções do mesmo produto, comparando-as quanto a adequação, qualidade, preço e estilo Lojas próximas umas das outras para facilitar a comparação e a tomada de decisão
    107. 107. Bem de Conveniência  São bens que o consumidor, geralmente, compra com frequência, de imediato e com mínimo esforço Lojas com estacionamento fácil; Lembre-se de que ninguém anda 2 quadras para comprar chicletes.
    108. 108. Bens de Especialidade  Bens de características e/ou identificação de marcas exclusivas, para as quais um grupo significativo de compradores está habitualmente disposto a fazer um esforço especial de compra Não precisam estar convenientemente instalados, mas precisam que seus compradores potenciais saibam aonde os encontrar
    109. 109. Bens Não Procurados  Bens sobre os quais o consumidor não tem conhecimento ou sobre os quais sabe pouco, mas que não pensa normalmente em comprar Sem grande preocupação com a localização pois necessitam de um esforço de marketing substancial na forma de propaganda e venda pessoal
    110. 110. Pontos a serem considerados na localização do varejo Existência de mercado Nível e tipo de competição existente Disponibilidade de locais Custos (aquisição ou aluguel) Acessibilidade Facilidade de estacionamento Disponibilidade de mídias para comunicação com o público-alvo Aspectos legais, etc.
    111. 111. Questão Fundamental da Localização Onde vou vender mais, com menor custo? DEMANDA
    112. 112. Demanda da Empresa Total Demandado da Empresa Esforço de MarketingEsforço de Marketing 1 Esforço Máximo de Marketing Previsão de Vendas 1 Potencial de Vendas
    113. 113. Potencial de Vendas É o máximo possível de vendas a ser atingido pela empresa no setor empresarial em sua curva de demanda e corresponde ao esforço máximo de marketing, em um definido ambiente de negócios
    114. 114. Determinação do Mercado Potencial Avaliar o Potencial de Vendas de cada uma das opções de localização
    115. 115. Métodos para determinar os mercados potenciais de regiões de mercado IPC – Índice de Poder de Compra Potencial de Mercado Proporção em Cadeia IAC – Índice de Atividade de Vendas ABC Geodemográfico Todos os métodos levam em conta fatores demográficos (pessoas), econômicos (renda), históricos (vendas) e estatísticos
    116. 116. Saturação do Varejo O conceito de saturação do varejo parte do pressuposto de que qualquer região ou área de comércio, com determinado potencial de mercado, pode comportar apenas um número máximo de m2 de espaço de área de vendas para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos
    117. 117. Classificação das Áreas de Comércio Supersaturada Saturada Subsaturada Acima da Necessidade Equilibrada Abaixo da Necessidade - +
    118. 118. Índice de Saturação do Varejo Mede o potencial de vendas por m2 da área de vendas de uma região ou área de comércio para um determinado setor de varejo ou para determinado produto ou linha de produtos Relaciona um indicador do potencial de mercado com um indicador da oferta existente 𝑰𝑺𝑽 = 𝑪𝒐𝒏𝒔𝒖𝒎𝒊𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒙 𝑮𝒂𝒔𝒕𝒐𝒔 Á𝒓𝒆𝒂 𝒅𝒆 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂𝒔
    119. 119. Área de Influência Área de influência é uma área geográfica que contém os consumidores de uma empresa particular ou de um grupo de empresas para bens ou serviços específicos Comércio Área de Influência Primária (60 a 75% dos clientes) Área de Influência Secundária (15 a 25% dos clientes) Área de Influência Terciária (5 a 10% dos clientes)
    120. 120. Opções para a Localização Final de um Comércio Em um local isolado Em um centro de comércio natural Em um centro de comércio planejado (Shopping Center)
    121. 121. Opção por Local Isolado É caracterizado por não dividir o tráfego de consumidores com outras lojas A opção por um local isolado deve estar relacionada com a vantagem em operar de forma monopolista e / ou com vantagem operacional
    122. 122. Opção por Centro de Comércio Natural No processo de crescimento das cidades, alguns locais acabam naturalmente tendo um fluxo anormal de pessoas como: proximidade de pontos de ônibus, estações de trens e metrô, rodoviárias etc.; locais com grande densidade de escritórios e consultórios; fluxo anormal de veículos (como em grandes avenidas e cruzamentos entre grandes avenidas)
    123. 123. Opção por Shopping Centers São espaços planejados e administrados de forma centralizada que contêm estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços como: lojas de todos os tipos, lanchonetes, restaurantes, bancos, salas de cinema, áreas destinadas a entretenimento e diversões, e amplo estacionamento
    124. 124. Vantagens para o Varejista que se Localiza num Shopping Center Rateio de custos de operação (vigilância, segurança, ar condicionado, iluminação, energia, limpeza, manutenção) Benefício da demanda do shopping como um todo Rateio de custos de propaganda e promoções
    125. 125. Princípios a serem considerados na avaliação de locais para uma nova loja Interceptação Acumulação Atrativa Compatibilidade Congestionamento de Lojas Acessibilidade
    126. 126. Princípio da Interceptação Diz respeito às qualidades específicas de um local de comércio, que determina sua capacidade para interceptar consumidores quando se locomovem de um lugar para outro. A intercepção tem dois elementos distintos: a região origem e a região destino do consumidor Origem e Destino
    127. 127. Princípio da Acumulação Atrativa Este princípio indica que um aglomerado de varejistas, exercendo atividades similares ou complementares, tem maior poder de atração sobre os consumidores do que varejistas similares ou complementares, dispersos e isolados
    128. 128. Princípio da Compatibilidade Ocorre quando diferentes negócios varejistas localizados em um mesmo centro comercial forem complementares e próximos
    129. 129. Princípio do Congestionamento Resulta da diminuição da mobilidade das pessoas e veículos na área, resultantes do crescimento do centro comercial, desencorajando novos e atuais consumidores a irem ao local
    130. 130. Princípio da Acessibilidade Estabelece que, quanto mais facilmente os consumidores potenciais possam chegar, entrar, percorrer e sair de um local, mais facilmente estarão predispostos a visitá-lo para realizar compras
    131. 131. Fatores a Considerar na Avaliação de Locais Aspectos demográficos locais: Base e perfil populacional Renda familiar Número e tipos de residências Porcentual da população que faz parte do público-alvo Característica do estilo de vida da população
    132. 132. Fatores a Considerar na Avaliação de Possíveis Locais Estrutura e compatibilidade do varejo local: Nível de congestionamento de lojas Número e tipos de lojas Número, porte e força dos concorrentes diretos Proximidade de outras áreas comerciais Atividades cooperadas de interesse mútuo dos varejistas Nível de acumulação atrativa Nível de compatibilidade Afinidade no posicionamento Complementaridade com outros varejistas
    133. 133. Fatores a Considerar na Avaliação de Possíveis Locais Fluxo de trânsito de veículos e acessibilidade: Número de veículos Tipo de veículos Disponibilidade e facilidade de estacionamento Disponibilidade e frequência de transportes públicos Fluidez do trânsito:  Quantidade de grandes vias de trânsito  Número de pistas nas grandes vias de trânsito  Fluxo direcional das vias de trânsito  Limite de velocidade  Número e tipos de aparelhos de controle de tráfego  Acesso às vias principais  Qualidade das principais vias de acesso  Nível de congestionamento na área  Existência de barreiras limitantes na área de influência como: pontes, viadutos, linhas férreas, autopistas etc.  Número de intersecções
    134. 134. Fatores a Considerar na Avaliação de Possíveis Locais Tráfego de pedestres:  Número de pessoas  Tipos de pessoas Características do local específico (ponto):  Número de vagas de estacionamento disponíveis  Distância entre o(s) estacionamento(s) e o local da loja  Visibilidade do ponto  Posição do local (esquina ou meio do quarteirão)  Tamanho do local  Formato do local  Estado de conservação da construção  Qualidade das entradas e saídas  Termos e custos de ocupação:  Custo do aluguel ou de aquisição  Custo de condomínio  Período de arrendamento e cláusulas restritivas e de renovação  Limitações de horários  Facilidades existentes
    135. 135. Fatores a Considerar na Avaliação de Possíveis Locais Fatores legais: Tipo de zoneamento Impostos locais Restrições à operação (horários de funcionamento, horários para carga e descarga, horários e restrições para circulação de veículos de carga etc.)
    136. 136. Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    137. 137. Estudo de Produção
    138. 138. Processo de Produção Input Matérias Primas Ouput Produto Acabado
    139. 139. Planejamento da Produção Previsão de Vendas O que esperamos vender Plano de Produção O que temos de produzir Capacidade Produtiva O que podemos produzir Nível de Estoque O que está disponível
    140. 140. Programação da Produção
    141. 141. EntregaFabricação Transporte EntregaFabricação Transporte EntregaFabricação Transporte Cada componente possui um ciclo de produção e entrega diferente que devem ser ajustados
    142. 142. Produção PessoasEquipamentos Processos
    143. 143. Pessoas Quem vende? Quem compra? Quem fabrica? Quem entrega? Quem cobra? Quem administra? Quem paga? Etc.
    144. 144. Máquinas e Equipamentos Especificação Escolha do Fornecedor Custo de Aquisição / Montagem / Manutenção Demais condições
    145. 145. Processos Produtivos Produção por Projeto Produção Artesanal Produção por Lotes Produção em Massa Produção Contínua
    146. 146. Tipos de Processo de Produção • Produção por Projeto – Reduzido volume e elevada variedade, típicos de produtos customizados
    147. 147. Tipos de Processo de Produção • Produção Artesanal – Baixos volumes e elevada variedade; – Distingue-se da produção por projetos por produzir mais produtos, geralmente de menor dimensão
    148. 148. Tipos de Processo de Produção • Produção por Lotes – Processo que combina um volume médio com uma variedade média
    149. 149. Tipos de Processo de Produção • Produção em Massa – Processo que lida com a produção de bens com alto volume e pouca variedade
    150. 150. Tipos de Processo de Produção • Produção Contínua – Processo baseado em um volume muitíssimo elevado e uma variedade muito pequena
    151. 151. Visão Ampliada da Produção Equipe de Vendas Logística de EntregaProdução Integração
    152. 152. Fornecedores Consumidores Cadeia de Suprimentos Fornecedores dos Fornecedores Empresa Consumidores dos Consumidores Fluxo de Informações, produtos e fundos (direto e reverso)
    153. 153. Produção Empurrada e Puxada Minimização de Estoques – Fazer por Encomenda
    154. 154. Fornecedores Almoxarifado Depósito Clientes Compras Vendas
    155. 155. Tipos de Estoque Matérias Primas Materiais em Processamento Materiais Semi-Acabados Materiais Acabados ou Componentes Produtos Acabados
    156. 156. ESTOQUE Entradas de um item Saídas de um item Giro de Estoque
    157. 157. Dependência do Estoque Depende Não Depende Estoque Farinha >>> Estoque Picolé Maior controle
    158. 158. Custo dos Estoques Aluguel do espaço Salários e encargos do pessoal envolvido Seguros contra incêndio e roubo Máquinas e equipamentos para movimentação Despesas financeiras geradas pelo estoque parado
    159. 159. Risco de Estoque
    160. 160. Riscos de Estoque
    161. 161. Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    162. 162. Estudo de Tamanho
    163. 163. Tamanho de uma Empresa o tamanho da empresa é a capacidade de produção que pode ser atingida pela mesma quando em operação durante um período de tempo normal, do ponto de vista técnico e econômico  Ponto de vista técnico: máxima produção  Ponto de vista econômico: nível de produção
    164. 164. Ração Leite Produção Máxima Não adianta dar mais ração A quantidade de leite produzido a mais será inferior a quantidade adicional de ração dada
    165. 165. Produtividade Média e Marginal Produtividade Média 𝑷 𝑴é𝒅𝒊𝒂 = 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝑭𝒂𝒕𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝑻𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 Produtividade Marginal 𝑷 𝑴𝒂𝒓𝒈𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝟐 − 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝟏 𝑭𝒂𝒕𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝑻𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝟐 − 𝑭𝒂𝒕𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝑻𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝟏 Fator de Tamanho  Nº Empregados  Kg de Matéria Prima  Unidades Produzidas  Turnos de Operação  Velocidade de Produção  Etc.
    166. 166. Fator de Tamanho Número de empregados Volume de faturamento Total de capital empregado e/ou valor do patrimônio líquido Valor total adicionado pela empresa Volume (ou peso) da matéria-prima consumida
    167. 167. Tamanho Ótimo 𝑷 𝑴é𝒅𝒊𝒂 = 𝑷 𝑴𝒂𝒓𝒈𝒊𝒏𝒂𝒍 𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 > 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 < 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 = 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 Produtividade Fator de Tamanho
    168. 168. 𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 > 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 < 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑃 𝑀é𝑑𝑖𝑎 = 𝑃 𝑀𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 Produtividade Fator de Tamanho 1 Kg Ração 2 litros de Leite 1 Kg Ração 1 litro de Leite 1 Kg Ração 0,5 litro de Leite
    169. 169. Limites Mínimo e Máximo Tamanho Máximo Tamanho Mínimo Demanda Máxima do Mercado Tamanho Mínimo Econômico Faixa Ideal de Operação x Unidades X Unidades
    170. 170. Tamanho = Capacidade volume máximo ou quantidade máxima de “alguma coisa”
    171. 171. Capacidade de Produção o máximo nível de atividade de valor adicionado em determinado período de tempo que o processo pode realizar sob condições normais de operação
    172. 172. Algumas Medidas de Capacidade Organização Capacidade Estática Capacidade de Produção Faculdade Quantidade de salas, carteiras, enfim, número de vagas disponíveis Quantidade de alunos formados por ano Teatro ou cinema Quantidade de assentos na sala de espetáculo ou na sala de exibição Número de freqüentadores por semana Supermercado Área de vendas em m2 Faturamento mensal por m2 Transportadora rodoviária de cargas Soma da capacidade em quilos ou m3 dos caminhões disponíveis Volume ou peso transportado por mês Hospital Número de leitos disponíveis Quantidade de pacientes atendidos por mês Hidroelétrica “Tamanho” do gerador Megawatts gerados por mês Confecções de roupas Número de costureiras e de máquinas de costura Produtos produzidos por semana Fábrica de fogões Número de homens e de máquinas Fogões produzidos por mês Fazenda Área cultivada Toneladas de grãos por safra
    173. 173. Capacidade Instalada É a capacidade máxima que uma unidade produtora pode produzir se trabalhar ininterruptamente, sem que seja considerada nenhuma perda
    174. 174. Capacidade Disponível ou de Projeto É a quantidade máxima que uma unidade produtiva pode produzir durante a jornada de trabalho disponível, sem levar em consideração qualquer tipo de perda
    175. 175. Grau de Disponibilidade Indica, em percentual, quanto uma unidade produtiva está disponível 𝑮𝒓𝒂𝒖 𝒅𝒆 𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏𝒊𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 = 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒍 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑰𝒏𝒔𝒕𝒂𝒍𝒂𝒅𝒂
    176. 176. Capacidade Efetiva ou de Carga A capacidade efetiva representa a capacidade disponível subtraindo-se as perdas planejadas desta capacidade  Necessidade de set-ups para alterações no mix de produtos  Manutenções preventivas periódicas  Tempos perdidos em trocas de turnos  Amostragens da qualidade, etc. Perdas planejadas são aquelas perdas que se sabe de antemão que irão acontecer
    177. 177. Grau de Utilização representa, em forma percentual, quanto uma unidade produtiva está utilizando sua capacidade disponível 𝑮𝒓𝒂𝒖 𝒅𝒆 𝑼𝒕𝒊𝒍𝒊𝒛𝒂çã𝒐 = 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑬𝒇𝒆𝒕𝒊𝒗𝒂 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒍
    178. 178. Capacidade Realizada A capacidade realizada é obtida subtraindo-se as perdas não planejadas da capacidade efetiva, em outras palavras, é a capacidade que realmente aconteceu em determinado período Perdas não planejadas são perdas que não se consegue antever  Falta de matéria-prima;  Falta de energia elétrica;  Falta de funcionários;  Paradas para manutenção corretiva;  Investigações de problemas da qualidade, etc.
    179. 179. Índice de Eficiência fornece a porcentagem de eficiência da unidade produtora em realizar o trabalho programado Í𝒏𝒅𝒊𝒄𝒆 𝒅𝒆 𝑬𝒇𝒊𝒄𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 = 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒂 𝑪𝒂𝒑𝒂𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑬𝒇𝒆𝒕𝒊𝒗𝒂
    180. 180. Tamanho Ótimo Entende-se por tamanho ótimo aquela escala de produção que conduz à mais alta rentabilidade para a empresa em um dado intervalo de tempo
    181. 181. Escala de Mínima Efetividade (EME) o volume de produção, capacidade ou vendas em que o custo médio de longo prazo é minimizado Custo Médio Volume produzido EME Tamanho Ótimo
    182. 182. Custos de Produção Custo Fixo (CFT) – São os custos que não mudam com as variações na quantidade produzida; Custos Variáveis (CVT) – São os custos que variam com o nível de produção; Custo Total (CT) – É a soma do custo fixo e do custo variável.
    183. 183. Custos de Produção • Custo Fixo Médio (CFM) • Custo Variável Médio (CVM) • Custo Total Médio (CTM) Q CFT CFM Q CVT CVM CVMCFM Q CT CTM  Custos Médios ou Unitários
    184. 184. Custos de Produção Custo Fixo Custo Variável Custo Total R$ Qtd.
    185. 185. Análise Linear do Ponto de Equilíbrio $ Qtd. Q1 Q2 Q3 Receita Total Custo Total Faixa Relevante Trata-se de uma “simplificação” Que considera um preço constante unitário P e um custo variável unitário V Ponto de Equilíbrio F VP F Qequilíbrio  
    186. 186. Custos de Produção • Custo Marginal (CMg) – Representa o custo adicional ou extra da produção de mais 1 unidade de produto – Por conseguinte representa também o custo que pode ser economizado ao não se produzir mais 1 produto Q CT CMg   
    187. 187. Custo médio e custo marginal a longo prazo Produção Custo ($ por unidade de produção) CMeLP CMgLP A O custo marginal de longo prazo determina a evolução do custo médio de longo prazo: Se CMgLP < CMeLP, CMeLP está diminuindo Se CMgLP > CMeLP, CMeLP está aumentando Logo, CMgLP = CMeLP no ponto de mínimo do CMeLP
    188. 188. Formatos das Curvas de Custo Produção (unidades/ano) Custo ($ por ano) 25 50 75 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 CMg CTMe CVMe CFMe
    189. 189. 0 1 2 3 4 5 6 7 35 59 75 95 120 150 190 245 Custo Fixo Custo Variável Custo Marginal Produção Q Custo Custo Produção Q 24 16 20 25 30 40 55 1 2 3 4 5 6 7 CMg Lei dos Rendimentos Decrescentes
    190. 190. Custo Produção Q 24 16 20 25 30 40 55 1 2 3 4 5 6 7 CMg Preço de Mercado Suponha que o preço de mercado seja de R$ 40,00 PrejuízoLucro Até 6 unidades produzidas: CMg < Preço → Lucro Acima de 6 unidades produzidas: CMg > Preço → Prejuízo Ponto de Equilíbrio para a Empresa LUCRO MÁXIMO!
    191. 191. Custo Produção Q 24 16 20 25 30 40 55 1 2 3 4 5 6 7 CMg Preço de Mercado Preço de Mercado Preço de Mercado A R$ 40,00 o ideal é produzir 6 unidades; A R$ 30,00 o ideal é produzir 5 unidades; A R$ 25,00 o ideal é produzir 4 unidades; Etc. Curva da OFERTA!
    192. 192. Deslocamentos das Curvas de Custos CFM CVM CTM CMg Aumento do Custo Fixo - Inalterada Aumento Inalterada Aumento do Custo Variável Inalterada - Aumenta Aumenta Diminuição do Custo Fixo Diminui Diminui - Diminui Diminuição do Custo Variável Diminui Diminui Diminui - CFM CVM CTM CMg
    193. 193. Condicionantes do Tamanho Ótimo  Estimativa do mercado atual e previsão de seu crescimento  Evolução das importações e preços dos produtos importados (considerando-se a possibilidade de redução desses preços)  Seleção de tecnologias existentes. Confronto entre especificações técnicas, preços dos equipamentos e custos de produção  Existência de projetos semelhantes e planos de expansão das empresas concorrentes
    194. 194. Formas de Aumento na Capacidade Aumento da Capacidade Instalada  Impacto no Custo Fixo Aumento de Turnos de Trabalho  Impacto no Custo Variável
    195. 195. Início Estudo de Mercado Estudo de Localização Estudo de Produção Estudo de Tamanho Estudo Econômico- Financeiro Fim
    196. 196. Estudo Econômico- Financeiro
    197. 197. Critérios de Aprovação de um Projeto Critério Financeiro disponibilidade de recursos Critério Econômico rentabilidade do investimento
    198. 198. Critério Financeiro Tem dinheiro suficiente para investir ou não? SIM NÃO Provavelmente está tirando o dinheiro de alguma aplicação para investir no projeto Provavelmente vai pegar dinheiro emprestado num banco Custo de Oportunidade Custo de Crédito
    199. 199. Critério Financeiro Retorno > Custo Custo de Oportunidade Custo de Crédito
    200. 200. Critério Econômico Lucro = Receita - Despesas Estimativa de Vendas Estimativa de Custos
    201. 201. Análise de Investimentos A avaliação do fluxo de caixa da operação baseada na comparação dos valores presentes, calculados pelo regime de juros compostos
    202. 202. Fluxo de Caixa tempo0 1 2 3 n4 −𝑪𝑭 𝟎 +𝑪𝑭 𝟏 +𝑪𝑭 𝟐 +𝑪𝑭 𝟑 +𝑪𝑭 𝟒 +𝑪𝑭 𝒏 Investimento Inicial Retornos
    203. 203. Valor Presente Líquido - VPL O valor presente líquido de um fluxo de caixa é obtido pela diferença entre o valor presente dos recebimentos (ou pagamentos) previstos e o valor presente do fluxo de caixa inicial tempo0 1 2 3 n4 −𝑪𝑭 𝟎 +𝑪𝑭 𝟏 +𝑪𝑭 𝟐 +𝑪𝑭 𝟑 +𝑪𝑭 𝟒 +𝑪𝑭 𝒏 IMPORTANTE: O VPL não identifica diretamente a taxa de rentabilidade da operação, mas sim o resultado econômico em moeda atualizada
    204. 204. Valor Presente Líquido - VPL tempo0 1 2 3 n4 −𝑪𝑭 𝟎 +𝑪𝑭 𝟏 +𝑪𝑭 𝟐 +𝑪𝑭 𝟑 +𝑪𝑭 𝟒 +𝑪𝑭 𝒏 𝑽𝑷𝑳 = 𝑪𝑭 𝟎 + 𝑪𝑭 𝟏 (𝟏 + 𝒊) 𝟏 + 𝑪𝑭 𝟐 (𝟏 + 𝒊) 𝟐 + 𝑪𝑭 𝟑 (𝟏 + 𝒊) 𝟑 + 𝑪𝑭 𝟒 (𝟏 + 𝒊) 𝟒 + . . . + 𝑪𝑭 𝒏 (𝟏 + 𝒊) 𝒏
    205. 205. Taxa de Mínima Atratividade - TMA É a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros Geralmente:  Custo de Oportunidade  Custo de Crédito  Custo de Capital
    206. 206. Tomada de Decisão - VPL Entre dois investimentos possíveis escolhe-se aquele que apresentar o maior VPL VPL ≥ 0 então investe VPL < 0 então não investe
    207. 207. Taxa Interna de Retorno - TIR É a taxa de juros que iguala, em determinado momento do tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas em caixa É também a taxa que faz VPL = 0
    208. 208. Taxa Interna de Retorno - TIR 𝑪𝑭 𝟎 = 𝑪𝑭 𝟏 (𝟏 + 𝒊) 𝟏 + 𝑪𝑭 𝟐 (𝟏 + 𝒊) 𝟐 + 𝑪𝑭 𝟑 (𝟏 + 𝒊) 𝟑 + 𝑪𝑭 𝟒 (𝟏 + 𝒊) 𝟒 + . . . + 𝑪𝑭 𝒏 (𝟏 + 𝒊) 𝒏 𝑽𝑷𝑳 = 𝑪𝑭 𝟎 + 𝑪𝑭 𝟏 (𝟏 + 𝒊) 𝟏 + 𝑪𝑭 𝟐 (𝟏 + 𝒊) 𝟐 + 𝑪𝑭 𝟑 (𝟏 + 𝒊) 𝟑 + 𝑪𝑭 𝟒 (𝟏 + 𝒊) 𝟒 + . . . + 𝑪𝑭 𝒏 (𝟏 + 𝒊) 𝒏 TIR → VPL = 0
    209. 209. Tomada de Decisão - TIR Do ponto de vista estritamente financeiro, se tivermos que escolher entre dois projetos de investimento devemos escolher aquele que apresentar a maior TIR, ou seja, a maior taxa de rentabilidade efetiva Ao decidirmos a execução, ou não, de um investimento devemos comparar a TIR com o custo de oportunidade do capital (melhor rentabilidade disponível no mercado)
    210. 210. Problemas da TIR Se o prazo do investimento for muito longo e com muitas mudanças de sinais no fluxo de caixa, então pode ser que haja múltiplas TIR’s ou nenhuma TIR não é usada para optar entre dois investimentos excludentes, pois se “confunde” com o porte de investimentos e com prazos diferentes dos fluxos
    211. 211. Relação entre TIR e VPL Do ponto de vista do investidor o VPL decresce com a taxa de desconto, ou seja, quanto maior a taxa de desconto, menor o VPL A TIR é a taxa de desconto que zera o VPL Logo, do ponto de vista do investidor, a TIR é a maior taxa de desconto que ainda produz um VPL positivo Portanto, se a taxa de desconto dos fluxos for menor que a TIR então o projeto é lucrativo pelo método VPL
    212. 212. Relação entre TIR e VPL – Graficamente Taxa de Desconto VPL (R$) TIR Não vale o investimento VPL<0 Vale o investimento VPL>0 Ponto de Vista do Investidor
    213. 213. Payback Representa o tempo de recuperação do investimento Ou seja, quanto tempo até que o VPL =0? 0 1 2 3 −𝟐𝟓𝟎 +𝟏𝟎𝟎 +𝟏𝟎𝟎 +𝟏𝟎𝟎n Fluxo Saldo 0 -250 -250 1 +100 -150 2 +100 -50 3 +100 +50 Payback
    214. 214. Payback Descontado É o Payback calculado considerando a atualização do capital a uma dada taxa de juros 0 1 2 3 −𝟐𝟓𝟎 +𝟏𝟎𝟎 +𝟏𝟎𝟎 +𝟏𝟎𝟎 n Fluxo Atualizado Saldo 0 -250 -250 -250 1 +100 +90 -160 2 +100 +80 -80 3 +100 +70 +10 Payback
    215. 215. Incertezas em Relação ao Projeto Fatores Econômicos • super ou subdimensionamente de oferta e demanda, alterações de preços de produtos e matérias-primas, investimentos imprevistos, etc… Fatores Financeiros • falta de capacidade de pagamento, insuficiência de capital, etc… Fatores Técnicos • inadequabilidade de processo, matéria-prima, tecnologia empregada, etc… Outros  fatores políticos e institucionais, clima, problemas de gerenciamento de projetos, etc…
    216. 216. Obrigado pela atenção! FIM miltonhenriquemiltonhcouto mcouto@catolica-es.edu.br Milton Henrique do Couto Neto

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